Complexo Industrial Portuário de Suape PE é denunciado por corrupção e violações de direitos humanos.  

suape

O território de 13.500 hectares onde se localiza o Complexo Industrial Portuário de Suape (CIPS), situado a apenas 40 km da capital Recife, no litoral pernambucano é uma das áreas mais valorizadas no Estado, e onde ocorrem violentos atentados aos direitos fundamentais das populações que ali vivem, submetidas a constantes e graves injustiças sociais e ambientais.

Pescadores, agricultores familiares, trabalhadores, mais de 25 mil pessoas, são submetidas a toda ordem de violência, de expulsões truculentas comandadas pela empresa Suape do governo do Estado que administra o CIPS.

Têm sido em vão as várias denúncias efetuadas pela sociedade civil, cidadãos afetados, comunidades locais e organizações não governamentais encaminhadas às instituições governamentais e órgãos públicos, que, em tese, deveriam proteger os interesses e bem estar das populações violentadas em seus direitos fundamentais, garantidos constitucionalmente.

Mais recentemente, em 10 de novembro de 2014 uma centena de moradores, juntamente com as entidades que fazem parte do Fórum Suape-Espaço Socioambiental (Action Aid, Centro de Mulheres do Cabo, Comissão Pastoral da Terra-CPT, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-MST) estiveram com o DR. Pedro Henrique Reynaldo Alves, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Pernambuco requerendo providências da OAB diante da natureza e da gravidade dos fatos denunciados. Naquela ocasião, os moradores relataram as violências sofridas e as contínuas agressões praticadas pelo CIPS através de uma milícia armada, que a sua diretoria de Gestão Fundiária e Patrimônio, denomina, eufemisticamente, “fiscalização de campo”, tudo com o aval do Estado. A exemplo: expulsões indevidas de suas moradias; coerções; destruição de suas fontes de água; contaminação ambiental; destruição de suas hortas e pequenas plantações de subsistência; indução para aceitarem indenizações e compensações financeiras irrisórias relativas às suas perdas, falsas promessas de virem a ser contemplados com a propriedade de imóveis nos projetos habitacionais NOVA TATUOCA e VILA CLAUDETE.

Na sequência, em  maio de 2015, a advogada dos posseiros e membro do Fórum Suape  reafirmou as gravíssimas denúncias públicas em um blog local.  Tais denúncias estão amparadas em evidências e diversos documentos oficiais. O Fórum Suape Espaço Socioambiental e seus membros apoiam integralmente essas denúncias.

As irregularidades envolvem transações imobiliárias na região, práticas de abuso econômico, corrupção, existência de tráfico de influência no poder judiciário de Pernambuco, omissão do Ministério Público, esquemas de simulação de processos judiciais para desvios de recursos públicos da empresa Suape, violação de direitos fundamentais.

Não houve nenhuma repercussão diante de tão graves denúncias envolvendo os poderes constituídos (Judiciário e Executivo), sequer um pronunciamento da Empresa Suape, ou do Tribunal de Justiça do Estado do Estado de Pernambuco, a despeito dos graves fatos denunciados.

Diante das circunstancias e interesses envolvidos, o Fórum Suape e seus membros estão extremamente preocupados com a inércia dos órgãos públicos competentes em relação as ações urgentes que requerem tais denúncias. Também se preocupam com a integridade física da advogada Dra. Conceição Lacerda que, há uma semana teve seu domicilio violado e sua residência espionada por indivíduos diretamente ligados à segurança de Suape utilizando veículo da Empresa, que circulou em plena luz do dia,  com evidente intenção de intimidar e coagir a advogada denunciante.

Diante dos fatos descritos, e mais detalhados no portal do Fórum Suape (www.forumsuape.ning.com), solicitamos:

Ampla atenção e divulgação pelos meios de comunicação;

Posicionamento e apoio da comunidade internacional e organizações nacionais que trabalham com questões de direitos humanos, justiça socioambiental e defesa da democracia.

Posicionamento dos órgãos públicos diante das denúncias, com providências cabíveis e imediatas.

Providências penais contra o assédio moral e ameaças perpetradas contra a advogada Dra. Conceição Lacerda. Bem como a responsabilização da Empresa Suape pelo crime de violação de domicílio da advogada.

Providências penais e imediata cessação das ações de coerção e violência contra comunidades das áreas rurais  do entorno da área industrial e portuária de SUAPE, sejam eles pescadores e/ou agricultores.

