Festival Interuniversitário de Cultura: programação em Campos dos Goytacazes

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O Festival Interuniversitário de Cultura (Fest-FIC) irá acontecer do dia 2 a 12 de julho em várias cidades no interior do Rio de Janeiro. Em dos Campos dos Goytacazes, a programação foi definida em parceria com três universidades: IFF, UFF e UENF.

Durante esse período haverá uma série de atividades que incluirá, entre outras coisas, uma mostra de curtas, fotografia e também de música.

Os interessados em expor trabalhos bem como para se inscrever nas oficinas podem entrem em contanto com a equipe organizador enviando um e-mail para culturauenfuff@gmail.com , informando nome completo. A Oficina Aberta de Música não necessita de inscrições, pois será aberta a todos.

Mais detalhes serão postados no evento durante essas semanas.

Abaixo a programação já disponível.

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Associação de catadores convida para inauguração de galpão de triagem

A Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Campos dos Goytacazes (RECICLAR CAMPOS) está convidando para a inauguração de seu galpão de triagem, conforme o convite abaixo. Essa inauguração é uma expressão da luta aguerrida que os catadores vem desenvolvendo nos últimos anos para ter o devido reconhecimento social por suas importantes contribuições na luta por um ambiente urbano mais saudável e limpo em nossa cidade.

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Saneamento em Campos dos Goytacazes é piada pronta

A capa do jornal O DIÁRIO de hoje tem uma manchete que é a chamada “piada pronta”. É que o periódico campista resolveu festejar a boa colocação do município de Campos dos Goytacazes num suposto ranking de investimentos nos serviços de saneamento. O resultado é mostrado abaixo.

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Mas qual é a piada pronta? É que se sabe que pagamos uma das contas mais caras do Brasil que rende concessionária “Águas do Paraíba” lucros fabulosos, enquanto partes inteiras da cidade sofrem justamente com a falta desse serviço básico, mesmo que todos nós tenhamos contas que incluem 50% de custo por uma mal explicada rubrica denominada “esgoto”. 

Então qual seria a minha sugestão de manchete para ilustrar a matéria? Fácil!! “Campos investe em saneamento básico, a população paga caro, e a “Águas do Paraíba” lucra fácil“.  Simples assim!

Cansados do desrespeito a espaços coletivos, membros da comunidade universitária da UENF iniciam a campanha da “Multa moral”

A Campanha “Multa moral” foi inicialmente realizado pela Secretaria de Acessibilidade da Universidade Federal do Ceará (UFC) para envolver a comunidade universitária na fiscalização das vagas reservadas e das estruturas acessíveis, como rebaixamento de calçadas e rampas (Aqui!). O objetivo dessa estratégia de conscientização é que se faça a aplicação da “multa” onde quer que um cidadão encontre uma infração. Na  UFC foi iniciada para inicialmente atingir o ambiente universitário para depois se expandir para toda a sociedade.

Após tomar conhecimento da ideia da “Multa Moral” e cansados de ver diversas formas de desrespeito todos os dias no interior do campus Leonel Brizola, um grupo de professores, servidores e estudantes decidiu iniciar essa campanha dentro da UENF. E não é preciso dizer que as primeiras multas já começaram a ser “aplicadas”, já que exemplos de desrespeito não são nada raros dentro de uma universidade que deveria primar pelo que há de melhor no comportamento frente a espaços coletivos.  

Mas num fato que expressa bem a raiz dos problemas que a UENF hoje enfrenta, o primeiro veículo “multado” foi um carro oficial cujo motorista resolveu estacionar num local indevido, como bem mostra a imagem abaixo.

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Como no caso da UFC, a ideia é expandir a campanha da “Multa Moral” para outras regiões da cidade de Campos dos Goytacazes onde o desrespeito aos espaços coletivos é também uma cena bastante comum. 

Eleitores de Campos já podem fazer biometria

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A partir desta sexta-feira (10), os 354.732 eleitores de Campos dos Goytacazes já podem realizar o recadastramento biométrico na Central de Atendimento ao Eleitor (CAE) do município, localizada na Avenida Dr. Alberto Torres, 81, Centro. Para fazer o procedimento, é preciso levar documento de identidade original e dentro da validade e comprovante de residência atual. No caso de alteração do nome, é necessária, ainda, a apresentação de documento que comprove a mudança dos dados, como certidão de casamento ou sentença judicial. Os eleitores do sexo masculino maiores de 18 anos que forem tirar a 1ª via do título devem levar também o comprovante de quitação militar.

