Entrevista na Diário FM sobre a situação da Uenf e o caos no (des) governo Pezão

Atendendo a um gentil  convite do radialista Paulo André Netto Barbosa participei hoje de uma entrevista na Rádio Diário FM dentro do programa matinal que ele comanda, o “Diário Notícias”. Nessa entrevista pudemos conversar sobre a situação política e financeira do estado do Rio de Janeiro, e dos problemas que têm sido causados pelo (des) governo Pezão na Universidade Estadual do Norte Fluminense.

Também conversamos sobre a “Feira de Ciências” que será realizada no dia 11 de Março no período de 10 às 17 no campus Leonel Brizola, e da importância da participação da população nesse evento.

Abaixo seguem um vídeo com a maior parte do que foi abordado nessa entrevista.

Feira de Ciências para ampliar a resistência em defesa da Uenf

No dia 11 de Março uma feira de ciências será realizada no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense como processo do calendário de atividades de resistência  contra a tentativa de desmanche que está sendo imposto pelo (des) governo Pezão.

O objetivo desta atividade é possibilitar que a população de Campos dos Goytacazes e municípios vizinhos para que conheçam as múltiplas atividades que a Uenf realiza em prol do desenvolvimento regional, e que hoje estão sob grave risco de interrupção por causa da falta de custeio por parte do (des) governo comandado por Luiz Fernando Pezão.

Abaixo o cartaz que foi criado para difundir esta atividade.  Ajude a divulgar e venha a Uenf participar de sua defesa!

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Campos sob nova direção? Leia o Planicie Lamacenta e tire suas conclusões

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Muitos podem não concordar com o estilo, digamos, abrasivo que o blogueiro Douglas da Mata utiliza para refletir sobre a nossa realidade política, econômica e social. Eu mesmo já fui alvo de sua pena pesada uns tempos atrás. Mas nem isso me fez deixar de admirar o estilo e a contundência. Aliás, num mundo em que a maioria se contenta com apresentar uma fachada politicamente correta para esconder as reais intenções, considero indispensável que tenhamos quem fale as coisas do jeito que elas são, ainda que com excesso de “pimenta”.

Nesse momento, venho acompanhando como leitor as várias reflexões que o Douglas da Mata vem fazendo sobre os caminhos (ou seriam descaminhos?) que estão sendo trilhados pelo jovem prefeito de Campos dos Goytacazes, Rafael Diniz, no início de um mandato que deveria representar uma mudança qualitativa na forma de govenar a nossa cidade.

Por essa razão, e com a forte possibilidade de tomar uma sarrafada do Douglas da Mata que não é muito chegado em propaganda alheia para o seu blog, recomendo que quem não se contentar em ser iludido com uma cobertura midiática e blogueira que aparentemente quer nos convencer que agora vivemos, como num passe de mágica, numa cidade despossuída de problemas, que acessem e leiam o Planície Lamacenta sem medo ou preconceito.

Aliás, o prefeito Rafael Diniz e sua equipe deveriam ser os primeiros a fazerem isso. Quem sabe deixem de continuar cometendo alguns dos erros básicos que já cometeram.

Para ler o Planície Lamacenta, basta clicar  (Aqui!)

 

Vamos salvar a Universidade do Terceiro Milênio

Por Isaac Roitman,  professor emérito da UnB, escreve artigo para o Jornal da Ciência

A Universidade do Terceiro Milênio como foi chamada por Darcy Ribeiro, que a concebeu, foi criada em 1993 como uma universidade experimental para introduzir inovações no ensino superior brasileiro em um ambiente interdisciplinar, com um corpo docente composto 100% por doutores com dedicação exclusiva. Esta universidade foi instalada na cidade de Campos dos Goytacazes, Norte do Estado do Rio de Janeiro tendo como uma das suas finalidades promover transformações sociais através da interiorização do ensino público de qualidade. Alguns frutos dessa experiência rapidamente foram colhidos. A Universidade do Norte Fluminense Darcy Ribeiro foi considerada pelo MEC entre 2007 e 2010 como uma das 15 melhores universidades brasileiras, com base no Índice Geral dos Cursos (IGC). No IGC/2011, divulgado em 2012, ela foi considerada a melhor universidade do estado do Rio de Janeiro e a 11º melhor do país. Em 2003 e em 2009 ela ganhou o Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica, conferido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

