Vale: outra mineradora em dificuldades por causa da queda de preços e da China

SÃO PAULO – A sessão de quinta-feira (29) na Bovespa ficou marcada pela forte queda de 4% das ações da Vale (VALE3 ; VALE5 ), que chegaram ao 6º pregão seguido de perdas – acumulando queda de 8% nesse período -, levando-as para o menor patamar desde junho. Uma das empresas com maior participação no Ibovespa vivencia um momento completamente diferente do índice, que superou recentemente os 61 mil pontos após 18 meses. Nesse cenário, fica a pergunta: o que acontece com a Vale naBovespa?

Enquanto as estatais Petrobras (PETR3 ; PETR4 ) e Eletrobras (ELET3 ; ELET6 ) disparam com as expectativas dos investidores por uma mudança de governo, já que se estão descontentes com a atual política intervencionista de Dilma, a mineradora amarga queda de 17% no ano, sendo 10% apenas neste mês. Segundo o analista da Ativa Corretora, Lenon Borges, o problema não está na empresa, mas no ambiente ao qual ela está exposta. 

Borges explica que é complicado afirmar que os investidores estão “trocando” a Vale por ativos mais expostos às ao noticiários eleitoral tentando buscar um retorno rápido de investimento. Embora ele argumente que não há como provar essa tese, ela mostra-se bem possível já que a Bolsa neste momento não está seguindo nenhum fundamento, apenas as especulações políticas – na prática: como o dinheiro não é infinito no mercado, os investidores posicionados em Vale estão se desfazendo dessa participação e migrando para as empresas mais expostas ao “rali eleitoral”.

ferro

“Nós acreditamos que mesmo com um ambiente pouco favorável, a Vale está mostrando uma boa gestão, mas o efeito da queda do preço do minério de ferro e sua exposição à China está afastando os investidores”, explica o analista. Nos últimos dias, a commodity renovou sua mínima em dois anos, mostrando perda de um terço de seu valor apenas neste ano. 

Para o bem ou para o mal, a Vale é exposta demais ao mercado de minério de ferro, sendo que aproximadamente 50% da receita da companhia se refere à este segmento, ou seja, é inevitável que com o preço baixo da commodity a empresa será muito prejudicada. “Porém, a companhia tem se mostrado muito segura e com movimentos assertivos, caso do aumento de exposição ao mercado japonês, em detrimento do chinês, para tentar compensar este cenário pior por lá”, destaca Borges.

Segundo ele, a visão da empresa em si ainda é muito positiva. “Ela tem se mostrado sólida em entregar resultados pelo menos em linha com o esperado, mesmo com as dificuldades do mercado”, diz Borges. Por outro lado, o analista ressalta que para o médio prazo, o preço do minério de ferro e o ambiente mais fraco na China devem pesar para os papéis, que ainda tem
espaço para quedas.

FONTE: http://www.infomoney.com.br/vale/noticia/3546303/dias-queda-horizonte-nebuloso-mercado-desistiu-das-acoes-vale

McDonald’s e Yum pedem desculpas após novo escândalo alimentar na China

A notícia, que deu foco ao McDonald’s e à Yum, leva o par de companhias de volta à linha de fogo após o escândalo de 2012 que envolveu frango com excesso de antibióticos

Adam Jourdan, Reuters

CHINA

XANGAI (Reuters) – O McDonald’s e a Yum Brands estão enfrentando um novo temor sobre segurança alimentar na China, o que tem afetado os esforços das gigantes do fast food para fortalecer sua reputação e negócios, que foram afetados por um escândalo em 2012 em um de seus maiores mercados.

O McDonald’s e a controladora do KFC, a Yum, pediram desculpas a consumidores nesta segunda-feira, depois que reguladores chineses fecharam uma fornecedora local de carne em reação a uma reportagem na televisão que mostrou trabalhadores pegando pedaços de carne do chão de uma fábrica e misturando carne com validade vencida à carne fresca. As empresas disseram que não vão mais usar a fornecedora.

A notícia, que deu foco ao McDonald’s e à Yum, leva o par de companhias de volta à linha de fogo após o escândalo de 2012 que envolveu frango com excesso de antibióticos. Não está claro se a fornecedora de carne, unidade local da fornecedora de alimentos norte-americana OSI Group, pode ter vendido os produtos para outros clientes.