O início do recadastramento biométrico no estado do Rio ocorreu em março, para os eleitores de Duque de Caxias, Vassouras, Volta Redonda, Seropédica, Trajano de Morais e Cachoeiras do Macacu. Neste mês, os municípios de Maricá, Miracema, Teresópolis, Carmo e São Fidelis também receberam os kits biométricos. Na próxima semana, será a vez de Rio das Ostras, Arraial do Cabo, Iguaba Grande, Araruama e Saquarema. Com isso, mais de 2,8 milhões de eleitores de 17 municípios e de 21 zonas eleitorais da capital estarão aptos a realizar o procedimento no estado.

O procedimento pode ser feito também por eleitores cujo voto é facultativo, como os menores de 18 anos, os maiores de 70 anos e os analfabetos. Mais informações estão disponíveis em www.tre-rj.jus.br/biometria.

Veja abaixo o cronograma do recadastramento biométrico no estado:

 

MUNICÍPIO ONDE FAZER INÍCIO
DUQUE DE CAXIAS CAE Duque de Caxias – Av. Brigadeiro Lima e Silva, 282 – Parque Duque 24/mar
VASSOURAS Rua Domingos de Almeida,65, Centro 25/mar
VOLTA REDONDA CAE Volta Redonda – Av. Lucas Evangelista, 437 – Aterrado 26/mar
SEROPÉDICA Estrada Rio São Paulo, 310, Km 41, LT 6, QD A, Sala 208 – Jardim São Jorge 27/mar
TRAJANO DE MORAIS Av. Castelo Branco, nº 81 – Centro 30/mar
CACHOEIRAS DE MACACU Rua Dalmo Coelho Gomes, nº1, sala 311, prédio do Fórum – Betel 31/mar
MARICÁ Avenida Roberto Silveira, 524-a – ljs 02 e 03 – Flamengo 06/abr
MIRACEMA Av. Deputado Luiz Fernando Linhares, 1020, 3 pavimento – Fórum – Centro 06/abr
TERESÓPOLIS Rua Alice Quintela Maurici Regadas, 66 – Centro 07/abr
CARMO Rua Manoel Goulart, 42 – loja 01 – Centro 07/abr
SÃO FIDÉLIS Praça da Justiça s/nº, Fórum Francisco Polycarpo, 2º andar – Centro 09/abr
CAMPOS DOS GOYTACAZES CAE Campos dos Goytacazes – Av. Dr. Alberto Torres, 81 – Centro 10/abr
RIO DAS OSTRAS Avenida Guanabara, nº 3.837 – Bosque da Praia 13/abr
ARRAIAL DO CABO Rua Marechal Floriano Peixoto, 40 – Praia dos Anjos 13/abr
IGUABA GRANDE Avenida Paulino Rodrigues de Souza, 2001 – Parque Tamariz 13/abr
ARARUAMA Rua Bento Lisboa, 65 – Centro 14/abr
SAQUAREMA Av. Saquarema, nº 883 – Porto Novo 14/abr

FONTE: ASCOM – TRE/RJ

Ato em defesa da UFF de Campos: comunidade universitária realiza ato público na Praça São Salvador

A UFF Campos está sofrendo com a crise financeira da universidade, as obras do campus novo estão paralisadas; o Serviço de Psicologia Aplicada, que atende a população de Campos, está com suas atividades suspensas por falta de estrutura; os trabalhadores terceirizados tiveram seus salários atrasados e não estão recebendo os auxílios; e até mesmo o atual campus pode perder sua estrutura e ter seu funcionamento suspenso.

Os professores, técnico-administrativos e estudantes se reuniram na praça São Salvador nesta quarta-feira (08/04) partir das 14h e seguiram para a sede do campus novo, na avenida XV de Novembro na altura da ponte de ferro.

O ato faz parte das Jornadas de Lutas dos Servidores Públicos Federais, que tem apoio da ADUFF – Associação dos Docentes da UFF, SINTUFF – Sindicato dos Trabalhadores da UFF e o DCE – Diretório Central dos Estudantes da UFF.

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Portal OZK informa: MST promove bloqueio da BR-356 para exigir apoio governamental

Manifestação na altura de Martins Lages fecha a BR-356 nesta quarta-feira (11)

Por Leonardo Ferreira

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Ronaldo Pereira Neves / Portalozk.com

Uma manifestação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra está bloqueando a passagem na BR-356, altura de Martins Lages, Distrito de Campos dos Goytacazes, na manhã desta quarta-feira (11). 

