ADUENF lança nota sobre incêndio no CCH e alerta para a “crônica de uma tragédia anunciada”

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O pequeno incêndio ocorrido na noite do dia 17 de maio no Centro de Ciências do Homem (CCH) serviu de alerta para um problema que a ADUENF vem denunciando à Reitoria da UENF há vários anos: as condições precárias das instalações da universidade. Falhas estruturais, combinadas à presença de agentes químicos e biológicos nos laboratórios, podem colocar em risco a saúde e a vida de estudantes, docentes e servidores administrativos.

A precariedade da estrutura física foi evidenciada em diversas ocasiões. No retorno presencial após a pandemia de COVID-19, por exemplo, a ADUENF denunciou a falta de condições adequadas para garantir a distância mínima entre as pessoas durante as atividades acadêmicas, assim como a existência de salas de aula sem janelas ou com ventilação inadequada. Diante do silêncio por parte da Reitoria, a Associação ingressou com um processo no Ministério Público do Trabalho (MPT) pedindo mediação sobre temas relacionados à saúde no ambiente de trabalho na universidade.

A ADUENF também moveu uma Ação Civil Pública em favor da realização periódica das perícias para correta verificação de agentes insalubres e/ou perigosos no ambiente de trabalho, fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e elaboração de Perfis Profissiográficos Previdenciários (PPPs) e Laudos Técnicos das Condições do Ambiente de Trabalho (LTCATs). A ação foi julgada procedente pelo juiz da 4ª Vara Cível de Campos, Dr. Leonardo Cajueiro, em 21 de agosto de 2023. A Reitoria recorreu.

Conforme mapas de risco elaborados pelos chefes de laboratório e contidos no Processo SEI 260009/005365/2021, os espaços de pesquisa da UENF concentram uma série de agentes químicos e material biológico que, além de oferecem riscos à saúde, podem provocar uma catástrofe em caso de incêndio.

Diante dos fatos, o que ocorreu no CCH no dia 17 de maio não pode ser tratado como um incidente sem grandes consequências. Pelo contrário, pode configurar como a crônica de uma tragédia anunciada, caso não sejam adotadas providências.

Neste sentido, a ADUENF cobra que a Reitoria da UENF adote medidas urgentes para garantir a segurança das instalações da universidade e preservar a integridade da comunidade acadêmica.

É fundamental que a universidade continue produzindo e multiplicando saberes. Mas nunca é demais lembrar que, antes de tudo,  ela é feita de pessoas. Estamos falando em vidas. E vidas são prioridade.

DIRETORIA ADUENF-SESDUENF
Gestão União na Luta: Em Defesa da Universidade Pública e das Liberdades Democráticas
Biênio 2023/2025

O CCH como canário da mina: incêndio é alerta para a Uenf adotar medidas de segurança básicas

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Incêndio em sala de secretaria causou pânico e danos materiais no CCH/Uenf

Passei quase 7 anos em espaços de ensino e pesquisa nos EUA onde os cuidados com a segurança dos prédios era muito forte. No Laboratório Nacional de Oak Ridge que realizava pesquisas até com radiação nuclear tinhamos que passar por treinamentos rotineiros de saída organizada dos prédios para casos de incêndios e acidentes químicos.  Na Virginia Tech onde realizei o meu doutorado havia uma brigada de incêndio que tinha capacidade superior à da cidade de Blacksburg onde fica o campus principal da universidade.

Passados mais de 26 anos desde que cheguei na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), eis que ao longo do tempo cumpri o papel de Cassandra, oferecendo avisos que na maioria dos casos são solenemente ignorados, pois tal como a Cassandra original sou visto com um profeta das coisas em que ninguém acredita.

Pois bem, uma das coisas que sempre me vem à cabeça é que na Uenf somos todos muito sortudos porque vivemos riscos diários como se eles não existissem, nos tornando naquele violanista que insistia em tocar seu instrumento enquanto o Titanic afundava. Por exemplo, a instituição, ao contrário da Virginia Tech, não possui nem uma brigada de incêndios ou uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Além disso, há alguns anos, após o roubo de algumas mangueiras de incêndio, algum sábio dirigente decidiu que o problema seria resolvido retirando todas as que sobraram dos locais em que deveriam estar.  Além disso, há alguns atrás constatei que a maioria dos extintores estava vencida e que ninguém havia sido treinado para fazer uso daqueles que ainda estivessem funcionais.

