O mito da democracia racial no Brasil

Enquanto os efeitos colaterais do racismos institucional aumentam, práticas que transgridem leis e violam direitos humanos parecem não causar indignação

por Joseh Silva 

Santos/Divulgação

O goleiro Aranha, do Santos, foi chamado de macaco pela torcida do Grêmio

O goleiro Aranha, do Santos, foi chamado de macaco pela torcida do Grêmio

É falso afirmar que o Brasil não é um país racista. Viver nesta afirmação não se trata somente de “tapar o Sol com a peneira”, mas de continuar permitindo um quadro social que favorece uma população de elite e branca, ou, pelo menos, de pessoas que se identificam com isso.

Não é necessário nem citar dados para concluir que o racismo está estampado em nossa bandeira: basta ver a situação dos negros a revelar que o racismo é institucional e estruturante da nossa sociedade. A partir disso, não podemos usar uma pontualidade como fato principal. Apesar de gravíssima, a atitude da torcedora do Grêmio, que foi flagrada pelas câmeras de tevê chamando o jogador Aranha, goleiro do Santos, de macaco, que deve ser responsabilizada, nada mais é do que um efeito colateral.

Negros são maioria no país e, em disparada, a maior população carcerária. São vítimas de um genocídio perene e banalizado. Vivem em favelas e periferias em condições subumanas. O acesso ao serviço público é ruim. Diariamente, são agredidos pelo Estado de farda e por uma mídia fascista.

Negros e negras sofrem com ataques racistas há gerações. Já passou do momento de acontecer, no mínimo, uma reparação integral. A estigmatização é uma arma muito poderosa, pois fortalece o preconceito, baixa a auto-estima de um povo e minimiza os efeitos de uma diáspora.

O racismo é uma prática institucional exposta nesta pátria amada. A primeira cena que presenciei foi ainda muito cedo, acredito que tinha por volta de 12 anos. Eu, meu irmão e um amigo. Saímos de casa com trajes para uma partida de futebol na quadra de uma escola. Para chegar até lá, tínhamos de ir até a outra ponta da favela. No meio do caminho, nos deparamos com quatro policias que apontavam suas armas em direção a cada beco e viela.

Quando eles nos viram, falaram baixinho para pararmos. Assutados, congelamos. Um policial pediu para meu irmão e eu, que temos o tom de pele mais claro, sairmos e seguraram nosso amigo, que foi agredido física e verbalmente.

Esse tipo de prática seletiva acontece todos os dias dentro das favelas, e o País segue na farsa do “ninguém sabe, ninguém viu”. Mesmo com casos explícitos que tomam o cenário nacional, como Cláudia Ferreira, mulher negra, pobre e moradora do subúrbio do Rio, que depois de baleada, foi arrastada por uma viatura da Policia Militar, num ano de Copa do Mundo, momento em que o País é vitrine e as forças amardas mandam um recado para a população negra e pobre. Cena que remete à captura de um escravo por capitães do mato.

Enquanto os efeitos colaterais do racismos institucional aumentam, práticas que transgridem leis e violam direitos humanos parecem não causar indignação e colocam em questão a atuação da justiça quando se trata de negro e pobre. Racistas não prendem racistas a não ser para salvar o próprio racismo.

FONTE: http://www.cartacapital.com.br/blogs/speriferia/aranha-e-o-mito-de-que-nao-ha-racismo-no-brasil-4850.html

Exame: Número de ultra-ricos no Brasil triplica em 10 anos

Número de multimilionários no Brasil triplica em uma década

Brasil tem hoje mais de 10 mil indivíduos com patrimônio líquido acima de 10 milhões de dólares, o 10º lugar no ranking mundial

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João Pedro Caleiro, de

Patrick Fallon/Bloomberg

Mulher caminha na frente de anúncio de loja de jóias em Beverly Hills, EUA

Mulher caminha na frente de anúncio de loja de jóias em Beverly Hills, nos Estados Unidos

São Paulo – Mais de 10 mil brasileiros tem hoje um patrimônio líquido de pelo menos US$ 10 milhões (R$ 22,8 milhões), de acordo com um estudo da consultoria sul-africana New World Wealth.

