G1: Alerj fará audiência sobre violações em construção de superporto de Eike

Comissão vai discutir direitos violados pelo empreendimento de Eike Batista.

Encontro será na segunda-feira (11), na Assembleia Legislativa.

Do G1 Rio 
Sal deixou o pasto seco na propriedade de Durval Alvarenga, no V Distrito de São João da Barra (Foto: Isabela Marinho/G1)Sal deixou o pasto seco na propriedade de Durval Alvarenga, no 5º Distrito de São João da Barra (Foto: Isabela Marinho/G1)

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) realizará uma audiência pública na segunda-feira (11) sobre as violações de direitos na implantação do Complexo Portuário e Industrial do Açu do empresário Eike Batista.

O encontro pretende debater a paralisação das desapropriações, as indenizações das famílias impactadas, além da criação de um Conselho Consultivo do Parque Estadual da Lagoa do Açu com plena participação das organizações e moradores locais. Os impactados reivindicam a revisão do perímetro para que a área do Parque não se sobreponha aos assentamentos da Reforma Agrária.

Para o encontro foram convidados o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), os núcleos de Meio Ambiente e Direitos Humanos da Defensoria Pública, e o Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público. Já estão confirmadas a presença de representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), da Associação de Pequenos Agricultores do 5º Distrito de São João da Barra (Asprim), do Instituto Federal Fluminense, da Associação de Geógrafos do Brasil e da Universidade Federal Fluminense. O encontro será na sala 316 do Palácio Tiradentes, que fica na rua 1º de março, s/nº – Centro.

Irmãos da família Toledo dizem que terras foram desapropriadas pela CODIN e que não receberam pagamento por elas; LLX afirma que depositou em juízo desde 17/5/2013 o valor de R$ 742 mil (Foto: Isabela Marinho/G1)
Irmãos da família Toledo dizem que terras foramdesapropriadas pela Codin e que não receberampagamento por elas; LLX afirma que depositou emjuízo desde 17/5/2013 o valor de R$ 742 mil(Foto: Isabela Marinho/G1)

Veja o que ocorreu em São João da Barra

Em 2006, o Grupo EBX anunciou a construção do Superporto do Açu, em São João da Barra, no Norte do Rio de Janeiro, com investimento previsto de R$ 3,8 bilhões. Nos anos seguintes, o município melhorou os índices de desenvolvimento humano, aumentou a arrecadação e viu novas vagas de emprego serem abertas.

Com a queda das ações e os apuros do grupo de Eike Batista, no entanto, as obras desaceleraram, e os reflexos da crise começaram a aparecer. No primeiro semestre de 2013, segundo a Secretaria Municipal de Fazenda, São João da Barra perdeu R$ 36 milhões em arrecadação e viu 1.332 postos formais de emprego – um sexto das vagas do município – desaparecerem.

Em 2011, com o trabalho no porto ainda intenso, o município chegou a ocupar a 18ª posição no ranking de emprego e renda da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Hoje, ocupa o 34º lugar. O recolhimento de Imposto Sobre Serviços (ISS), que em 2006 era de R$ 1,18 milhão e que em 2011 subiu para R$ 12,7 milhões, dá sinal de que vai recuar em 2013. O G1 passou três dias no município e constatou alguns dos impactos causado pelo declínio das obras do porto na vida dos moradores.

FONTE: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/11/alerj-faz-audiencia-sobre-violacoes-em-construcao-do-superporto-de-eike.html

Abraço dos afogados: OSX deve seguir caminho da OGX e irá assumir bancarrota

OSX, de Eike, pode pedir recuperação judicial ainda hoje

Segundo coluna Radar On-line, de Veja, pedido é aguardado para esta quarta-feira

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Daniela Barbosa, de 

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OSX deve seguir mesmos passos  que a OGX e pedir recuperação judicial

 São Paulo – Uma semana após o pedido de recuperação judicial da OGX, a OSX, de Eike Batista, pode fazer o mesmo anúncio ainda hoje. As informações são da coluna Radar On-line, da revista Veja.

