Ontem no campus da UENF, os estudantes que aguardavam informações sobre o que ocorria na reunião às portas fechadas em que o (des) governador Pezão ouvia as demandas dos sindicatos, resolveram prestar uma “homenagem” ao chefe do executivo estadual. Esperemos que ele tenha entendido o recado bem dado, e pare de enrolar a comunidade universitária da UENF.
DCE/UENF
(Des) governador Pezão visita UENF, mas se esconde da comunidade universitária
A aguardada visita do (des) governador Luiz Fernando Pezão acabou ocorrendo, mas daria na mesma se não tivesse. É que ao invés de se reunir publicamente com as centenas de pessoas que estavam no campus Leonel Brizola para ouvir dele as propostas que serão apresentadas para resolver os graves problemas salariais que afligem professores e servidores técnicos, Pezão usou parte do seu tempo para desqualificar as negociações que deverão ocorrer na Assembléia Legislativa quando finalmente forem enviadas as mensagens para as categorias de servidores que receberam algum tipo de benefício.
Essas posições foram apresentadas à portas fechadas com representantes das diferentes categorias que foram a comunidade da UENF, enquanto do lado de fora professores, servidores e estudantes aguardavam as boas notícias que, ao final, acabaram não saindo.
O interessante é que quando se apresenta para inaugurações e outros tipos de ações de autopromoção, Pezão não escolhe ficar trancado a quatro chaves. Mas o mais lamentável é que tendo a oportunidade de ter uma conversa franca e aberta, utilizando o centro de convenções da UENF, Pezão acabou recebendo as lideranças sindicais num prédio que, ironicamente, possui apenas uma porta de entrada e saída.
Mas uma coisa é certa: Pezão perdeu uma excelente oportunidade para melhorar um pouco a péssima imagem que seu (des) governo tem dentro da UENF neste momento.
Abaixo algumas cenas das manifestações que ocorreram hoje no campus da UENF.
Na expectativa da visita do (des) governador Pezão, reitoria manda embelezar entorno do bandejão da UENF
Parece que vale aquela máxima de “embelezar a noiva”, pois a reitoria da UENF está realizando uma ampla faxina e embelezando o entorno do bandejão da UENF para a suposta visita do (des) governador Luiz Fernando Pezão, provavelmente na parte da tarde desta sexta-feira (06/06).
A questão agora é que como essa visita se tornou pública, o maior problema que a reitoria vai enfrentar não está no campo do embelezamento, mas sim de como explicar aos estudantes que comida que é bom mesmo, só depois que uma empresa privada for licitada para vender as refeições. E ai é que o problema vai mesmo começar, pois os estudantes já tem a perfeita noção de quanto custa a alimentação em outras universidades públicas brasileiras.
Em suma, pode até embelezar, mas se não entregar comida de qualidade e a preços acessíveis aos estudantes, essa eventual visita do (des) governador Pezão vai ser apenas o marco inicial de uma longa dor-de-cabeça para os gestores da UENF.
Jornal do Brasil faz ampla matéria sobre greve na UENF
Professores, funcionários e alunos da UENF pedem melhorias
O presidente da Associação dos Docentes da Uenf (Aduenf), Luis Passoni, disse que a principal questão discutida foram os 6% obrigatórios da receita estadual investida no ensino superior “O grande debate foi o financiamento das universidades que passa pela constituição do estado e o governo vem desrespeitando os 6%. O estado mal aplica 1%, por isso que falta infraestrutura, existe má remuneração, impossibilidade de contratar novos profissionais , não tem nem candidato para os concursos”, denuncia Passoni.
Segundo a assessoria da Alerj, as reivindicações dos professores serão encaminhadas para o governador e será convocada uma nova reunião, onde será pedida a presença das reitorias, sindicatos e do executivo. Foi mencionada a questão das reivindicações estudantis que também entrarão na pauta.
Os professores da UENF estão em greve há mais de dois meses, e buscam especialmente corrigir perdas salariais e resolver a questão da dedicação exclusiva. A Uenf tem 100% de seus doutores dedicados exclusivamente a função de professor, porém, eles não ganham a porcentagem relativa a isso que profissionais de outras universidades estaduais ganham.
Os professores querem o pagamento dos 65% que correspondem ao regime exclusivo e reposição de 86,7% das perdas salariais que acontece desde 1999. Segundo o assessor da Aduenf, as negociações estão acontecendo há três anos mas nenhum acordo foi cumprido. “O governo até agora, finalizou uma pequena reposição de 35 a 39%, mas não apresentou um documento oficial, tudo é negociação informal. Os professores chegaram a suspender a greve por 15 dias a para formalizar isso e enviar para a Alerj a proposta, mas nada aconteceu”, comentou.
