É grave a crise no (des) governo Pezão: Sérgio Ruy pediu exoneração!

A imagem abaixo reproduz uma matéria publicada pelo Jornal  O DIA que deverá ganhar maior repercussão nos próximos dias, já que atinge o alto escalão e o centro nervoso da base de sustentação da administração do (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, menos de dois meses de sua posse. È que ela dá conta que o atual secretário de Fazenda, que foi o secretário de planejamento e gestão durante oito anos sob a batuta Sérgio Cabral/Pezão, pediu exoneração do seu atual posto.

Sergio Ruy

A saída de Sérgio Ruy representa um forte abalo na estrutura de governo, pois ele comandou com mão de ferro a Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) e a Secretaria de Fazenda (SEFAZ). E o pior é que ele será supostamente substituído por Júlio Bueno cuja liderança na Secretaria de Desenvolvimento Econômico não é exatamente algo memorável. Aliás, ao acumular a SEFAZ e SDE, é provável que Júlio Bueno acabe causando o caos nas duas secretarias.

Agora é preciso ver que rumo tomará Sérgio Ruy, pois o seu destino poderá ser revelador das reais causas dessa repentina exoneração. 

Mas uma coisa é certa: os servidores estaduais não sentiram muita falta de Sérgio Ruy que trabalhou bastante para tornar o Rio de Janeiro o ente federativo que paga os piores salários aos seus servidores. 

 

Em nota “cifrada”, reitoria finalmente admite o óbvio: cortes de Pezão ameaçam o funcionamento da UENF

uenf salve

Apesar de terem conhecimento (pelo menos deveriam) desde o dia 13 de Janeiro que o (des) governador Pezão havia amputado o orçamento da UENF em quase 40 milhões, os membros da reitoria finalmente vieram à público para reconhecer o óbvio: esses cortes ameaçam a realização das atividades de ensino, pesquisa e extensão (as suas atividades “finalísticas”) no ano de 2015. Em outras palavras, a crise é gravíssima e ameaça o próprio funcionamento da UENF!

Agora, a receita encontrada pela reitoria para combater essa tesourada são mesmo a cara da atual administração da UENF. Em vez de mobilizar a comunidade universitária que é a principal interessada na situação, a reitoria opta por ir de pires na mão procurar os representantes do (des) governo que fizeram os cortes! E, pior, vão procurar um secretário, Gustavo Tutuca, que reconhecidamente aceita o papel subalterno a que a Secretaria de Ciência e Tecnologia foi relegada dentro do (des) governo comandado por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

Já a reunião com o Conselho Curador só será útil mesmo para os seus membros, já que cada reunião rende a cada um deles um “generoso” jeton. Além disso, é preciso que se diga que, ao longo dos últimos anos, não se tem conhecimento de qualquer medida adotada por esse colegiado para defender os interesses da UENF e da sua comunidade universitária

Entretanto, essa nota serviu para, pelo menos, tornar pública uma situação que faz tempo já sentíamos na pele, e que tem contribuído para dificultar a realização de tarefas básicas dentro da UENF. Agora, resistência mesmo a esse processo de desmantelamento da universidade criada por Darcy Ribeiro e Leonel Brizola terá de vir da comunidade universitária e da população que é a principal beneficiada com a sua existência em plenas condições de funcionamento. Simples assim!

 

Nota à Comunidade sobre a Realidade orçamentária da UENF

“A conjuntura orçamentária no Rio de Janeiro e no país neste início de 2015 tem sido motivo de preocupação para todos os setores do Estado. Na UENF, este cenário produziu redução significativa no seu orçamento aprovado na Alerj e sancionado pelo Governador, pela Lei Orçamentária Anual (LOA – 6955 de 13/01/2015).

Esta realidade reduz significativamente o orçamento disponível para custeio das atividades de 2015 e, se mantida, certamente resultará em dificuldades na manutenção das atividades finalísticas da universidade.

A Reitoria está fazendo gestões junto à SECT, SEFAZ e à SEPLAG para reestabelecer a capacidade orçamentária da universidade. Nesta quarta-feira (04) o reitor, Prof. Silvério de Paiva Freitas e o vice-reitor, Prof. Edson Corrêa da Silva se reunirão com o Deputado Gustavo Tutuca, Secretário de Ciência e Tecnologia, para discutir os impactos dos ajustes efetuados no orçamento no andamento das atividades da universidade e solicitar a revisão do contingenciamento e cortes anunciados. Adicionalmente, na segunda-feira (09), o reitor e vice-reitor se reunirão com o Conselho Curador da instituição, que possui membros da SECT, SEFAZ e a SEPLAG, quando será explicitada a realidade orçamentária da instituição.

