Após ler entrevista na BBC, internauta cria evento para celebrar o dia da ressurreição do Rio Doce

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As reações à entrevista dada pelo prof. Paulo César Rosman da COPPETEC à BBC sobre a situação criada pelo incidente da Mineradora Samarco em Mariana (Aqui!) não tardaram. Um membro da rede social Facebook resolveu inclusive criar um evento que ele denominou de “Dia da Ressureição do Rio Doce, segundo Paulo Rosman e o MMA” e a adesão já foi significativa poucos minutos o convite estar disponível.

E o interessante é que a data anunciada para a “ressurreição” é 28 de Abril de 2015. Será que o Rio Doce ressuscita até lá?

Quem quiser aderir ao evento, basta clicar (Aqui!)

Bélgica inicia processo contra Facebook por violações ao direito de privacidade de membros e não-membros de sua rede social

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O jornal inglês “The Independent” traz hoje uma interessante notícia dando conta que o governo da Bélgica resolveu iniciar um processo judicial contra o Facebook por violações contra o direito de privacidade (Aqui!).

Segundo o que afirma a comissão que regula o direito de privacidade dos cidadãos belgas (a Comissão Belga para a Privacidade), o Facebook utiliza mecanismos ilegais para realizar o rastreamento não apenas dos membros da sua rede social, mas também de não membros. A partir deste procedimento, o Facebook estaria armazenando dados de navegação da internet de membros que teriam declarado não desejar que isto fosse feita, o que consistiria numa clara violação do direito de privacidade.

Apesar da reação irada dos representantes do Facebook na Bélgica, agora caberá aos tribunais belgas decidirem se o processo deve seguir adiante ou não.

Nunca é demais lembrar que em recente encontro entre Dilma Rousseff e Mark Zuckerberg no Panamá onde ficou acertado que a multinacional estadunidense iria contribuir no esforço “para ampliar o acesso a Internet gratuito para populações de baixa renda e em áreas remotas do Brasil.” (Aqui!) Diante desse processo aberto na Bélgica, há que se pensar nos controles que deverão ser implementados para evitar que o Facebook usa as mesmas ferramentas de rastreamento ilegal com os assistidos por sua “generosa” contribuição para a disseminação de serviços de internet no Brasil.

Julian Assange: Negócio do Google e Facebook é a destruição da privacidade

Julian Assange

Julian Assange é fundador do WikiLeaks, atualmente está refugiado na Embaixada do Equador em Londres

Negócio do Google e Facebook é a destruição industrial da privacidade

O fim da privacidade amplia o desequilíbrio de poder entre as elites e o resto do mundo

por Julian Assange, no New York Times, via UOL

Hoje, dizer que o livro “1984″ de George Orwell foi profético já é um clichê jornalístico, e suas profecias são um lugar-comum da modernidade. Sua leitura agora pode ser uma experiência entediante. Comparados às maravilhas oniscientes do estado de vigilância atual, os dispositivos do Big Brother — televisores vigilantes e microfones ocultos — parecem pitorescos, até mesmo reconfortantes.

Tudo sobre o mundo que Orwell imaginou tornou-se tão óbvio que temos dificuldade com as deficiências narrativas do romance.

Impressiono-me mais com outro dos seus oráculos: um ensaio de 1945 intitulado “Você e a Bomba Atômica,” em que Orwell antecipa mais ou menos a forma geopolítica do mundo no meio século que se seguiu. “Épocas em que a arma dominante é cara ou difícil de fazer”, ele explica. “Será uma era de despotismo, ao passo que, quando a arma dominante é barata e simples, as pessoas comuns têm uma chance. Uma arma complexa deixa o forte mais forte, enquanto uma arma simples — desde que não haja resposta a ela — fortalece os fracos”.

Ao descrever a bomba atômica (que havia sido lançada apenas dois meses antes em Hiroshima e Nagasaki) como uma “arma inerentemente tirânica”, ele prevê que ela irá concentrar o poder nas mãos de “dois ou três superestados monstruosos” com avançadas bases de indústria e pesquisa necessárias para produzi-la. E se, ele pergunta, “as grandes nações sobreviventes fizessem um acordo tácito para nunca usar a bomba atômica uma contra a outra? E se elas apenas a usassem, ou ameaçassem usá-la, contra povos incapazes de retaliar?”.

O resultado provável, ele conclui, seria “uma época tão horrivelmente estável quanto os impérios de escravos da antiguidade”. Ao inventar o termo, ele prevê “um permanente estado de ‘guerra fria’: uma paz sem paz”, em que “os povos e as classes oprimidas têm menos perspectivas e esperança”.

Há paralelos entre a época de Orwell e a nossa. Por um lado, nos últimos meses, fala-se muito sobre a importância de “proteger a privacidade”, mas pouco sobre por que isso é importante. Não é, como nos querem fazer acreditar, que a privacidade seja inerentemente valiosa. Isso não é verdade. A verdadeira razão está no cálculo do poder: a destruição da privacidade amplia o desequilíbrio de poder existente entre as facções que decidem e o povo, deixando “os povos das classes oprimidas”, como Orwell escreveu, “ainda mais sem esperança”.

O segundo paralelo é ainda mais grave e menos compreendido. Nesse momento, mesmo aqueles que lideram o ataque contra o estado de vigilância continuam a tratar a questão como se ela fosse um escândalo político, culpa de políticas corruptas de alguns homens maus, que devem ser responsabilizados. Acredita-se que as sociedades precisem apenas aprovar algumas leis para corrigir a situação.

O câncer é muito mais profundo do que isso. Vivemos não só em um estado de vigilância, mas em uma sociedade de vigilância. A vigilância totalitária não está apenas em nossos governos; está incorporada na nossa economia, em nossos usos mundanos da tecnologia e em nossas interações cotidianas.

