Os reveladores adjetivos da PF para o plano de emergência da Samarco

Segundo o que nos informa a matéria assinada pelo jornalista Daniel Camargos, após apurar o Plano de Emergência adotado pela Mineradora Samarco (Vale + BHP Billiton) para as suas barragens em Mariana, a Polícia Federa usou os seguintes adjetivos em seu relatório sobre o documento: ineficaz, subdimensionado e pro forma.

Ainda que a apuração da Polícia Federal não chegue a surpreender quem visitou a região afetada pelo TsuLama, as constatações que estão emergindo a partir da investigação policial mostram que não houve nada de acidental em Bento Rodrigues, e que toda as mortes e destruição ambiental decorreram de uma forma metódica de ignorar a legislação ambiental e de priorizar os lucros acima de qualquer responsabilidade socioambiental.

É por essa e outras que o acordo “raposa tomando conta do galinheiro” que o governos federal e estaduais de Minas Gerais e Espírito Santo assinaram com a Vale e a BHP Billiton é inaceitável. A verdade é que os dirigentes das mineradoras deviam é estar presos nesse momento e não com o controle de um fundo privado para reparar os danos que elas mesmas causaram.

Plano de emergência para barragens da Samarco era ineficaz, acusa Polícia Federal

Relatório da corporação mostra que o plano da mineradora para evitar desastres em barragens subdimensionou impactos e não incluiu treinamento nem medidas efetivas

Por Daniel Camargos

Alcantara/Divulgacao

Ineficaz, subdimensionado e pro forma são alguns dos adjetivos usados pela Polícia Federal para classificar o Plano de Ação Emergencial de Barragens (Paemb) da mineradora Samarco. As falhas no plano que deveria ser usado pela empresa em caso de problemas como o que terminou ocorrendo em Mariana, na Região Central de Minas, onde a Barragem do Fundão se rompeu em 5 de novembro provocando a maior tragédia socioambiental do Brasil, são apontadas no inquérito em fase final a que o Estado de Minas teve acesso exclusivo. Os delegados da PF fizeram 37 interrogatórios e solicitaram sete perícias técnicas para formular o documento sobre o desastre.

De acordo com o despacho de indiciamento, praticamento não houve treinamento dos integrantes do Paemb e, quando houve, “em momento algum contou com participação das comunidades ameaçadas pelo rompimento da barragem”. Ainda segundo o documento, o próprio gerente de Segurança indicado no plano nunca teria sido treinado. Pior: “Nem tem formação na área de segurança do trabalho”, atesta a PF no despacho de indiciamento.

Como o EM revelou na edição de ontem, seis funcionários da empresa foram indiciados por dolo eventual no crime ambiental (quando se assume o risco, mesmo sem a intenção de praticar crime), incluindo o presidente afastado, Ricardo Vescovi, além da mineradora. Outro erro da empresa apontado no inquérito policial foi a falta de monitoramento efetivo da Barragem do Fundão. Uma série de falhas nos piezômetros – equipamentos usados para medir a pressão das barragens – deixou a mineradora sem informação sobre o risco que a estrutura apresentava, justamente na semana do rompimento.

Os delegados da PF interrogaram os funcionários da Samarco ligados ao Paemb e concluíram ainda que a empresa agiu com “total descaso” com a segurança do trabalho, conclusão baseada em três motivos: “Primeiro, por não ser a gerência exercida por pessoa capacitada na área; segundo, por, apesar de constar o nome do declarante no Paemb, este não ter passado por nenhum treinamento; e, terceiro, por não haver comunicação eficaz nas vistorias entre o setor de segurança do trabalho e vistorias geotécnicas. Além de mais uma vez comprovado que não havia uma sirene para alertar os funcionários”, escreveu o delegado de Polícia Federal, Roger de Lima Moura, no despacho de intimação.

A PF elenca ainda como fator importante para classificar o Paemb de “pro forma” o entendimento de que o plano foi  elaborado para obter licenciamento sem que tenha havido treinamento e medidas efetivas. “O próprio coordenador do Paemb de 2014 não sabia que existia esse plano e que ele era o coordenador”, afirma o despacho da PF. O coordenador do Paemb, Germano Lopes, disse à PF que só entrou no plano em 2015. Porém, os policiais apuraram que seu nome consta no plano apresentado em 2014 e que ele é considerado executor desde 2012.

No depoimento de Lopes, ele explicou aos delegados que o plano foi construído considerando diversos sinais de emergência e que, no cenário mais grave, previa a chegada da lama até a cidade de Barra Longa. Porém, a lama de rejeitos oriunda do rompimento da Barragem do Fundão passou pelos rios Gualaxo do Norte e do Carmo (que corta a cidade de Barra Longa) alcançou o Rio Doce e percorreu 853 quilômetros do leito desse manancial, deixando um rastro de destruição. Além do desastre ambiental, o rompimento provocou a morte de 17 pessoas e deixou duas desaparecidas, arrasou comunidades e provocou o colapso no abastecimento de água de várias cidades.

