Suiça: comprador da Vale e da CSN no governo do PSDB tem contas secretas no HSBC

Um vazamento de informações no braço suíço do HSBC revelou que o banco ajudou mais de 100 mil clientes a abrirem contras secretas na Suíça. Os documentos trazem informações sobre a movimentação de contas bancárias entre 1988 e 2007, que somam mais de US$ 100 bilhões em depósitos.

O Brasil aparece em quarto lugar entre os países com maior número de clientes com contas secretas no banco, registradas desde a década de 1970 até o ano de 2006. Mais de 8,7 mil brasileiros depositaram US$ 7 bilhões no período.

Dois bilionários brasileiros já foram identificados, Edmond Safra e membros da família Steinbruch.

Diversos membros da família Steinbruch, fundadores do conglomerado Vicunha, também foram identificados. O grupo detém indústrias de tecidos, a Vicunha Têxtil, e de aço, Vale do Rio Doce e a Vicunha Siderurgia, que controla a Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) e o banco Fibra.

Os dois irmãos herdeiros do império, Mendel e Eliezer, eram clientes do HSBC. Mendel era beneficiário de seis contas e foi conectado a outras cinco. Os dois irmãos faleceram em 1994 e 2008, respectivamente.

A esposa de Mendel, Dorothea Steinbruch, controlava parte do conglomerado e também era cliente do banco. Ela foi ligada a doze contas diferentes. Todos os seus filhos também são clientes do banco, segundo a ICIJ.

Dentre os filhos está Benjamin Steinbruch, Filho de Mendel Steinbruch e Dorothea Steinbruch, foi incumbido de procurar novos negócios para o grupo no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1999. Entrou nas privatizações liderando os consórcios que compraram a Companhia Siderúrgica Nacional e a Companhia Vale do Rio Doce, entre outras. Acabou por abrir mão de suas ações na Vale para aumentar sua participação na CSN, empresa da qual atualmente é o principal acionista. Ocupou também a posição de gestor executivo no Banco Safra, na gestão 2008-2011. Durante sua gestão faturou equivalente a 200 milhões de reais.

Os irmãos de Benjamin

Clarice, Leo e Fabio listados nesta em outra investigação da ICIJ. Em 2013, o consórcio de jornalismo investigativo divulgou, em parceria com 38 veículos, uma lista de milionários com contas secretas nas Ilhas Virgens Britânicas, outro paraíso fiscal. Eles aparecem como acionistas e diretores da empresa Peak Management Inc.

Foi apontado pela Folha de São Paulo como o Primeiro Bilionário da “Era Tucana”

O ex-funcionário do HSBC em Genebra, Herve Falciani, é o homem por trás do maior vazamento de dados na história dos bancos. As informações obtidas por ele em 2007 mostravam que a filial suíça do segundo maior banco do mundo “ajudou” clientes ricos a driblar o pagamento de milhões de dólares em impostos.

Oito anos depois, ele disse, em entrevista à BBC, que se sente “vingado” e “aliviado”, já que os dados revelados por ele finalmente vieram à tona e o escândalo vem sendo investigado em várias partes do mundo.

Segundo Falciani, estamos longe do fim da história, já que ainda há muitas informações sobre o esquema do HSBC.

Aliás, para ser bem preciso, há um milhão de bits em dados, afirma o ex-funcionário.

Fonte: http://www.plantaobrasil.com.br/news.asp?nID=86824

Quem nos governa?

Por Vladimir Safatle —na revista  Carta capital
 HSBC

Traficantes de drogas e armas não teriam tanto poder se não existissem bancos que oferecem seus serviços de lavagem de dinheiro

Estamos em 1860. O Império Britânico acaba de vencer a famosa “Guerra do Ópio” contra a China, talvez uma das páginas mais cínicas e criminosas da história cínica e criminosa do colonialismo. Metade do comércio da Inglaterra com a China baseia-se na venda ilegal de ópio. Diante da devastação provocada pela droga em sua população, o governo chinês resolve proibir radicalmente seu comércio. A resposta chega por uma sucessão de guerras nas quais a Inglaterra vence e obriga a China a abrir seus portos para os traficantes e missionários cristãos (uma dupla infalível, como veremos mais à frente), além de ocupar Hong Kong por 155 anos.

Em 1860, guerra terminada, os ingleses tiveram a ideia de abrir um banco para financiar o comércio baseado no tráfico de drogas. Dessa forma apoteótica, nasceu o HKSC, tempos depois transformado em HSBC (Hong Kong and Shangai Bank Corporation), conhecido de todos nós atualmente. Sua história é o exemplo mais bem acabado de como o desenvolvimento do capitalismo financeiro e a cumplicidade com a alta criminalidade andam de mãos dadas.

