Justiça suspende demissões da Universidade Metodista de São Paulo

Justiça suspende demissão de professores da Universidade Metodista de São Paulo

Ação do Sindicato dos Professores do ABC – Sinpro ABC foi acatada parcialmente

A 8ª Vara do Trabalho de São Bernardo do Campo deferiu, nesta terça-feira (09/01), parecer parcialmente favorável à Ação Civil Pública com pedido de liminar proposta pelo Sindicato dos Professores de Santo André (Sinpro ABC), suspendendo a dispensa dos empregados, nos moldes em que esta era procedida. 66 docentes (50 do ensino superior e 16 da educação básica) haviam sido demitidos, até a data da distribuição da ação.

A ação do Sinpro ABC solicitava a suspensão das demissões e de possíveis novas dispensas; readmissão dos professores demitidos; pagamento dos vencimentos atrasados; abstenção de novas demissões coletivas; e informação nominal de possíveis novos demitidos e as razões dos motivos do desligamento.

Na decisão, a juíza Dra. Valéria Pedroso de Moraes deu como suspensas as demissões, solicitando que, em um prazo de cinco dias, a mantenedora da instituição informe nominalmente ao Juízo o nome dos professores demitidos, além daqueles que podem ser futuramente dispensados, inclusive esclarecendo o motive de cada uma das demissões. Também fica estipulada multa de 10 mil reais por profissional a partir de agora dispensado, a impossibilidade de novas demissões coletivas sem prévio aviso e negociação com o sindicato da categoria.

A conclusão do parecer da juíza pode ser acessada, na íntegra, neste link.

Contexto: demissões em massa em dezembro de 2017

A Universidade Metodista de São Paulo, referência em educação na região do ABC paulista, demitiu em dezembro passado cerca de 70 professores, mestres e doutores, das três unidades localizadas na cidade de São Bernardo do Campo (SP). Dentre os cursos afetados estão a graduação e a pós-graduação (mestrado e doutorado) de Administração, Psicologia, Ciências da Religião e Comunicação, um dos mais atingidos pelas mudanças.

“Muitos alunos estão perdendo seus orientadores, provocando insegurança na comunidade acadêmica devido à dimensão do problema que a universidade vem passando. No mestrado em Comunicação, por exemplo, há teses a serem defendidas nos próximos meses e alunos que seriam encaminhados ao exterior por seus orientadores para cursar o doutorado. As demissões têm sido arbitrárias e não demonstram respeito por esses profissionais. Trata-se de mais um exemplo de descaso com a educação e com a produção científica no País”, afirma Carlos Ferreira, representante dos alunos da pós-graduação em Comunicação da Metodista.

O curso de pós-graduação em Comunicação Social, que faz 40 anos em 2018 e é referência em pesquisa científica na área, foi praticamente “desmontado” após as demissões. Todos os professores dispensados possuem título de doutorado e extensa produção científica. Aproximadamente 90% do corpo docente do mestrado e do doutorado em Comunicação foi demitido.

A instituição alega corte de gastos e perda de 3 mil alunos para justificar as demissões. Funcionários e docentes alegam estar recebendo os salários com atraso há meses e, em alguns casos, o FGTS não é depositado desde 2015.

Outras universidades no País passam por crises semelhantes a da Metodista de São Bernardo do Campo. No Rio de Janeiro, a Universidade Estácio já demitiu centenas de professores. Na Unimep, Universidade Metodista de Piracibaca (SP), o cenário é parecido. O Centro Universitário Sant’Anna, de São Paulo (SP), também passa por crise, prejudicando as atividades acadêmicas de de vários alunos.

Informações e fontes: Carlos Ferreira 11 94817 1999,  Renata Nascimento 11 99648-9757

Beneficiados ameaçam com demissões se farra fiscal for suspensa

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) tem ventilado o número de 100.000 novos empregos que teriam sido gerados pela farra fiscal promovida a partir do primeiro mandato do ex (des) governador e atual hóspede do complexo prisional de Bangu, Sérgio Cabral (Aqui!).

Não é que agora 199 empresas beneficiadas pela farra fiscal estão ameaçando com 45.122 demissões caso as “generosidades” fiscais sejam suspensas! 