Isso coloca o Brasil no 10º lugar no ranking mundial de multimilionários, liderado por Estados Unidos (183.500) e China (26.600).

Já as cidades do mundo com mais multimilionários são Hong Kong, Nova York e Londres. São Paulo aparece em 17º, com 4.400 indivíduos, e o Rio de Janeiro em 27º, com 2.200. 

O número de pessoas com mais de US$ 1 milhão no Brasil é estimado pela consultoria em 197.600, a 14ª posição mundial em um ranking liderado por EUA, Japão e Reino Unido.

Entre as cidades com mais milionários, Londres, Nova York e Tóquio lideram e São Paulo aparece em 21º com 84.700 indivíduos. .

Mundo

No total, o mundo tem hoje 13 milhões de milionários, dos quais 495 mil podem ser classificados como multimilionários. 

Nos últimos 10 anos, o crescimento no número de indivíduos com mais de US$ 10 milhões foi de 71%, acima da taxa de 58% entre os que tem acima de US$ 1 milhão.

De acordo com a consultoria, o crescimento mais alto entre os multimilionários pode ser explicado por “uma maior desigualdade de riqueza no topo da pirâmide, uma taxa maior de conversão de milionários em multimilionários e crescimento forte em países com uma proporção alta de multimilionários para milionários (como Rússia e Índia)”.

Na América Latina, o número de multimilionários cresceu 265% em 10 anos. No Brasil, assim como em outros emergentes como China, Rússia e Índia, o crescimento ultrapassou 200%.

Os números são similares aos divulgados recentemente pelo estudo World Wealth Report, da Capgemini com a RBC Wealth Management, segundo a qual há 13 milhões de milionários no mundo, 172 mil deles no Brasil.

FONTE: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/numero-de-multimilionarios-no-brasil-cresce-200-em-10-anos

Jovem, negro e pobre são alvos da violência no Brasil

Walmyr Junior *

O Brasil carrega a triste 7ª posição no ranking de países mais violentos do mundo. Os dados apontam que 56.337 pessoas perderam a vida assassinadas no país no ano de 2012, 7% a mais do que em 2011. O crescimento de 13,4% de registros desse tipo de morte, comparados ao ano de 2002, equivalem a um pouco mais que o crescimento da população total do país, que foi de 11,1%.

Com uma perspectiva de elucidar a identificação das causas da violência nas cidades, temos um instrumento que fala da triste constatação do genocídio da população negra no país. O Mapa da violência deste ano anuncia uma tragédia que atinge toda a população brasileira, mas os casos de homicídios relatados no documento só mostra o que temos anunciado há muito tempo.

Não somos números, estamos falando de um retrato cruel das diferenças raciais no Brasil e os problemas enfrentados por cada família negra brasileira. Estou me referindo ao assassinato de jovens negros entre 15 a 29 anos, que consolidam 30.072 mortos. O número representa 53,4% do total de homicídios do país.

Mas por que este índice de mortalidade só aumenta?

A sociedade brasileira está acostumada a naturalizar a violência e junto com essa lógica o racismo institucional é utilizado como ferramenta de manutenção dessa sociedade que não só mata, mas deseja banir a juventude negra dos espaços de sociabilidade. 

A política de segurança do Estado brasileiro corrobora com o sistema racista e faz da militarização da sociedade uma maneira de analisar o cidadão pela sua renda, por sua cor e por suas características físicas, interpretando assim quem é bandido ou não. 

Por isso é tão importante debater a desmilitarização da Polícia Militar (PM). Quem não se lembra dos 111 presos assassinados em 1992 durante o Massacre do Carandiru? E o desaparecimento do Amarildo? E o assassinato da Claudia, do Douglas (o DG) e tantos outros que sucumbiram por causa da violência e despreparo policial? Esses casos, somados aos inúmeros flagrantes de abusos durante as manifestações de junho/2013, nos faz pensar sobre a urgência da desmilitarização ou mesmo o fim da PM como uma das alternativas para acabar de vez com essa indústria da morte. 