A partir dos anos 70 do século passado, por meio da compra de corporações nos Estados Unidos e no Reino Unido, o HSBC transformou-se em um dos maiores conglomerados financeiros do mundo. No Brasil, adquiriu o falido Bamerindus. Tem atualmente 270 mil funcionários e atua em mais de 80 países. Sua expansão deu-se, em larga medida, por meio da aquisição de bancos conhecidos por envolvimento em negócios ilícitos, entre eles o Republic New York Corporation, de propriedade do banqueiro brasileiro Edmond Safra, morto em circunstâncias misteriosas em seu apartamento monegasco. Um banco cuja carteira de clientes era composta, entre outros, de traficantes de diamantes e suspeitos de negócios com a máfia russa, para citar alguns dos nobres correntistas. Segundo analistas de Wall Street, a instituição financeira de Nova York teria sido vendida por um preço 40% inferior ao seu valor real.

Assim que vários jornais do mundo exibiram documentos com detalhes de como a filial do HSBC em Genebra havia lavado dinheiro de ditadores, traficantes de armas e drogas, auxiliado todo tipo de gente a operar fraudes fiscais milionárias e a abrir empresas offshore, a matriz emitiu um seco comunicado no qual informava que tais práticas, ocorridas até 2007, não tinham mais lugar e que, desde então, os padrões de controle estavam em outro patamar. Mas não é exatamente essa a realidade.

Em julho de 2013, a senadora norte-americana Elisabeth Warren fez um discurso no qual perguntava: quanto tempo seria ainda necessário para fechar um banco como o HSBC? A instituição havia acabado de assumir a culpa por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas mexicano e colombiano, além de organizações ligadas ao terrorismo. Tudo ocorreu entre 2003 e 2010. A punição? Multa irrisória de 1,9 milhão de dólares.

Que fantástico. Entre 2006 e 2010, o diretor mundial do banco era o pastor anglicano (sim, o pastor, lembram-se da Guerra do Ópio?) Stephen Green, que, desde 2010, tem um novo cargo, o de ministro do gabinete conservador de David Cameron, cujo governo é conhecido por não ser muito ágil na caça à evasão fiscal dos ricos que escondem seu dinheiro. Enquanto isso, os ingleses veem seu serviço social decompor-se e suas universidades serem privatizadas de fato. O que permite perguntas interessantes sobre quem realmente nos governa e quais são seus reais interesses.

Alguns fatos são bastante evidentes para qualquer interessado em juntar os pontos. Você poderia colocar seus filhos em boas escolas públicas e ter um bom sistema de saúde público, o que o levaria a economizar parte de seus rendimentos, se especuladores e rentistas não tivessem a segurança de que bancos como o HSBC irão auxiliá-los, com toda a sua expertise, na evasão de divisas e na fraude fiscal. Traficantes de armas e drogas não teriam tanto poder se não existissem bancos que, placidamente, oferecem seus serviços de lavagem de dinheiro com discrição e eficiência. Se assim for, por que chamar de “bancos” o que se parece mais com instituições criminosas institucionalizadas de longa data?

FONTE: http://www.cartacapital.com.br/revista/837/quem-nos-governa-9428.html

HSBC leaks: O sistema é f., e ainda vai morrer muita gente inocente

Por Filipe Figueiredo 

SWITZERLAND-BANKING-TAX-HSBC-TAXATION-FILES

 A frase que batiza este texto encerra o filme Tropa de Elite 2, de José Padilha, filme mais visto da História do cinema brasileiro. Agora, imaginemos um chefe local de um movimento armado africano, do tipo que explora crianças-soldado e causa centenas de mortes. Esse senhor da guerra faz fortuna impondo um regime cruel de trabalho em prol da exploração internacional de diamantes. Precisa dar um destino à sua fortuna; adquirir armamento pesado, impedir que o dinheiro seja confiscado pelo governo local, lavar seu dinheiro para tornar-se um homem “limpo” ou ter acesso ao capital em qualquer lugar do globo, caso precise fugir. Para isso, o destino do dinheiro é um fundo de aplicações nebuloso, ligado a uma instituição bancária sólida baseada na Suíça. Sim, o descrito é a trama inicial de Cassino Royale, filme de James Bond de 2006. A divulgação do vazamento de informações do banco HSBC, entretanto, mostra que os dois excertos de peças de ficção são bem mais reais do que imaginado.

