A quem interessa o banimento do Blog do Garotinho? A Eduardo Paes, é claro!

Acabo de ler no “Diário do Centro do Mundo”  que a justiça eleitoral retirou do ar o Blog do Garotinho, com o argumento de que o candidato a governador do Estado do Rio de Janeiro utilizava o veículo para promoção pessoal, e em detrimento dos adversários [1].

paes garotinho 

A matéria explica ainda que o banimento do “Blog do Garotinho” se deveu às suas contínuas denúncias contra o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) que reinou solene na cadeira de prefeito da cidade do Rio de Janeiro em função da sua ligação umbilical com o hoje prisioneiro e ex- (des) governador Sérgio Cabral (MDB). 

cabral paes

A verdade é que Anthony Garotinho” tem sido uma pedra no sapato não apenas de Sérgio Cabral e seu grupo, mas também de Eduardo Paes que hoje, graças ao silêncio da mídia corporativa, anda cometendo todo tipo de ilegalidade para levar à frente sua campanha, apesar de ser considerado inelegível pela mesma justiça eleitoral que decidiu banir o seu blog.

Curiosamente a mídia corporativa não está dando a repercussão devida a um ato que fere diretamente o exercício da livre expressão, um direito constitucional. É que, gostando ou não das ideias e práticas políticas de Anthony Garotinho, o seu blog é acessado diariamente por milhares de pessoas, as quais agora estão impedidas de fazê-lo à guisa de garantir os direitos de um candidato que, a grosso modo, não poderia nem estar fazendo campanha.

Como o meu próprio blog volta e meia é o alvo de pressões judiciais de quem desejar impedir que possa veicular minhas opiniões e/ou fatos devidamente documentados, não posso deixar de manifestar minha integral solidariedade a Anthony Garotinho e à equipe do seu blog. 

E deixo aqui a minha expectativa de que a decisão que implicou nesse banimento absurdo seja rapidamente derrubada em instâncias superiores.


[1] https://www.diariodocentrodomundo.com.br/justica-tira-do-ar-blog-do-garotinho-e-eduardo-paes-tem-caminho-aberto-para-a-eleicao-por-joaquim-de-carvalho/

Em visita surpresa, Eduardo Paes e Comte Bittencourt vêem de perto o caos criado pelo (des) governo Pezão na UENF

O campus Leonel Brizola da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) foi hoje palco de uma inesperada (e não comunicada) visita da chapa ao governo do Rio de Janeiro formada por Eduardo Paes (DEM) e Comte Bittencourt (PPS) (ver imagem abaixo).

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Essa visita é daquele tipo do carrasco que visita a vítima, já que Eduardo Paes esteve até recentemente no PMDB de Sérgio Cabral e Pezão que colocaram a Uenf na maior crise financeira e acadêmica da sua jovem história de 25 anos. Já Comte Bittencourt, presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, passou ao comportamento “tô vendo, mas finjo que não” desde que o seu partido, o PPS, o mesmo do prefeito Rafael Diniz, entrou para a base do (des) governo Pezão.

A coisa foi tão de sopetão (providencialmente, aliás) que a reitoria da Uenf nem usou a intranet da universidade para informar sobre a presença dos “ilustres visitantes”. Talvez para evitar algum tipo de manifestação desairosa por parte da comunidade universitária.

Mas como desse mato não deverá sair coelho caso os dois sejam, sabe-se lá como, eleitos para governar o Rio de Janeiro, fica o registro da presença que certamente foi autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral, sempre tão cioso da presença de políticos em repartições públicas durante campanhas eleitorais.

Encontro de Eduardo Paes e Pedro Paulo em vinícola nos EUA mostra a seletividade da crise

O jornal “EXTRA” publicou na tarde deste sábado uma matéria mostrando uma reunião regada a vinhos selecionados entre o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), e seu afilhado político, o deputado federal Pedro Paulo (PMDB), num estabelecimento localizado no estado estadunidense de Maryland [1].

eduardo paes pedro paulo

Em primeiro lugar há que se dizer que não há de ilegal em dois amigos se encontrando para sorver garrafas de vinho em qualquer do mundo que eles escolham fazer.  Olhando a carta de vinhos do Sugarloaf Mountain Vineyard (em português, vejam que coincidência, Vinícola da Montanha do Pão de Açúcar!) mostra que os preços lá são até bastante razoáveis em comparação a estabelecimentos similares no Brasil, com taças girando numa faixa de R$ 24,00 até próximo de R$ 40,00 [2]. E para quem já gastou para chegar na distante Dickerson, estes preços são até baratos.