Reitor”

FONTE: http://www.uenf.br/dic/ascom/2015/02/04/ascom-informa-04-02-15/

Crise da Uerj é reflexo da crise do governo Pezão

Por Bruno Deusadará, Lia de Mattos Rocha & Paulo Alentejano

Especial para o UOL

 
A Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) é, sem dúvida, um patrimônio reconhecido da população fluminense, onde muitos dos nossos jovens desejam estudar. É fácil entender a importância da universidade em um Estado como o Rio de Janeiro, que concentra fixação de conhecimento e tecnologia, formação profissional de ponta e compromisso com a justiça social.

Essa lição, porém, parece não ter sido adequadamente compreendida pelo grupo que ocupa o Palácio Guanabara há algumas décadas. Basta ver o que tem levado a Uerj aos noticiários do país. Problemas financeiros e de infraestrutura gravíssimos assolam seus trabalhadores e estudantes, comprometem sua missão institucional e têm tornado difícil exercer o ensino, a pesquisa e a extensão.

As notícias mais recentes denunciam atraso significativo dos salários de funcionários contratados (de professores à equipe da manutenção) e das bolsas de estudantes, que esperaram até a terceira semana de janeiro por seus pagamentos.

Já em dezembro, a reitoria adiantou o recesso de fim de ano e funcionários terceirizados da limpeza entraram em greve por falta de pagamentos. No entanto, as dívidas do governo estadual com a Uerj são antigas, os professores efetivos têm salários pouco atrativos para uma carreira de nível superior, sem reajuste desde 2001.

As perdas acumuladas são da ordem de 80% e afetam de maneira mais dramática nossos colegas aposentados. Os professores também não conseguem progredir na carreira, mesmo depois de comprovadas todas as exigências legais para tal. Nessa conta, somam-se ainda problemas de infraestrutura, falta de professores, investimento insuficiente na assistência estudantil, entre outros.

A grave crise soma cifras a muita negligência. O governador Pezão teve a chance de se tornar o primeiro a aprender a lição. Uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias pretendia garantir 6% da receita corrente líquida do Estado para as universidades públicas, como já prevê a Constituição estadual.

Segundo dados apresentados à época pelo presidente da Comissão de Educação da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), o deputado Comte Bittencourt, a aprovação dos 6% ampliaria em R$ 917 milhões os recursos para o ensino superior no Estado.

Atualmente, o governo fluminense destina R$ 1,3 bilhão para as quatro instituições de ensino superior do Rio, o que representa apenas 3,6% do orçamento de receitas correntes líquidas para 2015.

Vincular o orçamento das universidades a um percentual da arrecadação é uma medida adotada em São Paulo, cujas instituições estão entre as mais importantes do mundo. A conta é simples: quanto mais um Estado cresce economicamente, mais ele deveria investir em conhecimento e formação profissional qualificada.

Fernando Frazão/Agência Brasil

Funcionários de limpeza fazem greve na Uerj por falta de pagamento

No entanto, nem o governador Pezão, nem uma parte dos deputados estaduais ainda entenderam essa fórmula: o governador vetou essa emenda ainda no ano passado e, em seguida, o veto foi mantido com um placar de 29 deputados a favor da supressão e 15 contra (seriam necessários 36 votos para derrubar o veto).

O refrão de que “faltaria dinheiro” retorna agora com uma suposta queda da arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e dos royalties do petróleo. Porém, reportagem do jornal O Globo (26 de janeiro) desmente a tese de redução da arrecadação, uma vez que, em 2014, foram recolhidos R$ 31,4 bilhões de ICMS e a previsão para 2015 é de uma arrecadação de R$ 33,6 bilhões.

Além disso, o aumento dos impostos federais sobre combustíveis e energia elétrica vai gerar também aumento do repasse para os Estados, compensando possíveis perdas com a redução dos royalties do petróleo. Ou seja, nem matematicamente se sustenta o refrão do governo estadual, repetido pela reitoria da universidade.

Não é uma conta, mas uma opção: isenção fiscal para inúmeras empresas, reduzindo a arrecadação potencial, e dinheiro dos impostos do povo fluminense destinado a medidas impopulares, como os equipamentos para os Jogos Olímpicos e a militarização das favelas e periferias. Investir em educação pública e de qualidade ficou fora dessa opção.