“A ineficácia e o subdimensionamento do Paemb  são notórios não só pelo resultado catastrófico imensamente maior do que o previsto no plano aprovado pela empresa e nos dam breaks (estudos de simulação de rompimento das barragens) constantes, como nos próprios relatos que demonstraram falha no meio de comunicação adotado”, avalia o documento da Polícia Federal. Um exemplo de falha foi relatado pela funcionária da Samarco Viviane Aparecida, que, ao ser interrogada pelos delegados da PF, contou que uma das funções dela no Paemb era avisar o coordenador em caso de problemas. Porém, ele trabalhava ao lado dela.

Outro funcionário da empresa interrogado, o engenheiro de processo Albano Cândido Santos disse à PF que jamais participou de qualquer treinamento referente ao Paemb e detalhou: “O run out (distância a ser percorrida pelo rejeito) foi minimizado no plano emergencial. O run out pode ser previsto por meio de cálculos até mesmo antes da construção da obra, o que não foi feito. E também era de responsabilidade da empresa a comunicação às localidades de autossalvamento, conforme previsto no plano, o que não ocorreu, já que não havia a instalação de sirenes ou de outro meio de comunicação eficaz que pudesse avisar toda a população das comunidades atingidas”.

FONTE: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/01/31/interna_gerais,730015/plano-de-emergencia-para-barragens-da-samarco-era-ineficaz-acusa-pf.shtml

Polícia Federal indicia Samarco por responsabilidade no TsuLama

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Como mostra a matéria abaixo assinada pelo jornalista Daniel Camargos e publicada pelo jornal Estado de Minas Gerais, a Polícia Federal decidiu indicar a Mineradora Samarco (Vale + BHP Billiton) e seis dos seus funcionários por causa das responsabilidades identificadas pela ocorrência no rompimento da barragem do Fundão que deu origem ao TsuLama.

A Assessoria de Comunicação já soltou uma nota considerando o indiciamento como sendo “despropositado e absurdo”.  

Pois bem, quem acompanhou minimamente toda a narrativa que já foi feita pelo caso, esse indiciamento só peca por ter demorado tanto tempo. E, pior, indiciar não significa conseguir punir.  Como todas as engrenagens para garantir a impunidade da Samarco, da Vale e da BHP Billiton já estão se movendo, o indiciamento da PF pode morrer literalmente afogado no TsuLama.

PF aponta que equipamentos para medir pressão de barragens não funcionaram em Mariana

Segundo inquérito sobre a tragédia, não houve leitura manual na semana do rompimento

Por Daniel Camargos 

Jair Amaral/EM/D.A Press

Um dos principais argumentos da Polícia Federal para considerar que houve dolo eventual por parte da Samarco e de seis funcionários foi a falta de monitoramento efetivo da Barragem do Fundão. Uma série de falhas nos piezômetros – equipamentos usados para medir a pressão das barragens – deixou a empresa sem informação dos riscos que a estrutura apresentava, sustenta a PF.

A Barragem de Fundão tinha dois tipos de piezômetros: manuais e automatizados. A maioria dos equipamentos era manual e funcionários faziam a leitura de seus resultados semanalmente. Já os automáticos enviavam os dados de seis em seis horas. Porém, segundo o relatório da PF, na semana do rompimento da barragem os piezômetros automatizados estavam em manutenção e os funcionários da empresa não realizaram a leitura manual.

O coordenador técnico de Planejamento, Wanderson Silvério Silva, e monitoramento da empresa afirmou, em depoimento prestado à Polícia Federal, que desde agosto as obras realizadas na barragem interferiam nos sinais. “Só tem leitura dos instrumentos automatizados até o dia 2 de novembro”, afirmou o coordenador. Nos dias 3, 4 e 5 de novembro nada foi registrado no sistema automático dos piezômetros, pois os equipamentos estavam em manutenção.

A barragem se rompeu no dia 5 de novembro, uma quinta-feira. Segundo o funcionário interrogado pelo delegado da PF, a última leitura manual de Fundão foi feita no dia 26 de outubro, uma segunda-feira. Embora a previsão era de que a leitura manual fosse feita semanalmente, a seguinte avaliação estava marcada apenas para o dia 6 de novembro (sexta-feira), 11 dias depois.