Por causa da manifestação, o trânsito fica impedido para moradores de São João da Barra acessarem a cidade vizinha de Campos dos Goytacazes e vice-versa, através da principal estrada. Os ônibus, caminhões, motos e carros estão parados na BR-356 formando uma longa fila.

Para quem desejar ir à Campos neste momento, há duas opções: A primeira e mais rápida é passando por dentro de Barcelos, na RJ-196 e depois acessando a RJ-216, saindo no bairro Jóquei de Campos; ou então indo pelo Açu, 5º Distrito Sanjoanense. 

Por causa da manifestação, passageiros de ônibus da linha intermunicipal estão tendo que descer em Martins Lages e seguir a pé, pela BR-356, até o bairro Jóquei ou Cepop. Lá, eles estão, enfim, pegabdo outro coletivo e seguindo para seus destinos.

A Polícia Rodoviária Federal e o Corpo de Bombeiros já estão no local.

A manifestação começou por volta das 05h30.

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FONTE: http://www.portalozk.com/vaf/noticias/cidades/manifestacao-na-altura-de-martins-lages-fecha-a-br-356-nesta-quarta-feira-11/746/?OZK

 

Estudantes da UENF trancam entrada do campus para informar população sobre crise financeira causada por Pezão

A manhã desta 5a. feira (05/03) foi usada pelo movimento estudantil da UENF para iniciar uma campanha de denúncia contra o processo de sucateamento e desmanche que está sendo promovido pelo (des) governo do Rio de Janeiro. Desde cedo, dezenas de estudantes se reuniram na entrada do campus Leonel Brizola para uma panfletagem que teve como objetivo principal informar os motoristas que passavam pela Avenida Alberto Lamego e, principalmente, mobilizar a comunidade universitária para a luta em defesa da UENF.

Essa atividade promete a primeira de muitas, e visa criar um movimento que não apenas garanta o pagamento de bolsas atrasadas, mas também a sua equiparação com os valores sendo praticados na UERJ. Além disso, como bem explicitaram os panfletos distribuídos pelos estudantes, essa mobilização visa defender a UENF enquanto uma universidade pública e gratuita frente aos ataques que estão sendo realizados pelo (des) governo comandado por Luiz Fernando, o Pezão.

Abaixo imagens da mobilização realizada pelos estudantes da UENF.

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Canal Campos Macaé: por que nossa história continua literalmente afundada na merda?

Hoje passei novamente por cima de uma das pontes que existem no Canal Campos Macaé, e não pude deixar de sentir aquele cheiro característico que o derrame de esgoto in natura causa na atmosfera daquela parte do centro histórico de Campos dos Goytacazes. A olhada para baixo apenas confirmou aquilo que eu e o resto das transeuntes sabe de cor e salteado: o despejo de esgoto sem tratamento continua a todo vapor dentro de um dos principais marcos históricos de nossa bela, mas judiada cidade.

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Uma parte da minha inconformidade se deve a um elemento pueril: todo mês recebo uma conta salgada de água da concessionária “Águas do Paraíba” onde o tratamento de esgotos representa 50% do preço que me é cobrado. Assim, seria de imaginar que passada mais de uma década da privatização dos serviços de águas e esgotos em Campos dos Goytacazes, um marco histórico como o Canal Campos Macaé já estivesse livre dessa condição altamente indesejável.

Para os que não são afeitos a entender a importância histórica do Canal Campos-Macaé e de sua singularidade dentro das grandes obras feitas pela mão do homem (escravo nesse caso em particular) posto um mapa que me foi generosamente enviado, onde pode se ver perfeitamente a linha de mais de 100 km de extensão que se inicia no centro de Campos, passa próxima da Lagoa Feia, e termina nas imediações da cidade de Macaé. 

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Venhamos e convenhamos, uma obra dessa magnitude não merece ficar afundada na merda. Literalmente!

Alô MP! Vizinhos denunciam cessão de parte do terreno do Horto Municipal para empresa terceirizada

Recebi hoje uma correspondência eletrônica de um vizinho do Horto Municipal de Campos dos Goytacazes, onde são apresentados uma série de problemas que estariam decorrendo da cessão de parte do terreno daquela que é uma das únicas áreas verdes dentro da cidade a uma empresa que presta serviços terceirizados para a secretaria municipal de Meio Ambiente!

