Karoline vai à luta e desvela situação vexaminosa em relação ao saneamento urbano em Campos

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Conheço a agora psicóloga e ativista política Karoline Barbosa há mais de duas décadas, e sempre achei que ela seria uma pessoa de opinião forte, pois desde criança mostrava a capacidade de ser pró-ativa e eloquente. Eu só não esperava que a Karoline crescesse para se tornar a pessoa corajosa que iria desvelar o estado lamentável em que se encontra parte do serviço de coleta e tratamento de esgotos em Campos dos Goytacazes.

É que munida de ferramentas que a tecnologia de sensoriamento desenvolveu, Karoline resolveu fazer algo que muita raposa política felpuda já poderia ou deveria ter feito. Falo aqui da documentação áerea do despejo de esgoto in natura em corpos hídricos no Distrito de Guarus (ver vídeo abaixo).

Mas mais do que documentar, Karoline foi até a justiça para exigir algo que me parece minimamente justo: que a concessionária Águas do Paraiba não possa mais cobrar por um serviço que efetivamente não presta aos campista em troca de uma tarifa para lá de salgada.

O curioso é que não tenho visto nenhum tipo de reação por parte dos vereadores campistas em relação ao minucioso processo de levantamento dos problemas ambientais que estão sendo causados pelo despejo de esgoto sem tratamento em corpos hídricos. Aliás, ao silêncio dos vereadores também se soma o silêncio de outros segmentos que deveriam estar se aproveitando do trabalho de Karoline Barbosa, a exemplo da silenciosa mídia corporativa local.

De minha parte cabe desejar que Karoline continue sendo a pessoa que me acostumei a ver, e que continue desvelando o que não pode mais continuar sendo encoberto.

Esgoto jorrando ao lado do Restaurante Universitário explicita necessidade de mudança na Uenf

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Há alguns dias li em um perfil no Instagram que os estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) estavam reclamando do odor de esgoto ao acessarem o Restaurante Universitário para fazer as suas refeições diárias.  Como trabalho em frente, dei uma rápida passada pelas laterais do RU e confirmei que realmente ali havia um leve cheiro de esgoto.

Mas hoje quase cai para trás quando retornava de uma visita ao posto do Bradesco que existe dentro do campus Leonel Brizola e verifiquei que parte do bosque de ipês que existem no caminho estava inundada com algo que parecia esgoto. Alguns passos após, me defrontei com uma dessas cenas que não se esperava ver em um campus universitário e logo ao lado do local onde a comunidade universitária faz suas refeições diárias (ver vídeo abaixo).

O mais problemático é que estando o campus Leonel Brizola localizado praticamente às margens do Rio Paraíba do Sul, todo esse esgoto que transbordava das estruturas de coleta certamente achará seu caminho para a calha fluvial, lançando ali sabe-se que tipo de rejeitos (não necessariamente apenas orgânicos).

Esta situação vai totalmente de encontro à narrativa da chapa apoiada pela reitoria da Uenf nas eleições que irão ocorrer nos dias 16 e 19 de setembro próximos. Quem ouve os candidatos da chamada chapa 10 falando pode ficar com a impressão que a Uenf efetivamente chegou ao Terceiro Milênio da forma que Darcy Ribeiro almejava.

A verdade é que o esgoto que jorra de forma descontrolada no vídeo acima é um testemunho perfeito da condição caótica em que a atual administração liderada pelos professores Raul Palacio e Rosana Rodrigues colocaram a Uenf.  O fato inescapável é que a propaganda eleitoral da chapa 10 não corresponde à realidade cotidiana.

E tampem seus narizes aqueles que forem se alimentar no Restaurante Universitário da Uenf.

Enquanto os coxinhas protestam em Copacabana, o esgoto de suas “choupanas” emporcalha o mar

É interessante notar o autismo social em que vive a classe média brasileira, e a carioca não é exceção. Hoje temos mais um protesto coxinha em diversas partes do Brasil, e na cidade do Rio de Janeiro o evento é no bairro de Copacabana.

