Rede de Pesquisadores em Geografia (Socio)Ambiental emite nota sobre papel do agronegócio no ecocídio brasileiro

A chapa tá quente! Mas quem a esquenta?…

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Por RP-G(S)A

Não está acontecendo apenas hoje, nem começou ontem ou na semana passada. Já se vão alguns meses que o Brasil é tomado por uma espessa camada de fumaça, fruto de um número recorde queimadas que tem incendiado a vegetação, matando animais nos diferentes biomas brasileiros, especialmente o Pantanal, o Cerrado e Amazônia. Em relação a esta situação,  distintos veículos de comunicação “informam”, “especialistas” opinaram, celebridades fizeram postagens em suas redes sociais alertando para os problemas de saúde causados pela piora da qualidade do ar, principalmente as doenças respiratórias. Falou- se, também, sobre a proporção das queimadas (vários milhões de hectares) e sobre a mobilização de  brigadistas para apagar as chamas… Mas algo que tem sido tratado apenas superficialmente em meios ao caos, e se refere a quem são os agentes mediatos e imediatos desse verdadeiro ecocídio que se desenrola em frente aos nossos olhos.

Tudo indica que, em busca de fazer avançar sua fronteira agrícola, desterritorializando populações tradicionais e povos indígenas, e devastando a biodiversidade, o agronegócio não hesita em avançar o processo de destruição. Durante o governo Bolsonaro, vimos como o fogo atingiu partes significativas da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal (e, em menor escala, dos outros biomas também). O fato é que o agronegócio se acostumou em fazer a boiada passar, e não dá sinais que pretenda parar. Nesta época de secas e estiagens, com a vegetação ressequida e vários rios com a vazão diminuída, nem todos os incêndios são fruto da ação do agronegócio; mas é seguro que a maioria deles foram e estão sendo iniciados para acelerar a territorialização das monoculturas e da pecuária de exportação, como os dados divulgados pelo Mapbiomas nos levam a concluir.

Mesmo quando não é o agente direto, agindo criminosamente ou sob a aprovação legal do Estado brasileiro (incêndios associados ao desmatamento para uso como pasto ou para as monoculturas, ou mesmo, quem sabe, para “fazer barulho”, para poderem depois alegar que “não foi só sob Bolsonaro que houve incêndios”…), o agronegócio é um agente decisivo na destruição da Natureza. Afinal, a pressão pela desproteção e a maior vulnerabilidade dos ecossistemas têm muito a ver com o seu papel, que conta com o apoio resoluto da bancada ruralista no Congresso Nacional.

No momento em que cada vez mais se torna perceptível a ocorrência dos eventos climáticos extremos e de seus efeitos catastróficos, pouco se fala dos agentes causadores e de seus interesses  como se as mudanças climáticas fossem resultado de variáveis desconhecidas, ou um fenômeno imputável apenas a um “fator antrópico” abstrato. Nós, que compomos a Rede de Pesquisadores em Geografia (Socio)Ambiental / RP-G(S)A, não titubeamos em assinalar que, enquanto o agronegócio continuar a receber vantagens, como financiamento público, liberação desenfreada de agrotóxicos altamente venenosos, além de usufruírem de uma fiscalização insuficiente, tanto ambiental como trabalhista, continuaremos a respirar a fumaça das queimadas e a adoecer com sua toxicidade. E, pior, a viver com um clima cada vez mais vez hostil, principalmente para os mais pobres.

RP-G(S)A, 13 de setembro de 2024.


Fonte: RP-G(S)A

Grilagem, ecocídio e ameaça de morte no Cerrado

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De um lado, a preservação, do outro, a devastação causada pelo agronegócio no Cerrado. Foto: Mariella Paulino/Rede Social

“A lentidão do Instituto de Terras do Piauí em regularizar os nossos territórios favorece a ação de quem quer nos expulsar”, denuncia sr. Juarez Celestino que, na tarde de 15 de outubro, foi ameaçado de morte por Carlos Rone Salgim. Juarez é uma das lideranças do Coletivo de Povos e Comunidades Tradicionais do Cerrado, no Sul do Piauí.

A ameaça ocorreu junto aos moradores da comunidade Passagem da Nega, no território Melancias. De acordo com as pessoas ameaçadas, Rone estava bastante exaltado e, além de dizer que os moradores deveriam sair daquela área, anunciou que “já estava encomendada a pessoa que irá matar o sr. Juarez”. Rone, como é conhecido na região, já ameaçou Juarez e as famílias que ali vivem em outras ocasiões.

As ameaças foram registradas em boletins de ocorrência no município de Corrente. A denúncia também foi levada às autoridades estaduais e nacionais.

