Foz do Rio Doce: o TsuLama da Samarco continua vertendo seu conteúdo mortal

As redes sociais continuam sendo uma mina de informações e imagens sobre a continuidade do TsuLama originado pelo rompimento da barragem do Fundão da Mineradora Samarco ( Vale+ BHP Billiton) em Mariana (MG) no dia 05 de Novembro de 2015.

Mas para quem pensa que o TsuLama é coisa do passado, sugiro que olhem com cuidado as imagens abaixo que foram produzidas por um membro da rede social Facebook no dia de ontem (10 de Fevereiro de 2016) na foz do Rio Doce.

E há que ser lembrado que até onde foi informado,  a Samarco ainda não havia selado o caminho dos rejeitos até o primeiro afluente do Rio Doce nas próximos do distrito de Bento Rodrigues. E isto significa que mais material continuará chegando na região costeira por sabe-se-lá por quanto tempo, promovendo sabe-se-lá que tipo de dano nos ecossistemas costeiros do Espírito Santo.

Samarco se dispõe a “ajudar” Ufes a analisar amostras de água do Rio Doce. O que será que estão pedindo em troca?

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Segundo a matéria abaixo, assinada por Pedro Permuy, e publicada pelo site Espírito Santo Hoje, a Mineradora Samarco (Vale+ BHP Billiton) está se  disponibilizando a “ajudar” pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) a analisar as amostras de água coletadas no Rio Doce, afim de estabelecer os níveis de contaminação associadas à passagem do TsuLama que a negligência da empresa causou em Mariana (MG).

Eu só espero que em troca dessa “ajuda” não apareça com contratos de confidencialidade para a UFES assinar, o que representaria um grave prejuízo aos interesses da população que está sendo afetada pela negligência da Samarco.

É que no caso deste tipo de “ajuda” a prática comum das corporações é que a moeda de troca seja a proibição da publicização dos resultados.  A ver!

Samarco quer ajudar a Ufes a analisar amostras d’água do rio Doce

Foto: Fred Loureiro/Governo do ESFred Loureiro/Governo do ES

A fim de que as 2.785 amostras coletadas da Foz do rio Doce, rio São Mateus, rio Mucurici e rio Caravelas possam ser analisadas mais rapidamente, a Samarco Mineração S.A está firmando parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) para disponibilizar ajuda que colabore nesse trabalho.

A mineradora diz que pretende efetivar o conchave que ajudará na execução das análises físico-químicas e biológicas da água e do sedimento referente ao diagnóstico dos locais nos quais foram retiradas amostras. A preocupação pode ter vindo na última semana, quando a Ufes divulgou os resultados prévios das análises e pediu prazo de ao menos seis meses para que o relatório final fosse entregue. Os pesquisadores encontraram ferro, manganês, alumínio e cromo com níveis elevados.

Considerado o maior desastre ambiental da história do país, o evento – que aconteceu no dia 05 de novembro de 2015 – foi responsável por matar 17 pessoas, destruir comunidades ribeirinhas e, ainda, extinguir a vida aquática do rio Doce e afetar os animais marinhos. Cerca de três toneladas de peixes mortos foram retirados do manancial e aproximadamente 500 quilos do mar. Além disso, a pesquisa leva a crer que a lama, por ser constituída de partículas finas, é o que está soterrando o que ainda resta dos seres vivos do Doce.

De acordo com o pesquisador da Ufes do departamento de oceanografia Alex Bastos, os estudos mostram o que pode acontecer a princípio. Ele esclarece que a coleta de amostras aconteceu a partir de quatro dias após a chegada da lama de rejeito na foz do rio Doce numa expedição que durou treze dias diluídos em três viagens.

O pesquisador esclarece que o que mais chama a atenção, depois do acúmulo de sedimentos anormal na calha do Doce, é o desequilíbrio que existe entre nascimento e morte da população de fitoplânctons. “Existe um descontrole, principalmente na taxa de mortandade, que está elevada”, pondera. Ele explica que esse contingente pode levar ao desaparecimento de peixes na região, pois os plânctons servem de alimento no primeiro nível trófico da cadeia.

“Como foi observado um aumento na concentração de ferro e nutrientes como nitrato, nitrogênio amoniacal e silício, esses elementos podem ser responsáveis pela alta proliferação e alta mortandade desses espécimes”, conta o pesquisador. Ele destaca que, se antes eram encontradas até 70 espécies diferentes de fitoplânctons, agora, esse quantitativo não passa de 39.

