Porto do Açu: um berço de violações dos direitos dos trabalhores

Apesar de toda a propaganda de que o Porto do Açu agora “vai decolar e deixar o passado de problemas para trás”, a realidade acaba se mostrando bem diferente como bem mostra a matéria abaixo do jornalista Bruno Costa do site jornalístico “Quotidiano”.  Agora mais uma categoria em revolta por falta do cumprimento de seus direitos trabalhistas é a dos vigilantes privados que prestam segurança que trancaram a entrada do Porto do Açu.

Do jeito que vai outros “trancaços” vão acabar ocorrendo, e não seria surpresa se os calendários de cumprimento das obras atrasarem ainda mais. É o que dá manter o padrão de desrespeito aos direits básicos dos trabalhadores.

Eike Batista pode ter até saído da cena principal. Mas o “modus operandi” de suas empresas parece mesmo fincado pé no Açu.

 

Manifestação de vigilantes fecha entrada do Porto do Açu

Desta vez a categoria é de segurança da empresa Angel’s Vigilantes. Funcionários reivindicam direitos já que a empresa perdeu a licitação para continuidade dos serviços.

Bruno Costa,  bruno.costa@quotidiano.com.br
 

Mais uma mobilização de funcionários de empresas terceirizadas aconteceu na manhã desta quinta-feira (10) na entrada do Porto do Açu. Desta vez a categoria é de segurança da empresa Angel’s Vigilantes.

Segundo informações, a empresa perdeu a licitação para continuidade dos serviços e se recusa a pagar os direitos trabalhistas dos funcionários da região. Um dos relatos de funcionário diz: “Fomos ao Rio de Janeiro, na sede da empresa, e fomos maltratados. Queríamos receber o último pagamento e nos deram dez reais para alimentação e a passagem de ida, recolheram os crachás e nos mandaram de volta sem sequer pagar a passagem de volta”, acrescentando que as pessoas passaram mal com tamanha demora no atendimento. “Eles se recusam a fazer até mesmo acordo”, finaliza indignado. 

Estamos buscando contato com a empresa Angel’s Vigilantes.

FONTE: http://www.quotidiano.com.br/noticia-865/manifestacao-de-vigilantes-fecha-entrada-do-porto-do-acu

Manifestação unificada da greve UENF e FENORTE agita região central de Campos dos Goytacazes

Esta manhã de 4a .feira foi palco de uma grande manifestação que saiu do campus Leonel Brizola e percorreu toda a extensão da Avenida Alberto Lamego e chegou ainda até a Praça São Salvador que fica no coração da região central da cidade de Campos ds Goytacazes. Nesta que foi a maior manifestação política de rua em mais de uma década na cidade, membros das comunidades da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e da Fundação Estadual do Norte Fluminense (FENORTE).

Ao longo da passeata foram distribuídos materiais informativos sobre as demandas à população que, mais uma vez, respondeu de maneira positiva à manifestação dos grevistas. Esse tipo de resposta positiva é que deverá incomodar bastante os (des) secretários de governo e o próprio novo (des) governador Luis Fernando Pezão. É que está ficando cada vez mais público e notório o descaso com que a UENF e a FENORTE foram tratadas nos últimos 7 anos pela dupla de (des) governantes Cabral/Pezão.

Assim, quanto mais cedo o (des) governo do rio de Janeiro sair de sua posição de intransigência menor será o custo político e eleitoral que terá de pagar. Afinal, agora que a blindagem dada pela mídia corporativa está enfraquecida, Pezão terá que abrir a mão para os servidores, nem que não seja na proporção que Sérgio Cabral abriu para as grandes corporações e empreiteiras.

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JORNAL O DIA repercute ocupação da reitoria da UENF pelos estudantes

Alunos ocupam reitoria da Uenf

Universitários, técnicos administrativos e docentes da instituição estão em greve desde março. Estudante faz greve de fome

O DIA

Rio – Cerca de 20 alunos em paralisação desde o dia 17 de março ocuparam a reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), em Campos dos Goytacazes, Norte do Estado, na manhã desta terça-feira. Foi colocada uma mesa em frente à entrada para impedir o acesso ao local, por volta das 7h. Entre as principais reivindicações está o funcionamento imediato do restaurante universitário e o aumento de 75% das bolsas de assistência estudantil e auxílio aos cotistas, ambos de R$ 300, atingindo o valor de R$ 525. Eles também pede a criação de moradia estudantil.

