
Diretor do DCE, Bráulio Fontes, disse que não descarta outras manifestações
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O Governo do Estado, mais uma vez, descumpriu uma promessa feita à Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e negou a liberação de recursos que garantiriam a equiparação das bolsas concedidas aos alunos de Campos com as que são pagas aos estudantes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). O compromisso do Governo em aumentar o valor do auxílio-cota dos estudantes e ainda a majoração das bolsas de apoio acadêmico foi a maior motivação do retorno dos professores às atividades e do fim da greve de fome dos estudantes, no final de junho.
A justificativa da impossibilidade de conceder o reajuste foi comunicada pela secretaria estadual de Planejamento e Gestão através de ofício, que ainda informou sobre um possível corte de orçamento na Universidade. “Não temos no Estado um cenário que nos permita um acréscimo de recurso ora pretendido pela Uenf, e mais, considerando a necessidade de obtermos o equilíbrio nas contas públicas de que trata a Lei de Responsabilidade Fiscal, estamos antevendo a necessidade de promover um provável contingenciamento orçamentário, no que trata dos recursos do Tesouro, que afetará, inclusive, o orçamento daquela Universidade”.
O presidente da Associação de Docentes da Uenf, Luís Passoni, criticou o posicionamento do Governo. “Temos a sensação de que o Governo não gosta da Uenf. O Estado não só deixa de cumprir mais uma promessa, mas resiste na política de privilegiar as universidades da capital e desmerecer as do interior. Além disso, ainda tenta, e consegue, estrangular o orçamento da Uenf”, ponderou.
Outras manifestações
Na próxima segunda-feira, 11, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) irá se reunir para definir que posicionamento tomar diante da negativa do Governo. O diretor do DCE, Bráulio Fontes não descartou a possibilidade de nova greve e manifestações. “Eu estivesse pessoalmente com o governador Luiz Fernando Pezão e, na ocasião, ele se comprometeu a não medir esforços para atender nossa reivindicação. Das duas uma: ou ele não tem palavra, ou realmente não tem forças dentro do seu próprio governo”, desabafou.
O presidente da Aduenf avaliou criteriosamente a situação. “Por um lado o Governo anuncia o corte de verbas e, por outro propõe a presença de policiais no campus, o que ainda não foi aprovado. Isso mais me parece um plano macabro. Pode ser só coincidência, mas caso o Proeis seja aprovado, será também uma forma de criar a repressão necessária para enfraquecer ou impossibilitar a realização de manifestações. Com certeza, teremos mais dificuldades em fortalecer nossos movimentos”, disse Passoni.
Fonte: http://www.odiariodecampos.com.br/estado-nao-libera-recursos-para-uenf-reajustar-bolsas-13856.html