Sepe-RJ: “Dinheiro para Copa tem, mas para a Educação, nada

Profissionais da Educação entram em greve por tempo indeterminada a partir de segunda

Por Cláudia Freitas

SEPE

Os representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) comentaram nesta quinta-feira (8/5) a decisão tomada pela categoria, que anunciou na quarta (7) uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (12/5). Os professores consideram incoerente o discurso dos governos estadual e municipal, que segundo eles enfatiza a valorização dos profissionais, mas na hora de investir destinam as verbas somente para os projetos da Copa do Mundo e não cumpre, ao menos, os acordos já firmados.

“Esse pouco caso das autoridades é muito ruim, porque ao mesmo tempo que eles [governantes] falam em valorização do profissional da Educação, na prática as verbas públicas vão somente para a Copa e nada sobra para o ensino. Esse índice alarmante de violência divulgado agora tem uma relação indireta com a precariedade na Educação. Como as autoridades não investem devidamente no ensino, depois têm que investir mais em segurança pública.”, disse uma das representantes do Sepe, Marta Moraes.

O ensino no estado poderia estar em outro patamar, na opinião de Marta, se o governo estadual enviasse apenas uma parte “dos bilhões que está investindo na Copa para a melhoria do ensino público”. Segundo ela, mais de 100 escolas estaduais fecharam as portas no governo Cabral, em função de um processo constante e acelerado de sucateamento. Outra questão grave é a super lotação das creches, que estão atendendo a um número de alunos bem maior do recomendado pelas próprias autoridades. “Esse quadro é delicado, porque leva à um risco grande para as crianças. São poucos professores para tomar conta de um número grande de alunos”, explica Marta.   

A decisão da greve foi tomada em uma assembleia da categoria realizada na tarde desta quarta (7), no Clube Municipal, na Tijuca, zona norte da cidade. As reivindicações conjuntas dos profissionais do estado e município englobam as cobranças dos acordos feitos em outubro do ano passado entre as secretarias de Educação do estado e do município com o Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Entre eles, o reajuste de 20% nos salários, além da redução da carga horária para planejamento de aulas extra classe de 40 para 30 horas. 

Segundo Marta Moraes, o sindicato vai realizar uma nova assembleia na próxima quinta-feira (15/5) com o intuito de avaliar o movimento. Nesta quarta (7) a classe fez uma paralisação por 24 horas. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), dos 75 mil professores da rede somente 302 não compareceram e as escolas e funcionaram normalmente. Já o Sepe informou que 40% dos profissionais aderiram à paralisação. 

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2014/05/09/sepe-rj-dinheiro-para-copa-tem-mas-para-a-educacao-nada/

Do Blog da Aduenf: Lindbergh Farias vai ao encontro dos grevistas da UENF

Senador Lindbergh Farias terá reunião esta tarde na sede social da ADUENF

 lindinho
OComando de Greve daADUENF vem informar a comunidade universitária daUENF que o SenadorLindbergh Farias (PT) estará nesta sexta-feira (09/05) na sede cultural a partir das 15:00 horas.

 O objetivo desta visita é dar uma oportunidade de que possamos expor ao Senador Lindbergh a situação por que passa a UENF neste momento, e a necessidade que temos do mais amplo apoio político à nossa luta.

 Todos estão convidados para participar desta importante reunião!

COMANDO DE GREVE

FONTE: http://aduenf.blogspot.de/2014/05/senador-lindberg-farias-tera-reuniao.html

 

 

Unificação das universidades estaduais vai aumentar ainda mais a pressão sobre Pezão

A UENF está em greve geral desde 12 de março, mas até hoje o (des) governo estadual comandado agora por Luís Fernando Pezão está tratando o movimento com descaso e intransigência. Pois bem, o (des) governo do Rio de Janeiro demorou tanto a resolver o problema da UENF, que agora talvez tenha que enfrentar movimentos similares na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e na Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO).

A principal questão que alimenta a indignação dos professores das três universidades estaduais do Rio de Janeiro é a profunda desvalorização dos salários que os coloca como os mais mal pagos no funcionalismo estadual para os detentores de títulos de pós-graduação.

unidade estaduais

E ninguém pode dizer que os professores da UENF não avisaram! Enrolaram tanto que agora podem ter que encarar uma greve geral nas três universidades estaduais. Excelente para a campanha eleitoral da oposição, Pezão!