A Yum está apenas começando a se recuperar do escândalo de 2012 em seu mercado mais importante. O McDonald’s disse que agora pode enfrentar uma escassez de produtos em seu terceiro maior mercado em número de lojas.

“Se comprovadas, as práticas descritas nas reportagens são completamente inaceitáveis ​​para o McDonald’s em qualquer lugar no mundo”, disse à Reuters uma porta-voz do McDonald’s baseada na China. Ela afirmou que a empresa usou “alguns fornecedores de proteína” na China.

Representantes da Yum na China não responderam aos pedidos por comentários.

FONTE: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/mcdonalds-e-yum-pedem-desculpas-apos-novo-escandalo-alimentar-na-china/90344/

População enfrenta polícia em cidade chinesa por causa de obra que pode causar poluição ambiental

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As agências internacionais estão dando destaque a enfrentamentos que ocorreram ontem na cidade chinesa Hangzhou que fica localizada na província de Zhejiang, onde a população não quer que seja concluída a construção de um incinerador de rejeitos urbanos (Aqui! Aqui!). Essas notícias dão conta que a crescente oposição a estruturas que agravem a já problemática situação ambiental de muitas cidades chinesas está levando a distúrbios onde a população exige o fechamento ou a não conclusão de plantas industriais.

Ainda que haja repressão policial, não deixa de ser notável que também em muitos casos, as autoridades locais venham atendendo as demandas da população e unidades bilionárias já foram fechadas. E ai é que eu me pergunto: e se essas situações estivessem acontecendo em “democracias” como a brasileira ou a estadunidense?

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Aliás, o que aconteceria se a população de Santa Cruz decidisse realizar uma manifestação dessa natureza para exigir  fechamento da Companhia Siderúrgica do Atlântico que vem poluindo o ambiente desde que começou a ser construída? 

China: Walmart é pego vendendo raposa no lugar de burro em comidas congeladas

A customer looks at her child on a shopping trolley as they take an escalator at a Wal-Mart supermarket in Wuhan

No ano passado estourou o escândalo na Europa envolvendo o uso de carne de cavalos e burros em lasanhas congeladas. Agora o problema se repete na China, onde a gigante Walmart foi pega misturando carne de raposa em comidas congeladas que deveriam usar apenas a de burros. Ainda que carne de burros não esteja no cardápio de muitos países, o seu uso oorre em muitos locais, o que levanta um problema a mais para o setor de comidas congeladas.

Mas como até na China tem gaiato que aproveita de tudo para tirar um sarro, teve internauta chinês que já que carne de raposa é provavelmente mais cara do que a de burros,  a perda maior seria a da Walmart.

Agora, piadas à parte, eu pessoalmente vou evitar comprar esse  tipo de produto seja onde for. Afinal, as capacidades de regulação da oferta destes produtos no Brasil está cada vez mais atrás até da China. Assim, sabe-se lá o que andam colocando nas comidas congeladas por aqui! Na dúvida, comida fresca!

Poluição de solos agrícolas: a China é o Brasil amanhã

China diz que 3 mi hectares estão poluídos demais para plantio

A Chinese farmer walks through his crop on the outskirts of Leshan, Sichuan

PEQUIM, 30 Dez (Reuters) – Cerca de 3,33 milhões de hectares de terras agrícolas da China estão poluídas demais para o plantio de alimentos, disse um oficial do governo nesta segunda-feira, destacando os riscos que enfrenta a agricultura do país após três décadas de rápido crescimento industrial.

A China tem estado sob pressão para melhorar o ambiente urbano, depois de uma série de incidentes envolvendo poluição,

Por outro lado, limpar áreas rurais poderia ser um desafio ainda maior, num momento em que o governo tenta reverter os danos causados por anos de expansão urbana e industrial e assegurar oferta de alimentos para uma população crescente.

O vice-ministro de terras e recursos, Wang Shiyuan, disse em uma conferência de imprensa que a China está determinada a corrigir o problema e já assegurou “dezenas de bilhões de iuanes” por ano para projetos pilotos que têm o objetivo de recuperar o solo e reservas subterrâneas de água.

A área contaminada na China é equivalente ao tamanho da Bélgica.

Wang disse que nenhum plantio será permitido nestas terras, com o governo determinado a prevenir metais tóxicos de entrar na cadeia alimentar.

(Reportagem de David Stanway)

FONTE: http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE9BT01Q20131230