Orçamentos como peça de ficção só servem para o governante esconder para quem realmente governa

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O município de Campos dos Goytacazes deverá, salvo alguma surpresa a mais, conhecer o seu orçamento ao longo da semana que se inicia amanhã.  Quem assiste ao embate entre o jovem prefeito Rafael Diniz e uma parcela rebelada de sua antiga base de apoio (a mesma que permitiu a ele impor uma verdadeira derrama aos cidadãos campistas com aumentos de impostos e taxas) não pode ser arrastado para o falso debate de qual percentual de remanejamento orçamentário é correto ou não.

É que o real debate deveria ser sobre porque governantes apresentam orçamentos com um percentual de remanejamento que muitas vezes torna a peça que eles mesmo apresentam ao legislativo em uma mera peça de ficção.  O  contraponto de realidade é que o percentual autorizado para ser “remanejado” acaba se tornando uma poderosa ferramenta de arranjos e trocas de favores que raramente melhoram a eficiência dos dispêndios realizados.

Há que se lembrar que quando atuante vereador de oposição, o hoje prefeito criticava, com justeza em minha opinião, o montante de 50% de remanejamento que era aplicado pela ex-prefeita Rosinha Garotinho em suas propostas orçamentárias. Mas bastou sair da condição de pedra para a de vidraça que Rafael Diniz rapidamente mudou de opinião. 

A verdade é que governantes propõe remanejar a priori porque não se dedicam a produzir peças orçamentárias que reflitam as necessidades da maioria da população.  Além disso, é curioso que ano após ano, mesmo se sabendo as prioridades e urgências deste ou daquele ente federativo, os responsáveis pela preparação dos orçamentos não se dedicam ao trabalho mínimo de estabelecer estimativas claras sobre “entradas e saídas”, coisa que qualquer técnico de contabilidade pode fazer. Isso pode levar qualquer cidadão a se perguntar sobre onde está o ideal de boa-fé, transparência e veracidade daqueles que elaboram um orçamento público irreal desde o seu marco zero.

Mas tudo indica que os vereadores campistas irão permitir que Rafael Diniz e seus menudos neoliberais remanejem até 20% do orçamento que enviaram para análise e aprovação da Câmara Municipal. Desde já é importante que se cobre transparência não apenas para os montantes que forem aprovados, mas principalmente para o que vier a ser remanejado. É que determinadas alocações orçamentárias já são claramente irrealistas em face das necessidades da população. Se o remanejamento se concentrar em pastas e órgãos cujos orçamentos já são insuficientes, será preciso verificar para onde vai ser enviado o dinheiro e sob quais circunstâncias.

Aliás, como estamos em final de governo, fico curioso quem sofrerá mais os efeitos do tesourão neoliberal de Rafael Diniz e seus menudos neoliberais.  E antes que eu me esqueça, qual será o orçamento aprovado para fazer funcionar o restaurante popular cuja reabertura foi prometida por Rafael Diniz há mais de dois anos?

Caio Vianna e seu elogio fora de lugar na Uenf

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Conheço Caio Vianna, o jovem político e potencial aspirante à cadeira de prefeito de Campos dos Goytacazes, faz bastante tempo. Durante a greve desgastante que tivemos que travar para garantir o recebimento de nossos salários em 2017, ele visitou a sede da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf) e lá gravou uma mensagem de apoio político que foi importante no contexto de extrema degradação que atravessávamos naquele momento doloroso.

Por conhecê-lo e saber que ele conhece minimamente a realidade em que a Uenf está imersa é que não entendi porque tendo a oportunidade de dar crédito a quem segurou e continua segurando o piano, que são os professores e servidores técnico-administrativos,que em 2017 ficaram 4 meses sem receber salários, Caio Vianna resolveu deitar elogios ao ex-reitor Luis Passoni e ao seu ex-chefe de gabinete e agora reitor Raul Palacio ( ver imagem abaixo).

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A verdade é que a Uenf continua de portas abertas, produzindo ciência e gerando novos quadros profissionais para o Norte Fluminense, apesar da reitoria que a dirigiu de forma omissa e submissa nos momentos mais difíceis que tivemos na história dessa jovem instituição. No caso da Uenf, a prática tem demonstrado que o coletivo é mais forte do que seus frágeis dirigentes.

