Salários atrasados deixam UENF sem serviços de limpeza e segurança

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O retorno do feriadão na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) está sendo marcado pela paralisação dos serviços de seus trabalhadores terceirizados por uma prosaica, mas importantíssima, razão: a falta do pagamento dos salários relativos ao mês de setembro.

Essa situação que já vem se arrastando ao longo dos últimos anos na Uenf também se repete na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e também em universidades federais como a UFRJ. Além de mostrar um desrespeito inaceitável aos direitos básicos de milhares de trabalhadores terceirizados (que por isso já têm seus direitos precarizados), a política de não entregar os recursos necessários para que as universidades honrem suas obrigações demonstra o lugar que a educação ocupa na prioridade dos (des) governos estadual e federal.

Abaixo uma declaração do vice-presidente do Sindicato dos Vigilantes de Campos explicando a razão do movimento que ocorre hoje na Uenf.

A “Pátria Educadora” e a greve nas universidades

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Por Guilherme Boulos

No dia 1º de janeiro, Dilma Rousseff anunciou o novo lema de seu governo: “Pátria Educadora”. Uma semana depois, tornou público o primeiro corte orçamentário do ano, mais de R$20 bilhões. A área mais afetada: Educação.

Enredo curioso este. E não parou por aí. Em fevereiro, o MEC bloqueou um terço das verbas das universidades federais, afetando o funcionamento de serviços básicos como limpeza, água, luz, materiais de secretaria, além de bolsas de estudo, e fez corte nos salários de funcionários terceirizados. No caso da pós-graduação, o contingenciamento chegou a 75% das verbas previstas.

A situação só tem se agravado ao longo do ano. Em junho, a reitora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Soraya Smaili, afirmou em nota ter sido surpreendida “com um corte violento em nosso orçamento, que poderá comprometer e adiar diversas ações”.

Em julho, o reitor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) foi claro em dizer que a maior federal do país não terá condições de funcionamento, a partir de setembro. Semana passada, a UFF (Universidade Federal Fluminense) teve que interromper as atividades pelo corte de energia elétrica. Não havia dinheiro para pagar as contas.

Neste cenário, era de se esperar mobilização e resistência. E foi o que ocorreu quando docentes das universidades (representados pelo Andes -Sindicato Nacional), servidores técnicos das federais (representados pela Fasubra) e professores e técnicos dos Institutos Federais (representados pelo Sinasefe) entraram em greve nacional, desde o dia 28 de maio.

A legitimidade dessa greve é inquestionável. Além das demandas salariais, de condições de trabalho e reestruturação da carreira, o que está em jogo é o futuro da universidade pública brasileira. Este caráter não corporativo da greve expressou-se no envolvimento de estudantes em todo o país. Os cortes do ajuste fiscal estão sufocando o ensino superior. A tesoura de Levy picotou a “Pátria Educadora”.

A greve também busca pautar questões de fundo como o avanço das “organizações sociais” (OS) na universidade pública – impulsionado pela decisão do STF que permite contratação de professores sem concurso -e a “financeirização” do ensino superior, expressa na formação de conglomerados educacionais com capital aberto, que tratam a educação como mercadoria nua e crua.

Esses grupos privados têm recebido fatia expressiva do investimento federal em educação, através de programas como o Prouni e o Fies. É verdade que houve uma importante expansão de vagas nas universidades federais, mas que não veio acompanhada dos investimentos necessários em infraestrutura e da contratação de professores e técnicos. O ajuste fiscal agrava ainda mais esta situação, comprometendo o funcionamento básico das instituições.

Vemos os mesmos cortes ocorrerem nas universidades estaduais. Em São Paulo, USP, Unesp e Unicamp tiveram redução do repasse orçamentário em 2015. Quando se trata de responder à crise econômica com corte de verbas na educação, os governos parecem falar a mesma língua.

Fazem três meses desde o início da greve nas federais. Apesar da paralisação continuar firme em 47 universidades e do conjunto de mobilizações, Dilma não deu qualquer sinalização aos docentes e servidores técnicos.

O mínimo a se esperar seria a suspensão imediata dos cortes que estão impedindo o funcionamento das instituições de ensino e o diálogo efetivo com as pautas do movimento grevista. #NegociaDilma!