O problema é que enquanto esses dois amigos usufruem das gosturas etílicas na costa leste dos EUA,  a população da cidade e do estado Rio de Janeiro estão passando por graves dificuldades em função das políticas que o partido deles aplicou com sofreguidão ao longo da última década.

Por isso, é que quando personagens como o (des) governador Pezão e seu (des)secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, têm a pachorra de vir a público para falar de sacrifícios ainda maiores para a população e para os servidores estaduais, é preciso lembrar que a crise que eles ajudaram a criar é seletiva, mas muito seletiva mesma.

Finalmente, apenas como sou geógrafo,  quero lembrar que Dickerson, cidade onde está localizada a Sugarloaf Moutain Vineyard, fica distante 64 km da capital dos EUA, Washigton, onde reside atualmente o ex-prefeito Eduardo Paes. Já a distância em relação a Wilmington, localizada no paraíso fiscal de Delaware, é de 216 km.  Para quem não sabe, é em Wilmington que muitos negócios foram realizados, inclusive a catastrófica operação Delaware que faliu o RioPrevidência.


[1] https://extra.globo.com/famosos/investigados-por-corrupcao-eduardo-paes-pedro-paulo-sao-clicados-em-vinicola-nos-eua-22029750.html

[2] https://www.smvwinery.com/enjoy-sugarloaf-mountain-wines/

 

MPF/RJ pede multa ao ministro dos Esportes, ao governador e ao ex-prefeito do Rio pela não apresentação do plano de legado antes das Olimpíadas

Documentos apresentados no ano passado não possuíam a devida consistência, validade e consonância com a realidade.
Em junho de 2016, antes do começo das Olimpíadas, o MPF moveu uma ação civil pública exigindo a apresentação do documento específico e formal do plano de legado olímpico. Foram apresentados documentos que não possuíam a devida consistência, validade e consonância com a realidade. Para o MPF, agora não há mais dúvida de que não houve o devido planejamento, tendo em vista a transferência da responsabilidade do Município à União, repentina e sem qualquer preparação e estruturação para recebimento desse tão importante encargo. Como se não bastasse, a ausência do devido plano de legado também é comprovada pelo teor da Medida Provisória n. 771, de março de 2017, que dispõe que a Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO) deverá elaborar o plano de utilização das instalações olímpicas e paraolímpicas, sujeito à supervisão e aprovação do Ministério do Esporte. Justamente em razão disso é que, só recentemente, no dia 14 de junho, foi apresentado o plano de legado elaborado agora pela AGLO, ainda sob análise do MPF e TCU.
 
Diante desses fatos, o MPF requer a aplicação da multa diária de 10 mil reais, a contar do início dos jogos, já estabelecida na decisão liminar de 15 de julho de 2016, individualmente, ao ministro dos Esportes, Leonardo Picciani, ao governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e ao ex-prefeito do Município do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, responsáveis respectivamente pelos entes réus União, Estado do Rio de Janeiro, Município do Rio de Janeiro.
 
