Jornal da Band mostra ao Brasil o avanço do mar na Praia do Açu

Como informado aqui, a edição do Jornal da Band desta sexta-feira (26/09) trouxe uma matéria mostrando o processo de erosão em curso na Praia da Açu, contando com a participação de moradores e do professor Eduardo Bulhões, coordenador do curso de Geografia da UFF.

As imagens e declarações de moradores e do professores Bulhões foram resumidas num sumário bastante ácido do âncora do Jornal da Band, jornalista Ricardo Boechat. Abaixo segue um vídeo da matéria.

Porto do Açu: desapropriações, salinização, erosão costeira, e agora fogo nas pastagens. Que legado é esse, Eike Batista!?

A falta de chuvas e a existência de áreas pastagens secas acaba de causar um incêndio de grandes proporções nas terras que foram adquiridas pelo Grupo EB(X) nas proximidades do Porto do Açu. Segundo o que acaba de me ser informado, o incêndio teria começado na rotatória próxima à localidade de Água Preta e se estendeu até a chamada Estrada do Galinheiro.

O incêndio que teria tido início das 13:00 horas desta sexta-feira estaria sendo controlada por uma brigada anti-incêndio, provavelmente vinda do Porto do Açu. Mas a estas alturas a fumaça já pode ser visualizada na localidade Barra do Jacaré!

Uma preocupação adicional ficaria para os agricultores que tiveram suas terras desapropriadas, mas que até hoje não passaram por perícias. É que se o fogo atingiu essas propriedades, como é que a justiça poderá atribuir um valor correto como é reclamado pelos desapropriados?

Mas agora vejamos: desapropriações, salinização, erosão marinha e, agora, fogo.   Mas que legado é esse, Eike Batista! Isto está parecendo as dez pragas do Egito!

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Procuradora do MPF-SP está preocupada com possibilidade de fuga de Eike Batista e outros diretores da ex-OGX

A Folha de São Paulo está informando que a procuradora do Ministério Público Federal de São Paulo, Karen Kahn, está estudando uma série de medidas para evitar a fuga do Brasil de Eike Batista e outros seis diretores da OGPar (ex-OG(X)) que foram arroladas na denúncia que ela apresentou contra o grupo por falsidade ideológica e formação de quadrilha (Aqui!).

Uma das razões dessa preocupação é a possibilidade de que Eike Batista e outras pessoas tenham segunda cidadania, o que permitiria que saíssem do Brasil para não responderem por esses crimes. Karen Kahn ressaltou em sua entrevista que um dos problemas é que justiça brasileira não vê com a devida gravidade os crimes contra a ordem financeira.

Mas as idas e vindas de Eike Batista de primeira classe ou no que restou de sua frota particular de aeronaves podem estar próximas do fim. Apesar dos reclamos do advogado Sérgio Bermudes. A ver!

O GLOBO: Em duas semanas, Eike já recebeu três denúncias e é acusado de cinco crimes

Entenda as ações movidas pelas procuradorias do Rio e São Paulo desde o último dia 11

O empresário Eike Batista, em foto de arquivo – FRED PROUSER / REUTERS

RIO – Em pouco menos de duas semanas, Eike Batista se tornou alvo de três denúncias do Ministério Público Federal (MPF), no Rio e em São Paulo. Ao todo, o empresário é acusado pelos procuradores de cinco crimes: uso de informação privilegiada na negociação de ações (insider trading), manipulação de mercado, falsidade ideológica, indução de investidor ao erro e formação de quadrilha.

PRIMEIRA DENÚNCIA: 11 DE SETEMBRO, NO RIO

A primeira denúncia foi oferecida pelo MPF no Rio no último dia 11 de setembro, como revelou O GLOBO. O documento foi assinado pelos procuradores Orlando da Cunha e Rodrigo Poerson, que entendem que Eike Batista incorreu nos crimes de insider trading, ao negociar ações da OGX (atual OGPar, em recuperação judicial) e da OSX (braço naval do grupo, também em recuperação judicial)quando já estava à par de que as reservas de petróleo estavam aquém do prometido a investidores, antes de divulgar o fato ao mercado.

A denúncia também criticava a promessa do empresário de injetar US$ 1 bilhão na petroleira (a chamada cláusula putI, que acabou não sendo cumprida, quando os credores cobraram que a operação fosse exercida, em setembro do ano passado. A acusação do MPF-RJ — acolhida pela Justiça Federal — fez com que os ativos financeirs do empresário fossem bloqueados na semana passada.

