Valor: OS(X) teve prejuízo bilionário em 2013

OSX termina 2013 com prejuízo de R$ 2,4 bilhões

Por Ligia Tuon | Valor
PREJUIZ
SÃO PAULO  –  A empresa de estaleiros OSX divulgou um prejuízo de R$ 2,4 bilhões em 2013, ante uma perda de R$ 32,7 milhões no ano anterior. O resultado foi influenciado por uma baixa de R$ 2,38 bilhões, devido a “não recuperabilidade de ativos”.
A companhia explica que as unidades de construção naval e leasing foram negativamente impactadas pela constituição de provisão para redução do valor recuperável de ativos (impairment), de R$ 2,4 bilhões, e pela baixa de ativos, no montante de R $ 830 milhões. Desta forma, o resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações foi negativo em R$ 2,26 bilhões.
As despesas financeiras aumentaram 46,4% frente a 2012, devido, substancialmente, aos juros incidentes sobre os financiamentos das plataformas FPSO OSX-1, FPSO OSX-2 e FPSO OSX-3 que, uma vez concluídas as obras de construção e disponibilização da unidade para entrada em operação, passaram a ser reconhecidos no resultado financeiro da companhia.
A receita da grupo, por outro lado, teve avanço de 71,8% em comparação ao ano anterior, para R$ 745,1 milhões. O aumento aconteceu em decorrência de afretamento e operação e manutenção das unidades FPSOs OSX-1 e OSX-3 e à construção do PLSV para o cliente Sapura, segundo a empresa.
Durante o segundo semestre de 2013, a OSX enfrentou um agravamento da sua situação financeira, incluindo o cancelamento de encomendas de unidades, que seriam construídas tanto na Unidade de Construção Naval do Açu quanto em estaleiros contratados.
Em novembro, a OSX, a OSX Construção Naval e a OSX Serviços tiveram seus pedidos de recuperação judicial ajuizados.

 

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3519844/osx-termina-2013-com-prejuizo-de-r-24-bilhoes#ixzz2z62YUqBy

JB: Ministério Público pede inquérito contra Eike Batista na Polícia Federal

eike-batista

Jornal do Brasil

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro entrou com pedido de inquérito na Polícia Federal (PF) para apurar a suposta prática de crimes financeiros pelo empresário Eike Batista.

O pedido é feito após as conclusões do relatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), encaminhado ao MPF em 19 de março. De acordo com o relatório, há evidências de que Eike, quando ocupava o comando da OGX, tenha cometido três infrações: omissão de fato relevante, manipulação de preços (de ações) e prática não equitativa.

O empresário  usou o Twitter, onde tinha mais de 1 milhão de seguidores, para dar declarações otimistas, quando já sabia que seus poços de petróleo eram secos.

FONTE: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2014/04/15/ministerio-publico-pede-inquerito-contra-eike-batista-na-policia-federal/

Exame: EBX nega uso de informação privilegiada por Eike na OGX

O grupo alega que a venda de ações questionada pela área técnica da CVM ocorreu porque as ações estavam comprometidas por dívidas vencidas

Mariana Durão, do 

Jonathan Alcorn/Bloomberg

O ermpresário Eike Batista

 A nota diz que “explicações cabíveis serão dadas à CVM com a apresentação da defesa e a instrução do processo administrativo”

 Rio – A EBX divulgou nota em resposta às notícias veiculadas a respeito do relatório de acusação em que a área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indica que o empresário Eike Batista deve ser responsabilizado por uso de informações privilegiadas, manipulação de preços e prática não equitativa. O grupo afirma que “em nenhum momento houve má-fé ou uso de informação privilegiada pelo controlador da OGX”.

A nota diz que “explicações cabíveis serão dadas à CVM com a apresentação da defesa e a instrução do processo administrativo. O termo de acusação ainda será julgado pelo Colegiado da CVM”.

