Bolsistas de pós-graduação da UENF sofrem prejuízos com atraso de pagamentos, e reitoria anuncia que novos projetos estão suspensos de forma indefinida

Hoje me foi chamada a atenção para o atraso no pagamento também das bolsas de pós graduação que são fornecidas pela FAPERJ a um parcela significativa dos pós-graduandos da UENF (seja por descentralização orçamentária ou pagamento, problema que em alguns casos já ocorre desde dezembro de 2014.

Ao entrar em contato com a FAPERJ, alguns pós-graduandos foram informados “que não há previsão de pagamento das bolsas atrasadas, e que novos atrasos poderão ser recorrentes ao longo de 2015“.

Um fato que deixou os bolsistas muito constrangidos foi que não foram dadas maiores explicações, o que agrava o clima de tensão já que as consequências dos atrasos são graves, visto que as bolsas são a fonte de renda única, e que muitos dependem do pagamento regular para permanecerem nas cidades de Campos dos Goytacazes e Macaé, onde os programas de pós-graduação strictu sensu da UENF são oferecidos.  

Em alguns programas, os pós-graduandos estão se mobilizando para cobrar posicionamento das coordenações de curso e de outras instâncias da UENF que possam participar da resolução deste problema gravíssimo. 

Ao que tudo indica, as mobilizações que já vinham ocorrendo entre os discentes da graduação também vão atingir os estudantes de pós-graduação, com resultados imprevisíveis no andamento das pesquisas em andamento na UENF. 

Aliás, nesse sentido o G1 Norte Fluminense trouxe hoje uma matéria com uma declaração do vice-reitor que os cortes feitos pelo (des) governo Pezão vão comprometer o funcionamento da UENF de forma substancial, impedindo, inclusive, o início de novas pesquisas por tempo indefinido (Aqui!).

O interessante é notar que o orçamento da UENF que já vinha encolhendo ao longo dos dois mandatos dos dois mandatos do ex(des) governador Sérgio Cabral, agora chegou a uma situação de precariedade financeira nunca vista em seus 21 anos de existência.

Finalmente, espero que isto sirva para  a comunidade universitária da UENF reagir de forma unificada para combater os efeitos nefastos da hecatombe financeira que está sendo imposta pelo (des) governador Luiz Fernando, o Pezão.

 

Reitor da UERJ assume estado de insolvência financeira e antecipa recesso de fim de ano

O reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)Ricardo Vieiralves fez circular uma carta dramática à comunidade universitária onde admite que, por completa falta de recursos orçamentários, resolveu antecipar o recesso de fim de ano.

Os termos são tão claros quanto poderiam ser, e mostram o que o (des) governo Pezão/Cabral anda fazendo com a UERJ e, por extensão, com a UENF e a UEZO. A única coisa que a carta de Vieiralves não explica é porque decidiu tomar essa medida sem consultar os órgãos colegiados da instituição. Além disso, tampouco explica porque passa a maior parte do tempo sem se manifestar acerca da situação calamitosa em que UERJ se encontra por causa do (des) governo comandado por Pezão.

NOTAREITOR

 

Bom, pensando bem, pelo menos Vieiralves não está promovendo um evento beija mão para Pezão como está fazendo a reitoria da UENF! 

Crise da USP: Carta aberta da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto a uspianos

Marco Antônio Zago - São Paulo - 15/01/2014

Reitor Marco Antônio Zago no campus da USP – Butantã

CARTA ABERTA À COMUNIDADE USPIANA

 

Em reunião realizada no dia 04/8/2014, os docentes da FDRP decidiram dedicar a primeira semana do segundo semestre à discussão da crise vivida pela USP e, em especial, seus aspectos jurídicos. As ideias e opiniões a seguir expostas decorrem das quatro sessões de exposição e debates realizados, que contaram com a participação de servidores, docentes e não docentes, e alunos da Faculdade e de outras unidades do Campus de Ribeirão Preto.

I

Desde a sua posse o Reitor se dirigiu à comunidade uspiana, por carta, por vídeo e, em algumas unidades, como a FDRP, pessoalmente, para expor e explicar a atual situação orçamentária da USP. Não discordamos de S. Magnificência quanto à dimensão dos problemas que se colocam para a atual gestão. Não negamos, nem desconhecemos a situação financeira desequilibrada pela qual passa a nossa Universidade, embora ainda não tenhamos tido acesso a informações claras e detalhadas sobre as finanças da USP, e que os números oficialmente divulgados limitem as receitas da USP aos repasses do Governo do Estado, desconsiderando o significativo montante de receitas próprias da Universidade.

