ASPRIM mobiliza agricultores para lutar contra as injustiças cometidas pelo (des) governo Cabral no Porto do AçuASPRIM)

No V Distrito pelo maxixe e abacaxi e não à grilagem de terras foi o grito que ecoou hoje na localidade de Cajueiro

Como anunciado aqui neste blog, a Associação de Produtores Rurais e Imóveis (ASPRIM),  legítima representante dos agricultores desapropriados no V Distrito de São João da Barra realizou hoje uma panfletagem na localidade de Cajueiro para sensibilizar os veranistas sobre a situação em que se encontram centenas de famílias que foram desapropriados pela Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN) para beneficiar o grupo econômico do ex-bilionário.

Com a palavra de ordem “No V Distrito pelo maxixe e abacaxi e não à grilagem de terras”, os agricultores dialogaram com os motoristas que paravam para receber os panfletos que estavam sendo distribuídos pela ASPRIM. De forma geral, a reação foi de apoio à luta dos agricultores, pois a maioria das pessoas já entendeu que a luta deles não é contra o Porto do Açu, mas contra todas as arbitrariedades que foram cometidas contra famílias que viviam na região do entorno do Porto do Açu há várias gerações, e foram expulsas de milhares de hectares que hoje se encontram improdutivos.

Abaixo algumas imagens da atividade. É importante lembrar que a diretoria da ASPRIM possui um calendário de lutas e que esta foi apenas umas das atividades que deverão ocorrer nos próximos meses.

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Deu na coluna do Ancelmo Góis: Eliezer Batista é achado para responder à ação na Justiça

Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de celebração do início da produção de petróleo da OGX, em São João da Barra (abril de 2012)

Diferentemente de seu filho, Eike Batista, o ex-ministro Eliezer Batista — ex-conselheiro da OGX — foi localizado pela Justiça para responder à ação de quatro acionistas minoritários contra o grupo de Eike.  O advogado Márcio Lobo, que patrocina a ação, diz que Eike já foi procurado por duas vezes em sua residência, mas até agora nada. Se o oficial de Justiça quiser encontrá-lo, talvez uma boa oportunidade seja a final do Rio Open, no Jockey Club, na Gávea. Eike não vai perder essa partida de tênis por nada neste mundo.

FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2014/02/20/eliezer-batista-achado-para-responder-acao-na-justica-525132.asp

Depois da Acciona, agora é a Technit que cobra dívida bilionária de Eike Batista

A matéria abaixo foi produzida pelo site “Infomoney” e nos dá conta de que outra corporação estrangeira, no caso a franco-argentina, seguiu o exemplo da espanhola Acciona e entrou de sola em Eike Batista por causa de uma dívida que gira em torno de R$ 1 bilhão. Essa cobrança também afeta a OS(X), empresa que construiria um mega estaleiro no Porto do Açu, mas que foi atingida em cheio pela crise da petroleira de Eike Batista, a ex-OGX, atual OGPar.

Como se vê, na mais bem acabada versão de um dos postulados da lei de Murphy, não há nada que esteja tão ruim que não possa piorar.

Argentinos cobram R$ 1 bilhão de Eike e levam disputa para corte em Paris

Valor é referente a produção de duas plataformas, que foram canceladas; Techint controla Usiminas

SÃO PAULO – A Techint, multinacional com sede em Buenos Aires, cobra uma dívida de R$ 1 bilhão da OSX Brasil (O SX B3 ), de Eike Batista. Irritados pela falta de acordo, a empresa – controladora da Usiminas (USIM 5 ) optou por levar o empresário para a arbitragem internacional, na ICC (Internacional Chamber of Commerce) em Paris.

A empresa, comandada por argentinos e italianos, tem apenas uma dívida reconhecida pela OSX de R$ 180 milhões, número divulgado no processo de recuperação judicial. A OSX já havia iniciado um processo de arbitragem em outubro, depois que a Techint cobrou os valores atrasados na Justiça do Rio de Janeiro.