O interessante é que enquanto protestam contra Dilma, o esgoto in natura vindo da Barra da Tijuca emporcalha o mar e as praias da orla da cidade dita maravilhosa!

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Pensando bem, faz sentido. É que emporcalha o mar de merda, também emporcalha a avenida com seu lixo ideológico!

Parece reprise, mas não é: esgoto in natura inunda esquina na Avenida Sete de Setembro

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Em 2012 os moradores e comerciantes no trecho da Avenida Sete de Setembro e termina na Rua dos Goytacazes viveram um suplício de quase 6 meses para algo que me parecia muito justo, qual seja, a ampliação da estrutura de coleta de águas pluviais e de esgotamento sanitário dentro do projeto rotulado como “Bairro Legal”, e que foi executado pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes.

Pois bem, apesar de toda a demora e do custo aos cofres públicos, o vazamento de esgoto in natura tem sido uma constante desde que a obra foi entregue às vésperas da eleição municipal de 2012. De lá para cá, semana sim e outra também, a Avenida Sete de Setembro é invadida por esgoto in natura que expõe a população que passa por ali a toda tipo de risco de saúde.

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Como em todo esse período, venho pagando pela coleta e tratamento de esgoto em minha conta mensal que é entregue de forma pontualmente britânica, eu fico só imaginando porque está demorando tanto para que alguém da PMCG ou da concessionária Águas do Paraíba se dê ao trabalho de fazer uma visita in loco e, melhor ainda, ache uma solução para o problema que já está cheirando mal.

Alô PMCG, Alô Águas do Paraíba: esgoto in natura continua vazando na Avenida Sete de Setembro

Eu posso parecer implicante, mas não sou. É que todo final de semana tenho sido “premiado” pelo extravasamento de esgoto in natura que chega até o bueiro em frente do meu portão vindo de um nó da rede de esgotos situado na esquina entre a Avenida Sete de Setembro e a Rua Riachuelo. Como passei longos seis meses observando a obra, que deve ter custado caro ao contribuinte campista, me vejo na obrigação de cobrar uma solução para um problema tão trivial quanto perigoso para a saúde da população do bairro onde vivo.

Para quem tenha dúvidas de que o problema continua ocorrendo, posto imagens que mostra o início do extravasamento do esgoto in natura de que estou falando.

Então, por favores, senhores da PMCG e da concessionária Águas do Paraíba, uma solução urgente está em ordem. Ou vão esperar a eclosão de alguma epidemia para tomar providências?

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Alô PMCG, alô Águas do Paraíba: esgoto jorrando todos os dias na esquina de Sete de Setembro com Riachuelo!

Depois de passar seis longos meses sofrendo com uma obra que se destinou a modernizar a rede de esgotos e águas pluviais aqui no bairro, venho acompanhando até com certa incredulidade a repetição de um evento diário que é o jorrar de incontáveis litros de esgoto in natura que teimosamente volto ao subterrâneo na porta da minha casa.

Eu tenho visto inclusive a rotineira visita de um caminhão pipa que recolhe os resíduos que deveriam estar sendo transportados mas que, aparentemente, insistem em se acumular até o ponto de extravasar para o pavimento por longos períodos de tempo.

Como isso tudo representa um grave risco à saúde da população pagadora de impostos, a minha incredulidade já passou para a fase da credulidade, o que me faz usar este espaço para solicitar aos amigos da Secretaria de Obras e da diretoria local da Águas do Paraíba que se juntem e pensem logo numa solução. Isso antes que alguma doença comece se espalhar justamente no período eleitoral, momento esse em que os governantes estão especialmente vulneráveis aos efeitos de sua própria incompetência.

Para que ninguém ache que eu estou exagerando, coloco imagens de poucos minutos atrás. E aviso logo, o que se vê sendo levantado pelas passagens dos carros é esgoto in natura. Sem tirar, nem por.

