Porto do Açu: investimentos bilionários combinados com multiplicação de mazelas socioambientais colocam em xeque a Prumo Logística

açu erosão

A Prumo Logística vem encontrando eco na imprensa corporativa e na blogosfera para disseminar a informação de que investimentos bilionários já foram realizados no porto idealizado pelo ex-bilionário Eike Batista (Aqui!,  Aqui! Aqui!). Segundo os dados divulgados, apenas na construção do Porto do Açu já teriam sido investidos algo em torno de R$ 5,0 bilhões, o que somado a outros investimentos feitos em parceria com a Anglo American e com outros clientes chegaria a fabulosos R$ 10,3 bilhões!

Um primeiro detalhe a ser lembrado é que uma parcela nada desprezível desses recursos chegou via empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que apenas num empréstimo-ponte concedeu R$ 1,8 bilhão para a Prumo Logística tentar concluir as obras no Porto do Açu (Aqui!), o que tornou a empresa a principal beneficiária de empréstimos do banco estatal em 2014.

Diante de valores tão fabulosos, e levando em conta que a Prumo Logística também anuncia estar empenhada em estabelecer um modelo exemplar de governança corporativa (Aqui!), é que me parece estranho (para não dizer claramente contraditório) que uma série de mazelas estejam ocorrendo no entorno do Porto do Açu sem que a empresa passe do discurso e das promessas feitas nas apresentações de Powerpoint (do tipo daquelas que Eike Batista tanto usou para encantar e atrair sócios) para a ação prática. 

É que apenas para começo de conversa, sendo heranças malditas vindas do tempo da LL(X), o que temos atualmente é uma sinergia entre salinização, erosão costeira, dispersão de material particulado e, ainda mais importante, centenas de famílias que tiveram suas terras tomadas pelo (des) governo do Rio de Janeiro e permanecem há quase cinco anos a ver navios (que não são aqueles que estão saindo carregados de minério do Porto do Açu, devo frisar!). E diante disso, o que tem feito essa empresa se não negar suas responsabilidades e jogar o problema para o colo da Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN).

O problema é que não estamos mais numa época em que a informação não circula de forma rápida. Aliás, muito pelo contrário! Assim, além de ver a imagem vendida colocada em xeque pela realidade que se impõe a partir dos fatos objetivos, o que a Prumo está arriscando é ter que arcar com custos mais altos quando não tiver outra alternativa a não ser assumir suas responsabilidades. Por isso, talvez já tenha passado da hora de praticar as palavras proferidas pelo  seu gerente-geral de Sustentabilidade, Vicente Habib, durante a audiência pública realizada na Câmara Municipal de São João da Barra em 01 de Outubro de 2014 para discutir a situação da erosão na Praia do Açu , quando ele afirmou que a Prumo não iria virar as costas para a população de São João da Barra (Aqui!).

Afinal de contas, dinheiro para isso, segundo declara a própria Prumo Logística, não falta!

 

No Açu, em vez do mar virar sertão, a Avenida Atlântica é que virou praia

A profecia nordestina atribuída ao líder messiânico Antonio Conselheiro de que “o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão” acaba de ganhar uma forma bem particular de materialização bem aqui na Praia do Açu.

É que como bem mostram as imagens abaixo, a Avenida Atlântica que resistiu por décadas à ação das marés, hoje virou praia! E antes que venham dizer que a profecia realizada é fruto da ação da Natureza, eu digo que a primeira das imagens mostra o caminho para onde foi a areia que está faltando na Praia do Açu.

onda 4 onda 6onda 5 onda 3 onda 2 onda 1

Ururau faz ampla matéria sobre o avanço na Praia do Açu

Mar volta a avançar e invade ruas, casas e comércios no Açu, em SJB

Erosão na praia teria começado depois da instalação do quebra-mar do Terminal 2 no Porto do Açu

Reprodução/Ururau Arquivo/Erosão na praia teria começado depois da instalação do quebra-mar do Terminal 2 no Porto do Açu

A maré vem avançando rapidamente e a água tomando aos poucos ruas, casas e comércios na Praia do Açu, em São João da Barra, Norte Fluminense. No entanto, além do fenômeno natural há outro agravante, como o avanço do processo de erosão da faixa de praia, que vem ocorrendo há alguns meses naquela região e que segundo especialistas, teriam começado depois da instalação do quebra-mar do Terminal 2 (T2) no Complexo Portuário do Açu.