Não posso esquecer da instalação de grades de ferro após alguns furtos pontuais de computadores em que um diretor do Centro de Ciências do Homem (CCH) decidiu instalar grades de ferro nos dois andares para impedir que os computadores roubados pudessem ser movidos sem que isso fosse percebido. Na época disse ao emérito dirigente que ele estava nos condenando a não estar vias de escapa caso um incêndio acontecesse no prédio.  Como uma boa Cassandra, fui ignorado e as grades permaneceram e acabaram normalizadas como se não oferecessem qualquer risco para a segurança de professores, estudantes, servidores técnicos e trabalhadores terceirizados.

O problema é que na mitologia grega, como na vida real, algumas profecias funestas acaba trazendo um quê de acerto. E eis que na noite de ontem, um incêndio destruiu completamente a sala que abriga a secretaria do Laboratório de Estudos da Educação e Linguagem (LEEL), responsável principal pelo funcionamento do curso de Pedagogia, cujas aulas são majoritariamente oferecidas no período norturno.  A falta de alarmes e a inexistência de sinalização para a evacuação do prédio acabou resultando em um cenário caótico em que professores estudantes acabaram saindo de forma completamente desorganizada do andar onde o incêndio ocorreu, mostrando um despreparo que poderia ter sido fatal (ver vídeo abaixo).

Uma rápida visita à sala incendiada me deixou com a impressão de que a Uenf ontem passou muito perto de uma tragédia, pois felizmente o fogo não se espalhou e a ação do Corpo de Bombeiros foi rápida e eficiente, contendo o incêndio no seu ponto de origem. Mas uma rápida olhada no que sobrou do que estava na sala incendiada indica que realmente passamos muito perto de algo muito sério, especialmente em função do despreparo institucional com o quesito segurança (ver imagens abaixo).

Há ainda que se observar que o CCH é o prédio de menor risco, pois não possuímos produtos químicos capazes de gerar explosões, como é o caso de diversos prédios que abrigam laboratórios que utilizam esses insumos em suas pesquisas Nesse sentido, esse incêndio tornou o CCH uma espécie de canário na mina, pois mostra que a possibilidade de grandes incêndios não se trata apenas de uma profecia de Cassandra.

E agora, o que fazer?

Certos acontecimentos servem como alertas para que medidas procrastinadas por uma mensuração equivocada dos riscos sejam finalmente adotadas.  Como já conversei informalmente com a reitora da Uenf, professora Rosana Rodrigues, esse incêndio coloca a instituição diante da necessidade de ações emergenciais, a começar pela criação de uma brigada de incêndios devidamente equipada e treinada.  Além disso, há que se retomar o funcionamento efeito de uma CIPA, de forma a que se identifiquem as áreas de maior necessidade para ações preventivas.

Mas há também que se instalar sistemas de alarme e orientação para todos os prédios, de modo a que na repetição do que aconteceu no CCH, a resposta seja mais rápida e efetiva, de modo a que se evite o pior cenário que envolveria grande destruição de estruturas e mortes de membros da comunidade universitária.

Recentemente, a Assessoria de Comunicou divulgou e a mídia corporativa campista repercutiu uma nota em que a reitoria da Uenf divulgava gastos de R$ 30 milhões com equipamentos de pesquisa. Se tivéssemos veículos de imprensa de verdade, a pergunta que teria sido feita à reitora da Uenf é de qual teria sido o investimento em medidas de segurança que haviam sido adotadas para proteger esse patrimônio e aqueles que realizam suas pesquisas neles. A resposta mais provável é que o gasto na área de segurança teria sido zero, o que explicitaria o desequilíbrio de investimentos. Afinal, como dizia Darcy Ribeiro, o que faz uma universidade ser grande não são prédios novos ou equipamentos caros, mas as pessoas que trabalham nela. Nesse sentido, a proteção das pessoas deveria ser, e claramente não tem sido, a prioridade máxima.

A minha expectativa é que as ações necessárias recebam o grau de urgência que elas exigem. Do contrário, não me restará nada a mais a fazer a não ser continuar cumprindo o papel de Cassandra. Pelo menos assim, ninguém poderia fingir ignorância.