Com a denúncia aceita, o empresário foi citado pela Justiça, que deu um prazo de dez dias para que ele apresentasse explicações sobre as acusações. O prazo termina nesta quinta-feira.

SEGUNDA DENÚNCIA: 11 DE SETEMBRO, EM SÃO PAULO

No mesmo dia, o MPF em São Paulo ofereceu denúncia semelhante, mas referente a outras negociações de papéis. Embora tenha a mesma data, a nova acusação só foi divulgada dois dias depois. A decisão, assinada pela procuradora Karen Louise Jeanette Kahn, é focada na venda de ações da OSX em abril. A denúncia pede que Eike seja condenado ao pagamento de multa de R$ 26 milhões, equivalente ao triplo dos R$ 8,7 milhões que teriam sido obtidos ilegalmente.

Na noite desta quarta-feira, o juiz Márcio Assad decidiu que a denúncia deve ser encaminhada ao Rio de Janeiro, conforme antecipado nesta terça-feira.

 
TERCEIRA DENÚNCIA: 24 DE SETEMBRO, EM SÃO PAULO

Somadas às acusações anteriores, o MPF em São Paulo, em nova decisão da procuradora Karen Kahn, ofereceu ainda mais uma denúncia à Justiça. Dessa vez, outros sete executivos, além de Eike Batista, estão envolvidos no processo, acusados de quatro crimes: insider trading, indução de investidor ao erro, falsidade ideológica e formação de quadrilha.

A denúncia foi protocolada nesta quarta-feira e ainda tramita internamente. Horas após a divulgação da acusação, a procuradoria pediu à Justiça o sequestro dos bens de Eike e dos outros sete acusados. Tanto a denúncia como o pedido de sequestro ainda precisam ser analisados.

Juiz diz que vai pedir arresto de bens de Eike em processo do MPF

Por Rafael Rosas | Valor

Luciana Whitaker/Valor

RIO  –  O juiz Flavio Roberto de Souza, da 3ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, afirmou que deverá pedir o arresto de bens do empresário Eike Batista dentro do processo em que o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia pelo crime de uso de informação privilegiada. No processo, o MPF pediu que o juiz determine o arresto de até R$ 1,5 bilhão em bens do empresário.

“Não é uma questão de ‘se’, mas uma questão de ‘quanto’”, disse Souza ao Valor.

Ou seja, o arresto será pedido, mas o valor ainda precisa ser definido.

Segundo o magistrado, a defesa do empresário pediu um prazo para determinar se o dano supostamente causado chegaria a R$ 1,5 bilhão ou a um valor menor. “A defesa pediu 15 dias para ver se o valor relatado pelo Ministério Público é o valor do dano”, explicou Souza.

O juiz ressaltou que atualmente o empresário tem R$ 122 milhões em dinheiro bloqueados em contas bancárias e outros R$ 117 milhões em um fundo de debêntures também bloqueados.

“Evidentemente, fazemos uma ordem [para o que vai ser bloqueado]. O que tinha de dinheiro já foi bloqueado, o que vamos ver agora são os bens que estão no nome dele”, disse o juiz, lembrando que poderão ser buscados bens passados para os nomes dos filhos e esposa do empresário.

Souza também confirmou que pedirá a quebra do sigilo fiscal de Eike, no âmbito de um outro processo que investiga lavagem de dinheiro. O juiz informou que o MPF pediu vistas desse processo e que aguarda apenas a devolução do material para pedir a quebra do sigilo fiscal do empresário.

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3709110/juiz-diz-que-vai-pedir-arresto-de-bens-de-eike-em-processo-do-mpf#ixzz3EGP8jfvr

Eike e mais sete são acusados de formação de quadrilha

Ministério Público Federal em São Paulo denunciou empresário e ex-executivos da OGX por diversos crimes

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Daniela Barbosa, de

Fabio Pozzebom/AGÊNCIA BRASIL

O empresário Eike Batista, controlador do grupo EBX

Eike Batista e outros sete são acusados de diversos crimes pelo MPF

São Paulo – Eike Batista e outros sete ex-executivos da OGX foram denunciados pelo Ministério Público Federal em São Paulo por falsidade ideológica, indução de investidores a erro e formação de quadrilha.

Com Eike, veja os 7 acusados de formação de quadrilha na OGX

Segundo comunicado do MPF, eles são acusados de induzir milhares de investidores ao erro quando anunciarem informações inverídicas sobre o potencial da petroleira.

“O grupo prometeu a realização de negócios bilionários em operações de extração de petróleo nas bacias de Campos e Santos, mas as projeções foram baseadas em dados inverídicos”, disse o MPF, em nota.