De acordo com a nota, o pedido parece ser inevitável e advogados da companhia estariam discutindo se vão juntar os processos da OGX e da OSX em um mesmo acordo judicial.

Ontem,  segundo reportagem da agência de notícias Reuters, a OSX teria conseguido obter refinanciamento de 400 milhões de reais. O montante, embora alivie a dívida de mais de mais de 1 bilhão de reais da empresa , não deve impedir o pedido de recuperação.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/osx-de-eike-pode-pedir-recuperacao-ainda-hoje

Techint Engenharia entra com pedido de execução de título contra a OSX

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Por Alessandra Saraiva | Valor

RIO DE JANEIRO  –  A Techint Engenharia e Construções , empresa do grupo ítalo-argentino Techint, entrou com pedido de execução de título extrajudicial (CPC) contra a OSX Brasil, empresa de construção naval do grupo EBX, de Eike Batista. O pedido foi encaminhado à 28ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio. O valor do título não foi revelado nem pela Justiça, nem pela Techint.

Em julho, a OSX já tinha informado, em comunicado ao mercado, interrupção de encomenda de duas plataformas que a Techint estaria construindo no Paraná. Na época, fontes informaram ao Valor que os contratos somavam em torno de R$ 1 bilhão, e que teriam sido o motivo de um investimento de R$ 300 milhões que a Techint teria feito em obras no Pontal do Paraná.

Reportagem do Valor, também em julho, detalhou que, com o cancelamento do contrato pela OSX, a Techint teria demitido em torno de 900 trabalhadores, um terço do total de seus funcionários em sua unidade em Pontal do Paraná.

Em 2011, a Techint Engenharia e Construção foi contratada pela empresa de Eike Batista para construir duas plataformas de exploração de petróleo, WPH-1 e WPH-2, na Bacia de Campos (RJ). Mas, em meados desse ano, a OGX, petroleira do grupo EBX, divulgou comunicado mostrando a frustração com a produtividade de poços no local.

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3330346/techint-engenharia-entra-com-pedido-de-execucao-de-titulo-contra-osx

Exame: OSX, de Eike, pode pedir recuperação judicial ainda hoje

Segundo coluna Radar On-line, de Veja, pedido é aguardado para esta quarta-feira

São Paulo – Uma semana após o pedido de recuperação judicial da OGX, a OSX, de Eike Batista, pode fazer o mesmo anúncio ainda hoje. As informações são da coluna Radar On-line, da revista Veja.De acordo com a nota, o pedido parece ser inevitável e advogados da companhia estariam discutindo se vão juntar os processos da OGX e da OSX em um mesmo acordo judicial.

Ontem,  segundo reportagem da agência de notícias Reuters, a OSX teria conseguido obter refinanciamento de 400 milhões de reais. O montante, embora alivie a dívida de mais de mais de 1 bilhão de reais da empresa , não deve impedir o pedido de recuperação.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/osx-de-eike-pode-pedir-recuperacao-ainda-hoje

Após a quebra de Eike, quem é o pai da criança?

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Apesar do repentino interesse que a mídia corporativa está tendo pelos aspectos menos nobres da ação do ex-bilionário Eike Batista, parece que é chegada a hora de ver quem é que vai assumir as responsabilidades pelo rastro de destruição econômica, social e ambiental que ele deixou com o colapso de seu império de empresas pré-operacionais.

Dentre os muitos locais afetados por esse colapso e seus efeitos dantescos, o V Distrito de São João da Barra é certamente o que melhor sintetiza toda essa herança. Afinal, mexeu-se com a vida de centenas de famílias de pescadores e agricultores familiares, salinizou-se água e solos, e levou-se centenas de pequenos comerciantes à beira da bancarrota.