Outra alternativa para conter o extermínio da juventude negra é a aprovação da Lei que implica no fim dos autos de resistência. Por conta do auto de resistência, que é uma forma de manter impune os policiais que reagem de forma violenta contra a população, o Estado mantem um aparelho policial que tem como método o fim de quem sofre a maior violência. O negro da favela, por possuir ‘o estereotipo subversivo’, é o maior perseguido pelos policiais que se beneficiam do esquema fraudulento dos autos de resistências. É através dessa proteção do Estado que o PM mata e não é julgado como criminoso. 

O projeto democrático e popular tem conseguido conquistas importantes no ultimo período, como o aumento da presença de jovens negros na universidade e ampliação da renda dos postos de trabalho formal e da renda media do trabalhador. As Leis de Cotas, o JUVENTUDE VIVA, o PRONATEC, o REUNE e o PROUNI, o BOLSA FAMÍLIA são algumas soluções temporárias que o governo tem pensado para incluir o jovem negro na dinâmica da ocupação do espaço social. Mas precisamos ir além, precisamos dar espaço para jovem negro buscar sua emancipação.

Quando o jovem negro é impedido de ocupar os mais variados espaços,quando não consegue um emprego ou um salário descente, quando não tem acesso a educação, saúde, moradia, lazer e tantas outras necessidades básicas,ele vai optar por assumir o discurso violento que a sociedade naturaliza e reproduz. Essa catarse de violência faz do oprimido o seu próprio opressor, ou seja, o jovem, pobre e negro acaba virando o vilão da sua própria gente, alimentando o Mapa da Violência e relatando que o fim do povo negro do Brasil pode estar próximo. 

* Walmyr Júnior Integra a Pastoral da Juventude da Arquidiocese do Rio de Janeiro, assim como a equipe da Pastoral Universitária Anchieta da PUC-Rio. É membro do Coletivo de Juventude Negra – Enegrecer. Graduado em História pela PUC-RJ e representou a sociedade civil em encontro com o Papa Francisco no Theatro Municipal, durante a JMJ

The Guardian fala sobre racismo no Brasil da Copa

Onde estão os negros? Texto do The Guardian fala sobre racismo na Copa 2014 com análise da torcida brasileira nos estádios

estádio copa elite 2014

E e alguém te dissesse que o Brasil está longe de ser um país multiétnico? – e que a Copa do Mundo evidencia isto de uma maneira muito simples?

Em um texto publicado na última terça-feira no jornal inglês The Guardian o repórter Felipe Araújo faz uma reflexão sobre a torcida brasileira na Copa do Mundo: “Cobrindo a Copa do Mundo como jornalista me encontrei participando de um jogo similar ao ‘Onde Está Wally?’, o problema é que a pergunta agora era mais séria: onde estão todos os negros? Passei por cinco cidades-sede até o momento e em todas elas a pergunta para a resposta estava distante de ser respondida – eu até perdi lances de gol enquanto procurava por negros nas torcidas”.

Veja também: O Brasil é um dos países mais racistas do mundo, mas o racismo é velado

No texto, Felipe chega a algumas conclusões que são, infelizmente, ao mesmo tempo óbvias e estarrecedoras: “A maioria dos negros no Brasil são pobres. Diferente da África do Sul e dos Estados Unidos, não há uma classe média negra e, talvez ainda mais importante, não há uma classe política negra. Um ingresso para a Copa do Mundo tem seu preço fixado entre R$180 e R$1800, mas em um país onde o salário mínimo custa pouco mais de R$680 por mês, um ingresso para uma partida no Maracanã está longe do alcance popular”

Na publicação, Melo lembra que as partidas em que havia bastante negros na torcida, eram partidas que envolviam países de origem africana – como Alemanha x Gana. O repórter lembra ainda que a questão racial no Brasil sempre foi mal resolvida e que o próprio astro da Seleção Brasileira, Neymar, já afirmou não ter sido vítima de racismo, afinal, eu não sou negro, não é?

FONTE: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/07/guardian-fala-sobre-racismo-brasil-da-copa.html

Nada de Neymar, Google homenageia as favelas!

