Alguém avise o (des) governador Pezão que os estudantes da UENF também estão em greve

Em sua entrevista no Programa Panorama Continental e que foi ao ar nesta segunda-feira (28/04), o (des) governador Luiz Fernando Pezão exigiu o fim da greve dos professores para negociar a solução das pendências salariais que ele prometeu resolver em Setembro de 2013 dizendo que esta prejudica os estudantes.

Pois bem, um assessor menos desavisado deveria informar ao (des) governador Pezão que os estudantes também estão em greve por uma pauta que inclui a abertura do restaurante universitário, o aumento do valor do auxílio-cotista e a criação de um auxílio-moradia que permite principalmente aos estudantes pobres a permanecerem na UENF, em vez de abandoná-la por falta de condições econômicas de estudar.

E se o (des) governador Pezão não quiser acreditar no que eu escrevo, posto abaixo vídeo produzido pelo Diretório Central dos Estudantes da UENF para explicar os motivos da greve dos estudantes.

 

Professores da UENF e o Primeiro de Maio: Pezão, deixa a gente trabalhar!

Após 46 dias de greve e se aproximando das celebrações do Dia do Trabalhador, os professores da UENF decidiram comemorar com humor o contínuo descaso a que estão sendo submetidos pelo (des) governo do Rio de Janeiro, agora (des) comandado pelo impoluto Luiz Fernando Pezão. 

O que mais me impressiona (será que deveria?) é ver a cara-de-pau com que o (des) governador Pezão vem a público na entrevista concedida no Programa Panorama Continental condicionar a realização de uma audiência com o reitor da UENF ao fim da greve geral que hoje paralisa as atividades na instituição. Algum assessor menos desavisado deveria lembrar ao Sr. Pezão que já no longínquo mês de setembro de 2013, ele se comprometeu com uma delegação da ADUENF a resolver os problemas afligindo os professores em sete dias. Assim, sete meses depois vir com a mesma ladainha de sempre é, no mínimo, um completo descaso.

É por esse tipo de postura inconsequente do (des) governo do Rio de Janeiro que os professores da UENF estarão celebrando o Primeiro de Maio com o lema “Pezão, deixa a gente trabalhar”!

Eu acrescentaria: Pezão, você precisa começar a trabalhar mais, e fazer menos campanha eleitoral!

(Des) governador Pezão falará hoje sobre a greve na UENF na Rádio Continental de Campos

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Recebi a informação de que o (des) governador Luiz Fernando Pezão será entrevistado nesta segunda-feira no programa Panorama Continental que é transmitido pela Rádio Continental de Campos, e que ele será perguntado sobre a greve na UENF!

Para acessar  o site online da Rádio Continental de Campos basta ir para o endereço http://www.radiocontinentalam.com.br/.

Ah! O programa que vai ao ar a partir das 10 horas recebe perguntas para o entrevistado ao vivo!

Eu particularmente espero que quando perguntado, o Sr. Pezão não esqueça que foi comunicado dos problemas salariais da UENF numa reunião realizada em setembro de 2013, quando se coomprometeu a oferecer uma solução após o transcurso de 7 dias. Sete meses depois, a greve continua sem perspectivas de solução.

E então Pezão, vai ajoelhar?

Greve dos rodoviários só expõe a péssima qualidade do transporte público em Campos

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A greve dos rodoviários que está ocorrendo na cidade de Campos dos Goytacazes tem um mérito inquestionável que é o de mostrar a ruindade dos serviços que são prestados pela maioria ( se não pela totalidade das empresas que operam no município). Um desavisado que chegasse na cidade no meio da semana passada que se encontrasse com outro chegado no dia de hoje não poderia contar grande diferença, pois a ausência de hoje é quase a mesma de todos os dias. 

Essa situação me é exposta frequentemente por uma pessoa que trabalha comigo e precisa vir sair de Travessão de Campos logo cedo. Segundo o que já me foi dito de forma repetida, a situação do transporte piorou muito depois da instalação da dita política da passagem a R$ 1,00, pois a frequência teria, contraditoriamente, diminuído. Isto tem obrigado a que muitas pessoas usem formas irregulares de transporte. Eu mesmo já mostrei aqui a existência de uma “fila da bandalha” que opera no centro da cidade todos os dias, sem que nenhum fiscal da PMCG se dê ao trabalho de ir verificar o que aquilo. Deve ser porque todo mundo já sabe do que se trata.

Enfim, acho muito estranho que a PMCG seja tão célere para questionar na justiça o direito de greve dos rodoviários e faça tão pouco para impor um padrão mínimo de qualidade ao transporte público numa cidade que não para de crescer. 