Fogo antecedido por explosão provoca rasgo na imagem do Porto do Açu

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Foto: Parahybano

O Porto do Açu, empreendimento iniciado pelo ex-bilionário Eike Batista, nunca materializou a imagem grandilonquente projetada pelo seu idealizador nas suas apresentações de Powerpoint. Isto se deu em que pese toda a mão dada pelos diferentes níveis de governo, incluindo o aporte de recursos bilionários de diferentes fontes públicas. Sem falar, é claro, no lamentável processo de desapropriação que prejudicou milhares de famílias de pequenos agricultores no V Distrito de São João da Barra.

Mas há que se reconhecer que, com base nos trabalhos de uma habilidosa assessoria de mídia, os atuais controladores do Porto do Açu conseguiram projetar uma imagem de eficiência gerencial e de sucesso do empreendimento. Pois bem,  como inicialmente noticiou o site Parahybano,  na madrugada desta 6a. feira,  uma explosão causou um grande incêndio em um navio ancorado no Porto do Açu, o barco norueguês Skandi Búzios, obrigando a mobilização de veículos do Corpo de Bombeiros para evitar danos maiores à infraestrutura portuára (ver vídeo abaixo).

Apesar do incêndio já ter sido controlado e alegadamente não existirem vítimas deste incidente, é inevitável dizer que anos de marketing estratégico podem ter ido pelos ares.  É que mesmo funcionando com baixa demanda, o Porto do Açu ainda passou por uma experiência que coloca em xeque a imagem de eficiência que procura passar em suas propagandas.

Agora, imaginemos o que poderia ter acontecido se o navio em que ocorresse um sinistro deste tipo fosse um desses superpetroleiros que o Porto do Açu sonha em ter ancorado em seus terminais. Com certeza, o problema teria sido bem mais complexo para ser controlado.

Porto do Açu e suas múltiplas mazelas ambientais: G1 noticia incêndio atinge área da RPPN Fazenda Caruara

Incêndio ambiental atinge área em São João da Barra, RJ

Fogo começou na última quinta-feira (26) na Fazenda Caruara. Cerca de 10 bombeiros trabalham no local para conter os focos.

 Do G1 Norte Fluminense
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Um incêndio atinge a vegetação de uma fazenda no distrito do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense neste sábado (28). Os bombeiros estão no local desde a manhã e tentam conter os focos. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o fogo atinge o local desde a última quinta-feira (26).

O tamanho do prejuízo causado pelo fogaréu no Porto do Açu

Após semanas de espera, a imagem do Landsat que nos permitiu estimar o tamanho correto da área queimada no entorno do Porto do Açu no dia 26 de Setembro ficou disponível, e o resultado é de impressionar. Segundo cálculos acurados, a área é de 814 hectares, o equivalente a 814 campos de futebol. As análise nos permitiriam verificar que não apenas queimaram áreas de pastos, mas também de vegetação de restinga, como mostra a imagem abaixo.

Incêndio Açu

 

Agora que o dano ambiental está medido, e com alta acurácia, eu fico me perguntando se o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) ou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São João da Barra já tomaram as providências que lhes cabiam para apurar os responsáveis, lavrar as devidas multas e exigir o estabelecimento das medidas de recuperação da área de vegetação nativa que  foi danificada pelo fogo.

Muita fumaça no ar gera preocupação nas comunidades rurais no entorno do Porto do Açu

Acabo de conversar com um produtor rural do V Distrito de São João da Barra e ele se mostrou muito preocupado com o forte cheiro de fumaça que impregna a atmosfera em toda a área na tarde desta segunda-feira (29/09).  A existência deste forte cheiro de fumaça não me surpreende, pois dada a quantidade de terras que queimou nos últimos dias e a inexistência de chuvas torna essa situação bastante compreensível.

Mas como estive rodando por boa parte do V Distrito na manhã de sábado, também notei que há uma forte possibilidade de que novos incêndios de grandes proporções possam ocorrer, especialmente nas áreas que foram desapropriadas e que se encontram completamente abandonadas.

Ai é que eu pergunto aos nobres colegas da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) e do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) sobre quais medidas de precaução estão sendo adotadas para impedir ou, pelo menos, minimizar a ocorrência de novos incêndios no entorno do Porto do Açu? É que se o problema vier a ocorrer, colocar a culpa em São Pedro não vai isentar ninguém de suas responsabilidades.

Finalmente, quero lembrar que existem várias localidades que abrigam centenas de famílias nas imediações dos 7.500 hectares que a CODIN desapropriou para entregar ao conglomerado de empresas do ex-bilionário Eike Batista.  Quem é que vai se preocupar com a proteção delas? Ninguém?

