Ferramenta de acesso aberto mapeia em escala global projetos de solar e eólica

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Dados dos rastreadores de energia solar e eólica do Global Energy Monitor (GEM) lançados agora mostram que a China tem mais energia eólica em escala operacional (261GW) do que a soma de EUA (127GW), Alemanha (39GW), Espanha (26GW), Índia (23GW) e Reino Unido (22GW) e tem três vezes mais energia solar (130GW) do que os EUA (43GW). 

As duas ferramentas têm acesso aberto e foram desenvolvidas para acompanhar a transição global para a energia renovável. Elas fornecem dados sobre mais de 18 mil projetos eólicos em operação e planejados em 144 países, e cerca de 8 mil projetos solares em operação e planejados em 148 países, capturando com isso toda a extensão da construção de energia eólica e solar em todo o mundo.

O Brasil lidera com ampla margem a geração eólica na América Latina, com 19GW de energia solar em operação, bem à frente de México (7GW), Argentina (3GW) e Chile (2GW). Com esses números, o Brasil é o sexto maior gerador de energia dos ventos atualmente, atrás de Índia, Espanha, Alemanha, EUA e China. Quando se leva em conta os projetos em fase de construção, contratação ou anunciados, o país está na quarta colocação, com 70GW, em um ranking liderado por Austrália (111GW), China (95GW) e EUA (95GW).

Na energia solar, o país é o 9° maior gerador global, com pouco mais de 3GW em 98 projetos em operação mapeados, bem atrás do México (10GW), que lidera entre os latino-americanos. Mas o país tem uma grande capacidade solar projetada, com 484 propostas em desenvolvimento – a maior delas no norte de Minas Gerais – e 101 já em construção, a maioria nos estados do Nordeste.

Os rastreadores revelam grande competitividade regional, com lideranças atuais ameaçadas por projetos futuros em outros mercados. No continente africano, por exemplo, embora a África do Sul esteja atualmente liderando a corrida tanto na operação eólica como solar, a Argélia assumirá a ponta com seu potencial de capacidade eólica, seguida pelo Marrocos com seu potencial solar.

As ferramentas de rastreio e os relatórios do GEM já são usados por organizações como o Banco Mundial, AIE, Bloomberg Global Coal Countdown e órgãos da ONU para observar o mercado de combustíveis fósseis. As duas novas ferramentas sobre energias solar e eólica serão a mais confiável fonte de rastreamento de capacidade solar e eólica operacional ou planejada em todo o mundo, afirmam os desenvolvedores.

“Capturar toda a extensão do desenvolvimento de energia solar e eólica em todo o mundo é fundamental para medir o progresso em direção à transição energética”, afirma Ingrid Behrsin, gerente de projeto do Rastreador de Energia dos Ventos do GEM. “Com dados em nível de projeto e de acesso aberto como estes, estamos agora em uma posição muito mais forte para acompanhar como cada país está se posicionando em relação às suas próprias metas declaradas de energias renováveis.”

Projetos de gás enfrentam graves problemas financeiros, mesmo com recuperação da pandemia

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A Global Energy Monitor divulgou hoje (24/06) os resultados de uma pesquisa mundial sobre projetos de terminais de gás natural liquefeito (GNL). O relatório, “Nervous Money: Global LNG Terminals Update 2021”, destaca que apesar da recuperação da pandemia estar se acelerando em partes do mundo, 38% do fornecimento total planejado de GNL está enfrentando atrasos nas decisões finais de investimento (FIDs) ou outras interrupções graves de projeto.

A notícia é preocupante para o Brasil. Fora da Ásia, o país é um hotspot de investimentos no setor, com 13 terminais de importação de GNL em construção ou pré-construção. E o governo federal está impulsionando a infraestrutura de gás e a criação de novas termelétricas, tanto pela lei do gás sancionada em abril (Lei 14.134/2021), como pelos jabutis infiltrados na Medida Provisória 1031/2021, que privatiza a Eletrobrás.

No ano passado, apenas um projeto de GNL chegou a uma decisão final de investimento no mundo – o terminal Costa Azul, no México. Os custos excedentes foram exacerbados pela COVID-19, uma vez que muitos recursos humanos não puderam realizar o trabalho. “O tamanho dos projetos expôs os investidores a perdas catastróficas”, disse Lydia Plante, a principal autora do relatório da GEM.