Eles são referentes a produção de duas plataformas, que foram canceladas. A WHP-1 não havia sido iniciado, enquanto a WHP-2 estava 50% pronta quando o contrato foi cancelado. A OSX destaca que houve apenas a “redução do escopo” do contrato, argumento que não é aceito pela empresa, que cobra os gastos e multas.

A Techint teve que fazer uma reestruturação por conta da OSX, demitindo centenas de funcionários no Brasil. Mesmo na arbitragem, a intenção das empresas é chegar a um
consenso antes, já que não há prazo para a solução do impasse na ICC, podendo demorar até anos. A apresentação do plano de recuperação judicial da OSX deverá ser feito até meados de março.

FONTE: http://www.infomoney.com.br/osxbrasil/noticia/3196806/argentinos-cobram-bilhao-eike-levam-disputa-para-corte-paris

Audiência da ALERJ sobre Porto do Açu escancara diminuição do projeto

 

De mega complexo industrial-portuário a porto de apoio ao pré-sal

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Abaixo segue matéria publicada pelo site “sjbonline” sobre a audiência comandada pelo deputado estadual Roberto Henriques na manhã de hoje sobre a situação do Porto do Açu. Afora o fato de que nem as presenças do (des) secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, e da presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN), Maria da Conceição Ribeiro, serviram para ocultar o esvaziamento causado por diversas ausências significativas (incluindo a da ASPRIM e a do prefeito de São João da Barra). 

Além disso, uma pessoa que esteve presente na referida audiência me disse que o Sr. Júlio Bueno parecia muito distante daquela pessoa radiante que adorava propagandear a grandeza do empreendimento de Eike Batista. Aliás, essa mesma pessoa me informou que Júlio Bueno parecia estar bastante abalado. É que mesmo sem a presença de dirigentes da ASPRIM, alguns membros da platéia questionaram a versão fantasiosa que Bueno sustentou por um bom tempo de que não ocorreram violações dos direitos dos desapropriados. 

Por outro lado, essa audiência serviu para deixar claro que o próprio (des) governo Cabral já não consegue sustentar a idéia de que um distrito industrial será construído na retroárea do Porto do Açu, já que as sinalizações  cada vez mais fortes é de que esta área servirá, quando muito, como ponto de apoio para as atividades do pré-sal. E como o filé mignon do pré-sal está até agora em áreas mais distantes do litoral norte fluminense, nem isso está garantido.

Ai é que se coloca a questão chave: por que então manter os decretos de desapropriação de 7.500 hectares de terras agrícolas do V Distrito de São João da Barra?

Audiência debate Porto do Açu

 Foto: Paulo Pinheiro

São João da Barra recebeu mais uma audiência pública realizada pela Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que apura a real situação do Porto do Açu. Os investimentos no Complexo Logístico Portuário e a situação dos trabalhadores e colaboradores do empreendimento, além do impacto na economia local, estiveram na pauta da reunião presidida pelo deputado estadual Roberto Henriques.

Estiveram presentes o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno; a presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), Maria da Conceição Ribeiro; o presidente e o diretor engenheiro da Pruma (antiga LLX), Eugênio Figueiredo e Luis Baroni. O prefeito Neco, que havia confirmado presença, foi representado pelo chefe de Gabinete, Antônio Neves. O legislativo municipal foi representado pela vice-presidente da Câmara, Sônia Pereira, e pelos vereadores Jonas e Elísio.

A participação da sociedade civil teve início com a pescadora Elezir Santos, que questionou a Prumo sobre os planos de compensação que teriam sido prometidos pela LLX, no início do empreendimento. “Vai dar continuidade aos planos de compensação pra pesca? Precisamos saber o que realmente será feito”, questionou. O diretor da empresa, Luis Baroni, afirmou que “todos os compromissos assumidos anteriormente pela LLX serão honrados pela Prumo”.