Os funcionários da Samarco interrogados pela PF divergem sobre a quantidade de piezômetros manuais e automáticos instalados na Barragem de Fundão. Wanderson afirmou que existiam entre 72 e 74 instrumentos, sendo 20 automatizados. Já o encarregado da Coleta de Campo, Pedro Henrique Costa Gomes, outro funcionário afirmou que 70% dos piezômetros instalados eram automatizados. Em nota, a mineradora esclareceu que havia 74 piezômetros, dos quais 25 automatizados. “Os engenheiros tinham conhecimentos das inconsistências de dados dos piezômetros automatizados; que inclusive foi solicitada a manutenção”, garantiu Pedro.

Os delegados da PF responsáveis pelo inquérito destacam no relatório que, apesar do conhecimento dos problemas técnicos nos piezômetros automatizados, os engenheiros não estabeleceram mudanças na periodicidade do exame dos instrumentos manuais. “Por que a coleta manual de dados não foi feita?”, questiona a PF no relatório.

Manutenção Ao ser interrogado, o coordenador de monitoramento respondeu que a leitura não foi feita nos dias 3,4 e 5 de novembro porque os técnicos estavam acompanhando a empresa contratada para manutenção dos piezômetros automatizados que começaram apresentar problemas em agosto, quando foram iniciadas as obras na barragem. O gerente-geral da Samarco, Wagner Milagres Alves, disse, em depoimento à PF, que só ficou sabendo que as redes de transmissão dos dados dos piezômetros automáticos estavam com problemas após o rompimento da barragem. Perguntado pelos delegados sobre a razão de um período de 11 dias sem leituras manuais, uma vez que os aparelhos automatizados estavam com problemas, o gerente-geral respondeu que não sabia informar.

Samarco diz que  indiciamento é ‘despropositado’

A Samarco afirmou, em nota, que não concorda com o indiciamento, pois foi decidido em relatório parcial, baseado em dados colhidos até meados de dezembro. “Após essa decisão, vários esclarecimentos foram prestados em novos depoimentos e documentos juntados, todos a afastar os fundamentos do indiciamento”, afirma a empresa em nota. A empresa entende que a alegação de dolo eventual no crime ambiental é “despropositada e absurda, pois a Samarco, seus técnicos e consultores jamais poderiam supor que pudesse ocorrer um acidente dessa dimensão nem assumiriam o risco da sua ocorrência, pois absolutamente nada justificaria assunção do risco de enfrentamento de problemas como os que a empresa está a enfrentar neste momento”.

Sobre a frequência da leitura dos piezômetros, a Samarco afirma que era maior do que a recomendada no manual de operações elaborado pelo projetista e consultor da barragem, Joaquim Pimenta de Ávila. “Além disso, as leituras dos instrumentos de monitoramento sempre atestaram a estabilidade da barragem e jamais houve alerta de iminente risco de sua abrupta ruptura”, afirma a empresa em nota.

FONTE: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/01/30/interna_gerais,729826/pf-aponta-que-equipamentos-para-medir-pressao-de-barragens-nao-funcion.shtml

Ibama recusa proposta da Samarco e exige novo Plano de Recuperação Ambiental

nota técnica
Brasília (28/01/2016) – O Ibama encaminhou ofício nesta quarta-feira (27/01) à mineradora Samarco, responsável pela catástrofe provocada pelo rompimento de barragem em Mariana (MG), exigindo que a empresa apresente um novo Plano de Recuperação Ambiental da região afetada, com as complementações e atualizações necessárias.

Em 18/01, a Samarco, controlada pela Vale e pela BHP, protocolou na Superintendência do Ibama em Minas Gerais o Plano de Recuperação Ambiental, exigido por meio de notificação.

A equipe técnica responsável pela análise considerou que o levantamento dos impactos foi feito “de maneira genérica e superficial, sem considerar o imenso volume de informações produzidas e disponíveis até o momento”. As ações propostas foram classificadas como “pouco detalhadas e pouco fundamentadas do ponto de vista metodológico e científico”.

“O diagnóstico dos danos é extremamente superficial”, apontam os técnicos no documento. De acordo com a avaliação, a empresa “minimiza todos os impactos ambientais da ruptura da barragem”. “Em relação aos impactos sobre os organismos aquáticos, verifica-se a tendência a subestimar o problema, inclusive se omitindo completamente em relação ao volume e diversidade de peixes encontrados mortos ao longo da bacia do Rio Doce.”

A Nota Técnica produzida pelos analistas do Ibama ressalta que “a falta de prazos definidos impossibilita qualquer monitoramento das atividades a serem desenvolvidas por parte dos órgãos competentes”.

O prazo para entrega das complementações e atualizações exigidas é 17 de fevereiro.

Leia a Nota Técnica.