Agora que Eike Batista não está mais sendo vendido como o novo “Midas”, a questão que me parece fundamental é ver quem nos diferentes níveis de governo vai querer arcar com a pesada conta que ajudou a gerar. Os jornalões internacionais estão centrando o seu fogo no governo federal, mas é preciso lembrar que o principal fiador dessa aventura mal sucedida foi o governo do Rio de Janeiro, secundado de perto pela prefeitura de São João da Barra.  E o pior é que ainda não se viu nesses dois níveis de governo que estamos diante de um imbróglio de profundas ramificações para o qual não existem soluções fáceis.

Assim, quanto mais tempo se passar negando o problema, mais grave será o cenário que vai se montar em São João da Barra.  Como ninguém quer que o pior aconteça, mesmo porque os afetados pela bancarrota de Eike Batista já sofreram demasiadamente, há que se cobrar que os governantes parem de negar o óbvio e comecem a assumir suas responsabilidades de forma séria e inequívoca.

El País: falência do Grupo OGX lança sombra na economia do Brasi

Jornal do Brasil

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A ascensão e queda do Império X, do ex-bilionário Eike Batista, é destaque do jornal espanhol El País, nesta segunda-feira (4/11). A reportagem intitulada “Falência do milionário da OGX lança sombras na economia brasileira”, coloca Eike no ranking dos homens mais ricos do mundo e afirma que o seu sonho era chegar ao topo da lista. O El País destaca que o empresário brasileiro estava presente em diversos setores sociais, como petróleo, construção naval, minerais, incluindo ouro e diamantes, mas “seu castelo desmoronou.

A falência do grupo OGX, a maior empresa da América Latina, chegou “cruelmente” neste fim de semana, informa o jornal espanhol. A despedida de Eike teve início há alguns meses, quando ele deu sinais da sua “despedida” das redes sociais, assim como a sua saída da Bolsa de Valores de São Paulo, onde as ações de seus negócios despencou.

O El País classifica a trajetória de Eike como “a maior catástrofe financeira do Brasil e sua derrota pegou a todos os cidadãos de surpresa. O presidente mais popular do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, lamentou o declínio do empresário que era o cartão postal do país, que queria conquistar o mundo com a sua criatividade empreendedora e otimismo quanto a nação. “Ninguém queria ficar de fora. A seus pés caiu a Petrobras”, cita o El Paìs. Após o episódio do campo de petróleo de Tubarão Azul, que não tinha um terço do petróleo anunciado por Eike, o jornal espanhol lança um questionamento quanto o pré-sal brasileiro, que pode levar o Brasil à colocação de um dos países mais ricos do mundo.

“E para ficar claro que os grandes bancos eram públicos, apoiados por políticos de peso, que abriram as portas para o milionário brasileiro e dando o dinheiro que era dos cidadãos. Isso pode criar um problema agora quando se trata de financiar outras empresas”, destaca o El Pais. O veículo cita que, no Rio de Janeiro, ficaram órfãos uma série de projetos em andamento que deveriam ser financiados pelo magnata Batista, a partir da reestruturação de áreas inteiras da cidade, tendo em vista os Jogos Olímpicos 2016, projetos sociais de grande escala nas favelas ‘pacificadas'”, diz o texto. Segundo o jornal, tudo foi desfeito como uma “bolha de sabão”, inclusive o monumental estaleiro situado em São João da Barra, no Norte Fluminense.

“Hoje, os brasileiros se perguntam se Batista deve ser o modelo para esta galáxia de jovens empreendedores, que se tornam mais numerosos e ansiosos para ter sucesso.(…) O Brasil deve agora olhar para o outro lado, para outros modelos de negócios, talvez mais longe dos rankings planetários e revistas de fofocas, mas com menos risco de falhas desanimadoras”, diz o texto do El País.

