Crise das bolsas segue avançando na Ásia e na Europa

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As cinzas do Carnaval nem bem esfriaram no Brasil e a crise das bolsas asiáticas e europeias segue avançando com detalhes cada vez mais preocupantes. Segundo o que informa o jornal inglês “The Guardian”, a preocupação agora é com a capacidade dos bancos centrais de tamponar as idas e vindas dentro das bolsas, por estarem sem “munição” (Aqui!).

A munição nesse caso não seria apenas a capacidade de injetar novos recursos na economia, mas também, e principalmente, a de exarar medidas que contenham a fuga de capitais para ativos mais seguros e com menores níveis de volatilidade.

O problema todo é que a estas alturas do campeonato, a economia globalizada é fortemente dependente da ciranda financeira que é melhor encapsulada pela especulação que ocorre dentro das bolsas de valores.

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A questão é de como reagirão os governos dos países periféricos, onde a dependência da exportação de commodities justamente para os países onde a crise está se concentrando, vão reagir. No caso brasileiro, a minha aposta é de que Dilma Rousseff e sua equipe vão apostar no arrocho. A ver!

Segunda feira do massacre: 414 bilhões de reais evaporaram só em Londres

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O dia é trágico para quem aposta na ciranda das bolsas de valores em todo o mundo, mas a Europa parece estar experimentando boa parte do massacre. É que o jornal inglês “The Guardian” acaba de informar que só a Bolsa de Londres viu evaporar a fabulosa quantia de 414 bilhões de reais como resultado direto da contaminação causada pelo desaquecimento da economia chinesa. 

Este é o pior dia das bolsas de valores em escala mundial desde a crise das hipotecas que balançou a economia dos EUA em 2008.

O problema aqui é que a causa inicial deste derretimento global é algo muito bem atrelado à economia real, qual seja, a diminuição do apetite chinês por commodities minerais e agrícolas. E esse impacto na economia real, especialmente de países como o Brasil, é que ainda deveria emergir nos próximos. É como diz aquela lei de Murphy… não há nada que esteja tão ruim que não possa piorar. A ver!

Manchete que está faltando: contagiadas pela China, bolsas mundiais afundam e ameaçam aprofundar recessão mundial

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Tenho hábito de todas as manhãs ler os principais veículos de mídia em inglesa, e na manhã desta segunda-feira (23/08) estou lendo manchetes sobre o mergulho profundo que ocorreu nas bolsas de valores da Ásia e que já contaminou o mercado de ações na Europa. Os principais motivos para essa segunda-feira devastadora são o desaquecimento da economia da China e o seu efeito sobre a tímida recuperação que se esboçava na economia dos EUA. O jornal inglês inglês “The Guardian” já colocou online uma matéria com a estimativa que só nas bolsas chinesas as perdas alcançaram 40 bilhões de libras esterlinas (uma bagatela equivalente a 220 bilhões de reais ao câmbio de hoje) (Aqui!).

Ainda que eu saiba que a imprensa corporativa brasileira possui horários diferenciados, procurei ver o que apareceu e para minha surpresa, quase nada. Aliás, há que se mencionar o site brasileira da Agência Reuters que já colocou no ar uma pequena matéria com um título muito revelador “Ações chinesas têm queda brutal e devolvem ganhos do ano (Aqui!).

Em relação ao Brasil, a expectativa é de que a Bolsa de Valores de São Paulo vá sofrer também um forte impacto, mas esse é o menor dos problemas. É que muitos analistas avaliam que haverá uma queda ainda maior no preço do petróleo e um desaquecimento ainda maior no preço das principais commodities minerais, ameaçando, entre outras coisas, colocar o custo da extração do pré-sal acima do valor pago pelo petróleo. Ambos fatores atingem diretamente o modelo neodesenvolvimentista (ou seria neoextrativista?) abraçado pelo Brasil desde a ascensão do neoPT ao poder. 

A questão que se coloca é sobre quando começaremos a ter uma cobertura pela mídia brasileira que esteja à altura dessa pequena hecatombe que assola as bolsas mundiais e que ameaça recolocar a economia mundial em um modus operandi de recessão profunda?