Rio de Janeiro será sede de encontro anticapitalista pelo clima e pelo fim dos genocídios

Encontro Anticapitalista pelo Clima e pelo Fim dos Genocídios

Local: Rua da Lapa, 107 (Partisan)

Programação:

20/11

10h – Marcha da Periferia no viaduto Negrão de Lima (Madureira)

18h- Mesa 1: Abertura

Cyro Garcia (PSTU), Renato Cinco (GEEM), Pedro Aranha (Coalizão pelo Clima), Bruno Cruz (Marx Carioca), Plinio de Arruda Sampaio Jr (Contrapoder), Leandro Lanfredi (MRT), José Dalmo (Emancipação Socialista), Babá (CST), Alexandre Samis (IEL) Matilde Alvim (Climáximo), Aline Castro (PCBR), Leonardo Kaplan (Asduerj), Júlio Santos (MFSR)

21/ 11

9h – Mesa 2:  Genocídios Capitalistas: da Palestina às Favelas

Osmarino Amâncio (seringueiro), José Gomes Hata (Movimento 3a Divisão – Angola), Rita Passos (IPPUR/UFRJ), Julio Condaque (Quilombo Raça e Classe)

14h- Mesa 3:  Movimentos populares e luta ambiental

Avabrum (Brumadinho), Campanha do Caô Climático, Rio sem Óleo, Jovens Defensores Populares pelo Clima na Baixada, FormigAção-ATB.

Mediação: Flavia Braga Vieira (UFRRJ)

18h –  Mesa 4:  O Colapso ambiental e a crise do capital: um diagnóstico

Luis Marques (Unicamp), Erica Andreassy (Ilaese), Marcelo Lopes de Souza (UFRJ), Rhian de Medeiros Vieira Soares (PCBR)

22/11

9h – Mesa 5:  Capitalismo Verde e negacionismo sutil

Leonardo Kaplan (Asduerj), Ivan Targino (Sindicato Metabase Inconfidentes), Renato Cinco (GEEM), Bárbara Sinedino (CST).

Mediação: Pedro Aranha

14h mesa 6: Lançamento de livros

Julio Condaque (Os Territórios Indígenas e Quilombolas na zona Matopiba), Luiz Marques (Ecocídio: Por uma (agri)cultura da vida), Eduardo Sá Barreto (Pequeno guia para a crítica ecossocialista do capitalismo), Sinan Eden (Uma Teoria Revolucionária para Interromper o Colapso Climático) Carta de Direitos Climáticos Rebio do Tinguá

19h Mesa 7:  A classe trabalhadora e o colapso ambiental: um programa anticapitalista

Eduardo Sá Barreto (UFF), Plinio de Arruda Jr (Unicamp), Jefferson Choma (Canal Ecologia e Política Marxista), Matilde Alvim (Climáximo),

Mediação: Ana Lídia

23/11

14h Marcha anticapitalista pelo clima e pelo fim dos genocídios

Concentração na praia de Copacabana em frente a rua Prado Junior

Inscrições para o Encontro Anticapitalista pelo Clima e pelo Fim dos Genocídios

Inscrição de atividades autogestionadas: de 06 a 31 de outubro.

As atividades autogestionadas são fundamentais para ampliar a participação dos movimentos populares e da academia no Encontro e ocorrerão nos dia 21 e 22 de novembro em quatro sessões de 13 h 30 até 15 h 30 e de 16 h até 18 h. 

Para inscrever sua atividade você deve preencher o formulário neste link: https://forms.gle/stATSvXddW9hXH439

Os objetivos do Encontro são: 

1- Denunciar o caráter insustentável do capitalismo, a impossibilidade de um capitalismo verde e sequer da redução do ritmo de destruição sem a superação deste modo de produção.

2- Denunciar as instituições capitalistas, empresas, Estados e organismos internacionais (ONU, COPs, G20 etc.) e suas falsas soluções. 

3- Denunciar o negacionismo e o caráter destrutivo da política ambiental do Estado brasileiro, incluindo o governo Lula.

4- Promover o debate sobre o significado da ruptura com o capitalismo, bem como do programa, das táticas e das estratégias necessárias para este objetivo.

5- Colaborar para a articulação das lutas ambientais concretas travadas pelos trabalhadores e o povo.

6- Contribuir no desenvolvimento das lutas contra o imperialismo e a denúncia de todos genocídios em curso, em particular o apoio à luta do povo palestino contra o estado colonialista e racista de Israel.

O encontro da militância e das organizações que não se iludem com o capitalismo, suas empresas e instituições é fundamental diante da necessidade de atuarmos concretamente pela superação deste modo de produção como condição para que a humanidade possa começar a responder adequadamente ao colapso ambiental.