Então, para que todos possamos entender melhor qual foi o benefício real dos quase R$ 200 bilhões de recursos públicos colocados nessas empresas que agora ameaçam demitir quase a metade dos postos de trabalho que todo esse investimento supostamente geraram.

Mas não deixe de ser interessante notar que essa ameaça de demissão em massa acontece mesmo antes que seja instalada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para apurar o que de fato ocorreu na farra fiscal promovida por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. Imagine-se o tipo de pressão que ocorrerá caso essa CPI seja realmente instalada!

Para maiores informações sobre a posição das empresas beneficiadas pela farra fiscal, basta clicar  (Aqui!).

Segundo aliados de Francisco Dornelles, mudança na LDO visa sim a demissão de servidores concursados

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A coluna “Informe” do jornal O DIA publicou no início da tarde desta 4a. feira uma notícia que é um daqueles “segredos” mais do que conhecidos da política fluminense. É que segundo o que escreve o jornalista Paulo Cappelli, a mudança que está sendo votada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro  (Alerj) da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016 tem como objetivo a demissão de servidores concursados (ver reprodução da matéria abaixo).

INFORME O DIA

Esse momento de sinceridade de aliados não identificados do governador em exercício Francisco Dornelles desmente o que disse ontem em plenário, o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB), de que a redução do orçamento de 2016 não teria como objetivo pavimentar o caminho para as demissões de concursados. 

Até aí nenhuma surpresa, pois o que se fala em plenário normalmente não se escreve, e o que vale mesmo é o poder da caneta que está nas mãos do executivo, neste caso nas de Dornelles.

Agora, o que o jornalista Paulo Cappelli “esqueceu” de mencionar é de que a aludida permissão para a demissão de servidores concursados que está presente na Lei de Responsabilidade Fiscal  (LRF) determina que primeiro sejam demitidos os ocupantes de cargos comissionados e servidores terceirizados para depois se chegar nos concursados. E com um agravante nesse “esquecimento”. É que a LRF também estabelece que entes federativos que possuem fundos próprios de previdência não podem contar o pagamento de pensões e aposentadorias como gastos com pessoal. Como no caso do estado do Rio de Janeiro há o RioPrevidência, a pretensão de se demitir servidores concursados com base no estabelecido na LRF é, acima de tudo, ilegal.

Como tanto o jornalista como suas fontes anônimas sabem disto, suponho que a divulgação dessa intenção “secreta” seja apenas para causar ainda mais dissabores a Jorge Picciani que se tornou uma “personna non grata” para Francisco Dornelles e seus apoiadores, principalmente após a queda para cima de Júlio Bueno. 

Enquanto isso, os servidores estaduais continuam sua sina de não saber quando vão receber seus salários e aposentadorias e, de quebra, ainda têm de conviver com o espectro das demissões.  E isso tudo às vésperas dos Jogos Olímpicos de isenções fiscais bilionárias e obras caras e inacabadas!

Anglo American demite centenas de trabalhadores em Conceição do Mato Dentro

boletim forte

A possibilidade que a Anglo American venda suas operações no Brasil já vem sendo anunciada desde que Cynthia Carroll foi demitida do cargo de CEO da empresa. É que uma das causas da sua demissão estão as bilionárias perdas que foram causadas pela aquisição das minas de ferro em Conceição do Mato Dentro e do mineroduto Minas-Rio.

Agora que os preços mundiais do minério de ferro estão deprimidos a Anglo American está adotando a cartilha conhecida para manter seus lucros bilionários: vendas de ativos problemáticos e demissões de trabalhadores.

Como a Anglo American é a principal parceira da Prumo Logística no Porto do Açu, pode ser que as demissões que estão ocorrendo no lado de lá do mineroduto Minas Rio cedo ou tarde tenham efeitos igualmente perniciosos para os trabalhadores e para as comunidades locais em São João da Barra.  E aviso que não se trata de torcer contra o Porto do Açu ou, menos ainda, desejar que o sofrimento já imposto ao povo sanjoanense em nome de um suposto processo de desenvolvimento seja ampliado.  Nada disso! Trata-se apenas de ligar os pontos e fazer um prognóstico. 