As dificuldades da UENF surgiram em outubro de 2015 com a interrupção do repasse de recursos orçamentários que acarretou no não pagamento de energia, segurança patrimonial, serviços de limpeza e manutenção, e telefonia. Estes problemas persistem até hoje e a cada dia está sendo agravado gerando insegurança em toda comunidade acadêmica. Em março de 2016 o Conselho Universitário da instituição afirmou que se os problemas persistirem o fechamento seria inevitável. Em agosto de 2016 a UENF tinha cerca de R$ 17 milhões em dívidas acumuladas e hoje ultrapassam os R$ 55 milhões de reais. A atual situação é catastrófica com atraso e parcelamento no pagamento de professores e servidores. Os salários de novembro de 2016 estão sendo parcelados em janeiro de 2017. Ninguém sabe quando serão pagos os salários de dezembro de 2016, o 13º salário e o salário de janeiro de 2017. A comunidade acadêmica sente-se humilhada, ultrajada e moralmente abalada. Servidores docentes e técnicos estão com dificuldades para manterem suas famílias e até mesmo chegar ao seu trabalho. Mesmo diante de tantas dificuldades a comunidade acadêmica continuou atuando até o final de 2016, porém há uma séria dificuldade para retornar as atividades em 2017 caso não haja uma normalização dos pagamentos de salários.

O fomento à pesquisa está totalmente interrompido, pois a Fundação de Amparo à Pesquisa Carlos Chagas Filho (Faperj) também sofre com dificuldades de repasse de verbas. Muitos estudantes perderam bolsas de estudos e os que não perderam vem recebendo os valores financeiros relativos às suas bolsas de maneira precária e sem calendário definido. Essa triste conjuntura gera sérios desdobramentos que transcendem as fronteiras estaduais. Um dos projetos na área de meio ambiente conduzidos por pesquisadores da UENF em colaboração com um grupo do Instituto Marx Planck da Alemanha, está comprometido pela falta de aporte de recursos já aprovados pela Faperj o que tem forçado os pesquisadores a tirarem recursos do próprio bolso para pequenas despesas. No entanto, para as grandes despesas essa solução doméstica é inviável. O projeto será interrompido e a credibilidade dos pesquisadores e da instituição irão pelo ralo abaixo. Outras situações semelhantes poderiam ser relatadas.  A própria segurança da universidade está comprometida. No período entre o Natal e o Ano Novo os prédios da UENF foram invadidos, roubados e vandalizados.

A Universidade do Terceiro Milênio está neste momento como um prisioneiro que seus últimos passos no corredor da morte. Temos que salvá-la. Não podemos ficar calados. É fundamental que a comunidade acadêmica e toda a sociedade brasileira se mobilizem para que a UENF atravesse sem sequelas essa tempestade de insensatez que ocorre no Brasil. A saúde financeira da UENF deve ser prontamente reestabelecida para que ela possa continuar com sua nobre e virtuosa missão. A sociedade campista e do Rio de Janeiro e de todo o país deve pressionar os governantes para que não morra o sonho de Darcy Ribeiro.  Segundo ele, “a crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto”. Vamos todos combater esse projeto. É também pertinente lembrar outro pensamento desse grande brasileiro: “Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca.” Vamos à luta pois a causa é virtuosa. Lembremos também o pensamento de outro grande brasileiro, Oswaldo Cruz: “Não esmorecer para não desmerecer.”

* Professor emérito e coordenador do Núcleo de Estudos do Futuro da Universidade de Brasília, pesquisador emérito do CNPq, membro da Academia Brasileira de Ciências e membro do Movimento 2022 O Brasil que queremos. Foi diretor do Centro de Biociências e Biotecnologia da UENF (1995-1996).

