Eleições na UENF: a chapa 11 e a sua incansável fábrica de boatos

logo fabrica boatos

O debate desta quarta-feira passada (29/07) entre as chapas que concorrem à eleição para a reitoria da UENF foi marcada por uma série de momentos agudos, onde o candidato a reitor da chapa 10, Prof. Luís Passoni, acusou os membros da chapa 11 de estarem mentindo e espalhando boatos que estariam contribuindo para a geração de um clima de conflito e antagonismo.

Em qualquer condição semelhante, um candidato que fosse acusado de mentir e espalhar boatos deveria reagir com indignação e pular nas tamancas. Mas não foi o que se observou, pois a resposta a serie de afirmações contundentes do Prof. Passoni, mereceu apenas olhares e faces petrificadas dos dois candidatos da chapa 11.

Num caso como esse, poderia ser suficiente dizer que “quem cala consente”. Mas não, resolvi listar algumas das coisas que são ditas de forma privada apenas para enxovalhar os membros da chapa 10 (Passoni e Teresa) sem que se apresente um indício mínimo de fatos que corroborem a usina de boatos.

Vejamos alguns exemplos:

Boato 1. Luís Passoni é um sindicalista, sem qualquer experiência de gestão 

Fato: O Prof. Luís Passoni foi chefe do Laboratório de Ciências Químicas; coordenador do curso de Licenciatura em Química na modalidade presencial e duas vezes do curso oferecido na modalidade EAD no Cederj. Além disso, Passoni foi membro dos dois principais colegiados da UENF: o Conselho Universitário e o Colegiado Acadêmico. Além disso, o Prof. Passoni tem uma larga experiência na gestão de unidades industriais,  pois trabalhou no “chão da fábrica” na multinacional 3M.

Boato 2: Teresa Peixoto não é bem vista pelos professores do CCH, centro do qual foi diretora no período entre 2007 e 2011.

Fato: A gestão como diretora da Profa. Teresa Peixoto foi marcada por procedimentos democráticos e transparentes, e decorreu de forma tranquila durante os 4 anos de sua duração. No CCH, a chapa 10 deverá ter uma das melhores votações proporcionais entre os professores, e muito em função do desempenho que a Profa. Teresa teve à frente do centro.

Boato 3: Luís Passoni não lutou por qualquer benefício salarial para os servidores da UENF, e pensou apenas nos professores quando foi presidente da ADUENF.

Fato: Os 19% que foram concedidos aos servidores não docentes em 2014 decorreu de gestões feitas pelo Prof. Passoni junto à Comissão de Educação da Alerj, pois ele considerava que seria extremamente injusto que a proposta do governo Pezão de não conceder qualquer reajuste aos servidores prevalecesse. Quem impediu a unidade entre professores e servidores foram os apoiadores da chapa 11 que naquele momento controlavam a delegacia do Sintuperj na UENF.

Boato 4: A Professora Teresa Peixoto passa muito tempo no exterior à custa de recursos da UENF.

Fato: A Professora Teresa Peixoto, cujo título de doutorado foi obtido na França, realizou seu pós-doutorado naquele país entre 2011 e 2012, e tem viajado com recursos próprios ou de projetos em que ela participa para consolidar parcerias de pesquisa com seus colegas franceses. Essas viagens de trabalho foram todas aprovadas nos órgãos colegiados da UENF, e ela nunca se ausentou da UENF sem a devida permissão da reitoria.

Boato 5: O Prof. Passoni participou de projetos em que recursos foram usados sem qualquer transparência ou retorno para a UENF.

Fato: Todos os projetos de pesquisa em que o Prof. Passoni já participou jamais ofereceram benefícios financeiros individuais para ele. Tampouco há qualquer evidência de que ele tenha se apropriado de recursos ou que suas atividades não tenham dado retorno para a UENF. A opção preferencial do Prof. Passoni pela atuação no ensino de graduação lhe custou inclusive o acesso a editais que apenas privilegiam a realização de pesquisas.

Boato 6. Luís Passoni é um esquerdista radical que não tolera qualquer ideia discordante.

