Henry Siegman, importante liderança da comunidade judaica norte-americana, classifica ataque em Gaza como “massacre de inocentes”

Enquanto leio que uma manifestação de 2.000 pessoas ocorreu hoje no Rio de Janeiro para apoiar o massacre em curso em Gaza pelas mãos do estado de Israel, tivesse acesso a uma entrevista dada por Henry Siegman, que vem a ser um dos mais importantes líderes da comunidade judaica nos EUA onde ele classifica o ataque como um “massacre de inocentes”.

As reflexões que Siegman faz sobre a situação mostram que a crise política que deverá se abater sobre Israel não virá dos palestinos ou dos árabes, mas sim por uma profunda rejeição dos métodos e explicações deste massacre de dentro da própria comunidade judaica.

E se isso se confirmar, ai veremos a ordem política herdada da Segunda Guerra Mundial entrar em uma crise agônica.

Para quem quiser ler toda a entrevista de Henry Siegman, basta clicar Aqui!

Alguém poderia apresentar Norman Finkelstein a Demétrio Magnoli

NY

 

O escritor e doutor em ciência política pela Princeton University sendo preso esta semana em Nova York num protesto em frente da Embaixada de Israel contra o massacre em Gaza.

O “intelectual” faz-de-tudo Demétrio Magnoli é o que se chama um “jack-of-all-trades” do pensamento de direita no Brasil já faz algum tempo. Agora, com o massacre/genocídio que está sendo promovido na Faixa de Gaza, Magnoli, que um dia se disse trotskista, agora escreveu um texto que justifica o massacre e joga nas costas dos críticos dessa ação que beira o genocídio a pecha de antissemita (Aqui!). 

Essa estratégia é uma daquelas coisas fáceis do lugar comum em que a direita mundial justifica a existência do estado de Israel, esquecendo apenas de mencionar o lugar estratégico que essa entidade mantém na sustentação da ordem criada após a Segunda Guerra Mundial e que sacode violentamente com o desejo de libertação de vários nacionalidades, a começar pelos palestinos.

Eu sempre reflito sobre essa questão do antissemitismo, pois vários dos principais pensadores que me influenciaram eram judeus e, ao contrário, de Magnoli não renego essa influência, a começar por Leon Trotsky que era apenas o nome de guerra de um judeu chamado Lev Davidovich Bronstein.

Mas outro judeu vem recentemente me chamando a atenção justamente por sua denúncia do estado de Israel e da opressão que sofrem os palestinos, o cientista político e escritor judeu norte-americano Norman Finkelstein. Finkelstein é hoje uma principais vozes da denúncia do massacre que vem sendo cometido em Gaza, mas já faz algum tempo um crítico contumaz de Israel, com uma sequência de obras cujo teor é justamente desmontar a falsa noção de que quem é contra Israel é antissemita.

Para quem quiser saber mais da campanha que Finkelstein vem promovendo em prol da defesa dos palestinos é só acessar sua página na internet (Aqui!). Mas eu recomendo especialmente que também se assista o vídeo onde Norman Finkelstein refuta de forma cabal o uso do holocausto para justificar a opressão e assassinato dos palestinos (Aqui!).

Voltando a Demétrio Magnoli, creio que, na verdade, seria até humilhante apresentá-lo a Finkelstein. É que a estatura moral e intelectual dos dois, em especial na questão de Gaza, é tão profundamente diferente que acabaria levando a mesma bronca que a estudante da Universidade de Waterloo levou no vídeo que está no link acima.  Mas talvez fosse bom para um anão intelectual como Magnoli encontrar um verdadeiro intelectual que vai além das normas acadêmicas para tomar o lado correto da disputa.

Túneis como motivo dos ataques são apenas uma mentira a mais, por Janio de Freitas

Jornal GGN – Para o colunista da Folha de São Paulo Janio de Freitas, os túneis construídos por combatentes palestinos como motivo dos ataques de Israel “são apenas uma mentira a mais”. O jornalista argumenta que o pano de fundo dos bombardeios ocorridos nas últimas semanas é a posse presidencial de Reuven Rivlin, integrante do Likud, mesmo partido de Binyamin Netanyahu. Reuven Rivlin defende a multiplicação de assentamentos israelenses na Cisjordânia e combate a hipótese de um Estado Palestino.

