Audiência da ALERJ sobre Porto do Açu escancara diminuição do projeto

 

De mega complexo industrial-portuário a porto de apoio ao pré-sal

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Abaixo segue matéria publicada pelo site “sjbonline” sobre a audiência comandada pelo deputado estadual Roberto Henriques na manhã de hoje sobre a situação do Porto do Açu. Afora o fato de que nem as presenças do (des) secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, e da presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN), Maria da Conceição Ribeiro, serviram para ocultar o esvaziamento causado por diversas ausências significativas (incluindo a da ASPRIM e a do prefeito de São João da Barra). 

Além disso, uma pessoa que esteve presente na referida audiência me disse que o Sr. Júlio Bueno parecia muito distante daquela pessoa radiante que adorava propagandear a grandeza do empreendimento de Eike Batista. Aliás, essa mesma pessoa me informou que Júlio Bueno parecia estar bastante abalado. É que mesmo sem a presença de dirigentes da ASPRIM, alguns membros da platéia questionaram a versão fantasiosa que Bueno sustentou por um bom tempo de que não ocorreram violações dos direitos dos desapropriados. 

Por outro lado, essa audiência serviu para deixar claro que o próprio (des) governo Cabral já não consegue sustentar a idéia de que um distrito industrial será construído na retroárea do Porto do Açu, já que as sinalizações  cada vez mais fortes é de que esta área servirá, quando muito, como ponto de apoio para as atividades do pré-sal. E como o filé mignon do pré-sal está até agora em áreas mais distantes do litoral norte fluminense, nem isso está garantido.

Ai é que se coloca a questão chave: por que então manter os decretos de desapropriação de 7.500 hectares de terras agrícolas do V Distrito de São João da Barra?

Audiência debate Porto do Açu

 Foto: Paulo Pinheiro

São João da Barra recebeu mais uma audiência pública realizada pela Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que apura a real situação do Porto do Açu. Os investimentos no Complexo Logístico Portuário e a situação dos trabalhadores e colaboradores do empreendimento, além do impacto na economia local, estiveram na pauta da reunião presidida pelo deputado estadual Roberto Henriques.

Estiveram presentes o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno; a presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), Maria da Conceição Ribeiro; o presidente e o diretor engenheiro da Pruma (antiga LLX), Eugênio Figueiredo e Luis Baroni. O prefeito Neco, que havia confirmado presença, foi representado pelo chefe de Gabinete, Antônio Neves. O legislativo municipal foi representado pela vice-presidente da Câmara, Sônia Pereira, e pelos vereadores Jonas e Elísio.

A participação da sociedade civil teve início com a pescadora Elezir Santos, que questionou a Prumo sobre os planos de compensação que teriam sido prometidos pela LLX, no início do empreendimento. “Vai dar continuidade aos planos de compensação pra pesca? Precisamos saber o que realmente será feito”, questionou. O diretor da empresa, Luis Baroni, afirmou que “todos os compromissos assumidos anteriormente pela LLX serão honrados pela Prumo”.

José Eulálio, presidente do Sindicato da Construção Civil, falou sobre a dificuldade de acesso a informação das empresas que operam no Porto. De acordo com Eulálio, há dificuldade até para fiscalização do Ministério do Trabalho. O presidente do Sindicato destacou ainda que não apoia a movimentos grevistas, mas entende quando os operários se organizam dessa forma. “A insatisfação do pescador é tão grande que eles precisam se manifestar”.

O Porto do Açu é fundamental para o projeto do Pré-Sal no Brasil

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno, destacou a importância do Porto do Açu para o desenvolvimento da economia nacional. Para Bueno, “o projeto é uma realidade e não tem volta”.

Júlio destacou o crescimento do Porto durante o ano, afirmando que o número de trabalhadores diretos aumentou se comparados os números de dezembro de 2012 com dezembro de 2013. Para o secretário, o que houve foi uma crise do Grupo X, atingindo principalmente a OSX, mas isso nunca comprometeu o projeto do Porto.

—Até novembro de 2014 já teremos minério sendo exportado no Porto. Só isso já justificaria o projeto. Todos os indicadores mostram que o Porto do Açu será uma âncora fundamental para o desenvolvimento do Pré-Sal no país — explicou Júlio Bueno.