Para a solução dessa crise, o mais importante não é identificar os seus artífices, mas sim determinar as fissuras institucionais e estruturais que permitiram as ações administrativas tomadas nas últimas gestões, as quais levaram a USP à presente situação, sem que houvesse mecanismos de controle e transparência eficientes para evitá-los. É fundamental que sejam identificados os reais motivos da crise orçamentária para que os mesmos erros não se repitam no futuro.

O que entendemos indiscutível, contudo, é que ao corpo de servidores docentes e não docentes não cabe qualquer responsabilidade pelo desequilíbrio orçamentário atual. Se aumentos significativos foram concedidos a professores e funcionários nos últimos anos, isso apenas diminuiu a imensa defasagem que havia e ainda persiste entre os salários de muitos servidores do sistema de educação superior paulista e os vencimentos de outras carreiras públicas equiparáveis. Como o Magnífico Reitor reconheceu, reiteradas vezes, a excelência da Universidade depende, dentre outros fatores, da atratividade dos salários que oferece para que seja capaz de contratar e manter pessoal qualificado, capaz de atender aos fins que a sociedade atribui a esta Instituição. Contudo, até o momento, é sobre essas categorias que incidem de maneira mais sensível as medidas tomadas pela Reitoria para o saneamento financeiro da USP.

Nesse sentido, embora seja razoável afirmar que a verba disponível impeça a concessão de reajuste imediato, quanto mais de aumento salarial, entendemos indispensável que, num projeto de reorganização orçamentária da Universidade, seja expressamente reconhecido e contemplado o direito que os servidores têm a reajuste, direito previsto em disposição constitucional que estabelece a irredutibilidade de vencimentos. Impor às categorias de servidores da USP um arrocho salarial, medida que tem sérias consequências de curto e médio prazos, cuja recuperação é bastante difícil e demorada, significa, na prática, punir quem nenhuma participação teve na tomada das decisões que fizeram a USP gastar além do que permitia suas receitas orçamentárias. Por qualquer prisma que se observe essa situação, a iniquidade dessa repartição de consequências salta aos olhos.

Por isso, o que mais esperamos do Reitor e de sua equipe é que não mais busquem convencer-nos daquilo que já entendemos; o que queremos é a elaboração imediata de um plano claro de reorganização financeira da Universidade que garanta, primordial e expressamente, o cumprimento das obrigações da Instituição com o salário de seus servidores e, no mais breve futuro, a recomposição das perdas decorrentes da falta de reajuste que este ano penalizará todos os servidores.

Esse plano certamente implicará sacrifícios para vários setores da Universidade; para os servidores, significará a renúncia à parte de direito dos seus salários; para muitas unidades, resultará na impossibilidade de expansão de infraestrutura e melhoria das condições de trabalho de seus servidores; para os alunos, acarretará a diminuição de bolsas e de outros auxílios essenciais à sua permanência na universidade. Todos terão de arcar com o peso das medidas que permitirão que a USP continue funcionando. Até por isso, é-nos evidente que essa decisão não poderá ser tomada em gabinetes fechados, mas deverá ser objeto de discussão ampla com a comunidade uspiana que, ao final, será quem pagará a conta da reestruturação que a USP já não pode mais adiar.

Qualquer que seja o plano adotado pela Reitoria, é de se lembrar que uma das medidas preconizadas na Constituição Federal para o cumprimento dos limites estabelecidos para gasto com pessoal é a redução em pelo menos 20% dos cargos em comissão e funções de confiança. Sabendo-se que na estrutura da USP encontram-se inúmeros ocupantes de cargos comissionados e funções de confiança nomeados sem a devida submissão a concurso público, sua imediata exoneração é medida que se impõe, tanto em razão da economia orçamentária, quanto em homenagem ao princípio da impessoalidade. Quanto aos demais cargos em comissão ocupados por servidores concursados, entendemos que a sua extinção deve ser discutida com a Comunidade, de forma a assegurar que essa medida atenda o efetivo interesse da Instituição, sem prejudicar o bom andamento de suas atividades e evitando o execrável uso político dessas medidas como retaliação a funcionários.

