Candidato à reeleição caminhou pela comunidade Tavares Bastos nesta terça (9) (Foto: Janaína Carvalho / G1)
“Cara, vou mandar um papo reto. Aqui dentro não pode falar o nome de outro candidato”, advertiu Cassiano da Silva, que se identificou como presidente da Associação de Moradores do Morro Santo Amaro, ao jornalista Guga Noblat, do programa “CQC”, da Band, que foi cercado por cerca de 10 homens que usavam adesivos da campanha e apoiam o candidato ao governo do Estado.
Questionado pelos repórteres sobre o direito à liberdade de imprensa, limitou-se a responder: “Aqui você está dentro de uma comunidade. Aqui no morro as regras são diferentes”.
Sobre a possibilidade de adversários de Pezão fazerem campanha na comunidade, Silva respondeu que um deles até tentou, mas que não havia conseguido porque não era “bem recebido” no local.
A confusão ocorreu após o repórter citar o nome de um adversário de campanha de Pezão ao fazer uma pergunta irônica ao candidato.
Questionada em relação a necessidade de reforço na segurança do período eleitoral, em nota, a assessoria de imprensa do candidato à reeleição alegou que a Secretaria de Segurança estabelece, tecnicamente, o seu parecer sobre as questões de Segurança do estado – e assim fez em relação às tropas federais. “Assim vem sendo feito desde que o atual governo assumiu em 2007, sem que haja qualquer tipo de acordo com quem quer que seja”, afirmou em nota.
Pedido de reforço negado
Na decisão do TSE, do último dia 4, o ministro relator do processo, Henrique Neves, afirmou que o governador do Rio foi consultado pelo TRE antes de o regional aprovar o pedido de requisição da força e informou ao órgão que “até o presente momento” não havia necessidade de requisição de forças federais para garantir as eleições de 2014.
O TRE requisitou o envio de força federal para o municípios de Niterói, São Gonçalo, Belford Roxo e Duque de Caxias. Na capital, o pedido foi feito para Costa Barros, Madureira, São Conrado, Santa Cruz, Bangu, Rio Comprido, Santa Teresa, Lins de Vasconcelos, Penha, Jacarepaguá, Curicica, Senador Vasconcelos e Guaratiba.
Em relação à cidade do Rio, o ministro foi comunicado de que, nas localidades onde estavam instaladas as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), não haveria nenhuma dificuldade de realização dos atos normais de propaganda eleitoral.
Galhardetes em via pública
Apesar de ser proibida proibida pelo TSE a colocação de faixas e galhardetes em postes de via pública, material de campanha do candidato Pezão estavam fixados em inúmeros postes da comunidade. De acordo com o TRE, até o momento, foram apreendidas 70 toneladas de material irregular em vias públicas na capital. A campanha de Pezão informou que desconhecia e já determinou a retirada desse material.
Galhardetes do candidato Pezão em postes públicos da Tavares Bastos (Foto: Janaína Carvalho / G1)
A fiscalização tem o poder de polícia de fazer cessar irregularidades imediatamente, ou seja pode recolher o material colocada irregularmente em via pública e também notificar o candidato para fazê-lo em 24h.
Durante a visita na comunidade, Pezão afirmou que era um prazer estar no local que abriga o Batalhão de Operações Especiais, referindo-se ao fato do Bope ter ganho, há mais de 10 anos, uma sede no alto da comunidade. “É um prazer estar aqui numa comunidade que tem o Bope dentro dela, vendo o que a paz permitiu a toda essa região, continuar a investir fortemente no processo de pacificação, mas, principalmente, uma proposta que eu quero levar para toda a região metropolitana do Rio à todas as comunidades que é o ensino médio diurno. A gente viu os resultados que colhemos agora com o Ideb”, afirmou Pezão.
Cartazes de candidatos estavam espalhados em postes públicos da comunidade (Foto: Janaína Carvalho / G1)
FONTE: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/eleicoes/2014/noticia/2014/09/equipe-de-tv-e-intimidada-durante-visita-de-pezao-comunidade-no-rio.html