Governo Paes e Pezão ignora professores em greve há 35 dias

Os professores estaduais e municipais do Rio de Janeiro estão em greve há 35 dias. Depois de negar a negociação e não dialogar com a categoria, agora o governo de Pezão e Eduardo Paes começa processo de criminalização do movimento que busca melhorias nas condições dos profissionais da educação.

Nessa manhã mais de 600 pessoas participaram do ato em solidariedade aos 51 educadores municipais que estão sendo processados e ameaçados de exoneração por não comparecimento as salas de aulas durante os 35 dias de greve. Além dos funcionários de escolas, também participaram servidores municipais da saúde e garis.

Apesar de terem sido convocados pela prefeitura para a apuração dos processos, os portões estavam fechados e eles impedidos de entrar no prédio. Após horas de espera e negociação foi liberada a entrada na Secretaria da Educação, que encontrava-se vazia e sem ninguém do para esclarecer duvidas referente aos inquéritos.

“Queremos saber o que isso significa e qual a transgressão que estamos cometendo. Como vamos ser exonerados por fazer greve sendo que greve é um direito do trabalhador?” comenta Adriana Mendonça, professora municipal. Além dos 51 professores municipais processados, cerca de 200 estaduais estão sendo indiciados, número que tem aumentado consideravelmente nos últimos dias.

Depois da Para apurar esses inquéritos, os grevistas convocaram uma audiência pública na próxima quarta-feira na ALERP, onde tentarão, mais uma vez, uma intermediação com o Estado do Rio de Janeiro referente a greve.

FONTE: https://ninja.oximity.com/article/Governo-Paes-e-Pez%C3%A3o-ignora-profe-1

O relógio está girando para Luiz Fernando Pezão e Alexandre Vieira

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 O (des) governador Luiz Fernando Pezão compareceu no campus da UENF em Campos dos Goytacazes e pediu à comunidade universitária mais um voto de confiança em seu (des) governo, já tão desgastado por tantas quebras de palavra de seu parceiro de chapa, o Sr. Sérgio Cabral. Em troca da suspensão de uma greve que se encontrada forte e com apoio popular, Pezão se comprometeu a finalmente enviar para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro um projeto de lei que resolvesse graves problemas salariais que hoje causam uma crise sem precedentes na universidade criada por Darcy Ribeiro e construída por Leonel Brizola.

Por seu lado, o (des) secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Sr. Alexandre Vieira, havia apontado em documento oficial que até o dia 18 de junho (próxima 4a. feira), o tal projeto de lei seria finalmente enviado.

Pois bem, agora nem é preciso lembrar que o relógio está rodando e tempo está acabando para Pezão e Alexandre Viera. Já a paciência da comunitária da UENF, esta anda mais escassa do que o tempo que ainda resta para Pezão e Vieira cumprirem sua palavra. Do contrário, a coisa vai literalmente feder para Pezão.

 

Movimento estudantil da UENF defende reinício das aulas apenas no dia 23 de Junho

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Por considerar que não tem como se iniciar o ano letivo nessa 4a. feira, o movimento estudantil da UENF, tendo a frente o Diretório Central dos Estudantes (DCE/UENF), vai propor hoje na Câmara de Graduação da UENF que a retomada das aulas ocorra apenas no dia 23/06.

Um dos fatos que levaram o movimento estudantil a adotar esta posição é que muitos alunos ingressantes (calouros) estão sem onde morar, pois a sua maioria desfez os seus contratos de aluguel quando souberam da greve.

É importante lembrar que os estudantes estão em greve por uma pauta de demandas que inclui, entre outras questões, o aumento do valor do auxílio-cota dos atuais R$ 300,00 para R$ 400,00, que é o valro praticado na UERJ; abertura do bandejão, e criação de um auxílio-moradia para estudantes que vivam fora da cidade de Campos. É interessante notar que o (des) governo do Rio de Janeiro chamou uma reunião com os estudantes para amanhã no Rio de Janeiro, justamente no dia em que a reitoria quer iniciar as aulas.