José Eulálio, presidente do Sindicato da Construção Civil, falou sobre a dificuldade de acesso a informação das empresas que operam no Porto. De acordo com Eulálio, há dificuldade até para fiscalização do Ministério do Trabalho. O presidente do Sindicato destacou ainda que não apoia a movimentos grevistas, mas entende quando os operários se organizam dessa forma. “A insatisfação do pescador é tão grande que eles precisam se manifestar”.

O Porto do Açu é fundamental para o projeto do Pré-Sal no Brasil

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno, destacou a importância do Porto do Açu para o desenvolvimento da economia nacional. Para Bueno, “o projeto é uma realidade e não tem volta”.

Júlio destacou o crescimento do Porto durante o ano, afirmando que o número de trabalhadores diretos aumentou se comparados os números de dezembro de 2012 com dezembro de 2013. Para o secretário, o que houve foi uma crise do Grupo X, atingindo principalmente a OSX, mas isso nunca comprometeu o projeto do Porto.

—Até novembro de 2014 já teremos minério sendo exportado no Porto. Só isso já justificaria o projeto. Todos os indicadores mostram que o Porto do Açu será uma âncora fundamental para o desenvolvimento do Pré-Sal no país — explicou Júlio Bueno.

FONTE: http://www.sjbonline.com.br/noticias/audiencia-debate-porto-do-acu

Folha da Manhã faz resumo da ópera sobre o Porto do Açu: muita desapropriação e pouca instalação industrial

(Des) governo Cabral criou latifúndio improdutivo que agora é controlado por uma corporação estrangeira

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O Jornal Folha da Manhã publicou hoje (16/02) uma matéria para divulgar a evolução do projeto do Porto do Açu que, aparentemente, vai se dirigir essencialmente para a área do petróleo (Aqui!). Além das costumeiras estimativas otimistas sobre o futuro do empreendimento que hoje é controlado pelo fundo estadunidense EIG (em suma, o porto que era de Eike agora é mesmo um enclave estadunidense), a matéria traz duas informações preciosas:

1. Da área total desapropriada, menos de 10 quilômetros quadrados estão hoje ocupados. E parte disso refere-se ao estaleiro da OSX, cujo futuro é incerto.

2. O porto vai vingar, mas será menor e terá outro perfil”, diz uma fonte próxima ao projeto.

Essas duas informações colocadas juntas colocam definitivamente em xeque as justificativas feitas pelo (des) governo de Sérgio Cabral para ter desapropriado centenas de famílias de agricultores familiares e pescadores numa área total de 7.500 hectares (o equivalente a 75 quilometros quadrados)! Em suma, em nome de um modelo ultrapassado de desenvolvimento, o que o (des) governo Cabral está fazendo é criando um imenso latifúndio improdutivo e, ainda por cima, colocando-o de bandeja nas mãos de uma corporação estrangeira.

Como amanhã (16/02) haverá mais uma daquelas audiências organizadas pelo deputado Roberto Henriques para supostamente discutir a situação do Porto do Açu, a qual deverá contar com a presença do (des) secretário Júlio Bueno e da presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN), bem que alguém poderia perguntas à essas autoridades, por que ainda se continua desapropriando terras no V Distrito de São João da Barra!?

Exame: Império ‘verde e amarelo’ de Eike vai para múltis

Sem crédito na praça, Eike Batista acabou encontrando em investidores externos a solução para uma saída honrosa das companhias que idealizou

Mariana Durão, do 

Marcos Issa/Bloomberg 

O empresário Eike Batista

 O empresário Eike Batista: fim do império verde e amarelo

 Rio de Janeiro – A derrocada do grupo X enterrou o projeto de construção de um império industrial verde e amarelo.

Sem crédito na praça, Eike Batista acabou encontrando em investidores externos a solução para uma saída honrosa das companhias que idealizou, mas não tirou do papel.