FONTE: http://www.sjbonline.com.br/noticias/audiencia-debate-porto-do-acu

Direto do blog da Aduenf: (des) governo Cabral atropela direitos e força greve na UENF

Governo do Rio de Janeiro protela para março solução do problema da Dedicação Exclusiva

 Essa posição ignora esforços da ADUENF para manter a normalidade nos trabalhos acadêmicos e aumenta chances de greve na UENF
 
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A matéria abaixo, publicada pelo Jornal Extra, dá conta que o governo do Rio de Janeiro decidiu protelar a solução da falta de remuneração do regime de Dedicação Exclusiva dos professores da UENF para o mês de março, contrariando compromissos assumidos com a diretoria da ADUENF ao longo de 2013.
Além disso, o secretário de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, apenas indica que uma proposta deverá ser enviada, sem citar prazos ou o conteúdo da proposta. O secretário de C&T apenas sinaliza a problemática questão da quebra do regime de Dedicação Exclusiva na UENF, uma posição que contraria as posições aprovadas em assembléia da ADUENF.  A posição dos professores de manutenção do modelo de regime de Dedicação Exclusiva vigente desde a fundação da UENF já foi comunicada a diversos níveis de governo e à presidência da ALERJ.
É preciso lembrar que os professores da UENF aprovaram em assembléia um indicativo de greve para ser iniciada no dia 10 de março, caso as questões salariais dos professores ficassem sem solução até aquela data.
Assim, é preciso que fique claro que a protelação que está sendo feita pelo governo Sérgio Cabral aumenta exponencialmente as chances de que o primeiro semestre de 2014 não seja iniciado na UENF.
Esta postura é lamentável, visto que ao longo de 2013 a ADUENF fez múltiplas viagens ao Rio de Janeiro para garantir a aprovação de uma lei que garantisse a remuneração da D.E., de modo a manter a UENF funcionando normalmente.
 

Servidores estaduais da área de Ciência e Tecnologia terão novos planos de carreira

Djalma Oliveira
Gustavo Tutuca: novos planos à vista Foto: / Divulgação
Depois da aprovação dos planos de cargos da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) e da Uerj, outros mil servidores estaduais da área de Ciência e Tecnologia terão novas estruturas de carreira. Segundo o secretário da pasta, Gustavo Tutuca, será encaminhado para a Alerj, ainda este mês, o projeto de lei do plano de cargos da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), que vai prever progressões por merecimento a cada dois anos e uma gratificação por aquisição de título acadêmico.
Para março, está prevista uma outra proposta, a fim de mudar as regras da dedicação exclusiva e reajustar o valor da mesma para os professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

Ação e Reação

Por Marcelo Chalréo*

Redijo essa por conta do incidente que causou graves e sérias lesões em um cinegrafista de um grupo de mídia na cidade do Rio de Janeiro na última quinta-feira. A Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da OAB RJ esteve presente no Hospital Souza Aguiar na noite da ocorrência para não só emprestar toda solidariedade à família, mas também para melhor se inteirar do ocorrido e compartilhar com dirigentes do Sindicato dos Jornalistas e amigos do atingido sua expectativa de que tudo corresse da melhor forma possível, buscando, outrossim, junto à administração do Hospital, todas as informações possíveis que pudessem dar um quadro real da situação existente.

Na ocasião, declaramos à imprensa que seria precipitado e leviano naquele momento, como já faziam alguns órgãos de mídias, imputar a este ou aquele a responsabilidade pelo artefato que atingira o mencionado profissional de imprensa. Constatamos no ato um fato que já vinha sendo posto: o repórter não portava durante seu trabalho qualquer identificação claramente visível de ser profissional de imprensa nem usava qualquer equipamento de proteção individual, como capacete, máscara antigases etc, apetrechos essenciais em coberturas que podem implicar em risco à integridade física, como praxe em certos segmentos da mídia. O uso desses equipamentos de identificação e proteção, reclamados há meses pelo Sindicato dos Jornalistas ao empresariado da mídia, porém não fornecidos aos profissionais de imprensa, poderiam ter evitado ou minorado, a contundência sofrida. 