Reitoria da UENF força a barra e convoca alunos para retomar as aulas no dia 11 de Junho

Apesar da assembléia da ADUENF ter remetido uma correspondência ao reitor da UENF, Silvério Freitas, pedindo razoabilidade na reorganização do calendário acadêmico, esse pedido parece ter caído em ouvidos surdos. É que já no início desta tarde, a reitoria da UENF anunciou na página oficial da instituição que os alunos estão sendo reconvocados para retomarem as aulas já na próxima 4a. feira (11/06) (Aqui!), véspera da estréia do Brasil na COPA 2014. E o pior é que esta reconvocação está sendo feita um dia antes da reunião do Colegiado de Graduação que é o órgão responsável pela organização do calendário acadêmico dos cursos de graduação da UENF.
 
Agora, eu pergunto como é que estudantes que estão entrando no primeiro semestre da graduação, e que moram em diferentes pontos do território brasileiro vão poder estar aqui na 4a. feira para iniciar as aulas? Você vai garantir o pagamento de passagens áreas? Além disso, como esse contingente sequer alugou qualquer coisa para morar, onde é que eles vão ficar até arranjarem um local? No prédio P-10? No quiosque ao lado do CCT?
 
E os estudantes que dependem de transporte escolar cedido pelas prefeituras da região e que hoje não dispõe de ônibus para os estudantes da UENF? Quem vai trazê-los até Campos e retorná-los para as mais variadas cidades do Noroeste Fluminense?
 
E o pior é que essa decisão está sendo anunciada antes da reunião da Câmara de Graduação que é quem cuida do calendário acadêmico. Realmente é muitaaaaa sensibilidade! Agora, uma coisa é certa. Esta medida poderá trazer ainda muita dor-de-cabeça para a reitoria.

Reitoria da UENF manda tropa de choque, mas só consegue suspender greve dos professores

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A reitoria da UENF que se mostrou incompetente para resolver os problemas salariais que estão na raiz da greve que os professores iniciaram em 12 de março, hoje enviou sua tropa de choque (inclusive o ex-reitor Almy Junior) para acabar com a greve dos professores, mas o máximo que conseguiu foi a sua suspensão. A assembléia aprovou uma proposta que aponta para  fato de que mobilização vai continuar e duas assembleias já foram marcas para os dias 17 e 24 de junho. O objetivo dessas assembleias será avaliar a situação e conferir se o (des) governador Pezão fez valer (ou não) o voto de confiança que pediu à ADUENF em sua visita ao campus Leonel Brizola na última 6a. feira (06/06).

Mas quem esteve na assembleia pode ver de perto a truculência dos aliados da reitoria (muitos deles ocupando cargos executivos dentro da administração da UENF) e que quiseram, mas não conseguiram, cassar a palavra dos professores, numa ação que é inédita nos 20 anos de história da ADUENF. O interessante é que a simples menção do direito dos estudantes de terem direito a um novo calendário que permita seu retorno correto para o campus foi fortemente contestado pelo grupo ligado à reitoria, sob o argumento de que os estudantes é que devem cuidar dos seus interesses. Felizmente, a maioria dos presentes rejeitou esta postura e foi aprovado o envio de uma carta ao reitor da UENF, Prof. Silvério de Paiva Freitas, para que seja dado um tratamento razoável à formulação de um calendário que permita um retorno organizado e em tempo hábil ao campus, especialmente para os estudantes que vivem em outras regiões do Brasil.

O que ficou patente na assembleia de hoje por parte dos apoiadores da reitoria foi a total inconformidade com o direito da liberdade de expressão e do amplo debate. Este tipo de postura que atenta diretamente contra o espírito universitário explica bem como é que a UENF chegou ao pântano institucional em que se encontra neste momento. 

