Eike Batista está vendendo mais anel: agora é a SIX

A agência Bloomberg está noticiando que o bilionário argentino Eunerkian está em tratativas para comprar os 33% que o seu outrora companheiro de bilhões Eike Batista dispõe na SI(X) (Aqui!) . Para que não se lembra, a SI(X) é aquela empresa de semicondutores localizada na cidade de Ribeirão das Neves (MG) cuja construção está sendo custeada com um generoso financiamento do BNDES.

Essa desnacionalização da SI(X) é apenas mais uma das muitas que a derrocada do conglomerado de Eike Batista causou. Esse aspecto, que tem sido pouco debatido, é a faceta mais óbvia de um processo de desnacionalização de áreas estratégicas da economia brasileira. E a isso, os neopetistas chamam de “neodesenvolvimentismo”. Eu prefiro chamar de recolonização. No caso, da SI(X), os senhores coloniais estão logo ali em Buenos Aires.

De acordo em acordo, Eike Batista perde seu império!

O ano de 2013 ficará marcado pela fragorosa derrocada de Eike Batista,  que viu seu império de empresas pré-operacionais ser assolado por uma crise sem precedentes nas bolsas latino-americanas.

Agora veio o acordo em que os credores trocaram seus bônus por ações,  o que implica por tabela na entrega de reservas do pré-sal para especuladores internacionais.

Enquanto isso agricultores e pescadores do V Distrito continuam tendo seus direitos básicos aviltados.

Por esse tipo de contradição é que o modelo de “desenvolvimento” imposto em São João da Barra não poderia deixar de ser o que tem sido, qual seja,  um completo e retumbante fracasso.