Fato: Todos os depoimentos disponíveis na página da campanha da chapa 10 e que conhecem o Professor Passoni desde o ensino médio dão conta que ele é uma pessoa com grande capacidade de ouvir e ponderar, e que ele é um negociador que procura agregar os grupos onde atua. Pessoalmente posso testemunhar que o Prof. Passoni é uma das pessoas mais ponderadas e incansáveis no trato com os que possuem ideias diferentes das suas. De forma básica direta, Passoni é uma pessoa essencialmente democrática e que acredita no diálogo como ferramenta de resolução de problemas.

Boato 7. Se a chapa 10  for eleita, o Pedlowski vai ser Pró-Reitor de Extensão e colocará tudo o que foi feito por água abaixo.

Fato: Já disse pessoalmente que não estou apoiando a chapa 10 em troca de cargos. Além disso, encaro que meu papel será o de continuar construindo a Uenf desde o meu grupo de pesquisa.  Há ainda que se lembrar que o comitê eleitoral da chapa 10 já definiu critérios claros para a possível ocupação de cargos, os quais incluem experiência prévia nos cargos que serão ocupados. Como nunca fui, por exemplo, sequer coordenador de extensão no CCH, o meu nome está automaticamente eliminado da lista de nomes que poderão ocupar esse cargo.

Boato 8.   A chapa 10 aparelhou a ADUENF e o DCE e por isso a chapa 11 não compareceu nos debates organizados pelos sindicatos nos campi de Campos dos Goytacazes e Macaé.

Fato:  Nem o DCE ou ADUENF fizeram qualquer apoio material ou político a qualquer uma das chapas. O que houve é que diretores e ex-diretores das duas entidades declararam apoio à chapa 10. Agora, em contraposição professores que ocupam cargos indicados na gestão de Silvério Freitas estão usando seus cargos para pedirem votos para chapa 11.

Boato 9. Se Passoni for eleito não haverá mais diálogo com o goverrno Pezão porque ele é um radical e incapaz de dialogar 

Fato: Este boato é uma variação do boato 6. Mas é importante que se lembre que na última gestão em que foi presidente da Aduenf, o Prof.  Passoni se reuniu diversas vezes com o presidente da Alerj, com o presidente da Comissão de Educação da Alerj, com os secretários de Planejamento e Gestão, Sèrgio Ruy, e de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, e até com o então vice-governador, Luis Fernando Pezão. Foi com essa cpaacidade de dialogar com os diferentes níveis de governo que o Passoni conseguiu fechar uma negociação que beneficiou professores e servidores, a qual encerrou a greve que ocorria na Uenf. Aliás, quem sempre mostrou forte incapacidade de negociar foi a reitoria da Uenf na qual o vice-reitor da chapa 11, Antonio Amaral, participava.

Boato 10. O Prof. Luís Passoni não possui título de doutorado e entrou na Uenf num concurso “mutretado” (isto é, eivado de irregularidades).

Fato: No primeiro debate, o Prof. Passoni mostrou a todos o seu título de doutor em Ciências obtido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e esse boato morreu no nascedouro da campanha.

Boato 11. O Professor Passoni é contra a correção das “distorções salariais” existentes na Uenf e não se importa com a situação dos servidores com menores salários.

Fato: O Prof. Passoni vem afirmando em reuniões e debates que uma prioridade de sua administração será a correção salarial em todos os níveis, mas principalmente naquelas faixas onde a depreciação salarial é maior, especificamente nos servidores de nível elementar e fundamental. Há que se lembrar que esse boato é uma variação dos boatos 3, 6 e 9. Na verdade, a postura do Passoni tem sido justamente a de lutar pelo direito de todos, mesmo quando presidia a Aduenf.

Eu poderia continuar com a lista interminável de boatos que andam circulando na UENF. Mas a pergunta que deve ser feita a toda pessoa que estiver empenhada em dar força para essa verdadeira máquina de boatos é de por que estão se ocupando em difamar os membros da chapa 10 quando poderiam estar apresentando e debatendo o programa da chapa 11.

A verdade que esse comportamento antiético e antidemocrático dos apoiadores e dos membros da chapa 11 apenas procura esconder um fato básico: a chapa 11 representa o continuísmo de um grupo que está instalado na reitoria da UENF desde 2003. Aliás, no debate de ontem, sob a pressão das respostas bem colocadas pela chapa 10, os candidatos Edmilson e Antônio Amaral finalmente revelaram que são sim representantes da atual reitoria.