FONTE: Assessoria de Comunicação do Ibama,  imprensa@ibama.gov.br, (61) 3316-1015

TsuLama da Samarco: MPMG quer novos cálculos sobre estabilidade de barragens

samarco

Diante dos fatos que demonstram que as barragens da Mineradora Samarco (Vale + BHP Billiton) em Mariana (MG) continuam instáveis, o Ministério Público de Minas Gerais decidiu exigir que a mineradora refaça os cálculos de estabilidade das duas estruturas que ainda não romperam. É isso o que mostra a reportagem assinada pelos jornalistas Paulo Henrique Lobo e Carolina Mansur que foi publicada hoje pelo jornal Estado de Minas.

O fato é que enquanto o governo Dilma e as mineradoras correram para fazer um acordo claramente benéfico para os causadores do TsuLama, a situação em Mariana continua beirando a catástrofe total.

Aliás, este cenário de repetição de tragédia anunciada está desenhado desde o dia 5 de Novembro quando a barragem do Fundão rompeu e quem assumiu o controle total da cena do crime socioambiental que ali perpetrado foi a própria Samarco que, para isso, contou com a prestimosa colaboração do governo de Minas Gerais, sob a batuta de Fernadno Pimentel (PT), que usou a Polícia Militar para ajudar no isolamento da região afetada pelo TsuLama.

Agora, vamos esperar para ver se as ações necessárias para evitar  a ampliação do TsuLama vão ser tomadas. Do contrário, de nada adiantará a Samarco tentar chamar membros da comunidade científica para fazer pesquisas sob cláusulas de estrita confidencialidade. É que vai ser tanta lama espalhada pela bacia do Rio Doce que certamente não haverá como colocá-la debaixo do tapete da impunidade que estão tecendo em Brasília.

Ministério Público exige novos cálculos sobre estabilidade da represa de Germano

O dique da Germano está próximo ao local onde ocorreu o deslocamento de lama da Barragem do Fundão. Área ainda tem 20 milhões de metros cúbicos de lama

Por Paulo Henrique Lobato , Carolina Mansur

barragens samarco em

O deslocamento na tarde de quarta-feira de 1 milhão de metros cúbicos de rejeitos de minério na Barragem do Fundão, a mesma que se rompeu em 5 de novembro de 2015, causando o maior desastre socioambiental do Brasil, levou o Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a exigir da Samarco um novo cálculo do fator de segurança do dique Sela da represa de Germano, a maior do complexo da mineradora em Mariana.

O dique da Germano está próximo ao local onde ocorreu o deslocamento de lama da Barragem do Fundão. “Toda precaução é pouca. A Germano tem capacidade três vezes maior que a de Fundão. Caso o dique se rompa, pode ocorrer um desastre tão grave ou maior”, disse o tenente-coronel da Polícia Militar e integrante do núcleo do MPMG, Valmir José Fagundes. 

O volume de lama que continua na represa que se rompeu em novembro  (20 milhões de metros cúbicos) corresponde a 59% do que vazou (34 milhões de metros cúbicos). Desde o estouro da barragem, a Samarco reforçou os diques de Germano e de Santarém, a terceira represa do complexo. A legislação brasileira exige que o coeficiente de segurança seja de nível 1,5 nas barragens. Em condições adversas, é aceitável 1,3.

Procurada, a Samarco não informou o indicador do dique Sela. Para Fagundes, o coeficiente está abaixo do nível de segurança exigido pelas normas nacionais. Ele e outros integrantes do núcleo do MPMG chegaram ao complexo de minas da Samarco, controlada pela brasileira Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, poucas horas depois do deslocamento da lama em Fundão. Sobrevoaram a região e vistoriaram parte do complexo na quarta-feira e ontem.

“A barragem tem um fator de segurança que não é o ideal. Tanto que estão fazendo reforço nela. Depois do novo deslocamento, houve exposição do material do reforço da base do dique Sela. Devido a essa perda, pode ocorrer um comprometimento, uma diminuição do fator de segurança da barragem”, disse. Por outro lado, embora tenha encontrado “exposição do material do reforço na estrutura”, o grupo não avistou nenhuma trinca no local.

Os radares geotécnicos também não detectaram, durante a visita, nada de relevante na estrutura. Ainda assim, a lama que se moveu anteontem acendeu o alerta na região. Durante o deslocamento, por exemplo, 450 trabalhadores da mineradora foram retirados da área de risco. Uma equipe do EM que fazia uma reportagem em Bento Rodrigues, o primeiro povoado destruído pelo desastre em novembro, foi comunicada para se retirar às pressas do lugarejo.

Para o superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Minas Gerais, Marcelo Belisário Campos, os diques são importantes para evitar desastres, mas ele pondera que “não são suficientes para dar conta de 100% dos rejeitos”.

Por sua vez, a mineradora informou que “o volume deslocado permanece entre a barragem de Fundão e Santarém (uma represa de água), dentro de áreas da Samarco. A mineradora informou também que as estruturas das barragens de Germano e Santarém permanecem estáveis, com base no contínuo monitoramento”.