Movimento estudantil da UENF presta contas sobre suas ações de greve

31 dias Ocupação Estudantil Reitoria UENF! A luta não para! 

estudantes alerj

Ontem (07/05) estivemos na Alerj, dialogando com nossos representantes do Legislativo Estadual, passando a luta pela educação pública, popular e de qualidade para todos.

Audiência pública período da manhã sobre a FENORTE/UENF, muito produtiva! Tarde nos Gabinetes dos Deputados Estaduais + Sessão Plenária com muitas intervenções sobre a situação da UENF e leitura da nossa carta aberta da Ocupação Estudantil pela Deputada Janira Rocha!

-Aumentos das Bolsas de assistência estudantil
-Bandejão Já
-Auxílio moradia 400 reais para 1300 estudantes UENF

+ASSISTÊNCIA -EVASÃO

FONTE: https://www.facebook.com/groups/314837891891569/724097070965647/?notif_t=group_activity

Sepe: assembleia unificada decide por greve dos profissionais da educação no Rio de Janeiro

GREVE COMEÇA NA SEGUNDA, DIA 12/05

sepe

Os profissionais das redes públicas da educação estadual e municipal do Rio de Janeiro, reunidos esta tarde (dia 7/05) em assembleia no Clube Municipal, na Tijuca, decidiram entrar em greve unificada, nas duas redes, a partir da segunda-feira, dia 12.

O Sepe convoca a categoria das duas redes para se prepararem para a greve, mobilizando suas escolas. Agora é o momento da mobilização para arrancarmos nossas reivindicações!

Calendário aprovado na assembleia:

Segunda (dia 12): início da greve;

Quarta (dia 14): Conselho deliberativo, 18h, na sede do Sepe;

Quinta (15/05): assembleia unificada, 10h, Clube Municipal – logo após a assembleia, ato público.

As duas redes têm uma pauta de reivindicações unificada, que listamos a seguir:

1) Plano de carreira unificado;

2) Reajuste linear de 20% com paridade para os aposentados;

3) Contra a meritocracia e pela autonomia pedagógica;

4) Não à privatização da educação;

5) Contra o repasse das verbas para empresas, bancos, Organizações Sociais, fundações;

6) Fim da terceirização;

7) Cumprimento de 1/3 de planejamento extraclasse Já!

8) 30 horas para os funcionários administrativos, já!

9) Eleição direta para diretores;

10) Uma matrícula uma escola;

11) Equiparação salarial entre PEI, PI e PII;

12) Reconhecimento do cargo de cozinheira (o) Escolar;

13)15% de reajuste entre níveis.

Além da pauta, os governos do estado e do município, até agora, não atenderam às reivindicações da categoria e nem cumpriram os compromissos firmados, que determinaram o fim das greves nas redes, no ano passado.

Na sexta-feira, dia 9, ocorrerá uma audiência com a Secretaria Municipal de Educação sobre as reivindicações do município.

As redes estadual e municipal do Rio atendem mais de 1,6 milhão de alunos (1.380 escolas estaduais e 1.076 escolas municipais). Nelas, trabalham mais de 140 mil professores e funcionários. O piso do professor da rede municipal é de R$ 1.587,00. Os funcionários recebem de piso R$ 937,00. Na rede estadual, o professor recebe um piso de R$ 1.081,00 e o funcionário R$ 903,00.

Outras redes municípais estão em greve ou se mobilizando, com uma pauta de reivindicações semelhante: São Gonçalo está em greve desde o dia 25 de março; Duque de Caxias está realizando desde ontem uma greve de advertência de 72 horas, que poderá se ampliar, caso o prefeito Alexandre Cardoso não aceite as reivindicações da categoria; Niterói também começou hoje uma greve de 48 horas.

Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ
Endereço: Rua Evaristo da Veiga, 55 – 8º andar – Centro – Rio de Janeiro/RJ
Telefone: (21) 2195-0450

Ônibus gratuito em Campos? Como assim, cara-pálida?

As imagens abaixo são parte de um esforço de propaganda da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes que, aparentemente, visa promover a ideia de que medidas sérias estão sendo tomadas para superar a grave crise que atravessa o sistema de transporte público na nossa cidade. E o interessante é que as faixas que aparecem promovendo a ideia de que a gratuidade está na ordem do dia aparecem com créditos para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

gratuito

A questão que se abate sobre a minha pessoa enquanto pagador de impostos é a seguinte: transporte gratuito, como assim transporte gratuito? Até onde eu saiba na administração pública não há nada de gratuito. O pior é que na imensa maioria das vezes, esse tipo “gratuidade” acaba saindo muito caro. E adivinha quem acaba pagando a conta? Sim, nós, os contribuintes.