Da Folha

Espaço vital e mortal

 Por Janio de Freitas
Os túneis dos combatentes palestinos como motivo dos ataques de Israel a Gaza são apenas uma mentira a mais
  
Destruir por bombardeio a única usina de energia elétrica em Gaza não é procurar e destruir túneis dos combatentes palestinos. É o modo escolhido de causar o dano mais geral à população civil e às instalações essenciais que são os hospitais e postos de socorro ao que reste de vida nas vítimas das bombas, do canhoneio naval e dos tiros de tanques. Crime de guerra, pela Convenção de Genebra, e crime contra a humanidade, pelos princípios da ONU e pelas leis internacionais.
 
Os túneis como motivo dos ataques são apenas uma mentira a mais. O sistema de informação e vigilância de Israel não seria enganado, enquanto o Hamas construiria rede subterrânea tão extensa e sofisticada quanto diz o governo israelense. Mentira como a velha alegação de que os hospitais, escolas, mesquitas e moradias destruídos serviam de depósitos de armas e munição do Hamas. Se fossem, o ataque a tanto material explosivo teria levado toda Gaza pelos ares há muito tempo. Em vez disso, ruínas e crateras documentadas são compatíveis com o efeito normal dos bombardeios, sem a expansão de paióis explodidos.
 
O objetivo não são os túneis. Nem o foram os lançadores de foguetes do Hamas, como alegado ao início do atual ataque. O objetivo que pode explicar tamanho massacre é outro. Tem nome, já foi assunto de interesse da imprensa na Europa há uns 30 anos, mas veio a ficar cercado por um silêncio raras vezes transposto. O mesmo silêncio útil, e em grande parte pelas mesmas razões, adotado no último dia 24, quinta-feira.
 
Uma posse presidencial não é fato que passe sem se fazer notar. Tanto mais se quem deixa o posto é o último estadista de Israel, que se despede da vida pública aos 90 anos, e Nobel da Paz há exatos 20 anos. Foi diante de poucos convidados, no entanto, que Shimon Peres entregou a Presidência a Reuven Rivlin, que fez carreira como advogado de árabes moradores no território israelense. Sem que a atividade profissional tenha qualquer significado político.
 
O novo presidente de Israel não é apenas de ultradireita, integrante do mesmo Likud do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. Ex-oficial de informação do Exército, Reuven Rivlin defende e incentiva a multiplicação de bairros (“assentamentos”) israelenses em terras da Cisjordânia. Combate a hipótese do Estado Palestino previsto no ato de criação de Israel pela ONU. Em último caso, diz, seria admissível conceder aos árabes da Cisjordânia a cidadania de israelenses.
 
Reuven Rivlin é entusiasta e propagador do plano Grande Israel, hoje raramente citado, ao menos de público. Projeto que se origina (ou termina) em ideia semelhante à do “espaço vital” que figurou nas causas da Segunda Guerra Mundial. Nele se vê a explicação para os continuados “assentamentos”, apesar da condenação da ONU e do poder conflituoso que têm, além de serem obstáculo central nos arremedos de diálogo de paz entre Israel e Cisjordânia.
 
Com o cadastro de Reuven Rivlin, o realce à sua posse tenderia a agravar a imagem de Israel propagada por sua ferocidade bélica. Mas a importância da ligação ostensiva do novo presidente com o plano Grande Israel não é só um prenúncio de sua ação futura. É componente lógico de um plano de ação que está muito acima dos túneis. E é levado pelas bombas à terra necessária à grandeza sonhada.
FONTE: http://jornalggn.com.br/noticia/tuneis-como-motivo-dos-ataques-sao-apenas-uma-mentira-a-mais-por-janio-de-freitas

Mário Magalhães: Escolha e emprego do verbo mudam a história: ‘morreu’ difere de ‘foi morto’

Por Mário Magalhães

 

Muitas vezes, trata-se de ignorância ou desleixo, noutras é caso pensado.

Quando se diz que determinado número de crianças “morreram” em Gaza, omite-se ou relativiza-se que elas “foram mortas”.

Os verbos matar e morrer têm, é óbvio, significados diferentes.