Ainda na seara dos cortes orçamentários, faz-se necessário um diagnóstico abrangente dos contratos administrativos celebrados pela USP, não se limitando aos contratos de serviços terceirizados de limpeza e segurança. Caso seja possível e viável, e dentro dos limites permitidos pela Lei 8.666/93, as devidas readequações contratuais devem ser processadas. Se em tempos mais brandos o princípio constitucional da eficiência deve ser observado, muito mais agora, nesses tempos difíceis.

II

Sobre a situação de greve, discordamos da postura que a Reitoria tem adotado na relação com o movimento paredista. Em primeiro lugar, não se pode denominar “negociação” comunicações unilaterais que apenas enunciam fatos e noticiam decisões; tampouco podem ser assim chamadas reuniões nas quais os pontos de discussão sejam definidos unilateralmente e que excluam os assuntos centrais que motivam o impasse vivido na atualidade; finalmente, num momento de crise aguda, a previsão de uma próxima reunião de negociação para um prazo de 30 dias evidencia menos uma disposição para o diálogo do que uma aviltante estratégia de “cansar” os grevistas.  Ao invés de contribuir com a solução do problema, essas atitudes o agravam e tornam mais distante a solução do profundo conflito que vivemos.

Além disso, as medidas recentemente anunciadas, em especial o corte do ponto dos servidores que estão em greve, parecem-nos extremamente criticáveis e inapropriadas, tanto política quanto juridicamente. Ainda que o parecer da Procuradoria Geral que tenta dar sustentação jurídica à medida guarde correspondência com algumas recentes decisões judiciais que aplicam, por analogia, a Lei de Greve aos servidores públicos, como juristas, é nosso dever ressaltar a difícil compatibilização dessa Lei com a garantia constitucional do Direito de Greve; de fato, a análise das consequências práticas da aplicação dessa legislação mostra que, antes de garantir o exercício desse direito fundamental para estabelecer um mínimo de equilíbrio na relação entre empregadores e empregados, o que se verificou foi o quase total desaparecimento das greves no setor privado; isso não surpreende, já que a suspensão do pagamento de salários aos grevistas, mesmo quando não há abuso do direito de greve, torna desproporcionalmente custoso para os empregados o recurso ao mecanismo historicamente mais efetivo na defesa de seus interesses. Uma lei cuja aplicação prática resulta no exato oposto do que preconiza a Constituição dificilmente pode ser com esta considerada compatível. Só por isso, já seria de se questionar a aplicação analógica da Lei de Greve ao movimento paredista na USP.

Por outro lado, ainda que fosse aceitável sustentar a incidência da Lei de Greve na situação presente, chamamos a atenção da Reitoria para outras decisões judiciais que condicionam o desconto de salários a uma prévia tentativa de negociação; se a Reitoria recorre à analogia para justificar juridicamente suas decisões, impõe-se que não selecione da regulação escolhida apenas as partes que lhe sejam favoráveis. Por isso, dado que, até o momento, uma genuína disposição para negociar não ficou evidente nas atitudes da Reitoria, o desconto se revela irregular ainda que se busque fundamento na Lei de Greve.

Além da base jurídica questionável, a maneira desigual como foi aplicada, atingindo apenas a categoria dos servidores técnico-administrativos, é outro aspecto que criticamos na medida. Ainda mais do que o desconto, repudiamos sua incidência apenas ao segmento reconhecidamente mais vulnerável da Universidade, violando a regra fundamental de isonomia.

Por fim, ainda que se admita a legalidade das medidas adotadas, do ponto de vista político, elas só contribuem para um acirramento dos ânimos na Universidade. Melhor faria o Magnífico Reitor se, antes de adotar essas medidas de força, procurasse, de maneira efetiva, um diálogo com os setores insatisfeitos e, principalmente, reconhecesse a legitimidade dos seus pleitos. É fundamental que a Reitoria se comprometa, rápida e genuinamente, a compatibilizá-los com as contingências orçamentárias atuais. Tivesse sido essa a orientação adotada desde o início, a negociação seria efetiva e profícua, evitando muitos dissabores.

