“The Washington Post” convoca boicote a produtos originados de desmatamento na Amazônia

bolsonaro fogo

Desde meados do ano passado venho apontando neste blog para a possibilidade concreta de que o Brasil seria transformado num pária ambiental planetário, caso se confirmasse o retrocesso na legislação ambiental criada para impedir o avanço do desmatamento na Amazônia brasileira.

Confirmada a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais e iniciado o seu governo foram confirmados os piores temores, já que os primeiros dias de janeiro foram marcados por um profundo ataque ao sistema ambiental brasileiro e aos direitos dos povos indígenas.

Enquanto no Brasil se perde tempo para discutir as afirmações estapafúrdias da ministra Damares sobre quais cores deveriam ser usadas por meninas e meninos, o influente jornal estadunidense “The Washington Post” não perdeu tempo e já sinalizou em um editorial publicado no dia de ontem (04/01) a necessidade de que produtos oriundos do desmatamento da Amazônia sejam o alvo de um boicote internacional (ver tradução do texto completo abaixo).

Em minha modesta opinião, a convocação que foi feita pelo Comitê Editorial do “The Washington Post” é uma sinalização clara de que já está em curso um processo para organizar esse boicote, não apenas nos EUA, mas em outros importantes mercados para as commodities agrícolas e minerais produzidas pelo Brasil.

E de nada adiantará o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, realizar um dos seus discursos anti-globalistas para resolver o problema. Aliás, se ele insistir em manter a postura que vem mantendo desde que foi anunciado que ele ocuparia o cargo mais alto da estrutura diplomática brasileira, o mais provável é que o boicote proposto pelo “The Washington Post” aconteça mais cedo do que tarde.

 

Será que Jair Bolsonaro rasgará as proteções ambientais e colocará em risco a Amazônia?

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A floresta amazônica virgem envolvendo trechos de áreas desmatadas preparadas para o plantio de soja no estado de Mato Grosso, no Brasil, em 2008. (Paulo Whitaker / Reuters)

Pelo Comitê Editorial do “The Washington Post”

O PRESIDENTE TRUMP foi, sem dúvida, o mais eficaz em destruir importantes proteções ambientais. Será que acontecerá o mesmo com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro? O mundo deveria esperar que não.

O Brasil é a maior floresta ininterrupta do mundo. Funcionando como os pulmões da Terra, a Amazônia absorve dióxido de carbono – e mais de 2 bilhões de toneladas deste gás promotor do efeito estufa por ano – e expele oxigênio. Grandes quantidades de dióxido de carbono que se aquecem no planeta são armazenadas nas árvores e outras espécies da região. O desflorestamento, entretanto, libera cada vez mais desse dióxido de carbono preso no ar, mesmo como é. Em todo o mundo, o desmatamento é responsável por 15% das emissões anuais de aquecimento do planeta. Se a floresta amazônica encolher, a luta contra as mudanças climática ficará muito mais difícil. Com  desmatamento no atacado, o trabalho ficaria quase impossível.

Nos últimos anos o Brasil pareceu reconhecer sua responsabilidade especial em cuidar deste recurso planetário insubstituível. Apesar de cerca 4.800 km2 de florestas tropicais perdidas no passado, a taxa de desmatamento do país caiu drasticamente na última década.  O Brasil adotou um código florestal proibindo que proprietários de terras da Amazônia de desmatar mais de 20 por cento de suas terras. As áreas reservadas para os povos indígenas serviram como refúgios cruciais do processo de desenvolvimento.  Reconhecendo a crise climática, o Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 43% até 2030, em sua adesão ao Acordo climático de Paris.