O cenário para o gás contrasta com o mercado de energias renováveis. Esta semana, a Agência Internacional para Energias Renováveis (IRENA) divulgou um relatório em que afirma que o percentual de renováveis que alcançaram custo inferior ao das energias fósseis mais competitivas dobrou em 2020. Foram 162 GW – ou 62% do total de geração adicionada no ano passado – com custo mais baixo que as opções fósseis mais baratas. O documento ressalta ainda uma tendência de redução sustentada de custos das renováveis, tanto para instalação, como para a manutenção.

Barreiras ao gás

As preocupações climáticas são o maior entrave do gás na Europa, mas regiões-chave para esse mercado, como os EUA, foram afetadas também pelo fornecimento barato de Qatar e Rússia, afirma o estudo. O relatório aponta ainda a vulnerabilidade dos terminais de gás em ambientes de instabilidade política, e cita como exemplo os ataques de insurgentes às instalações da Total em Moçambique , ainda em construção. A petroleira francesa declarou “força maior” para o encerramento do projeto de 20 bilhões de dólares financiado por um amplo consórcio, incluindo investidores privados, bancos públicos e instituições de crédito dos Estados Unidos, China, Japão e União Europeia.

Outro impacto negativo para o ambiente de investimentos em gás foi o inédito relatório net-zero da Agência Internacional de Energia (AIE) em maio. A agência vê a demanda de gás caindo significativamente nos próximos anos e uma mudança global para a descarbonização total do setor energético viabilizada pela energia renovável. De acordo com a AIE, o comércio interregional de GNL precisaria diminuir rapidamente após 2025 sob um cenário zero líquido em 2050.

“O GNL foi vendido aos formuladores de políticas e aos investidores como uma aposta limpa e segura”, afirma Plante. “Agora todos esses atributos se transformaram em responsabilidades. Os cenários recentes da AIE para 2050 mostram que o GNL não tem lugar num futuro energético seguro para o clima. A indústria perdeu sua auréola climática, e a única questão é se a Administração Biden irá desperdiçar capital político precioso para apoiar potenciais elefantes brancos”.

Para Ted Nace, diretor executivo da Global Energy Monitor, quem avalia o investimento em infraestrutura como “seguro” pode enfrentar percalços no setor de gás. “A oportunidade para a construção de mais capacidade de exportação se reduziu, e os projetos norte-americanos ficaram para trás por vários motivos. Eles são vistos com razão, especialmente pelos compradores europeus, como particularmente sujos, devido à sua dependência do fracking.”

Uma vez considerado como uma solução climática potencial, o setor de GNL é cada vez mais visto como um problema climático, particularmente para os compradores europeus. A América do Norte responde por 64% da capacidade global de exportação em construção ou pré-construção. A América do Norte também tem os projetos mais conturbados, com 11 dos 26 terminais de exportação de GNL relatando atrasos na FID ou outras perturbações graves.

A capacidade de importação de GNL continua em rápida expansão, com projetos suficientes em construção ou pré-construção para aumentar a capacidade global em 70%. Da capacidade em construção ou pré-construção, 32% está na China, 11% está na Índia e 7% está na Tailândia. Fora da Ásia, o Brasil é um hotspot com 13 terminais de importação de GNL em construção ou pré-construção.

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Leia o relatório aqui.
A metodologia usada no Global Fossil Infrastructure Tracker está aqui .

Contatos para entrevista:
Ted Nace, Global Energy Monitor, (510) 331-8743, ted.nace@globalenergymonitor.org
Lydia Plante, Global Energy Monitor, (504) 442-8145, lydia.plante@globalenergymonitor.org
James Browning, Global Energy Monitor, (215) 900-0869james.browning@globalenergymonitor.org

Sobre o Global Energy Monitor

Global Energy Monitor é uma rede de pesquisadores que desenvolve recursos informativos sobre combustíveis fósseis e alternativas energéticas.

Sobre o Global Fossil Infrastructure Tracker

O Global Fossil Infrastructure Tracker identifica, mapeia, descreve e categoriza os oleodutos e terminais existentes e propostos. Desenvolvido pelo grupo de pesquisa Global Energy Monitor, o rastreador utiliza fontes públicas para documentar cada projeto e é projetado para apoiar o monitoramento longitudinal.