A Uerj é uma das universidades mais populares do Brasil. Foi a primeira a adotar o sistema de cotas e atende estudantes de todas as partes do Estado, seja nos campi da região metropolitana, seja em suas unidades do interior.

Mesmo com as dificuldades apresentadas, seus trabalhadores e estudantes têm se destacado em diferentes áreas do cenário científico nacional. É no sentido de defender esse patrimônio do povo fluminense que reivindicamos a destinação de 6% da receita corrente líquida do Estado para as universidades públicas estaduais e investimento em pessoal, com salários mais atrativos.

Somente investindo em ciência, tecnologia, educação pública e de qualidade que o Rio de Janeiro poderá romper com uma lógica de desenvolvimento ancorada na extração de recursos naturais que, sabemos, são finitos e poluentes. A lição é simples e o governador pode mostrar que aprendeu.

Em defesa da Uerj e do ensino público e de qualidade!

FONTE: http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2015/02/03/crise-da-uerj-e-reflexo-da-crise-do-governo-pezao.htm

Crise ou colapso?

Crise Hídrica? Que crise? Não existe nenhuma crise hídrica!

Por DENER GIOVANINI

Foto: Tiago Queiroz/EstadãoFoto: Tiago Queiroz/Estadão

Ao contrário do que governos, imprensa e até organizações ambientalistas afirmam, não existe nenhuma crise hídrica no Brasil. Classificar o que está acontecendo com os recursos hídricos nos maiores Estados do país como “crise” é reduzir e limitar a real compreensão dos fatos.

Crises são acontecimentos abruptos e momentâneos. Um momento difícil na existência, quando enfrentamos – na maioria das vezes – situações quase sempre alheias a nossa vontade.

Podemos ter uma “crise renal” quando o nosso corpo sofre um ataque bacteriano ou quando as nossas funções nefrológicas falham subitamente. Podemos ter uma “crise no casamento” quando os conjugues descobrem segredos ocultos ou quando se desentendem por alguma razão. Podemos ter uma “crise ministerial” quando algum ministro fala pelos cotovelos ou quando o seu chefe imediato o desautoriza em público. Podemos ter uma “crise financeira” quando perdemos o emprego ou quando enfrentamos uma doença na família. Podemos ter uma “crise política” quando os representantes do povo são pegos com a boca na botija ou quando o governo, não tendo mais como explicar desmandos, resolve censurar os críticos. Crises, como dito, são manifestações que nos pegam de surpresa, no pulo.

Outra característica de uma crise é a sua temporalidade. Crises sempre acabam. Para o mal ou para o bem, em algum momento cessam. Crise que não cessa não é crise. Crise contínua não é crise, é doença crônica. Na relação conjugal, ou acaba a crise ou acaba o casamento.

Nenhuma dessas características acima se aplica ao quadro de escassez de água em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais ou Espírito Santo. A água não acabou do nada, de repente. E muito menos será uma situação passageira. O quadro que se instalou nesses Estados, particularmente em São Paulo, é irreversível. Pelo menos para o paulistano que nasceu na data de hoje. Ele, por mais longeva vida que tenha, não viverá como viveram seus antepassados.

A falta de água não é uma “crise”, porque ela não é fruto de um acontecimento imprevisível. Não se trata de um capricho de São Pedro que, de uma hora para outra, resolveu castigar a Região Sudeste. Há mais de 10 anos os governos tinham informações técnicas confiáveis que as torneiras iriam secar a médio prazo.

A falta de água não é uma “crise” porque ela não será passageira. Os fatores que levaram ao esvaziamento das represas não cessarão subitamente. Recuperar as Matas Ciliares que protegem os rios do assoreamento, reflorestar grandes áreas para manter a perenidade das nascentes, cessar o desmatamento da Mata Atlântica e da Amazônia, substituir uma prática agrícola predatória e, principalmente, adotar um novo modelo de desenvolvimento, não são medidas fáceis de serem adotadas e muito menos elas se encontram presentes na agenda dos atuais governantes. Quem acreditar nisso estará sendo, no mínimo, ingênuo. No caso dos políticos que tentam se justificar – chamando de crise o que permanente será – é pura leviandade mesmo.

Por maiores que sejam os dilúvios que possam cair sobre as regiões que hoje enfrentam a escassez de água, a situação não irá mudar. E não mudará porque não existem sinais de que mudaremos as nossas práticas cotidianas. Os reservatórios até poderão encher, mas as razões que os levaram a secar continuarão e eles novamente voltarão a ser o que são hoje: terra seca. O nosso “balde natural” furou. E o rombo é muito maior do que a boca da torneira que o enche.