 A quem possa interessar eis os contatos:

Forum Suape: Heitor Scalambrini (81-9964 4366) e Rafaela Nicola (19 – 99822 0204)

CPT: Plácido (81- 9774 5520)

Centro das Mulheres do Cabo: Nivete (81- 98794 6153)

Action Aid: Daiana  (81- 8919 7048)

 

Anglo American e o mundo-cão da mineração

atingidos

Por Júlio César de Castro

Quando o povo desta terra – salve, salve Brasil! – reverencia o heroico Tiradentes por destemidamente enfrentar a Coroa Portuguesa, ante a exploração à larga da riqueza do solo brasileiro, para saciar a voracidade do poder econômico da Inglaterra, ainda hoje assistimos à classe de vassalos políticos e mercadores de toga conluiar-se com as transnacionais. Mesmo que isto implique “passar o trator” sobre direitos legais, sobre terras e casas de camponeses, desarranjar o ecossistema e aniquilar com famílias de trabalhadores. E, para tal intento atroz, utilizam-se de todo meio vil de intimidação, calhamaço de liminares de remoção forçada e da truculência do braço armado do Estado para impor as “ordens” e barbaridades do grande capital.

 Não bastassem as denúncias de órgãos de defesa do Meio Ambiente e de Direitos Humanos, e da mídia independente (o jornal A Nova Democracia teceu matérias contundentes às aberrações do mineroduto em terras brasileiras) alertando sobre graves danos de impacto socioambiental e do sofrimento com clamor de vítimas, a Anglo American Minério de Ferro do Brasil S/A (ex-Anglo Ferrous Minas-Rio Mineração S/A), cooptando governantes e secretários do Estado, inclusive peemes de alta patente, contratando advogados de luxo, e “agradando” magistrados a fazerem vista grossa à legislação e ouvido de mercador às escancaradas declarações de abusos, cometidos em todo o processo de instalação e operação da mina de minério de ferro, a empresa arrombou o direito constitucional, “comprou” licença ambiental e impôs na marra toda a estrutura de linha de transmissão de energia, barragens e estradas, desalojou numerosas famílias e instalou o mineroduto com 525 km de extensão, da região mineira de Conceição do Mato Dentro até o Porto de Açu, no Rio de Janeiro.

Na arrogante determinação de a Anglo American reeditar o processo colonial de economia predatória, aqui acobertada pela Companhia de Desenvolvimento CODEMIG e pela Polícia Militar mineira (até a construção / reforma da unidade da PM em Conceição do Mato Dentro foi “concedida” pela mineradora), a empresa adquiriu suas terras de modo tenebroso, com todo vício de fraudes processuais e crimes de estelionato contra famílias desassistidas, que há centenas de anos, geração a geração, estavam morando e trabalhando com dignidade por lá.

Assim, além de omitir-se de responsabilidades, agir com má-intenção em explorar o produto mineral do solo expropriado, por intermediação de vigaristas profissionais do ramo fundiário, matreiramente a Anglo American desvaloriza a pequena propriedade dos trabalhadores e arrota desalojá-los de suas terras com sucessivas liminares de emissão de posse e “ordens de despejo”, sem levar em consideração nem a vulnerabilidade social de idosos e doentes no processo de desapropriação e reassentamento.

Assim, quando a “crise” descortina o quadro da dura realidade brasileira, o que era vendido como mera “marolinha” pelo sarcasmo lulista e maquiado por inserções publicitárias, agora, passado o engodo das eleições, estão às claras os números econômicos avultados no país. E, como sempre, esse gerenciamento oficial de subservientes ao capitalismo impõe ao povo arcar com a conta dos desmandos e corrupção impunes em todas as esferas de governos.

Ou seja, para manter a “boa relação política” com lobbies no Congresso Nacional e o acúmulo de capital, ocultaram os números econômicos, promoveram a Economia de ficção, represaram índices de inflação, seguraram as tarifas de energia elétrica e de água encanada para as empresas, isentaram muitas delas de impostos, financiaram e refinanciaram com recursos do BNDES obras e serviços públicos superfaturados, e legalizaram indistinta, irresponsável e inconsequentemente a famigerada terceirização da mão-de-obra a todos os setores de atividade profissional, com precarização e concentração da renda.

Além do mais, ainda estão subtraindo direitos trabalhistas e previdenciários, com a conivência das centrais pelegas, cobrando mais sacrifício da população trabalhadora com aumento do custo de alimentação, tarifas e impostos. Essas são as elites, manifestadas na mídia de troca-textos vendida, que defendem “os ajustes” nas contas do governo, com redução de recursos da Educação, Saúde, Previdência etc.

Assim, analisemos a enormidade de volumes que a Anglo American consumiu e vem consumindo de energia elétrica e de água (criminosamente retirada do solo, o que extingue nascentes afora) para a operação do seu mineroduto. Os saques infrenes da riqueza de minério de ferro em Minas Gerais, para aplacar a ganância do capital transnacional. As aberrações cometidas contra o bem público e contra a vida em comunidades.