III

Na qualidade de autoridade máxima da Universidade, e reconhecendo que, entre a USP e o Governo do Estado não existe, necessariamente, uma comunhão de interesses, preocupa-nos que o Reitor inquestionavelmente adote a posição do Governo como correta, mesmo quando ela é discutível juridicamente. Referimo-nos, em especial, à questão do montante que deveria ser repassado às Universidades e ao Centro Paula Souza em virtude da arrecadação de ICMS. Do fato que as entidades sindicais busquem a alteração do texto da LDO para evidenciar que o percentual deve ser aplicado ao montante total da arrecadação de ICMS no Estado, não se pode deduzir que essa interpretação não seja já hoje possível a partir do texto vigente. O que se quer com essa alteração é excluir a possibilidade de se considerar como legal a atitude do Governo que, na prática, implica sonegação de valores devidos às Universidades. De S. Magnificência era de se esperar que, em lugar de aceitar como automaticamente correta a opinião do Secretário da Fazenda do Estado, assumisse uma postura mais incisiva em defesa do que é o interesse da Universidade e, por decorrência, da Educação no Estado de São Paulo.

A defesa da autonomia da Universidade não pode ser entendida como um cabresto imposto à USP que a impeça de reivindicar o que lhe é de direito. Se essa reivindicação coloca em xeque essa autonomia, parece-nos que cabe à comunidade, por seus órgãos representativos, decidir pela conveniência ou não de se formular tal pleito, e não ao Reitor, individualmente.

IV

Consideramos válidos, louváveis e pioneiros os esforços empreendidos pela Reitoria em debater problemas históricos e estruturais na USP, cujo principal, sem dúvida, é o incremento da democracia nos seus processos decisórios. O fim da lista tríplice na eleição de Diretores é um passo importante nesse sentido, mas não suficiente. A falta de legitimidade do poder, fruto de eleições realizadas com colégios eleitorais pouco representativos, conturba e vicia eticamente a tomada de decisão administrativa da Reitoria e das Unidades. Ademais, é preciso aceitar que mérito acadêmico e mérito administrativo nem sempre estão presentes em um mesmo agente público: devem, pois, ser eleitos para as funções administrativas aqueles docentes que tenham capacidade para tanto, independentemente da sua titulação.

Seria ingenuidade desvincular essas características problemáticas dos processos decisórios da USP dos problemas que hoje enfrentamos. Mais transparência, abertura de Colegiados e processos administrativos à participação efetiva dos três segmentos da Comunidade e mecanismos efetivos de responsabilização dos dirigentes são cruciais não apenas para proteger a Universidade daqueles que dela apenas buscam ganhos pessoais, mas também dos enganos que os bem intencionados podem cometer. A atual estrutura administrativa da USP, como a crise escancarou, não a protege nem de uma, nem de outra dessas ameaças.

Devotamos a nossa vida profissional à USP e desejamos, sinceramente, seguir o nosso caminho em uma Instituição cada vez mais plural e igualitária. Colocamo-nos à disposição da Reitoria e da Comunidade para debater, colaborar e trabalhar para a construção desse ideal.

Ribeirão Preto, 13 de agosto de 2014.

FONTE: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/crise-da-usp-carta-aberta-dos-docentes-da-faculdade-de-direito-de-ribeirao-preto.html

Reitoria reúne Conselho Universitário, mostra números da crise financeira, mas decide não fazer nada a respeito

Eu não sei o que é pior na atual da reitoria da UENF: sua incapacidade gerencial ou a enraizada disposição a aceitar pacificamente todos os desmandos do (des) governo Pezão. Na reunião do Conselho Universitário (CONSUNI) que ocorreu nesta 5a. feira (14/08), a reitoria entregou documentos que mostram o processo encolhimento das verbas a partir de repetidos contingenciamentos e cancelamentos de verbas, mas ficou por ai.

E o pior é que apenas poucos conselheiros manifestaram a necessidade de que a sociedade fluminense seja informada da situação gravíssima por que passam as finanças da UENF neste momento. Em resposta a estes conselheiros, o reitor Silvério Freitas apresentou a posição de que o CONSUNI não é um órgão político (como assim?) e que o caminho que será trilhado envolve apenas a continuidade das negociações com o (des) governo Pezão. Após a manifestação de três conselheiros e do presidente da ADUENF, Luís Passoni, o CONSUNI decidiu que uma moção deverá ser enviada a todos os candidatos ao governo do estado explicando a grave situação financeira em que a UENF se encontra. Isso aconteceu, é preciso que se saliente, a contra-gosto do reitor e do seu vice.