O que acontece hoje em São Paulo e que se espelha em outras regiões do país, também não é um fenômeno natural. Aliás, eventos da natureza são absolutamente previsíveis. Até terremotos e tsunamis são cada vez mais antecipados pela ciência. Erupções Vulcânicas são identificadas meses antes de ocorrerem. Não existem “crises sísmicas” ou “crises vulcânicas”. Assim como não existem “crises hídricas”.

Em se tratando de natureza, tudo é extremamente previsível, direto e muito simples: apesar de ser existencialmente complexo em sua essência, o ciclo da vida no planeta reage imperiosamente contra quem tenta interrompê-lo. A natureza nunca privilegiou os fracos ou os “desajustados”. Para continuar existindo, o ciclo da vida se renova constantemente a fim de eliminar as ameaças.

Se não é uma crise, o que são então aquelas imagens de represas e açudes vazios? Simples a resposta: um colapso. Um “Colapso Hídrico”!

Um colapso significa falência, esfacelamento e esgotamento.

O colapso, ao contrário de uma crise, não é passageiro.

O colapso, ao contrário de uma crise, é perfeitamente previsível.

O “Colapso Hídrico” se instalou porque esgotamos o atual modelo de desenvolvimento, que privilegia a distribuição de lucros em detrimento dos investimentos em pesquisa e conservação ambiental.

O “Colapso Hídrico” está acontecendo porque esfacelamos todas as oportunidades de adotarmos políticas públicas que priorizassem a modernização dos nossos recursos tecnológicos, para que diminuísse a pressão sobre os recursos naturais.

O “Colapso Hídrico” continuará porque o nosso sistema político está totalmente falido e não é mais capaz de planejar a médio e longo prazo.

O Brasil está começando a vivenciar o seu primeiro colapso ambiental. Outros virão. E as consequências são imprevisíveis. Um país que reduz 95% da Mata Atlântica, que incentiva a emissão de gases poluentes, através de políticas fiscais que estimulam o uso do transporte individual, que ignora a sistemática redução dos Biomas, que mantém uma produção agrícola ultrapassada, que produz leis como o Código Florestal e, principalmente, que elege políticos que não tem nenhum compromisso, a não ser com a perpetuação do poder para sustentar suas máquinas partidárias, está fadado a colapsar.

A primeira e – a mais importante – medida que devemos adotar agora é assumir a realidade como ela é. Devemos ser francos e admitir que o que estamos vivendo não é uma crise e sim um colapso. O fim de um ciclo econômico que falhou.

Não compreender – e aceitar – a diferença entre uma crise e um colapso é o mesmo que tratar gripe e câncer com chazinho caseiro. A gripe até pode passar, o câncer não. Ele sempre evolui. E para pior.

As Polianas de plantão – principalmente aquelas que têm um grau maior de responsabilidade sobre o que está acontecendo – vão taxar esse texto de extremamente pessimista. Vão continuar espalhando sua visão romântica sobre o mundo, enquanto as gotas nas torneiras continuarão sumindo.

Mas a verdade é que o sonho acabou. Ou mudamos ou sumimos. Simples assim.

FONTE: http://sustentabilidade.estadao.com.br/blogs/dener-giovanini/crise-hidrica-que-crise-nao-existe-nenhuma-crise-hidrica/

McDonald’s está em decadência?

Por Altamiro Borges
 
Um dos símbolos do capitalismo mundial e do imperialismo ianque, a rede de fast-food McDonald’s está passando por um período de acentuado declínio. Nesta segunda-feira (19), o site da “Economist” divulgou longa reportagem sobre as dificuldades da multinacional – que engorda as crianças, estimula péssimos hábitos alimentares, abusa da publicidade infantil e esfola seus milhares de funcionários no mundo inteiro, entre outros crimes. A matéria aponta algumas das razões da queda nas vendas globais da empresa desde meados do ano passado.

“Os restaurantes da rede McDonald’s estão entre as maiores histórias de sucesso do capitalismo americano. Fundada num único estabelecimento simples em 1948, a ênfase da rede de fast-food no serviço rápido e no cardápio padronizado ajudou-a a se expandir para mais de 35 mil endereços em todo o mundo. O negócio foi rentável: depois de um período de instabilidade no início da década de 2000, o preço das ações da empresa foi de US$ 12, em 2003, para mais de US$ 100 ao final de 2011. Mas agora o McDonald’s perdeu o brilho. As vendas globais estão em queda desde julho”.
 