Além de um descrição minuciosa do problema, também me foram enviadas imagens para corroborar o que está sendo denunciado pelos moradores vizinhos ao Horto Municipal.  Os leitores do blog poderão notar que existem vários elementos bastante esquisitos nesta suposta cessão, e que deveriam merecer a devida atenção das autoridades municipais, bem como do Ministério Público estadual.

Abaixo segue a correspondência e as imagens que me foram enviadas.

 

CESSÃO DE TERRENO GERA PERTURBAÇÕES AO HORTO MUNICIPAL E SEUS VIZINHOS

Recentemente, a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, por sua Secretaria Municipal de Meio Ambiente, cedeu à empresa EMEC Service, com sede no estado do Espírito Santo, área situada nos fundos do terreno do Horto Municipal, tendo a mesma construído no espaço um grande galpão em forma de “L”, com 4 metros de altura e cerca de 70 metros de comprimento total, com telhado em “meia-água”.

Segundo informação proveniente de funcionário graduado da EMEC, a construção foi realizada para utilização como base operacional da empresa no Município de Campos, enquanto a mesma permanecer contratada para prestação de serviços de manutenção de praças e jardins. E como tal foi ocupada. A empresa também transferiu para o mesmo terreno cerca de quinze veículos de grande porte, incluindo caminhões-pipas e de transporte de terra, retro-escavadeiras, equipamentos pesados, materiais como terras, pedras, manilhas de cimento de grandes dimensões, tábuas etc.

Para executar as tarefas diárias fora do Horto, a frota de veículos pesados precisa percorrer um caminho de centenas de metros em toda a extensão do Horto Municipal à margem das casas do bairro e do condomínio vizinho.

Tal movimentação se dá diversas vezes ao dia, encerrando-se não antes das 20:00 horas, trazendo transtornos como poluição do ar, excesso de ruído e movimentação do solo, o que tem provocando também rachaduras e trincas em diversas casas.

Foram construídas fossas para despejo dos dejetos de diversos banheiros químicos da empresa, quando o correto é que devessem ser recolhidos para envio a uma usina de tratamento de efluentes. Esta situação certamente resultará na contaminação do lençol freático, bem como já vem trazendo um forte mau cheiro e atraindo moscas para as casas próximas.

O espaço do Horto ocupado pela empresa, qual seja a área construída, o local de estacionamento dos caminhões, as fossas, os depósitos de terra-preta, areia, materiais e entulhos além do estacionamento para veículos de funcionários da EMEC, é superior a seis mil metros quadrados. 

Os moradores de diversas residências da Rua Joaquim Macedo vêm, portanto, sofrendo diariamente com o mau odor proveniente das fossas, com a poluição vinda dos motores diesel, a poeira oriunda da movimentação dos veículos e do efeito dos ventos nos grandes depósitos de areia e terra, além do forte ruído dos veículos, incluindo o apito estridente da retro-escavadeira.

Diversos relatos dão conta de problemas respiratórios e oftalmológicos gerados pela atividade da empresa. Para diminuir o efeito da poluição e tentar preservar a saúde das famílias, os moradores precisam manter as janelas fechadas durante todo o dia.  Com tudo isto, a qualidade de vida das pessoas ficou bastante prejudicada.

Após reclamações dos moradores a empresa introduziu algumas mudanças cosméticas, que na essência não alteram os principais problemas decorrentes, pois permanecem todos os efeitos de poluição do ar e do solo já citados.

Acrescente-se a estes efeitos prejudiciais à saúde e qualidade de vida, já citados, que o extenso galpão construído pela empresa bloqueou a visibilidade e prejudicou consideravelmente a circulação de ar em algumas residências, que originalmente foram construídas ou adquiridas com a intenção de usufruto de uma região de preservação ambiental ainda bem arborizada.

Nos últimos anos, várias árvores nativas foram derrubadas, com a alegação de que estavam tomadas por cupins, o que, em alguns casos, teve procedimento, mas sem que houvesse replantio. Posteriormente, em outra ocasião, um herbicida, ao que tudo indica contendo o glifosato Roundup, produto altamente prejudicial à saúde e ao meio ambiente, chegou a ser utilizado em larga escala no referido terreno para remover a vegetação. Mais recentemente, nas semanas que antecederam à construção da sede local da EMEC mais árvores foram derrubadas, por motivo desconhecido.