Imerso em problemas, Pezão ignora greve na UENF

A greve iniciada pelos professores da UENF em 12 de março continua sem qualquer perspectiva de solução por parte do novo (velho) governo do Rio de Janeiro. Essa é uma situação curiosa, pois em todos os contatos que são feitos na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, seja na base do governo ou na oposição, a crise salarial existente na UENF é vista como de solução pacífica, faltando apenas que o executivo envie o projeto de lei.

Mas passados mais de 40 dias desde o início da greve geral que engloba todos os setores da UENF, não há nem sinal de que uma proposta está para ser enviada, o que prolonga a greve de forma quase inercial.

Essa postura do (des) governo estadual acaba contribuindo para um esgarçamento de relações e deixa a reitoria da UENF numa posição de “sitting duck”, o que em bom português significa dizer que os dirigentes institucionais, visto como impotentes e incompetentes, amargam boa parte d desgaste causado pela falta de soluções. Mas quem é quem mandou que os dirigentes institucionais se comportassem como agentes do (des) governo estadual? Estão colhendo apenas os frutos amargos de sua própria política de subserviência ao executivo estadual!

Agora no que interessa aos sindicatos, a disposição para manter a greve continua firme e forte. Tanto isto é verdade que hoje o campus da UENF foi novamente lacrado pela manhã, deixando o campus literalmente vazio. Se isso não simboliza o descaso de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão com o destino das universidades estaduais, eu não sei que simbolizaria.

Depois os apoiadores do (des) governo estadual não me venham dizer que essa é uma greve eleitoreira, ou se sintam perseguidos se Pezão tiver que assistir de longe candidatos como Lindbergh Farias e Anthony Garotinho sendo recebidos para apresentarem seus programas de governo para a comunidade da UENF. 

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Site Quotidiano informa: atraso de pagamento de salários pode causar novo fechamento do Porto do Açu

Funcionários da Emtep Engenharia ameaçam fechar entrada do Porto do Açu

Trabalhadores estão com salários atrasados há dois meses e a empresa está se negando a pagar a rescisão. Os funcionários estão de aviso prévio até o dia 27 de abril.

Por Bruno Costa/bruno.costa@quotidiano.com.br
Uma nova mobilização de funcionários ligados às obras do Porto do Açu pode estar a caminho. Os funcionários da Emtep Engenharia, empresa contratada pela TMSA – que por sua vez é terceirizada da Anglo American/LLX Minas-Rio – para pintura industrial das estruturas das correias transportadoras que levarão o minério até os navios, pretendem fazer um protesto semana que vem na entrada do Porto.

Segundo funcionários, houve o rompimento do contrato devido ao baixo valor oferecido pela Anglo American pelos serviços prestados e os mesmos estão com salários atrasados há dois meses e a empresa está se negando a pagar a rescisão. Os trabalhadores estão de aviso prévio até o dia 27 de abril.

No início deste mês, funcionários da empresa de segurança Angel’s Vigilantes, contratada pela Anglo American, fecharam a entrada do Porto do Açu. Na ocasião, a questão também envolvia a recusa do pagamento dos direitos trabalhistas e uma reunião foi marcada no Sindicato dos Vigilantes onde um acordo foi firmado entre as partes. Para recebimento do valor devido, havia o precedente de os funcionários assinarem um documento abrindo mão das horas ‘in itinere’ e do horário de refeição.

A possível mobilização dos funcionários da Emtep Engenharia chega junto à reportagem do jornal mineiro ‘O tempo’ que também traz denúncias contra a Anglo American e empresas terceirizadas no que tange também aspectos trabalhistas. Segundo o jornal, entre julho e outubro do ano passado, um mecânico montador, contratado para as obras de implantação do projeto Minas-Rio, que inclui o maior mineroduto do mundo, ligando Conceição do Mato Dentro, região Central de Minas Gerais, a São João da Barra, trabalhou durante 88 dias seguidos, sem um dia sequer de descanso. Em 1º de agosto de 2013, um motorista que trabalhava na mesma obra começou sua jornada às 6 horas e só encerrou o expediente 20 horas depois, às 2 horas do dia seguinte. Quatro horas depois, novamente às 6 horas, já estava no batente de novo.

As denúncias levaram o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a autuar a Anglo American, responsável pelo projeto do mineroduto, e mais três empresas que prestavam serviços para ela de forma terceirizada – Milplan, Enesa e Construtora Modelo – por trabalho análogo à escravidão. As histórias relatadas acima foram contadas por algumas das 185 vítimas, que eram submetidas a jornadas de até 200 horas extras por mês durante até cinco meses. As empresas vão contestar a autuação do Ministério do Trabalho e Emprego.

A equipe de reportagem do Quotidiano está buscando contato com as empresas envolvidas no caso da Emtep Engenharia.