Metabase paralisa mina em Conceição do Mato Dentro para protestar contra demissões na Anglo American  

Os diretores do Sindicato Metabase de Itabira e Região estão desde ontem, 3 de fevereiro, em Conceição do Mato Dentro em manifestação contra a Anglo American que ameaça demitir aproximadamente 400 trabalhadores. Alguns, inclusive, já começaram a fazer as homologações rescisórias esta semana.O presidente do Metabase, Paulo Soares de Souza (PSB) se reuniu com os trabalhadores nesta quinta-feira, parou os ônibus que iam para a mina e discursou a favor da manutenção do emprego.

Segundo informações divulgadas pela diretoria do Metabase, a Anglo está abrindo um “pacote de terror” ao iniciar uma demissão em massa.  “Após os trabalhadores terem contribuído com seu suor, concordarem com reajuste salarial abaixo da inflação no último Acordo Coletivo de Trabalho, abriram mão da jornada de 6hs nos turnos de revezamento em troca da empregabilidade, a empresa vem com seu pacote de terror efetuando demissão em massa nas minas de Conceição do mato Dentro”, divulgou a direção da entidade.

Para o Metabase de Itabira e Região, não há justificativa para as demissões na Anglo American. Segundo a entidade, a própria empresa apontou um cenário de recuperação nas vendas e no preço do minério de ferro no ano passado, o “que torna ainda mais injustificável as demissões”.

FONTE: http://www.viacomercial.com.br/anglo-american-sindicato-metabase-protesta-contra-demissoes-em-conceicao-do-mato-dentro/#prettyPhoto

Campanha pela readmissão do garis demitidos por Eduardo Paes

PELA READMISSÃO DE BRUNO DA ROSA, CELIO VIANA E DEMAIS GARIS DEMITIDOS!
Chega de perseguição política na COMLURB!

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A COMLURB demitiu Bruno da Rosa e Célio Viana, duas das principais lideranças das greves dos garis do Rio de Janeiro. Uma decisão que reflete o desejo do prefeito de acabar com a organização dessa categoria. Com essa demissão política, Eduardo Paes (PMDB) tenta destruir o novo sindicalismo combativo que está surgindo em meio às greves.

Há várias semanas denunciamos as perseguições contra os ativistas que estiveram à frente da greve; interditos proibitórios, inquéritos, fraude na eleição da CIPA de Piedade e transferências de local de trabalho. Infelizmente a direção do sindicato do Asseio nada fez contra essa perseguição política e abandonou os ativistas da greve.

Nada disso intimidou os trabalhadores. Nada fez recuar a combatividade da categoria. Reuniões por gerência mantiveram a união e a organização das lideranças grevistas. Isso assustou Eduardo Paes e Vinicius Roriz, por isso essa medida extrema.

Demitiram Bruno e Célio alegando faltas no período de greve, quando o acordo prevê inclusive compensação dos dias sem desconto no salário. Outra alegação foi atuação nos piquetes e atividades da greve, como se ainda estivéssemos nos anos de chumbo quando o livre direito de manifestação era considerado subversão. Outros ativistas também foram demitidos sob mesma alegação. Trata-se de uma atitude ditatorial de Eduardo Paes em claro desrespeito às leis trabalhistas e ao direito de greve, ferindo os direitos humanos e a dignidade do trabalhador. Uma prática rotineira na atual gestão, transformando nossa cidade numa “terra sem lei”. Arbitrariedades iguais são cometidas contra Professores, moradores de comunidades, etc.

Não vamos aceitar nenhuma perseguição política! Exigimos a readmissão de Bruno, Celio e de todos os demitidos. Nos próximos dias estaremos panfletando as principais gerências da COMLURB e coletando assinaturas por meio de um abaixo-assinado contra demissões e perseguições.

Nossa proposta é uma campanha unificada contra as demissões em conjunto com sindicatos, centrais sindicais, partidos e parlamentares de esquerda, entidades estudantis e organizações democráticas da sociedade.

Entendemos que os trabalhadores devem ficar alertas contra esses abusos, preparando uma nova mobilização da categoria. Por isso exigimos do Sindicato do Asseio uma assembleia geral de todos os trabalhadores da COMLURB. Exigimos da UGT, a central a qual o sindicato é filiado, que se some a essa campanha em defesa dos garis demitidos.