Expansão de terminais de gás natural vive “tempestade perfeita”

Relatório muda projeção feita no ano passado e afirma que problemas do setor não vão desaparecer com fim da pandemia

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Um novo relatório divulgado nesta terça (7/7) pelo Global Energy Monitor (GEM) revela que os terminais de gás natural liquefeito terão pela frente um futuro pouco promissor. A combinação de produção excessiva, preços em baixa, diminuição de demanda em decorrência da pandemia e crescente oposição política ambientalista criou um cenário drasticamente diferente daquele apresentado pelo mesmo levantamento em 2019.

O relatório, com base nos dados mais recente do Global Fossil Infrastructure Tracker da GEM, destaca que a construção de terminais de GNL em todo o mundo mais que dobrou, passando de US ﹩ 82,8 bilhões para US ﹩ 196,1 bilhões em investimentos. Muitos desses projetos, em fase de construção ou pré-construção, estão em sério risco. Ao menos duas dúzias de projetos foram cancelados ou estão com atrasos de financiamento ou de construção. A queda sustentada nos custos das energias renováveis nos últimos meses agravou ainda mais a viabilidade dos projetos de gás.

Além dos reveses financeiros, o cenário político passou a ser de hostilidade ao setor. A coalizão para formação do novo governo da Irlanda incluiu uma série de concessões ambientais ao Partido Verde, e uma delas foi o cancelamento do projeto de terminal de GNL do estuário de Shannon. A medida, que estava na lista de interesses comuns da Europa, sofreu uma derrota adicional quando o Tribunal de Justiça Europeu decidiu que a permissão de planejamento do projeto era inválida. Na sequência, foi a vez da Suécia remover da mesma lista interesse comum do continente seu projeto para o terminal de gás Gotemburgo.

A Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett’s, gastou bilhões de dólares em financiamento para a Energie Saguenay LNG em Quebec, mas protestos em todo o Canadá contra os dutos tornaram o projeto uma odisséia política. A empresa desistiu do investimento no final de março. Em julho, a mesma companhia adquiriu a produtora de gás natural dos EUA Dominion por US ﹩ 4 bilhões — um negócio total de US ﹩ 10 bilhões, já que a empresa tinha dívidas de quase US ﹩ 6 bi. Em comunicado oficial sobre a aquisição, a Dominion afirmou que a venda “faz parte de uma série de medidas para se tornar uma companhia focada em produção de energia limpa eólica, solar e de gás natural.”

Energia suja

A expansão do GNL contradiz diretamente as metas climáticas de Paris, que exigem um declínio de 15% no uso de gás até 2030 e um declínio de 43% até 2040, em relação a 2020. Embora seja considerado um “combustível-ponte” por seus proponentes, a pegada de carbono de uma nova usina a gás na Europa ou na Ásia que queima GNL dos EUA é aproximadamente a mesma de uma nova usina a carvão no mesmo local. Isso porque há vazamento de metano em todo o sistema de suprimento de gás, que somado à penalidade energética do transporte marítimo de longa distância do produto, aumentam a pegada final do GNL.

“O GNL já foi considerado uma aposta segura para os investidores”, afirma Greig Aitken, analista de pesquisa da Global Energy Monitor. “Não apenas foi considerado um combustível ecológico, mas havia um apoio governamental substancial para garantir que esses megaprojetos – incluindo alguns dos maiores projetos do setor de capital já construídos – fossem conduzidos até a conclusão com todos os bilhões necessários. De repente, o setor está cheio de problemas.”

“Os problemas do GNL não desaparecerão magicamente com o fim da pandemia”, diz Ted Nace, diretor executivo da GEM. “No setor de energia, a modelagem mostra que os pacotes renováveis ​​já estão superando o gás importado na Coréia do Sul. E a cada ano que passa, as energias renováveis ​​se tornam mais competitivas.”