Isso posto, resta pontuar que têm sido recorrentes desde o ano passado ferimentos, lesões, danos físicos de maior ou menor gravidade em decorrência dos protestos que têm tomado as ruas brasileiras, em sua maior medida, como mais de uma vez apurado, mas sem a devida responsabilização dos seus causadores, originários de atos e ações da polícia. Mais uma razão, repete-se, para que os profissionais destacados para essas coberturas portem os necessários equipamentos de proteção individual como meio e modo de resguardarem sua incolumidade física. 

Nesse contexto, as reações dos manifestantes às ações policiais, que na maioria das vezes usaram e usam força desmedida, desproporcional e até incontrolável, têm sido um fato. O uso de táticas e métodos contraofensivos é mecanismo mais que antigo na seara do protesto social em face da truculência policial, bastando retroagir aos acontecimentos de Paris em 68, aos protestos estudantis do Rio em 67 e 68 ante a ditadura civil-militar, às greves do ABC no fim dos anos 70, às ações militantes da Alemanha no início dos anos 80, à greve da CSN em 88, às manifestações contra o aumento das passagens de ônibus no Rio no fim dos anos 80, às passeatas de Buenos Aires no início dos anos 90 e mais recentemente aos protestos sociais na Espanha, em Portugal, no Chile, na Turquia, na Colômbia, no Egito e no Brasil. 

Frente a uma polícia despreparada, na verdade na ausência de uma política de segurança pública cidadã e que não veja e não tenha o manifestante como um inimigo a ser batido (a propósito, ver reportagem de “O Globo” do dia 02/09 : “Sem Preparo . Em pesquisa, 64% dos policiais assumem não ter treinamento adequado para agir em manifestações”) impera a força a qualquer custo e preço, o que, segundo os próprios policiais ouvidos (em todo o Brasil) decorre da “… (a) atuação da tropa é determinada pelos governos estaduais”, não é impensável, muito menos improvável (e os exemplos mais uma vez vêm do nosso próprio e não distante passado e de outros países), que os manifestantes se preparem para o pior e portem o que consideram necessariamente defensivo em face da brutalidade policial iminente. No mesmo diapasão, a reforçar ações contraofensivas de maior alcance, insere-se o perfil de uma força de segurança militarizada dos pés à cabeça, das mais violentas e que mais mata no Mundo. 

Não bastasse, houve e há um conjunto de medidas administrativas e legais draconianas, muitas vezes inconstitucionais e ilegais, adotadas por nossos governantes municipais, estaduais e federal a jogar mais gasolina na fogueira da insensatez pura e simplesmente repressiva, como se não houvesse um estado geral de insatisfação com um conjunto de práticas e políticas governamentais que fizeram e fazem eclodir os protestos em inúmeros pontos do Brasil, o que obviamente não se restringe aos grandes centros e às grandes cidades. 

Nessa linha, ação e reação se combinam e se enlaçam em um contexto sócio-político-econômico explosivo (e isso só não ver quem não quer), onde o diálogo cessa ou é escasso, com valoração da força bruta do Estado para tentar inibir e conter o que é crescente: uma insatisfação popular cada vez menos latente e mais explícita na qual a juventude precariada é aríete claro à qual se somam outros estamentos sociais de oposição a um modelo excludente e permissivo de tudo que não que seja sua própria negação. 

Para finalizar, não podemos deixar de apontar que até momento a grande massa dos que deram entrada nos hospitais públicos e privados brasileiros após os confrontos em nossas ruas, estradas, vilas, favelas, universidades foram os atingidos por ações e artefatos disparados pelas forças policiais, alguns dos quais com lesões irreversíveis, sem que se tenha notícia de quaisquer atos governamentais (administrativos ou judiciais) que de fato tenham buscado apurar e responsabilizar os praticantes desses “ excessos “, o que, por óbvio, só faz reforçar o sentido e a necessidade de uma autodefesa por parte do mais fraco, gerando, em consequência do aviltamento da cidadania violada em seu direito de manifestação e protesto, cenas como as vistas no Rio na quinta passada e muito provavelmente se voltarão a repetir em razão da falta de uma cultura efetivamente democrática, distributiva, partícipe, cidadã e de transparência no trato da coisa pública.