Entra Bolsonaro, às vezes chamado de Donald Trump do Brasil. O novo presidente propôs a construção de uma estrada através da floresta amazônica, expressou hostilidade para organizações ambientais internacionais, disse que as comunidades indígenas devem “adaptar ou simplesmente desaparecer”, chamou suas reservas catapora na paisagem e prometeu fundir o Ministério do Meio Ambiente, que abriga as autoridades que supervisionam as proteções da Amazônia, com o Ministério da Agricultura pró-agricultura. Imediatamente após assumir a presidência, ele transferiu a autoridade sobre as reservas indígenas para o Ministério da Agricultura e ordenou novo monitoramento das organizações não-governamentais internacionais. A partir daqui, os agentes ambientais já sobrecarregados poderão ver seus recursos e o apoio diminuir ainda mais.

O senhor Bolsonaro não tem liberdade plena. Ele não pode alterar o código florestal, eliminar as proteções aos povos indígenas ou retirar-se do Acordo de Paris sem a cooperação do congresso brasileiro, no qual seu partido não tem maioria. Enquanto isso, o resto do mundo pode ter algum impacto também. Consumidores, empresas e governos ocidentais devem evitar comprar produtos provenientes de áreas desmatadas e pressionar os parceiros comerciais brasileiros a fazerem mesmo.


O editorial acima foi publicado originalmente em inglês [Aqui!]

Neil Young lidera boicote à Starbucks por causa de ataque à rotulagem de transgênicos. E no Brasil, cadê a classe “artística”

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Um dos muitos detalhes que poucos conhecem sobre a minha vida pessoal é que sou um fã declarado do roqueiro canadense Neil Young desde que eu descobri o seu primeiro disco em 1978. De lá para cá, Neil Young a carreira de Young andou em altos e baixos, e a minha vida também. Mais razão ainda para eu me dedicar a ouvir a música que ele produz, pois junta um quê de crítica social, momentos depressivos, e até eventos de morte violenta.

Mas um detalhe que não é muito divulgado é que Neil Young não faz propaganda para grandes corporações como a Coca-Cola e a Pepsi Cola. Além disso, Neil Young vem desenvolvendo desde 1985 junto com Willy Nelson, John Mellencamp e outros artistas um projeto chamado “Farm Aid” cujo mote principal é levantar recursos para ajudar agricultores familiares a manterem suas propriedades (Aqui!).

Além dessa presença no campo do apoio à agricultura familiar, Neil Young também na luta contra os transgênicos e seu uso na alimentação humana. A última “vítima” dessa ação ativa de Neil Young é a rede Starbucks que se juntou à corporação dos venenos Monsanto para impedir a rotulagem de alimentos no estado norte-americano de Vermont (Aqui!). Segundo o que declarou à Revista Rolling Stone, ele vai parar de tomar seu “latte” na Starbucks pelo fato da empresa estar unida à Monsanto num processo que visa impedir o público de saber se há transgênico ou não na comida ou bebida que estão sendo ingeridas. 

Passando para nosso lado do Equador, não deixa de ser curioso de notar que artistas como Roberto Carlos, Toni Ramos tem se empenhando em justamente em nos empurrar a carne que a JBS Friboi reserva para o mercado interno, enquanto abastece o resto do mundo com suas melhores carnes. E, sim, não custa lembrar o que anda fazendo o roqueiro decadente Lobão em suas marchas “pela democracia”.

Assim, já que não dá para esperar muito dos artistas, que tal pararmos de gastar fortunas num copo de café na Starbucks até que eles façam a rotulagem dos transgênicos que estão servindo no Brasil? Ou será que vai ser preciso trazer o Neil Young para boicotar a Starbucks também por aqui? 

Roger Waters divulga carta aberta contra “muro do apartheid” israelense

Em Viva Palestina

roger water

Em 1980, uma canção que escrevi, “Another Brick in the Wall Part 2″, foi proibida pelo governo da África do Sul porque estava a ser usada por crianças negras sul-africanas para reivindicar o seu direito a uma educação igual. Esse governo de apartheid impôs um bloqueio cultural, por assim dizer, sobre algumas canções, incluindo a minha.