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Concessionária “Águas do Paraíba” emite comunicado sobre audiência realizada no MPF

Acabei de receber e publicizo um comunicado distribuído pela Assessoria de Comunicação da “Águas do Paraíba” em relação à audiência realizada no dia de hoje no Ministério Público Federal de Campos dos Goytacazes para tratar do problema do lançamento de esgoto in natura na calha principal do Rio Paraíba do Sul no trecho que corta o município de Campos dos Goytacazes.

Agora vamos esperar que no prazo acordado, nós possamos começar a ver a execução de ações que acabem com o problema.

NOTA DA ÁGUAS DO PARAÍBA SOBRE AUDIÊNCIA NA PROCURADORIA DA REPÚBLICA

Tendo em vista a audiência realizada nesta quarta-feira (25-06), na Procuradoria da República no Município de Campos dos Goytacazes, a concessionária Águas do Paraíba informa que, conforme acordado, apresentará em duas semanas “análise de viabilidade técnica, com identificação dos fatores específicos” para a situação de lançamento de esgoto in natura feita pelos três conjuntos de apartamentos que compõem o Condomínio Residencial João Paulo II.

O Superintendente de Águas do Paraíba, engenheiro Mário Fazza explicou que a concessionária vai atuar no sentido de colaborar com a solução pretendida de eliminar o lançamento de esgoto. Apesar de existir rede coletora de esgoto na Avenida Francisco Lamego, em frente aos edifícios, o condomínio não se ligou ao sistema disponibilizado, porque todos os imóveis estão construídos abaixo do nível da rua, cuja solução técnica para o problema será o objeto de estudo de alternativas da empresa.

Águas do Paraíba: Mais uma conta “premiada” e as questões que continuam clamando por respostas

De tempos em tempos, a concessionária ´”Águas do Paraíba” me presenteia com uma conta estratosférica para a qual a única saída prática é o pagamento. Afinal, já aprendi que reclamar diretamente com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) é um desperdício de tempo e paciência, e nem tenho como me utilizar do PROCON já que para lá se dirigem centenas de vítimas de todo tipo de desmando que as diferentes concessionárias impõe ao cidadão campista transformado compulsoriamente em consumidor/vítima.

Mas não é que depois de meses de contas que refletem o consumo de uma unidade domiciliar com baixo consumo, eis que a conta de Junho novamente me surpreende com um valor de  consumo de 28 m3,  valor que fica “apenas” 15,2 m3 acima da média dos meus últimos seis meses de consumo, como bem mostram as duas imagens abaixo.

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Afora o sentido de indignação que esta diferença do consumo apontado com a média consumida me causa, visto que no período de medição estive vários dias fora de Campos dos Goytacazes,  quando vejo que metade dos R$ 273,78 que me são cobrados se refere à coleta de esgotos, ai é que eu fico indignado.

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 É que não bastasse a recente operação do Ministério Público Federal que flagrou o lançamento de esgoto in natura na calha principal do Rio Paraíba do Sul, tenho visto o uso de caminhões para drenar o esgoto da rua em que eu resido, o que indica que o sistema de esgotamento sanitário não está funcionando como deveria.

 Além disso, como o custo exorbitante referente à parte do esgoto não implica necessariamente em tratamento, mas meramente coleta, eu me pergunto e pergunto a todos os leitores deste blog, quando é que teremos uma intervenção da Prefeitura de Campos dos Goytacazes para rever a situação absurda que representa a atual estrutura de cobrança dos serviços de água e esgoto em nossa cidade.

Até que isso aconteça, estou convencido que dependeremos da ação diligente do Ministério Público Federal para garantir que esse custo que nos é imposto não seja apenas uma forma de cafezinho grátis para a concessionária “Àguas do Paraíba” aumentar as suas já estratosféricas taxas de lucro.