O que deu errado? – pergunta a Economist, porta-voz dos interesses do capital. Segunda a publicação, a atual crise do McDonald’s decorre de “problemas operacionais em todo o mundo. Em particular, a unidade asiática – responsável por quase um quarto da renda global da empresa – foi atingida por vários escândalos de vigilância sanitária. As vendas na China tiveram queda acentuada depois que revelou-se em julho que um de seus fornecedores usava carne bovina e de frango com o prazo de validade expirado. Mais recentemente, vários fregueses japoneses informaram ter encontrado pedaços de plástico e até um dente na comida”.
 
No ano passado, alguns estabelecimentos da rede na Rússia também foram fechados temporariamente por inspetores locais, “aparentemente como retaliação pelas sanções anunciadas por europeus e americanos contra o país em decorrência da intervenção militar na Ucrânia. Alguns políticos russos chegaram a pedir que a empresa fosse expulsa do país de uma vez”. Mas os problemas não ocorrem apenas nas filiais no exterior. O McDonald’s enfrenta dificuldades em sua própria casa, nos EUA.
 
“Há a concorrência de rivais do fast-food como Burger King, que aumentam sua fatia do mercado com uma versão mais simples e barata do cardápio do McDonald’s. E a rede sofre a pressão de restaurantes de padrão um pouco mais elevado e estética ‘casual’ como Shake Shack e Chipotle Mexican Grill, em rápido crescimento. Estes têm afastado os fregueses – principalmente os mais jovens – dos nuggets de frango do McDonald’s, por exemplo, ao oferecer comida de qualidade um pouco melhor, um alto nível de personalização e serviço parcial de atendimento nas mesas”.
 
Diante deste cenário preocupante – para a empresa e não para seus frequentadores -, Economist até dá alguns conselhos. “O McDonald’s parece ter duas opções: imitar rivais como Burger King e retornar às raízes, ou incrementar suas instalações e concorrer com nomes como Shake Shack. A rede parece tentar ambas as coisas… Enquanto tenta se reinventar, talvez a rede descubra que livrar-se de sua imagem tradicional será uma tarefa bem mais difícil”. E olha que a mídia venal – mundial e brasileira – protege um bocado a imagem desta gulosa multinacional.

FONTE: http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/01/mcdonalds-esta-em-decadencia.html

Crise financeira da UERJ: associação de docentes emite nota oficial

— C O M U N I C A D O   A S D U E R J —
Nota da Diretoria da Asduerj sobre crise da Universidade

Na última quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014, a comunidade universitária da UERJ viu eclodir uma situação que já se arrastava, em alguns casos, há três meses: a precariedade dos direitos trabalhistas e a ausência de pagamentos dos funcionários terceirizados dos setores da limpeza, segurança e manutenção, como efeito mais perverso da falta de orçamento da UERJ.

A Associação de Docentes da UERJ considera muito grave a situação de inadimplência da Administração com seus trabalhadores e trabalhadoras. Tão grave quanto a posição da Reitoria em não receber os manifestantes e adiantar o recesso acadêmico, fechando, antecipadamente, a UERJ que é o nosso espaço público.

Causa ainda mais preocupação a declaração de que as atividades na UERJ serão retomadas somente quando a situação for resolvida, mas sem apresentar datas ou planos de ação. Novamente ficamos no escuro, sem saber a real situação orçamentária da universidade e, na repercussão na mídia, somos nós os servidores da UERJ que entramos em greve.

O argumento apresentado para justificar tal crise – cuja origem é um déficit orçamentário que até então não tinha sido divulgado através de nenhum meio interno oficial, notadamente os Conselhos Superiores – é que o Governo do Estado teria tido problemas para complementar o orçamento da Instituição em função de graves problemas na arrecadação. Essa fala é individual do Reitor e não expressa a posição definida na última sessão do Conselho Universitário (Consun), órgão máximo de deliberação da Universidade. Em sua fala individual, o reitor não faz nenhuma menção aos milhões de reais gastos no estado do Rio de Janeiro com obras faraônicas, nem aos que deixam de ser arrecadados pela nefasta política de isenções fiscais às grandes empresas instaladas no estado.