A violência, como parteira da história, se apresenta (na verdade sempre esteve presente) indelevelmente aos nossos olhos de hoje.

Marcelo Chalréo é o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Rio de Janeiro)

Os gastos perdulários da Copa FIFA exacerbam a luta de classes e mostram o lado mais sombrio da sociedade brasileira

Para atender a sanha por lucros da FIFA, governos aprofundam a segregação social e acirram propositalmente os ânimos 

Não é de hoje que a Copa do Mundo da FIFA vem implicando na submissão de Estados nacionais a uma empresa privada, com requintes de remoções forçadas, greves de trabalhadores e forte repressão policial. Isto já acontecia antes, mas sem a cobertura da mídia virtual como acontece este ano no Brasil. Se tivéssemos tido um mínimo de acesso ao que aconteceu na África do Sul, é possível que já tivéssemos nos tocado que o que estamos vendo nas ruas das cidades-sede não é nada de novo, e apenas reflete o inconformismo das populações pobres com o tipo de gasto perdulário e socialmente segregador que este e outros megaeventos esportivos representam.

No Brasil, contudo, estamos tendo pitadas de puro cinismo que estão dando vazão a várias manifestações violentas não apenas contra os que protestam contra a Copa. A verdade é que essa violência também está sendo dirigida contra os que supostamente não se ajustam a essa visão de mundo endinheirado que os governos querem empurrar goela abaixo dos que não irão desfrutar do festival de gastos bilionários que a FIFA está impondo para tirar o máximo de lucro possível.

O que está emergindo disso tudo é o lado mais sombrio da sociedade brasileira, onde negros e pobres são estigmatizados como representante o mau mais perverso. Para isso prosperar a FIFA conta o beneplácito do (des)governo Dilma Rousseff, de (des) governos estaduais como o de Sérgio Cabral e com a imensa maioria da imprensa corporativa. Essa imprensa que absolve justiceiros e policiais violentas se ocupa à exaustão de rotular todos os que resistem como membros de uma organização que não existe (o tal dos Black Bloc) como se agir violentamente fosse apenas monopólio de justiceiros e policiais.

O objetivo das diversas partes é clara: a FIFA quer o máximo de lucro possível, os (des) governantes querem continuar no leme das políticas neoliberais que privatizam o Estado brasileiro, e a imprensa corporativa quer continuar podendo cobrar muito dinheiro para fazer propaganda do mesmo modelo de sociedade que gera uma das maiores desigualdades sociais do planeta (só na América Latina somos o quarto país socialmente mais desigual!).

E ai me desculpem os que se horrorizam com os que ousam reagir: isto pode só ser o primeiro capítulo de uma longa revolta. Afinal, só nos sonhos do neopetismo foi abolida a luta de classes no Brasil. É que graças ao neoliberalismo social-liberal do neoPT, esta está bem viva e cada vez mais acirrada.

BBC mostra repressão policial e cinegrafista ferido por bomba em protesto contra aumento de passagens no Rio de Janeiro

As previsíveis reações ao aumento de passagens de ônibus determinadas pelo (des) prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), estão sendo reprimidas com a costumeira selvageria pelas tropas da polícia militar. No dia ontem (06/02), a rotina de protesto e repressão selvagem fez uma vítima inesperada: um cinegrafista da Band TV. Felizmente, ainda que ferido gravemente, o cinegrafista não corre risco de vida.

Agora, uma coisa é certa: ainda teremos mortes de manifestantes nas ruas do Rio de Janeiro, caso a PM do (des) governo de Sérgio Cabral não aprenda a se relacionar com a crescente mobilização popular de um jeito menos truculento, visto que as atuais táticas, além de nada corresponder a uma sociedade democrática, coloca a vida de civis (participantes do protesto ou não) em grave risco.

Vídeo da BBC mostra socorro a cinegrafista ferido em protesto

Erro
Este vídeo não existe

Cinegrafista da Band é ferido em protesto no Rio | Crédito: BBCWyre Davies e Chuck Tayman, da BBC inglesa, prestam os primeiros socorros a cinegrafista ferido

Durante uma manifestação contra o aumento das passagens de ônibus na tarde de quinta-feira no centro do Rio de Janeiro, a reportagem da BBC flagrou o momento em que um cinegrafista da TV Bandeirantes foi ferido por um explosivo.