Contextualizemos. Hervé Falciani é um especialista em sistemas de informação e ex-funcionário do banco britânico HSBC (fundado em 1991, originado no Hong-Kong and Shangai Banking Corporation, de 1865). Em 2006, Falciani foi transferido do HSBC do Principado de Mônaco para o HSBC de Genebra, na Suíça. No final de 2008, a polícia suíça prendeu Falciani, com trinta e seis anos na época, sob a acusação de roubar dados do HSBC Private Bank da Suíça. Falciani teria tentado vender esses dados a bancos libaneses, o que gerou o alerta e sua procura. Após diversas fugas da polícia e tentativas frustradas de lucrar com os dados, Falciani e sua sócia, Georgina Mikhael, contataram autoridades europeias oferecendo “a lista de clientes de um dos maiores bancos de administração de fortunas”. De acordo com o The Wall Street Journal, o e-mail enviado às autoridades não pedia dinheiro. Falciani diz que cogitava colaborar com as autoridades desde o início, pois teria sido deslocado para Genebra com o objetivo de melhorar a segurança do banco, mas teria encontrado resistência de quem supostamente não queria suas atividades monitoradas.

Todas essas informações, e mais detalhes, podem ser vistas, em inglês, neste link, para que o leitor possa formar sua própria opinião sobre Falciani, que atualmente é acusado de espionagem industrial e de violação de privacidade bancária na Suíça. A referência anterior leva ao ICIJ, sigla em inglês para Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. O ICIJ foi fundado em 1997, para conectar jornalistas de todo o mundo e trocarem informações justamente sobre casos que transcendem as fronteiras nacionais. Atualmente, cinco brasileiros fazem parte: Angelina Nunes, Amaury Ribeiro, Jr., Fernando Rodrigues, Marcelo Soares e Claudio Tognolli. Os dados fornecidos por Falciani, obtidos pela polícia francesa, foram obtidos pelo jornalLe Monde, que repassou ao ICIJ, para que sejam analisados da forma mais abrangente possível. Cento e quarenta jornalistas de quarenta e cinco países mobilizaram-se; no caso do Brasil, Fernando Rodrigues.

Temos então as análises dos dados do HSBC suíço. Falando especificamente do Brasil, são 6.606 contas bancárias secretas de 8.667 clientes brasileiros, tanto pessoas físicas quanto pessoas jurídicas; isso pode ser conferido nos infográficos do ICIJ. O saldo total máximo registrado para as contas de brasileiros foi de sete bilhões de dólares, colocando o Brasil em nono no ranking mundial, de 203 países. O máximo que apenas uma conta acumulou foi de 302 milhões de dólares. E aqui devem ser feitas duas ressalvas. A primeira é a de que a possessão de uma conta bancária como essas não necessariamente implica crime; às vezes podem implicar questões éticas, como aproveitar o fato de possuir uma conta em país estrangeiro para pagar menos impostos. Esse é o cerne da primeira denúncia de Falciani, a chamada Lista Lagarde, referência à Christine Lagarde, então Ministra das Finanças francesa e hoje encabeça o Fundo Monetário Internacional. Segundo, todas as contas suíças são secretas, pelas leis do país; um acordo assinado com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, em outubro de 2013, entretanto, pode acabar com isso, inserindo o sistema bancário suíço nos padrões internacionais.

Ressalvas feitas, chega-se aos casos em que os dados vazados demonstram que, sim, a prerrogativa de privacidade suíça foi utilizada para lavagem de dinheiro, crimes fiscais e fundos obtidos por vias criminosas. Importante lembrar que não são os primeiros casos do tipo que envolvem diretamente o HSBC, acusado de lavagem de dinheiro na Argentina, na Índia, no Reino Unido e nos Estados Unidos; cada link leva à uma fonte sobre cada caso. Nas informações presentes no ICIJ, pode-se ver que, dentre os clientes do banco sediado em Londres, estão nomes como Selim Alguadis, empresário turco, presente em lista de sanções dos governo dos EUA, por ter fornecido componentes ao programa nuclear líbio. Rachid Mohamed Rachid, possuidor de uma conta de trinta e um milhões de dólares, ex-ministro de Comércio do Egito no governo de Hosni Mubarak, foragido e condenado por desvio de recursos públicos. Investimentos da família de Muammar al-Gaddafi, ex-ditador Líbio e ligado diretamente ao terrorismo internacional, no valor de quase um bilhão de dólares.

A lista segue. Milhares de contas numeradas, de propriedade de companhias baseadas em paraísos fiscais. Frantz Merceron, doleiro do ex-presidente do Haiti Jean Claude “Baby Doc” Duvlaier, acusado de roubar novecentos milhões de dólares dos cofres públicos. Rami Makhlouf, primo do presidente sírio Bashar al Assad, listado conjuntamente em diversas contas. Vladimir Antonov, acusado na Lituânia por fraude bancária no valor de meio bilhão de Euros. Traficantes internacionais de armas, como Aziza Kulsum, que financiou a guerra civil do Burundi, de 1993 até 2005, que gerou trezentas mil mortes. Uma empresa de fachada do governo de Guiné, que traficou armamento para rebeldes na Libéria em 2003, incluindo crianças-soldado, com cerca de mil mortos. Três anos após o relatório das Nações Unidas sobre a Katex Mines Guinee, a conta possuía mais de sete milhões de dólares. Shailesh Vithlani, da Tanzânia, e Fana Hlongwane, da África do Sul, envolvidos na compra superfaturada de armamentos, pelo governo tanzanês, da empresa britânica BAE.