Tanto isto é verdade é que ao final do debate, o candidato Edmilson Maria gritou em alto e bom som que “nós vamos ganhar de novo!”. Nada mais continuísta do que isto!

Talvez por isso, a chapa 11 tenha fugido dos dois debates organizados pelos sindicatos da UENF, e tenham optado pela disseminação de boatos e inverdades. E isto é lastimável em qualquer eleição, mas principalmente para uma reitoria de universidade pública, onde o debate deveria ser sobre projetos e ideias.

Mas a verdade é que quem não tem substância, acaba sempre apelando no final.

E aqueles que ainda tiverem dúvidas, sugiro que visitem a página que a chapa 10 possui no Facebook e leiam todos os depoimentos que ali estão. Após isto, tenho certeza que nos dias 01 e 04 de Agosto iremos fechar para sempre a incansável fábrica de boatos que a chapa 11 montou para encobrir suas responsabilidades na pífia gestão que dominou a UENF nos últimos 8 anos.  Para acessar a página da chapa 10 basta clicar (Aqui!)

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Eleições na UENF: chapa 11 muda layout pela quarta vez e mostra que está perdida na disputa eleitoral

A campanha da chapa situacionista para as eleições da reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) acaba de mudar novamente o layout da sua página no Facebook. Essa é a quarta versão do layout e, em cada uma delas podemos observar modificações que refletem uma clara tentativa de melhorar o desempenho da imagem dos professores Edmilson Maria e Antonio Amaral, enquanto se aproveita para inserir mensagens subliminares que contribuem para confundir os potenciais eleitores.

Vejamos a sequência do primeiro layout até o lançado no dia de hoje.

 

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A imagem acima é o primeiro layout da propaganda da chapa 11, inclusive no Facebook

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Layout que foi ao ar no dia 12/07 na página da chapa 11 no Facebook,

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Layout que foi ar no dia 18/07 na página da chapa 11 no Facebook,

Agora vejamos o quarto layout que foi lançado nesta 6a. feira (24/07):layout 5

As principais mudanças que podem ser vistas é a retirada do amarelo no número 11 e a inserção da frase “Temos orgulho da Uenf“. A primeira modificação pode ser entendido como um esforço de retirar a confusão com a cor usada pela chapa 10 para identificar o seu numeral. Mas o uso da frase “Temos orgulho da Uenf” pode ser entendido como um esforço para criar a impressão de que a chapa 10 não compartilha deste sentimento, o que não é efetivamente o caso. 

Mas uma questão que me parece mais contundente é que mudanças de layout tem sido acompanhadas por um campanha informal em que diferentes estratégias vem sendo tentadas para desqualificar os professores Luís Passoni e Teresa Peixoto e sua capacidade para fazer a reitoria da Uenf funcionar de uma forma que seja transparente e respeitosa.  E tantas modificações de layout mostram ainda que todas essas tentativas não estão dando certo. Aliás, a impressão que fica é que o comando da campanha da chapa 11 está sem o devido norte político. Simples assim!

Eleições na UENF: pressionada pelo andamento da campanha, chapa 11 foge do debate organizado pelos sindicatos

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Com desculpas esfarrapadas, os membros da chapa 11, professores Edmilson Maria e Antonio Amaral enviam documento avisando que não comparecerão ao debate organizado pelas entidades sindicais da UENF. Amarelaram ou é mesmo a prova cabal de indisposição para o debate democrático? 

Trabalho como professor na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) desde janeiro de 1998 e comecei a e participei do processo de reorganização  da Associação de Docentes da Uenf- Aduenf (sindicato que representante os professores nas negociações com o governo do Rio de Janeiro) em meados de 1999. Desde então tentei contribuir com a Aduenf em diferentes funções dentro dos organismos decisórios que existem em nosso sindicato. Participei de centenas de assembleias ao longo desses 16 anos, muitas delas em momentos cruciais não apenas para os interesses corporativos dos professores.