Na quarta-feira (18/03) o mar voltou a avançar e deixar os moradores apreensivos, porém nesta quinta-feira (19/03), a maré alta pegou a população de surpresa e a água invadiu ruas, principalmente as internas que ficam a menos de sete quilômetros do Terminal 2.

Há uma associação de fatores e o primeiro ponto é a alta da maré, que venha ser um elemento natural. Mas, acontece que depois da construção do quebra-mar do T2 gerou um processo de perda da dinâmica de areia local, dessa forma a areia só vai para o norte e não volta e isso gera um déficit de areia naquela região específica, perdendo assim, a parte de proteção da praia, chamada Berma. Então a culpa pelo que está acontecendo no Açu, não é da maré, mas sim, da falta de areia”, avaliou o professor doutor do Laboratório de Ciências Ambientais (LCA) da Universidade Estadual Fluminense (Uenf) Darcy Ribeiro, Marcos Pedlowski.

Segundo ele, o Porto está influenciando à erosão, já que a areia que teria de ser jogada de volta para a praia, vem se acumulando dentro do quebra-mar e do canal de navegação. “Se não forem feitas medidas corretivas urgentes, a tendência é que a situação se agrave ainda mais, pois estamos frente a um processo que ameaça engolir uma das localidades mais tradicionais do município de São João da Barra”, alarmou.

O professor disse que esse processo de erosão na praia do Açu já estava previsto no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), feitos na época pela LLX e OSX, como forma de obter as licenças ambientais para a construção do complexo logístico. Porém, segundo ele, quais seriam as medidas de contingência desse processo não constavam no relatório, que foi aprovado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). 

“O que está acontecendo é um ‘jogo de empurra’, porque eles estão vendo que o processo está acontecendo rápido demais, além do previsto. O Inea tinha que ter cobrado essas medidas de contingência, mas não o fez. Agora vamos ver como reagem as autoridades municipais, o Inea e a Prumo Logística, já que as digitais que estão ai são bem humanas, e é só ler os EIAs e RIMAs usados pelo Grupo EBX para obter suas licenças ambientais no Porto do Açu”, disparou.

Em nota, a Prumo esclarece que “realiza um programa de monitoramento da dinâmica sedimentológica marinha e de erosões costeiras, conforme estabelecido no processo de licenciamento ambiental do empreendimento e acompanhadas pelo órgão ambiental licenciador. Além disso, a Prumo contratou a Fundação COPPETEC para realizar um estudo complementar sobre o tema, que foi coordenado pelo renomado Prof. Paulo Rosman, engenheiro civil, Mestre em engenharia oceânica pela COPPE/UFRJ e Doutor em engenharia costeira pelo Departamento de Engenharia Civil do Massachusetts Institute of Technology, uma das maiores autoridades técnicas em engenharia costeira do país.

Os resultados obtidos até agora, a partir do monitoramento e estudo realizado pela Fundação COPPETEC, demonstram que é inviável associar o estreitamento da faixa de areia em questão às obras de construção do quebra-mar do Terminal 2 (T2) do Porto do Açu.

A Prumo esclarece também que mantém o monitoramento na Praia do Açu e que está à disposição para interface com os órgãos públicos e com a comunidade local para colaboração e prestação de todas as informações necessárias sobre o assunto. Aliado a isso, a empresa informa que estudos técnicos complementares sobre o tema estão sendo discutidos com o INEA e a Prefeitura Municipal de São João da Barra com participação técnica do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviária – IPNH e Fundação COPPETEC”.

O Site Ururau tentou um contato com o superintendente do Inea, Luiz Fernando Felippe Guida, mas foi informada que o mesmo estava em reunião.

FONTE: http://ururau.com.br/cidades54637_Mar-volta-a-avan%C3%A7ar-e-invade-ruas,-casas-e-com%C3%A9rcios-no-A%C3%A7u,-em-SJB

 

Dia de caos na Praia do Açu. E não foi por falta de aviso!

O dia de hoje marca uma nova etapa nas agruras na vida da população da localidade da Barra do Açu, onde há vários meses vem sendo notado o avanço do processo de erosão da faixa de praia. Após dezenas de postagens, relatórios técnicos e entrevistas com a mídia local e estadual, estou recebendo imagens que mostram uma invasão inédita da água do mar dentro das ruas internas daquela localidade, que fica distante menos de 7 quilometros do Terminal 2 do Porto do Açu.