O saldo até aqui inclui a transferência de ativos ou participações a sete grupos: a turca Yildirim, a alemã E.On, a americana EIG, a suíça Acron, a argentina Corporación América, a holandesa Trafigura e o Mubadala, fundo soberano de Abu Dabi.

Apontado muitas vezes como megalomaníaco, Eike resgatou a imagem do empreendedor nacionalista e o “espírito animal” constantemente evocado pelo ministro Guido Mantega em momentos de crise.

Carismático, imprimia um tom ufanista a seus discursos e encerrava fatos relevantes de suas empresas com expressões como “Viva o Brasil!”.

Se tivesse entregado o que prometia, o País teria hoje uma “mini-Petrobrás” (a petroleira OGX), uma “mini-Vale” (MMX), a “Embraer dos mares” (OSX) e o “Roterdã dos trópicos” (Porto do Açu).

Antes de cair em descrença, o controlador da EBX recebeu elogios do Planalto e amealhou forte capital político, além do apoio de banqueiros e a admiração de seus pares na indústria nacional.

A pergunta no ar é por que nenhum grupo nacional disputou para valer os ativos ofertados em meio à crise do grupo?

Alguns deles acabaram vendidos na chamada “bacia das almas”. Foi o caso das minas de carvão da CCX na Colômbia, que serão alienadas ao grupo turco Yildirim por US$ 125 milhões.

O acordo divulgado no dia 3 tem valor 72% inferior ao que constava no memorando assinado entre as duas companhias em outubro. O montante de US$ 450 milhões estava sujeito à análise operacional do negócio e acabou reduzido, revelando a fragilidade do projeto.

X da questão. Para Cláudio Frischtak, sócio da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, um dos X da questão está justamente no fato de muitas dessas companhias ainda serem pré-operacionais.

Isso se soma a um momento em que o investidor brasileiro está com o freio de mão puxado diante da economia menos aquecida, do cenário de indefinição política e de juros em alta, abrindo a janela para aplicações financeiras em detrimento de apostas no setor real.

“Há uma percepção de risco alta em relação a empresas que não performaram. Depois da maior debacle da história empresarial do País, as pessoas estão mais cautelosas. É mais difícil um ‘projeto de papel’ decolar”, diz Frischtak.

De acordo com fontes que participaram do processo de venda de ativos, grupos nacionais fizeram propostas por alguns ativos, mas quase sempre indecorosas do ponto de vista estratégico e de preço.

A Odebrecht tentou comprar uma área do Porto do Açu que pode operar como base de apoio offshore para o setor de petróleo e gás. Eike recusou porque seria como vender o filé mignon do gigantesco complexo.

Se loteasse o Açu, o empresário ficaria com um elefante branco na mão. Com a venda do controle da LLX, dona do porto, para a americana EIG, ele manteve 20,9% do negócio.

Já no caso da mineradora MMX, Eike acabou aceitando separar os ativos e vender somente o controle do Porto do Sudeste, por onde escoaria o minério de ferro da MMX, à trading holandesa Trafigura e ao Mubadala.

O fundo soberano de Abu Dabi detém uma fatia da EBX e chegou a ter exposição de US$ 2 bilhões ao grupo, um fator que certamente pesou nas tratativas.

“O tombo aqui foi muito forte e o julgamento dos brasileiros sobre o Eike mais duro. O distanciamento permitiu aos estrangeiros enxergar o potencial de recuperação dos ativos”, diz um investidor internacional.

Não foi só isso. O apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pesou 100% na análise dos estrangeiros. A americana EIG Global Energy Partners já tem engatilhado novo pedido de financiamento para o Açu.

Na Eneva (ex-MPX) e na SIX Semicondutores o banco detém participações relevantes (10,34% e 33,02%, respectivamente). No caso do Hotel Glória, o financiamento de R$ 190,6 milhões depende apenas de documentação para ser repassado à Acron.

Apesar de contar com fianças bancárias para garantir os empréstimos dados às empresas X, o banco ficaria em situação desconfortável caso não houvesse uma solução ordenada que viabilizasse os projetos.

