Comida envenenada! Resíduos de agrotóxicos são encontrados em 70% dos produtos vendidos nos EUA, mesmo após lavados

Morangos, espinafre e couve estão entre os que possuem mais resíduos de agrotóxicos. A couve cultivada convencionalmente pode conter até 18 agrotóxicos.

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Alexis Temkin, do Environmental Working Group, disse: “O Guia para Produzir do Comprador está baseado em evidências que mostram que misturas de agrotóxicos podem ter efeitos adversos”. Foto: Dave Martin / AP

Por Emily Holden para o jornal “The Guardian”

Cerca de 70% dos produtos frescos vendidos nos EUA contêm resíduos de agrotóxicos, mesmo depois de lavados, de acordo com um grupo de defesa da saúde.

De acordo com a análise anual do Environmental Working Group dos dados do Departamento de Agricultura dos EUA, morangos, espinafre e couve estão entre os produtos contendo mais agrotóxicos, enquanto o abacate, o milho doce e o abacaxi tiveram o menor nível de resíduos.

Mais de 92% da couve testada continha dois ou mais resíduos de agrotóxicos, de acordo com a análise, e uma única amostra de couve convencionalmente cultivada pode conter até 18 pesticidas agrotóxicos.

Dacthal – o agrotóxicos mais comumente encontrado, que foi detectado em quase 60% das amostras de couve, é proibido na Europa e classificado como um possível carcinógeno humano nos EUA.

“Definitivamente, reconhecemos e apoiamos que todos devem comer frutas e vegetais saudáveis ​​como parte de sua dieta, independentemente de serem convencionais ou orgânicos”, disse Alexis Temkin, um toxicologista que trabalha com o EWG.

“Mas o que tentamos destacar com o Guia para Produtores é baseado em evidências que mostram que misturas de agrotóxicos podem ter efeitos adversos.”

Outros alimentos da lista de “dúzia suja” do grupo incluem uvas, cerejas, maçãs, tomates e batatas. Em contraste, sua lista “limpa” inclui abacates, cebola e couve-flor.

Leonardo Trasande, especialista em medicina ambiental na escola de medicina da Universidade de Nova York, chamou o relatório do EWG de “amplamente respeitado” e disse que pode informar os consumidores que desejam comprar frutas e vegetais orgânicos, mas gostariam de saber quais poderiam priorizar.

Apesar de um crescente corpo de literatura, os cientistas dizem que é difícil identificar quantos agrotóxicos as pessoas estão expostas em suas vidas diárias e em que quantidade. E também é difícil dizer como esses produtos químicos em combinação afetam o corpo.

Um recente estudo francês descobriu que as pessoas que comem alimentos orgânicos tinham um risco significativamente menor de desenvolver câncer, embora sugerisse que, se esses resultados fossem confirmados, os fatores subjacentes exigiriam mais pesquisas. Especialistas em nutrição da Universidade de Harvard alertaram que esse estudo não analisou os níveis de resíduos nos corpos dos participantes para confirmar os níveis de exposição.

Enquanto 90% dos americanos têm níveis detectáveis ​​de pesticidas na urina e no sangue, “as consequências para a saúde de consumir resíduos de agrotóxicos de alimentos cultivados convencionalmente são desconhecidas, assim como os efeitos da escolha de alimentos orgânicos ou alimentos cultivados convencionalmente conhecidos por terem menos resíduos de pesticidas” eles disseram.

Um estudo separado de Harvard descobriu que, para mulheres submetidas a tratamento de fertilidade, aqueles que comiam frutas e vegetais com alto teor de agrotóxicos eram menos propensos a ter um nascimento vivo.

O CDC explica que “uma ampla gama de efeitos à saúde, agudos e crônicos, está associada à exposição a alguns agrotóxicos”, incluindo impactos no sistema nervoso, irritação da pele e dos olhos, câncer e distúrbios endócrinos.

“Os riscos para a saúde decorrentes da exposição a agrotóxicos dependem da toxicidade dos pesticidas, da quantidade a que uma pessoa está exposta e da duração e da via de exposição”, diz o CDC, observando evidências de que crianças correm maior risco.