Vinte e cinco anos mais tarde, em 2005, crianças palestinas que participavam num festival na Cisjordânia usaram a canção para protestar contra o muro do apartheid israelita. Elas cantavam: “Não precisamos da ocupação! Não precisamos do muro racista!” Nessa altura, eu não tinha ainda visto com os meus olhos aquilo sobre o que elas estavam a cantar.

Um ano mais tarde, em 2006, fui contratado para atuar em Telavive.

Palestinos do movimento de boicote acadêmico e cultural a Israel exortaram-me a reconsiderar. Eu já me tinha manifestado contra o muro, mas não tinha a certeza de que um boicote cultural fosse a via certa. Os defensores palestinos de um boicote pediram-me que visitasse o território palestino ocupado para ver o muro com os meus olhos antes de tomar uma decisão. Eu concordei.

Sob a proteção das Nações Unidas, visitei Jerusalém e Belém. Nada podia ter-me preparado para aquilo que vi nesse dia. O muro é um edifício revoltante. Ele é policiado por jovens soldados israelitas que me trataram, observador casual de um outro mundo, com uma agressão cheia de desprezo. Se foi assim comigo, um estrangeiro, imaginem o que deve ser com os palestinos, com os subproletários, com os portadores de autorizações. Soube então que a minha consciência não me permitiria afastar-me desse muro, do destino dos palestinos que conheci, pessoas cujas vidas são esmagadas diariamente de mil e uma maneiras pela ocupação de Israel. Em solidariedade, e de alguma forma por impotência, escrevi no muro, naquele dia: “Não precisamos do controle das ideias”.

Realizando nesse momento que a minha presença num palco de Telavive iria legitimar involuntariamente a opressão que eu estava a testemunhar, cancelei o meu concerto no estádio de futebol de Telavive e mudei-o para Neve Shalom, uma comunidade agrícola dedicada a criar pintainhos e também, admiravelmente, à cooperação entre pessoas de crenças diferentes, onde muçulmanos, cristãos e judeus vivem e trabalham lado a lado em harmonia.

Contra todas as expectativas, ele tornou-se no maior evento musical da curta história de Israel. 60.000 fãs lutaram contra engarrafamentos de trânsito para assistir. Foi extraordinariamente comovente para mim e para a minha banda e, no fim do concerto, fui levado a exortar os jovens que ali estavam agrupados a exigirem ao seu governo que tentasse chegar à paz com os seus vizinhos e que respeitasse os direitos civis dos palestinos que vivem em Israel.

Infelizmente, nos anos que se seguiram, o governo israelita não fez nenhuma tentativa para implementar legislação que garanta aos árabes israelitas direitos civis iguais aos que têm os judeus israelitas, e o muro cresceu, inexoravelmente, anexando cada vez mais da faixa ocidental.

Aprendi nesse dia de 2006 em Belém alguma coisa do que significa viver sob ocupação, encarcerado por trás de um muro. Significa que um agricultor palestino tem de ver oliveiras centenárias serem arrancadas. Significa que um estudante palestino não pode ir para a escola porque o checkpoint está fechado. Significa que uma mulher pode dar à luz num carro, porque o soldado não a deixará passar até ao hospital que está a dez minutos de estrada. Significa que um artista palestino não pode viajar ao estrangeiro para exibir o seu trabalho ou para mostrar um filme num festival internacional.

Para a população de Gaza, fechada numa prisão virtual por trás do muro do bloqueio ilegal de Israel, significa outra série de injustiças. Significa que as crianças vão para a cama com fome, muitas delas malnutridas cronicamente. Significa que pais e mães, impedidos de trabalhar numa economia dizimada, não têm meios de sustentar as suas famílias. Significa que estudantes universitários com bolsas para estudar no estrangeiro têm de ver uma oportunidade escapar porque não são autorizados a viajar.