Um momento de especialmente constrangimento para o reitor (eu se fosse ele teria me sentido muito constrangido, mas eu sou eu e ele é ele) foi o desmentido dado pelo diretor geral de administração da UENF de uma afirmação do reitor de que não haveria risco do (des) governo dar calote nas dívidas da UENF. Segundo o que me foi informado por um dos membros do CONSUNI, o diretor geral de administração afirmo que é possível que o (des) governo Pezão não repasse os recursos necessários para a UENF honrar todos os seus compromissos!  Pois é, não há que esteja muito ruim que não possa piorar mais!

Abaixo os documentos entregues pela reitoria aos membros do CONSUNI que mostram de forma cabal a evolução do processo de asfixia financeira que a UENF vem sofrendo nas mãos do (des) governo Pezão/Cabral.

Carta Congentenciamento Contingenciamentos UENF

UENF: crise financeira aguda força reitor a convocar reunião extraordinária do Conselho Universitário

Num claro sinal de que a crise financeira imposta pelo (des) governo comando por Luiz Fernando Pezão é muito série, o reitor da UENF, Prof. Silvério de Paiva Freitas, convocou uma reunião extraordinária do Conselho Universitário (CONSUNI) para esta 5a. feira (14/08) que tem como único ponto de pauta justamente o sufoco econômico que a instituição está passando. Aliás, esta situação pode se agravar ainda mais nos próximos meses, já que a Secretaria Estadual e Planejamento e Gestão (SEPLAG) está querendo cortar mais R$ 2 milhões do orçamento da UENF de 2014.

Eis a convocação que o reitor Silvério Freitas enviou hoje aos membros do CONSUNI da UENF.

convocação

A única coisa que me deixa intrigado é porque se deixou chegar a essa situação, já que os problemas financeiros que a UENF vem vivendo em 2014 já são mais do que conhecidos. Agora eu só espero que os conselheiros encontrem uma solução para este imbróglio.

Aliás, como  o  (des) governador Luiz Fernando Pezão anda fazendo campanha pela região Norte-Noroeste Fluminense, quem sabe o CONSUNI não aproveita para vim ver pessoalmente as comemorações dos 21 anos da UENF que tem um ponto alto na sexta-feira. Afinal, já que Pezão anda dizendo que vai ganhar as eleições no primeiro turno, quem sabe uma visita à UENF não o coloque um pouco mais em contato com nossa lamentável realidade, e evite o mesmo tratamento indecoroso em seu futuro (des) governo.

UENF: apertem os cintos, a reitoria sumiu!

entrada

Estive na entrada da UENF em torno do meio-dia desta segunda-feira para prestar solidariedade aos estudantes que estão realizando um protesto contra o não-cumprimento do acordo feito com a reitoria e com o (des) governador Luiz Fernando Pezão que visava, entre outras coisas, equiparar o valor das bolsas de auxílio-cota e de apoio acadêmico ao que é pago pela UERJ. 

Uma coisa que perguntei aos estudantes é se alguém da reitoria já havia aparecido para estabelecer um diálogo que permitisse uma solução imediata para o impasse que foi criado pela Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (SEPLAG) que se recusou a liberar os recursos prometidos por Pezão.  E a resposta foi um sonoro NÃO! 

Eu sei que já havia previsto aqui neste blog que a reitoria seria a grande derrotada da greve geral que paralisou a universidade entre março e junho deste ano (Aqui!).Mas o que eu não havia antevisto seria a completa falência desta gestão em administrar coisas básicas, como é o caso do cumprimento de um acordo que foi sacramentado com os estudantes e que custaria muito pouco para ser efetivamente implementado. 

E pensar que essa gestão durará ainda até Dezembro de 2015!