FONTE:http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2013/11/04/el-pais-falencia-do-grupo-ogx-lanca-sombra-na-economia-do-brasil/

Eike Batista, o bilionário-celebridade

DE SÃO PAULO

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A quebra da OGX de Eike Batista era pedra cantada e foi a maior concordata da história do país. Em 2010 suas ações valeram R$ 23,27. Para desencanto de 52 mil acionistas e algumas dezenas de diretores da grande banca pública e privada, saíram da Bolsa a R$ 0,13. Todo mundo ganhará se disso resultar algum ceticismo em relação à exuberância irracional da cultura das celebridades poderosas. Nela juntam-se sábios da banca que se supõem senhores do universo e autoridades que se supõem oniscientes.

Admita-se que um vizinho propõe sociedade num empreendimento. Ele é um homem trabalhador, preparado, poliglota, esportista e bem sucedido. Apesar disso, expôs sua vida pessoal mostrando que tem um automóvel de luxo na sala de estar, comunica-se em alemão com o cachorro. (O bicho chegou ao Brasil num Boeing privado, com dois treinadores.) Sua mulher desfilava numa escola de samba com uma gargantilha onde escreveu o nome dele e deixou-se fotografar de baixo para cima usando lingerie transparente. Nomeou para a diretoria de uma de suas empresas um filho que declarou só ter lido um livro em toda a vida. Revelou que estava ligado em astrologia, confiando no seu signo (escorpião) e disse coisas assim: “Tenho alguma coisa com a natureza. Onde eu furo eu acho”. Quando suas contas começaram a ter problemas, defendeu-se: “Meus ativos são à prova de idiotas”. Tem jogo?

Eike tornou-se uma celebridade, listada por oráculos da imprensa financeira como o homem mais rico do Brasil, oitavo do mundo, e anunciou que disputaria o primeiro lugar. Até junho, quando as ações da OGX estavam a R$ 1,21, sentavam-se no seu conselho de administração figuras respeitáveis como o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan e a ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Ellen Gracie. Lula visitava seus empreendimentos. A doutora Dilma Rousseff dissera que “Eike é o nosso padrão, a nossa expectativa e sobretudo o orgulho do Brasil quando se trata de um empresário do setor privado”. Quem entrou nessa, micou, inclusive a doutora.

Em seus delírios, Eike Batista criou uma fantasia que pouco tem a ver com a real economia brasileira, ou com as bases dos setores de petróleo, mineração e infraestrutura. Parte do mico ficou para os gênios da banca internacional. Cada um acreditou no que quis e deu no que deu. Falta de exemplos, não foi. Para falar só de grandes empresários que já morreram, a austeridade foi a marca de empreendedores como Augusto Trajano de Azevedo Antunes, que criou a mineradora Icomi, Leon Feffer, criador da Suzano Papel, e Amador Aguiar, pai do Bradesco. Não foram celebridades. Descontando-se o fato de que “seu” Amador não usava meias, não tinham folclore.

EIKE E AS CONTAS

Se o processo de recuperação judicial da OGX levar peritos a examinar saques feitos nos últimos meses no caixa de empresas do grupo, a coisa ficará feia.

EIKE E OS POÇOS

Entre as lições deixadas por Eike Batista há uma que vai em benefício dele e de todos os empresários perseguidos por maledicências. Quando Eike criou a OGX e levou para sua equipe ex-diretores da Petrobras, a sabedoria convencional estabeleceu que capturara os segredos das pesquisas geológicas da empresa. Essa suspeita foi vocalizada até mesmo pela cúpula da Petrobras. Era lorota. Se eles soubessem onde estava o petróleo, a OGX não teria quebrado.

EIKE E OS BÔNUS

Numa das explicações que Eike Batista deu para suas dificuldades estava a queixa de que diretores de suas empresas inflavam expectativas e resultados para engordar os bônus de fim de ano. A lição vale para todos os empresários. Basta ligar um desconfiômetro. Qual dos diretores seria capaz de sustentar projetos e iniciativas que garantem seu bônus em dezembro e quebram a empresa daqui a alguns anos, quando ele estará na praia? Das diretorias de Eike Batista pelo menos dez executivos saíram com mais de R$ 100 milhões no bolso. Alguns, com R$ 200 milhões. Nenhum micou.