UNIDOS PRA LUTAR
CORRENTE SOCIALISTA DOS TRABALHADORES/PSOL

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MODELO DE MOÇÂO

PELA READMISSÃO DE BRUNO DA ROSA, CELIO VIANA E DEMAIS GARIS DEMITIDOS!

Chega de perseguição política na COMLURB!

O _________ (sindicato/entidade) repudia a decisão do presidente da COMLURB e do prefeito Eduardo Paes (PMDB) de demitir Bruno da Rosa e Célio Viana, duas das principais lideranças das greves dos garis. Trata-se de uma atitude ditatorial em claro desrespeito às leis trabalhistas e ao direito de greve, ferindo os direitos humanos e a dignidade do trabalhador.

Além disso, há uma evidente perseguição política contra Bruno, Célio e inúmeros outros ativistas que também foram demitidos: interditos proibitórios, fraude na eleição da CIPA de Piedade, transferências de local de trabalho. Um evidente prática anti-sindical.

Solicitamos a readmissão de todos os demitidos. Exigimos o fim das perseguições políticas a todos os trabalhadores que atuaram na greve.

Enviar para:
1) Casa Civil da prefeitura do Rio de Janeiro,
Endereçada ao prefeito Eduardo Paes e ao vice-prefeito Adilson Pires:
imprensa.cvl@gmail.com

2) COMLURB
Endereçada ao presidente da Companhia, Vinicius Roriz: comlurb_pce@rio.rj.gov.br

FONTE: http://www.cstpsol.com/viewnoticia.asp?ID=717

Mídia empresarial em crise financeira: Folha de São Paulo demite 50 profissionais e põe culpa na economia

Editor-executivo da Folha repete discurso de 2013 e culpa momento econômico por demissões

Assim como ocorrido em 2013, o editor-executivo da Folha de S. Paulo, Sérgio Dávila, voltou a relacionar o momento econômico brasileiro e a consequente queda de anúncios publicitários às recentes demissões de profissionais da redação do diário. Em carta direcionada aos jornalistas na tarde de segunda-feira, 13, o gestor afirmou que a redução no quadro de funcionários faz parte “ajustes em sua equipe”.

“A redução é efeito da crise econômica que afeta o país e atinge a publicidade”, escreveu o editor-executivo ao se dirigir aos colaboradores. Com outras palavras, a afirmação vai ao encontro do episódio de junho de 2013, quando outra série de demissões atingiu a redação. “O fraco desempenho da economia e seu reflexo na publicidade dos jornais obrigaram a Folha a fazer ajustes pontuais em suas despesas, com corte de vagas de trabalho”, afirmou Dávila dois anos atrás.

O posicionamento oficial de Dávila é divulgado na semana seguinte aos cortes promovidos pela direção. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo chegou a falar em 50 vagas fechadas e demonstrou preocupação com a possibilidade de “demissões em massa” no veículo de comunicação. O executivo, no entanto, não menciona o número de jornalistas que foram dispensados, mas garante que novas demissões não serão realizadas, apesar da marca preparar “reformas morfológicas” para o decorrer dos próximos dias.

O editor-executivo da Folha ressalta que determinados setores do jornal não sofreram baixas desta vez, caso da reportagem da secretaria, a área digital e o colunismo. Há afirmação, ainda, de que os profissionais que deixaram o diário paulistano na semana passada encerraram suas passagens “em comum acordo” com a empresa. Mesmo assim, Dávila reforça que as demissões são sempre vistas como último recurso da companhia e que as que foram seladas há dias ocorreram depois de semanas de negociações com a direção.

Em outro trecho da carta destinada aos integrantes do jornalismo da Folha de S. Paulo, Dávila fala da readequação de editorias e cadernos, com alguns setores sendo incorporados a outros. “Buscamos também reagrupar as editorias de equipes menores em núcleos maiores, caso de Ciência e Saúde, que passaram para Cotidiano; F5, que se incorporou à Ilustrada; e Comida, Folhinha e Turismo, agora juntos em Semanais”.

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Folha demitiu jornalistas na última semana

Confira a íntegra da carta enviada por Sérgio Dávila aos jornalistas da Folha:

Caros colegas,

A Folha realizou nos últimos dias ajustes em sua equipe. A redução é efeito da crise econômica que afeta o país e atinge a publicidade.