FONTE: http://www.eshoje.jor.br/_conteudo/2016/02/noticias/geral/37907-samarco-quer-ajudar-a-ufes-a-analisar-amostras-d-agua-do-rio-doce.html

Não existe mineração sustentável

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Durante lançamento de O Bem Viver na cidade mineira de Mariana, Alberto Acosta viu de perto os efeitos da maior tragédia socioambiental brasileira. “Os telhados das casas que aparecem por cima da lama são como um grito para que a Humanidade mude de rumo”

Como parte da turnê de lançamento de O Bem Viver – Uma oportunidade para imaginar outros mundos, o pensador equatoriano Alberto Acosta visitou a cidade mineira de Mariana em 28 de janeiro. Lá, participou de debate sobre o alto custo do extrativismo na América Latina com Andrea Zhouri, professora da Universidade Federal de Minas Gerais, Isabela Corby, advogada popular do Coletivo Margarida Alves, Sammer Siman, liderança das Brigadas Populares, e Letícia Oliveira, do Movimento dos Atingidos por Barragens.

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Em meio ao trauma causado pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco, Acosta apresentou as ideias de seu livro, lançado no Brasil pela Editora Elefante e Autonomia Literária, com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo. Depois, visitou a localidade de Bento Rodrigues, vilarejo que submergiu quase completamente ao tsunami de lama tóxica.

A destruição causada pela subsidiária das megacorporações Vale (brasileira) e BHP Billiton (australiana) marcou profundamente Acosta, que há alguns anos percorre o mundo espalhando os princípios do Bem Viver – uma alternativa ao desenvolvimento e ao extrativismo, que causam destruição e pobreza para muitos enquanto concentram renda nas mãos de grandes empresas.

É difícil saber o que senti. Foram momentos de grande vazio, enorme frustração, impotência e muita raiva. A destruição é incontestável. Sequer é possível escondê-la. As traves de futebol enterradas, uma estante sumersa no lodo, com os livros destroçados, são cenas desoladoras. Os telhados das casas que aparecem por cima da lama são como um grito para que a Humanidade mude de rumo. Quais são os significados de tamanha destruição? É tudo tão terrível…

Me chateou muito saber que as pessoas que moravam em Bento Rodrigues, ou seja, as vítimas da mineração, não são mais tratadas como vítimas: na linguagem do governo e das empresas, são “beneficiárias”, porque irão receber uma compensação pelas perdas que tiveram. São pessoas que viviam com medo: sabiam que isso poderia acontecer algum dia.”

Nesses lugares, que antes da mineração eram tão bonitos, mas que agora estão destruídos e permanentemente ameaçados por novas tragédias, não há maneira de construir o Bem Viver. Como é que pode haver alguém que diga que foi um mero acidente? Que isso não deveria acontecer? Que existe tecnologia de ponta para evitar situações como essa? É pura falta de vergonha na cara. A mineração é uma roleta russa. Quem morre participando de uma roleta russa não morre por acidente.

A mineração em Mariana destruiu um rio inteiro, com impactos sobre sociedades e ecossistemas que chegaram até o litoral do Espírito Santo. O governo e algumas prefeituras mineiras divulgaram um relatório contabilizando perdas de R$ 1,2 bilhão provocadas pela ruptura da barragem da Samarco. O governo federal tenta responsabilizar a empresa com um pedido de R$ 20 bilhões em indenizações. É suficiente? Quanto dinheiro poderia recompensar tamanha devastação?

FONTE: http://editoraelefante.com.br/nao-existe-mineracao-sustentavel/

TsuLama da Samarco: tango da impunidade dá mais um passo à frente

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A notícia abaixo publicada inicialmente pela Agência Brasil e repercutida em diversos sites dá conta de que os processos da barragem da Mineradora Samarco (Vale + BHP Billiton) em Mariana (MG) foram deslocados da instância estadual para a federal.

Neste caso, a manobra que atende a um pedido da própria Samarco é óbvia: longe dos olhos, longe do coração. Em outras palavras, sem a pressão das centenas de vítimas e da visão do caos instalado, e ainda contando com a extrema boa vontade do governo Dilma e da Advocacia Geral da União, a Samarco e suas controladoras (Vale e BHP Billiton) vão continuar ensaiando o tango da impunidade.

Simples, mas ainda assim imensamente, trágico!

Processos do desastre da barragem da Samarco, em Mariana, serão enviados à Justiça Federal

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Acidente matou 17 pessoas e devastou o distrito de Bento Rodrigues, que foi coberto pela lama tóxica. Foto: Antonio Cruz/ Arquivo Agência Brasil

Por determinação do desembargador Afrânio Vilela, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), os processos relativos ao desastre de Mariana serão enviados à Justiça Federal. O Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MP-MG) acredita que a decisão trará graves prejuízos às pessoas atingidas pelo rompimento das barragens.