A Agência de Proteção Ambiental estabelece regras sobre como os agrotóxicos são usados, mas essas regras não impedem necessariamente a exposição cumulativa na dieta de uma pessoa.

A agência está lutando contra uma ordem judicial para proibir o clorpirifós, um agrotóxico que está associado a deficiências de desenvolvimento em crianças.

A EPA também reduziu os tipos de exposição que levará em consideração ao avaliar os riscos para a saúde humana. E o presidente Trump nomeou um ex-executivo do grupo de lobby da indústria, o Conselho Americano de Química, Nancy Beck, como chefe de sua unidade de produtos químicos tóxicos.


Este artigo foi originalmente publicado em inglês pelo jornal “The Guardian” [Aqui!]

Para agradar Donald Trump, Jair Bolsonaro vai facilitar deportação de brasileiros vivendo nos EUA

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Para agradar Donald Trump, governo Bolsonaro vai facilitar deportação de brasileiros que vivem nos EUA.

Primeiro o Brasil se retirou do Pacto Global da Migração, no que foi a primeira mostra de desapreço por milhares de imigrantes brasileiros que votaram massivamente em sua candidatura, o presidente Jair Bolsonaro e seu ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Depois, o deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou que brasileiros que estivessem ilegalmente seriam uma vergonha para o Brasil.

Agora Bolsonaro e Ernesto Araújo vão fazer algo que prejudicará diretamente um contingente em que obteve votação expressiva.  Estou falando da decisão do governo Bolsonaro de tomar medidas para facilitar a deportação de brasileiros dos EUA.

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Essa medida visa meramente facilitar a ação repressiva que o governo de Donald Trump vem empregando para deportar imigrantes, muitas vezes sem que qualquer lei estadunidense esteja sendo violada.  Por isso mesmo, não passa de um gesto de vergonhosa subordinação aos ditames de Donald Trump e sua política anti-imigrantes.

Como vivi na cidade de Bridgeport, estado de Connecticut, vi bema rotina dura em que milhares de brasileiros estavam imersos para garantir o sustento de suas famílias em um ambiente marcado pela ansiedade frente às pressões exercidas pelos órgãos que controlam a vida dos imigrantes dentro dos EUA. Ao se comprometer em facilitar a deportação em vez de atuar para garantir os direitos de cidadãos brasileiros vivendo no exterior, o governo Bolsonaro presta um grande desserviço aos que foram para fora do Brasil para buscar os meios de sobrevivência que não estão sendo garantidos por aqui.

Em outras palavras, essa é uma atitude lamentável e que tornará a vida dos imigrantes brasileiros vivendo nos EUA ainda mais tensa. E para quê? Para apoiar de forma explícita a agenda política de Donald Trump.  Lamentável!

 

Isenção de visto a cidadãos dos EUA é um exemplo ímpar de subalternização

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O presidente Jair Bolsonaro prestou continência à bandeira estadunidense durante visita aos EUA. Agora ele irá isentar os cidadãos dos EUA de requer visto para entrar no Brasil.

]A mídia corporativa está anunciando que o presidente Jair Bolsonaro está se preparando para isentar os cidadãos dos EUA (e de outros três países) de requererem vistos para adentrarem o Brasil. Ainda que não esteja explicada a abrangência da isenção (vão poder trabalhar no Brasil sem necessidade de requerem o visto apropriado, por exemplo?), a verdade é que qualquer brasileiro que já viajou ou viveu nos EUA conhece bem o périplo que é obter um visto estadunidense.

Assim, ao isentar os cidadãos daquele país da necessidade de obterem vistos sem conseguir que haja a reciprocidade aos brasileiros, o governo Bolsonaro dá um exemplo ímpar de subalternização política e econômica aos EUA, justamente em um momento em que o governo Trump exerce grande pressão contra a comunidade brasileira que vive legal ou ilegalmente em território estadunidense.