 

Site Ururau produz ampla matéria sobre convocação do MPRJ para reitoria da UENF se explicar sobre PCV

Reitoria da Uenf é convocada pelo MPE para uma audiência pública

Denúncia visa esclarecer suposto desrespeito da instituição ao PCV dos funcionários

 Vagner Basilio

Denúncia visa esclarecer suposto desrespeito da instituição ao PCV dos funcionários

O impasse envolvendo os servidores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Darcy Ribeiro e membros da Reitoria da mesma, que já dura mais de um mês, está longe de um término. Desta vez, a problemática foi parar nas mãos da Justiça, que por sua vez, convocou a universidade para uma audiência pública, a ser realizada no dia 14 de maio, às 14h40, na sede do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) em Campos, a fim de esclarecer um suposto desrespeito da instituição ao Plano de Cargos e Vencimentos (PCV) dos funcionários, estabelecido na Lei Estadual 4.800/06. A ação foi movida pelo promotor de Justiça de Tutela Coletiva, Marcelo Lessa.

De acordo com o inquérito civil público, n° 208/13 (MPRJ 2013. 01011146), a Uenf criou um adicional de Dedicação Exclusiva (DE) somente para os professores efetivados da instituição, bem como aprovou reajustes significativos para funcionários de nível médio, fundamental e elementar, excluindo os profissionais de nível superior e professores.

A equipe do Site Ururau procurou a Reitoria da Uenf, que por sua vez, disse que o documento oriundo do Ministério Público dá a entender que não houve uma solicitação de aumento para professores e para técnicos de nível superior da instituição, o que segundo ela não é verdade.

“Quando uma instituição pede apenas um determinado aumento para um corpo de funcionários, o chamado aumento linear fica claro que é uma reposição de perdas inflacionárias. Só que no caso da Uenf, além do aumento linear que foi pedido para todos, e o mesmo difere da denúncia, houve uma solicitação de aumento de mais ou menos 32,7% que são as reposições das perdas salariais, desde o último aumento calculado pelo GPM. Então há esse pedido de reposição para todos, e, além disso, que em minha opinião é o que está ocasionando toda essa confusão, é que você tem mais duas pautas: uma é a Dedicação Exclusiva que foi implementada na Uerj, sendo que a universidade não tinha professores nesse regime, e a Uenf tinha, mas os docentes não recebiam o adicional”, explicou o professor de Aquicultura e chefe de gabinete da Reitoria da instituição, Manuel Vazquez.

Manuel disse que o documento faz menção a uma interpretação da pauta salarial da universidade, que, segundo ele, é um pouco complexa, e que talvez, em função de serem diversas demandas, e não apenas um novo valor de salário, teria criado um pouco dessa confusão.

Ainda de acordo com ele, todos os quatro grupos de docentes (elementar, fundamental, médio e técnico de nível superior) e servidores da Uenf, se enquadram em uma ou mais de uma reivindicação, não tendo nenhum grupo excluído.

“A gente até entende que as pessoas acham que estão sendo deixadas de lado, como alguns vêm colocando. Mas, isso está acontecendo porque esses 32,7% (solicitação de aumento dada aos servidores da Uenf) é menos do que o Sindicato está pedindo, reajuste esse que está na casa dos 86% ou 87%. Mais não existe um servidor que não tenha tido seu pleito aprovado em reunião”, afirmou Vazquez informando que a reitoria trabalha com um índice que vem sendo acumulado desde o último aumento. Enquanto que os sindicatos trabalham com um índice que gera um valor maior, índice esse que vem desde a criação da Uenf.

Vazquez explicou que os professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) que tem DE irão receber, assim que for totalmente implementada em janeiro de 2015 que é o prazo final para a implementação, em torno de 35% ou 37% a mais do que os da Uenf, que atualmente estão recebendo aproximadamente 18% a mais.

Ainda de acordo com ele, a Uenf teria aprovado no Conselho Universitário uma solicitação de inclusão de pauta para essas negociações salariais com o governo do adicional de DE no mesmo percentual que foi dado a Uerj, que é de 65%.