Tudo isto sob aplausos intensos de claques e oportunistas, salamaleques e solenidades à “chave-de-ouro” em palácios de “Excelências”, configurando ostentoso crime de lesa-pátria. E, à luz da triste história de invasão e exploração nesta Terra Adorada, a Anglo American é mais uma Predadora S/A, e com os infames argumentos oficiais de “equilíbrio da balança comercial”. Enquanto as famílias de trabalhadores sofrem com as atrocidades dessas empresas.

Um caso emblemático, dentre tantos outros vividos por famílias de camponeses de Minas, é o drama da lavradora aposentada Natalina Ferreira da Silva, de 83 anos de idade, cardíaca gravemente adoentada, e seus filhos deficientes – conforme relatórios médicos –, moradora de Serra da Ferrugem, na zona rural de Conceição do Mato Dento, jogada ao deus-dará e à vulnerabilidade do núcleo familiar, isolada em área de risco, ultrajada por processo de despejo, desde o ano de 2012, quando a Anglo American ajuizou ação de reintegração de posse, com base em contrato de compra e venda repleto de vícios. Muito embora o advogado da família dela tenha requerido na Justiça a anulação contratual, devido à obrigação, não cumprida, de a empresa reassentá-la em outra fazenda na mesma região, e em face de condicionantes determinadas pela SUPRAM.

Contestada a ação de reintegração e despejo em juízo, com as plausíveis justificativas, a dona Natalina conseguiu suspender a decisão da Justiça inquisitória. Mas a Anglo American, no rompante do poder econômico, interpôs recurso no TJMG pela manutenção de execução da ordem de despejo. E, após três anos, esse Tribunal de Justiça de Minas Gerais concedeu para a mineradora o recurso, atropelando a primeira instância, que ainda não decidiu pela ação. Com isto, a fim de questionar e suspender a tendenciosa ordem do TJMG, a família prejudicada entrou com outro recurso; ainda em curso de decisão.

Como convém, estaremos atentos ao desenrolar e desfecho de mais esse caso, denunciando as mutretas e o favoritismo, entre a Anglo American e o Estado. Estaremos firmes na defesa dos direitos conquistados na luta pelo conjunto dos cidadãos trabalhadores.

Este é o retrato de um Brasil injusto, socialmente excludente, tratado com descaso, desmandos, servilismo político-partidário e “desvio de recursos” (leia-se roubo do patrimônio público), em escusas transações, sob a gerência da canalha do velho Estado e da máfia empresarial.

Júlio Cesar de Castro presta assessoria técnica em Construção Civil.

FONTE: http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=10769:submmanchete150515&catid=71:social&Itemid=180

Porto do Açu: negócio da ou para a China?

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A matéria abaixo assinada pelo jornalista Nicola Pamplona é mais uma daquelas que vem para dar uma força a mais no esforço de apresentar o Porto do Açu como um negócio de futuro. Desse tipo de matéria/press release já se viram muitas. Mas eu diria que essa, intencional ou acidentalmente, nos traz informações excelentes sobre, digamos, as entranhas do empreendimento. 

À guisa de exemplo cito o montante de R$ 100 milhões que a Prumo Logística Global estaria arrecadando com a cobrança de aluguéis das empresas que já se instalaram na retroárea do Porto do Açu. Esse montante é, convenhamos, um valor considerável, especialmente se considerarmos que uma parcela dessas terras foi desapropriada pelo (des) governo de Sérgio Cabral de agricultores e pescadores humildes que, em sua maioria, ainda esperam pelo pagamento das indenizações previstas na Constituição Federal. Tomando apenas essa questão, esse é um negócio (desculpem-me o trocadilho) da China! Nada mais conveniente, diga-se de passagem, já que o Porto do Açu foi pensado para servir à China.

Por outro lado, a divulgação dessas cifras milionárias deve deixar muita gente de orelha em pé, a começar pelos muitos agricultores que ainda disputam na justiça os baixos valores que lhes foram designados pela Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN) como compensação pela desapropriação de suas terras. Mas a conta não deverá para por ai, pois ao contrário do que a matéria do O DIA aponta, nem tudo é alegria lá pelas bandas do Porto do Açu.

Finalmente, eu acho muito interessante que tenhamos o presidente da Prumo Logística Global como fonte dessa reportagem. É que tendo o Sr. Eduardo Parente divulgado expectativas financeiras tão positivas para o empreendimento, agora há toda condição para que os grupos afetados pelas diferentes mazelas associadas à implantação do Porto do Açu (por exemplo: erosão costeira, salinização de águas e solos, poluição atmosférica, desapropriações) possam exigir compensações financeiras e cumprimento de contingências sem que se tenha de ouvir o discurso de que não há dinheiro para tanto. Pelo que se depreende da matéria, dinheiro não será problema. A ver!

