Cesta básica? Os servidores e aposentados precisam é de seus salários e aposentadorias pagos em dia

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Em determinadas conjunturas históricas a realização de determinadas ações que parecem justas e corretas podem dificultar que se consigam as soluções para os problemas que as mesmas procuram resolver. Em muitos casos, podem até agravá-las.

Vejamos por exemplo a simpática campanha de recolhimento de cestas básicas que está sendo realizada pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) para assistir servidores e aposentados que foram deixados de lado pelo (des) governo Pezão e estão há vários meses vivendo uma situação que não tem nada de “mero aborrecimento” como classificaram alguns juízes (com os gordos salários totalmente em dia, frise-se) do Tribunal de Justiça fluminense.

Essa campanha do Muspe pode até matar momentaneamente a fome dos servidores e aposentados, mas não resolve o problema. E, pior, os coloca na situação objetiva de aceitarem passivamente que o desrespeito continue, visto que quem vai para longas filas de doação, acaba voltando para casa com o piores sentimentos humanos, a começar pela completa sensação de humilhação e desprezo.

Então a ação de recolher e doar cestas básicas será inútil se não for acompanhada de um processo de politização que oferece um claro calendário de mobilizações que catalisem a raiva que tenho visto em muitos servidores, de modo eles a transformem em um sentimento positivo que, por sua vez, poderá ser mais eficiente para derrubar esse (des) governo que já não deveria existir mais faz tempo.

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Mas aí é que mora o problema, pois percebo uma aceitação passiva da cantilena de que o pacote de Maldades imposto pelo ministro/banqueiro Henrique Meirelles é uma pílula amarga aceitável para os servidores fluminenses,,  o único plano como gosta de dizer o agora licenciado (des) governador Pezão.  Não se fala nos prejuízos de curto e médio prazo que os servidores públicos do Rio de Janeiro irão ter que arcar para receberam seus corroídos salários em dia. Nem dos muitos direitos que foram ou serão cassados para que o estado tente de se recuperar das políticas desastrosas e da roubalheira que imperaram sob o comando de Sérgio Cabral et caterva.

Por isso, a decisão dos servidores da Secretaria de Ciência e Tecnologia (SECT) de se manterem nas ruas e pressionando o (des) governo Pezão poderia servir de exemplo para todas as categorias e seus sindicatos. É que está mais do que demonstrado que com o (des) governo Pezão a única linguagem que seus membros entendem é o da pressão das ruas, sem as quais as reuniões que ocorrem em portas fechadas só servem mesmo para que os participantes tomem cafezinho juntos e posem para fotos risonhas ao final delas.

Desta forma, é que reafirmo: o que os mais de 200 mil servidores e aposentados demandam são seus salários e aposentadorias pagos em dia. E essa demanda deve guiar as ações dos que realmente desejam construir uma saída positiva para a profunda crise política, financeira e moral em que o Rio de Janeiro foi colocado pelo ex (des) governador Sérgio Cabral e seus colaboradores que hoje desfrutam as benesses oferecidas pelo estado ao prisioneiros de colarinho branco.

 

Servidores da Uenf e da Faetec de novo nas ruas de Campos para denunciar (des) governo Pezão

Participei na manhã desta 5a. feira (13/07) de mais uma manifestação organizada pelos sindicatos que representam os servidores e professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e das escolas ligadas à Faetec na região da Pelinca em Campos dos Goytacazes para denunciar o projeto de destruição do (des) governo Pezão (ver imagens abaixo).

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Dois aspectos que merecem ser notados sobre esta manifestação foram a disposição dos servidores de enfrentar a chuva para continuar informando a população sobre os problemas que afetam não apenas o pagamento de salários, mas também a própria existência da Uenf e das escolas da Faetec com a crônica falta de repasse de verbas para custear o funcionamento dessas importantes instituições de ensino.

O segundo aspecto, e altamente lamentável, foram os depoimentos dados por aposentados do serviço estadual que se dirigiam aos participantes da manifestação para contar da sua indignação com o tratamento que lhes está sendo dispensado pelo (des) governo Pezão após décadas de serviços prestados ao Rio de Janeiro. Entre as principais dificuldades narradas está a falta de dinheiro para a compra de remédios!