O conceito da internet — uma rede única, global, homogênea que abrange o mundo todo — é a essência de um estado de vigilância. A internet foi construída em um modo de vigilância amigável porque os governos e organismos comerciais importantes assim o quiseram. Havia alternativas a cada passo do caminho. Elas foram ignoradas.

Em sua essência, empresas como o Google e o Facebook estão no mesmo ramo de negócio que a Agência de Segurança Nacional (NSA) do governo dos EUA. Elas coletam uma grande quantidade de informações sobre os usuários, armazenam, integram e utilizam essas informações para prever o comportamento individual e de um grupo, e depois as vendem para anunciantes e outros mais. Essa semelhança gerou parceiros naturais para a NSA, e é por isso que eles foram abordados para fazer parte do PRISM, o programa de vigilância secreta da internet. Ao contrário de agências de inteligência, que espionam linhas de telecomunicações internacionais, o complexo de vigilância comercial atrai bilhões de seres humanos com a promessa de “serviços gratuitos”. Seu modelo de negócio é a destruição industrial da privacidade. E mesmo os maiores críticos da vigilância da NSA não parecem estar pedindo o fim do Google e do Facebook.

Recordando as observações de Orwell, há um lado “tirânico” inegável na internet. Mas ela é muito complexa para ser inequivocamente classificada como um fenômeno “tirânico” ou “democrático”.

Quando os povos começaram a formar cidades, foram capazes de coordenar grandes grupos pela primeira vez e rapidamente ampliar a troca de ideias. Os consequentes avanços técnicos e tecnológicos geraram os primórdios da civilização humana. Algo semelhante está acontecendo em nossa época. É possível se comunicar e fazer negócios com mais pessoas, em mais lugares em um único instante de modo nunca antes visto na história. A mesma evolução que facilita a vigilância da nossa civilização, dificulta sua previsibilidade. Grande parte da humanidade teve facilitada a busca pela educação, a corrida para o consenso e a competição com grupos de poder entrincheirados. Isso é encorajador, mas a menos que seja cultivado, pode ter vida curta.

Se há uma analogia moderna do que Orwell chamou de “arma simples e democrática”, que “fortalece os fracos”, ela seria a criptografia, a base da matemática por trás do bitcoin e dos programas de comunicações mais seguros. A produção é barata: um software de criptografia pode ser produzido em um computador doméstico. E a distribuição é ainda mais barata: um programa pode ser copiado de uma forma que objetos físicos não podem. Mas também é insuperável — a matemática no coração da criptografia moderna é sólida e pode suportar o poder de uma superpotência. A mesma tecnologia que permitiu que os aliados criptografassem suas comunicações de rádio para protegê-las contra interceptações, agora pode ser baixada através de uma conexão com a internet e instalada em um laptop barato.

Considerando-se que, em 1945, grande parte do mundo passou a enfrentar meio século da tirania em consequência da bomba atômica, em 2015 enfrentaremos a propagação inexorável da vigilância em massa invasiva e a transferência de poder para aqueles conectados às suas superestruturas. É muito cedo para dizer se o lado “democrático” ou o lado “tirânico” da internet finalmente vencerá. Mas reconhecê-los — e percebê-los como o campo de luta — é o primeiro passo para se posicionar efetivamente junto com a grande maioria das pessoas.

A humanidade agora não pode mais rejeitar a internet, mas também não pode se render a ela. Ao contrário, temos que lutar por ela. Assim como os primórdios das armas atômicas inaugurou a Guerra Fria, a lógica da internet é a chave para entender a iminente guerra em prol do centro intelectual da nossa civilização.

FONTE: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/julian-assange.html

Facebook processado por supostamente vigiar conversa privada

“Nós acreditamos que essas alegações não têm fundamento e nós vamos nos defender de forma energética”, informou o Facebook ao CNET

Lucas Agrela, de 
Reprodução

FacebookFacebook: autores do processo alegam que atitude do Facebook viola a lei de privacidade cibernética chamada Electronic Communications Privacy Act

O Facebook é alvo de uma ação federal conjunta movida por internautas da Califórnia, EUA, que alegam que a rede social monitora as conversas privadas entre usuários em seu serviço de mensagens instântaneas.

Os autores do processo acusam a empresa de fazer isso com o objetivo de “melhorar seus algoritmos de marketing e aumentar a habilidade da rede social de obter mais lucros com dados de usuários”, segundo o CNET.

O processo cita um estudo da empresa de segurança High-Tech Bridge que diz que o Facebook entende cada mensagem enviada com um link como uma opção curtir, portanto, usa essas informações são usadas para exibir publicidade direcionada.

“Nós acreditamos que essas alegações não têm fundamento e nós vamos nos defender de forma energética”, informou o Facebook ao CNET.

A acusação conjunta pede que o Facebook pare de monitorar as mensagens trocadas no serviço de bate-papo e que pague 100 dólares (238 reais) para cada dia que rede social coletou esses dados pessoais, que são supostamente privados.

“Fazer com que os usuários pensem que as mensagens que eles trocam são privadas cria uma oportunidade especialmente lucrativa para o Facebook, porque quem utiliza o serviço acredita que a comunicação por esse meio é livre de vigilância. Isso faz com que as pessoas estejam mais propícias a revelarem coisas que elas não diriam se soubessem que estão sendo monitorado”, dizem os autores do processo Matthew Campbell e Michael Hurley, que alegam que a atitude do Facebook viola a lei de privacidade cibernética chamada Electronic Communications Privacy Act.

Veja abaixo a acusação na íntegra:

Campbell v Facebook

FONTE: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/facebook-processado-por-supostamente-vigiar-conversa-privada