 

Estudantes lacram entrada da UENF para protestar contra descaso de Pezão e omissão da reitoria

As entradas do campus Leonel Brizola da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) estão lacradas na manhã desta segunda-feira pelo movimento estudantil, numa forma de protesto que visa denunciar a quebra do compromisso pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão em equiparar os valores das bolsas de auxílio-cota e apoio acadêmico ao que já é praticado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). As lideranças do Diretório Central dos Estudantes (DCE) que estão presentes na manifestação também apontam para o inconformismo dos estudantes contra o que muitos deles consideram uma postura de omissão da reitoria frente ao processo de asfixia financeira a que a UENF vem sendo submetida pelo (des) governo estadual liderado por Luiz Fernando Pezão.

O protesto deverá ocorrer durante toda esta segunda-feira, o que significa que as aulas, pesquisas e atividades administrativas estarão suspensas no dia de hoje. 

O que mais causa inconformismo aos que trabalham na UENF é saber que o custo geral da instituição é muito baixo, e que o reajuste prometido por Pezão em sua visita ao campus da UENF representa uma verdadeira ninharia no orçamento estadual.

Abaixo algumas imagens do fechamento que está ocorrendo até este momento de forma pacífica e ordeira, ,com muitas pessoas aproveitando para conversar sobre a situação dramática em que se encontra a UENF do ponto de vista financeiro nas mãos do PMDB.

O curioso é que nesta sexta-feira (15/08) haverá uma reunião do Conselho Universitário da UENF para comemorar os 21 anos do início das atividades da instituição criada por Darcy Ribeiro. Eu fico imaginando como estará o clima nesse dia, e haverá espaço para um daqueles “coffee breaks” que alguns gestores da UENF tanto parecem apreciar.

 

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Valor Econômico também repercute venda da Lamborghini de Eike Batista

Eike Batista vende Lamborghini avaliado em R$ 2,75 milhões

Bloomberg

SÃO PAULO  –  Depois de ver seu império ruir no ano passado, o empresário Eike Batista se desfez de sua Lamborghini Aventador LP 700-4 modelo 2012. Um veículo zero quilômetro do mesmo modelo está anunciado no site Webmotors por R$ 2,750 milhões.

O carro esportivo de cor branca ficou por muito tempo estacionado no meio da sala da casa do empresário, ao lado de um outro, o Mercedes SLR McLaren prata, que era dirigido pelo seu filho Thor Batista, quando o jovem atropelou e matou um ciclista em março de 2012 no Rio.

Procurada, a assessoria de imprensa do grupo EBX não comentou a venda, mas a reportagem apurou que o empresário passou o veículo adiante há poucos meses.

Lançado em 2010 no Salão de Genebra, na Suíça, o carro tem motor 6.5 litros V12, de 700 cavalos de potência. O veículo vai de 0 a 100 quilômetros em 2,9 segundos. A velocidade máxima é de 350 quilômetros por hora.

Na última quarta-feira, o empresário entregou mais uma participação no que restou do seu império para o fundo árabe Mubadala em uma tentativa de equacionar suas dívidas.

Conforme comunicados divulgados nos últimos dois dias, Eike se comprometeu a transferir 10,4% da Prumo Logística (antiga LLX) e 10,5% da MMX (mineração) para o Mubadala.

Em junho, uma assembleia de credores do grupo na Bolsa de Valores do Rio decidiu pela recuperação judicial da antiga petroleira OGX, hoje chamada Óleo e Gás Participações.

A derrocada do império ocorreu depois que os primeiros poços adquiridos pela empresa não renderam o esperado e os investidores passaram a duvidar da capacidade da companhia de arcar com suas dívidas e fazer novos investimentos.

(Folhapress)

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3644756/eike-batista-vende-lamborghini-avaliado-em-r-275-milhoes#ixzz39tjHahQx

O DIÁRIO: Estado não libera recursos para UENF reajustar bolsas

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Diretor do DCE, Bráulio Fontes, disse que não descarta outras manifestações

O Governo do Estado, mais uma vez, descumpriu uma promessa feita à Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e negou a liberação de recursos que garantiriam a equiparação das bolsas concedidas aos alunos de Campos com as que são pagas aos estudantes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). O compromisso do Governo em aumentar o valor do auxílio-cota dos estudantes e ainda a majoração das bolsas de apoio acadêmico foi a maior motivação do retorno dos professores às atividades e do fim da greve de fome dos estudantes, no final de junho.