NATUREZA

Mas, segundo o superintendente do Ibama, parte do rejeito de minério que continua na represa de Fundão é levado para cursos d’água durante as chuvas. “É uma área totalmente degradada e exposta a intempéries. Como estamos na época de grandes chuvas, o material é conduzido para debaixo das barragens, poluindo as águas”.

Ele continua o desabafo: “A grande massa que se deslocou permaneceu ou dentro ou acima da barragem de Santarém. O que está acontecendo é que as águas da chuva e da drenagem local estão levando de maneira paulatina – não com corrimento dramático – sedimentos para o Rio (Doce)”. O prazo inicial de 10 anos para a recuperação dos danos ambientais, de acordo com Belisário, pode ser estendido.

FONTE: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/01/29/interna_gerais,729458/ministerio-publico-exige-novos-calculos-sobre-estabilidade-da-represa.shtml

Imagens do MPF mostram situação calamitosa nas barragens da Samarco

samarco

As imagens que aparecem abaixo foram produzidas ontem por uma equipe do Ministério Público Federal que inspecionava a situação das barragens da Mineradora Samarco (Vale + BHP Billiton) em Mariana (MG).

A informação mais impressionante que surgiu na mídia corporativa em relação à movimentação dessa massa lamosa é de que as barragens que estão agora claramente instáveis ainda estocam 95% dos rejeitos que foram ali depositados pela Samarco e pela Vale.

Em outras palavras, todo o desastre que vimos ocorrendo ao longo da bacia do Rio Doce e do oceano Atlântico na costa capixaba são produto do vazamento de apenas 5% do material estocado. Imaginem o tamanho da catástrofe social e ambiental que ocorrerá se as barragens não forem estabilizadas!

Mais de 1 milhão de m³ de rejeitos deslizaram de Fundão, diz Ibama

Lama se movimentou em área da empresa nesta quarta-feira (27). Funcionários foram retirados às pressas da mineradora.

G1

Rejeito de minério escorreu na barragem de Fundão para área interna da Samarco (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Mais de um milhão de metros cúbicos de rejeitos de minério se deslocaram da Barragem de Fundão, nesta quarta-feira (27), segundo o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A mineradora Samarco – cujas donas são a Vale e a anglo-australiana BHP – não confirma o volume de material que se deslocou da barragem e disse que ainda está fazendo o levantamento.

A Samarco explicou o ocorrido como um deslocamento de “massa residual” (leia nota na íntegra ao fim da reportagem). O episódio aconteceu na mesma barragem que se rompeu no dia 5 de novembro de 2015. O desastre, que completa quase três meses, deixou 17 mortos e dois desaparecidos.

Nesta quarta-feira (27), por segurança, 450 funcionários que trabalhavam em obras foram retirados às pressas do complexo de barragens. Segundo a empresa, a ocorrência aconteceu dentro da área das barragens, entre Fundão e Santarém, e não houve vazamento externo. O deslocamento de lama ocorreu, conforme a mineradora, por causa das chuvas dos últimos dias.

Uma equipe técnica do Ministério Público Estadual esteve ontem no local. “Não foi um pequeno movimento não. Houve um volume expressivo de material que se deslocou”, disse o promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto. Equipes da Defesa Civil Estadual, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros também foram a Mariana.

O governo de Minas, por meio de nota, comunicou que equipes da Defesa Civil estadual e da Polícia Militar também foram enviadas ao local. De acordo com o executivo, a ocorrência foi registrada por volta das 12h e foi emitido um alerta amarelo, que é voltado a segurança dos trabalhadores.

Representantes do Núcleo de Emergências Ambientais (NEA) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) foram deslocados para o local para fazer uma avaliação ambiental da ocorrência.

Segundo a Samarco, as estruturas das barragens de Germano e Santarém permanecem estáveis com base no continuo monitoramento.

Lama vazou dentro de área de barragens da Samarco em Mariana (Foto: Reprodução/TV Globo)
Lama vazou dentro de área de barragens da Samarco em Mariana (Foto: Reprodução/TV Globo)

Na semana passada, o superintendente do Ibama disse que o material depositado na barragem de Fundão estaria atingindo o meio ambiente. “Dentro da barragem rompida de Fundão permanecem lá dentro 20 milhões de metros cúbicos. Eles estão numa área totalmente degradada, expostos à chuva e ao carreamento desses rejeitos. Então, está havendo um contínuo fornecimento de rejeito aos rios”, disse o superintendente Marcelo Belisário.

Sobre a informação do Ibama de que os rejeitos ainda estão indo para os cursos d’água, a mineradora informou que a construção de diques servirá para conter o carreamento de sedimentos durante o período de chuvas. As ações ainda preveem a reconstituição das margens e das calhas dos cursos d’água.