Reciprocidade é algo fundamental nas relações internacionais, pois cada Estado-Nação, independente de seu tamanho e influência, é um entidade soberana. Ao ver os estadunidenses de requererem vistos sem que haja a devida reciprocidade, o governo Bolsonaro está colocando o Brasil numa posição desnecessariamente inferior aos EUA. É que ainda que se reconheça a disparidade de força econômica e militar, abdicar da soberania nacional em nome de sabe-se lá o quê é um ato que se insurge contra os interesses nacionais.

Interessante notar que o principal parceiro comercial do Brasil neste momento é a China, mas não há qualquer menção de que se vá estender esta isenção para os cidadãos chineses que queiram vir para o nosso país. Este tipo de tratamento desigual poderá ser ainda outra razão para que a China pare de comprar commodities brasileiras e opte por outros países que lhe confiram tratamento diferenciado, inclusive com a isenção de vistos que o Brasil está concedendo para os EUA.

Em outras palavras, o governo Bolsonaro não apenas subalterniza o Brasil frente aos EUA, como também arrisca a alienar seu principal parceiro comercial. Isto é o que se denomina em inglês de uma “loose-loose situation”, ou seja, uma situação em que só se pode perder. É que sem se subalterniza numa questão básica como a concessão de vistos sem reciprocidade de tratamento vai acabar entregando de bandeja outras tantas coisas mais, começando pela Base de Alcântara e a Embraer.

Antes que alguém se pergunte se eu possuo visto estadunidense válido, a resposta é positiva, Aliás, venho viajando para aquele país desde 1991 e ali morei por quase 7 anos. Neste tempo todo nunca tive qualquer problema para obter os vistos que solicitei. Entretanto, isso não me isentou de passar horas em filas e ser arguido de forma detalhada sobre a razão de estar solicitando vistos. Por isso, realmente não consigo entender por que os cidadãos estadunidenses serão privilegiados no Brasil sem que seja ao menos solicitada a reciprocidade de tratamento.

The New York Times revela que aliados de Juan Guaidó queimaram caminhões de “ajuda humanitária” em possível operação de falsa bandeira

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Incêndio que destruiu caminhões com “ajuda humanitária” inicialmente atribuída ao governo Maduro foi efetivamente iniciada por aliados de Juan Guaidó, diz The New York Times.

Imediatamente após a fracassada tentativa promovida pelo governo de Donald Trump de fazer entrar à força caminhões com suposta “ajuda humanitária” na Venezuela a partir de pontos fronteiriços com o Brasil e a Colômbia no dia 23 de fevereiro, órgãos da mídia alternativa divulgaram a informação de que aliados do autoproclamado presidente da Venezuela, o deputado Juan Guaidó, haviam causado o fogo que destruir parte da frota.

Essa narrativa, entretanto, foi desprezada pela maioria da mídia corporativa no Brasil e fora daqui em prol de uma versão que jogava a culpa nas forças armadas da Venezuela que até agora se mantém fieis ao presidente Nicolás Maduro. Com isso se reforçou a ideia de que Maduro era um tirano insensível ao drama em que está imersa a maioria da população venezuelana.

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Infográfico mostrando onde se deram os conflitos que resultaram na queima de caminhões com material enviado pelo governo dos EUA.  Fonte: The New York Times

Pois bem, a versão alternativa dos fatos que culpava o governo Maduro foi abatida hoje por uma reportagem publicada pelo jornal estadunidense “The New York Times” e assinada pelos jornalistas Nicholas Casey, Christoph Koetl e Deborah Acosta onde fica indicado, a partir de vídeos produzidos no momento do incêndio, que foram os próprios aliados de Juan Guaidó que atearam fogo nos caminhões, no que se configura numa operação de “falsa bandeira”, muito usada por serviços de inteligência dos EUA para justificar ações militares contra governos controlados por desafetos (ver vídeo abaixo).

As revelações do “The New York Times”, ainda que tardias em relação à mídia alternativa, criam uma complicação a mais para os que defendiam o uso da força militar para remover Nicolás Maduro do poder para instalar Juan Guaidó como uma espécie de “garantidor” da democracia na Venezuela.