As famílias dessas comunidades ribeirinhas-brejeiras, que vivem há gerações de modo tradicional no território Melancias, vem sofrendo com ameaças de morte e expulsão por grileiros e com o avanço do agronegócio que causa desmatamento e contaminação com agrotóxicos.

O Coletivo de Povos e Comunidades Tradicionais do Cerrado no Piauí, a Comissão Pastoral da Terra-PI e a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos exigem medidas urgentes dos órgãos governamentais para garantir a vida, o território, a proteção ambiental e a dignidade das comunidades.


Relatório “Grilagem e ecocídio no Cerrado” é lançado em Harvard

O relatório “Grilagem de terras e ecocídio” foi lançado no dia 11 de outubro em um seminário na Universidade de Harvard, que teve como objetivo pressionar as empresas financeiras ligadas à Harvard, à TIAA e à Bunge por destruição ambiental e grilagem de terras no Cerrado.

relatório está disponível em português e em inglês e foi produzido pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, Friends of the Earth e Action Aid.

As pesquisas da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos que revelam a grilagem de terras e o impacto ambiental destas empresas no Cerrado foram noticiadas pela Agência Pública.

Ecocídio no Cerrado: inundações severas no Brasil como resultado do agronegócio

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Por Norbert Suchanek, Rio de Janeiro, para o JungeWelt

Semanas de chuva contínua e três rompimentos de barragens inundaram grande parte do centro e leste do Brasil e já causaram pelo menos 45 mortes. Mais de 133 mil pessoas perderam suas casas nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, Pará, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. A Bahia é o estado mais atingido, com pelo menos 24 vítimas mortais das enchentes, cerca de 100.000 pessoas forçadas a abandonar suas casas.

A mídia corporativa e os políticos dos estados afetados culpam as chuvas excepcionalmente fortes por esta época do ano e pelas mudanças climáticas globais. Mas isso é apenas meia verdade. O desastre da inundação também é caseiro.

De fato, o desmatamento contínuo das savanas do cerrado do planalto central brasileiro e das altas planícies do Nordeste, e sua conversão em monoculturas em grande escala, particularmente nas plantações de soja, perturbaram gravemente o equilíbrio hídrico da região.

No Brasil, o Cerrado é conhecido como o “Berço das águas”, pois o bioma abastece oito das doze principais bacias hidrográficas do Brasil e grandes rios como o Xingu, o Rio Tocantins e o Rio São Francisco. Mas mais de 50% dos originalmente cerca de dois milhões de quilômetros quadrados do Cerrado já foram desmatados. Somente entre agosto de 2020 e julho de 2021, outros 8.531 quilômetros quadrados foram sacrificados para agronegócios, segundo os últimos números do instituto de pesquisas espaciais INPE, responsável pelo monitoramento florestal via satélite. Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental  (IPAM) analisaram o  desmatamento na região da frente agrícola do Matopiba que é formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. De acordo com estatísticas agrícolas oficiais, a área de soja no Matopiba se multiplicou de cerca de 600.000 hectares em 1995 para cerca de 8 milhões de hectares hoje. E esses são os estados que foram mais atingidos pelas recentes enchentes.

O ecossistema do Cerrado, extremamente rico em espécies, é composto em grande parte por plantas com um sistema radicular complexo e profundo que se estende até 20 metros de profundidade. Eles são adaptados à alternância extrema de chuvas fortes na estação chuvosa e períodos prolongados de seca. Apenas um terço das árvores e arbustos são visíveis na superfície. Dois terços dessas plantas são subterrâneas e podem, assim, reter grandes quantidades de água da chuva e equilibrar o balanço hídrico. Não é o caso das monoculturas que estão se espalhando na região, como a soja ou o milho com suas raízes superficiais. Sua capacidade de armazenamento de água é significativamente menor.

Quando chove, a maior parte da água, enriquecida com solo superficial e  agrotóxicos, vai direto para os rios. Um estudo publicado em 2014 pela Universidade de São Paulo mostrou um aumento de cinco vezes no escoamento superficial devido a monoculturas ou pastagens de gado na região do Cerrado. Nas fases sem cobertura do solo, ou seja, após a colheita e até a semeadura, o escoamento superficial chega a ser até 20 vezes maior do que em áreas de cerrado não desmatadas. O aumento das inundações e assoreamento dos reservatórios são as consequências “naturais”. Acrescente-se a isso a crescente impermeabilização do solo devido à construção de estradas em andamento para o transporte da safra de soja aos portos de exportação e às cidades que se tornam cancerígenas devido ao êxodo rural – e a catástrofe é perfeita.

inundaçãoPessoas em uma rua inundada no sudeste do Brasil, Foto: dpa/Eugênio Sávio

“Se somarmos os efeitos das mudanças climáticas globais ao avanço do cultivo da soja em áreas de alto valor ecológico, vemos que as situações catastróficas na Bahia, Tocantins e Piauí não são nada naturais”, comenta o geógrafo  Marcos Pędłowski, do Centro de Ciências do Homem da Universidade Estadual do Norte Fluminense em seu blog: “O que estamos presenciando hoje é uma combinação particularmente drástica de eventos climáticos extremos e a consolidação de um modelo agrícola predatório que empurra os mais pobres para áreas periféricas onde normalmente não há infraestrutura urbana”.