FONTE: http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/20-vamos-salvar-a-universidade-do-terceiro-milenio/

Cratera iniciada no governo Rosinha continua crescendo no de Rafael Diniz

Eu não me iludo com propagandas eleitorais que prometem transformar trevas em luz da noite para o dia.  Mesmo assim tenho que aproveitar de um caso prático para mostrar como a propaganda eleitoral sempre sofre quando o candidato ganha e assuma as responsabilidades de quem antes ele criticava.

O caso mostrado abaixo é o de um buraco que começou diminuto e agora se expande de forma rápida em frente do Número 25 da Avenida Sete de Setembro em Campos dos Goytacazes, antes governada por Rosinha Garotinho (PR) e hoje sob o comando de Rafael Diniz (PPS).

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Como moro próximo da cratera, posso afiançar que ela começou modesta, mas que avanla a olhos vistos desde então. A causa provável é o pesado trânsito de caminhões que passam por essa avenida que antes era bucólica e hoje representa um grave risco para os moradores do seu entorno.

Como temos um novo alcaide e seus indicados para postos relativos à mobilidade urbana são pessoas gabaritadas, a minha expectativa é que o buraco seja fechado antes que um caminhão carregado de produtos perigosos caia dentro dele. É que morando por perto, eu seria uma das vítimas potenciais de um desastre incalculável.

Com a palavra, o jovem alcaide de Campos dos Goytacazes. Vamos lá prefeito, essa cratera agora é seu problema!

As lições que tirei da minha recente odisséia nas ruas alagadas de Campos

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Ontem (14/12) dirigi por quase 4 horas no emaranhado de ruas alagadas e secas que se formou após uma chuva intensa que durou pouco mais de 40 minutos. Essa duração se deveu à necessidade de sair do campus Leonel Brizola, ir até o Fórum de Campos e de lá para o Shopping Estrada, para então retornar à região central da cidade.

Uma viagem que deveria durar pouco mais de 30 minutos se tornou numa odisséia incrível, onde tive que usar os meus melhores conhecimentos sobre o espaço urbano de Campos dos Goytacazes, de modo a escapar das ruas alagadas que impediam o acesso de carros. 

Uma coisa que me pareceu incrível foi verificar que em áreas pequenas existiam ruas totalmente inundadas bem ao lado de outras que estavam apenas molhadas e com o trânsito fluindo tranquilamente.  Além disso, boa parte das artérias principais da cidade ficaram literalmente paralisadas já que boa parte das inundações se deu em áreas importantes de passagem. Assim, o enrosco se tornou inevitável.

O que isso tudo me mostra é que o trabalho realizado ao longo dos últimos anos pela Prefeitura de Campos dos Goytacazes para melhorar a coleta de águas de chuvas e impedir alagamentos não seguiu um plano muito racional. Além disso, fiquei com dúvidas sobre a qualidade do que foi feita, pois áreas que foram alteradas recentemente também colapsaram.

O que esse olhar por de dentro do caos me mostra é que continuamos muito mal em termos da infraestrutura urbana e sem nenhuma condição real de responder às prometidas alterações no comportamento climático da Terra.  É que uma das previsões para as chamadas mudanças climáticas é justamente o estabelecimento de um padrão de chuvas que combina intensidade com episódios ocorrendo em um tempo muito curto.  Em outras palavras, o que ocorreu ontem vai se tornar cada vez comum.

Ah, sim, a ausência de uma polícia de trânsito e a falência do sistema de sinalização tornaram a vida de todos que dirigiam um verdadeiro inferno. E aqui já não se trata mais de despreparo da infraesturura urbana, mas de omissão do poder público.  

Agora resta saber como a futura administração municipal vai entender o que ocorreu ontem e se serão tomadas medidas estratégicas e de longo alcance para impedir as repetições “ad infinitum” do que aconteceu ontem.  A ver! 

Semana Unificada da Consciência Negra

semana

PROGRAMAÇÃO

DIA 21 DE NOVEMBRO (segunda-feira)

16h. CORTEJO –  do Rio Paraíba na Beira Rio à Praça São Salvador.