Agora vamos ver como reagem as autoridades municipais, o  INEA e a Prumo Logística frente a um processo que ameaça engolir uma das localidades mais tradicionais do município de São João da Barra. E, antes que comecem, por favor não culpem a Natureza. É que as digitais que estão ai são bem humanas, e e só ler os EIAs e RIMAs usados pelo Grupo EBX para obter suas licenças ambientais no Porto do Açu!

maré 11 maré 10 maré 9 maré 8 maré 7 maré 6 maré 5 maré 4 maré 3 maré 2 maré 1

 

Em meio à omissão dos responsáveis, mar avança nas ruas da Praia do Açu

A população das ruas mais próximas da orla da Praia do Açu está vivendo dias de apreensão com o avanço das águas oceânicas sobre pontos que até recentemente era impensável que chegariam. Agora com o período de marés altas, os dias estão se sucedendo e água está invadindo a comunidade, coisa que moradores antigos testemunham nunca ter visto em suas vidas, as quais foram passadas naquele que já foi um dos principais balneários da região.

E o que os responsáveis por oferecer respostas práticas sobre o problema fazem? Via de regra o único órgão que vem se manifestando é a Defesa Civil de São João, mas apenas para oferecer respostas lacônicas que procuram oferecer um cenário de calma e tranquilidade que quem observa a situação mostrada nas imagens abaixo, e que foram produzidas na manhã desta 5a. feira, não consegue compartilhar.

mare 1 mare 2 mare 3 mare 4

Como o pico da maré alta ainda não ocorreu, as cenas acima que mostram a tomada da área entre os postos de Saúde e de Polícia poderão se alastrar pelo resto da comunidade, causando graves perdas a uma população que já não tem muito para perder.

A minha expectativa é que o novo superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), o Sr. Luiz Fernando Felippe Guida, tire o seu órgão da inércia e envie técnicos para avaliar o avanço do processo erosivo na Praia do Açu, de modo a acionar a Prumo Logística Global para que comece a realizar as medidas de contingência que, porventura, tiverem sido previstas nos EIA/RIMAs do Porto do Açu e da Unidade de Construção Naval da OS(X) que previam alterações ambientais em função da implantação destes empreendimentos.

De quebra, espero que o Ministério Público Federal acione a Prefeitura de São João da Barra, o INEA e a Prumo para que saiam do estado de omissão em que se encontram e comecem, finalmente, a fazer algo mais do que declarar que irão conduzir estudos técnicos para avaliar as soluções a serem tomadas. A hora do “embromation” já passou, e é preciso passar urgentemente à ação.

 

Ururau: Mar volta a avançar no Açu, em SJB, e deixa a população assustada

Defesa Civil está de prontidão e informa que não houve desalojados e desabrigados

Ururau/Arquivo/ Defesa Civil está de prontidão e informa que não houve desalojados e desabrigados

O mar voltou a avançar e deixar os moradores da praia do Açu, em São João da Barra, Norte Fluminense, apreensivos. A maré alta pegou a população de surpresa nesta quarta-feira (18/03), mas apesar do susto, ninguém ficou desalojado ou desabrigado. A Defesa Civil local está de prontidão 24 horas para qualquer eventualidade.

De acordo com o coordenador de Defesa Civil local, Adriano Martins, a situação é mais crítica na rua do popular ‘Chacrinha’, aonde a água chegou a invadir a varanda de um estabelecimento comercial. “A maré está aumentando e deve ficar assim por mais três dias. As ruas mais baixas também ficaram alagadas, mas a drenagem é rápida e a situação logo volta ao normal”, comentou o coordenador informando os números do órgão para qualquer necessidade: (22) 2741 8370 ou 199.

OUTRO CASO 

No início de janeiro deste ano, o avanço rápido do mar resultou na erosão em trecho da estrada litorânea entre o Xexé e Maria da Rosa, no Cabo de São Tomé. Devido à destruição de trecho da estrada, na curva situada nas proximidades da Ponte sobre o Rio Açu, em Maria Rosa, a Defesa Civil de Campos interditou o local para evitar acidentes, com queda de veículos dentro do mar.

