Ex-OGX confirma saída de gestoras do grupo de credores

Por Renato Rostás e Talita Moreira | Valor

SÃO PAULO  –  A Oleo e Gás Participações (OGP), nova denominação da OGX, de Eike Batista, confirmou nesta sexta-feira que algumas gestoras de recursos deixaram o grupo de credores que negocia com a empresa a reestruturação de sua dívida.

O Valor já havia noticiado que pelo menos BlackRock e GSO, braço de investimentos em ativos podres da Blackstone, venderam os bônus em seu poder e não participavam mais das rodadas de negociação.

Em resposta a ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a OGP observou que não informou o evento em fato relevante porque a negociação de papéis de dívida é comum “e fora do controle da companhia”.

“Como é de conhecimento público, os ‘bonds’ de emissão da companhia são negociados livremente no mercado internacional, sem interferência [da empresa] nessas negociações”, diz o comunicado.

A petrolífera também afirmou que as vendas dos bônus não afetam em nada as tratativas com os credores. Os novos detentores dos papéis continuarão sujeitos aos acordos fechados no âmbito das conversas.

Grandes credores internacionais abandonam o barco (furado) da OGX

OGX perde credores internacionais BlackRock e GSO

Empresas investidoras venderam seus títulos faltando apenas alguns dias para a apresentação do plano de recuperação judicial.

 

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Julia Carvalho, de 

Eike Batista durante entrevista para o programa Roda Viva

 Eike Batista: OGX perde dois grandes credores às vesperas de apresentar plano de recuperação judicial

 São Paulo – Dois dos principais credores da Óleo e Gás, antiga OGX, deixaram na noite desta terça-feira suas posições na empresa de Eike Batistasegundo o jornal Valor Econômico.

Tanto a BlackRock quanto a GSO venderam suas participações para outros credores que fazem parte do grupo de recuperação, como a Pimco, a Spinnaker e a Ashmore.

A venda pode ter representado certa insatisfação com o plano de recuperação judicial da companhia, que deve ser anunciado na próxima sexta-feira.

A divergência se dá porque a OGX ainda não conseguiu definir os termos em que os credores estrangeiros fariam um investimento de 200 milhões de dólares. Após o aporte, eles ficariam com 90% das ações da empresa, e Eike Batista diminuiria sua participação de 50% para 5%.

O grupo de credores representa a maior parte da dívida da OGX, que chega a 5,8 bilhões de dólares.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/ogx-perde-credores-internacionais-blackrock-e-gso