Os juros subsidiados do BNDES ajudaram na hora de fechar a conta de dívida dos novos sócios das empresas.

O professor de economia da PUC-SP Antonio Correa de Lacerda destaca que o Brasil é o 5.º no ranking global de atração de Investimento Estrangeiro Direto (IED), por isso é natural que o capital externo esteja atento às oportunidades de investimento no País.

Além disso, Eike Batista sempre fez questão de dar visibilidade às companhias no exterior, onde fez uma série de road shows.

Para Lacerda, a desnacionalização do grupo X preocupa por reduzir a inserção do País nas cadeias globais de produção.

A aquisição de fatias das empresas X foi uma porta de entrada desses grupos para o Brasil ou em um novo setor.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/imperio-verde-e-amarelo-de-eike-vai-para-multis?page=1

UOL: OGX devolve seis àreas de exploração para a ANP

OGX devolve áreas de exploração à ANP, após apresentar plano de ‘concordata’

Valor
A OGpar (ex-OGX) divulgou comunicado ao mercado, na noite de sexta-feira (14), em que informa a devolução à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural de Biocombustíveis (ANP) dos complexos de Itacoatiara, Viedma, Tulum e Vesúvio, localizados na bacia de Campos, e dos complexos de Natal e Belém, localizados na bacia de Santos. .

A decisão foi tomada após a ANP negar dar mais prazo para a petroleira de Eike Batista apresentar os respectivos Planos de Avaliação de Descoberta (PADs).

No mesmo dia, a petroleira também apresentou à justiça do Rio seu plano de recuperação judicial (antiga concordata). O prazo para apresentar o plano vencia na segunda-feira (17).

Devolução não afeta plano de negócios, diz empresa

A companhia também informou, no documento, a decisão de “devolver à ANP o complexo de Curitiba, localizado na bacia de Santos, após a realização de testes de formação que indicaram um índice de produtividade reduzido em função das baixas permeabilidades das rochas reservatório.”

A empresa também anunciou a devolução dos campos Tubarão Tigre, Tubarão Areia e Tubarão Gato, pois “não foram encontradas soluções viáveis para o desenvolvimento técnico-econômico desses campos, apesar dos esforços empreendidos”, segundo o comunicado.

Segundo a companhia, “a devolução dessas áreas não afetará o plano de negócios, uma vez que o  valor econômico destes projetos não foi considerado em nenhuma das projeções da companhia, seja no âmbito das negociações com os credores ou no Plano de Recuperação Judicial.”

FONTE: http://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2014/02/15/ogx-anuncia-devolucao-de-areas-de-exploracao-para-a-anp.htm

E Eike Batista continua entregando seus anéis. Agora foi a vez da IMX, dona do Rock in Rio

O desmantelamento do império “X” de Eike Batista não está deixando pedra sobre pedra, e agora foi a vez da IM(X) vender um porção significativa da empresa que controla o Rock in Rio. Após mais essa venda, resta a Eike Batista apenas uma pequena fração de sua antiga holding, um processo que pode ainda não ter se encerrado, especialmente porque tampouco se encerraram os problemas judiciais que o ex-bilionário está tendo que responder.

E pensar que havia gente que entoava aos quatro ventos a infalibilidade de Eike Batista. Está agora provado de que infalível ele não tem nada. Pior para quem caiu na sua conversa e perdeu economias acumuladas ao longo de longo anos de trabalho.

Mas ruim mesmo está a situação das centenas do V Distrito de São João da Barra que tiveram suas vidas destroçadas em nome de um suposto processo de desenvolvimento que agora se prova ter sido apenas um tigre de papel que não resistiu ao primeiro teste de durabilidade.