Ururau informa: Polícia Militar realiza prisões por causa de lançamento de esgoto no Rio Paraíba do Sul

Diretor da Águas do Paraíba e mais três presos em operação do MPF

Detidos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal de Campos

 Marcelo Esqueff / Carlos Grevi

Detidos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal de Campos

O Ministério Público Federal (MPF) de Campos com o apoio da Polícia Militar deflagrou nesta quarta-feira (04/06) uma operação contra poluição, lançamento de esgoto in natura, dejetos químicos e industriais no Rio Paraíba do Sul.

Foram detidos um dos diretores da concessionária Águas do Paraíba do Sul e outras três pessoas. Os nomes não foram divulgados para não atrapalhar a ação, que ainda visa à prisão de outras pessoas. Todos os presos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal, no Centro, para auto de prisão em flagrante.

O procurador da república Eduardo Santos Oliveira ficou de dar uma coletiva, às 20h30, para informar detalhes da operação, mas o pronunciamento foi transferido para esta quinta-feira (05/06), com horário a ser definido. Segundo informações do MPF a investigação apura denúncias de poluição no Rio Paraíba por parte da empresa Águas do Paraíba, além de outras particulares no leito do rio, que também estariam praticando crime ambiental.

A operação terminou por volta das 20h15, e de acordo com o MPF, outras testemunhas estavam sendo ouvidas na Polícia Federal.

A equipe de reportagem do Site Ururau tentou o contato por telefone com a assessoria de imprensa às 18h25, novamente às 18h50 e pela terceira vez às 19h, mas em todas as vezes o telefone estava desligado. Ainda foi enviado um e-mail para o assessor como forma de obter uma resposta da empresa.

CPI PROPOSTA TEM ASSINATURAS RETIRADAS E NÃO VINGA
A empresa Águas do Paraíba e a poluição no Rio Paraíba do Sul foram temas de acaloradas discussões na Câmara dos Vereadores em Campos nos últimos meses.

Primeiro o Grupo de Trabalho formado pelos vereadores Alexandre Tadeu (PRB), Genásio (PSC), Linda Mara (Pros) e Marcão (PT) realizaram e apresentaram o relatório final com indícios de irregularidades como o mau uso dos caminhões de fossa da Empresa Municipal de Habitação Urbanização e Saneamento (EMHAB), cedidos à concessionária; indício de coleta de esgoto em outro município que seria trazido para estações de tratamento em Campos, além de outros crimes ambientais. Os vereadores destacaram ainda que tais irregularidades, caso comprovadas, seriam suficientes para quebra de contrato entre a empresa e a Prefeitura.

Em seguida o vereador Alexandre Tadeu, relator do Grupo de Trabalho, apresentou a proposta de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação da Concessionária Águas do Paraíba, mas depois de anunciar publicamente nas redes sociais que tinha 11 das nove assinaturas necessárias para a aprovação, não teve como seguir com a proposta, já que quatro vereadores voltaram atrás de suas posições e retiraram as assinaturas.

“Pedi a CPI justamente por ter provas de que a Concessionária Águas do Paraíba é caso de polícia”, declarou nesta quarta-feira ao Site Ururau, o vereador Alexandre Tadeu.

“Basta! É preciso sim uma CPI para obrigar a Concessionária Águas do Paraíba a se explicar e corrigir o mais rápido possível as suas falhas. Com a CPI teremos informações que podem possibilitar uma revisão do contrato, ou em último caso o seu cancelamento, e hoje o município encontra-se amparado na Lei do Saneamento, aprovada no final de 2013 e já em vigor, para que a população possa ser atendida com o respeito que merece”, dizia o vereador Genásio, presidente do Grupo de Trabalho.

Com a não aprovação da abertura da CPI, o presidente da Câmara de Campos, Edson Batista anunciou a criação de uma Comissão, formada pelo vereador Magal (PR) e Paulo Hirano (PR), da base do governo, e do vereador Marcão (PT), da oposição, para iniciar o relacionamento e ouvir representantes da empresa. Para o dia 10 de junho foi agendada uma audiência pública com os diretores da empresa.

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