Após analisar recurso apresentado pela Mineradora Samarco, o desembargador determinou, no dia 26 de janeiro, que fossem enviados à Justiça Federal os processos de primeira instância cujos pedidos coincidem com aqueles já formulados na instituição federal.

Afrânio Vilela determinou ainda que os recursos de ações ajuizadas por particulares sejam remetidos ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região e cancelou a audiência de conciliação que estava marcada para ocorrer dia 1º de fevereiro.

Em nota divulgada hoje (4), o promotor de Justiça da Comarca de Mariana, Guilherme de Sá Meneghin, afirmou que o deslocamento de competência trará restrições à participação das vítimas, suspenderá o processo, que estava em fase adiantada, e anulará os acordos já formulados.

“Na visão do Ministério Público, não existe interesse da União na Ação Civil Pública, pois a demanda visa assegurar os direitos humanos das vítimas do rompimento da barragem em Mariana. Ainda não há uma decisão definitiva, pois a advocacia-Geral da União e o Ministério Público devem se manifestar no processo para averiguar se existe ou não interesse por parte da União”, afirmou Guilherme, em nota.

Segundo o promotor, o setor do MP-MG que trata de direitos humanos, inclusão e mobilização social atuava desde 5 de novembro de 2015, quando ocorreu o desastre. “Verifica-se que a ação civil pública obteve êxito em vários pontos para garantir direitos aos atingidos. São cerca de três mil atingidos em Mariana, sendo aproximadamente 940 desabrigados.”

Por Marieta Cazarré, da Agência Brasil, in EcoDebate,

Enquanto a Samarco não paga, as comunidades ficam no prejuízo total

Vi a imagem abaixo faz alguns dias, mas acabei não postando aqui no blog. Mas depois de ver confirmado que a Mineradora Samarco (Vale+ BHP Billiton) resolvi procurá-la para ilustrar a grande desigualdade social, econômica e ambiental que está evidente no caso do TsuLama. É que de um lado ficam as mineradoras se esquivando das suas responsabilidades e pressionando para que a Samarco volte a operar em Mariana e, de outro, as comunidades que tiveram suas vidas destruídas.

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Prazo para Samarco pagar parcela de multa venceu. Adivinhem o que aconteceu!

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Venceu ontem (03/02) o prazo dado para a Mineradora Samarco (Vale + BHP Billiton) depositar R$ 2 bilhões da ação judicial de R$ 20 bilhões movida pela União e pelos estados de Minas Gerais e Espírito Santo contra a mineradora e suas controladoras, Vale e BHP Billiton.

É importante lembrar que há 16 dias, a Samarco fechou um acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), os governos de Minas e Espírito Santo para o pagamento do valor que será usado para a implementação do plano inicial de recuperação ambiental, depois do rompimento da barragem de rejeitos de minério em Mariana.

Mas passado o prazo estipulado pelos entes federados passou, e adivinhem o que a Samarco fez. Nada! Isso mesmo, nada! Não pagou um mísero centavo pelos prejuízos causados pela sua negligência e que resultou no maior desastre da mineração mundial nos últimos 100 anos!  E o pior é que as poucas condicionantes que a Samarco estava cumprindo já estão sendo suspensas pela justiça a partir de ações impetradas pela mineradora e suas controladoras, como foi o caso do suprimento de água potável na cidade de Colatina. 

Eu fico imaginando o que aconteceria na Austrália, sede da BHP Billiton, se um caso como esse acontecesse. Certamente o problema não seria tratado como tamanha “generosidade” pelo governo australiano. 

Agora, vamos ver o que acontece depois do Carnaval. Mas uma coisa é certa, se depender da Samarco, da Vale e da BHP Billiton, o que teremos é mais procrastinação no reparo das barragens que seguem instáveis em Mariana. Simples, mais ainda assim deplorável!

TsuLama da Samarco: Procuradores da República de Linhares deu início a Ação Civil Pública

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O Ministério Público Federal do município de Linhares deu início no dia de ontem (02/02) a uma Ação Civil Pública contra a Mineradora Samarco (Vale +BHP Billiton), o governo federal e o estadual do Espirito Santo, e contra os órgãos ambientais federais (IBAMA, ICBMIO) e o órgão ambiental estadual capixaba, IEMA. 

Esta ACP visa responsabilizar principalmente a Mineradora Samarco pelas perdas econômicas sendo infringidas aos pescadores capixabas que continuam impossibilitadas de realizar suas atividades cotidianas de pesca e estão passando por fortes privações.

Quem tiver interesse em ler o inteiro teor da denúncia feita pelos procuradores federais Walquiria Imamura Picoli, Eduardo Henrique de Almeida Aguiar e Jorge Munhós, basta clicar no link abaixo!