De todo modo, a mim parece preocupante que alguém que quer se apresentar como alternativa ao modelo falido de administração pública da gestão de Rafael Diniz possa pensar que instituições são construídas e consolidadas por causa do trabalho deste ou daquele indivíduo.   Melhor fará Caio Vianna se assimilar algo que Darcy Ribeiro, fundador da Uenf dizia: universidades são construídas coletivamente por todos os que nelas estão inseridos, independente da função que ocupem. Se aprender essa lição deixada por Darcy,  Caio Vianna poderá evitar, caso venha a se tornar um dia prefeito de Campos dos Goytacazes,  um erro crasso que Rafael Diniz cometeu: negligenciar a importância dos que carregam o piano.

Quem se arrisca a tocar no dedo podre de Rafael Diniz?

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Estou lendo em diferentes veículos da mídia campista que o jovem prefeito Rafael Diniz teria embarcado em uma jornada para quebrar ao meio o grupo de vereadores que saíram da base governista para lhe impor duras derrotas no legislativo municipal.

A minha dúvida é quem, a essas alturas do campeonato, ainda se arriscará a apertar as mãos de Rafael Diniz para lhe dar algum tipo de sobrevida política, já que está mais do que evidente que seu governo está em condição moribunda em face da altíssima, e aparentemente irreversível, rejeição popular.

O fato é que quem aceitar voltar à base governista em troca da manutenção de cargos de confiança corre o risco de ser tocado pelo dedo podre de Rafael Diniz, inviabilizando assim qualquer chance de reeleição nas eleições municipais de 2020. Essa deve ser a dúvida dos vereadores que supostamente foram escolhidos como alvo para serem uma espécie de filhos pródigos de uma gestão do executivo municipal que oscila entre o pífio e o desastroso.

Se os vereadores que estão sendo “cantados” para voltarem à base de Rafael Diniz aceitarem uma sugestão sincera, eu diria para que caminhem pelas ruas de Campos dos Goytacazes e ouçam a voz dos eleitores. Afinal de contas, as chances de reeleição de Rafael Diniz são exíguas, e resta saber se os “filhos pródigos” querem ter o mesmo destino. Simples assim!

Campos dos Goytacazes sofre com as agruras de um ocaso precoce de seu prefeito neoliberal

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A gestão do prefeito de Campos dos Goytacazes, Rafael Diniz (Cidadania), chega a um ocaso precoce em meio a uma enorme crise política, econômica e institucional

As últimas cenas da conjuntura política de Campos dos Goytacazes dão conta de um ocaso precoce da administração neoliberal do jovem prefeito Rafael Diniz.  Os ingredientes desse ocaso são muitos, incluindo a debandada de boa parte de sua base de apoio na Câmara Municipal, o pagamento forçado judicialmente de 50% do 13o. salário dos servidores municipais, e a cereja no bolo que foi a demissão de um punhado de cargos comissionados indicados por vereadores que decidiram impor duras derrotas no cair do pano de 2019.

A reação de Rafael Diniz e de seus principais porta-vozes (a começar pelo agora deputado federal Marcão Gomes) tem sido da mais pura forma de ressentimento político, inclusive com ameaças de judicialização da decisão do legislativo municipal sobre o orçamento municipal que incluiu o teto de 10% nas chamadas “reordenações de despesas” com as quais os prefeitos transformam o orçamento municipal em uma mera peça de ornamentação.

Como ressentimento e medidas retaliatórias raramente resultam em reviravoltas positivas, o prefeito Rafael Diniz e sua trupe de menudos neoliberais devem estar coçando a cabeça para reverter uma conjuntura política que lhes é completamente adversa. Mas como passados praticamente três anos de governo está claro que a única receita que possuem é a aprofundar a forma especialmente perniciosa de neoliberalismo paroquial com a qual destruíram as políticas sociais herdadas de governos anteriores, não vejo muita esperança para quem se elegeu vendendo as formas mais esperançosas de gestão.

O problema para quem vive em Campos dos Goytacazes é que Rafael Diniz ainda tem um longo ano de governo pela frente. E ao longo desses próximos meses é possível que Diniz e seus menudos ensaiem o que no futebol americano é chamado de “Hail Mary” (no futebol americano a expressão é usada para caracterizar um passo muito longo feito em condições de desespero, com chances muito pequenas de sucesso).  Ao fazer isso, é possível que assistamos situações muito inusitadas que apenas servirão para garantir um final inglório a uma administração que conseguiu executar um dos maiores estelionatos eleitorais da história política do principal município do Norte Fluminense.