Eike reduz participação no Rock in Rio

IMX reduziu a sua participação de 50% para 20% na Rock World, detentora do festival de música

Mariana Sallowicz, do 

Buda Mendes/Getty Images

Visão geral do público durante o show de Ivete Sangalo na abertura do Rock In Rio 2013Visão geral do público durante o show de Ivete Sangalo na abertura do Rock In Rio 2013: Eike comprou metade da Rock World em 2012

Rio – A organização do Rock in Rio anunciou a venda de 50% de uma nova entidade, que deterá os ativos e operações do evento de música para a produtora americana SFX Entertainment. O negócio foi concluído por R$ 150 milhões.

O empresário Roberto Medina, que criou o evento em 1985, continua com a gestão do Rock in Rio. Já a IMX, empresa de entretenimento de Eike Batista, reduziu a sua participação de 50% para 20% na Rock World, detentora do festival de música Rock in Rio.

Segundo a organização, será constituída uma holding, ainda sem nome, na qual Medina e a SFX terão igualdade de controle sobre a empresa que possui os ativos e operações do Rock in Rio.

Eike comprou metade da Rock World em 2012, mas, diante da crise que atingiu o seu grupo, o empresário está se desfazendo de ativos ou reduzindo participações desde o ano passado. O valor do negócio não foi divulgado na época, mas a operação foi estimada em R$ 120 milhões.

Em outro caso em que Eike se desfez de ativos, o fundo suíço Acron confirmou no início do mês a compra do Hotel Glória, um dos mais tradicionais do País. O Glória foi inaugurado em 1922 e está em reforma desde 2008, quando foi comprado pelo grupo EBX por R$ 80 milhões.

Em nota, a IMX informou que a sua participação na sociedade visava, prioritariamente, expandir os negócios do Rock in Rio para novos mercados. “Através de suas conexões internacionais a IMX colaborou para atingir esta meta, formando novas parcerias, viabilizando novos projetos como o Rock in Rio em Las Vegas e aumentando a visibilidade da marca Rock in Rio no mercado americano”.

Em 28 anos, foram realizadas 13 edições do evento no Rio de Janeiro, Lisboa e Madri. O público alcançou, em 2013, a marca de 7 milhões de pessoas. A última edição ocorreu no ano passado, no Rio. O evento será realizado nos Estados Unidos pela primeira vez em 2015, segundo a organização.

“A parceria com a SFX nos permitirá acelerar o crescimento de nossa marca em novos territórios”, disse em nota Roberto Medina, presidente do Rock in Rio.

FONTE:http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/eike-reduz-participacao-no-rock-in-rio–2

ASPRIM protocola documento na SNDH sobre violações de direitos humanos cometidas contra agricultores do Açu

Aproveitando convite para participação no VI Congresso Nacional do MST que ocorreu ao longo desta semana em Brasília, uma representação da Associação de Produtores Rurais e Imóveis (ASPRIM), organização que representa de fato os interesses dos agricultores desapropriados para a construção do Distrito Industrial de São João da Barra, protocolou um documento em que são elencadas uma série de denúncias sobre violação dos direitos humanos no V Distrito de São João da Barra.

A imagem abaixo mostra o encontro que ocorreu na Secretaria Nacional dos Direitos Humanos (SNDH), onde a ASPRIM, representada por Noêmia Magalhães, foi acompanhada por uma representante da CPT/RJ e pela professora Ana Almeida da Universidade Federal Fluminense de Campos dos Goytacazes.

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A partir desta visita é que deveremos ter o início de procedimentos que visem apurar as denúncias protocoladas pela ASPRIM sobre os graves problemas que ocorreram ao longo do rumoroso processo de desapropriação de terras que ocorreu na região do Porto do Açu.