Lembro que o principal momento de atuação da Aduenf e das demais organizações representativas de servidores não docentes e estudantes foi a belíssima luta pela autonomia universitária da Uenf que ocorreu entre os anos de 2000 e 2001. Naquela luta memorável pela criação de fato da Uenf, que até então não possuía existência jurídica, os sindicatos foram decisivos para que o então governador Anthony Garotinho concedesse a nossa autonomia em relação à Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte) que até então era quem geria todos os aspectos da vida institucional da nossa universidade. Aliás, do movimento da autonomia, gosto sempre de lembrar aos mais novos dentro da universidade que o movimento foi iniciado pelos estudantes. Outro episódio mais recente, mas igualmente memorável, foi a mobilização realizada para impedir a quebra do regime de Dedicação Exclusiva dos professores, onde a unidade de todos os segmentos que compõe a nossa comunidade universitária impediu o esfacelamento do modelo de docência idealizado por Darcy Ribeiro.  

Como participante, e não como mero observador, da história da Uenf e, por extensão da Aduenf, posso dizer que jamais presenciei um pronunciamento dos professores Edmilson Maria e Antonio Amaral em quaisquer assembleias da Aduenf ou das organizadas de forma conjunta com as demais entidades que representam servidores não docentes e estudantes! E olha que o professor Edmilson Maria chegou na Uenf em 1996 e o professor Antonio Amaral em 1997, como atestam seus currículos depositados na Base Lattes do CNPq.  No caso do professor Edmilson Maria ele sequer é associado da Aduenf. Já o professor Antonio Amaral, em que pese ser associado, compareceu em raríssimas ocasiões nas assembleias da Aduenf. Aliás, na última vez que compareceu, ainda como pró-reitor da gestão comandada pelo reitor Silvério Freitas, foi para votar o fim da greve ocorrida em 2014!

Pensei que esta campanha eleitoral me daria a oportunidade de pela primeira vez ouvir os dois fora da seara dos organismos dirigentes da Uenf onde estão presentes quase desde quando chegaram no campus Leonel Brizola.  É que as entidades representativas de estudantes, servidores técnicos e professores organizaram um debate que ocorrerá nesta 4a. feira (22/07), onde poderíamos ouvir as posições das duas chapas aos problemas concretas que afligem o cotidiano da Uenf, começando pelo necessário reajuste de salários e bolsas acadêmicas, cujos valores estão claramente corroídos por um processo inflacionário que pode ser baixo, mas é persistente.

Mas qual é o meu desapontamento ao ler o documento abaixo, onde com base em desculpas esfarrapadas, os membros da chapa 11 avisam que vão fugir do debate organizado de forma democrática pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), pelo Sintuperj/Uenf e pela Aduenf

carta chapa 11

Entretanto, apesar de desapontado, não posso dizer que estou surpreso. É quem esteve presente, por exemplo, nas diversas manifestações que lacraram a entrada do campus Leonel Brizola nos últimos anos pode testemunhar que os membros da chapa 11 não foram exatamente entusiastas das atividades que explicitavam os diferentes aspectos da crise que aflige a Uenf. Também pudera, esta crise está diretamente ligada à forma que a atual reitoria, com a qual os dois estão alinhados politicamente, é a executora no plano interno.

Creio que a melhor lição que se poderá dar aos membros da chapa 11 é encher a quadra de esportes do prédio E-1 para inquirir e ouvir respostas das chapas que lá aparecerem. Se só os professores Luís Passoni e Teresa Peixoto decidirem honrar o convite feito pelas entidades que representam os interesses de estudantes, servidores técnicos e professores, os membros da chapa 11 só terão a si mesmo a culpar.

 

Eleições na UENF: sob pressão, chapa 11 agora clama ser uma família. Só falta agora dizer que defende a tradição e a propriedade

Há coisa que a gente não discute em processo eleitoral, e uma delas é a estratégia que se faz para se vender a imagem dos candidatos e seus programas.  Mas eu não tenho como deixar de perguntar: será que a escolha ou não dos candidatos no dia 04/08 se dará com base em quer ou não se juntar à “família” chapa 11?
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O que resta ainda no estoque de argumentos para que se vote na chapa 11 no dia 04 de agosto?  A defesa da tradição e da propriedade? 

A coisa  é a seguinte: que família é essa onde se aceita o atraso de bolsas acadêmicas como corriqueiro e natural, e o uso da Polícia Militar para controlar a segurança interna do campus universitário, enquanto assaltos continuam ocorrendo do lado de fora? 

Será que alguém quer mesmo ter a família da chapa 11 continuando a dirigir a Uenf como fizeram na última década? 