O mais trágico é que  além de negar todas as esperanças que gerou em uma campanha eleitoral glamourosa, Rafael Diniz está deixando um município em condição de terra arrasada e sem perspectivas imediatas de recuperação econômica.  Essa sim é uma herança maldita que o futuro chefe do executivo municipal terá que lidar.

Mas que esse governo desastroso sirva, pelo menos, para que se saiba que a adoção de políticas ultraneoliberais que removem os pobres do orçamento só servem para alimentar crises sociais e atraso econômico em nome de um equilíbrio fiscal que servem apenas para enriquecer os que já estão ricos em primeiro lugar. Simples assim.

A derrota de Rafael Diniz como uma janela para o futuro

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O jovem prefeito Rafael Diniz (Cidadania) sofreu um duro revés ao ver seu “pacote de maldades” ser destroçado por uma nova maioria formada na Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes.  Aliás, em Campos dos Goytacazes desde o final de 1997, nunca vi um prefeito perder tantas votações em tão pouco tempo. 

Esse ineditismo todo pode ser imputado a um senso fino de oportunidade que os vereadores que abandonaram sua base na Câmara que já sabem que a barca do governo Rafael Diniz estava prestar a ir a pique, com mais de um ano de governo pela frente. Assim, chama-se o que o chamado “G-8¨do que se quiser, mas seus membros estão apenas reconhecendo que não há futuro para quem ficar ao lado de um governo cuja incompetência é sombreada apenas pela sua infindável arrogância.

Logo no início de 2017, sob o impacto do massacre da serra elétrica que o ainda exultante vencedor das eleições do ano anterior promovia contra as políticas sociais existentes em Campos dos Goytacazes, avaliava que Rafael Diniz promovia em tempo recorde do “Garotismo”. É que negando todas suas próprias promessas, ele confirmava as acusações que foram feitas de que toda aquela conversa de mudança e modernização da máquina pública visava apenas pavimentar o caminho para a remoção dos pobres do orçamento municipal.

A estas alturas do campeonato, sabemos que esse governo pouco ou nada fez para a modernizar a forma de gestão municipal, e, de quebra, fez piorar áreas em que avanços tímidos tinham sido conseguidos a duras penas.  A cidade está literalmente de pernas para o ar, mas ao contrário do que quer nos fazer acreditar o prefeito, o problema não é a diminuição do orçamento, mas a forma com que se continuou gastando o que sobrou dos tempos áureos dos royalties que nunca mais voltarão.

Nunca é demais lembrar que apostas mal feitas, mais do que falta de dinheiro, contribuíram para desgastar e erodir o crédito político que a maioria esmagadora maioria da população campista concedeu a Rafael Diniz para que ele movesse a cidade para um futuro melhor. Vê-lo acusar os acusados de sempre, e não ser capaz de articular nem uma mísera autocrítica chega a ser doloroso para quem como eu quer o melhor para esta cidade e a maioria sofrida da sua população. Já para Rafael Diniz é apenas um constrangimento a mais. E, pior, imposto por ele a si próprio.

Aos que desejarem assumir o posto de prefeito em 2021, sugiro que analisem bem não apenas o quadro político e financeiro do município para medirem o tamanho das suas promessas. É que a população de Campos, especialmente a maioria que hoje sente no lombo os efeitos do extermínio das políticas sociais que Rafael Diniz promoveu, não parece disposta a apostar novamente em promessas vazias que chegam em campanhas publicitárias bem boladas. Quem insistir nesse modelo deverá ser abatido pela opinião pública sem dó nem piedade.

Finalmente, uma pequena nota para a repentina partida do agora, ou por agora, deputado federal Marcão Gomes (PL). Como parceiro de primeira hora e homem aparentemente ainda de confiança de Rafael Diniz, Marcão Gomes partiu em direção célere em direção ao planalto central com a volúpia de um adolescente. Sua partida em momento tão crítico para o governo de Rafael Diniz é uma espécie de monumento ao egoísmo. E, pior, sem que sua presença no governo tenha tido qualquer benefício para dinamização de um setor cuja paralisação teve dedo (senão a mão inteira) do próprio Marcão Gomes.  