Como ainda não foi juntado aos autos da ação o plano de legado elaborado agora pela AGLO, continua valendo o pedido para que a União, o Estado e Município do Rio de Janeiro e a Autoridade Pública Olímpica sejam condenados a apresentar os documentos corretos e reais de Plano de Legado e Plano de Uso do Legado das obras públicas desenvolvidas para a execução dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, contendo a relação dos equipamentos que foram adquiridos com verba pública para uso nas Olimpíadas e das obras construídas ou reformadas com verba pública, indicando a sua destinação final no legado e os benefícios à sociedade de forma individualizada; a identificação do ente público ou privado responsável pela destinação de cada empreendimento e, se privado, no caso de insucesso das licitações, indicação da entidade pública que ficará responsável pela gestão e administração dos espaços ou se haverá contratação direta; os custos previstos de manutenção dos espaços e equipamentos de forma detalhada; a forma de gestão de cada empreendimento e sua finalidade após a realização dos Jogos Olímpicos; e os benefícios esperados com o legado à sociedade e à Administração Pública.
Audiência Pública – No último dia 22, o Ministério Público Federal promoveu uma audiência pública para debater o futuro do legado olímpico para o Rio de Janeiro. A audiência é parte da atuação do Grupo de Trabalho (GT) Olimpíadas, criado pelo MPF para acompanhar e investigar a aplicação das verbas públicas federais para a realização dos jogos. Nela, foram abordadas questões do legado físico, como as arenas que estão abandonadas e sem uso ou mal aproveitadas; do legado social, como as consequências das 70 mil pessoas que foram removidas para a construção das obras; e do legado ambiental, como a promessa olímpica de despoluição da Baía de Guanabara. Posteriormente, foi realizada outra audiência pública, no dia 14 de junho, no Parque Olímpico da Barra, para apresentação do plano de legado elaborado agora pela AGLO.
FONTE:  Assessoria de Comunicação Social, Procuradoria da República no Rio de Janeiro

A cidade dos caos olímpico de Eduardo Paes ganha uma capa em jornal espanhol que deixaria meu pai raivoso, mas também feliz. Eu explico!

Meu pai Antonio Pedlowski, falecido em 2002, foi um encanador de mão cheia e labutou em quase todas as empreiteiras que construíram alguma coisa relevante no Brasil entre 1954 e 1982. Depois disso, ele trabalhou ainda muito anos como encanador que resolvia problemas diversos nas residências das pessoas. Sempre de forma muito eficiente, ainda que nem sempre a preços módicos.

capa-marca

Pois bem, estivesse hoje vivo e lesse a capa do jornal espanhol “Marca” mostrada logo acima, e que em bom português quer dizer “busque-se um encanador”, o meu velho iria provavelmente ter dois sentimentos. O primeiro seria raiva em ver a boa fama dos encanadores brasileiros ser jogada, desculpem-me o trocadilho, tubulação abaixo. O segundo seria de regojizo pela oportunidade de trabalho que a incompetência gerencial de Eduardo Paes acabou gerando para os bons profissionais do ramo. É que, ao que tudo indica, ocupação para encanador é que não vai faltar na Vila Olímpica nas próximas semanas.

E pensar que deixaram o Rio de Janeiro em sua atual condição catastrófica pelas oportunidades que esse megaevento do COI geraria. É literalmente o fim da picada!

 

E agora, Eduardo Paes? É essa a sua cidade olímpica?

A MERDA AVANÇA SOBRE A ORLA CARIOCA

rio de merda
Mais uma vez assistimos, impotentes, ao triste espetáculo do avanço da merda sobre a orla carioca.

Outra foto de ontem (03.05.2016), captada de outro ângulo pelo nosso incansável biólogo Mario Moscatelli sobre o Quebra-Mar, mostrando a invasão do mar pelo esgoto do sistema lagunar da Barra da Tijuca.

São o cocô e o lixo da Ilha da Gigóia, do Itanhangá, do Peninsula e dos prédios, casas, shoppings e condomínios da Barra da Tijuca, contaminando todo o litoral carioca.

Reparem que como ventava Sul, toda a merda foi pra São Conrado, Leblon e Ipanema, chegando até o Arpoador.

Hoje a praia de Ipanema já amanheceu tomada pelas gigogas, plantas que só proliferam no esgoto e na matéria fecal. Vejam matéria grande com foto no Globo.

Do nível do chão a gente não vê, aí todo mundo cai na água, se diverte, crente que está limpinha…

Isso é um crime ambiental inaceitável. Até quando?

Ampliem a foto para novamente ver a MERDA em High Definition.

Rio, Cidade Olímpica de Merda

Foto Copyright © 2016 – Mario Moscatelli

FONTE: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10208490308910877&set=a.1491795410486.66305.1102038550&type=3&theater