Eleições na UENF: na ânsia tornar seus candidatos conhecidos, chapa 11 mostra que Antonio Amaral está na reitoria desde a gestão Almy Junior

Há que se reconhecer que o comitê de campanha da chapa 11 que concorre à reitoria da Uenf está fazendo um enorme esforço para tornar seus candidatos mais encantadores para o eleitorado uenfiano. Assim, além das contínuas mudanças do layout da página do Facebook e de uma repaginada na aparência visual dos professores Edmilson Maria e Antonio Amaral, a chapa 11 acaba de republicar o perfil profissional dos dois numa disposição visual que tenta ser mais atraente na forma de um memorial resumido.

memorial resumido

Mas como ao se resumir normalmente se explicita o que de mais importante alguém fez, uma leitura mais apurada desse “memorial resumido” revela um detalhe que a campanha da chapa 11 vem negando de pés juntos. E este detalhe é que a chapa 11 é uma continuidade direta das gestões desastrosas de Almy Junior e Silvério Freitas. E mais que essa ligação direta é dada pela presença do Prof. Amaral no cargo de vice-reitor ao lado de Edmilson Maria.

Vejamos o primeiro slide que mostra essa ligação.

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É que como se vê na linha sublinhada em vermelho, o Prof. Antonio Amaral foi, na gestão do reitor Almy Junior, “simplesmente” o secretário geral da reitoria. Em outras palavras, ele este sempre a cargo de organizar o funcionamento do gabinete do reitor, por onde normalmente passa a resolução de todos os problemas que estejam ocorrendo na Uenf. Em outras palavras, o Prof. Amaral era um dos líderes da equipe gestora do então reitor Almy Junior.

Como poderá ser visto no segundo slide, na gestão ainda em andamento do reitor Silvério Freitas, o Prof. Amaral teve uma elevação de importância na hierarquia da reitoria, passando a ocupar o cargo estratégico de pró-reitor de Pós-Graduação.

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Entre outras coisas, as obrigações do Prof. Amaral incluíam a realização do pagamento das bolsas de pós-graduação dentro de prazos coerentes com o cumprimento das obrigações dos pós-graduandos.

Mas o que mais me impressiona nessa situação é o completo silêncio do Prof. Antonio Amaral em relação aos problemas que identificou na forma de gerir a Uenf ao longo de quase 8 anos em que esteve dentro da reitoria. No lugar de uma necessária autocrítica, já que sempre foi da reitoria, o que se vê é a promessa de uma “Uenf com qualidade” que agora resvala numa campanha que está apelando para a dicotomia “bem e mal”.

A verdade é que quem esteve todos esses anos dentro da reitoria não deveria relegar essa informação aos subtítulos de seu memorial profissional. Ao ocultar a magnitude do seu papel de dirigente institucional, o Professor Antonio Amaral presta um desserviço à sua chapa e, por extensão, à própria Uenf. 

Finalmente, com a postagem deste memorial resumido pela  própria chapa 11, o que se vê é que seus componentes representam o continuísmo de uma forma de gerir a Uenf que já está mais do que exaurida, pois submergiu a instituição numa profunda crise. E o Prof. Antonio Amaral precisaria de um mega peneira para tampar sua verdadeira ligação com tudo o que está errado na Uenf neste momento.

Eleições da UENF: depois da mudança do layout, a estratégia da chapa 11 agora é contrapor bem contra o mal

Os responsáveis pela página de campanha da chapa 11 na rede social Facebook vem adotando uma série de medidas para melhorar o desempenho dos candidatos Edmilson Maria e Antonio Amaral. As constantes mudanças do layout já eram um indicativo de que existe dentro da chapa 11 a percepção de que suas propostas estão sendo rejeitadas pela comunidade universitária da Uenf, o que vem se configurando numa série de apoios importantes à chapa 10 formada pelos professores Luis Passoni e Teresa Peixoto.

Agora, os formulares da campanha da chapa 11 parecem ter caído na velha estratégia de colocar as opções programáticas no caminho da luta do bem contra o mal, sendo eles o bem, é claro. Para constatar essa opção moralista para aumentar a sua popularidade, basta ver a reprodução da última postagem colocada na página do Facebook.

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A primeira sentença sublinhada em vermelho na imagem diz explicitamente que “os olhos do bem enxergam além“, enquanto que as sublinhadas em azul apontam para o orgulho da chapa 11 teria na Uenf, acompanhada depois por uma que conclama o apoio na chapa 11. A “cereja bolo” nessa inserção de propaganda é a colocação de um comentário por docente que apoia a chapa 11 onde a frase escrita é simplesmente “Xô preconceito.