Sobre o estudo da GEM

A pesquisa da GEM sobre a infraestrutura de GNL é baseada no relatório Global Fossil Infrastructure Tracker (GFIT), um censo projeto-a-projeto de instalações de petróleo e gás desenvolvido pela Global Energy Monitor. O GFIT usa a mesma metodologia que o Global Coal Plant Tracker (GCPT), um censo bianual de usinas a carvão, licenciado pela Bloomberg Terminals e UBS Research, e usado pelo Banco Mundial, OCDE, Nações Unidas e imprensa especializada em economia.

Leia o projeto “Gas Bubble 2020: Tracking Global LNG Infrastructure” aqui (password: LNG)

Sobre o mesmo tema, leia aqui o relatório do GEM divulgado em 3/7 — “Gambling on Gas: Risks Grow for Japan’s ﹩20 Billion LNG Financing Spree”.

Metodologia do estudo  aqui

Minas de carvão podem ser novo foco de COVID-19, alerta entidade

Trabalho em locais subterrâneos e aglomerados favorece surtos de doenças respiratórias

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Contaminações pelo novo coronavírus estão aumentando em minas de carvão em todo o mundo. Embora os dados sobre surtos não tenham sido disponibilizados de maneira transparente e sistemática, o Global Energy Monitor documentou mais de uma dúzia de minas com surtos confirmados desde o final de março. A necessidade de trabalhar em ambientes apertados ou subterrâneos é apontada como condição crítica para o espalhamento da doença entre os trabalhadores.

Os casos foram verificados na Polônia, República Tcheca, Turquia, Índia, EUA e Rússia. A maioria dos casos foi relatada na Polônia (16% do total de casos no país) e na República Tcheca – as duas nações somam quase 4 mil casos. Já os países com o maior número minas de carvão subterrâneas – China, Índia e Estados Unidos – forneceram muito pouca informação sobre a prevalência da doença nesses locais.

“Por mais alarmantes que sejam os muitos casos que já estamos vendo, é provável que seja apenas a ponta do iceberg, devido a uma cultura de sigilo que assola a indústria: sete milhões de pessoas trabalham em minas de carvão em todo o mundo, mais da metade no subsolo”, explica Ted Nace, diretor executivo do Global Energy Monitor. “As empresas de mineração de carvão devem adotar imediatamente uma postura de transparência”, declara.

Em todo o mundo, mineradores de carvão e sindicatos passaram a protestar publicamente contra o risco de exposição à doença. Esses trabalhadores têm maior incidência de doenças respiratórias em relação à população geral. No caso específico da COVID-19, o setor de mineração não tem divulgado a extensão dos testes realizados nesse grupo, dificultando a modelagem das taxas de transmissão. As minas de carvão continuaram a operar como atividades essenciais em muitas partes do mundo durante a crise do novo coronavirus, escapando de bloqueios nacionais, os chamados lockdowns.

Os primeiros casos de COVID-19 em minas de carvão foram relatados em 30 de março, quando dois mineiros da companhia Bailey Mine da Consol Energy Inc. na Pensilvânia, EUA, testarem positivo para a doença. Desde então, operadores nos Estados Unidos passaram a implementar quarentenas e bloqueios para minimizar a exposição, decisão também adotada na Índia. Na Turquia, o governo proibiu viagens à província da mina de Zonguldak devido ao alto número de casos na região.

“Os mineiros de carvão lutam há gerações para proteger sua saúde e segurança no trabalho e esses trabalhadores merecem relatórios transparentes sobre os surtos de COVID-19”, afirma Ryan Driskell Tate, analista de pesquisa no Global Energy Monitor. “Vimos na Polônia e na República Tcheca que as minas de carvão estão na iminência para se tornarem focos de coronavírus. Como os cientistas pedem mais testes e rastreamento de contatos para impedir a propagação do vírus, é imperativo que as empresas de carvão e as agências reguladoras mantenham o público informado sobre o que está acontecendo nesses locais de trabalho e nas comunidades”, completa.

O Global Energy Monitor é um think-tank sediado nos EUA, sem fins lucrativos e que desenvolve pesquisas sobre combustíveis fósseis em todo o mundo. Por meio da plataforma Global Tracker (GCPT), a entidade produz dados do setor que são usados por organismos multilaterais como a Agência Internacional de Energia (AIE), a Diretoria de Meio Ambiente da OCDE, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Banco Mundial, além do Departamento do Tesouro dos EUA.