 

Terminal de transbordo de petróleo Porto do Açu deve gerar R$ 100 mi por ano

Empreendimento foi desenvolvido por Eike Batista em São João da Barra e deve iniciar operações em 2016

NICOLA PAMPLONA

Rio – O gargalo logístico do setor de petróleo é um dos motivos pelos quais a Prumo Logística Global se esforça para virar o jogo no Porto do Açu, gigantesco empreendimento desenvolvido por Eike Batista em São João da Barra, que viveu tempos sombrios após a implosão do Império X. Em fase final de obras, o terminal de transbordo de petróleo tem início de operações previsto para o ano que vem, contribuindo com uma receita anual de até R$ 100 milhões para o projeto. Com os recursos, a empresa passa a gerar caixa suficiente para começar a reduzir sua dívida de R$ 3 bilhões. “É o nosso grande pulo do gato”, diz o presidente da empresa, Eduardo Parente.

Obras do Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense. O terminal de transbordo de petróleo deve começar a funcionar ano que vem

Foto:  Fernando Souza / Agência O Dia

“Cliente óbvio” do porto, nas palavras de Parente, a indústria do petróleo desponta como a atividade com maior potencial de crescimento neste momento, uma vez que o projetado polo siderúrgico caiu por terra após a crise internacional. Os clientes instalados garantem à Prumo uma receita anual de R$ 100 milhões com aluguel. Já o terminal de minério, em funcionamento desde outubro do ano passado, acrescenta R$300 milhões. “Fazendo uma conta absolutamente de padaria, começamos a poder pagar dívida na hora em que passarmos de R$ 400 milhões em receita. E a gente já vê isso acontecendo no curto prazo”, diz Parente.

A perspectiva reside na projeção de receita de R$100 milhões com o terminal de transbordo de petróleo, operação conhecida como ‘ship to ship’, que consiste em passar a produção de navios aliviadores (que retiram o óleo das plataformas) para grandes petroleiros, que levam a o óleo bruto para exportação. O gargalo na infraestrutura para este tipo de operação leva parceiras da Petrobras no pré-sal, como a BG, ao Uruguai, em uma viagem que dura três ou quatro dias a mais em cada trecho. Este mês, o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Inea) revogou a licença para operações ‘ship to ship’ em Angra dos Reis, reduzindo ainda mais a capacidade brasileira.

No porto, o vaivém de caminhões carregados indica que o pior da crise, que chegou a paralisar quase completamente as obras em 2013, está passando. As grandes obras de infraestrutura devem ser concluídas este ano, gerando um alívio de caixa na empresa, após investimentos já realizados de R$ 7,6 bilhões.

O orçamento de 2015 prevê investimentos de R$ 1 bilhão, quase metade do ano passado, parte em execução física e parte para o pagamento de fornecedores que tiveram que desmobilizar pessoal e equipamentos durante o período crítico. “O risco do negócio é hoje bem menor”, diz o executivo.

5 MINUTOS COM:

EDUARDO PARENTE, presidente da Prumo

Qual a previsão de conclusão das obras?
Não vai acabar nunca. Se olharmos o Porto de Tubarão, que é do início dos anos 70, há obras até hoje. E vai continuar. A infraestrutura básica, o grande gasto de capital para botar de pé, para a gente conseguir operar, está praticamente pronta.

O porto já começa a gerar receita. Há alguma previsão de chegar a fluxo de caixa positivo?
Estamos em uma situação bem mais confortável. O terminal de transbordo de petróleo não opera este ano ainda, mas esperamos ter boas notícias de contratos de longo prazo em breve. Na hora em que o porto está pronto, a situação comercial fica muito mais simples.

A evolução financeira do projeto é comum para um empreendimento deste porte ou foi prejudicada pela crise?
Difícil encontrar um projeto deste porte para comparar. Tem projetos grandes, como Belo Monte e a duplicação de Carajás, mas um projeto de uso público financiado com capital privado não tem. As pessoas comparam com Suape, mas é uma realidade muito diferente.

FONTE: http://odia.ig.com.br/noticia/economia/2015-05-03/terminal-de-transbordo-de-petroleo-porto-do-acu-deve-gerar-r-100-mi-por-ano.html

Porto do Açu: o enclave que controla 33% do território de São João da Barra

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No dia 11 de outubro de 2013,  fiz uma postagem neste blog para tratar da transformação do Porto do Açu num enclave estadunidense no Norte Fluminense (Aqui!). Passados  pouco mais de 16 meses, e graças ao blog do Professor Roberto Moraes, sabemos agora que cerca de 33% território do município de São João da Barra faz parte deste enclave (Aqui!).