Na época, o secretário de Defesa Civil de Campos, Henrique Oliveira afirmou que foram adotadas medidas emergenciais. “A solução nos remete à construção de enrocamento (formado por fragmentos de rocha compactados em camadas de rochas) na orla daquele trecho, mas essa alternativa é de elevada complexidade técnica. Há necessidade de estudo hidrológico, ações que não são de competência dos municípios, porque ali, na orla, decisões dessa natureza competem à Marinha do Brasil e ao Ibama”, detalhou o secretário.

Praia do Açu: caindo, caindo, caiu!

As imagens abaixo mostram uma construção que até ontem estava de pé e abrigava um bar na Praia do Açu, mas que desabou na manhã deste sábado (07/03). 

bar 1 bar 2 bar 3 bar 4

 

Diante destas imagens de destruição, eu fico imaginando qual seria a resposta que seria dada a um jornalista que perguntasse a alguém da Prefeitura de São João da Barra, do INEA ou da Prumo Logística como está a situação na Praia do Açu.  Será que eles repetiriam os mantras “a situação voltou ao normal” e “temos estudos que mostram que não é culpa do Porto do Açu”? Difícil mesmo é convencer os moradores daquela área que é isso mesmo e que eles não têm com que se preocupar!

Terceira Via produz matéria sobre avanço do mar na Praia do Açu

Mar volta a avançar no Açu e deixa moradores apreensivos

Os moradores improvisaram um bloqueio para impedir a passagem de veículos na Avenida Atlântica


Os moradores improvisaram um bloqueio para impedir a passagem de veículos (Foto: JTV)

O avanço do mar tem preocupado moradores e empresários que vivem na praia do Açu, litoral de São João da Barra (SJB). Edificações estão comprometidas e o turismo local já sofre o reflexo da mudança no comportamento da maré, que está invadindo a costa. Esse ano, de acordo com a comunidade, a presença de turistas, comparada há outros anos, ficou abaixo da média. Desde 2013, o mar avançou 30 metros, de acordo com a Defesa Civil do município. Sem uma solução por parte do poder público, na última quarta-feira (4), os moradores improvisaram um bloqueio de pedras e móveis velhos para impedir a passagem de veículos.

Nesta sexta-feira (6), funcionários da Prefeitura de SJB, com o auxílio de um trator, trabalhavam na retirada de um tronco de árvore que teria sido arrastado durante o avanço da maré no dia anterior (5). Eles também estavam recuperando os paralelepípedos da Avenida Atlântica que também teriam sido levados pelo mar.

 Em setembro do ano passado, pela primeira vez, o mar atingiu a Rua Principal da localidade e assustou moradores. Algumas casas, estabelecimentos comerciais e o Departamento de Polícia Ostensivo (DPO)  foram tomados pela água. Na ocasião, a comunidade ficou dividida ao apontar os possíveis responsáveis: a construção do complexo do Porto do Açu ou o fenômeno da natureza.

 Na época, em nota, o coordenador da Defesa Civil de SJB, Adriano Assis, declarou que “o ocorrido já era esperado pelo órgão, uma vez que o fato sempre acontece nesta época do ano”. No entanto, nesta sexta-feira (6), a situação na via pública era a mesma. A rua do DPO estava alagada. Segundo um policial militar que estava de plantão no posto, toda vez que a maré começa a encher, a via é tomada pela água do mar.

 Principal avenida do Açu, a Atlântica teve parte do calçamento da pista à margem da praia destruída pelo mar. Uma centena de casas da região também correm o risco de serem atingidas pela maré a qualquer momento. Segundo o pescador, Antônio Luiz de Almeida, de 47 anos, a cada ressaca, os moradores ficam apreensivos, a pista fica ainda mais estreita e repleta de areia, pedras e troncos de árvores. “A partir das 16h, a preocupação fica ainda maior porque a maré começa a subir, as ondas começam a bater mais forte e o litoral vai ficando ainda mais comprometido”, ressaltou o pescador.

 De acordo com o professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), Marcos Pedlowski, o processo de erosão na praia do Açu estava previsto no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) produzido pela empresa OSX para a construção da chamada Unidade de Construção Naval (UCN), no Porto do Açu. “O que as autoridades municipais e estaduais estão esperando para iniciar um plano de contingência para minimizar os efeitos desse processo erosivo? Em breve, o fenômeno da Barra do Açu vai superar as imagens de destruição que estão ocorrendo em Atafona”, disse o professor. 