EIKE EM HOLLYWOOD

Um produtor de cinema americano veio ao Brasil para oferecer a Eike o conglomerado da “Playboy” ameri-cana. Durante o jantar, o empresário ofereceu-lhe um negócio melhor: um filme sobre a sua vida. Punha duas condições, o Eike jovem deveria ser Leonardo Di Caprio. O maduro, George Clooney.

EIKE E O PODER

Recordar é viver. Em junho do ano passado, quando Eike Batista emprestou seu jatinho a um poderoso amigo para um feriadão na Bahia, respondeu às críticas dizendo o seguinte: “Tive satisfação em ter colocado meu avião à disposição do governador Sérgio Cabral. (…) Sou livre para selecionar minhas amizades, contribuir para campanhas políticas [e] trazer a Olimpíada para o Rio.” Tudo verdade, menos o piro da Olímpiada.

EIKE E FRICK

Faz tempo, um homem de negócios chamado Henry Frick habilitou-se para um empréstimo no banco Mellon. O dinheiro saiu, mas os arquivos do banco mostram que havia uma recomendação de cautela em relação a ele, porque comprava muitas obras de arte. Frick comprou três dos 34 Vermeers conhecidos. Mais três Rembrandts, dois Goyas e até um Cimabue, do século 13. Sua casa, projetada para ser museu, tem uma das melhores coleções do mundo. Até janeiro, quem quiser poderá ir lá para ver a “Menina com o Brinco de Pérola”, emprestado pela Holanda. O banco Mellon não arriscava, nem Frick.

EIKE E O ELEVADOR

Despencou mais um empresário que tem elevador privativo em sua empresa, ou bloqueia-o quando está chegando ao prédio. Juntou-se a um grupo onde estiveram Richard Fuld, que destruiu a Lehman Brothers, Angelo Calmon de Sá (Banco Econômico), Theodoro Quartim Barbosa (Comind) e Edemar Cid Ferreira (Banco Santos).

EREMILDO, O IDIOTA

Eremildo magoou-se ao saber que Eike Batista disse que seus negócios eram à prova de idiotas. Ele continua botando fé no doutor.

EIKE, EDUARDO PAES E A MARINA DA GLÓRIA

Em 2009 Eike Batista comprou a concessão da Marina da Glória, uma área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Seu plano era transformá-la num anexo náutico do Hotel Glória, construindo um centro de convenções que jamais esteve no projeto original.

Esse patrimônio da Viúva estava nas mãos da Prefeitura do Rio de Janeiro. Até maio passado o prefeito Eduardo Paes explicitou em diversas ocasiões seu apoio ao projeto. Sua assessoria dizia que ele fora aprovado pelo Iphan, mas era patranha. Logo depois a Justiça suspendeu a concessão.

Eike pôs à venda o hotel e passou adiante a marina. No dia 29 de junho, Paes criou uma comissão para definir o futuro da área: “Queremos deixar as regras claras, criar parâmetros. Vai poder ter lojas e centro de convenções? Não vai poder?”

Caso de curiosidade tardia para quem assumiu a prefeitura em 2009.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/eliogaspari/2013/11/1366067-eike-batista-o-bilionario-celebridade.shtml

GLOBO lista todos os projeto sob risco pelo colapso financeiro de Eike Batista

Crise coloca em risco investimentos de Eike para a cidade (do Rio de Janeiro)

Projetos do empresário, que somam R$ 700 milhões, devem ser abandonados 

CÉLIA COSTA 

O Hotel Glória, uma das vitirnes de Eike, está com as obras paradas -Foto: Fábio Rossi / Agência O Globo