Além de Eike, Paulo Mendonça, ex-diretor de exploração e ex-diretor-presidente da OGX, Marcelo Torres e Roberto Monteiro, ex-diretores financeiros e de relações com investidores, Reinaldo Vargas, ex-diretor de produção, Paulo Guimarães, ex-diretor de exploração, Luís Eduardo Carneiro, ex-presidente da OGX e da OSX, e José Roberto Cavalcanti, ex-diretor jurídico, tiveram seus nomes citados no processo.

Ainda de acordo com a Justiça, todos incorreram em falsidade ideológica, indução de investidores a erro e formação de quadrilha. Eles também foram denunciados por manipulação do mercado de capitais.

“Tais fraudes atingiram diretamente a credibilidade e a eficiência do mercado de capitais brasileiro ao contaminar, no período de 2009 a 2013, a negociação de milhões de ações da OGX e da OSX, com o envolvimento de agentes financeiros, igualmente ludibriados pelas falsas informações produzidas em seu âmbito”, disse Karen Louise Jeanette Kahn, a procuradora da República e autora da denúncia.

Para ela, tais condutas desaguaram no prejuízo a milhares de investidores, no Brasil e no estrangeiro, além do consequente influxo de investimentos em ativos mobiliários negociados no país.

Se condenado, Eike  pode ser obrigado a cumprir de quatro a 14 anos de prisão.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/eike-e-mais-sete-sao-acusados-de-formacao-de-quadrilha

MPF de SP denuncia Eike Batista por falsidade ideológica e formação de quadrilha

A vida de Eike Batista anda mesmo difícil,  e não é porque ele diz ter voltado à classe média.  É que hoje a Folha de São Paulo traz a informação que o MPF de São Paulo agora entregou uma nova denúncia contra Eike e sete diretores da OG (X) (atual GPar) por falsidade ideológica e formação de quadrilha.  O caso ainda é relacionado aos problemas envolvendo as idas e vindas de Eike Batista durante o processo de crise da petroleira, o qual já rendeu outra denúncia no MPF paulista e que foi enviado para avaliação da justiça fluminense.

Agora vamos ter que ver como responde o ex bilionário.  Mas uma coisa é certa: ele vai ter que gastar parte do que resta dos seus ativos com honorários de advogados.

É muito dura a vida “classe média” de Eike Batista: voos na primeira classe, viagens de helicóptero e hotéis cinco estrelas

Como é a vida do “classe média”  Eike Batista

Mesmo em tempos bicudos, o empresário se hospeda em hotel cinco estrelas em Nova York e não abre mão de usar o helicóptero para ir a Angra dos Reis

Malu Gaspar
Empresário Eike Batista

Empresário Eike Batista (Marcos D’Paula/AE/VEJA)

Eike Batista emergiu na semana passada de um ano de raro e absoluto silêncio. Acusado de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada – crimes financeiros para os quais as penas podem chegar a cinco e oito anos de prisão, respectivamente –  ele saiu da toca depois de uma decisão judicial que arrestou os bens de sua família até o limite de 1,5 bilhão de dólares.  Seguindo uma estratégia desenhada por seus advogados, ele chamou quatro veículos de comunicação (entre os quais a VEJA) para deixar bem claro que não tem esse dinheiro.  Como não conseguiu pagar as dívidas que acumulou enquanto seu império esteve no auge (cerca de 15 bilhões de dólares em 2012), o empresário é hoje um homem de menos  1 bilhão de dólares.  “É um baque gigantesco voltar à classe média”, afirmou à Folha de S. Paulo na primeira das quatro conversas. Trata-se, é claro, de um tipo sui generis de classe média, uma vez que seu salário é 15 267 vezes a renda média de um cidadão dessa classe social.  Na sexta à noite, ele se corrigiu no twitter:  “Esclarecendo: a menção à classe média referia-se à sua capacidade (da classe média)  de adaptar-se a situações adversas!”

,A VEJA, ele se referiu a si próprio como um “assalariado” – ou melhor, um “assalariado com potencial de levar uma participação nesses ativos que sobraram aí”.  Eike não disse, mas o pro-labore em questão é de 5 milhões de dólares por ano, quantia que lhe prometeu o fundo soberano de Abu Dabui, o Mubadala, seu maior credor,  para o ano que vem, caso ele cumpra algumas condições estabelecidas no acordo pelo qual entregou quase todos os  bens aos árabes. Na quarta-feira, depois de uma tarde inteira repetindo a mesma coisa,  com ar cansado e os olhos caídos,  o “classe média” Eike entrou em sua caminhonete Hilux blindada e foi para casa – uma mansão de 3 500 metros quadrados fincada num terreno com vinte vezes esse tamanho,  aos pés do Cristo Redentor e com vista para os mais belos cartões postais do Rio de Janeiro. Seguiam-no quatro seguranças.