Um detalhe a ser comentado foi a denúncia feita contra os deputados estaduais Geraldo Pudim (PMDB),  Gil Vianna (PSB) e João Peixoto (PSDC) que consistentemente têm votado contra os servidores estaduais e se omitido completamente na defesa da Uenf e das escolas da Faetec.  

Uma coisa que ficou bem explícita nessa atividade é que há um forte apoio para os servidores por parte da população, o que ficou claro pela saudação com buzinas e o pedido de materiais informativos por parte do pedestres. 

Esse apoio serviu para motivar ainda mais os servidores que estavam presentes na manifestação a continuar realizando ações nas ruas de Campos dos Goytacazes, de forma a aumentar ainda mais o apoio da população à luta que está sendo realizada pelo pagamento de salários e financiamento da Uenf e da Faetec.

Site “Viomundo” publica entrevista sobre crise das universidades do Rio de Janeiro

A convite do jornalista Luiz Carlos Azenha, do site Viomundo, respondi a uma série de questões relacionadas à crise que assola o Rio de Janeiro e seus efeitos específicos sobre as universidades estaduais (Uenf, Uerj e Uezo) que se encontram à beira da inviabilização por causa da falta de verbas de custeio e pagamento de salários de seus servidores.

Abaixo reproduzo a introdução feita por Luiz Carlos Azenha, e deixa ainda o link para que o conteúdo da entrevista seja acessado no Viomundo.

Governo do Rio não cobra dívida da Nextel, Carrefour e Light, mas deixa universidades à míngua; corte de luz e água pode detonar equipamentos caros

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Por Luiz Carlos Azenha

As universidades públicas do Rio de Janeiro enfrentam, conjuntamente, talvez a maior de todas as crises. Salários atrasados, estrutura física dilapidada, alunos que desistem ou entram em depressão com a penúria.

E, no entanto, elas foram concebidas para diminuir as terríveis desigualdades sociais das regiões em que se encontram, notadamente a Universidade Estadual do Norte Fluminense e o Centro Universitário da Zona Oeste.

São pioneiras das cotas raciais e sociais, quesito no qual deram aula à elitista Universidade “Bandeirante” de São Paulo (USP) — eu me sinto à vontade para falar, já que me formei nela.

Obviamente, a crise das três instituições não existe no vácuo. O Rio de Janeiro enfrenta uma gravíssima crise financeira, resultado de uma combinação de gastos desnecessários, renúncia fiscal, incúria administrativa e pura e simples corrupção.

Para entender melhor, fizemos uma série de perguntas a Marcos A. Pedlowski, professor associado do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico (LEEA) do Centro de Ciências do Homem (CCH) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e segundo vice-presidente da Associação de Docentes da UENF (Aduenf).

Ele é bacharel e mestre em Geografia pela UFRJ e PhD em “Environmental Design and Planning” pela Virginia Polytechnic Institute and State University (Virginia Tech).

Marcos tocou numa questão importante: desde a gestão de Moreira Franco como governador do Rio (1987-1991), com poucos hiatos, o Rio tem sido uma espécie de laboratório da política econômica neoliberal (privatização com ‘ajuste’).

O Gato Angorá da lista da Odebrecht, parceiro da Globo, fez um estrago que foi aprofundado desde então pelos governos do PMDB (do trio Cabral, Cunha e Picciani).

Quem desejar ler a íntegra desta entrevista, basta clicar [Aqui!]

(Des) governador Pezão e suas lágrimas de crocodilo

A ciência já determinou que que o “choro” do crocodilo ao ingerir uma presa é causado por uma forte pressão sobre o céu da boca que comprime as suas glandulas lacrimais, forçando a ocorrência de lágrimas que não são de, forma alguma, de tristeza.  Por isso, “Lágrimas de crocodilo”  passou a ser uma expressão da língua portuguesa que é utilizada no sentido de “choro fingido”, ou seja, alguém que finge estar chorando.