Na minha opinião, o controle repugnante e draconiano que Israel exerce sobre os palestinos de Gaza cercados e os palestinos da Cisjordânia ocupada (incluindo Jerusalém oriental), assim como a sua negação dos direitos dos refugiados de regressarem às suas casas em Israel, exige que as pessoas com sentido de justiça em todo o mundo apoiem os palestinos na sua resistência civil, não violenta.

Onde os governos se recusam a atuar, as pessoas devem fazê-lo, com os meios pacíficos que tiverem à sua disposição. Para alguns, isto significou juntar-se à Marcha da Liberdade de Gaza; para outros, isto significou juntar-se à flotilha humanitária que tentou levar até Gaza a muito necessitada ajuda humanitária.

Para mim, isso significa declarar a minha intenção de me manter solidário, não só com o povo da Palestina, mas também com os muitos milhares de israelitas que discordam das políticas racistas e coloniais dos seus governos, juntando-me à campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel, até que este satisfaça três direitos humanos básicos exigidos na lei internacional.

1. Pondo fim à ocupação e à colonização de todas as terras árabes [ocupadas desde 1967] e desmantelando o muro;

2. Reconhecendo os direitos fundamentais dos cidadãos árabe-palestinos de Israel em plena igualdade; e

3. Respeitando, protegendo e promovendo os direitos dos refugiados palestinos de regressar às suas casas e propriedades como estipulado na resolução 194 das NU.

A minha convicção nasceu da ideia de que todas as pessoas merecem direitos humanos básicos. A minha posição não é antisemita. Isto não é um ataque ao povo de Israel. Isto é, no entanto, um apelo aos meus colegas da indústria da música e também a artistas de outras áreas para que se juntem ao boicote cultural.

Os artistas tiveram razão de recusar-se a atuar na estação de Sun City, na África do Sul, até que o apartheid caísse e que brancos e negros gozassem dos mesmos direitos. E nós temos razão de recusar atuar em Israel até que venha o dia – e esse dia virá seguramente – em que o muro da ocupação caia e os palestinos vivam ao lado dos israelitas em paz, liberdade, justiça e dignidade, que todos eles merecem.

FONTE: http://www.vivapalestina.com.br/site/roger-waters-divulga-carta-aberta-contra-muro-do-apartheid-israelense/

Publicar ou perecer e o poder das corporações

Por Carlos E.B. Souza* 

Texto relevante publicado hoje na “The Economist” sobre o poder que os grandes conglomerados editoriais exercem sobre o trabalho dos pesquisadores que são, muitas vezes, financiados com verba pública. Contudo, na hora de acessar o resultado de uma pesquisa financiada por agência pública, os conglomerados cobram uma fortuna, forçando as bibliotecas a pagarem por um enorme pacote com algumas publicações irrelevantes… e a Capes aceita isto.

Claramente tem algo errado, pois a Elsevier não é a única. Sou editor (ou melhor, um carregador de piano!) do conglomerado Nature-Frontiers in Decision-Neuroscience, e digo que, o lucro que estes conglomerados fazem em cima de pesquisas e editores que, como eu, trabalham gratuitamente para avaliar centenas de textos, é moralmente discutível.

No entanto, jovens pesquisadores para conseguirem crescer hoje na carreira altamente competitiva de pesquisador, precisam submeter-se a esta politica.

Quando ganhadores do Prêmio Nobel de Ciência (geralmente cientistas mais experientes) expressam suas insatisfações sobre esta politica, muitos ouvem e param para refletir; quando os mais jovens tentam expressar as mesmas ideias, automaticamente condenam a própria carreira de pesquisador. Ou seja, quando um Nobel se opõe a este modus operandi, todos o aplaudem e reconhecem que o laureado tem razão; agora quando um jovem pesquisador expressa os mesmos pensamentos, sua carreira fica ameaçada; é paradoxal, não?

Tem algo de errado… até quando isto se sustenta?