O Hotel Glória, uma das vitirnes de Eike, está com as obras paradas – Fábio Rossi / Agência O Globo

RIO – Parceiro cobiçado pela iniciativa privada e também pelo poder público, o empresário Eike Batista fez com que seus sócios fossem da euforia à decepção em pouco mais de um ano e meio. Com o ocaso do ex-bilionário, agravado com o pedido de recuperação judicial da OGX, projetos na cidade orçados em cerca de R$ 700 milhões estão cercados de dúvidas. O empresário, que sempre declarou seu amor incondicional ao Rio, assinou convênios para importantes empreendimentos, inclusive de apoio à área da segurança, e, com a crise, se desfez deles.

Entre os projetos abandonados estão a revitalização da Marina da Glória e o novo Hotel Glória, além da ajuda financeira às UPPs. O programa de despoluição da Lagoa — parceria entre Cedae, Secretaria municipal de Meio Ambiente e EBX, que reúne todas as empresas de Eike — também foi deixado de lado. A Cedae informou que a sua parte, que incluía a utilização de um robô-espião para monitorar a rede pluvial e a construção do centro de controle operacional de elevatórias no Leblon, foi concluída. Já o convênio com a Secretaria de Meio Ambiente foi rescindido. O órgão não quis comentar o assunto e disse que apenas a EBX poderia se pronunciar sobre o caso. A empresa, por sua vez, informou que, por enquanto, não falaria sobre os projetos abandonados.

O programa das UPPs, um dos mais importantes na área da segurança do Rio, também sofreu um impacto com o ocaso de Eike. Convênios, assinados em 2010, garantiam investimentos de R$ 20 milhões por ano para as ações da Coordenadoria de Polícia Pacificadora. Em agosto deste ano, no entanto, a OGX rescindiu o convênio com a Secretaria de Segurança. Um dos efeitos imediatos foi a paralisação das obras de construção da base da UPP do Batan, em Realengo. O prédio, que ainda está no esqueleto, já começa a enfrentar problemas de deterioração.

Segundo a Secretaria de Segurança, o convênio com a OGX previa investimentos em infraestrutura e logística (sedes, bases comunitárias e equipamentos, entre outros) das UPPs. Ainda de acordo com o órgão, a obra da UPP no Batan será retomada, mas o prazo não foi informado. A secretaria e a RioUrbe estão fazendo um levantamento dos serviços que serão realizados. Em 2014, a ideia é acrescentar os projetos ao planejamento orçamentário do estado.

Considerada um dos programas mais ambiciosos de Eike, a revitalização da Marina da Glória causou polêmica desde o início. Orçado em R$ 200 milhões, o projeto previa integrar ainda mais o local ao Parque do Flamengo, além da construção de lojas e de um centro de eventos. Em junho deste ano, no entanto, o juiz federal Wagner de Almeida Pinto obrigou a empresa a desfazer o alargamento do píer e a remover a cisterna e as estacas fincadas no espelho d’água, liberando o acesso público ao mar. Na decisão, o juiz entendeu que as obras restringem o uso do espaço. De lá para cá, nada foi feito.

Iate Pink Fleet vai virar sucata

Um dos barcos que ficavam ancorados na Marina era o Pink Fleet, que custou US$ 19 milhões (R$ 42,6 milhões) e era um dos símbolos do auge do empresário, que chegou a ser citado como o sétimo homem mais rico do mundo. Para se livrar dos custos de manutenção, estimados em R$ 300 mil mensais, além de outra dívidas, Eike chegou a oferecer o iate à Marinha, que não se interessou. Sem conseguir passar adiante a luxuosa embarcação, o empresário o enviou para o Estaleiro Cassinu, em São Gonçalo, para virar sucata.

O novo Hotel Glória é outro ousado projeto do ex-bilionário. Propriedade da REX, braço imobiliário da EBX, ele agora está sendo negociado com a companhia suíça Acron. Deveria entrar em operação na Copa de 2014. No entanto, a conclusão das obras está prevista apenas para o quarto trimestre de 2015.