“No momento em que foi aprovado o salário da Uenf estava em torno de 18% a 20% dependendo da tabela, e com os 65% até ultrapassaria o da Uerj. Além disso, foi pedido também essa reposição de perdas e o corpo técnico administrativo dos servidores não docentes da Uenf questionavam a relação entre os valores, principalmente os finais das quatro categorias: elementar, fundamental, médio e técnico de nível superior. O que se adotou foi um termo interno, onde pudemos perceber que a tabela tinha uma distorção, ou seja, as distâncias entre o máximo de que cada uma dessas categorias poderiam chegar no seu Plano de Cargos e Valores. Dessa forma, percebemos que elas não tinham uma distância considerada adequada, e isso implicava em um aumento escalonado. Então eu acho que houve certa confusão porque o que ocorre é isso, a DE sendo exclusivamente para os docentes, a distorção gerando um aumento para o elementar, fundamental e médio e a reposição de perdas salariais (32,7%) abraçando todos os profissionais”, enfatizou o chefe de gabinete.

A equipe de reportagem tentou um contato com o promotor Marcelo Lessa, mas foi informada que o mesmo estava em audiência.

GREVE
Insatisfeitos com o não acordo com o Governo, servidores da Uenf vem realizando uma série de atos e manifestações em prol de suas reivindicações. Confira os links do movimento dos docentes desde o início da greve, em 13 de março deste ano.

Grevistas da Uenf bloqueiam novamente entradas da universidade

Docentes e alunos da Uenf e servidores da Fenorte protestam na BR-101

Grevistas da Fenorte, Aduenf e Sintuperj realizam passeata em Campos

Grevistas bloqueiam entradas da Uenf e pedem diálogo com o Estado

Grevistas da Uenf vão se reunir com Comissão de Educação da Alerj

Em assembleia, docentes da Uenf decretam greve por tempo indeterminado

 

FONTE: http://ururau.com.br/cidades44069_Reitoria-da-Uenf-%C3%A9-convocada-pelo-MPE-para-uma-audi%C3%AAncia-p%C3%BAblica

No dia do trabalhador, o direito de greve mais uma vez é transformado em caso de polícia

Eu venho acompanhando de forma tangencial a atual greve dos rodoviários em Campos dos Goytacazes cujas reivindicações me parecem tão básicas que não deveria nem estar sendo motores de uma greve. Agora veio a intervenção do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) de intervir com a ajuda da Polícia Militar para que os 30% mínimos de veículos sejam colocados na rua por profissionais cuja habilitação e capacidade para fazê-lo é, no mínimo, questionável.

Essa situação me parece peculiar, pois não entendo poro que o MPRJ já não interveio a mais tempo nas diferentes facetas que expõe o caos quase completo que a população pobre dessa cidade é obrigada a viver imersa todos os dias. E aqui não falo apenas da falta de ação objetiva da PMCG e do órgão teoricamente responsável por garantir um mínimo de qualidade nos serviços, o tal Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), mas também das condições terríveis de trabalho a que são submetidos muitos profissionais que hoje se colocam em greve. Para quem já teve a oportunidade de adentrar um desses veículos caquéticos que circulam pela  cidade verá trabalhadores à beira da exaustão, quase sempre irritados em função da condição em que precisam trabalhar todos os dias.

E a tal famigerada política da passagem a R$ 1,00. Por que até hoje não tivemos uma auditoria externa para verificar se os números declarados de repasse às empresas coincide com a realidade? E por que até hoje e R$ 150 milhões depois, a população de Campos ainda é submetida a esse tipo de transporte público?

Os defensores do grupo político do deputado Anthony Garotinho poderão dizer que os donos das empresas é que estão bloqueando a licitação que poderia colocar um pouco de ordem e qualidade nos serviços prestados à população. Mas esse argumento não resolve a questão de porque até hoje não viu a mesma urgência aplicada na tomada de parte da frota que volta circular, sem que se saiba quem garantir, por exemplo, a limpeza e a manutenção dos veículos se a greve durar mais tempo.

Finalmente, só posso lamentar que em pleno Dia do Trabalhador, uma greve seja tratada como caso de polícia.

Rodoviários12-RS

Presidente da ADUENF faz pronunciamento sobre a greve dos professores da UENF

IMG_9939

Em greve desde o dia 12/03, os professores da UENF esperam com paciência e múltiplas atividades que o (des) governo liderado por Luiz Fernando Pezão saia de sua indiferença olímpica e envie logo o projeto de lei para corrigir os salários praticados na instituição, e que hoje alcançaram o lamentável posto de piores do Brasil.

Abaixo posto vídeo produzido pela Associação de Docentes da UENF para explicar as razões do movimento de greve.