Guilherme Boulos é formado em filosofia pela USP, é membro da coordenação nacional do MTST e da Frente de Resistência Urbana.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/guilhermeboulos/2015/08/1674069-a-patria-educadora-e-a-greve-nas-universidades.shtml

Portal OZK: mais de 500 trabalhadores param no Porto do Açu por falta de pagamento

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 Por  Leonardo Ferreira

Mais de 500 trabalhadores cruzaram os braços na manhã desta quinta-feira (11) no Complexo Portuário do Açu, 5º Distrito de São João da Barra, alegando falta de pagamento.

De acordo com apuração da reportagem do Portalozk.com , os funcionários cobram salário atrasado a empresa Engesique.Estamos trabalhando há uma semana já sem salário e ontem foi a gota d’água, eles mentiram pra gente dizendo que o dinheiro estava na conta, mas fomos ver e não estava. Hoje nós paramos e só vamos voltar quando o dinheiro estiver na conta“, disse um funcionário a reportagem do Portalozk.com .Além do salário atrasado há uma semana, há também atraso PLR de dois meses.

ATUALIZAÇÃO – A empresa reconheceu que o pagamento não estava na conta dos funcionários e liberou todos, informando que o banco havia dito que creditaria os salários ainda hoje.

FONTE: http://www.portalozk.com/vaf/noticias/economia/mais-de-500-trabalhadores-param-no-porto-do-acu-por-falta-de-pagamento/1601/

Greve nas Instituições Federais de Ensino se amplia

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Ato dos estudantes da UFF (Luiz Fernando Nabuco/Aduf SSind)

Ainda na primeira semana, a greve nas Instituições Federais de Ensino (IFE) já se amplia e segue ganhando adesões. No dia 28 de maio, docentes e técnico-administrativos cruzaram os braços para lutar por seus direitos e em defesa da educação pública. Há também greves estudantis na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade Federal Fluminense (UFF) – e as três categorias da comunidade universitária têm demonstrado vontade de construção de uma luta unitária em defesa da educação pública.

Até o momento, são 21 seções sindicais do ANDES-SN em greve. Os técnico-administrativos já pararam em 56, das 64 universidades federais. E a greve da educação federal tem angariado apoio de outras categorias e, até, de reitores. É o caso do reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que divulgou nota no site da instituição, reconhecendo a legitimidade da greve de docentes e servidores locais e reconhecendo “a urgência da defesa da universidade pública, gratuita, democrática, inclusiva e de qualidade”.

Elementos em comum nas reivindicações das três categorias não faltam. É uníssona a crítica à precarização das IFE, que levam à dificuldade de manutenção das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Os cortes orçamentários, que recentemente retiraram mais de R$9 bilhões da educação, também são rechaçados por docentes, estudantes e técnico-administrativos em educação.

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Na UFRJ, mais de mil estudantes participaram da histórica assembleia que deliberou greve. Eles reivindicam melhorias na estrutura da universidade.

O curso de gastronomia, por exemplo, criado em 2008 pelo Reuni, ainda não tem salas de aula e laboratórios, e suas atividades são desenvolvidas dentro da biblioteca. Os estudantes da UFRJ querem também a conclusão das obras da residência estudantil — a reforma do bloco feminino, prevista para dezembro do ano passado, está com novo prazo para outubro deste ano. As unidades isoladas do centro reivindicaram a necessidade imediata de uma alternativa de emergência para a alimentação.

Assim como na UFRJ, na UFF os estudantes entraram em greve. Além da reivindicação nacional estudantil de um repasse de R$ 2,5 bilhões para o Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), eles exigem o pagamento imediato das bolsas estudantis, a reabertura do bandejão, a suspensão do calendário acadêmico e o respeito e pagamento aos trabalhadores terceirizados da universidade.

Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN, ressalta a necessidade e importância da unidade entre docentes, técnico-administrativos em educação e estudantes na luta. “Estamos vendo o crescimento das lutas das três categorias nas IFE. Estão todos em defesa da educação pública, e é importante que haja a unificação das lutas e a realização de mobilizações conjuntas”, disse o docente.

O presidente do ANDES-SN ainda afirma que é positivo o reconhecimento da legitimidade da greve por parte do reitor da Ufba. “Esperamos que todos os reitores reconheçam a legitimidade da greve. O Ministério da Educação (MEC) não quer negociar conosco, e os reitores devem se posicionar ao lado daqueles que defendem a universidade pública, que são os professores, servidores e estudantes em luta”, afirma Rizzo.