O repórter Wyre Davies e o cinegrafista Chuck Tayman, ambos da BBC inglesa, foram os primeiros a socorrer Santiago Ilídio Andrade. Tayman chegou a tirar a camisa para ajudar a estancar o sangue que escorria da cabeça do cinegrafista.

Segundo um comunicado divulgado pela TV Bandeirantes, ainda não é possível saber se Andrade foi atingido por uma bomba caseira ou por uma bomba de gás lacrimogênio.

O confronto começou do lado de dentro da estação e depois se estendeu mais intensamente nas redondezas da Central do Brasil, a principal estação de trem do Rio de Janeiro, provocando um nó no trânsito e pânico entre os que passavam pelo local.

Policiais atiraram bombas de gás e de efeito moral contra cerca de 1 mil manifestantes, que protestavam contra o aumento da passagem de ônibus de R$ 2,75 para R$ 3. O reajuste, anunciado pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, passa a vigorar a partir de sábado, 8 de fevereiro.

Andrade, da Band, chegou em coma ao Hospital Souza Aguiar, no centro da cidade, e passou por uma neurocirurgia. Ele teve afundamento do crânio e perdeu parte da orelha esquerda. Segundo o último boletim médico, seu estado de saúde ainda é grave.

Outras seis pessoas também ficaram feridas e 20 foram detidas.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigado (Abraji) divulgou uma nota de repúdio ao ataque sofrido pelo cinegrafista da Band.

Em 2013, 114 profissionais da imprensa foram feridos durante a cobertura de protestos.

FONTE: http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2014/02/140207_cinegrafista_band_atingido_bomba_lgb.shtml

Seguranças de braços cruzados na UENF: empresa alega falta de pagamentos

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Os seguranças privados que prestam serviços na UENF estão reunidos desde manhã na entrada principal do campus, deixando a universidade efetivamente desguarnecida. Aos seguranças a informação que foi dada é que a paciência da empresa estaria chegando ao final, após cinco meses de falta de pagamentos. O limite que teria sido dado para o cumprimento das obrigações já teria sido ultrapassado, o que poderia ocasionar, segundo o que me foi dito por vários seguranças, é o cancelamento do contrato.

Dois pontos que mereceriam o devido esclarecimento por parte da reitoria da UENF e do (des) governo de Sérgio Cabral:

1) a empresa HOPEVIG está mesmo sem receber o que tem a receber da UENF há cinco meses?

2) Qual é o plano de contingência para um eventual abandono da empresa do campus Leonel Brizola?

Essa situação já vinha sendo ventilada de maneira mais subliminar pelos seguranças desde meados de 2013, mas agora parece que a coisa ficou crítica. É que as empresas que possuem contratos com o Estado adoram quando tudo está sendo pago de acordo com o que foi acertado (muitas vezes a preços bem salgados), mas não hesitem em abandonar o barco quando as coisas não vão de acordo com a necessidade básica de qualquer empresa que é ter lucros.

Agora, o fato é que a falta de pagamentos de empresas terceirizadas é apenas a ponta do iceberg da situação em que o (des) governo de Sérgio Cabral colocou as universidades estaduais.  Lamentavelmente isso não fica mais claro por causa da omissão e cumplicidade das reitorias.

Mas o mais preocupante é que a empresa Hopevig teria informado hoje aos seus empregados na UENF para que não contem com seus salários de janeiro! Como assim? A UENF não honra suas obrigações e quem sofre as consequências são os empregados? Essa situação, se confirmada, deverá merecer a mais rigorosa apuração do Ministério Público do Trabalho, Afinal, só relógio trabalha de graça e, até onde eu saiba, as leis trabalhistas ainda não foram abolidas no Brasil.

Cabralistas deveriam saber que tempo de TV sozinho não ganha eleição

O (des) governador Sérgio Cabral anda a montar uma frente partidária para ficar com um número bem maior de minutos para o seu candidato, o vice (des) governador Luiz Fernando, o Pezão. Analistas oficialistas mais apressados estão a trombetear que essa quantidade maior de minutos é algo que coloca os demais candidatos numa condição quase sepulcral. Apesar de ser geógrafo, me aventuro a prever que só Pezão for confiar só no tempo de TV para ser resgatado da situação abissal em que se encontra a sua popularidade, eu diria que corremos o risco de ter Anthony Garotinho eleito já no primeiro turno.