Outro projeto que todos temem que seja abandonado é a transformação em hotel do Edifício Hilton Santos, um prédio de 24 andares e 148 apartamentos junto ao Morro da Viúva, no Flamengo. O imóvel, que era propriedade do Clube de Regatas do Flamengo, foi arrendado pela empresa REX em janeiro de 2012. A proposta era fazer, ao custo de R$ 90 milhões, um hotel que estaria em funcionamento até as Olimpíadas de 2016. Hoje, o edifício está vazio. Nas áreas externas, o mato cresce. E nada está definido.

O vice-presidente de Patrimônio do Flamengo, Alexandre Wrobel, disse que está marcada uma reunião com a REX na próxima quarta-feira, para discutir os rumos do projeto. Segundo ele, o clube já recebeu o valor integral pela venda. Na negociação, feita ainda na gestão de Patricia Amorim, ficou acertado ainda que o Flamengo teria abatida uma dívida de aproximadamente R$ 16 milhões em impostos e o direito de utilizar 20 quartos do hotel.

Obras do Porto do Açu em dúvida

Localizada no Norte Fluminense, a cidade de São João da Barra, que tem 35 mil habitantes, vive momentos de incerteza. O secretário de Fazenda do município, Ranulfo Vidigal Ribeiro, recorda os momentos de euforia com o projeto do Superporto do Açu, anunciado em 2006 pela EBX. A decepção, segundo ele, começou em 2010, quando empresas como a siderúrgica chinesa Wisco e outras desistiram do empreendimento. A crise, no entanto, só se tornou realidade em 2011.

— A cidade se preparou para isso e fez investimentos. O porto gerou dez mil empregos. Também gerou renda em vários setores, como a construção civil e o comércio. No entanto, do segundo semestre do ano passado até agora, já perdemos aproximadamente três mil empregos, sendo 1.500 formais — explicou o secretário de Fazenda.

Em 2011, quando o trabalho no porto ainda era intenso, o município chegou a ocupar a 18ª posição no ranking de emprego e renda da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Hoje, está no 34º lugar.

O orçamento do município também foi prejudicado. Segundo Ranulfo Vidigal Ribeiro, a previsão para 2014 era de R$ 411 milhões, mas agora não deve chegar a R$ 360 milhões. De acordo com ele, o momento é de expectativa com o grupo americano EIG Global Energy Partners, que adquiriu o Porto do Açu e prevê que o empreendimento fique pronto em 2015.

— Esperamos que, a partir do primeiro trimestre de 2014, haja um reaquecimento e tenhamos de volta os empregos perdidos. A nova empresa já designou até um gerente — disse o secretário de São João da Barra.

Outras iniciativas do ex-bilionário

Lagoa Rodrigo de Freitas. A parceria do grupo EBX com a Cedae e a Secretaria municipal de Meio Ambiente para despoluir a Lagoa foi abandonada no fim do ano passado. A empresa de Eike investiu R$ 23 milhões dos R$ 30 milhões previstos.

Pink Fleet. A empresa de Eike investiu R$ 35 milhões na reforma do iate, que chegou a fazer passeios e festas pela Baía em 2008. A embarcação está num estaleiro em São Gonçalo para virar sucata.

Terra Encantada. No ano passado, uma das empresas X anunciou que havia comprado o terreno de 700 mil metros quadrados na Barra, onde o parque havia funcionado. O projeto era erguer um bairro planejado. A compra sequer foi concretizada.

Maracanã. O empresário continua com sua pequena fatia de 5% no consórcio.

RJX. O time de vôlei foi criado em 2011 com patrocínio integral do empresário, que agora tem apenas uma parcela.

Hospital Pro Criança. O empresário doou R$ 30 milhões, em 2011, para a conclusão da unidade.