Cresce a mobilização nos locais de trabalho

Na Universidade Federal do Pará (Ufpa), o primeiro dia de greve (28) contou com a mobilização de professores, técnico-administrativos e estudantes. Mais de 90% das salas de aulas amanheceram vazias em Belém. Eles se concentraram em frente à universidade, com faixas e panfletos explicando os motivos do movimento grevista. A greve conta com forte adesão da comunidade acadêmica. No segundo dia de greve, professores da Ufpa caminharam pelas ruas de Belém, em conjunto com diversas categorias de trabalhadores e estudantes, durante o Dia Nacional de Paralisações, 29 de maio.

O primeiro dia de greve dos professores e técnicos administrativos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) também foi marcado por um ato na frente do campus de São Cristóvão. Na quinta-feira, 28, ocorreu ato unificado, professores, técnicos e estudantes, categorias bloquearam o acesso de carros à instituição de ensino e usaram faixas e cartazes para expor suas reivindicações. No dia 29, professores federais participaram 29 do Dia Nacional de Paralisação como forma de expor à população as pautas de reivindicação das categorias. Marcaram presença os docentes do Comando Local de Greve, os estudantes e os servidores.

No centro de Niterói (RJ), no dia 29, houve mobilização conjunta dos docentes, servidores e estudantes da UFF com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), demonstrando unidade entre as categorias ligadas à luta pela educação. Na Universidade Federal Rural do Semi Árido (Ufersa) também houve mobilização que reuniu as três categorias da comunidade acadêmica. Na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), os estudantes têm assembleia marcada para essa segunda-feira (1), e podem somar-se à luta das demais categorias em greve.

Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN, diz que é muito importante que os estudantes das IFE se somem às mobilizações de docentes e servidores em todo o país. “Os estudantes são os usuários do serviço público oferecido pelas IFE e sua manifestação em defesa da educação pública têm sempre um grande peso em nossa luta. Também estamos de olho nos processos de criminalização das lutas estudantis que podem começar a surgir, sempre demonstrando apoio e defendendo os estudantes que lutam por seus direitos”, concluiu Rizzo.

FONTE: http://grevenasfederais.andes.org.br/2015/06/01/greve-nas-instituicoes-federais-de-ensino-se-amplia/#more-173

 

Daniel Aarão Reis e sua doce vida sem as obrigações do centralismo democrático

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O professor titular de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) está tendo seus 15 minutos de glória ao declarar guerra à decisão da sua categoria em entrar em greve a partir de hoje (Aqui!).  Aarão Reis, ex-militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) que  participou da luta armada contra a ditadura militar, integrou a direção do grupo que decidiu o sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, em troca da libertação de 15 presos políticos.

Agora, aparentemente mansado pela passagem do tempo, Aarão Reis repete os mesmos surrados argumentos de seus colegas de direita para não acatar uma decisão que ele diz não ter sido aprovada de forma democrática, mas para qual não oferece qualquer pista sobre alternativas para implementar a luta contra o desmanche em curso das universidades federais sob o tacão neoliberal da dupla Dilma Rousseff e Joaquim Levy.

Como alguém que participa de greves desde que entrei na UENF, sempre ouço os mesmos exatos reclamos sobre a necessidade novas formas de luta, sem que quaisquer pistas sejam oferecidas sobre quais seriam elas. Esse tipo de postura antidemocrática que Aarão Reis coloca e encontra eco na mídia corporativa é um verdadeiro desserviço à luta a favor do sistema universitário público. É que, além de contribuir para os esforços do Estado que destrói nossas universidades, o questionamento das decisões tiradas em assembleias, às quais esses paladinos de supostas novas táticas de luta decidiram abandonar por livre e espontânea vontade, também nos coloca num beco sem saída sobre o que poderia ser feito. É a crítica pela crítica que tanta agrada ao status quo.

Ai é que eu penso: como deve ser doce poder trair sua categoria sem ter que passar por tribunais especiais que existiam nas organizações de esquerda durante o regime militar para dar cabo de traidores. E, de quebra, como deve ser satisfatório estar livre do centralismo democrático para poder trair e nem ter que se coçar.

Ao contrário de Daniel Aarão Reis, sou totalmente solidário aos professores da UFF que estão sendo empurrados por uma greve em função de uma política deliberada de destruição de nossas universidades. Simples assim!

EUA vivem greve histórica no setor do petróleo, mas mídia brasileira decide não informar. Por que será?

Greve em refinarias de petróleo dos EUA inclui a maior unidade do país

HOUSTON (Reuters) – O movimento grevista nas refinarias norte-americanas ganhou neste sábado a adesão de trabalhadores da maior instalação de processamento de petróleo do país, de acordo com o sindicato.

