Banco Central da Suiça causa temor de nova tsunami no mercado de câmbio mundial

Passei os últimos dias tentando entender o que significou a ação do Banco Central da Suiça (SNB) de acabar  no dia 15.01.2014 com a âncora que colocava a relação de troca entre o Franco Suiço e o Euro na taxa de 1,2. É que em vários sites especializados a decisão a decisão foi apresentada com um movimento que poderia causar efeitos de uma tsunami no mercado de câmbio global.

O que me intrigou é que nos jornalões da mídia corporativa nacional, o assunto foi, e continua reservado, a pequenos cantos de colunas altamente especializadas. Como eu ainda me lembro da hecatombe que se abateu sobre várias corporações nacionais quando o real se desvalorizou frente ao dólar em 2008, fiquei intrigado e continuei tendo achar informações que me ajudassem a entender.

Pois bem, acabo de encontrar um artigo na Bloomberg News (Aqui!) que me ajudou a ter um entendimento mínimo do que vem acontecendo no mercado de câmbio em nível global a partir da decisão dos suiços. É que, ao contrário do que fez o Brasil, a âncora na relação 1,2 FS para cada Euro era artificial para baixo, e o fim da diretiva que impedia a valorização do Franco Suiço frente ao Euro, resultou em grandes ganhos para a moeda suiça o que, por sua vez, significou a ruína para um número incalculável de investidores que apostavam no Euro.

E nessa onda (ou seria tsunami) estão sendo engolidos vários “hedge funds” de alcance global e empresas que operam no mercado de câmbio, o que pode contribuir para uma ampliação da instabilidade numa área bastante sensível da economia, justamente num momento em que os efeitos da crise de 2008 ainda estão presentes.

E o que isto significa na prática para nós mortais? Significa mais crise na zona do Euro, e menos exportações de commodities agrícolas e minerais. Isto para começo de conversa, pois o ano está apenas começando.