Funcionários precisaram ser retirados da área de trabalho após deslocamento de lama em barragem da Samarco em Mariana (Foto: Reprodução/TV Globo)
Funcionários precisaram ser retirados da área de trabalho após deslocamento de lama em barragem da Samarco em Mariana (Foto: Reprodução/TV Globo)Tragédia em novembro
A Barragem de Fundão da mineradora Samarco se rompeu no dia 5 de novembro de 2015. O distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, foi o mais afetado. A enxurrada de lama também atingiu cerca de 40 cidades em Minas e no Espírito Santo. O desastre ambiental deixou 17 mortos e dois desaparecidos.

Leia a íntegra da nota da Samarco

A Samarco informa que ocorreu, na tarde de hoje, 27 de janeiro, uma movimentação de parte da massa residual da Barragem de Fundão devido as chuvas das últimas semanas.

De forma preventiva e seguindo seu Plano de Emergência, os empregados, que atuam próximo à área afetada, foram orientados a deixar o local.

Não houve a necessidade de acionamento de sirene por parte da empresa. As defesas civis de Mariana e Barra Longa foram devidamente informadas.

Ressaltamos que o volume deslocado permanece entre a barragem de Fundão e Santarém, dentro das áreas da Samarco.  A Samarco reafirma que as estruturas das barragens de Germano e Santarém permanecem estáveis com base no continuo monitoramento.

Bombeiros sobrevoaram região onde houve o deslocamento de lama (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)
Bombeiros sobrevoaram região onde houve o deslocamento de lama (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)
FONTE: http://portalguandu.com.br/noticia/34121/mais-de-1-milhao-de-m–de-rejeitos-deslizaram-de-fundao-diz-ibama

TsuLama da Samarco: Dilma Rousseff se encontra a portas fechadas com a Vale e a BHP Billiton para decidir o futuro do Rio Doce

Brasília - DF, 25/01/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante reunião com Izabella Teixeira, Ministra do Meio Ambiente. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Sob o sugestivo título de “Presidenta Dilma se reúne com mineradoras para definir acordo pela reparação do Rio Doce“, o blog da presidência da república anunciou a reunião que ocorreu ontem (25/1) para que Dilma Rousseff e seus ministros sentassem junto com os presidentes da Vale e da BHP Billiton para fechar o acordão que, na prática, deverá livrar a cara das mineradoras de arcar com as responsabilidades pelo TsuLama da Samarco (Aqui!).

Para validar esse acordão estavam presentes o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung e o procurador-geral do estado, Rodrigo Rabello; além do advogado-geral de Minas Gerais, Onofre Batista, e dos ministros Jaques Wagner (Casa Civil); Luis Inácio Adams (Advocacia-Geral da União); Izabella Teixeira (Meio Ambiente); e Eduardo Braga (Minas e Energia).

Na reunião também foi discutida a criação e a forma de gerenciamento do fundo de cerca de R$ 20 bilhões que será criado supostamente para dar conta dos problemas criados pela negligência das mineradoras que vão, pasmemos todos, controlar como  os recursos serão usados!

Alguma alma mais cínica poderia perguntar por que nesta foto não aparece nenhum representante dos atingidos pelo TsuLama. E aí eu responderia num tom bem mineiro: porque os atingidos não foram convidados, uai!

E com esse “acordo” fica tudo como dantes no quartel de Abrantes, e o Brasil se mantém como o paraíso dos poluidores!

Fundação SOS Mata Atlântica divulga resultados de seu estudo sobre a condição da água do Rio Doce

Há alguns dias alguns pesos pesados da blogosfera nacional andaram reclamando que as ONGs ambientalistas estariam se omitindo na cobertura da tragédia ambiental iniciada pelo TsuLama da Mineradora Samarco (Vale + BHP Billiton). Bom, pelo jeito,  esses megablogueiros agora vão ter que começar a rever os seus conceitos, já que a Fundação SOS Mata Atlântica acaba de divulgar os resultados de sua própria expedição científica ao Rio Doce, mostrando alguns resultados preocupantes em termos da condição da água para consumo humano.

Como a SOS Mata Atlãntica está divulgando os resultados em 3 formas para conhecimento e análise dos interessados, creio que agora poderemos comparar alguns resultados que já foram divulgados antes, inclusive pelas próprias mineradoras.

Uma coisa é certa: a ressurreição anunciada para Abril está cada vez se mostrando bastante improvável!

Laudo técnico revela que água do Rio Doce está imprópria para consumo

A Fundação SOS Mata Atlântica divulgou laudo técnico com resultados obtidos em Expedição pela bacia do rio Doce. Dos 18 pontos analisados em campo, 16 apresentaram o IQA (Índice de Qualidade da Água) péssimo, e 2, regular. Relatório aponta que a água está imprópria para o consumo em todo o trecho analisado.