Felizmente o atual movimento de greve mostrou que a maioria da comunidade universitária da UENF se cansou desse modelo de direção e que, de agora em diante, nada mais vai ser como antes. E no que depender de mim, a UENF apenas começou um novo capítulo de sua história onde os ideais de Darcy Ribeiro não serão mais sufocados. E a luta continua! Simples assim.

O que Pezão não viu por ter se trancado na visita à UENF

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Eu ainda continuo achando no mínimo peculiar a decisão do (des) governador Luiz Fernando Pezão de ir na UENF e passar quase duas horas trancado a sete chaves, enquanto a comunidade se manifestava de forma pacífica e democrática no pátio externo. E olha que na saída não houve qualquer tumulto ou desrespeito, apesar da visita de Pezão ter trazido nada de concreto quanto à resolução dos graves problemas que afetam hoje o corpo de servidores da UENF, um dos mais qualificados do Brasil.

Abaixo um momento especial do ato cívico que foi realizado por professores, servidores e estudantes. Pior para Pezão que perdeu uma excelente oportunidade de se mostrar com um governante que entende a importância da UENF para o Rio de Janeiro. Depois que não reclame se no período das eleições for apresentada uma alta fatura política por causa de tanto descaso e desrespeito.

(Des) governador Pezão desconhece a matemática financeira do seu (des) governo?

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Em sua visita à UENF, o (des) governador do Rio de Janeiro teria proferido segundo a Assessoria de Comunicação da reitoria a seguinte pérola em respostas às demandas salariais dos sindicatos de professores e servidres: “As demandas de vocês são super justas, mas tenho algumas limitações. Não posso, por exemplo, fugir da Lei de Responsabilidade Fiscal. Também tenho que analisar os impactos. É necessário fazer tudo com os pés no chão, para que lá na frente não seja difícil manter” (Aqui!).

Ah, mas por favor! Será que o (des) governador Pezão realmente desconhece os dados que são mostrados na figura abaixo?

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 É que depois de quase oito anos de (des) governo de PMDB, o Rio de Janeiro é hoje o estado brasileiro que menos gasta com os salários de seus servidores com um total de 29,5% quando a Lei de Responsabilidade Fiscal permite até 47%? 

Se Pezão desconhece isso, é grave. Se conhece e usa um argumento falso para finalizar a greve dos professores, ai o negócio passa para outro campo que nem merece adjetivação. Mas como está escrito numa faixa da ADUENF: Pezão, chega de enrolação!

(Des) governador Pezão visita UENF, mas se esconde da comunidade universitária

A aguardada visita do (des) governador Luiz Fernando Pezão acabou ocorrendo, mas daria na mesma se não tivesse. É que ao invés de se reunir publicamente com as centenas de pessoas que estavam no campus Leonel Brizola para ouvir dele as propostas que serão apresentadas para resolver os graves problemas salariais que afligem professores e servidores técnicos, Pezão usou parte do seu tempo para desqualificar as negociações que deverão ocorrer na Assembléia Legislativa quando finalmente forem enviadas as mensagens para as categorias de servidores que receberam algum tipo de benefício.

Essas posições foram apresentadas à portas fechadas com representantes das diferentes categorias que foram a comunidade da UENF, enquanto do lado de fora professores, servidores e estudantes aguardavam as boas notícias que, ao final, acabaram não saindo.

O interessante é que quando se apresenta para inaugurações e outros tipos de ações de autopromoção, Pezão não escolhe ficar trancado a quatro chaves. Mas o mais lamentável é que tendo a oportunidade de ter uma conversa franca e aberta, utilizando o centro de convenções da UENF, Pezão acabou recebendo as lideranças sindicais num prédio que, ironicamente, possui apenas uma porta de entrada e saída.

Mas uma coisa é certa: Pezão perdeu uma excelente oportunidade para melhorar um pouco a péssima imagem que seu (des) governo tem dentro da UENF neste momento. 

Abaixo algumas cenas das manifestações que ocorreram hoje no campus da UENF.

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