A EBX destaca que, “embora não estivesse obrigado a tanto”, Eike Batista se manteve no controle da OGX, com mais de 50% do capital total e votante, por acreditar no potencial da companhia. “Se tivesse acesso a informação privilegiada na época questionada e intenção de se valer disso, Eike Batista poderia ter vendido toda sua participação na OGX”, diz a nota.

O grupo alega que a venda de ações questionada pela área técnica da CVM ocorreu porque as ações estavam comprometidas por dívidas vencidas junto a credores da holding EBX. E afirma que “os recursos obtidos na venda foram destinados ao pagamento dessas dívidas”.

“Eike Batista foi o maior investidor individual na OGX, com o maior o volume de capital investido, e o acionista que mais restou prejudicado em função do insucesso do plano de negócios da companhia. A acusação formulada não resiste a uma análise criteriosa dos fatos e isso será provado no processo”, acrescenta o advogado Darwin Corrêa, sócio do escritório PCPC – Paulo Cezar Pinheiro Carneiro, encarregado da defesa do empresário no processo da CVM.

Na última sexta-feira, 11, a CVM informou que além da acusação contra Eike por “insider trading” na OGX há outros oito processos administrativos sancionadores envolvendo as companhias do grupo EBX em andamento. Eles podem levar o empresário e pelo menos outros 12 executivos e conselheiros do grupo a julgamento. A Superintendência de Relações com Empresas (SEP) do órgão regulador toca ainda outras 13 investigações que, após concluídas, poderão levar à abertura de mais processos sancionadores.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/ebx-nega-uso-de-informacao-privilegiada-por-eike-na-ogx

Brasil 247: Eike fez acionistas de otários. Merece cadeia?

Reuters: CVM conclui que Eike usou informações privilegiadas em venda de ações da OGX, diz jornal

Reuters

SÃO PAULO, 11 Abr (Reuters) – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apurou que o empresário Eike Batista e administradores da antiga OGX (OGXP3), atual Óleo e Gás, sabiam da inviabilidade de campos da petróleo da companhia dez meses antes do mercado ser informado a respeito, publicou um jornal nesta sexta-feira (11).

Citando informações do processo a qual teve acesso, o jornal “Valor Econômico” disse que a CVM concluiu que o empresário vendeu ações da companhia nesse meio tempo, contrariando lei que proíbe a utilização de informações privilegiadas.

À autarquia, Eike alegou que as operações teriam sido feitas para saldar dívidas, disse o Valor. A CVM alega no processo que o empresário poderia ter se desfeito de outros ativos que não os papéis, acrescentou o jornal.

A CVM e a assessoria do grupo de Eike não puderam ser contatados de imediato para comentar o assunto.

Nesta semana, a CVM decidiu prorrogar o prazo de defesa do empresário para 14 de maio em processo no qual ele é questionado por manipulação de preços e utilização de informações não divulgadas ao mercado para negociar ações.

A petroleira, que foi a principal empresa do grupo EBX do empresário, entrou com pedido de recuperação judicial em outubro do ano passado, na sequência de uma aguda crise iniciada com a declaração da inviabilidade econômica dos campos de Tubarão Azul, Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, em julho.

No acumulado de 2013, a companhia teve prejuízo de R$ 17,4 bilhões. 

FONTE: http://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2014/04/11/cvm-conclui-que-eike-usou-informacoes-privilegiadas-em-venda-de-acoes-da-ogx-diz-jornal.htm#fotoNav=13

Chamem o BNDES! OGX teve prejuízo de R$ 17,4 bilhões em 2013

A Folha de São Paulo publicou hoje matéria dando conta que a OG(X), do ex-bilionário Eike Batista, teve apenas em 2013 um prejuízo da ordem de R$ 17,4 bilhões (Aqui!). O mais interessante é que uma das principais causas desse desempenho desastroso foi a rescisão de contrato com a OS(X), outra empresa da franquia “X” que, com a OG(X), se encontra hoje em recuperação judicial (no meu tempo de bancário isso se chamava concordata).