A equipe da Fundação SOS Mata Atlântica realizou de 6 a 12 de dezembro de 2015 uma expedição pelos municípios afetados pelo rompimento da barragem na cidade de Mariana (MG), com o objetivo de coletar sedimentos para análises laboratoriais e monitorar a qualidade da água do rio Doce e afluentes impactados pela lama e rejeitos de minérios. Ao todo, foram analisados 18 pontos em campo, percorridos 29 municípios e coletados 29 amostras de lama e água para análise em laboratório. Desses 18 pontos, 16 apresentaram o IQA (Índice de Qualidade da Água) péssimo e 2 obtiveram índice regular.analise rio doce mariana vegetacao

Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica, afirma que a expedição constatou que condição ambiental do rio Doce é péssima em 650 km de rios. “Em todo o trecho percorrido e analisado por nossa equipe a água está imprópria para o consumo humano e de animais”, observa.

O estudo aponta que a turbidez e o total de sólidos em suspensão estão em concentrações muito acima do que estabelece a legislação. Ela variou de 5.150 NTU (Nephelometric Turbidity Unit, unidade matemática utilizada na medição da turbidez) na região de Bento Rodrigues e Barra Longa, à 1.220 NTU em Ipatinga (MG), aumentando gradativamente na região da foz, em Regência (ES). “O máximo aceitável deveria ser de 40 NTU”, diz Malu.

Segundo ela, os dados reforçam a gravidade do dano ambiental. “Infelizmente, as chuvas acabam por arrastar mais lama para o leito do rio e a situação tende a ficar ainda mais complicada. A lama e os metais pesados não mascararam ou diminuíram as concentrações de poluentes provenientes de esgoto sem tratamento e de insumos agrícolas”, afirma.

A coordenadora ressalta, ainda, que o rio Doce já apresentava uma condição precária antes do rompimento da barragem de rejeito de minério. “Agora, com base no monitoramento que vem sendo realizado de forma independente pela sociedade e por autoridades, esperamos que seja possível planejar ações de recuperação de médio e longo prazo para a bacia”, conclui.

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Trajeto percorrido pela expedição. Imagem: SOS Mata Atlântica/ INPE.

A expedição foi realizada com o apoio da Ypê – Química Amparo, da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), da ProMinent Brasil e de outros grupos de especialistas voluntários, como o GIAIA (Grupo Independente de Avaliação de Impacto Ambiental). Contou também com a participação do eco esportista Dan Robson, que navegou trechos com um caiaque especialmente equipado para realizar análises da qualidade da água e da profundidade do leito dos rios e dos reservatórios ao longo do percurso. Além disso, parte dos testes foi realizada em campo com equipamentos especiais para a medição de metais, sondas de medição e espectrofotômetro.

A análise da água foi realizada com base nos parâmetros de referência estabelecidos na legislação vigente no país, a Resolução Conama 357/5, que estabelece a classificação das águas e aponta o IQA. A equipe da Fundação SOS Mata Atlântica utilizou um kit desenvolvido pelo programa Rede das Águas, empregado no projeto Observando os Rios, que reúne voluntários de diversos Estados do país, localizados em áreas de Mata Atlântica, para o monitoramento de qualidade da água em rios, córregos e lagos. O kit segue metodologia para avaliação do IQA a partir de um total de 16 parâmetros, que incluem níveis de oxigênio, demanda bioquímica de oxigênio, nitrato, coliformes, fosfato, pH, temperatura, turbidez, odor cor e presença de peixes, larvas brancas e vermelhas. A classificação da qualidade das águas é feita em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).

Metais pesados e bactérias

De acordo com as coletas e análises físico-químicas realizadas, que obedeceram às normas estabelecidas pelo Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater, todos os pontos avaliados estão em desacordo com o que é preconizado na legislação vigente.

Confira na tabela abaixo a descrição dos metais pesados encontrados nas amostras:

metais pesados tabela rio doce

Os gráficos abaixo indicam os níveis de turbidez, alumínio, magnésio e manganês identificados em cada ponto de coleta:

Rio Doce Grafico Turbidez Rio Doce Grafico Aluminio Rio Doce Grafico Magnesio Rio Doce Grafico Manganes

Já para bactérias, os resultados obtidos das análises físico-químicas são:

bacterias tabela rio doce

FONTE: https://www.sosma.org.br/104435/laudo-revela-que-agua-rio-doce-permanece-impropria-para-consumo/#sthash.l3u23lxM.dpuf

 

TsuLama da Samarco: governo Dilma fecha acordo da “raposa tomando conta do galinheiro” com mineradoras

A imagem abaixo reproduz a reportagem que acaba de ser colocada no site do jornal  VALOR ECONÔMICO dando conta que, surpresa das surpresas, as mineradoras Vale e BHP Billiton e mais a sua joint venture, a Samarco, concordaram com a proposta do governo Dilma de criação de um fundo de R$ 20 bilhões para reparar os prejuízos causados pelo TsuLama que irrompeu em Mariana no dia 05/11/2015 (Aqui!).

conluio

Este “acordo”, convenhamos, era irrecusável, pois objetivamente coloca as raposas (Vale, BHP Billiton e Samarco) para tomar conta do galinheiro (o Rio Doce). É que para gerir esse fundo de R$ 20 bilhões será criada uma fundação que será controlada, pasmemos todos nós, pelas mineradoras!