Eike Batista tomou chá de sumiço e não é citado pela Justiça

Justiça bate na porta de Eike Batista, mas não encontra empresário

Após a segunda tentativa, a oficial devolveu o mandado à Justiça Federal no dia 4 de fevereiro

Sergio Lima: BRASILIA, DF, BRASIL  21-10-2011 18h40: Empresarrio Eike Batista presidente do Grupo EBX, dá entrevista no Palacio do Planalto após encontro com a presidente Rousseff. Eike disse que deve participar em conjunto com a Faxcom, empresa de Taiwan da fabricaçã

 Uma oficial de Justiça foi encarregada de intimar Eike Batista, mas ainda não conseguiu localizar o empresário. Foram duas tentativas frustradas no início do mês

SÃO PAULO – Uma oficial de Justiça foi encarregada de intimar Eike Batista, mas ainda não conseguiu localizar o empresário. Foram duas tentativas frustradas no início do mês.

A oficial afirma que foi no endereço conhecido de Eike, uma casa na Rua Caio de Melo Franco, no bairro de Jardim Botânico, localizado zona sul do Rio de Janeiro. Com a casa fechada, a oficial foi informada por um vigia que o empresário havia se mudado.

Com o novo endereço em mãos – localizado na mesma rua – a oficial descobriu que Eike viajou, sem previsão para retorno. Após a segunda tentativa, a oficial devolveu o mandado à Justiça Federal no dia 4 de fevereiro.

O documento é referente ao primeiro de três processos que acionistas minoritários da OGX Petróleo (OGXP3) ajuizaram no final do ano passado contra Eike Batista. O empresário é fortemente criticado por ter “defendido” seu patrimônio no ano passado em meio à crise do grupo EBX, que teria, inclusive, contado com medidas anti-éticas e até mesmo criminosas.

Minoritário pede delistagem de Novo Mercado

Os acionistas minoritários da OGX empresa de Eike Batista, entraram com um pedido à BM&FBovespa, na quinta passada, solicitando que a empresa saia do Novo Mercado, segmento que tem padrões e regras mais rígidos. O pedido foi encaminhado pelo economista Aurélio Valporto, que lidera o grupo de minoritários, e se for aceito pode fazer com que acione uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para que Eike recompre a empresa.

Aurélio Valporto acredita que faltou transparência da petroleira e que a empresa já sábia dos graves problemas um ano antes deles serem divulgados. E ficou quieta, enquanto o próprio dono da empresa, vendia ações. “Como a OGX não atende a nenhuma das condições de governança corporativa, entendemos que o único motivo de continuar listada no novo mercado é proteger o Eike”, afirmou Valporto.

Em resposta, a BM&FBovespa disse que seu ombudsman tem um prazo de até 45 dias para responder os minoritários e por enquanto não há nenhum processo instaurado para tirar a empresa de Eike Batista do Novo Mercado. “Para fazer parte dessa listagem, a Bovespa exige a assinatura de um contrato entre as partes e a elaboração de diversos documentos por parte da empresa, em que são exigidas a mais absoluta transparência e probidade de controladores, membros do conselho, diretores, administradores e gerentes, tanto na transmissão de informações quanto na negociação”, destaca o acionista.

Porém, se o pedido for aceito e a empresa sair do Novo Mercado, Eike poderia ser obrigado a fazer uma OPA (oferta pública de ações) e comprar todos os papéis da OGX, já que quando eles adquiriram as ações da empresa elas faziam parte de regras rígidas de governança. “Isto é fator preponderante para que o investidor decida pela compra de ações da empresa, e a própria Bovespa chama a atenção para a apresentação desse mercado: A melhoria da qualidade das informações prestadas pela companhia e a ampliação dos direitos societários reduzem as incertezas no processo de avaliação e de investimento e, consequentemente, o risco, o que dá mais segurança ao investidor”, afirma Aurélio.

O economista ainda destaca que o próprio Eike usava a presença da OGX no Novo Mercado a todo instante para vender a empresa a investidores. “Na verdade, em quase todas as entrevistas, o Sr. Eike Batista não perdia a oportunidade de dizer que as empresas pertenciam ao novo mercado e, por conta disso, tinham aderido ao mais alto grau de governança corporativa e eram auditadas, o que não ocorreu”, afirmou ele.

FONTE: http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/3188892/justica-bate-porta-eike-batista-mas-nao-encontra-empresario