E como bem elucida o Prof. Roberto Moraes, parte considerável deste território foi tomado de centenas de famílias pobres pelo (des) governo do Rio de Janeiro sob a batuta de Sérgio Cabral que usou desculpa, hoje se sabe, esfarrapada de tomar terras de agricultores e pescadores para criar um distrito industrial em São João da Barra.  Para quem ainda não leu a interessantíssima postagem que o Prof .Roberto Moraes produziu, a área de terras controlada pela Prumo Logística Global é de espantosos 130.000 hectares!

Apesar de eu já ter abordado o fenômeno do “land grabbing estatal” ocorreu em São João da Barra num artigo científico que foi publicado em 2012 pelo Journal of Latin American Geography (Aqui!), não posso de deixar peculiar que todo esse processo tenha se dado sob os auspícios de um decreto promulgado no segundo governo de Getúlio Vargas (o Decreto 3.365 de1941) que estabeleceu a desapropriação por necessidade ou utilidade pública e interesse social.

Diante da grandeza desses números, não há mesmo o que estranhar na pressa que se apossou do prefeito Neco para fazer aprovar a nova versão do Plano Diretor de São João da Barra. É que, como bem apontou o Prof. Roberto Moraes, os interesses imobiliários envolvidos são, digamos, parrudos. 

Finalmente, há de se estranhar por que até hoje as atividades da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) não foram alvo de um processo de investigação pelo Ministério Público, especialmente à luz do que foi apresentado pelo Prof. Roberto Moraes no tocante ao papel desempenhado por essa agência na transferência (no mínimo precoce) das terras desapropriadas para um ente privado.

Prumo Logística amplia Vila da Terra. Mas como fica a questão da propriedade da terra?

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Acabo de ser informado por fonte fidedigna que a Prumo Logística está realizando um processo de ampliação no condomínio rural conhecido como “Vila da Terra”.  A informação é de que a ampliação teria sido deixado a cargo da Construtora Avenida do empresário Ari Pessanha.  Além das 10 casas que estariam sendo construídas, existem rumores circulando no V Distrito de São João da Barra de que a construção outras 200 casas estaria a caminho.

Um problema básico sobre as casas entregues na Vila da Terra é que, até hoje, a questão fundiária parece não ter sido resolvida, já que a área onde o condomínio está localizado pertence à massa falida da Usina Baixa Grande. Essa questão se arrasta desde os tempos em que o ex-bilionário Eike Batista ainda era o dono do Porto do Açu, e se noticiava que existia apenas um acordo comercial que dava à LL(X) Logística a prioridade na compra da Fazenda Palacete em cujas terras a Vila da Terra foi construída.

A minha fonte nesta questão aproveitou para levantar uma questão que me parece bastante pertinente: estaria essa expansão da Vila da Terra ligada a uma nova rodada de desapropriações para favorecer a implantação do Porto do Açu?

Se estiver, é bem possível que isto explica a pressa do prefeito Neco para aprovar o novo Plano Diretor Municipal de São João da Barra.  Mais um motivo para a Câmara Municipal de São João da Barra exercer seu direito de examinar com o devido cuidado as mudanças gestadas pela Prefeitura de São João da Barra no ordenamento territorial do município! Afinal, há que se lembrar que até hoje centenas de famílias continuam sem o devido ressarcimento pelas perdas econômicas que tiveram. E aquelas que “ganharam” casas na Vila da Terra ainda têm que conviver com a insegurança jurídica causada pela falta de documentos de propriedade das áreas que lá ocupam.

 

Band TV produz matéria sobre o Porto do Açu: das super expectativas à dura realidade

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A Band TV enviou a jornalista Mariana Procópio ao V Distrito de São João da Barra e produziu uma interessante matéria sobre o descompasso entre as promessas de desenvolvimento e a dura realidade dos agricultores que foram desapropriados e que, até hoje, não receberam as compensações financeiras devidas.

Essa matéria apenas uma das que deverão ir ao ar no Brasil e fora dele onde onde fica demonstrado que a única que tem escala super no Porto do Açu é a diferença entre as promessas e o que foi de fato transformado em realidade positiva. É que as negativas claramente são também SUPER!

E como resumiu uma moradora do V Distrito… depois que entrou o porto, ficou pior. Simples assim!

A internet guarda informações preciosas que pulverizam recente nota da CODIN sobre as desapropriações no Porto do Açu

Em nota recente, a assessoria de comunicação da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro divulgou uma nota que foi repercutida pelo site “Parahybano” dando a versão do (des) governo do Rio de Janeiro sobre o processo de desapropriações realizado no V Distrito de São João da Barra (Aqui!). Apesar de eu já ter destrinchado o conteúdo daquela nota, encontrei duas matérias jornalísticas que colocam em dúvida dois aspectos cruciais da nota da CODIN: 1) o pagamento de indenizações aos agricultores desapropriados, e 2) o reassentamento das famílias desapropriadas na chamada “Vila da Terra.

