Exame: MMX quer US$ 550 mi para porto do Sudeste

Empreendimento localizado em Itaguaí (RJ) pode começar a operar no terceiro trimestre de 2014
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 Porto Sudeste da MMX

Porto do Sudeste, da MMX: projeto depende de reestruturação de dívida e de nova injeção de capital. 

 Rio – O Porto do Sudeste, em Itaguaí (RJ), pode começar a operar no terceiro trimestre de 2014. Mas a viabilidade do projeto depende de uma bem sucedida reestruturação de dívida e de nova injeção de capital. O plano da MMX prevê investimento adicional de US$ 550 milhões para tornar o porto operacional. A partir do rearranjo do endividamento, os compradores de 65% do porto – o fundo Mubadala, de Abu Dhabi, e a Impala, divisão da trading holandesa Trafigura – fariam um aporte de capital de US$ 400 milhões.

Além disso, o BNDES poderia liberar recursos ainda não desembolsados à companhia. O banco é peça chave na conclusão do acordo anunciado com Mubadala e Trafigura em outubro, criando a PortCo (que assume o porto).

Em contratos com a MMX Porto Sudeste, a instituição exigiu preferência como credor. Isso classifica sua dívida como “sênior” em relação às demais. Por causa da preferência do BNDES, o gatilho para o pagamento dos royalties mudou. Antes, seria quando houvesse “lucro bruto suficiente”. Agora, será a existência de “caixa disponível”. A fórmula para calcular o caixa prevê o desconto prévio de recursos para honrar o serviço da dívida com o BNDES.

O plano de reestruturação apresentado aos acionistas aponta que em torno de US$ 1,1 bilhão em dívidas passarão à PortCo, para quem é transferido o endividamento da mina da MMX. A renegociação com o BNDES já foi feita e deverá passar pelo conselho de administração da MMX ainda este mês.

BNDES e Caixa são os maiores credores nacionais da OSX

Valor

Entre os mais de R$ 4,5 bilhões em dívidas declaradas pela OSX, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal (CEF) somam mais de R$ 1 bilhão. Em ambos os casos, a empresa apresentou garantias bancárias. No caso da CEF, a garantia é do Santander, com obrigação solidária da OSX Brasil. Já o BNDES recebeu como garantia carta-fiança do Banco Votorantim, também com garantia de ações, proventos e dividendos vinculados às empresas e operações do grupo.

A informação consta do Quadro Geral de Credores anexado à petição que aguarda a decisão do juiz da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Os dois maiores credores, porém, são estrangeiros: bônus que somam R$ 1,1 bilhão e um leasing no valor de R$ 956 milhões.

A Acciona, responsável pelas obras do Porto do Açu, é credora, de acordo com a empresa, em R$ 300 milhões. Constam ainda da lista, com créditos superiores a R$ 100 milhões, o Credit Suisse (R$ 193 milhões) e o BTG Pactual (R$ 198 milhões).

O quadro apresentado pela OSX ainda será objeto de contestação dos credores, que poderão divergir dos valores e até inscrever novas dívidas. Antes, porém, o juiz precisa aceitar o pedido de recuperação judicial e nomear o administrador judicial. Neste momento, o processo da OSX está no Ministério Público.

FONTE: http://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2013/11/14/bndes-e-caixa-sao-os-maiores-credores-nacionais-da-osx.htm