Pędłowski acrescenta que “curiosamente, a cobertura das corporações midiáticas brasileiras sobre os tsunamis nas cidades direta ou indiretamente afetadas pela safra de soja no Matopiba oculta essas conexões e apenas oferece aos leitores ou telespectadores uma narrativa de catástrofe em que apenas o tema das mudanças climáticas é discutido, e isso apenas vagamente mencionado.”

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Este texto foi originalmente escrito em alemão e publicado pelo jornal “JungeWelt” [Aqui!].

O Ecocídio na Amazônia na Oceania e em Haia

Juntando vozes para um objetivo comum

16 de dezembro, a partir das 9am (horário de Brasília) .

Organização: No Peace Without Justice e Seja Legal com a Amazônia.

Moderação: Michelle Reyes Milk (No Peace)
A organização italiana No Peace Without Justice e campanha brasileira Seja Legal com a Amazônia tem o prazer de convidá-los para o evento virtual “Ecocídio na Amazônia na Oceania e em Haia”, que acontecerá no dia 16 de dezembro de 2021, à margem da Assembleia dos Estados Partes do Tribunal Penal Internacional, atualmente em reunião em Haia.

O evento visa contribuir para as discussões em curso sobre o ecocídio, ou seja, qualquer ato ilegal ou arbitrário realizado sabendo-se que existe uma possibilidade significativa de causar graves danos ao meio ambiente, promovendo a conscientização do público e estimulando a vontade política para a criminalização desse tipo de ato, tanto em nível nacional quanto internacional. Mais importante ainda, o evento convidará os líderes globais a se comprometerem e se unirem ativamente à nossa jornada em direção a proteções ambientais mais rigorosas através da lente da justiça criminal.

A fim de incluir vozes locais e especialistas de nível institucional, o evento também enriquecerá as discussões em andamento, trazendo perspectivas e testemunhos diretos dos povos e comunidades mais afetados pela destruição ambiental.

Entre os convidados estarão o pesquisador sênior do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e porta-voz da Seja Legal, Paulo Barreto; Olympia Bekou (professora de Direito Internacional da Nottingham University) ; James Baghwan (secretário-geral da Conferência de Igrejas do Pacífico); Marie Toussaint (membro do Parlamento Europeu); e Kattrin Jadin (membro do Parlamento Belga).

A tradução simultânea será disponibilizada em inglês, espanhol, português, francês e italiano .

Você pode registrar sua participação aqui para receber o link e participar do evento.

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Canção pra Amazônia – Uma canção maravilhosa para a Amazônia

Para a proteção da Amazônia, 31 conhecidos cantores brasileiros de diferentes gêneros e gerações se uniram e trabalharam por um total de sete meses na Música para a Amazônia e a lançaram por ocasião da Semana de Ação Global pela Amazônia.

CANÇÃO

O vídeo musical completo pode ser encontrado no canal do GP Brasil no YouTube com legendas em inglês: https://www.youtube.com/watch?v=yE1PENHOpDQ

A maravilhosa e, para mim, a profundamente tocante canção é muito longa, com pouco menos de 12 minutos – e ainda assim não um minuto muito longo! Mas: 15.000 árvores foram derrubadas na floresta amazônica apenas durante a duração desta canção.

É hora de levantar nossas vozes para #Amazônia / #Amazonien (em alemão).

A canção foi escrita por Carlos Rennó e a música é do cantor e produtor Nando Reis.

Os artistas: por dentro são: Agnes Nunes; Anavitória; Arnaldo Antunes; Baco Exu do Blues; Caetano Veloso; Camila Pitanga; Céu; Chico César; Criolo; Daniela Mercury; Diogo Nogueira; Djuena Tikuna; Duda Beat; Elza Soares; Flor Gil; Gaby Amarantos; Gal Costa; Gilberto Gil; Iza; Majur; Maria Bethânia; Milton Nascimento; Nando Reis; Péricles; Preta Gil; Rael; Rincon Sapiência; Samuel Rosa; Thaline Karajá; Vitão; e Xande de Pilares. Ninguém foi pago para participar deste projeto.

O projeto é liderado pelo Greenpeace Brasil e Relicário Produções com o apoio da APIB, COIAB, CIMI e FASE Amazônia.