Vejamos o que diz o título da matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo em 16/02/2010 em relação ao número de desapropriados:

título  da matéria

O que se vê é o número de 600 famílias! E qual seria o problema então? É que na matéria abaixo, publicada pelo jornal “Brasil Econômico” aparecem números precisos sobre quantas famílias teriam sido beneficiadas por um auxílio-produção de um a cinco salários mínimos por dois anos, e pelo reassentamento na Vila da Terra  (Aqui!).

números

A matemática colocada na matéria é simples: 190 famílias teriam sido beneficiadas pelo auxílio-produção e 35 pelo assentamento na Vila da Terra.

Vejamos agora o saldo dessa matemática trágica: 600 famílias afetadas pelas desapropriações – 190 que receberam auxílio produção = 410 famílias desapropriadas que ficaram sem indenização, ou 600 famílias desapropriadas – 35 famílias assentadas na Vila da Terra= 565 famílias desapropriadas que não foram reassentadas. Em outras palavras, temos em torno de 400 a 500 famílias que foram afetadas pelas desapropriações, mas que não foram indenizadas e nem reassentadas!

Será que sou só eu que vê uma tremenda injustiça nesses números?

Agora vamos esperar a próxima nota da CODIN para ver se aparecem novos números…. ou não!

Matéria no site “Quotidiano” retrata revolta com descaso da Prumo Logística no caso da “Vaca Atolada”

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O “Quotidiano“, um portal de notícias baseado em São João da Barra acaba de produzir uma interessante matéria sobre a revolta que está se disseminando nas redes socais por causa do comportamento insensível da Prumo Logística no caso da morte por sede de animais pertencentes aos agricultores que foram desapropriados pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN).

Há que se lembrar que essas terras foram desapropriadas pela CODIN e repassadas sem a conclusão do processo para a empresa LL(X) do ex-bilionário Eike Batista, terras essas que depois foram entregues à Prumo Logística como parte do espólio resultante do colapso do Grupo EBX.

O interessante é notar que o descompasso entre discurso de responsabilidade socioambiental e a prática efetiva é que está na raiz da revolta que está explodindo nas redes sociais. Como se vê, não basta ter discurso bonito, há que se praticar.

Insensibilidade da Prumo com morte de animais gera revolta

As fotos publicadas nas redes sociais dos animais que morreram de sede devido à proibição da Prumo causou indignação na sociedade, no meio acadêmico e político.

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Animais mortos no quinto distrito causam indignação na sociedade, Crédito: Blog do Pedlowski

Por Bruno Costa, bruno.costa@quotidiano.com.br

As fotos publicadas nas redes sociais dos animais que morreram de sede devido à proibição da Prumo para que os produtores rurais pudessem adentrar nos locais para salvá-las, causa ainda mais desgaste da imagem da empresa perante a sociedade, meio acadêmico e político.

 O vereador Franquis Areas (PR) publicou em seu perfil no facebook e utilizou o plenário da Câmara Municipal de São João da Barra para denunciar a covardia ocorrida no quinto distrito.

“Os produtores não estão podendo limpar os bebedouros, máquinas não podem entrar nas propriedades, a situação está complicada. Entrei em contato com o Caio da Prumo logística e o mesmo me relatou que é proibido o acesso dos produtores a propriedade, mesmo estando lá os animais deles”. O representante da empresa a qual o vereador se refere é Caio Cunha, assessor da presidência da Prumo Logística, que tem como CEO, Eduardo Parente.

Imediatamente a notícia repercutiu nas rádios locais, imprensa em geral e nas redes sociais. O blog do professor Roberto Moraes fez um panorama dos conflitos e das desapropriações que assolam os produtores que até hoje não foram indenizados. Em relação à seca e morte dos animais, Moraes comenta: “Em meio a esses problemas, eles agora enfrentam, como outros produtores rurais, a forte seca que se abate sobre o sudeste brasileiro. Em meio a tudo isso, eu presenciei um destes produtores buscando ajuda com máquinas para cavar um poço e dar água para que seus animais não morressem. O mais interessante é que desta vez o acesso ao gado foi negado e o produtor detido pela Polícia Militar e levado para a delegacia policial na sede do município em São João da Barra”.

No blog do professor da Uenf, Marcos Pedlowski, a crítica também é dura para a empresa. “Estou sendo contactado por agricultores do V Distrito de São João da Barra que estão indignados com o tratamento que está sendo dado pela Prumo Logística Global ao problema que está afetando o rebanho de gado que foi tirado das áreas desapropriadas e confinado em áreas que estão ficando sem água”.