A forma do particípio passado (nesse exemplo, do verbo matar), ao contrário do tempo verbal passado perfeito (verbo morrer), carrega consigo a pergunta: mortas por quem?

Talvez pareça frescura gramatical ou capricho histórico, mas a escolha do verbo e o seu emprego podem mudar ou influenciar o que se conta.

Até a notícia mais recente, 251 crianças palestinas haviam sido mortas na ofensiva militar israelense em curso.

Vai ver eram todas terroristas, e os bebês se distinguiam como os mais cruéis.

FONTE: http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br/2014/07/31/escolha-e-emprego-do-verbo-mudam-a-historia-morreu-difere-de-foi-morto/

Não em meu nome

Recuso-me a acumpliciar-me com esta agressão. O exército israelense não me representa, o governo ultranacionalista não me representa. Os assentados ilegalmente são meus inimigos. Eu, judeu brasileiro, digo: ACABEM COM A OCUPAÇÃO!!!

Por Marcelo Gruman

Na minha adolescência, tive a oportunidade de visitar Israel por duas vezes, ambas na primeira metade da década de 1990. Era estudante de uma escola judaica da zona sul da cidade do Rio de Janeiro. As viagens foram organizadas por instituições sionistas, e tinham por intuito apresentar à juventude diaspórica a realidade daquele Estado formado após o holocausto judaico da Segunda Guerra Mundial, e para o qual todo e qualquer judeu tem o direito de “retornar” caso assim o deseje. Voltar à terra ancestral. Para as organizações sionistas, ainda que não disposto a deixar a diáspora, todo e qualquer judeu ao redor do mundo deve conhecer a “terra prometida”, prestar-lhe solidariedade material ou simbólica, assim como todo muçulmano deve fazer, pelo menos uma vez na vida, a peregrinação a Meca. Para muitos jovens judeus, a visita a Israel é um rito de passagem, assim como para outros o destino é a Disneylândia.

A equivalência de Israel e Disneylândia tem um motivo. A grande maioria dos jovens não religiosos e sem interesse por questões políticas realizam a viagem apenas para se divertir. O roteiro é basicamente o mesmo: visita ao Muro das Lamentações, com direito a fotos em posição hipócrita de reza (já viram ateu rezando?), ao Museu da Diáspora, ao Museu do Holocausto, às Colinas do Golan, ao Deserto do Neguev e a experiência de tomar um chá com os beduínos, ir ao Mar Morto e boiar na água sem fazer esforço por conta da altíssima concentração de sal, a “vivência” de alguns dias num dos kibutzim ainda existentes em Israel e uma semana num acampamento militar, onde se tem a oportunidade de atirar com uma arma de verdade. Além, é claro, da interação com jovens de outros países hospedados no mesmo local. Para variar, brasileiros e argentinos, esquecendo sua identidade étnica comum, atualizavam a rivalidade futebolística e travavam uma guerra particular pelas meninas. Neste quesito, os argentinos davam de goleada, e os brasileiros ficavam a ver navios.

Minha memória afetiva das duas viagens não é das mais significativas. Aparte terconhecido parentes por parte de mãe, a “terra prometida” me frustrou quando o assunto é a construção de minha identidade judaica. Achei os israelenses meio grosseiros (dizem que o “sabra”, o israelense “da gema”, é duro por natureza), a comida é medíocre (o melhor falafel que comi até hoje foi em Paris…), é tudo muito árido, a sociedade é militarizada, o serviço militar é compulsório, não existe “excesso de contingente”. A memória construída apenas sobre o sofrimento começava a me incomodar.

Nossos guias, jovens talvez dez anos mais velhos do que nós, andavam armados, o motorista do ônibus andava armado. Um dos nossos passeios foi em Hebron, cidade da Cisjordânia, em que a estrada era rodeada por telas para contenção das pedras atiradas pelos palestinos. Em momento algum os guias se referiram àquele território como “ocupado”, e hoje me envergonho de ter feito parte, ainda que por poucas horas, deste “finca pé” em território ilegalmente ocupado. Para piorar, na segunda viagem quebrei a perna jogando basquete e tive de engessá-la, o que, por outro lado, me liberou da experiência desagradável de ter de apertar o gatilho de uma arma, exatamente naquela semana íamos acampar com o exército israelense.