No dia 10 de Dezembro de 2014, alguns docentes e funcionários administrativos desta universidade estiveram na Alerj, na votação doProjeto de Lei N° 2.912/2014 , emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que recuperava, através da inclusão do inciso XXV, do Art. 18 e do Art. 23, o Artigo 309 § 1 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro , que trata do repasse 6% da receita tributária líquida do Estado para as Instituições de Ensino Superior Estaduais. Esse projeto derrubaria o Veto do Governador Pezão (Ofício GG/PL Nº 239 ) que atualmente vem repassando apenas 3,5% para as três universidades estaduais, o que representaria um acréscimo de 900 milhões de reais no orçamento previsto para as universidades públicas estaduais em 2015. Diferente do esperado na ALERJ, onde o governo costuma ter maiorias expressivas, nessa votação a posição favorável ao governador obteve apenas 15 votos, contra 29 deputados que optaram pela derrubada do veto, expressando opinião favorável às universidades públicas. Infelizmente, dos 51 deputados presentes na seção de votação, 29 votaram a favor, 15 votaram contra e 4 que estavam presentes (Roberto Henriques, Gustavo Tutuca, Marcelo Simão, Zaqueu Teixeira) não votaram, por isso, permaneceu o veto do Governo, já que seriam necessários 36 votos favoráveis à supressão para qualificar o quorum e derrubar o veto à emenda à LDO.

Vale ressaltar que, mesmo com essa crise da UERJ, o Reitor não se articulou politicamente para que esse veto fosse derrubado e nem esteva presente à ALERJ para a defesa dos nossos interesses.

Acreditamos que a crise orçamentária que está sendo apresentada como justificativa para não aumentar o orçamento da UERJ e para não cumprir com as obrigações frente aos trabalhadores e trabalhadoras terceirizados é uma grave indicação do poder público de que dias piores virão para a educação estadual. Nesse cenário, a atuação individual do reitor subtrai dos Conselhos Superiores a efetiva gestão da universidade e nos enfraquece coletivamente na defesa desse patrimônio público que é a UERJ.

Nós, da diretoria da Asduerj, não aceitaremos soluções “baratas”, que comprometam direitos fundamentais, de um governo que insiste em retalhar o orçamento público para a educação. Nesse sentido, continuaremos a lutar pelos 6% do orçamento estadual para as universidades públicas do Rio, por condições dignas de trabalho para todos os trabalhadores da UERJ e pela melhoria das condições de funcionamento de nossa universidade.

Diretoria da Asduerj

Minas Gerais sente efeitos da queda de preços do minério de ferro

Por Raquel Faria

 

Área de impacto

A crise na mineração deve comprometer investimentos em Minas. Segundo Guilherme Leão, gerente de estudos econômicos do IEL, ligado à Fiemg, 70% dos projetos anunciados para o Estado nos próximos anos têm a ver com minério de ferro. E foram planejados quando os preços da commodity estavam em alta. Agora, muitos podem não sair mais do papel.

Sem estímulo

Entendidos em mineração avaliam que o início da operação Minas-Rio, da Anglo American, deve manter o volume da produção mineral do Estado em 2015, compensando as perdas com o fechamento de minas. E a subida do dólar vem amenizando a queda de preço. Mesmo assim, a perspectiva é de declínio do faturamento, o que desestimula investimentos no setor.

Desmobilização

A Vale já tem estudos de viabilidade de suas minas no novo cenário de mercado. Se os preços continuarem caindo, a desativação daquelas menos rentáveis será inevitável no médio prazo. Estima-se que a mineradora possa vir a paralisar até 50% de suas operações com ferro no Estado.

FONTE: http://www.otempo.com.br/minist%C3%A9rio-p%C3%BAblico-busca-sa%C3%ADda-1.963367

Ambientalista carioca alerta para riscos no abastecimento de água na região metropolitana do Rio de Janeiro

ECOLOGISTA ALERTA PARA O AUMENTO DOS RISCOS DE DESABASTECIMENTO PROLONGADO NA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO E QUESTIONA INEFICIÊNCIA DO PACOTE DE OBRAS APRESENTADO PELOS GOVERNOS DO RJ E SP PARA OBTER RECURSOS DO GOVERNO FEDERAL

poços captação

Com a manutenção preventiva da estação de tratamento de Guandu (ETA Guandu) prevista quarta feira, dia 19 de Novembro, que provocará desabastecimento temporário na Capital e em municípios da Baixada Fluminenses afetando a vida de milhões de pessoas e a economia fluminense, o ecologista e gestor ambiental Sérgio Ricardo alerta que “a presença de Algas CIANOFÍCEAS, CIANOBACTÉRIAS ou AZUIS, são só um pequeno detalhe dessa imensa “colcha de retalhos” que é a poluição contida nessa lagoa formada pelos rios Ipiranga, Queimados e dos Poços, cuja poluição é 100% arrastada para dentro da ETA Guandu,localizada no município de Nova Iguaçu e considerada a maior estação da América Latina. A vazão da lagoa não é maior que 2 m³/seg, sendo totalmente arrastada para dentro da ETA, pelos 45 m³/seg, que serão tratados.”