Pois bem, há algo mais “lágrima de crocodilo” do que o pedido de desculpas emitido pelo (des) governador Pezão aos servidores públicos estaduais (Aqui!), os quais padecem de atrasos crônicos de salários, sendo que uma parcela ainda aguarda o pagamento dos salários de Abril?

Fosse este um país onde a leis são efetivamente cumpridas, o (des) governador Pezão já estaria fazendo companhia ao seu mentor político, o ex (des) governador Sérgio Cabral, e não à frente de negociações que irão tornar o Rio Janeiro um mero satélite do Ministério da Fazenda, seja quem for o presidente d e plantão. Como isso ainda foi agravado pela concessão ao judiciário e ao legislativo (que efetivamente continuarão gastando que já gastam) quando se deixou o peso maior do “ajuste” sobre o executivo.Em função disso, o que teremos de fato é a perpetução de um processo de atraso econômico que certamente agravará a profunda desigualdade social que já existe no rio de Janeiro.

Por isso, que ninguém se emocione com as lágrimas de crocodilo do (des) governador Pezão, pois ele, ao seu jeito, é o líder da vanguarda do atraso e será regiamente recompensado por cumprir este lamentável papel.

(Des) governo Pezão dá mais 250 bofetadas na face de servidores que ainda esperam pelo salário de Abril

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O (des) governo Pezão parece mesmo disposto a tirar sarro da cara de mais de cerca de 117 mil servidores que ainda não receberam todo o salário referente ao mês de Abril. É que hoje, sem qualquer alarde,  houve o anúncio do depósito de uma parcela de R$ 250,00 para os que ainda não tiveram seus salários de Abril integralmente pagos (Aqui!).

Esse tipo de atitude em vez de apaziguar acaba gerando ainda mais revolta, já que estamos entrando no mês de Julho, e muitos servidores agora não possuem recursos sequer para pagar contas básicas como as de água e luz.

Ao adotar a posição desrespeitosa de pagar o que quer e quando quer, sem sequer sinalizar a elaboração de um calendário para o pagamento dos salários atrasados, o que o (des) governador Pezão e seu (des) secretário de Fazenda sinalizam de fato é que não estão com o menor medo da reação dos servidores e dos sindicatos que dizem representá-los. 

Interessante notar que uma fonte bem informada me disse hoje que o  atual  (des) secretário estadual de Fazenda e ex diretor-presidente do RioPrevidência,  Gustavo Barbosa, é leitor assíduo do site “O Antagonista” e fã declarado do presidente estadunidense Donald Trump. Com um perfil de preferências como esse, não é de se admirar o descaso que os servidores têm enfrentado na desastrosa gestão que Barbosa está tendo à frente de uma secretaria tão estratégica. Isso sem falar no seu papel na escabrosa operação Delaware que causou a falência de fato do RioPrevidência!

De todo modo, vamos agora esperar a reação da parcela do servidores que foi escolhida para ocupar o papel de “cordeiro sacrificial” nas tratativas entre o (des) governo Pezão e o governo “de facto” de Michel Temer.  Pelo pouco que pude verificar nas redes sociais, não foi nada boa. E quem pode condenar servidores tão desrespeitados?

Representações Sindicais de Servidores e Estudantes da UENF denunciam privatização da universidade e convocam para Greve Geral nesta sexta-feira

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Por Wesley Machado*

Nesta terça-feira (27), representações sindicais de Estudantes, Professores e Técnicos Administrativos da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) realizaram um ato de mobilização da comunidade acadêmica da UENF em frente à Reitoria da universidade. O ato teve o objetivo de protestar contra os três meses de salários atrasados e o não repasse de verbas para a universidade desde outubro de 2015. Com gritos de “Fora Pezão”, “A UENF Resiste” e “Não está normal”, os servidores e alunos marcaram posição em defesa da UENF e contra o Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Antes do ato, os organizadores realizaram na quadra do Centro de Ciências Humanas (CCH) a 2ª Plenária Comunitária com todos os segmentos de representação sindical, como o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj), Associação de Docentes da UENF (Aduenf), Diretório Central dos Estudantes da UENF (DCE-UENF) e Associação de Pós-Graduandos (APG).