ACP Pesca litoral – FT Rio Doce

 

Fiocruz assina manifesto em apoio às vítimas de Mariana

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Na semana em que a tragédia ocorrida em Mariana (MG) completa três meses (5/2), a Fiocruz e mais 20 instituições brasileiras assinam um manifesto que alerta para a importância de acompanhar com cautela todo e qualquer projeto de reconstrução para a “nova Bento Rodrigues”, área afetada pelo rompimento da barragem de Fundão da Mineradora Samarco. Os signatários do documento ressaltam que o processo de construção dessa nova localidade deve considerar, no mínimo, a equivalência das condições de vida existentes anteriormente à tragédia; e que todas as decisões devem levar em consideração o desejo e a opinião da população afetada.

As entidades acadêmicas, associações profissionais e movimentos sociais de diversas áreas de atuação que assinam o documento defendem ainda que a definição da localização do novo assentamento, bem como a elaboração dos projetos urbanísticos e arquitetônicos, deve ser fruto de uma construção coletiva, em que a participação dos moradores seja totalmente assegurada. O manifesto também destaca que é preciso dedicar atenção especial às populações ribeirinhas e demais moradores de áreas atingidas ao longo dos cursos de água impactados. Além disso, reforça que as obras devem ser custeadas pelas empresas responsáveis pela tragédia, mas que a gestão de todas as medidas deve ser feita pelo Estado. Segundo o documento, transparência e controle social são valores imprescindíveis nesse processo.

Confira a íntegra do manifesto.

Assinam o documento:

Associação Brasileira de Agroecologia (ABA – Agroecologia)
Associação Brasileira de Antropologia (ABA – Antropologia)
Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABMC)
Associação Brasileira de Engenheria Sanitaria e Ambiental (Abes)
Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep)
Associação Brasileira de Limnologia – (ABLimno)
Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (Abrapec)
Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco)
Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade (ANPPAS)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs)
Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (Anpur)
Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae)
Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes)
Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental (FNSA)
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB)
Movimento Pela Soberania Popular Na Mineração (MAM)
Projeto Manuelzão UFMG
Rede Nacional de Médicos e Médicas Populares
Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO)

FONTE: https://agencia.fiocruz.br/fiocruz-assina-manifesto-em-apoio-vitimas-de-mariana

TsuLama: uma prova cabal de que para as mineradoras, desgraça pouca é bobagem

Ao ler a matéria abaixo publicada nesta segunda-feira pelo jornal ESTADO DE MINAS sobre as preocupações do Ministério Público de Minas Gerais em relação à estabilidade da barragem de Germano, uma das duas que ainda não romperam em Mariana (MG), só pensar que as mineradoras Vale e BHP Billiton não temem correr riscos em nome do lucro ou têm certeza absoluta da impunidade. Ou os dois!

Ministério Público vê risco em outra barragem da Samarco

“Não podemos correr novos riscos de rompimentos”, alerta promotor

SAMARCO

Novas movimentações de terra na Barragem do Fundão, registradas na quarta-feira, 81 dias depois da tragédia de Mariana, geraram instabilidade nos diques de Sela e Tulipa, estruturas da Barragem de Germano, a maior dentre as barragens de rejeitos da mineradora Samarco na região, afirma o promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto,  coordenador do Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais (Nucam), do Ministério Público de Minas Gerais. “Não podemos correr novos riscos de rompimentos”, alertou o promotor, mostrando-se preocupado com um vídeo gravado pela própria empresa que mostra quase 10 minutos da movimentação de 1 milhão de metros cúbicos de terra, água e lama.

“Queremos  medidas concretas, como o plano de emergência”, exige o promotor, referindo-se às medidas para proteger a população dos arredores se houver rompimento de outras barragens. A Samarco apresentou até agora apenas o Dam Brake, segundo o MP, com a simulação de cinco cenários em caso de rupturas das diferentes barragens, sendo o pior deles o da Mina de Germano. “Recebemos o material nesta semana e ainda estamos analisando”, afirmou o coordenador do Nucam. Dep

Desde o incidente de quarta-feira, a mineradora tem reiterado que as estruturas das barragens de Germano e de Santarém, no mesmo complexo, permanecem estáveis, com base em contíguo monitoramento. A empresa sustenta que  as movimentações de terra já eram esperadas devido às últimas chuvas e que a barragem de Santarém tem recebido reforços. Na quinta-feira, o MP cobrou novos cálculos do nível de  estabilidade de Sela.

FONTE: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/02/01/interna_gerais,730199/ministerio-publico-ve-risco-em-outra-barragem-da-samarco.shtml