17h. PELOURINHO/Pça São Salvador: Ato de denúncias no Pelourinho, com uma performance do “Coletivo Artístico Saravá”;  leitura de manchetes do Monitor Campista, fragmento de poemas e canto.

Coordenação: “Coletivo Artístico Saravá”.

DIA 22 DE NOVEMBRO (terça-feira)

11h20min às 12h.: Sessões de vídeos com debates

Local: Salas do Ensino Médio/IFF (Instituto Federal Fluminense) Auditório Miguel Ramalho

Público: Estudantes do Ensino Médio e demais participantes

Temática: Intolerância Religiosa e Maioridade Penal.

Coordenação: Alissan Silva

14h20min às 16h: Sessões de vídeos com debates

Local: Salas do Ensino Médio do IFF (Instituto Federal Fluminense Auditório Miguel Ramalho

Público: Estudantes do Ensino Médio e demais participantes

Temática: Intolerância Religiosa e Maioridade Penal.

Coordenação: Alissan Silva e Sérgio Risso

14h às 17h: Oficina Cozinha dos Quilombos de Campos dos Goytacazes Sabores, Territórios e Memórias.

Público: 20 (vinte) pessoas no máximo

Local: IFF SALA REFEITÓRIO DA OCUPAÇÃO (ANTIGA CIETEC BLOCO B)

Coordenação: Fabiano Seixas e Tamires Freitas

17h.: Encontro de Jongueiros e Grupos Culturais de Campos e Região

Local: Concha Acústica do IFF

Coordenação: Todas as entidades e instituições envolvidas

DIA 23 DE NOVEMBRO (quarta-feira)

RODA DE CONVERSA

14h30min. Abertura com Contação de Estórias por Carmem Eugênia Sampaio

15h: Roda de Conversa/Tema:– “A importância dos coletivos negros na afirmação das identidades e fortalecimento da autoestima”.

Local: Auditório 4 do Centro de Convenções da UENF

Coletivo Artístico Saravá – IFF: Barbara Melo

Coletivo Negro Geneci Maria da Penha (IFF): Laura de Almeida

Coletivo Negro José do Patrocínio (UENF): Jessica Oliveira

 Coletivo Negro Mercedes Batista (UFF): Lia Keller

Mediadora: Manuelli Ramos (Assessoria Direitos Humanos e MNU)

Coordenação: Clareth Reis (NEABI/UENF)

 RODA DE SAMBA

17h. Programação Cultural: Samba de Roda

Coordenação: Totinho Capoeira e Mestre Peixinho

Local: Centro de Convenções da UENF

MESA REDONDA

18:30min às 21h – “Olhares África –Brasil”

Local: Auditório 4 do Centro de Convenções/UENF

Componentes: Vera Lúcia Vasconcelos (ISEPAM/FAETEC)

                           Sérgio Arruda de Moura (UENF)

                           Dayane  Altoé (NEABI/IFF)

                           Carmem Eugênia Sampaio (PMCG)

DIA 24 DE NOVEMBRO (quinta-feira)

IFF – Sessão de vídeos (repetição da programação da terça)

18h às 21h: Roda de Conversa: “Mulher Negra, corpo, arte e identidade”.

Lúcia Talabi (PMCG)

Alissan Silva (NEABI/IFF)

Clareth Reis (NEABI/UENF)

Intervenções artísticas:

Luize Mendes Dias e Michele Pereira (Banda Auá)

Daiane Gomes (coletivo negro musical – banda KB\i/DE)

Local: IFF auditório Miguel Ramalho

DIA 25 DE NOVEMBRO (sexta-feira)

18h às 22h. – SARAUVÁ (Sarau com microfone aberto, poesia, musica, dança, etc.)

Local: concha acústica IFF

Organização:

NEABI/IFF

NEABI/UENF

 MNU

SMECE/ PMCG

ISEPAM/FAETEC

COLETIVO ARTÍSTICO SARAVÁ

COLETIVO ARTÍSTICO SARAVÁ

COLETIVO NEGRO GENECI MARIA DA PENHA

COLETIVO NEGRO JOSÉ DO PATROCÍNIO