Ele alerta que “não existe precedente no mundo da presença perigosa e poluente de um distrito industrial antes do ponto de captação de água que abastece uma grande metrópole, como é o caso da cidade do Rio de Janeiro.”

 “Essa lagoa de captação de água operada pela CEDAE conta ainda, com a poluição orgânica oriunda do esgoto doméstico não tratado dessa bacia, com a poluição dos resíduos sólidos inadequadamente manejados (lixo doméstico) e com a poluição industrial, oriunda principalmente do distrito industrial de Queimados que fica situado antes (acima) da lagoa de captação de água que abastece diariamente milhões de pessoas, o que representa um elevado risco de acidente ambiental que poderá levar ao desabastecimento da população.”

“Uma ETA (Estação de Tratamento d’Água), não é dimensionada para retirar os contaminantes oriundos de efluentes industriais não adequadamente tratados, como uma ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), com seus processos biológicos, não está apta a retirar todos os contaminantes do chorume, como Metais Pesados, por exemplo.”

Para reduzir a vulnerabilidade hídrica da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Sérgio Ricardo, que foi membro do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Guandu, considera “prioritário a implantação do projeto de desvio da água da lagoa de captação da ETA Guandu, para jusante (depois) da Tomada d’Água da ETA Guandu: atualmente a CEDAE gasta R$ 40 milhões com a compra de produtos químicos para tratar a água poluída que chega dos 3 rios da Baixada à lagoa de captação da ETA Guandu e que após o tratamento é distribuída à população.” FOTO AÉREA EM ANEXO

O especialista em Políticas Públicas nas áreas de meio ambiente e de recursos hídricos, afirma que “o pacote de obras proposto pelos governos de São Paulo e do Rio de Janeiro, para obter recursos do Governo Federal estimados em conjunto em quase R$ 20 bilhões, não vai resolver a grave crise hídrica no Rio Paraíba do Sul: “os governos estaduais estão propondo apenas a realização de obras caríssimas e bastante demoradas que pouco contribuirão caso a estiagem se prolongue. Estas grandes obras são ineficientes diante de situações de estiagem como a que estamos vivenciando que tem grande probabilidade de continuar a ocorrer nos próximos anos, devido às mudanças climáticas.”

Entre as propostas alternativas às apresentadas pelos governos que poderiam contribuir de forma eficaz para reduzir a crise hídrica prolongada, Sérgio Ricardo destaca: “1) a necessidade de recuperação das bacias hidrográficas que encontram-se quase completamente desmatadas ao longo do rio Paraíba do Sul e seus afluentes; 2) maior investimento na construção de estações de tratamento de esgotos (poucos municípios fluminenses ao longo do Paraíba do Sul e do rio Guandu tem atualmente ETEs); 3) mudança do atual modelo de desenvolvimento com a revisão dos licenciamentos ambientais de empreendimentos industriais, agrícolas e imobiliários de grande porte que são grandes consumidores de água e de energia: o poder público precisa urgente exigir investimentos destes setores no reuso da água, conservação e eficiência energética, reflorestamento das matas ciliares dos rios, tratamento dos efluentes industriais etc. Nesta crise temos visto que a prioridade dos governos tem sido disponibilizar água para o uso industrial em detrimento do abastecimento das populações mais pobres que em diversos municípios no RJ e em SP há meses vêm sofrendo com a redução da água para consumo no cotidiano.”

“Sem reduzir (ou eliminar em definitivo) as atuais principais fontes de poluição que são conhecidas pelos órgãos públicos, infelizmente ações bem intencionadas como a de “manutenção preventiva” da ETA Guandu ou apelar à população para que reduza o consumo de água são medidas absolutamente paliativas, limitadas e ineficientes, é algo como enxugar gelo no deserto quente: vai continuar faltando água”, conclui.

MMX em estado de insolvência. E ela não é a única empresa atingida pela queda do preço do minério de ferro

O jornal Folha de São Paulo publicou hoje uma matéria dando conta que a MM(X) de Eike Batista teve um prejuízo de R$ 1,89 bilhão no segundo trimestre de 2014 (Aqui). Esse prejuízo se dá num momento em que a empresa se encontra em recuperação judicial e está sem nenhuma produção nas minas de ferro em Minas Gerais. 