Porto Vida. A REX tem uma participação no projeto do condomínio residencial na Região Portuária, com 1.333 unidades. A prefeitura informou que a obra está no prazo.

NDX Day Hospital. O projeto da unidade de saúde na Barra, que em 2006 estava orçado em R$ 55 milhões, não foi adiante. Hoje, no prédio, funcionam alguns consultórios médicos.

Beaux. A clínica de estética, de Flávia Sampaio, mulher de Eike, fechou no ano passado. O investimento, de R$ 20 milhões, com aparelhagem de ponta, dava prejuízo mensal de R$ 300 mil

FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/crise-coloca-em-risco-investimentos-de-eike-para-cidade-10666595#ixzz2jV7rIiIr 

FSP: Credores e OSX, de Eike, prorrogam as negociações

RENATA AGOSTINI, 

DE BRASÍLIA & 

RAQUEL LANDIM  DE SÃO PAULO 

 

Representantes dos bancos credores e da OSX, de Eike Batista, passaram o dia de ontem reunidos na expectativa de fechar um acordo, mas não conseguiram. Com o impasse, cresce o risco de recuperação judicial da companhia, que pode ocorrer no início da semana que vem.

Mesmo assim, eles decidiram seguir conversando no fim de semana e voltar a se reunir na segunda, em um último esforço para evitar que a empresa naval tenha o mesmo destino da petroleira OGX. A situação, porém, fica cada vez mais complicada.

Segundo fontes próximas à empresa ouvidas pela Folha, a OSX já corre o risco de ter sua falência decretada por conta das dezenas de protestos de fornecedores na Justiça por pagamentos atrasados.

Com dívidas totais avaliadas em R$ 4 bilhões, a empresa diz dever R$ 650 milhões aos fornecedores, mas só a fabricante de equipamentos Technit alega que, sozinha, tem R$ 1 bilhão a receber.

Daí a urgência de uma injeção de recursos para quitar algumas das dívidas atrasadas e ganhar fôlego para operar até o ano que vem.
Com o fim dos poucos repasses feito pela OGX com o aluguel de equipamentos, a crise na OSX se aprofundou.

A empresa está tentando renegociar empréstimos de curto prazo com os bancos públicos Caixa e BNDES, que somam R$ 1 bilhão, e obter entre R$ 100 milhões e R$ 200 milhões de dinheiro novo com Santander e Votorantim, que garantem esse crédito.

O impasse agora está nas garantias que serão oferecidas aos bancos privados pelo dinheiro. Eles querem se certificar de que terão um colchão de segurança caso a empresa quebre no futuro.

Eike está pessoalmente empenhado em evitar a recuperação judicial, mas não possui garantias reais para oferecer em valor suficiente.

Receoso de fechar as portas com os bancos e da repercussão política, o empresário já sinalizou que aportaria R$ 100 milhões na empresa se os bancos fizerem o mesmo.

O governo tem interesse que saia um acordo , porque evitaria um calote de R$ 1,6 bilhão nos bancos públicos. Além dos empréstimos já vencidos, a Caixa emprestou R$ 600 milhões à OSX no longo prazo e não possui garantia.

Segundo apurou a Folha, bancos e controlador tentam evitar a recuperação, mas pode não dar tempo.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/11/1365853-credores-e-osx-de-eike-prorrogam-as-negociacoes.shtml

Banda “Ateh Maria” lança vídeo com música sobre a expropriação do Sítio Camará pela CODIN

ateh maria

A banda campista “Ateh Maria” acaba de lançar um vídeo com a música “Desocupar para Eike entrar” ( Lágrima de água preta) que fala da desapropriação do Sítio Camará que ocorreu no dia 01 de Agosto de 2013, mesmo dia em que o seu proprietário José Irineu Toledo faleceu.

Para acessar o vídeo basta acessar o seguinte endereço:

https://www.youtube.com/watch?v=f5MeRzlftTg#t=354