REDES SOCIAIS

Nas redes sociais a indignação com a Prumo Logística pode ser observada em diversos depoimentos. Para Denis Freitas Toledo há contradição, falta de sensibilidade e de respeito. “O engraçado é que o Caio se orgulha da empresa dele soltar umas tartarugas no mar, mas esse mesmo Caio não se comove com o gado morrendo de sede, ele é o responsável pela sustentabilidade do empreendimento? Onde não se respeita o produtor rural e os moradores do quinto Distrito! É o mesmo que acha que está tudo a mil maravilhas e que não há impactos negativos. Enfim, vive em um conto de fadas!”, publicou.

Rosângela Conceição Ferreira da Silva faz duras críticas a Caio. “É o representante do cinismo puro que foi licenciado pelo INEA! Protege tartaruga, mas não se importa com bois; diz que preserva meio ambiente, mas não enxerga que a Empresa que ele representa esta acabando com a localidade do Açu! É o verdadeiro cara-de-pau que não presta nem pra cupim morder!”, comenta.

Sobre o caso ‘Vaca Atolada’ a Prumo Logística disse à redação do Quotidiano que não iria se pronunciar sobre o assunto. 

FONTE: http://www.quotidiano.com.br/noticia-1958/insensibilidade-da-prumo-com-morte-de-animais-gera-revolta

CODIN e suas explicações infundadas sobre o conflito em curso no V Distrito de São João da Barra

A matéria abaixo que foi produzida pelo site de notícias “Parahybano” traz, finalmente, uma posição oficial da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) sobre o conflito que está ocorrendo no V Distrito de São João da Barra que coloca de um lado centenas de famílias de pequenos agricultores e, de outro, a Prumo Logística Global, e tem como centro da disputa o uso das águas cercadas em áreas que foram desapropriadas pelo (des) governo Sérgio Cabral.

A pena é que a “assessoria” da CODIN se posicionou não para dar informações corretas, mas sim para criar desinformação e, em última instância, legitimar as ações realizadas pela Prumo Logística. Vejamos dois exemplos crassos da desinformação:

1) A CODIN teria afirmado que “os agricultores teriam sido assistidos pelo projeto de Reassentamento Vila da Terra, destinado às que residiam na área e eram elegíveis ao programa. As famílias receberam áreas que variam entre 2 e 10 ha, com dois, três e quatro quartos, mobiliadas e dotadas de eletrodomésticos.”   O que a CODIN não disse é que a imensa maioria das famílias desapropriadas não teria como ser assistida num projeto que poderia abrigar não mais do que 40 famílias. E, pior, que o condomínio da Vila da Terra foi instalado numa área que é de propriedade da massa falida da Usina Baixa Grande. Em outras palavras, as famílias estão vivendo numa terra da qual poderão ser expulsas no futuro, se encontrando assim em condição de total insegurança jurídica.

2)   A CODIN também teria informado que “além do Programa de Reassentamento, a todas as famílias que tiveram suas propriedades imitidas na posse foi oferecido o Programa Auxílio Produção que varia de 1 a 5 salários mínimos -“. Pois bem, o que a CODIN não disse é que esse programa de auxílio já não beneficia a maioria das famílias desapropriadas, as quais ainda esperam pelo pagamento das indenizações devidas pelo (des) governo do Rio de Janeiro.

E é preciso que se diga que além do problema das desapropriações inconclusas e do bloqueio aos recursos hídricos dentro de áreas que ainda não deveriam estar sob controle da Prumo Logística já que não tiveram sua imissão de posse definitiva, há ainda o problema recorrente e emergente da salinização de águas e solos em diferentes partes do V Distrito de São João da Barra. 

Se somarmos tudo isso, o que pode se antecipar é que há ingredientes suficientes para um aprofundamento do conflito. E ao se negar a reconhecer o óbvio, o que a CODIN está fazendo é colocar mais gasolina na incêndio. Simples assim!

Gados morrem de sede em terras desapropriadas no Açu e Codim afirma que famílias já receberam novas áreas

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Moradores da localidade de Água Preta, no Açu, 5º distrito de São João da Barra foram levados na sexta-feira, 30, pelos funcionários da Prumo Logística para a 145º Delegacia de Polícia de São João da Barra por estarem tentando salvar os gados em terras desapropriadas.

De acordo com o produtor Reginaldo Rodrigues de Almeida, cerca de 1.500 animais estão ainda nessa área de desapropriação.

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– Mais de 20 animais já foram encontrados mortos pela falta d’água. A água secou e os animais estão morrendo atolados na lama -, disse.