Logo após o fim das negociações entre o sindicato e representantes da indústria de petróleo na sexta-feira à noite, o sindicato notificou a Motiva Enterprises sobre a paralisação da unidade com capacidade de refino de 600.250 barris por dia, situada em Port Arthur, no Texas.

O sindicato também disse na sexta-feira que as greves vão começar em 24 horas em outras duas refinarias da Motiva, uma joint venture entre a Royal Dutch Shell e a Saudi Aramco.

“A recusa da indústria de abordar seriamente as questões de segurança por meio de uma negociação justa não nos deixou outra escolha senão ampliar a greve”, disse o presidente da USW Internacional, Leo Gerard, disse em um comunicado.

Se a empresa e o sindicato não chegarem a um acordo no domingo de manhã, um total de 6.650 trabalhadores em 15 unidades, incluindo 12 refinarias que representam 18,5 por cento da capacidade de produção dos EUA, vão deixar os seus postos de trabalho na maior paralisação do setor desde 1980.

(Por Erwin Seba)

FONTE: http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0LP0ML20150221

E 2015 promete! Greve no COMPERJ

20150116_101723[1]Em meio a anúncios de riscos de cortes de direitos sociais e trabalhistas, eis que a classe trabalhadora se coloca em movimento para garantir algo mais básico: seus salários. 

Esse é o caso dos empregados da empresa Alumina que hoje bloqueiam a entrada do canteiro de obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ) para pressionar os patrões para que paguem seus salários atrasados. 

Somando-se essa ação à greve que foi realizada pelos metalúrgicos do ABC para impedir a demissão de 800 empregados pela multinacional alemã Volkswagen, a indicação é que a disposição é de luta, e não de aceitação passiva do receituário amargo que a burguesia quer impor para continuar seu reinado de vida mansa às custas dos trabalhadores. 

Ururau informa: operários do Porto do Açu parados por causa de salários atrasados

Trabalhadores cobram salário e paralisam atividades no Porto do Açu

Paralisação pacífica não comprometeu o trânsito que flui normalmente na BR-356

Carlos Grevi

Paralisação pacífica não comprometeu o trânsito que flui normalmente na BR-356

 Cerca de 400 trabalhadores do Consórcio Integra (Mendes Jr. e OSX), que atuam no Porto do Açu, paralisaram as atividades na manhã desta quinta-feira (02/10). Em 18 ônibus enfileirados no acostamento da BR-356, próximo ao trevo que dá acesso ao Porto, os trabalhadores reivindicam o pagamento do salário referente ao mês de setembro.

“Ontem a empresa disse que pagaria o salário no dia 5, em comunicação verbal, chegaram no dia do pagamento e avisaram”, relatou um trabalhador.

De acordo com a assessoria de imprensa do Consórcio, a empresa costuma a pagar o salário no último dia de cada mês, no entanto o pagamento do mês de setembro será pago no quinto dia útil de outubro, conforme acordo coletivo.

A paralisação não comprometeu o trânsito, que continuou fluindo normalmente nos dois sentidos da rodovia.

A Integra presta serviços terceirizados pela Petrobras e os trabalhadores que atuam no Porto do Açu são responsáveis por obras de montagem de módulos da plataformas PM-7 e P-70.

A Polícia Militar esteve no local com intuito de manter a ordem.

FONTE: http://www.ururau.com.br/cidades49647_Trabalhadores-cobram-sal%C3%A1rio-e-paralisam-atividades-no-Porto-do-A%C3%A7u

Pelotão de Choque ataca trabalhadores do estaleiro EISA na Ilha do Governador

Trabalhadores em greve do Estaleiro da Ilha S/A (EISA), que estão mobilizados por causa da falta do pagamento de salários e de outros direitos trabalhistas, foram atacados hoje pela Polícia Militar na Ilha do Governador. Essa ação da PM revela um padrão mais amplo de repressão social do que alguns analistas estavam cinicamente relacionando à prevenção de atos violentos contra a Copa do Mundo da FIFA.

O que transparece é que o (des) governo Pezão está decidido a manter uma aparência de calma que possibilite a sua máquina eleitoral passar por cima da realidade social estabelecido no nosso estado.