Sei lá, não me senti tocado por esta realidade, minha fantasia era outra. Não encontrei minhas raízes no solo desértico do Negev, tampouco na neve das colinas do Golan. Apesar disso, trouxe na bagagem uma bandeira de Israel, que coloquei no meu quarto. Muitas vezes meu pai, judeu ateu, não sionista, me perguntou o porquê daquela bandeira estar ali, e eu não sabia responder. Hoje eu sei por que ela NÃO DEVERIA estar ali, porque minha identidade judaica passa pela Europa, pelos vilarejos judaicos descritos nos contos de Scholem Aleichem, pelo humor judaico característico daquela parte do mundo, pela comida judaica daquela parte do mundo, pela música klezmer que os judeus criaram naquela parte do mundo, pelas estórias que meus avós judeus da Polônia contavam ao redor da mesa da sala nos incontáveis lanches nas tardes de domingo.

Sou um judeu da diáspora, com muito orgulho. Na verdade, questiono mesmo este conceito de “diáspora”. Como bem coloca o antropólogo norte-americano James Clifford, as culturas diaspóricas não necessitam de uma representação exclusiva e permanente de um “lar original”. Privilegia-se a multilocalidade dos laços sociais. Diz ele:

As conexões transnacionais que ligam as diásporas não precisam estar articuladas primariamente através de um lar ancestral real ou simbólico (…). Descentradas, as conexões laterais [transnacionais] podem ser tão importantes quanto aquelas formadas ao redor de uma teleologia da origem/retorno. E a história compartilhada de um deslocamento contínuo, do sofrimento, adaptação e resistência pode ser tão importante quanto a projeção de uma origem específica.

Há muita confusão quando se trata de definir o que é judaísmo, ou melhor, o que é a identidade judaica. A partir da criação do Estado de Israel, a identidade judaica em qualquer parte do mundo passou a associar-se, geográfica e simbolicamente, àquele território. A diversidade cultural interna ao judaísmo foi reduzida a um espaço físico que é possível percorrer em algumas horas. A submissão a um lugar físico é a subestimação da capacidade humana de produzir cultura; o mesmo ocorre, analogamente, aos que defendem a relação inexorável de negros fora do continente africano com este continente, como se a cultura passasse literalmente pelo sangue. O que, diga-se de passagem, só serve aos racialistas e, por tabela, racistas de plantão. Prefiro a lateralidade de que nos fala Clifford.

Ser judeu não é o mesmo que ser israelense, e nem todo israelense é judeu, a despeito da cidadania de segunda classe exercida por árabes-israelenses ou por judeus de pele negra discriminados por seus pares originários da Europa Central, de pele e olhos claros. Daí que o exercício da identidade judaica não implica, necessariamente, o exercício de defesa de toda e qualquer posição do Estado de Israel, seja em que campo for.

Muito desta falsa equivalência é culpa dos próprios judeus da “diáspora”, que se alinham imediatamente aos ditames das políticas interna e externa israelense, acríticos, crentes de que tudo que parta do Knesset (o parlamento israelense) é “bom para os judeus”, amém. Muitos judeus diaspóricos se interessam mais pelo que acontece no Oriente Médio do que no seu cotidiano. Veja-se, por exemplo, o número ínfimo de cartas de leitores judeus em jornais de grande circulação, como O Globo, quando o assunto tratado é a corrupção ou violência endêmica em nosso país, em comparação às indefectíveis cartas de leitores judeus em defesa das ações militaristas israelenses nos territórios ocupados. Seria o complexo de gueto falando mais alto? 

Não preciso de Israel para ser judeu e não acredito que a existência no presente e no futuro de nós, judeus, dependa da existência de um Estado judeu, argumento utilizado por muitos que defendem a defesa militar israelense por quaisquer meios, que justificam o fim. Não aceito a justificativa de que o holocausto judaico na Segunda Guerra Mundial é o exemplo claro de que apenas um lar nacional única e exclusivamente judaico seja capaz de proteger a etnia da extinção.