Na última segunda-feira (02), o vereador Franquis Arêas, através da Rádio Barra FM, denunciou a morte de vários gados de produtores rurais do 5º distrito. Segundo Frankis, os animais estão morrendo de sede, pois a Prumo, não permite nenhuma máquina adentrar nas propriedades para limpar e aprofundar tanques.

– Não colocam máquinas e autorizam a entrada de máquinas de fora e o pior, encaminharam trabalhadores para a 145º Delegacia de Policia -, destacou.

A assessoria da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro – CODIN – informou que todo processo obedece a rito e às decisões da Justiça. Para preservar as famílias, a CODIN não comenta valores pagos. Nas terras já imitidas na posse não são admitidas pessoas sem a devida autorização.

A Codin acrescenta ainda que programas de apoio às famílias atingidas foram desenvolvidos. Um deles é o Reassentamento Vila da Terra, destinado às que residiam na área e eram elegíveis ao programa. As famílias receberam áreas que variam entre 2 e 10 ha, com dois, três e quatro quartos, mobiliadas e dotadas de eletrodomésticos. Todas as unidades foram entregues com poços perfurados e bomba de irrigação, além de as famílias terem recebido sementes para plantio à sua própria escolha, com apoio social e técnico para plantio. Os agrônomos ensinam aos agricultores novas técnicas, acompanham a evolução da produção e orientam em relação à Comercialização do produto. Como resultado, já foram colhidas mais de 80 toneladas.

– Além do Programa de Reassentamento, a todas as famílias que tiveram suas propriedades imitidas na posse foi oferecido o Programa Auxílio Produção que varia de 1 a 5 salários mínimos -, acrescentou.

FONTE: http://www.parahybano.com.br/site/gados-morrem-de-sede-em-terras-desapropriadas-no-acu-e-codim-afirma-que-familias-ja-receberam-novas-areas/

Manifestação de vereador sanjoanense em rede social abre novo capítulo no conflito da água no Porto do Açu

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O vereador sanjoanense Franquis Arêas (PR) postou na noite desta segunda-feira (02/02) informações sobre esforços que está realizando para desatar o imbróglio em que se transformou o acesso dos agricultores do V Distrito de São João da Barra às reservas de água que se encontram dentro de áreas desapropriadas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN) e que foram entregues para a LL(X), hoje Prumo Logística.

Acho louvável que o vereador Franquis se empenhe num problema tão grave e que afeta a vida de centenas de famílias de agricultores familiares que hoje estão perdendo parte do seu rebanho bovino por não poderem usar reservas hídricas que estão “aprisionadas” dentro de áreas que foram tomadas, mas que até hoje não foram pagas pelo (des) governo do Rio de Janeiro.

Nessa postagem fica explícita uma curiosa contradição entre o discurso de sustentabilidade apregoado pela Prumo Logística e o que se faz na prática. É que em sua postagem no Facebook, o vereador Franquis informa que tendo contactado um funcionário da Prumo Logística e informado do problema em curso, a única resposta que obteve foi a confirmação de que os produtores estão proibidos de adentrar as áreas “desapropriadas” ainda que o seus rebanhos estejam lá buscando água para sobreviver, com o resultado que é mostrado abaixo. Pelo que parece que a Prumo Logística só exercita sua responsabilidade socioambiental com as tartarugas marinhas!

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Mas como essa é uma situação em desenvolvimento é bem provável que tenhamos novidades nos próximos dias. A ver!

 

Relato de Franquis Arêas no Facebook

Boa noite amigos. Hoje pela manhã fiz uma participação na rádio Barra, junto ao locutor Emilson Amaral, onde pude falar com a população sanjoanense sobre o problema enfrentado pelos produtores rurais do 5º distrito, que possuem gado e que estão nas terras desapropriadas. Os produtores não estão podendo limpar os bebedouros, máquinas não podem entrar nas propriedades, a situação está complicada.

Entrei em contato com o Caio da Prumo Logística e o mesmo me relatou que é proibido o acesso dos produtores a propriedade, mesmo estando lá os animais deles. Na sexta-feira inclusive 4 produtores que entraram para socorrer o gado, foram levados a delegacia sob acusação de invasão de propriedade.

Quero dizer aos amigos do 5º distrito, aos trabalhadores produtores rurais que estou nessa luta e vou tenta contato com a empresa que trata da parte ambiental do Porto. Falei sobre esse assunto na rádio e também na Câmara hoje. Deixo aqui o link do blog de Roberto Moraes e também do professor da Uenf Marcos Pedlowski que retratam mais sobre o assunto. Estou com várias fotos sobre o que está acontecendo e amanhã pela manhã estarei postando aqui.