Nossa iniciativa é ousada e está apenas começando a ser construída. Inscreva sua atividade e venha conosco construir um mundo novo!

O Encontro ocorrerá entre os dias 20 e 23 de novembro de 2025 na cidade do Rio de Janeiro em local a confirmar.

Divulgação: Encontro anticapitalista pelo clima e pelo fim dos genocídios

O colapso ambiental produzido desde a Revolução Industrial pelo capitalismo já é uma realidade e as populações do planeta já sentem seus efeitos, especialmente os mais vulneráveis.

O capitalismo, por sua natureza necessariamente expansiva, é insustentável, incapaz sequer de reduzir a aceleração da destruição. Com a ascensão de Trump à presidência dos EUA, foram escancaradas políticas imperialistas de aumentar a destruição e saque dos bens naturais comuns em todo o globo e uma ruptura com o discurso de capitalismo verde.

O contraponto empresarial e de governos capitalistas a Trump é a verdadeira lenga-lenga ambiental. Estão mais preocupados em salvar o capitalismo do que as pessoas, a fauna e a flora. As empresas e as instituições burguesas, incluindo a ONU e suas COPs, investem em falsas soluções e na ilusão da possibilidade de um capitalismo verde e sustentável.

No Brasil, Lula e a esquerda da ordem, incapazes de qualquer vislumbre de superação do capitalismo, cumprem o destino de todos os reformistas diante do colapso ambiental e praticam o negacionismo sutil. Não negam que existe uma questão ambiental, mas relutam em falar em colapso e seus discursos não encontram eco na realidade das “políticas de desenvolvimento” apoiadas pelo governo.

Empenhado em favorecer o agronegócio latifundiário e a mineração, Lula viaja pelo mundo buscando acordos que permitam a expansão da exportação de grãos, gado e minério.

Para viabilizar tal expansão, investem em projetos altamente destrutivos – as “Rotas de Integração Sul-Americana”, que incluem a pavimentação da BR-319, a Ferrogrão e a hidrovia transpantaneira; a expansão da produção de petróleo, inclusive na Amazônia; a construção de novas hidrelétricas e de “fazendas” eólicas e solares.

Recentemente assistimos estarrecidos à aprovação pelo Senado da Lei Geral de Licenciamento Ambiental, que tem como objetivo destruir qualquer freio aos projetos do capital. Na contramão de proteger o meio ambiente, o Congresso está às vésperas de liberar a devastação. A destruição da legislação ambiental que agora se discute em âmbito federal já é realidade em muitos estados, inclusive estados governados por petistas há muitos anos, como Bahia e Piauí.

Diante deste cenário, a classe trabalhadora precisa entrar em campo com seu próprio programa pela sobrevivência, em defesa da vida e contra a desigualdade.

Por isso, no mês de novembro, em contraponto à COP 30 e suas falsas soluções, ocorrerá, na cidade do Rio de Janeiro, o Encontro Anticapitalista pelo Clima e pelo Fim dos Genocídios, com os seguintes objetivos:

1-  Denunciar o caráter insustentável do capitalismo, a impossibilidade de um capitalismo verde e sequer da redução do ritmo de destruição sem a superação deste modo de produção.

2- Denunciar as instituições capitalistas, empresas, Estados e organismos internacionais (ONU, COPs, G20 etc.) e suas falsas soluções.

3- Denunciar o negacionismo e o caráter destrutivo da política ambiental do Estado brasileiro, incluindo o governo Lula.

4- Promover o debate sobre o significado da ruptura com o capitalismo, bem como o programa, as táticas e as estratégias necessárias para este objetivo.

5- Colaborar para a articulação das lutas ambientais concretas travadas pelos trabalhadores e o povo.

6- Contribuir no desenvolvimento das lutas contra o imperialismo e na denúncia de todos os genocídios em curso, em particular apoiando a luta do povo palestino contra o estado colonialista e racista de Israel.

O encontro da militância e das organizações que não se iludem com o capitalismo, suas empresas e instituições é fundamental diante da necessidade de atuarmos concretamente pela superação deste modo de produção como condição para que a humanidade possa começar a responder adequadamente ao colapso ambiental.

Nossa iniciativa é ousada e está apenas começando a ser construída. Em busca de ampliar as adesões, a Comissão Organizadora está convocando uma plenária de apresentação para outros coletivos, organizações e militantes no dia 2 de julho às 18 horas na UERJ Maracanã (RAV 122).

Comissão Organizadora – MRT, Emancipação Socialista, PSTU, Coalizão pelo Clima, Marx Comenta, Geem e Cecip