Anteriormente, em outra gestão da Secretaria de Meio Ambiente, o local chegou a abrigar um projeto de produção de fitoterápicos e, para tanto, grandes canteiros de plantas medicinais foram plantados na ocasião, em toda a extensão do terreno. Infelizmente, o projeto não foi mantido, e, nos últimos tempos, a parte dos fundos encontrava-se sem receber o devido cuidado. A comunidade tinha a expectativa de que ali fosse implementado um projeto de recuperação da flora e da fauna, com o possível usufruto da população, fosse para lazer, projetos educacionais, ou mesmo como parte de uma reserva ecológica.

Entendemos que a ocupação de uma área no Horto Municipal pela EMEC só se justificaria se indispensável para alocação de recursos humanos e materiais, visando à prestação contínua de serviços pela empresa à própria instituição. Nesse caso, bastaria a utilização de uma pequena sala de apoio às atividades.

Fica no ar a questão da legalidade em um ato em que o particular lucra com a utilização do bem público, sem proporcionar qualquer retorno, além de trazer enormes prejuízos ao interesse público, conforme já apresentado neste documento. Acreditamos que algumas questões merecem especial atenção do Ministério Público:

 

  • Se existe legalidade no ato administrativo que permitiu a ocupação. Afinal, sabe-se que a regra geral na gestão de bens públicos é que esses só podem ser usados por particulares para atendimento ao interesse público:
  • Se, mesmo havendo a permissão da autoridade municipal, não teriam sido desrespeitadas as normas que tratam da necessidade de realização de estudos prévios de impacto ambiental, antes de efetivar tal ocupação em uma área de preservação. A este respeito, cabe acrescentar que a movimentação intensa e diária dos veículos de grande porte da empresa, ao longo de toda a extensão do Horto, deve certamente trazer prejuízo para a fauna e flora locais, seja pelo ruído excessivo de dia e à noite, pela poluição dos  gases emitidos, ou mesmo pelo risco de atropelamento de pequenas espécies de animais. Já há relatos de moradores sobre diminuição da presença de aves e de pequenos animais típicos da região;
  • A relevância de incluir a investigação sobre a existência de perigo direto e iminente à vida e saúde, devido à exposição dos moradores das casas vizinhas ao Horto Municipal à poluição do ar e ao ruído excessivo;
  • Se a empresa não está colocando em risco a vida de usuários do Horto Municipal, ao não colocar uma cerca para isolar a rota de passagem dos caminhões do setor de visitantes no Horto, muitos dos quais crianças;
  • Se não caberia também um estudo de impacto pelo CREA, para verificar se a constante movimentação dos veículos da empresa a poucos centímetros das paredes de várias residências do Condomínio Bosque das Acácias e do bairro do Horto não estaria já afetando a estrutura das mesmas, ocasionando trincas e rachaduras.

Diante do exposto, considerando que os fatos acima descritos, decorrentes da ocupação supostamente indevida do terreno do Horto Municipal pela EMEC Service, podem caracterizar, em tese, desrespeito à legislação vigente, ofensa aos direitos coletivos da comunidade, ao meio ambiente, danos ao patrimônio público e à saúde dos moradores vizinhos, requer-se ao Ministério Público que sejam tomadas as providências cabíveis, se for este o entendimento.

Espera-se que o Ministério Público tome providências para desautorizar a permanência da empresa EMEC Services na área atualmente ocupada, com a consequente remoção física das instalações, equipamentos e materiais, decorrentes desta ocupação, que atualmente causam danos ao meio ambiente e ao bem estar da comunidade.

Em complemento, que a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes seja instruída a destinar esta área do Horto exclusivamente a uma finalidade ecológica, condizente a preservação ambiental.

Espera-se que o Horto, que possui uma área de 23.000 m2, volte a se concentrar em sua função original de promover a interação das pessoas com o meio ambiente e cuidar do seu acervo vivo, que contava, antes da ocupação em comento, com mais de 200 espécies vegetais, árvores frutíferas, de sombra, da mata ciliar, da mata atlântica e plantas ornamentais.

Anexamos à presente diversas fotos do espaço atualmente ocupado pela empresa EMEC, algumas tiradas antes dessa ocupação, como outras posteriores a esta vinda, de forma a que fiquem melhor evidenciadas as transformações ambientais resultantes.

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