Os impactos do COVID-19 nas minas de carvão continuarão sendo rastreados aqui: http://www.gem.wiki/Coal_Mine_Impacts_from_COVID-19

As informações produzidas pela entidade são licenciadas pela Bloomberg LP e UBS Evidence Lab e são usados ​​pela Economist Intelligence Unit e pela Bloomberg New Energy Finance.

Informações detalhadas: surtos de COVID-19 em minas de carvão

# 1 POLÔNIA

No final de abril, a maior mineradora estatal de carvão da Polônia, a Polska Grupa Górnicza (PGG), suspendeu operações em três minas de carvão devido à disseminação de COVID-19 entre seus trabalhadores: na mina de Jankowice, 204 mineiros testaram positivo; na mina de Sośnica, 53; e na mina Murcki-Staszic, foram 38 casos.

Outra estatal de carvão, a JSW SA, relatou 1.648 casos confirmados entre funcionários nas minas de Pniowek, Jastrzębie-Bzie, Budryk e Borynia-Zofiówka. Devido à rápida disseminação de casos, o governo polonês anunciou em 7 de maio que passaria a testar mil mineiros por dia em sistemas de drive-through. Em 26 de maio, cerca de 3.640 mineiros de carvão e membros de suas famílias já tinham contraído o vírus, compreendendo cerca de 16% dos casos do país.

# 2 REPÚBLICA CHECA

Em 19 de maio, um surto de casos na mina de Darkov, perto da cidade de Karvina, foi responsável pelo registro diário de casos de COVID-19 na República Tcheca. Inicialmente 139 mineiros de carvão testaram positivo, e o número subiu para mais de 212 após a realização sistemática de testes nos trabalhadores e suas famílias. A empresa OKD, que opera a mina, suspendeu as atividades e pediu assistência dos médicos do exército tcheco.

# 3 ESTADOS UNIDOS

Em 30 de março, a mineradora Bailey Mine da Consol Energy Inc., na Pensilvânia, suspendeu as atividades após dois trabalhadores terem testado positivo para COVID-19. No mesmo dia, cinco mineradoras de carvão da Virgínia interromperam as operações para impedir a propagação de coronavírus entre os trabalhadores, nas minas de Buchanan No.1, Osaka, Pombo Creek, North Fork e D-31.

Em 21 de abril, a mina Arch Coal Inc.’s West Elk, no Colorado informou ter quatro funcionários infectados, e no Alabama, duas minas também registraram casos em abril (Peabody Energy’s Shoal Creek e Warrior Met Coal’s, mina número 7).

Em maio, a Administração de Saúde e Segurança de Minas dos EUA (Mine Safety andHealth Administration) anunciou que estava coletando dados sobre as taxas de infecções por COVID-19 em minas de carvão do país. Antes, em abril, funcionários da entidade disseram a imprensa que as planilhas com informações sobre a COVID-19 no setor seriam mantidas sob sigilo. Até o momento, nenhum número foi divulgado oficialmente.

# 4 ÍNDIA

Em 2 de abril, a mineradora Singareni Collieries Company Limited (SCCL) demitiu seus mineiros subterrâneos no estado de Telangana, na Índia, para mitigar a disseminação do COVID-19. Os dados do Global Energy Monitor indicam que a empresa opera duas dezenas de minas subterrâneas no estado e produz 27 milhões de toneladas de carvão por ano. De acordo com Miriyala Raji Reddy, líder sindical, cerca de 2.000 mineiros estavam envolvidos em operações subterrâneas no momento das demissões. Em 3 de abril, a Coalfields do Sudeste Limited, maior produtora de carvão do país, ordenou que 83 funcionários ficassem em quarentena depois de terem participado de uma cerimônia religiosa em que foram expostos a um portador do vírus.

# 5 TURQUIA

Em abril, o Presidente Recep Tayyip Erdoga incluiu a região mineira de Zonguldak no rol de proibições de viagens interurbanas e impôs um toque de recolher de fim de semana devido à “prevalência de doenças pulmonares” na região. Zonguldak, maior produtora de carvão metalúrgico na Turquia, relatou 463 casos COVID-19.

Contato para entrevistas: Ryan Driskell Tate, Research Analyst Global Energy Monitor. ryan.driskell.tate@gmail.com +1-763-221-3313