Dessa inserção podem surgir várias interpretações subliminares e eu as compartilho aqui. È que se “os olhos do bem” enxergam além para votar na chapa 11, a única alternativa para se votar na chapa 10 é se ter olhos do mal que enxergam perto. Além disso, é tomada para si do monopólio de orgulho da Uenf. Onde está dito na propaganda da chapa 10 que não existem orgulho em se pertencer à Uenf? Por outro lado, ao se colocar a ideia de que a chapa 11 é contra o preconceito, a única saída lógica é se concluir que a chapa 10 é preconceituosa! 

Esse somatório de mensagens subliminares aparentemente positivas são, na verdade, parte de uma campanha para negativar a campanha da chapa 10. Esse passo é um passo lamentável em qualquer campanha eleitoral, mas se torna especialmente insidiosa na eleição para a reitoria de uma universidade pública. É que em instituições como a Uenf deveríamos sempre pautar nossas escolhas por elementos programáticos, e não a partir do uso de ferramentas de cunho moralista que nada contribui para elucidarmos os graves problemas vividos dentro da universidade neste momento. E, pior, ao escolher a fuga ao debate democrático, ainda se incentiva a demonização.

Talvez seja exatamente por essas e outras que a chapa 11 esteja nas condições em que se encontra neste momento.

Eleições para a reitoria: para sufocar a vontade por mudanças na UENF, chapa 11 seu muda layout novamente

Notei neste blog no dia 12 de julho que a chapa que é apoiada pelo reitor Silvério Freitas nas eleições que ocorrerão na Uenf no dia 04 de Agosto havia mudado o seu layout na página do Facebook (Aqui!). Aquela primeira mudança já parecia ser parte de um esforço para responder ao avanço da chapa de oposição na preferência do eleitorado formado por professores, técnicos e alunos da Uenf por introduzir o elemento da mudança no discurso visual da chapa 11.

Vejamos então o layout original e o que foi colocado no ar no dia 12 de julho

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A imagem acima é o primeiro layout da propaganda da chapa 11, inclusive no Facebook

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Layout que foi ao ar no dia 12/07 na página da chapa 11 no Facebook

As principais novidades nesse layout são  a colocação da frase “Uma nova UENF com qualidade” com o uso da cor laranja que já estava sendo usada pela campanha da chapa 10 (Passoni e Tetê) desde o lançamento da chapa. além disso, a fotografia com os dois candidatos da chapa 11 (Edmilson Maria e Antonio Amaral) foi reduzida, o que eu compreendi como uma tentativa de minimizar o impacto do fato que os dois sempre estiveram associados à reitoria comandada por Silvério Freitas. 

Mas eis que agora, aparentemente  premidos (ou seria espremidos?) por uma clara desvantagem no instrumento que o Facebook utiliza para medir “popularidade” que são as “curtidas”, a equipe de campanha da chapa Edmilson Maria e Antonio Amaral decidiu mudar novamente o layout da página do Facebook.layout

 

Layout que foi ar neste sábado (18/07)

Neste novo layout temos também duas “novidades”.  A primeira é a saída do adesivo redondo e a substituição por “Chapa ’11” sendo que o numeral também adota a cor laranja da chapa 10! Já a fotografia dos candidatos foi substituída por um “look” mais informal. E eu adiciono com um certo ar de “sertanejo universitário” com os dois candidatos portando um daqueles sorrisos “Colgate” que podemos encontrar em duplas como Vitor e Léo ou Zezé de Camargo e Luciano.

Mas indo ao essencial, o que parece estar diante de nossos olhos é um processo de mimetização visual onde uma chapa (a 11) está gradualmente moldando sua imagem à da concorrente (a chapa 10) para criar uma confusão visual premeditada. Se fosse um artigo científico, eu diria que estaríamos diante de alguma forma de plágio (no caso específico, cromático).

Por essas e outras é que mostro o logo da chapa 10 que é o mesmo desde o início para lembrar qual chapa é realmente a original propositora de mudanças na Uenf.