E por que tal previsão que deverá deixar os anti-rosáceos da planície goitacá irritados comigo? Primeiro que Pezão representa uma candidatura tão pesada que poderia servir de âncora para alguma plataforma da Petrobras operando na Bacia de Campos. Além disso, o vice (des) governador carrega o fardo de ser o segundo homem de um (des) governo que conseguiu aglutinar um ódio profundo da população fluminense e nos quatro cantos do território fluminense.

Mas se isto não fosse suficiente, preciso lembrar da campanha de Marcelo Freixo para a prefeitura do Rio de Janeiro em 2012, quando com poucos mais de um minuto de TV, o deputado anti-milícias conseguiu estupendos 28,5% dos votos, deixando a máquina do PMDB tremendo de medo por alguns dias. Como Lindbergh Farias tem a mesma persona jovem de Freixo, somando quatro minutos de TV e muito dinheiro vindo da máquina de campanha que deverá ser azeitada por gente experiente, o provável é que a disputa real acabe sendo entre ele e Anthony Garotinho.

Em suma, Pezão poderá até ter bastante tempo de TV, mas com seu peso paquidérmico, o mais provável é que esse tempo todo seja só mais uma fonte de sofrimento e hemorragia de votos.

(Des) governador Cabral exonera dois petistas e designa um membro do seu círculo interno para acumular as suas pastas.

exonerações

A edição do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro traz hoje a exoneração de três secretários estaduais: duas esperadas e uma designação surpreendente. Os dois petistas exonerados são Zaqueu Teixeira e Carlos Minc. Essas duas exonerações eram mais do que esperadas. Mas a designação de Regis Fitchner, secretário da Casa Civil, um dos homens com maior poder no (des) governo de Sérgio Cabral para ocupar as duas secretarias pode significar que os arranjos para ocupar o vácuo da saída dos petistas ainda estão sendo encaminhados

Mas isto só sinaliza a força de Fitchner, um dos membros da turma do Guardanapo. O interessante é que o próprio Fitchner anda anunciando que quer seguir o caminho de Sérgio Côrtes. Deve estar esperando o melhor momento para poder seguir o caminho da roça que, no seu caso, é o exterior.

Propaganda ou anti-propaganda? (Des) governo do Rio de Janeiro entrega micro-casas aos pobres em ritmo de campanha eleitoral

O jornal Folha da Manhã traz uma matéria sobre a entrega de casas construídas com verbas estaduais e federais pelo vice (des) governador Luiz Fernando, o Pezão (Aqui!). O que mais me chamou a atenção nessa notícia não foi a entrega das 138 casas que foram construídas por “módicos” R$ 6.045.571,62. O que realmente me chamou a atenção foi o tamanho das “casas”: 31 m2 para pessoas sem necessidades especiais e 41 m2 para pessoas portadoras!

Com certeza nenhum dos políticos que estarão entregando essas dádivas arquitetônicas deve viver numa sala de estar que seja menor que a maior das unidades! E o pior é que esses pseudo-conjuntos habitacionais na maioria das vezes sequer possuem áreas para expansão, o que dado o tamanho médio das famílias brasileiras deixa pouco mais de 6 m2 por pessoa. Esse tipo de adensamento forçado dos pobres é um acinte ao direito democrático à cidade. Além disso, como já tive a oportunidade de orientar uma dissertação de mestrado justamente sobre a construção de conjuntos habitacionais para os pobres, sei que além de não resolverem a questão da moradia de qualidade, esses conjuntos contribuem para precarizar a renda e aumentar o grau de segregação social que sues moradores já sofriam nos seus locais de origem.

Em suma: essas micro-casas só servem mesmo para criar uma falsa sensação de melhoria da moradia. E bastaria enviar os políticos para morar lá que logo veríamos isso mais claramente.  E quanto ao preço das unidades? Essa já é uma questão para outra postagem!