 Sempre respeitando o princípio do contraditório e buscando as diferentes versões para um mesmo fato, o jornal Terceira Via tentou contato com a assessoria de comunicação da prefeitura, sem obter respostas. Ainda assim, o jornal aguarda e publicará as versões para este fato.

FONTE: http://jornalterceiravia.com.br/noticias/norte_noroeste_fluminense/66039/mar-volta-a-avancar-no-acu-e-deixa-moradores-apreensivos

O Diário noticia destruição causada pelo avanço do mar na Praia do Açu

Mar volta a avançar no Açu

Blog do Marcos Pedlowski
Clique na foto para ampliá-la
As águas do mar têm avançado cada vez mais, causando pânico e destruição

Diversas praias da região Norte Fluminense têm sofrido com a erosão em suas faixas de areia. As águas do mar têm avançado cada vez mais, causando pânico e destruição. E o município de São João da Barra é um dos mais afetados. Além do já conhecido problema na praia de Atafona, as atenções também se voltam para Barra do Açu, onde já podem ser notados rastros de destruição.

No local, a água já atingiu diversos locais. No início do mês passado, o palco montado pela prefeitura para receber shows foi atingido, assim como ruas vizinhas. Na orla da praia, duas barracas chegaram a ser destruídas no ano passado. Até a principal via da praia, a Avenida Atlântica foi tomada pelas águas, quando, na ocasião, também chegou às ruas do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) e de uma escola municipal.

Em imagens divulgadas pelo professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e blogueiro Marcos Pedlowski, em pontos próximos à igreja que existe na Praia do Açu é possível ver uma perda acentuada de areia, haja vista que a rede de distribuição de água da CEDAE está exposta.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de São João da Barra, Adriano Martins de Assis, o último avanço foi por conta da maré alta e que a situação está sob controle.

“A equipe da Defesa Civil monitora o local 24 horas por dia. Todo mês temos um fenômeno de maré alta e foi o que aconteceu na praia este mês, não tem nada de anormal e não existe família desabrigada”, afirmou Adriano.

O coordenador disse ainda que um estudo será feito pela prefeitura de SJB e, partir da conclusão, uma das medidas a ser tomadas possivelmente será a construção de um quebra-mar.

O professor Marcos Pedlowski, por sua vez, afirmou que a construção do quebra-mar é fundamental, mas outras medidas devem ser tomadas antes. “Hoje, a praia tem um déficit de areia, então é preciso recompensar isso. Na construção das obras do Porto, existe um canal de navegação onde é jogada a areia em alto mar. Ao em vez de jogar em alto mar, é preciso jogar na faixa de areia. Isso seria uma medida emergencial”, explica o professor.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/mar-volta-a-avancar-no-acu-19479.html

Em meio à indiferença oficial, Praia do Açu continua sua sina em direção ao desaparecimento

Hoje me foi perguntado por mais um órgão de imprensa sobre o processo de erosão que continua avançando e devorando com voracidade a Praia do Açu. Lembrei a mais este jornalista que este processo erosivo estava previsto no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) que foi utilizada pela OS(X) para obter as licenças ambientais para construir a sua unidade de construção naval no Porto do Açu. 

Dai ouvi uma informação que também não é nova. Segundo me informou o jornalista, a Prefeitura de São João da Barra teria declarado que a situação tinha voltado ao “normal” na Praia do Açu, e que um projeto estaria sendo desenvolvido para controlar o processo erosivo que hoje ameaça levar boa parte da Praia do Açu! 

Pois bem, observem as imagens abaixo que foram produzidas na tarde desta 6a. feira (06/03) e me digam se algo parece “normal” no que é mostrado.

açu 1 açu 2 açu 3

E como pontuei numa mensagem anterior, talvez com vídeos a situação dramática que está em curso na Praia do Açu fique mais clara. E, felizmente, vídeos continuam brotando no Youtube, como o que vai abaixo.

Dai é que pergunto novamente: onde andam o INEA e a Prumo Logística Global para apresentar medidas de mitigação urgentes para este fenômeno que ocorre dentro da chamada “Área de Influência Direta” do Porto do Açu? Uma resposta antes que tudo desapareça será muito bem vinda. Especialmente pelos moradores daquela localidade!