As vítimas do ecocídio do Rio Doce estão abandonadas e precisam ter seus direitos garantidos

MORADORES OBSERVAM ESTRAGOS EM BENTO RODRIGUES

MG – BARRAGEM/MG/BENTO RODRIGUES/ONTEM – GERAL – Moradores observavam os estragos causados na região de Bento Rodrigues, distrito de Mariana (MG), atingido pelos rejeitos que vazaram das barragens da empresa Samarco, na tarde da última quinta-feira (05), em foto deste sábado (07). 07/11/2015 – Foto: MARIANA TOPFSTEDT/SIGMAPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Por Mariana Parra, Doutoranda em Direitos Humanos pela Universidade de Deusto, na Espanha

 

Quase dois meses depois da catástrofe ambiental no Rio Doce, do crime ambiental cometido pelas empresas Vale e BHP, e com a responsabilidade do poder público brasileiro por não ter cumprido seu papel fiscalizador, muitas vítimas de Mariana continuam sem saber o que será de suas vidas, sentem-se sozinhas e esquecidas pelo resto do País.

Uma postagem da organização Últimos Refúgios trouxe uma atualização importante e preocupante sobre a situação na região. O relato e as fotos ajudam a termos alguma dimensão de uma situação difícil até mesmo de compreender, tamanha destruição.

Além da falta de água e do enorme risco de contaminação e proliferação de doenças, além dos milhares de desabrigados que ainda não têm uma solução definitiva, milhares de pessoas perderam sua fonte de renda, seu meio de vida, de forma direta ou indireta.

Pescadores, artesãos que fabricavam ferramentas para pesca, produtores rurais, indígenas, professores… Essas pessoas ficarão abandonadas à própria sorte?

Será mesmo que a presidenta da República acredita que liberar o fundo de garantia será suficiente para remediar a situação em que se encontram essas famílias e comunidades?

Como já foi bastante comentado, parece que poucos se deram conta da gravidade da catástrofe ambiental que está matando o Rio Doce e causando um enorme dano à vida marinha.

Uma consultoria americana de gestão de riscos relativos à construção pesada estimou que essa catástrofe bateu três recordes mundiais. Foi o pior desastre do gênero e o maior vazamento de lama já registrado. Outros especialistas já afirmaram que essa catástrofe pode se comparar à Fukushima.

No caso de Fukushima, milhares de pessoas tiveram que deixar suas casas por conta da radiação. No caso do Rio Doce, até quando as vítimas receberão abastecimento de água engarrafada e terão uma solução para seguir suas vidas postergada por medidas paliativas?

As vítimas do Rio Doce devem ser reconhecidas pelo que são: deslocadas internas, pessoas que tiveram e terão que deixar suas casas pela simples impossibilidade de viverem em suas terras e com os meios de subsistência que tinham antes.

Devem ter garantidos seus direitos de receberem abrigo e meios para recomeçarem suas vidas, seu direito a um meio ambiente saudável, à água, à saúde, educação, moradia e renda.

Obviamente, há perdas irreparáveis para essas pessoas e comunidades, dos seus modos de vida e cultura, que tinham relação com sua terra, seu entorno, sua paisagem.

E o restante da natureza, dos seres vivos? Infelizmente não existe remediação e reparação para o assassinato do Rio Doce, para esse verdadeiro ecocídio.

Nessa situação tão triste e desesperadora, a declaração da presidenta da República, de que o rio será recuperado “inclusive tornando-o melhor do que era antes”, passa de qualquer limite do absurdo e até mesmo da crueldade, impossível de aceitar.

E o que a presidenta demonstra não é apenas a sua falta de articulação para falar em público e ao público, mas também um discurso muito típico da cultura atualmente dominante, em que temos a ilusão extremamente imatura de que o ser humano pode controlar e manipular a natureza ao seu bel prazer.

Esse pensamento que está trazendo consequências cada vez mais irreversíveis na atual era do Antropoceno.

As vítimas do ecocídio do Rio Doce não podem ser esquecidas em meio ao mar de calamidades e escândalos que tomam conta do País e devem ter sua situação e seus direitos reconhecidos, sem rodeios e meias palavras.

À natureza e aos seres vivos que morreram e morrerão nesse ecocídio, podemos apenas ter essa situação como aprendizado e como alerta para esse modelo de desenvolvimento que destrói a natureza, a vida e a nós mesmos.

Podemos lutar contra todas as manipulações e ilusões dessa sociedade do consumismo e da descartabilidade. Como foi comentado durante a COP de Paris, não temos outro planeta para jogar este fora.

FONTE: http://www.brasilpost.com.br/mariana-parra/as-vitimas-do-ecocidio-do_b_8891768.html?ncid=tweetlnkbrhpmg00000002