De acordo com Braullio Fontes, diretor geral do DCE Apolônio de Carvalho, várias reuniões entre Uenf e governo foram realizadas, mas os estudantes não foram convidados a participar de nenhuma delas. “Falta diálogo por parte do governo. Queremos uma solução definitiva para os nossos problemas”. Um aluno do curso de Agronomia, identificado como Luiz Alberto Araújo da Silva, iniciou na tarde de ontem uma greve de fome em apoio ao protesto e divulgou uma carta-manifesto. 

Alunos ocuparam reitoria da Uenf, em Campos

Foto:  Antonio Guzzo / Whatsapp O DIA

A reitoria da universidade reconheceu a legitimidade das reivindicações dos alunos e disse que trabalha para cumprí-las, mas depende de todos os trâmites legais para dar início ao funcionamento do Restaurante Universitário. Já foram iniciados os trabalhos referentes ao processo licitatório para a compra de equipamentos e utensílios para o restaurante.

A Uenf também disse que analisa internamente, junto à nossa Diretoria Geral Administrativa, a viabilidade do reajuste das bolsas. Segundo a universidade, havendo viabilidade financeira, a proposta será submetida aos colegiados competentes. A questão do auxílio moradia já é um tema de discussão interna dentro da UENF e a Reitoria tem tentado buscar alternativas para implementá-lo, disse a nota.

Alunos apoioam greve de técnicos e professores 

Aluno do curso de Agronomia da Uenf faz greve de fome

Foto:  Leitor WhatsApp O DIA

Braullio disse que os alunos estão juntos em apoio à greve dos técnicos administrativos e docentes da Uenf e servidores da Fenorte, que estão em greve desde os dias 20, 13 e 17 de março, respectivamente. Os estudantes apoiam as reivindicações das categorias. 

Está prevista para amanhã uma manifestação envolvendo as três frentes, saindo do campus da Uenf em direção ao Centro de Campos. Os servidores pedem revisão do Plano de Cargos e Vencimentos. Já os docentes pedem  

Os servidores da Fenorte (Fundação Estadual do Norte Fluminense) reivindicam a transferência do quadro de funcionários para a Universidade do Norte Fluminense (Uenf). O servidor Antonio Guzzo pede a transferência para que possam trabalhar e criticou o desperdício de dinheiro em salários e encargos para funcionários sem função. “O reitor da Uenf já solicitou nossa transferência, no entanto, até o momento, sem apoio do governo”, disse.

Em nota, o governo do Estado disse que está dialogando constantemente com representantes de todas as categorias envolvidas, apesar dos alunos dizerem o contrário. Quanto as reivindicações dos servidores, a secretaria estadual de Ciência e Tecnologia disse que a concessão de reajustes e outros benefícios está condicionada ao fim imediato da greve e ao retorno à normalidade das atividades administrativas e acadêmicas. A secretaria aponta a paralisação como inoportuna.

FONTE: http://odia.ig.com.br/noticia/educacao/2014-04-08/alunos-ocupam-reitoria-da-uenf.html

Estudantes continuam lacrando entrada e impedem realização de reunião na reitoria da UENF

O processo de lacramento da entrada da reitoria da UENF continua e com mais estudantes, servidores e professores chegando para dar apoio à manifestação. Uma primeira consequência desta ação dos estudantes foi a suspensão, ao menos temporária, da reunião semanal do Colegiado Executivo que, apesar de levar esse nome, é apenas um braço executivo da reitoria da UENF e que vem concentrando poderes excepcionais na gestão da instituição.

Abaixo mais imagens da situação formada pelos estudantes na entrada da reitoria da UENF nesta manhã de 3a. feira (08/04).

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Cansados da falta de respostas para suas demandas, estudantes lacram entrada da reitoria da UENF

Após verem suas demandas serem arrancadas da porta de entrada da reitoria, um grupo de estudantes lacrou esta manhã o acesso às dependências ocupadas pela administração da UENF. Os estudantes estão mobilizados por demandas como abertura imediata do restaurante universitário (bandejão), aumento do valor das bolsas acadêmicas e concessão de auxílio-moradia. Estas demandas são de conhecimento antigo da reitoria, mas até hoje permanecem sem solução ou, sequer, qualquer perspectiva de algo será feito para melhorar a situação da assistência estudantil. Há que se lembrar que os estudantes também pedem mais transparência no uso dos recursos enviados pelo Ministério de Educação e Cultura através do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAEST).

Entre os estudantes lacrando a porta de entrada está Luiz Alberto Araujo da Silva, do curso de Agronomia, que se encontra em greve de fome para protestar contra a falta de atendimento das demandas estudantis.