“O nosso principal problema é o governo não repassar essas propostas para a Alerj votar. Em junho do ano passado, o governo prometia para setembro repassar a proposta e foram mudando os prazos, até que em março entramos em greve. Depois disso, o Secretario de Ciência e Tecnologia [Tande Vieira] disse que se encerrássemos a greve, iria repassar a proposta. Mas não fez isso. Isso mostra a completa incapacidade do governo em cumprir seus próprios prazos, e aí retomamos a paralisação”, comenta Passoni.
Além dos professores, os técnicos administrativos aderiram à greve. Os alunos também tem suas próprias reivindicações. Num vídeo postado no Youtube, o estudante Braullio Fontes da coordenação do DCE/UENF, explica a situação dos estudantes e suas propostas. Eles querem aumento das bolsas auxílio, um restaurante universitário e alojamento estudantil. Os estudantes estão ocupando diversas áreas da Universidade, como forma de pressionar a direção, que como Braullio diz no vídeo, se recusa a receber os estudantes. “Nós conseguimos só promessas da reitoria. Promessas de aumento das bolsas e de funcionamento do restaurante universitário. A reitoria ignorou a nossa demanda por moradia, então começamos um processo de ocupação.
Os estudantes estão acampando em diversos locais da universidade e reclamam que a reitoria não cumpre sua parte em aceitar os projetos e direcioná-lo para o governo do estado. Estamos ocupando o um pavilhão de sala de aula, que não tem função, está inaugurado a oito meses mas ainda não está sendo utilizado. Comporta 90 estudantes, e quando fomos ocupar esse espaço ocupamos ameaça da reitoria,de jubilamento de sindicância interna, e reintegração de posse”, denuncia Braullio.
A Reitoria respondeu que considera justos todos os pleitos dos estudantes (auxílio-moradia, funcionamento do restaurante universitário e aumento das bolsas auxílio-cota) e está dando encaminhamento a todos eles. “A proposta de auxílio-moradia, discutida com a participação do Diretório Central dos Estudantes (DCE), foi aprovada ontem no Colegiado Executivo (COLEX) e neste momento está sendo analisada pela Assessoria Jurídica da Universidade. Em seguida, deverá ser encaminhada ao Conselho Universitário (CONSUNI). Se aprovada, deverá ser encaminhada ao Governo para que seja feita a dotação orçamentária”, esclareceu em nota a assessoria da universidade.
Ainda segundo a nota, o Restaurante Universitário será colocado em funcionamento a partir do 2º semestre letivo de 2014 e os valores das bolsas de auxílio-cota serão aumentados para R$ 400 a partir do retorno das aulas.
Sobre as ocupações dos estudantes dentro do campus, a reitoria disse que viu com surpresa a decisão dos estudantes, porque os encaminhamentos para melhorias estão sendo feitos. “Sobre o caso do Centro de Convivência e do Pavilhão de Aulas (P-10), há que se observar que a construção foi o resultado de uma longa luta para a ampliação das salas de aula da UENF e que o prédio não foi planejado e não tem segurança para atender à função de moradia estudantil, uma vez que foi construído exclusivamente para abrigar salas de aula. Sua inauguração ainda não pôde ser concretizada porque o P-10 aguarda a complementação da infraestrutura e o imobiliário necessário para o seu funcionamento” consta numa nota no site da instituição.
*Do programa de estágio do JB
Dirigente do DCE/UENF explica rumos da ocupação estudantil e pressões feitas pela reitoria da UENF
O estudante de Engenharia Civil, Braullio Fontes, é uma das figuras mais destacas no processo de luta realizado pelo Diretório Central de Estudantes da UENF dentro da greve que ocorre na universidade. No vídeo abaixo, Braullio explica o que vem sendo feito pelo movimento de ocupação estudantil e da postura adotada pela reitoria da UENF em relação ao processo de luta adotado pelo DCE.
Estudantes ocupam quiosque abandonado e fundam a primeira moradia estudantil no campus da UENF
No dia 23 de Novembro de 2013 lembrei neste blog (Aqui!) que um quiosque de custo milionário se encontrava abandonado no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), numa demonstração inaceitável de desperdício do dinheiro do contribuinte fluminense. Pois bem, esse desperdício acaba de ser resolvido pelo comando de greve dos estudantes que resolveu ocupar o quiosque milionário para transformá-lo na primeira moradia estudantil da UENF.



Como se sabe no campus da UENF, menos ao que parece dentro da reitoria, a questão da moradia é um dos elementos cruciais para garantir a permanência de estudantes vindos de famílias pobres dentro da instituição. Agora com essa medida o que se espera é que o (des) governo do Rio de Janeiro comece a entender que o movimento estudantil da UENF não está brincando de fazer greve, e que a ação direta é o principal instrumento que os estudantes estão utilizando para levar suas justas demandas adiante.
E não custa nada lembrar que a pauta dos estudantes inclui, além da moradia, a equiparação do valor auxílio cotista ao que é praticado na UERJ (de R$ 300 para R$ 400) e a abertura imediata do bandejão cuja construção se estende desde novembro de 2008!