A justificativa da impossibilidade de conceder o reajuste foi comunicada pela secretaria estadual de Planejamento e Gestão através de ofício, que ainda informou sobre um possível corte de orçamento na Universidade. “Não temos no Estado um cenário que nos permita um acréscimo de recurso ora pretendido pela Uenf, e mais, considerando a necessidade de obtermos o equilíbrio nas contas públicas de que trata a Lei de Responsabilidade Fiscal, estamos antevendo a necessidade de promover um provável contingenciamento orçamentário, no que trata dos recursos do Tesouro, que afetará, inclusive, o orçamento daquela Universidade”.

O presidente da Associação de Docentes da Uenf, Luís Passoni, criticou o posicionamento do Governo. “Temos a sensação de que o Governo não gosta da Uenf. O Estado não só deixa de cumprir mais uma promessa, mas resiste na política de privilegiar as universidades da capital e desmerecer as do interior. Além disso, ainda tenta, e consegue, estrangular o orçamento da Uenf”, ponderou.

Outras manifestações

Na próxima segunda-feira, 11, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) irá se reunir para definir que posicionamento tomar diante da negativa do Governo. O diretor do DCE, Bráulio Fontes não descartou a possibilidade de nova greve e manifestações. “Eu estivesse pessoalmente com o governador Luiz Fernando Pezão e, na ocasião, ele se comprometeu a não medir esforços para atender nossa reivindicação. Das duas uma: ou ele não tem palavra, ou realmente não tem forças dentro do seu próprio governo”, desabafou.

O presidente da Aduenf avaliou criteriosamente a situação. “Por um lado o Governo anuncia o corte de verbas e, por outro propõe a presença de policiais no campus, o que ainda não foi aprovado. Isso mais me parece um plano macabro. Pode ser só coincidência, mas caso o Proeis seja aprovado, será também uma forma de criar a repressão necessária para enfraquecer ou impossibilitar a realização de manifestações. Com certeza, teremos mais dificuldades em fortalecer nossos movimentos”, disse Passoni.

Fonte: http://www.odiariodecampos.com.br/estado-nao-libera-recursos-para-uenf-reajustar-bolsas-13856.html

A crise é séria: O Globo diz que Eike Batista colocou Lamborghini à venda

Eike Batista põe à venda por R$ 2,5 milhões Lamborghini que decorava sua sala

Xodó do ex-bilionário, carro está em loja de Goiânia. Modelo atinge 100 Km/h em 2,9 segundos

POR O GLOBO
Lamborghini do mesmo modelo que o empresário tinha na sala de casa – Divulgação

RIO – Quem tiver R$ 2,5 milhões disponíveis já pode comprar um dos “brinquedos” que, até pouco tempo, era um dos xodós de Eike Batista: sua Lamborghini Aventador LP700-4. O modelo — com 700 cavalos, que atinge até 350 quilômetros por hora e chega do zero aos 100 Km/h em apenas 2,9 segundos — está em uma loja especializada em veículos de luxo de Goiânia (GO), a M3 Motors. O carro, branco, ficava na sala da casa de Eike, juntamente com um de seus Mercedes preferidos.

O empresário Eike Batista, em foto de arquivo – FRED PROUSER / REUTERS

A informação de que o empresário colocou o luxo à venda foi dada pela coluna “Radar On-line”, da Veja. Oficialmente, a assessoria de imprensa do ex-bilionário não comenta o assunto. Não se sabe, assim, se o modelo será substituído na mansão do antigo sétimo homem mais rico do mundo por outro modelo. O mesmo modelo zero quilômetro, segundo a tabela Fipe, sai por R$ 2,947 milhões.

A loja ainda não anunciou a Lamborghini em seu site. Especializada em carros de luxo usados, este será seu quinto modelo a valer mais de um milhão. Dos 42 carros à venda no estabelecimento com informações na internet, 41 contam com preços publicados e, na média, cada veículo sai por R$ 351 mil. Na loja, ele será o segundo veículo da marca, que fará companhia a um Lamborghini Gallardo 2010, que está à venda por R$ 1,150 milhões.

FONTE:  http://oglobo.globo.com/economia/eike-batista-poe-venda-por-25-milhoes-lamborghini-que-decorava-sua-sala-13533027#ixzz39psqEq4A