Divulgando a programação completa da 3a. edição do “Festival Doces Palavras”

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Abaixo divulgo a programa completa da 3a. edição do “Festival Doces Palavras” que ocorrerá entre os dias 02 e 30 de Novembro em uma fórmula descentralizada que atingirá diferentes pontos da cidade de Campos dos Goytacazes com uma variedade atividades artísticas e culturais.

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Há que se louvar o esforço empreendido por ativistas do meio artístico e cultural para garantir a continuidade do “FDP” após a retirada intempestiva do governo municipal não apenas do financiamento,  mas também da organização deste evento que considero particularmente relevante para uma cidade tão necessitada de atividades dessa natureza.

Entretanto, desconfio que o boicote à 3a. edição do FDP será mais um sonoro tiro no pé que será dado pelo jovem prefeito Rafael Diniz (Cidadania) e pelos seus menudos neoliberais. É que tanta pela ampla gama de organizadores e realizadores, mas principalmente pelo conjunto de atividades que marcarão o evento em 2019, haverá um ganho expressivo já que o FDP assumirá um papel ainda mais fundamental na difusão de movimentos e expressões culturais que mostram o que há de melhor em nosso município. 

Mesmo assim, é lamentável notar que após quase três anos de gestão, Rafael Diniz ainda não entendeu que aportar recursos públicos em eventos como o FDP nunca será gasto, mas sim investimento.

Para quem desejar acessar e baixar a programação completa da 3a. edição do “Festival Doces Palavras”, basta clicar [Aqui!]

O cenário político de Campos dos Goytacazes e uma certeza: Rafael Diniz no segundo turno em 2020 é sonho de verão

rafael dinizRafael Diniz no estádio do Maracanã, segundo ele mesmo, sem medo das críticas. Fonte: Instagram do próprio

Tenho visto várias projeções que apontam que o jovem prefeito Rafael Diniz (Cidadania) é um dos prováveis participantes do segundo turno das eleições municipais de 2020. Esse tipo de projeção deve estar apoiado na certeza de que o controle da máquina municipal servirá como catapulta para que Diniz possa ter alguma chance real de conseguir esse feito.

É que passados quase 3 anos de uma gestão marcada pelo extermínio das políticas sociais herdadas de governos anteriores que implicaram na remoção dos pobres do orçamento municipal, Rafael Diniz e seus menudos neoliberais não entregaram nenhum dos produtos que prometeram ao eleitorado campista, convertendo as expectativas de mudança em um amargo sentimento de estelionato eleitoral.

As ruas da cidade têm hoje duas coisas que sintetizam o que está sendo este governo: crateras e sujeira. De quebra, nossas principais vias de circulação estão hoje sendo disputadas pelos órfãos das políticas sociais exterminadas pela sanha neoliberal que Rafael Diniz transformou em prática de governo. 

A coisa só não está pior porque em diferentes pontos da cidade surgiram exemplos de solidariedade social que servem para diminuir o sofrimento dos mais pobres. O principal exemplo é a fila de comida que se forma todos os dias no Jardim São Benedito onde são servidas centenas de refeição, mormente em função do esforço hercúleo das freiras do Mosteiro da Santa Face e do Puríssimo e Doloroso Coração de Maria.

A administração de Rafael Diniz conseguiu mais recentemente a “proeza” de começar a atrasar o pagamento dos salários dos servidores municipais, seguindo o exemplo iniciado por antigos companheiros de alianças partidárias como o ex-(des) governador Luiz Fernando Pezão.   Esse tipo de postura nada tem a ver com a modernização das práticas administrativas e de gestão, representando apenas uma opção de castigar os que não são culpados por opções mal feitas e, não esqueçamos, por uma evidente indisposição para pegar no batente por parte do prefeito e sua equipe de menudos neoliberais.  

Assim, que ninguém se engane. Essa gestão caminha para um final trágico, e que pode ter como consequência até o imponderável eleitoral que seria a eleição de outro neófito para sentar na cadeira de prefeito de Campos dos Goytacazes. É que uma das consequências de uma gestão tão distante do que foi prometido poderá ser a opção pelo imponderável.

Mas enquanto a eleição não chega, Rafael Diniz pode se energizar indo ao Maracanã para assistir jogos do seu time do coração sem medo de ser feliz. Enquanto isso, milhares de servidores públicos municipais e suas famílias não sabem se poderão ir na  padaria para comprar o pão.