Finalmente, há que se lembrar que o atraso do pagamento das bolsas estudantis, que só deverá ocorrer no dia 21/05, motivou o fechamento do campus da UENF no dia 13/05.
Movimento estudantil da UENF presta contas sobre suas ações de greve
31 dias Ocupação Estudantil Reitoria UENF! A luta não para!
Ontem (07/05) estivemos na Alerj, dialogando com nossos representantes do Legislativo Estadual, passando a luta pela educação pública, popular e de qualidade para todos.
Audiência pública período da manhã sobre a FENORTE/UENF, muito produtiva! Tarde nos Gabinetes dos Deputados Estaduais + Sessão Plenária com muitas intervenções sobre a situação da UENF e leitura da nossa carta aberta da Ocupação Estudantil pela Deputada Janira Rocha!
-Aumentos das Bolsas de assistência estudantil
-Bandejão Já
-Auxílio moradia 400 reais para 1300 estudantes UENF
+ASSISTÊNCIA -EVASÃO
FONTE: https://www.facebook.com/groups/314837891891569/724097070965647/?notif_t=group_activity
Alguém avise o (des) governador Pezão que os estudantes da UENF também estão em greve

Em sua entrevista no Programa Panorama Continental e que foi ao ar nesta segunda-feira (28/04), o (des) governador Luiz Fernando Pezão exigiu o fim da greve dos professores para negociar a solução das pendências salariais que ele prometeu resolver em Setembro de 2013 dizendo que esta prejudica os estudantes.
Pois bem, um assessor menos desavisado deveria informar ao (des) governador Pezão que os estudantes também estão em greve por uma pauta que inclui a abertura do restaurante universitário, o aumento do valor do auxílio-cotista e a criação de um auxílio-moradia que permite principalmente aos estudantes pobres a permanecerem na UENF, em vez de abandoná-la por falta de condições econômicas de estudar.
E se o (des) governador Pezão não quiser acreditar no que eu escrevo, posto abaixo vídeo produzido pelo Diretório Central dos Estudantes da UENF para explicar os motivos da greve dos estudantes.
(Des) governador Pezão falará hoje sobre a greve na UENF na Rádio Continental de Campos
Recebi a informação de que o (des) governador Luiz Fernando Pezão será entrevistado nesta segunda-feira no programa Panorama Continental que é transmitido pela Rádio Continental de Campos, e que ele será perguntado sobre a greve na UENF!
Para acessar o site online da Rádio Continental de Campos basta ir para o endereço http://www.radiocontinentalam.com.br/.
Ah! O programa que vai ao ar a partir das 10 horas recebe perguntas para o entrevistado ao vivo!
Eu particularmente espero que quando perguntado, o Sr. Pezão não esqueça que foi comunicado dos problemas salariais da UENF numa reunião realizada em setembro de 2013, quando se coomprometeu a oferecer uma solução após o transcurso de 7 dias. Sete meses depois, a greve continua sem perspectivas de solução.
E então Pezão, vai ajoelhar?
Imerso em problemas, Pezão ignora greve na UENF
A greve iniciada pelos professores da UENF em 12 de março continua sem qualquer perspectiva de solução por parte do novo (velho) governo do Rio de Janeiro. Essa é uma situação curiosa, pois em todos os contatos que são feitos na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, seja na base do governo ou na oposição, a crise salarial existente na UENF é vista como de solução pacífica, faltando apenas que o executivo envie o projeto de lei.
Mas passados mais de 40 dias desde o início da greve geral que engloba todos os setores da UENF, não há nem sinal de que uma proposta está para ser enviada, o que prolonga a greve de forma quase inercial.
Essa postura do (des) governo estadual acaba contribuindo para um esgarçamento de relações e deixa a reitoria da UENF numa posição de “sitting duck”, o que em bom português significa dizer que os dirigentes institucionais, visto como impotentes e incompetentes, amargam boa parte d desgaste causado pela falta de soluções. Mas quem é quem mandou que os dirigentes institucionais se comportassem como agentes do (des) governo estadual? Estão colhendo apenas os frutos amargos de sua própria política de subserviência ao executivo estadual!
Agora no que interessa aos sindicatos, a disposição para manter a greve continua firme e forte. Tanto isto é verdade que hoje o campus da UENF foi novamente lacrado pela manhã, deixando o campus literalmente vazio. Se isso não simboliza o descaso de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão com o destino das universidades estaduais, eu não sei que simbolizaria.
Depois os apoiadores do (des) governo estadual não me venham dizer que essa é uma greve eleitoreira, ou se sintam perseguidos se Pezão tiver que assistir de longe candidatos como Lindbergh Farias e Anthony Garotinho sendo recebidos para apresentarem seus programas de governo para a comunidade da UENF.