A questão que fica agora é sobre o destino do próprio Juan Guaidó que está se mostrando incapaz (pelo menos até agora) de entregar o que prometeu a seus aliados dentro e fora da Venezuela.  Essa demora de assumir o poder de fato na Venezuela certamente poderá custar caro ao jovem deputado.

Finalmente, fica a lição: em conflitos como o que está acontecendo na Venezuela, onde os interesses das potências mundiais estão em choque, as coisas nem sempre são o que parecem ser (ou que querem que nós acreditemos). 

Recado dado pela China e desprezado por Bolsonaro gera prejuízo bilionário para o Brasil

E os problemas comerciais e políticos do Brasil podem estar apenas começando…..

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No dia 31 de Outubro, a revista “Pequenas Empresas & Grandes Negócios” publicou uma matéria repercutindo uma dura mensagem do governo chinês ao então presidente eleito Jair Bolsonaro no sentido de que não ele não atrapalhasse as relações comerciais Brasil-China.

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Desnecessário dizer que o que se viu entre o dia da eleição e o pós-Carnaval 2019 foi uma total desconsideração do recado dado pelo governo chinês em prol de um alinhamento tacanha com a retórica emanada do Departamento de Estado dos EUA. Fosse por meio do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ou do próprio presidente Jair Bolsonaro, o que se viu foi uma série de declarações demonizando a China, no que se configurou uma das ações mais destrambelhadas do atual governo brasileiro.

E por que essas declarações seriam destrambelhadas? As razões para essas são muitas, mas a principal é de que não apenas a China é atualmente o maior parceiro comercial não apenas do Brasil, mas também dos EUA.  Aí não é preciso ser nenhum grande expert em comércio internacional para saber que o mais sábio seria evitar se embrenhar nas disputas espinhosas que estão sendo travadas pelo governo de Donald Trump com o governo chinês, sob pena de sofrer duras consequências no plano econômico.

Mas como sabedoria não é o forte do governo Bolsonaro, a China já enviou dois recados duros para a dupla Araújo-Bolsonaro que deverão agravar ainda mais a crise econômica que o Brasil vive neste momento e, por extensão, também os problemas políticos do atual governo.  O primeiro foi a retomada pela China das compras da soja produzida pelos EUA. Esta opção chinesa pela soja estadunidense deverá com que os produtores brasileiros de soja arquem com prejuízos bilionários pela simples ausência de outros compradores para o montante que a China agora comprará dos EUA, já que em 2018 o país asiático comprou 86% da produção brasileira.

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O segundo recado é ainda mais problemático porque sinaliza que a China não mais fará investimentos bilionários na área da infraestrutura no âmbito do “Fundo de Cooperação Brasil-China para Expansão da Capacidade Produtiva“, a começar pela suspensão de um projeto que financiaria a distribuição da energia gerada pela hidrelétrica de Belo Monte.

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A falta de senso por parte do governo Bolsonaro sobre o papel econômico cumprido pela China parece ser total, na medida em que em vez de visitar primeiro o nosso principal parceiro comercial, Jair Bolsonaro visitará primeiro países como EUA, Chile e Israel, onde o que conta não é a situação complicada em que se encontra a economia brasileira, mas sim a alegada “batalha cultural” que norteia as ações do atual governo. E o pior é que além da alienar a China, Jair Bolsonaro ainda arrisca exponencializar as contradições já abertas com os países árabes que também compram parte considerável da produção do agronegócio brasileiro.

Tudo isso colocado junto aponta para um isolamento político e econômico do Brasil em relações aos seus principais parceiros  comerciais, justamente num momento em que a economia brasileira mais depende da exportação de commmodities agrícolas e minerais para não entrar no vermelho em sua balança comercial. Aliás, fico só imaginando a cara dos latifundiários que apoiaram Jair Bolsonaro na esperança de aumentar seus ganhos e agora se vêem na iminência de terem prejuízos bilionários por causa dele.

Enquanto isso, Donal Trump se prepara para receber Jair Bolsonaro por míseros 20 minutos na Casa Branca, enquanto retoma as vendas dos produtos agrícolas estadunidenses para os chineses. E la nave va…..