A dor vivida pelos judeus, na visão etnocêntrica, reproduzida nas gerações futuras através de narrativas e monumentos, é incomensurável e acima de qualquer dor que outro grupo étnico possa ter sofrido, e justifica qualquer ação que sirva para protegê-los de uma nova tragédia. Certa vez, ouvi de um sobrevivente de campo de concentração que não há comparação entre o genocídio judaico e os genocídios praticados atualmente nos países africanos, por exemplo, em Ruanda, onde tutsis e hutus se digladiaram sob as vistas grossas das ex-potências coloniais. Como este senhor ousa qualificar o sofrimento alheio? Será pelo número mágico? Seis milhões? O genial Woody Allen coloca bem a questão, num diálogo de Desconstruindo Harry (tradução livre):

– Você se importa com o Holocausto ou acha que ele não existiu?

– Não, só eu sei que perdemos seis milhões, mas o mais apavorante é saber que recordes são feitos para serem quebrados.

O holocausto judaico não é inexplicável, e não é explicável pela maldade latente dos alemães. Sem dúvida, o componente antissemita estava presente, mas, conforme demonstrado por diversos pensadores contemporâneos, dentre os quais insuspeitos judeus (seriam judeus antissemitas Hannah Arendt, Raul Hilberg e Zygmunt Bauman?), uma série de características do massacre está relacionada à Modernidade, à burocratização do Estado e à “industrialização da morte”, sofrida também por dirigentes políticos, doentes mentais, ciganos, eslavos, “subversivos” de um modo geral. Práticas sociais genocidas, conforme descritas pelo sociólogo argentino Daniel Feierstein (outro judeu antissemita?), estão presentes tanto na Segunda Guerra Mundial quanto durante o Processo de Reorganização Nacional imposto pela ditadura argentina a partir de 1976. Genocídio é genocídio, e ponto final.

A sacralização do genocídio judaico permite ações que vemos atualmente na televisão, o esmagamento da população palestina em Gaza, transformada em campo de concentração, isolada do resto do mundo. Destruição da infraestrutura, de milhares de casas, a morte de centenas de civis, famílias destroçadas, crianças torturadas em interrogatórios ilegais conforme descrito por advogados israelenses. Não, não são a exceção, não são o efeito colateral de uma guerra suja. São vítimas, sim, de práticas sociais genocidas, que visam, no final do processo, ao aniquilamento físico do grupo.

Recuso-me a acumpliciar-me com esta agressão. O exército israelense não me representa, o governo ultranacionalista não me representa. Os assentados ilegalmente são meus inimigos.

        Eu, judeu brasileiro, digo: ACABEM COM A OCUPAÇÃO!!!

(1) Marcelo Gruman é antropólogo.

Referências bibliográficas:

CLIFFORD, James. (1997). Diasporas, in Montserrat Guibernau and John Rex (Eds.) The Ethnicity Reader: Nationalism, Multiculturalism and Migration, Polity Press, Oxford.

Vídeo:

Tortura de crianças palestinas: https://www.youtube.com/watch?v=z5AkFlAeCHE

FONTE: http://www.brasildefato.com.br/node/29359

Guerra em Gaza? Genocídio isso sim!

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A imagem acima foi tirada no dia 26 de julho de 2014 no distrito de Beit Hanun que fica (ou ficava) localizado na porção norte da Faixa de Gaza. A destruição material e o número de mortos palestinos é incomensurável. Enquanto isso, a tal comunidade internacional fica na prática de braços cruzados, numa posição que se equivale a cumplicidade, assistindo a esse verdadeiro massacre, comandado por um dos exércitos mais poderosos do planeta, de uma população de quase 2 milhões de pessoas que em sua maioria sequer possui armas para se defender.

E o nome que se dá a um confronto tão assimétrico não é guerra, mas sim genocídio. Simples assim!

Banda inglesa se pronuncia publicamente sobre massacre em Gaza. Enquanto isso no Brasil…

A Massive Attack banda inglesa de trip hop aproveitou a edição de 2014 do Longitude Festival que ocorreu na capital da Irlanda, Dublin, para expressar publicamente sua posição sobre o massacre em curso na Faixa de Gaza.

Me parece interessante que até agora não tenhamos tido nenhum artista ou banda no Brasil fazendo o mesmo. Aliás, o silêncio da classe artística brasileira sobre esse e outros eventos (a perseguição aos ativistas políticos no Rio de Janeiro e São Paulo) é uma mostra da qualidade que temos neste momento.

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