O 2º vice-presidente da Aduenf, Marcos Pedlowski, disse que a ideia da plenária e da mobilização da comunidade é tirar uma série de ações comuns para avançar no enfrentamento do quadro que está aberto. “Queremos acabar com a apatia diante da falta total de verbas. Esperamos que a partir daqui tenhamos virado uma página e gerado uma energia positiva com uma resposta unificada”, afirmou Pedlowski, que é professor associado do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico (LEEA), do CCH, da UENF.

O dirigente sindical do Sintuperj, Cristiano Peixoto, comentou que tanto a plenária quanto à mobilização é uma tentativa de unificação dos servidores e alunos da UENF contra os ataques do governo à universidade. “A UENF é uma universidade extremamente importante em nível local, estadual, nacional e até mesmo internacional. É uma universidade que deu certo. E agora aparecem alguns políticos tentando desmontar a UENF. Já começou a privatização. A UENF já pode cobrar por um curso de pós-graduação latu sensu (especialização), por exemplo. Ouvimos de um secretário que a educação de nível superior não é competência do estado. Pode até ser legal, mas é lamentável. À medida que implantam uma universidade, têm de manter”, declarou Cristiano.

A dirigente sindical do Sintuperj, Maristela de Lima, quer uma explicação do governo do estado sobre porque as mesmas categorias estão ficando sem receber. “Não são todos os servidores que estão sem receber. Alguns órgãos, como da Secretaria de Fazenda, da Segurança, receberam o mês de junho. E nós da Ciência e Tecnologia ainda não recebemos abril na íntegra, maio, já vai vencer junho, sem contar o 13º salário de 2016, que ainda não recebemos. Qual o objetivo do governo com esses atrasos salarias que vêm acontecendo desde outubro de 2016?”, perguntou Maristela.

GREVE GERAL

A presidente da Aduenf, professora Luciane Soares, informou que a UENF, com seus segmentos de representação sindical, estará na sexta-feira (30) na 2ª Greve Geral, que será realizada, às 15 horas, no centro da cidade de Campos, com concentração na Praça São Salvador. “A UENF vai estar representada como esteve na greve anterior. Vamos ocupar com bandeiras, camisetas, etc. Nossa intenção é reforçar a necessidade de mobilização contra os ataques aos direitos dos trabalhadores, em especial dos servidores da UENF”, afirmou Luciane.

O presidente do DCE-UENF, Gilberto Gomes, citou a Lei da Terceirização como um prenúncio do que pode ser a privatização da UENF. “Os estudantes agora vão avançar numa perspectiva de radicalizar as lutas, ser mais incisivo nas mobilizações. Vamos rechaçar qualquer sensação de normalidade, embora uma parcela de estudantes mantenha a crença de que as coisas estão normais. Sexta-feira, às 15 horas, estaremos no ato da Greve Geral em Campos, no Calçadão. A expectativa é que, com bloqueio de vias e pontes, em nível nacional, superemos os 40 milhões de trabalhadores parados da greve de 28 de abril”, falou Gilberto.

*Reportagem: Wesley Machado – Jornalista (Registro Profissional: 32.177/RJ)

 

NOTÍCIAS DA ADUENF: Vem aí assembleia geral para decidir ações para exigir pagamentos de salários atrasados

Com quase 4 salários atrasados, ADUENF convoca assembleia para decidir caminhos da mobilização docente

Com o mês de junho chegando ao fim sem que o governo do Rio de Janeiro dê qualquer sinalização sobre os pagamentos de salários atrasados, a diretoria da ADUENF convocou uma assembleia para decidir o que será feito para reverter o tratamento inaceitável que tem sido dispensados aos professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), como mostra a pauta abaixo.

Esta assembleia certamente será um marco na luta que está sendo desenvolvida pela ADUENF em conjunto com o ANDES-SN e as associações de docentes da Uerj e da Uezo.

Uma coisa é certa: o limite da tolerância com os desmandos do governo do Rio de Janeiro já foi ultrapassado e as respostas que sairão desta assembleia certamente irão mostrar isso.

DIRETORIA DA ADUENF
Gestão Resistência & Luta

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2017/06/com-quase-4-salarios-atrasados-aduenf.html