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Logo original da chapa 10 e que vem sendo usado desde o primeiro da campanha eleitoral na Uenf

É que não há mimetização visual que dê jeito no fato de que a chapa 11 é aquela que expressa a manutenção de uma forma de gestão que se mostra exaurido a partir de suas próprias limitações e contradições entre as vontades individuais e as necessidades coletivas.

Eleições na UENF: chapa 11 muda layout de campanha para conter o tsunami da mudança representada por Passoni e Teresa

A equipe de produção visual da chapa formada pelos professores Edmilson Maria e Antonio Amaral, que contam com o apoio efetivo do reitor Silvério Freitas e do ex-reitor Almy Junior, acabam de lançar uma novidade no layout na página oficial que a campanha mantém na rede social Facebook.

A mudança parece sutil, mas não é. À guisa de comparação, vejamos a primeira versão do layout do topo da página.

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Essa versão enfatiza a figura dos dois candidatos da chapa 11, e não mencionou qualquer elemento referente à mudança, um tema que tem sido um dos motes da chapa encabeçada pelos professores Luís Passoni e Teresa Peixoto que são de oposição à atual gestão comandada por Silvério Freitas, a mesma em que Antonio Amaral foi o Pró-Reitor de Pós-Graduação por quase a integralidade da gestão, saindo apenas para se candidatar com Edmilson Maria.

Confrontada com a rejeição existente dentro da Uenf em relação à gestão catastrófica de Silvério Freitas que nos primeiros meses de 2015 atolou-se numa crise profunda, principalmente em função dos atrasos seguidos no pagamento de bolsas acadêmicas, atraso esse que permanece para um número significativo de bolsistas, a chapa 11 agora produziu um novo layout que foi ao ar no final da noite deste sábado (11/07).

Captura de tela 2015-07-11 23.51.19Esse novo layout esconde de forma esperta os candidatos que já foram identificados como ligados â gestão de Silvério Freitas, e lançam mão de um uso subliminar da vontade generalizada de mudança que existe dentro da Uenf. Agora, Edmilson e Amaral falam em “uma nova UENF com qualidade”, e se esquecem de mencionar que sempre estiveram próximos do grupo que vem controlando a Uenf nos últimos 12 anos.

Mas não há layout que possa esconder que Antonio Amaral foi secretário-geral da reitoria na gestão de Almy Junior e Pró-reitor na de Silvério Freitas, onde participam de forma direta de muitas das decisões anti-democráticas e opacas que ajudaram a criar uma disposição de mudar o estilo de gestão que ameaça retirá-los do poder.

Assim, não há nem que se deixar enganar pela fala mansa, promessas ou, tampouco, por um layout cujo principal objetivo é manter a Uenf sob um profundo véu de ignorância, de modo a impedir a correta análise dos fatos, condição principal para impedir que as pessoas votem na chapa 10.

A verdade é que no modelo de gestão que Edmilson Maria e Antonio Amaral vem participando de forma ativa, não há layout bonito que dê jeito. Afinal de contas, falta de transparência e submissão crônica ao (des) governo Pezão só resolve com disposição para trabalhar de forma exaustiva e autônoma. E isso só a chapa encabeçada por Passoni e Teresa Peixoto tem capacidade para fazer acontecer.

 

A prática como critério da verdade ou… porque votarei na chapa 10 para as eleições da reitoria da UENF

passoni & teresa

Ao longo dos últimos quase 18 anos em que estou trabalhando na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), ouvi que certas coisas eram impossíveis de acontecer e depois o que aconteceu de fato quando a comunidade universitária se mobilizou. Seleciono umas poucas para marcar um ponto:

1.     A demissão e cooperativação forçada numa cooperativa existente dentro da Faculdade Filosofia de Campos de um grupo de quase 30 professores da Uenf é a única saída porque o Anthony Garotinho mandou.  NÃO ERA E OS PROFESSORES RETORNADOS À FOLHA DE PAGAMENTO DA UENF POR ORDEM DO GAROTINHO!

2.     A autonomia da UENF em relação à FENORTE nunca vai acontecer porque o Garotinho não quer.   A AUTONOMIA ACONTECEU COM O GAROTINHO COMO GOVERNADOR!

3.    A quebra do regime de Dedicação Exclusiva (DE) é a única forma de se garantir ganhos salariais para os professores da Uenf porque essa é a posição do secretário de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy. NÃO ERA E ISSO FOI DESMENTIDO PELO PRÓPRIO SÉRGIO RUY!