O problema para Pezão e seus parceiros eleitorais é que a realidade está sendo maior que a máquina de propaganda. Dai que a PM está sendo então colocada para reprimir a tudo e a todos. Vamos ver até onde vai essa escala de violência, pois todas as evidências apontam para o fato de que nem toda essa repressão está conseguindo arrefecer os ânimos da juventude e dos trabalhadores.

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Ururau: noticia forte possibilidade de nova greve no Porto do Açu

Funcionários do Porto ameaçam parar as atividades na próxima semana

Segundo trabalhadores, empresas não teriam cumprido com reivindicações

 Isaias Fernandes – O Diário / Marcelo Esqueff

Segundo trabalhadores, empresas não teriam cumprido com reivindicações

Trabalhadores de empresas do Porto do Açu, em São João da Barra, compareceram ao Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e Mobiliário de Campos (Sticoncimo), na tarde desta terça-feira (01/07), para formalizarem um aviso de manifestação contra suas empregadoras que não cumpriram com as reivindicações exigidas pela categoria.

Na última sexta-feira (26/06), cerca de 400 funcionários fecharam os dois acessos ao Porto, impedindo a passagem dos funcionários. As principais reivindicações eram: reajuste de 30% de periculosidade; uma área de convivência (lazer); alimentação adequada; reajuste por desvio de funções, Participação nos Lucros e Resultados das empresas (PLR) e horas in itinere. Outra reclamação dos funcionários se refere a maus tratos. 

A insatisfação é de trabalhadores das empresas FCC –Tarrio, Acciona e Armatek. De acordo com um dos funcionários da empresa FCC, a presença dos funcionários no sindicato é uma forma da manifestação ser regularizada.

“Na última sexta-feira, quando realizamos a manifestação ficamos sabendo que ela foi considerada ilegal, por não termos avisado ao Sindicato. Após a manifestação apresentamos um documento com as reivindicações às empresas, mas até o momento nenhuma posição positiva nos foi apresentada, portanto, decidimos vir aqui hoje para pedir uma liberação para realizarmos a manifestação que deverá acontecer até a próxima segunda-feira (07/07)”, explicou o funcionário ressaltando que na próxima manifestação cerca de 3 mil funcionários devem fechar a rodovia que dá acesso ao Porto.

Segundo o presidente do Sindicato, José Carlos da Silva Eulálio, um ofício será enviado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MPT) ainda nesta terça-feira, para que a manifestação seja feita de forma correta.

“Na primeira manifestação, que ocorreu na sexta-feira, não recebemos nenhum aviso dos trabalhadores, ou seja, ela se tornaria irregular para o Ministério Público do Trabalho e Emprego, o que arrecadaria em uma multa diária de R$ 10 mil ao Sindicato, o que nos impossibilitou de estarmos presentes”, disse José Eulálio.

Ainda de acordo com o presidente, estas mesmas reivindicações já foram enviadas ao Ministério do Trabalho e Emprego desde o mês de maio. “Desde o dia 19 de maio deste ano, quando também foi feita uma manifestação de trabalhadores, enviamos um ofício ao MPE para que alguma solução fosse dada, mas até agora nenhum fiscal compareceu ao Porto para constatarem estas irregularidades”.

A equipe do Site Ururau entrou em contato, por telefone, com  as empresas citadas. A advogada da FCC – Tarrio, Fernanda Santana, explicou a situação da empresa.

“A empresa FCC está absolutamente aberta para qualquer tipo de reivindicações que seja dentro dos limites legais. Com relação a Participação de Lucros e Resultados da empresa que os funcionários pedem, no próximo dia 07 de julho será iniciada uma negociação para tratar deste assunto, ou seja, estamos dentro do prazo. Com relação a área de convivência, ela está sendo construída, portanto, não tem porque a reivindicação. Já com relação aos maus tratos, precisamos que alguma prova seja apresentada, para que a partir daí possamos tomar uma providência penal e administrativa. Com relação a alimentação, constantemente são feitos teste bacteriológicos destes alimentos e nunca ficamos sabendo de alguma irregularidade quanto a isso, portanto a empresa acha que a esta manifestação prevista para os próximos dias é totalmente contra a lei de greve”, disse a advogada.

Já a assessoria de comunicação da Acciona, informou que as reivindicações nada tem haver com seus funcionários e que os compromissos trabalhistas da empresa estão em dia. A empresa Armatek não se posicionou.  

FONTE: http://ururau.com.br/cidades46300_Funcion%C3%A1rios-do-Porto-amea%C3%A7am-parar-as-atividades-na-pr%C3%B3xima-semana