Agora o meu medo é que em nome da falida ideia dos “campeões nacionais”, algum esperto do (des) governo Dilma resolva usar o BNDES para ajudar o amigo Eike em dificuldades Batista. A ver!

Porto do Açu: dragagem avança e junto com ela areia e água salgada

Ontem (31/03) falei aqui no blog de uma perícia judicial que seria feita numa propriedade rural no V Distrito de São João da Barra na chamada “Estrada da Figueira”. Uma pessoa que estava presente nessa perícia me enviou imagens da área e informações de que a areia depositada nos limites da área avaliada estaria se espalhando pela região por causa da ação dos ventos. Como essa é uma areia salgada, os danos ao ambiente e às atividades humanas acaba se tornando inevitável.

Mas há outra faceta agravando a situação que é o avanço do processo de dragagem para a construção de um canal de adução para os terminais do Porto do Açu que estão sendo construídos na área continental. Segundo me foi informado está ocorrendo afloramento de água salgada nas áreas vizinhas às obras, o que termina inviabilizando não apenas as práticas agropecuárias, mas até a realização de perícias judiciais.

Agora é que eu me pergunto: por onde andam os órgãos ambientais como INEA e IBAMA? E por que não ouvimos nada por parte da Prumo que agora é a proprietária do Porto do Açu e responsável pelas obras de conclusão do empreendimento?

Para não deixar dúvidas, posto abaixo algumas imagens da área que foi avaliada ontem e que foram tiradas sob os olhos vigilantes de vários seguranças privados. A verdade é que nada ou quase nada mudou no Porto do Açu após a saída de cena de Eike Batista. E querem saber, isto não me surpreende nenhum pouquinho!

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Nova perícia no V Distrito deverá aumentar exponencialmente os problemas da CODIN

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O dia de hoje (31/03) poderá trazer um duro golpe sobre as nebulosas desapropriações realizadas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) para beneficiar o ex-bilionário Eike Batista na construção do Porto do Açu. É que está programada para esta manhã a realização de uma nova pericia de uma propriedade rural de localização central na chamada “Estrada da Figueira”, e que deveria aumentar bastante os custos da desapropriação realizada pela CODIN.

Um detalhe que deverá aumentar o custo financeiro é a invasão de areia vinda do aterro hidráulico construído pela LL(X) e que hoje torna a propriedade praticamente inviável para a prática da agricultura, o que tornaria a vida do agricultor desapropriado ainda pior se a justiça resolvesse simplesmente suspender a desapropriação.

Agora é só esperar para ver qual será o tamanho do prejuízo da CODIN, pois do proprietário expropriado já se encontra na casa do incalculável.

 

Série de reportagens do “O TEMPO” publica artigos sobre o Porto do Açu

Porto do Açu ‘salgou’  a terra dos produtores 

Morador reclama que a construção do porto, destino final do minério que sairá de Conceição do Mato Dentro, na região Central de Minas, tirou dos agricultores a possibilidade de plantar

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“Eu não sou contra o porto. Eu sou contra o ‘desarrespeito’”. A frase é do agricultor José Roberto de Almeida, 51, o Pinduca, morador do distrito de Água Preta, em São João da Barra (RJ), onde fica o porto do Açu. Ele reclama que a construção do porto, destino final do minério que sairá de Conceição do Mato Dentro, na região Central de Minas, tirou dos agricultores a possibilidade de plantar. “Quando eles puxaram a água do mar, o sal veio junto, e isso arrasou a agricultura”, conta.

Ele caminha rápido para mostrar as plantações totalmente secas, e as palavras saem quase que no mesmo ritmo dos passos, dando dimensão da revolta. “Aqui era abacaxi, aqui era maxixe, aqui era quiabo. Agora, olha, tudo seco. Perdi 70% do que plantei. A água que usamos para irrigar a lavoura está podre por causa do sal. O que é isso? É crescimento?”, desabafa.