Enquanto Brasil caminha para “autocontrole”, EUA emite novas regras para aumentar segurança na produção de carne animal

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Aumento de casos de “recall” de carne animal forçam emissão de novas regras de controle de produção pelo Departamento de Agricultura dos EUA.

Enquanto no Brasil sob o governo Bolsonaro a ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM/MS), e seus aliados no agronegócio exportador se prepara para lançar medidas de autocontrole na produção de carne animal, nos EUA o governo Trump está para lançar novas regras em face do aumento dos casos de contaminação.

Segundo matéria assinada pelo jornalista Tom Polansek e publicada pela agência Reuters,  o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) irá orientar “os fabricantes de alimentos para iniciarem investigações internas quando receberem reclamações de clientes e notificarem o governo dentro de 24 horas se houver produtos contaminados no mercado“. Polansek informa ainda que “as diretrizes voluntárias, em andamento há meses, são projetadas para garantir que as empresas atendam aos requisitos regulatórios pré-existentes“. 

Polansek também aponta que a emissão dessas novas regras se deverá essencialmente ao fato de que dados obtidos pelo USDA mostram que “desde o início de 2018, a Tyson Foods, Smithfield Foods e outras empresas lançaram mais de 25 recalls envolvendo milhões de quilos de nuggets de frango, calzones, salsichas e outros alimentos que potencialmente continham materiais perigosos.

Um detalhe a mais na matéria de Polansek é de que os casos de contaminação, que envolvem desde contaminação por bacterias até corpos sólidos de madeira e plástico, estão sendo relacionados ao aumento da automação dentro das plantas industriais de grandes empresas da indústria da carne animal.

A matéria adiciona que foram feitos contatos com representantes da Pilgrim’s Pride, da JBS e da Smithfield Foods, do WH Group, mas que os mesmos não responderam aos pedidos de comentários.  E aí fica a questão para os consumidores brasileiros: se nem nos EUA onde os consumidores possuem grandes associações de defesa de seus direitos, a JBS não dá retorno sobre possíveis casos de contaminação, o que dirá no Brasil comandado pelo governo Bolsonaro e sua ministra da Agricultura?

JP Morgan informa: nuvens negras avançam sobre a economia mundial em 2019

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Enquanto no Brasil se vive uma espécie de transe com todas as medidas já implementadas pelo governo Bolsonaro, os sinais que apontam no horizonte da economia mundial indicam que em 2019 a economia mundial deverá, muito em conta por causa da guerra comercial entre os EUA e a China.

Pelo menos isso é o que acreditam os analistas da J.P. Morgan Chase conforme aponta a jornalista Sarah Feldman no artigo que segue abaixo. Em outras palavras, a coisa está mais para tempestade do que para céu de brigadeiro na economia mundial.

E no meio desse turbilhão, seguirá o Brasil sob o comando do governo Bolsonaro.

Crescimento Global da Economia deverá diminuir em 2019

Por Sarah Feldman para o Statista

Enquanto uma turbulência política e diplomática varreu o cenário mundial no último semestre de 2018, as perspectivas econômicas para 2019 foram atingidas, de acordo com novas estimativas do JP Morgan.

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A China experimentou um crescimento de 6,6% no PIB real em 2018,  mas para 2019 o JP Morgan estima que o país chegará perto de um crescimento de 6,2% no PIB real. Os Estados Unidos experimentaram um crescimento de cerca de 3% do PIB real em 2018. A partir de 2019, segundo o JP Morgan os EUA podem esperar uma taxa de crescimento do PIB real de 2,4%.

Essas taxas de crescimento reduzidas vêm depois do início da guerra comercial entre os EUA e a China atingiu um crescendo no final do ano. Na Cúpula do G20, houve promessas de ambos os lados para aliviar as tensões, embora essas garantias ainda não tenham se traduzido em ações substanciais. No período que antecedeu os feriados, o mercado acionário perdeu todos os seus ganhos desde setembro de 2017. As perspectivas de crescimento global para o mundo e para a área do euro permanecem relativamente estáveis, com pouco ou nenhum crescimento previsto do PIB real.


O artigo de Sarah Feldman foi originalmente publicado em inglês [Aqui!]