As negociações entre o comando da Redação e a empresa duraram semanas e tentaram preservar ao máximo os jornalistas. Em alguns casos, os cortes, sempre o último recurso, foram feitos em comum acordo com o profissional.

Algumas áreas estratégicas do jornal não foram afetadas, como a reportagem da Secretaria, que até ganhou um novo integrante, a área digital, que sofreu uma reordenação interna, e o colunismo.

Nós buscamos também reagrupar as editorias de equipes menores em núcleos maiores, caso de Ciência e Saúde, que passaram para Cotidiano; F5, que se incorporou à Ilustrada; e Comida, Folhinha e Turismo, agora juntos em Semanais.

Reformas morfológicas estão em discussão e devem ser anunciadas nos próximos dias. Elas não envolverão novos ajustes de equipe, no entanto. A meta é tornar o jornal mais eficiente para atender as demandas do leitor bem como otimizar o funcionamento da Redação.

A Folha continua líder em seu segmento, seja em circulação, audiência ou fatia publicitária, faz parte de uma empresa sem dívidas, que integra o segundo maior grupo de mídia do país, e preserva sua capacidade de investimentos editoriais.

Por mais dolorosos que sejam os  cortes – e eles sempre o são – , o objetivo é adequar o jornal para os tempos atuais, de extrema competitividade pela atenção do leitor e pela verba publicitária.

Contamos com vocês para esse desafio. Se tiverem dúvidas, sugestões ou críticas, não deixem de me procurar, ao vivo, por e-mail ou no ramal abaixo.

Obrigado,

Sérgio Dávila

Editor-executivo

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Sérgio Dávila é editor-executivo da Folha de S. Paulo desde 2010 (Imagem: Rogério Lorenzoni/Studio3x)

FONTE: http://portal.comunique-se.com.br/index.php/destaque-home/76994-editor-executivo-da-folha-repete-discurso-de-2013-e-culpa-momento-economico-por-demissoes

O Diário: Demitidos de empresa do Porto do Açu assinam rescisão

Isaías Fernandes
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Ex-funcionários da Integra assinam rescisão contratual após demissão em massa

Cerca de 200 funcionários demitidos pelo Consórcio Integra, (OSX e Mendes Junior), que opera no Porto do Açu, em São João da Barra, estiveram nesta quinta-feira (12) no Sindicato dos Metalúrgicos de Campos, na rua Carlos de Lacerda, no Centro da cidade, para assinar a rescisão do contrato. Os trabalhadores foram mandados embora após demissões em massa realizadas pela empresa. Amanhã, mais 200 demitidos devem comparecer ao Sindicato para receber os seus direitos.

As demissões em massa começaram no final do ano de 2014 e continuaram neste mês de fevereiro, atingindo, ao todo, 600 trabalhadores que perderam seus empregos.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Campos, João Paulo Cunha, a entidade irá mover uma ação na Justiça contra a Integra.

“A empresa realizou essas demissões em massa sem conversar com o Sindicato. Vários acordos poderiam ter sido feitos, como Programa de Demissão Voluntária, Lay OFF, entre outros acordos, mas não houve diálogo”, afirmou João Paulo, lembrando que ainda há direitos a serem recebidos. “Hoje (ontem) eles estão assinando a rescisão contratual, terão direitos a seguro desemprego e multa rescisória, mas ainda há pendências a serem pagas como adicionais de salubridade, periculosidade, hora in itinere”, ressaltou.

Magio de Jesus Martins Quintanilha, de 27 anos, entrou na empresa com promessa de trabalho com duração de oito anos, mas acabou demitido com apenas sete meses. Decepcionado, o jovem se diz inconformado. “A empresa não conversou com a gente, não chamou a gente para um diálogo, apenas comunicou, não usaram da verdade. Eu ainda sou morador de Campos, mas tem muito trabalhador que vem de longe, com família, filho, aluga casa na esperança de um bom trabalho e agora acontece isso. Eu estou profundamente decepcionado”, lamentou Magio, que trabalhava como meio oficial de pintura na Integra.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/demitidos-de-empresa-do-porto-do-acu-assinam-rescisao-18952.html