Contas envolvidas no caso Miterrand-Pasqua, que tem o nome midiático de “Angolagate”. Quarenta pessoas envolvidas em contratos franceses obscuros da venda de armas para Angola nos anos 1990, com cerca de cinquenta milhões de dólares em subornos, contratos totalizando cerca de oitocentos milhões de dólares, e teria envolvido o filho do presidente francês François Mitterrand. Wang Chia-Hsing, foragido da justiça de Taiwan por assassinato, filho de um traficante de armas. Finalmente, cerca de dois mil clientes envolvidos diretamente com a indústria de diamantes, inclusive a exploração dos diamantes de sangue; pedras preciosas exploradas em áreas de conflito que são usadas para financiar os grupos armados. Emmanuel Shallop, marfinense condenado pelo tráfico de diamantes de sangue. Os negociantes de diamantes presentes na lista de mais procurados da Interpol, Mozes Victor Konig e Kenneth Lee Akserod. A empresa Omega Diamonds, acusada de operações fraudulentas em Dubai e de operações em minas no Congo e em Angola. Mais informações, site do ICIJ.

Chega-se então ao ponto inicial, inspirado nas obras de ficção. Os registros vazados mostram, por exemplo, alguns clientes viajando a Genebra para sacar grandes quantias de dinheiro vivo. Embora muitas das contas possam não ter nenhuma pendência, atraindo mais atenção pelo seu valor midiático, como contas de artistas e atletas, é evidente que milhares de contas, somando uma quantia enorme de dinheiro, eram ligadas à atividades criminosas. Para dizer o mínimo. E, mais ainda, a instituição bancária estava muito provavelmente ciente desse tipo de ligação, já que diversos casos eram públicos, envolvendo não apenas denúncias, mas investigações e condenações. O HSBC, em sua defesa, que deve ser mencionada, afirmou, ao ICIJ, que está “integralmente comprometido a fornecer informações a autoridades” e “ativamente implantando medidas para assegurar que os clientes são transparentes em relação a impostos”, além de demonstrar a queda em seu número de contas secretas. Além disso, lembra que os dados são fruto de roubo e que podem ter sido manipulados.

A conclusão, entretanto, é um duro lembrete, de algo frequentemente esquecido: atividades ilícitas não são estanques, andam ao lado dos empreendimentos legítimos. O sistema é interligado pelo capital. Estima-se, de forma conservadora, que quase oito trilhões de dólares são mantidos em paraísos fiscais, custando aos tesouros públicos mundiais pelo menos duzentos bilhões por ano. O banco que financia o “sonho da casa própria” é o mesmo banco que lava o dinheiro fruto da morte de crianças congolesas ou que guarda o dinheiro desviado de cofres públicos. No atual panorama brasileiro, com a atual Operação Lava Jato da Polícia Federal, que envolve a maior empresa brasileira, a Petrobras, os principais e maiores partidos políticos brasileiros e as maiores empresas privadas brasileiras, ter isso em mente é de suma importância. O dinheiro suspeito que sai do topo da pirâmide e vai para uma empreiteira é, na base da pirâmide, o dinheiro do salário que um servente de obra usa para comprar seu alimento.

Sem o corruptor, não existe o corrupto. Sem a instituição financeira, não existe a lavagem de dinheiro desviado. O diamante que enfeita o anel na vitrine da joalheria de bairro nobre pode ser o diamante que rendeu dinheiro, armas e poder ao senhor da guerra local. Tudo isso, somado, implica na morte de milhares, talvez milhões, de inocentes. Inocentes no sentido de não terem culpa; de estarem no meio de um conflito por pedras patrocinado pelo capital internacional, de não terem acesso ao saneamento básico que não foi feito por ser decorrente de licitação fraudulenta, e por aí vai, ao gosto dos exemplos que o leitor desejar. Inocente, no sentido de de ingênuo, é o pensamento de que o crime e o ilícito pode ser combatido apenas em um extremo; o corrupto, o traficante, o doleiro. Quando um dos maiores bancos do mundo está envolvido em um ciclo como esse, fica explícito que a articulação de interesses é ampla, assim como necessita ser ampla a mudança e reforma desse sistema.

Filipe Figueiredo, 28 anos, é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.

FONTE: http://xadrezverbal.com/2015/02/09/hsbc-leaks-o-sistema-e-f-e-ainda-vai-morrer-muita-gente-inocente/