Na semana anterior, ele havia transitado entre Doha, a capital do Catar, e Nova York, resolvendo pendências financeiras.  Fechou a venda da mineradora de ouro AUX por 400 milhões de dólares (o dinheiro foi todo para os credores) para os emires do país árabe e  seguiu para reuniões com um grupo de coreanos que ele diz estar tentando atrair para o porto do Açu, no norte fluminense, em que ainda tem 10% das ações.  Não usou o jato Gulfstream  de 40 milhões de dólares que era a joia de sua frota de quatro aviões e dois helicópteros e que ainda é dele. Preferiu economizar  tomando um vôo de carreira.  Na primeira classe, é claro, que ninguém é de ferro. Em Manhattan,  hospedou-se no mesmo hotel de sempre, um cinco estrelas na avenida  Madison,  e circulou de van ou de limusine com o mesmo motorista que o atende há anos.

Praia

Mesmo em tempos bicudos, Eike também não abre mão de usar o helicóptero Agusta – o outro remanescente de sua frota —  nas idas frequentes a Angra dos Reis, onde ainda mantém uma mansão de dois andares na Baía de Vila Velha.  Assim como a do Jardim Botânico, a “casa de praia” não está mais em nome dele. Em julho, no auge da crise da petroleira OGX, que arrastou seu império para o buraco,  ele transferiu os imóveis aos filhos Thor, 22 anos,  e Olin, 18 anos,  e ainda comprou uma cobertura de 5,3 milhões de reais  em Ipanema para a namorada, Flávia Sampaio, que é mãe do caçula de Eike, Balder, de 1 ano. Por causa dessas doações, está sendo acusado pelos procuradores da República de fraude a credor – algo que ele repele, dizendo que foi tudo feito às claras e declarado à Receita Federal. Uma vez no litoral, Eike ainda dispõe do super iate de 115 pés que comprou em 2009 por 80 milhões de reais. Na embarcação, circula entre as ilhas do balneário com o comandante e dois auxiliares. 

E como é que uma pessoa que deve 1 bilhão de dólares na praça ainda consegue desfrutar de todo esse conforto? A resposta  tem a ver com um ditado bastante repetido no mercado financeiro:  se você deve 100 dólares aos bancos, o problema é seu. Mas, se deve 100 milhões, o problema  é deles.  Aos bancos a quem Eike deve dinheiro (Itaú e Bradesco, principalmente) não interessa tomar os bens que restam e registrar em seus balanços prejuízos de centenas de milhões de dólares. Mais inteligente, do ponto de vista contábil, é mantê-lo respirando e negociar os pagamentos aos poucos, em suaves prestações. Assim, apesar de carregar uma dívida impensável para a imensa maioria dos mortais, Eike segue mantendo seu padrão de vida quase intacto, com algumas poucas alterações.  É o famoso “devo, não nego, pago quando puder”, transposto ao universo dos ex-bilionários. Talvez esteja aí  um ponto de contato entre a vida de Eike e a de boa parte da classe média. Segundo a estatística oficial,  metade dos brasileiros dessa classe social está endividada. 

FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/a-vida-do-classe-media-eike-batista

Trânsito “pesado” nos céu do Porto do Açu

Acabo de receber um telefonema vindo do V Distrito de São João da Barra que o tráfego de aeronaves em direção ao Porto do Açu está “muito pesado” na manhã deste sábado. Como nos últimos dias também se notou a remoção dos escombros de casas de agricultores que foram desapropriados pelo (des) governo de Sérgio Cabral,  uma das hipóteses que essa fonte me passou é que hoje é um daqueles dias que, no passado, se usava para falar da venda de lotes nas praias sanjoanenses a expressão “dia de vender terra para mineiro”. 

De toda forma, esse dia de tráfego aéreo intenso não me surpreende, pois venho notando um certo senso de urgência com repetidos anúncios publcitários, principalmente por parte de Eike Batista e seus associados de empreitada, para mostrar que o Porto do Açu é viável. 

Mas como esse tipo de evento  depois vira manchete de “boas novas” na mídia corporativa, é possível que logo saibamos quem está hoje visitando o Porto do Açu. A ver!