FONTE: http://www.quotidiano.com.br/noticia-925/funcionarios-da-emtep-engenharia-ameacam-fechar-entrada-do-porto-do-acu

Metalúrgicos do estaleiro BRASA recebem solidariedade ao seu movimento de greve

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Os trabalhadores do Estaleiro BRASA estão em greve desde o dia 15 de abril. O estaleiro que é responsável pela construção da “Plataforma Cidade de Ilha Bela”, um contrato de R$ 2 bilhões com a PETROBRÁS, demitiu 14 trabalhadores membros da CIPA, todos com estabilidade legal, dos quais 4 fazem parte da Comissão de Fábrica, eleitos através de abaixo-assinado com mais de 2.100 assinaturas. A crescente mobilização dos trabalhadores metalúrgicos da cidade, através da constituição de legítimas Comissões de Fábrica, é uma conseqüência direta da omissão e traição da direção sindical que tem conseguido através de sucessivas manobras se manter no controle do Sindicato desde 2008, adiando já por mais de 3 anos as eleições.

Tal situação conta com a omissão do Ministério Público do Trabalho e da própria Justiça do Trabalho que, apesar das inúmeras denúncias, ignora as sucessivas traições deste sindicato aos mais caros interesses dos trabalhadores. Contra as atitudes da direção sindical que, a revelia dos trabalhadores, negocia o parcelamento de pagamentos de direitos como a PLR – Participação nos Lucros e Resultados é que a massa metalúrgica se rebela, seguindo o exemplo dos bravos garis da COMLURB que, contra a direção sindical pelega e o próprio prefeito do Rio, obtiveram conquistas históricas para sua categoria, transformando-se em exemplo de luta para todos os trabalhadores do estado e do país.

Veja abaixo manifestação do vereador Paulo Eduardo do Psol de Niterói.

 

Estudantes trocam nome do prédio da reitoria da UENF

Para quem achava que o longo feriado havia acalmado os ânimos dos estudantes que se encontram acampados no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) para exigir, entre outras coisas, a criação de um auxílio-moradia, se enganou redondamente. Para quem passa pelo acampamento estudantil nesta manhã de 5a. feira o que fica evidente é que a disposição de luta continua firme, o que fica ainda mais evidente pelo número de barracas que continua crescendo.

De quebra, os estudantes rebatizaram o prédio da reitoria da UENF para “ocupação estudantil” como mostra a imagem abaixo. Pensando bem, nada mais justo. Agora vamos ver o que faz a reitoria, sempre tão ausente e omissa quando se trata de atacar os problemas reais que existem no campus Leonel Brizola.

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FENORTE: Nahim saiu, mas os problemas ficaram

Estive hoje com os servidores em greve da FENORTE e ouvi deles um relato de que nada mudou após a saída de Nelson Nahim do cargo de presidente desta fundação. O interessante é que o substituto de Nahim, Amaro Luís, vem seguindo o mesmo padrão de omissão de seu ex-chefe e padrinho político frente a uma grave crise que coloca em xeque a própria existência da FENORTE.

É que amargando salários congelados desde 2006 e uma imensa falta de projetos que resulta na mais completa ociosidade, os servidores da FENORTE com justeza querem partir para a UENF. E não é a só a esperança de melhores salários que embala essa disposição, mas também a expectativa de que poderiam finalmente ter coisas úteis para fazer enquanto servidores públicos concursados que são.

Outro elemento que cria dificuldades é a estranha dotação de R$ 4,8 milhões que foi adicionada no orçamento da FENORTE sem que haja qualquer projeto que dê sustentação clara ao uso transparente deste dinheiro.

Finalmente, existe servidor que continua esperando que o deputado Roberto Henriques cumpra a sua palavra de ser um interlocutor das corretas demandas que estão sendo apresentadas pelo movimento de greve. Mas pelo jeito, o deputado Henriques anda muito ocupado para se ocupar dos problemas da FENORTE, em que pese lá estarem oito de seus apadrinhados políticos ocupando cargos comissionados.

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Estudantes em greve sintetizam significado do (des) governo do Rio de Janeiro em uma frase

Uma das razões pelas quais o projeto educacional de Darcy Ribeiro certamente desperta antipatia é o seu objetivo de gerar profissionais com uma consciência cidadã. Esse era o mote que embalou a criação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF ), e continua sendo vivenciado todos os dias dentro do campus Leonel Brizola.

Agora com a greve unificada de professores, servidores e estudantes que demandam diferentes pautas do (des) governo do Rio de Janeiro, um cartaz postado no acampamento montado pelos estudantes na entrada da reitoria da UENF deverá aumentar ainda mais o desprazer nos atuais ocupantes do Palácio Guanabara em relação da capacidade de síntese que eles se mostraram capazes de fazer.

É do cartaz abaixo que eu estou falando!

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