Essa revolta levou os agricultores a procurarem o Laboratório de Ciências Ambientais (LCA), da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), que, desde de 2012, faz um estudo para medir a salinização no canal de Quitingute, na bacia do rio Doce, que banha a região. Na ocasião, foram encontradas amostras com índice de até 640 microsiemens por centímetro (µS/cm – unidade de medida de condutividade, usada para verificar a quantidade de sódio e indicar se a água é salobra). Segundo o professor Carlos Rezende, que coordenou o estudo, a água boa para irrigação deve ter, no máximo, 300 µS/cm.

Outro levantamento, feito pela empresa ERM em 2013, comprovou que a condutividade alcançou picos de 42 mil µS/cm. Para abacaxi, que tem presença marcante na região, o recomendável é 3.000 µS/cm. As referências estão em um estudo inédito, ao qual a reportagem teve acesso.

O levantamento foi encomendado pela LLX (atual Prumo e ex-empresa do grupo de Eike Batista) ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF) para verificar as condições atuais das águas do canal de Quitingute. De acordo com o relatório, a água foi avaliada em 55 propriedades, e, em agosto de 2013, 11% ainda apresentavam alto nível sódico no solo.

A medição aconteceu um ano depois que um dos tanques de transferência da LLX apresentou uma falha técnica durante as perfurações e extração do sal para a construção do porto do Açu. A água salgada vazou para córregos e rios.

Estudos como os da Uenf embasaram uma ação civil pública do Ministério Público Federal de Campos dos Goytacazes para provar que as obras para a construção do porto causaram a salinização em áreas de solo, de águas doces em canais e lagoas e da água tratada para o consumo humano. Em fevereiro deste ano, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) reconheceu que houve impactos no canal de Quitingute e em toda a região. A desembargadora Maria Helena Cisne reconheceu que a salinização pode ter atingido ainda a rede de água para abastecimento humano em toda região.

Grupo X

Desde 2012, o procurador da República, Eduardo Santos de Oliveira, do MPF de Campos dos Goytacazes, move uma ação civil pública contra EBX, OSX (do grupo de Eike) e LLX (agora Prumo), por conta da degradação ambiental causada pelas obras do porto do Açu. O Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) e o Ibama também são réus.

Agora, com a decisão do TRF2, Oliveira espera um precedente para que os agricultores sejam ressarcidos. “Essa vitória significa que o MPF foi reconhecido como órgão competente para fiscalizar os impactos das obras do porto do Açu, o que era questionado, pois o licenciamento é fatiado e, no caso do porto, foi concedido pelo Estado do Rio de Janeiro, e não pelo Ibama. A partir daí, temos expectativas de decisões favoráveis aos prejudicados”, diz.

FONTE: http://www.otempo.com.br/cmlink/hotsites/especial-mineroduto/porto-do-a%C3%A7u-salgou-a-terra-dos-produtores-1.814800

Prefeito Neco e a salinização em São João da Barra

O prefeito de São João da Barra, o Sr. José Amaro de Souza, o Neco, parece estar empenhado na luta contra a transposição das águas do Rio Paraíba do Sul pelo governo do estado de São Paulo. Mas uma declaração dada ao Jornal Folha da Manhã (Aqui!) me deixou curioso. É que segundo a declaração atribuída à Neco, a transposição das águas do Paraíba do Sul aumentaria a penetração da cunha salina no canal principal do rio, criando a possibilidade real do desabastecimento na cidade que ele governa. 

Eu não poderia concordar mais com o prefeito Neco que deve estar sendo bem orientado pelo seu secretário de Meio Ambiente nessa questão. Pena que Neco tenha tido uma posição oposta a essa, que é correta, quando o assunto é a salinização causada pela construção do Porto do Açu que causou e continua causando danos aos agricultores familiares do V Distrito de São João da Barra sem que a Prefeitura de São João da Barra mova uma palha para minimizar a situação.

Alguém precisa avisar ao prefeito Neco que sal é sal, seja aquele que pode ser trazido pela transposição ou que aquele que já foi derramado pela construção do Porto do Açu. E, salinização de solos, é para sempre!