Abaixo imagens da porta de entrada da reitoria da UENF, onde os estudantes já foram abordados pelo vice-reitor Edson Correa da Silva que chegou para trabalhar e se viu surpreendido pela manifestação estudantil.

Mais informações sobre essa situação ao longo do dia de hoje.

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Nota pela reitoria da UENF tem um só propósito: desinformar e criar confusão

 

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Silvério Freitas, reitor da UENF, e o (des) governador Luiz Fernando Pezão. Esta proximidade é que explica as ações da reitoria da UENF para desinformar e criar confusão sobre o real andamento das negociações para encerrar a greve geral que ocorre na instituição.

A reitoria da UENF lançou no final da tarde de 6a. feira uma nota intitulada “Reajuste de docentes e técnicos será enviado em maio à Alerj” (Aqui!) cujo conteúdo é tão dispare da nota lançada pela associação de docentes em seu blog  (Aqui!) que mais parece que aconteceram duas reuniões com os mesmos personagens, só que com enredos e finais completamente opostos.  

Essa aparente dissincronia se explica menos por problemas auditivos, mas mais pelo claro empenho da reitoria da UENF em cumprir o triste papel de interventora do (des) governo do Rio de Janeiro dentro da UENF.  Até agora a principal derrotada pela greve,  a reitoria da UENF continua no seu firme propósito de impedir ganhos substanciais por parte do movimento unificado que reúne os três segmentos da comunidade universitária. É que qualquer vitória substancial servirá para aumentar ainda mais o descrédito em que a gestão do reitor Silvério Freitas está imersa.

Assim ao em vez de se unir com a comunidade que o elegeu, Silvério e sua equipe se comportam como interventores dentro da UENF. Enquanto isso, questões básicas como a reposição das perdas salariais de servidores e professores, abertura do bandejão e elevação dos valores das bolsas acadêmicas continuam sem qualquer solução. 

Deste modo, o lançamento de uma nota que desinforma e serve apenas para criar confusão é apenas a repetição de um padrão que está estabelecido dentro da reitoria da UENF desde que lá adentrou o grupo que controlou as últimas três gestões.   Por isso é tão importante que se tenha conseguido avançar no processo de superação das divisões que foram propositalmente criadas para desunir professores, servidores e estudantes.  

Agora, se a intenção de emitir esta nota era enfraquecer o movimento de greve, o clima dentro do campus Leonel Brizola nesta segunda-feira (07/04) já mostrou que esta finalidade não foi alcançada, e a greve continua firme e forte. E mais do que isso, com todos os segmentos se preparando para novas atividades de natureza unificada para pressionar o (des) governador Luis Fernando, o Pezão.

Reitoria da UENF age com velocidade inédita… só que foi para calar as demandas estudantis

A reitoria da UENF não é exatamente um primor de velocidade quando se trata de resolver problemas básicos que afetam o funcionamento da instituição. Aliás, uma das causas da atual greve é a velocidade de cágado com que a reitoria encaminhou suas tratativas com o (des) governo do Rio de Janeiro. Tanto isso é verdade é que foi só apenas após a deflagração da greve que os representantes do (des) governo Pezão (ex-Cabral) começaram a se mexer.

Agora, num gesto de velocidade inédita para quase 3 anos de profunda letargia, a reitoria da UENF agiu em velocidade digna do personagem “Flash” para arrancar as demandas estudantis que estavam afixadas na sua porta de entrada (basta comparar as duas imagens abaixo).

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Mas até ai nenhuma novidade nessa prática autoritária. É que sempre age de acordo com os interesses do (des) governo do Rio ode Janeiro não iria aceitar esse tipo de questionamento na sua porta de entrada. O problema é que a partir desta ação, a reitoria da UENF deveria se preparar para a reação dos estudantes. Mas tem gente que nunca entende que negociar e aceitar demandas é sempre preferível à reprimir e ignorar. A ver!

Estudantes em greve levam suas reivindicações literalmente às portas da reitoria da UENF

O movimento estudantil da UENF vem mantendo um perfil de atividade alta desde que foi decretada a greve dos estudantes. Agora num gesto de cobrança explícita, os estudantes “empastelaram” a porta de entrada da reitoria com suas múltiplas demandas. Uma das delas é a exigência de abertura imediata do bandejão cuja obra foi iniciada em novembro de 2008. Além disso, os estudantes cobram maior transparência na aplicação dos recursos enviados pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC) através do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAEST).