A matéria traz ainda uma informação igualmente relevante no tocante aos problemas sendo vivenciados pelo minério de ferro cujo preço está em queda, tendo saído de 120 para 80 dólares por tonelada, a menor cotação para esta commodity mineral desde de 2009.  Esse contexto fortemente negativo também impactou a Vale que anunciou um prejuízo de R$ 3,4 bilhões por causa da queda do preço do minério de ferro. 

Mas voltando à situação da MM(X), a situação técnica da empresa é hoje de insolvência, apesar das negativas dos advogados da empresa, já que hoje possui um patrimônio negativo de de R$ 563 milhões. Triste destino de uma das últimas empresas ainda controladas pelo ex-bilionário Eike Batista.

Os problemas causados pela baixa cotação do minério de ferro também atingem a Anglo American que investiu pesado na construção do mineroduto Minas-Rio, com um custo declarado de fabulosos R$20 bilhões, e hoje vê todo o investimento feito sob risco, dadas as incertezas que cercam hoje o mercado mundial (Aqui!). Por exemplo, o propalado embarque do primeiro carregamento da Anglo American no Porto do Açu, declarado como tendo sido de 80.000 toneladas, teria rendido magros (para a proporção do investimento feito) US$ 6,4 milhões, antes dos devidos descontos com custos operacionais e impostos. Assim, não vai ser nenhuma surpresa se a Anglo American decidir num futuro próximo se desfazer do mineroduto. A ver!

‘Única alternativa para a falta d´água em SP é rezar’, diz engenheiro

Comunidade Sistema Cantareira/ CC

Professor da Unicamp afirma que engenharia não dispõe mais de meios para suprir e impedir que os principais reservatórios do estado sequem completamente, o que resultará em problemas diversos

Da Rede Brasil Atual

O professor da Unicamp Antônio Carlos Zuffo, especialista em recursos hídricos, alerta que a engenharia já esgotou sua capacidade de solucionar a crise de abastecimento de água que atinge o estado de São Paulo, e que só resta aos paulistas apelar para a espiritualidade. “Se não ocorrer chuva, a solução que nós temos no curtíssimo prazo é voltar a fazer novena e procissão pedindo chuva porque a engenharia não dispõe mais de meios.”

O nível do reservatório Cantareira, que abastece grande parte da capital, bateu novo recorde negativo na quinta-feira (8), e chegou a 5,3% de sua capacidade total.

Zufo, ouvido pela TVT, aponta que o estoque de água do Cantareira é alarmante, e que, pelos seus cálculos, o reservatório do chamado volume morto vai secar por volta dos dias 13 ou 14 de novembro. Ainda segundo o professor, as obras anunciadas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) como forma de solucionar o problematrarão soluções efetivas apenas daqui a quatro ou cinco anos.

De acordo com o MPE, a Sabesp já conhecia o risco da estiagem que afeta o abastecimento desde 2012, pois, em relatório à bolsa de Nova York, reconhece o risco de uma estiagem como a atual.

Sobre os riscos para a saúde da população, Antônio Carlos Zuffo acredita que “se diminuir a disponibilidade hídrica para a população, é claro que vai haver aumento de problemas de saúde, principalmente doenças gastrointestinais”.

Além da própria falta de água para consumo humano, a crise no abastecimento, criada a partir da falta de planejamento do governo estadual, poderá causar graves problemas em outros setores.

Cenários

Segundo Zuffo, as consequências do desabastecimento devem atingir também a atividade econômica em curto prazo. “Primeiro, com a paralisação da produção industrial, seguida por desabastecimento de produtos nas prateleiras e demissões nas fábricas, causando portanto um problema social. E com o desemprego vem a violência, que nós já conhecemos”, prevê o professor.

Ele finaliza lembrando que faltou ao governo do estado atentar para os muitos sinais de que a atual crise já havia sido prevista, inclusive pela própria Sabesp, que em 2012 alertou a seus acionistas, em Nova York, que a situação caminhava para a escassez de recursos.

“A renovação da outorga de captação de água do sistema Cantareira, em 2004 – a resolução conjunta entre a Agência Nacional de Águas e o Departamento de Águas e Energia Elétrica, órgão estadual – previa uma curva de aversão ao risco, que permitiria controlar a quantidade de água a ser retirada do sistema. Se esse alerta de risco tivesse sido obedecido nós não estaríamos nesta situação hoje”, conclui.

FONTE: http://www.brasildefato.com.br/node/30114