4.    Qualquer ganho salarial virá na forma de um adicional porque o Sérgio Ruy disse que só pode ser assim. O REAJUSTE VEIO NO VENCIMENTO INICIAL DE CADA DOCENTE, APESAR DO SÉRGIO RUY SER CONTRÁRIO!

O elemento comum em todas essas situações é que a posição do governo de plantão foi derrotada por uma reação organizada, combativa e propositiva da comunidade universitária da Uenf!

Agora, vemos um esforço para esconder outro aspecto dessa situação: a de que sempre tivemos que ser perseverantes frente às ameaças de desmanche que este ou aquele governo comprometido com o ensino privado quis impor à Uenf.

Eu também acho interessante notar que a evolução dos argumentos usados contra o candidato a reitor pela chapa, Prof. Luís Passoni, ao longo dessa curta campanha eleitoral. Ainda que não dito publicamente aqui nessa lista, já se questionou a capacidade científica dele. Depois que esse elemento foi superado no debate público, agora rola de forma subliminar o questionamento de que ele é um sindicalista e que seria errado colocar uma pessoa com esse perfil para dirigir a Uenf. Ah, e que ele seria um radical e movido por ideologia partidária.

Pois bem, o que se oculta com esse debate é que todo presidente da Associação de docentes da Uenf (Aduenf) de quem eu tenho memória ocupou sempre um papel dual de ser dirigente sindical e continuar com suas atividades normais dentro da Uenf, inclusive aquelas relacionadas às chefias de laboratório, coordenações de curso, e atividades docentes. 

E em todas as vezes que o Passoni ocupou cargos na diretoria da Aduenf, ele também exercia algum cargo na administração fosse dentro do LCQI ou no CCT.  Aliás, a própria participação dele na sustentação do curso à distância de Química dentro do Cederj tem sido pouco explorada até por ele em suas falas.

E à parte de eventuais momentos em que se irrita o Passoni sempre se mostrou uma pessoa sempre disposta a ouvir exaustivamente todas as posições, e seguir democraticamente as decisões coletivas. E mesmo naquelas que as suas posições foram claramente derrotadas, é preciso que se diga.  Um exemplo é sobre o uso do instrumento da greve, ao qual ele sempre resiste e procura soluções alternativas. Aliás, se ninguém nunca se perguntou a ideia das idas à Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro (Alerj) para estabelecer mecanismos permanentes de diálogo com governo e oposição foi do Passoni lá pelas bandas de 2003. E de lá para cá se tornou o modelo pelo qual arrancamos sucessivas conquistas, como a verba que foi usada para construir o bandejão.

Quero lembrar que na recente e surpreendente vitória do professor Roberto Leher para a reitoria da UFRJ, a primeira reação que eu notei entre alguns apoiadores da chapa apoiada pela reitoria da Uenf foi de inconformismo com a vitória de um docente que possui uma posição acadêmica e de pesquisador diametralmente oposta ao que se faz hoje na universidade brasileira.   Depois ouvi comentários de que o professor Roberto Leher não seria nomeado pelo MEC porque era muito “radical”. 

E não é que o professor Roberto Leher já tomou posse no MEC e já instalado na cadeira de reitor está tentando tirar a UFRJ do imenso buraco em que a instituição foi colocada por uma forma, digamos “menos combativa” de se relacionar com o governo federal?

Que ousemos ser ousados como a UFRJ foi, e optemos por uma transformação na forma de gerir a Uenf. Essa parece ser a saída mais apropriada não apenas para superar um modelo de gestão fracassado, mas também para  garantir os recursos que precisamos para fazer a Uenf  funcionar num cenário político e econômico completamente adverso.

Nas eleições da Uenf, esse 11 já foi 15 e já foi 20. A hora de mudar! Vote 10!

Nas eleições para a reitoria da UENF não se deixe levar pelas promessas e pela fala mansa: esse 11 já foi 15 (Silvério) e já foi 20 (Almy). Esse modelo de governança ajoelhada aos ditames do (des) governo do estado já se esgotou!

edmilson & amaral

A hora é de mudança! É preciso trazer a criatividade democrática para dentro da Uenf! : vote Passoni e Teresa para mudar a UENF com respeito e transparência! Vote 10!

passoni & teresa