Essa ação dos estudantes demonstra que na greve em curso na UENF, a qual abarca todos os três segmentos da comunidade universitária, o (des) governo do Rio de Janeiro, agora liderado por Luiz Fernando Pezão, não poderá repetir a ladainha de que a greve prejudica os estudantes. Agora está claro que quem prejudica os estudantes é, no plano externo, a política de asfixia financeira e salarial que foi executada pelo ex-(des) governador Sérgio Cabral. Já no plano interno, os estudantes parecem ter identificado bem onde o problema está localizado.

Agora vamos ver como se comporta a reitoria da UENF, normalmente avessa a qualquer tipo de cobrança sobre sua inação e ineficácia para resolver problemas básicas que ocorrem cotidianamente dentro da instituição criada por Darcy Ribeiro.

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Protesto contra descaso do (des) governo do Rio de Janeiro fecha acessos ao campus da UENF

Uma cena que raramente visto em qualquer universidade do mundo ocorreu hoje no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense em Campos dos Goytacazes. É que cansados do descaso e intransigência do (des) governo comandado até ontem por Sérgio Cabral, membros de todos os segmentos da comunidade universitária lacraram hoje todas as entradas, impedindo o acesso ao seu interior.

Essa situação decorre do lento, porém consistente, processo de sucateamento a que a UENF vem sofrendo ao longo dos últimos 7 anos, e que culmina numa situação de penúria salarial, inexistência de políticas para assistência estudantil e encurtamento orçamentário. Todas essas variáveis somadas é que explicam porque uma medida tão dramática foi tomada, ainda que de forma ordeira e pacífica.

O aspecto mais importante desse evento foi a retomada de uma ação unificada por todos os três segmentos, o que revela que todas as tentativas realizadas para desunir e impedir a ação unificada de professores, servidores e estudantes. A principal demonstração disso foi a reunião de todos os comandos de greve que ocorreu na sede da ADUENF logo após o encerramento do trancamento do campus.

Agora é importante que os representantes do novo/velho (des) governo estadual saibam que não haverá diálogo e retomada da normalidade dentro da UENF com a repetição das chantagens e humilhações que foram a marca do mandato do ex-(des) governador Sérgio Cabral. Assim, quanto antes aparecem negociadores com autoridade e disposição para resolver as diversas pautas existentes, menor será a sangria a que o novo (des) governador Luiz Fernando Pezão sofrerá com a manutenção da greve geral que ocorre atualmente na UENF.

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(Des) governo Cabral é dobrado pela força da greve da UENF e aceita começar processo de negociação

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Qualquer servidor público fluminense que já teve que ir à luta em busca de melhores salários sabe que o (des) governo comandado pela dupla Sérgio Cabral/Luiz Fernando Pezão além de ter arrochado salários ao extremo, não tem muita disposição para dialogar. Pior ainda é quando uma determinada categoria decide entrar em greve. Além das experiências de repressão explícita com nos casos de bombeiros e professores, a máxima desse (des) governo é “só negocio se sairem de greve”. E o pior, como bem sabem os professores da UENF, sair de greve é normalmente a dica para mais desrespeito e procrastinação por parte de Cabral e seus (des) secretários. Aliás, esse (des) governo só é rápido mesmo quando se trata de atender as demandas de grandes grupos econômicos. Ai Sérgio Cabral e Pezão são só amor.

Pois bem, após 21 dias de uma greve que reúne todos os segmentos da comunidade universitária da UENF e que já ganhou repercussão nacional, o (des) secretário estadual de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy Pereira, está tendo que descer do seu altar de intransigência e se reunir com o comando de greve dos professores para retomar um processo de negociação que já foi suspenso duas vezes, após a aceitação da chantagem “ou sai de greve ou não negociamos”.  A questão é que dessa vez, os professores não estão dispostos a esta demanda que só implicou na necessidade de fazer novas greves. 

De toda forma, essa reunião que deverá ocorrer nesta 5a. feira (03/04) já é uma primeira vitória do movimento de greve. Afinal, a reunião acontecerá com os professores dos dois campi da UENF (Campos e Macaé) firmemente em greve, mas também nas ruas realizando atividades políticas que servem não apenas para expor a miséria salarial que foi criada pelo (des) governo Cabral, mas principalmente para renovar um diálogo sempre necessário com a população que é a principal interessada na existência de uma universidade pública, gratuita e de qualidade.

E é bom que o (des) governo do Rio de Janeiro saiba que dessa vez não serão ameaças vãs que vão acabar com a esta greve. Esta vai ser a hora de negociar uma solução duradoura para a UENF. Ou é isso ou a greve vai continuar.