Por incrível que pareça , o Google está mais avançado do que muita gente dentro do Brasil que fica repetindo que devemos esquecer os roubos, os superfaturamentos, os estádios que nunca mais serão usados depois do final da COPA FIFA. É que hoje quem for fazer uso do Google para fazer buscas, vai ver uma lembrança das favelas que continuam a ser a expressão mais óbvia e ululante do profundo fosso social que separa ricos e pobres no Brasil. O interessante é que o artista que produziu este “doodle”, Matt Cruickshank, usou como referência a Favela da Rocinha, onde foi assassinado o pedreiro Amarildo cujo corpo se encontra desaparecido até hoje.

Que belo gol de placa do Google, e que vergonha para os comentaristas que nos querem empurrar o conformismo em relação aos gastos escandalosos que foram feitos e às milhares de famílias que foram removidas em prol da especulação imobiliária.

 

favelas

Mídia Ninja: Brasil Na Luta Por Direitos: Saiba porque os protestos tomaram as ruas do país

NINJA AO VIVO

A violência policial foi o despertador do dia que abriu a Copa do Mundo no Brasil. A bola rolou e o espaço público foi campo de uma partida dura contra o Estado, que escalou militares para a defesa da ordem. Além de São Paulo, palco da estréia da seleção, as cidades de Belém, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro foram sede do verde, do amarelo e das ruas.

Os manifestantes denunciaram os direitos violados nos preparativos da Copa, colocando suas pautas e revindicações no radar da imprensa internacional que acompanhou de perto todas as movimentações. Diante desse Big Brother, ávido por imagens de confrontos, perdeu-se a oportunidade de celebrar o amadurecimento de nossa Democracia, evitando a repressão desmedida aos movimentos. As imagens, sem cortes e vindas de fontes diversas, mostraram claramente a maneira com que a violência do Estado e seu ímpeto repressor age cotidianamente em todo o país. Mostramos ao mundo, sem máscaras ou maquiagens, o que temos de pior: a Polícia Militar brasileira.

Em SP um pequeno grupo de manifestantes contrastava com o grande amontoado de jornalistas e mídias livres com suas câmaras e equipamentos de segurança. Camera-mens e black blocs, sindicalistas e repórters: Foram todos rodeados pela tropa de Choque e atacados por bombas de efeito moral, balas de borracha, cassetetes. Os repórteres estrangeiros sentiram o tempero mais frequente das ruas brasileiras, com toques de pimenta e lacrimogêneo.

Ao menos dois profissionais da rede CNN ficaram feridos, um argentino da Associated Press e ainda um cinegrafista do SBT. A manhã na zona leste seguiu movimentada com a junção dos Black Blocs ao ato de apoio aos Metroviários demitidos pelo Governo de SP após a greve. Acuados pela polícia, os grupos pareciam extravasar a tensão do momento em acusações mútuas, equivocadas e úteis somente ao controle da PM.

A Polícia de São Paulo ainda evacuou com violência os manifestantes que protestavam na Estação do Metrô Tatuapé. No Anhangabau, muitos torcedores ficaram de fora do Fan Fest. Realizado em espaço público mais com vagas esgotadas.

No Rio de Janeiro dois atos se juntaram na Candelária, cerca de 4 mil pessoas caminharam pacificamente da Avenida Rio Branco até a Lapa. No final do trajeto a polícia dispersou o ato de forma abusiva e violenta, com muitas averiguações e detenções. Na hora que a bola rolou nas telas, as ruas de Copacabana foi dividida entre o ‘Não vai ter Copa’ e o público que foi ao Fan Fest na praia. O encontro das diferenças. Entre um gol contra e a conquista do empate, os atritos e desavenças entre torcedores e manifestantes fizeram a atmosfera da orla.

Belo Horizonte, cidade mineira marcada pelos confrontos mais tensos da Copa das Confederações, não ficou fora de campo. O contigente excessivo de policiais, somado à ação direta de Black Blocs deu início a clássica partida de ‘futebol de fumaça’ com sequências de disparo de bombas de gás, e equipes desequilibradas: de um lado o aparato bélico do Estado, do outro estilingues, pedras e lixeiras quebradas.

Porto Alegre, Brasília e Belém também tiveram levantes contra a FIFA, garantindo agitações de norte a sul na estréia da Seleção.

As reivindicações das ruas não são apenas contra os gastos abusivos nas obras da Copa, mas contra as grandes corporações e seu acúmulo predatório, uma verdadeira ameaça à sustentabilidade do planeta.