Discorda? Acredita que o conhecimento deve ser público e irrestrito? Então acesse http://thecostofknowledge.com/

Carlos Eduardo B. Souza possui doutorado em Filosofia da Mente pelo Universitaet Konstanz, Alemanha e é professor associado do Laboratório de Cognição e Linguagem da UENF.

Academic publishing, no peeking…

A publishing giant goes after the authors of its journals’ papers

ONCE upon a time, it was common for scientists to receive letters from researchers working in other institutions, asking for reprints of papers they had published. It was the usual practice in those days for journal publishers to furnish authors with a couple of dozen such reprints, precisely for this purpose—but, if these had run out, a quick visit to the photocopier kept the wheels of scientific discourse turning, and though it was technically a violation of copyright, no one much minded.

Then, the world wide web was invented—initially, as it happens, with the intention of making it easier for scientists to share their results—and everything changed. Now, any scientist worth his grant has a website, and that site will often let the casual visitor download copies of its owner’s work. And, though it has taken a while, some publishers have decided they do mind about this—indeed one, Elsevier, based in the Netherlands, has been fighting back. It is using the Digital Millennium Copyright Act (DMCA), an American law that lets copyright holders demand the removal of anything posted online without their permission, to require individual scientists to eliminate from their websites papers published in its journals. In doing so it has stirred a hornets’ nest.

The first hornets to come buzzing out were members of a scientific social-networking site called Academia.edu (in which Rupert Pennant-Rea, chairman of The Economist Group, was an early investor). In early December they started receiving e-mails from Academia.edu informing them that some of their papers had been removed from the site in response to DMCA requests from Elsevier.

When some of them mentioned on Twitter what had happened, it became clear some universities had also received demands from Elsevier that papers be removed from the home pages of individual academics. There are, as a result, a lot of dischuffed scientists out there.

Elsevier (which also owns a scientific social-networking site called Mendeley—a direct competitor to Academia.edu) seems to have the law on its side. Like journalists writing for a newspaper, academics submitting an article to a journal usually sign contracts which transfer copyright to the publisher. But, though the firm may be right legally, culturally it is on trickier ground, given the ubiquity of current practice. As Thomas Hickerson, the University of Calgary’s chief librarian, puts it, “requesting such removals…seems at odds with the nature of an academic enterprise, in which the sharing of research information is an essential element.”

The short-term response from scientists and their employers seems to be that if Elsevier persists, and other publishers join in, they will try to find legal workarounds. As the University of California, Irvine, which was on the receiving end of some of the takedown notices, points out in advice to its staff, it is usually only the final version of an article, as it appears in a journal, that is covered by publisher’s copyright. There is nothing to stop scientists making earlier versions available. Many universities run repositories in which such drafts can be deposited for anyone to read. In an article posted shortly after the row started, Elsevier itself pointed out that such earlier versions can be shared freely.

In the longer run, however, cracking down in this way risks having the perverse effect, from the publishers’ point of view, of accelerating the rise of “open access” publishing, in which papers are made available online at no cost to the reader, and which therefore sidesteps at least some of the administrative headaches of traditional journal publishing.

Many advocates of open access make a moral case for it, too, arguing that freely available research is a public good—and that much of it is paid for by taxpayers in the first place. Ross Mounce, a palaeontologist at the University of Bath, in England, and an advocate of open access, is enthusiastic about what has happened. “This”, he says, referring to the row, “has been great [for open-access advocates]. Lots of people who were completely apathetic before are starting to realise the importance of how we distribute scientific research.”

That point is not lost on the publishers themselves. Elsevier has created open-access journals of its own. And the firm can take solace from the fact that—for now, at least—none of the opprobrium heaped upon it has had much effect on its bottom line. In 2012 it posted profits of £780m from revenues of £2.1 billion.

FONTE: http://www.economist.com/news/science-and-technology/21593408-publishing-giant-goes-after-authors-its-journals-papers-no-peeking