Em outras palavras, o estabelecimento de metas e orçamentos para reparar os gravíssimos danos sociais e ambientais que foram causados pelo TsuLama vai ficar a cargo, sim, das próprias mineradoras que causaram esse desastre gravíssimo, que lembremos é considerado o maior desastre da mineração nos últimos 100 anos em todo o planeta!

Eu particularmente não me surpreendo com o modelo engendrado nas tratativas realizadas pelo governo Dilma e as mineradoras. É que dadas as relações de financiamento de campanhas, o governo Dilma e os de Fernando Pimentel (MG) e Paulo Hartung (ES) são, digamos, amigos de carteirinha da Vale e da BHP Billiton. Mas, convenhamos, esse acordo é vergonhoso porque certamente implicará na mais completa impunidade como, aliás, é a tradição no Brasil.

Agora vamos esperar que haja a devida reação da sociedade civil organizada e da população afetada primeiro pelo TsuLama da Samarco, e agora por este acordo vergonhoso cujo objetivo explícito é deixar as mineradoras totalmente impunes.

 

Contaminação do Rio Doce pode se estender por muitos anos

Por Jovem Pan

fonte: Fred Loureiro /Secom ES

A água do Rio foi coletada em 18 pontos e, em somente dois, o índice de qualidade foi considerado regular.

 Sem um plano de recuperação, a contaminação do Rio Doce pode se estender por muitos anos, após o acidente na barragem de Mariana. Essa conclusão faz parte de um relatório da Fundação SOS Mata Atlântica, obtido com exclusividade pela Rádio Jovem Pan.

A água do Rio foi coletada em 18 pontos e, em somente dois, o índice de qualidade foi considerado regular. Em todos os outros a avaliação foi péssima. Entre os metais pesados encontrados acima dos níveis permitidos estão magnésio, chumbo, cobre, alumínio, ferro e manganês.

Os níveis de turbidez da água ficaram entre 5.150 e 1.220 UTNs, a unidade de valor usada para fazer a medição, sendo que o máximo aceitável é de 40 UTNs.

A coordenadora da rede de águas da SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, diz a Anderson Costa que a chuva contribui para o aumento da contaminação do rio: “Cada vez que chove, ao contrário do que foi dito, divulgado por algumas autoridades e pela própria empresa, não vai haver uma diluição, uma dispersão desses minérios. Eles não estão segmentando e, quanto mais chuva, mais lama é depositada”. Malu Ribeiro acrescenta que em todo o percurso de 650 km do Rio Doce há contaminação, desde o local do acidente até o litoral capixaba.

O prefeito de Colatina e presidente do Comitê da Bacia do Rio Doce, Leonardo Deptulski, afirma que não há como saber o tempo que a lama vai ficar suspensa: “Tem uma característica que uma parte dessas partículas são muito pequenas, não decantam, ficam suspensas na água. Então dá a impressão que a água continua com o mesmo grau de quantidade de partículas, de turbidez”.

O governo negocia um acordo com a mineradora Samarco para revitalizar o Rio Doce, com 19 medidas socioeconômicas e 19 socioambientais. Em entrevista ao repórter Danillo Oliveira, o prefeito de Mariana, Duarte Junior, defende a inclusão do saneamento de esgoto pela empresa nas medidas: “Esperamos que a Samarco assuma isso, porque o fundo de R$ 1 bilhão que foi determinado pelo Ministério Público vai ser direcionado para medidas compensatórias. A gente quer muito tratar a nossa rede de esgoto, porque a gente polui o nosso Ribeirão do Carmo, jogando a nossa rede de esgoto no rio. Seria um bem ao nosso meio ambiente, então estamos trabalhando dessa forma”.

Em Minas Gerais, o mar de lama também poluiu, além do Rio Doce, os rios do Carmo e Gualaxo do Sul, na região de Mariana. Para a recuperação da bacia, também está em discussão a criação de um fundo de R$ 20 bilhões.

FONTE: http://jovempan.uol.com.br/programas/jornal-da-manha/contaminacao-do-rio-doce-pode-se-estender-por-muitos-anos.html