Não são apenas contra a violência policial e repressão, mas exigem o fim do genocídio de negros e pobres nas favelas e a desmilitarização da polícia com a aprovação da PEC 51.

Não só denunciam a Ditadura midiática que vive o país, mas pautam uma comunicação democrática, com regulação dos meios em observância ao interesse público e sua função social.

Não são só contra o caos no transporte público, os péssimos serviços prestados a os preços altíssimos. Caminham para uma política efetiva de mobilidade, que faça a cidade ter sentido de ponta a ponta.

Não são só críticos com o déficit democrático e a distância entre os partidos políticos e a sociedade. Redesenham a arquitetura do sistema político nacional, com uma reforma política e Constituinte exclusiva.

Não são somente contra as máfias dos planos de saúde e do ensino privado. Idealizam uma saúde e educação públicas, gratuitas e de qualidade, com serviços públicos à altura do desafio de retirar o Brasil do vergonhoso 85º lugar no Ranking global do Desenvolvimento Humano.

Não são somente contra, enfim, o racismo, o machismo, a homofobia e a transfobia. Criam um ambiente capaz de por fim à violência e ao ódio que nascem dos preconceitos. Clamam pela ampliação dos direitos civis, reduzindo as desigualdades, punindo o preconceito. Por uma cultura de paz e convivência que ponha fim à guerra aos pobres e a guerra às drogas, imposta pelo proibicionismo e pela violência repressora.

Não é só contra a Copa, é por Direitos.

FONTE: https://ninja.oximity.com/article/Brasil-contra-a-Copa-Saiba-porque-os-p-1

Beneficiários do modelo

Por Milton Temer

Aí vai a relação das 15 “famiglias” que mais se locupletaram ao final de duas décadas de governos pautados por privatizações financiadas pelo próprio Tesouro, e por isenções tributárias ao grande capital – simultâneas à manutenção da injusta tributação indireta, via consumo (onde miliardários e sem-teto pagam o mesmo imposto em tudo o que compram). Governos dos tucano-pefelistas e governos do neoPT, ambos sob a companhia do austero e íntegro PMDB. 

Empreiteiros, latifundiários do agronegócio e banqueiros, estão aí os principais maganos. Para completar a lista, os proprietários das maiores empresas de comunicação, aquelas que organizam o pensamento dos mais reacionários segmentos da sociedade brasileira, e que continuam contempladas com as maiores fatias publicitárias das verbas do governo e das estatais ainda existentes. 

Tragédia difícil de recuperar no futuro mais imediato,

bilionáris 1 bilionários 2

 

FONTE: https://www.facebook.com/miltontemer/posts/686704681366154

Ex-prefeito de Lábrea é responsabilizado por trabalho escravo infantil

Racismo cotidiano e a hipocrisia reinante: só comer banana não resolve nada

A ampla repercussão dada pela mídia e por estrelas televisivas ao ato do jogador Daniel Alves de comer parte de uma banana que foi arremessa por um torcedor do Villareal num jogo do campeonato espanhol me parece é um belo exemplo da hipocrisia que reina no Brasil.

O slogan criado por uma agência de propaganda e difundida inicialmente por Neymar Junior (que numa entrevista disse nunca ter sido vítima de racismo por não ser negro!) “Somos todos macacos” está varrendo as redes sociais e páginas da mídia corporativa. Mas em termos práticos, o que os mesmos que abraçam tão rapidamente a bola levantada por Neymar Junior fazem de prático quando os atingidos pelo racismo que impera no Brasil?

A verdade é que surfar na onda levantada por Daniel Alves é uma coisa, e se comprometer com as mudanças estruturais que acabariam com o racismo que impera no cotidiano brasileiro é outra coisa totalmente diferente. Por isso mesmo é que eu desconfio sempre desse tipo de ação midiática cujo fim objetivo é apagar o papel que cada um tem na manutenção das estruturas arcaicas que tornam o Brasil um dos países, senão o mais, desiguais do planeta. E disso os milhares de negros que são vitimizados todos os dias nas comunidades urbanas espalhadas no Brasil sabem perfeitamente.