O número de Maracanãs queimados no entorno do Porto do Açu pode ser bem maior do que inicialmente estimei

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Acabei de refazer meu cálculo inicial da área queimada no entorno do Porto do Açu entre sexta-feira e ontem (27/09) e o número pode ser bem maior do que havia sido estimado inicialmente. Como ainda preciso refazer os cálculos da área do polígono queimado, a única coisa que posso dizer é que o número de Maracanãs (minha unidade de referência neste caso) pode ser até 40 vezes maior do que coloquei na postagem anterior, podendo ultrapassar 700 hectares (ou 175 alqueires)!

Para dar uma ideia do “prejuízo” coloco a imagem abaixo que mostra a área afetada pelo incêndio.

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Mas minha pergunta ao INEA continua mais válida do que nunca. Será que algum técnico já foi lá verificar in loco o montante de hectares queimados?

20 Maracanãs queimados! Essa é a primeira estimativa sobre a área atingida pelo fogo no entorno do Porto do Açu:

Ontem após o fogo que ocorreu nas terras que a empresa controladora do Porto do Açu herdou da falecida LL(X) li uma matéria que dizia que um equivalente a dois campos de futebol teria sido atingido pelas chamas que duraram quase 24 horas.

Pois bem, hoje me dirigi ao Earth Google e defini a área mínima que pode ter sido queimada, e cheguei ao valor de 20.7 hectares, o que equivaleria a 20 e não 2 campos de futebol. Em suma, em vez de 2 Maracanãs, tivemos pelo menos uns 20 Maracanãs pegando fogo!

Aviso logo que eu usei a área mínima baseado numa estimativa conservadora, pois possivelmente a área atingida foi maior. Lá no Paraná, onde minha família possui uma série de pequenas propriedades rurais, um incêndio desta magnitude seria seguido imediatamente por uma visita de técnicos ligados ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) que iriam lavrar autos de infração e aplicar multas ambientais.

Eu fico imaginando se o INEA já fez essa visita para apurar a dimensão do dano ambiental causado por um incêndio cujo controle para impedir sua ocorrência caberia tanto à Prumo Logístico como à Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) que possuem terras afetadas pelo sinistro em questão. 

Será que esta visita já aconteceu, ou vai ter que esperar a abertura de outro processo pelo Ministério Público Federal (MPF)? Afinal, a estiagem não poderá ser usada como bode expiatório para mais este incidente no entorno do Porto do Açu. É que se perguntarem para qualquer agrônomo recém formado na UENF, a resposta mais provável é de que a magnitude deste incêndio não tem nada de natural, mas de manejo de áreas de pastagens abandonadas.

Em tempo: nos próximos dias irei fazer análises mais rigorosas sobre a área queimada em caso de precisar confeccionar outro relatório para o MPF!

Ururau: fogo nas terras no entorno do Porto do Açu foi controlado

Depois de 21 horas de combate, incêndio é controlado em área do Açu

Fogo começou na parte da tarde e atingiu uma grande área que pertence a Prumo

Ururau

Fogo começou na parte da tarde e atingiu uma grande área que pertence a Prumo

Bombeiros militares e brigadistas do Porto do Açu controlaram no início da tarde deste sábado (28/09) o incêndio que devastou a vegetação e destruiu grande área desapropriada no 5º distrito de São João da Barra.O fogo, que começou por volta das 15h, desta sexta-feira (26/09) se espalhou rapidamente na vegetação seca, impulsionado pelo vento. Foram 21 horas de trabalho intenso.

Devido a grande proporção do incêndio, brigadas de outras empresas particulares foram chamadas para ajudar. Todo efetivo do Corpo de Bombeiros Militar foi acionado, inclusive militares de folga e de batalhões de outros municípios. A extensão da área devastada ainda não foi calculada. 

Mais de 100 homens passaram a madrugada tentando apagar o incêndio. Um caminhão pipa, com capacidade de 30 mil litros de água do Corpo de Bombeiros passou a ser reabastecido pela própria empresa e pela Prefeitura, para ajudar na contenção do fogo.

Com a persistência das chamas, animais silvestres, como uma cobra apareceu na estrada para fugir do fogo.

A estrada de acesso ao Açu teve que ser fechada na madrugada, o que se repete todas as vezes que a fumaça invade o asfalto, impedindo a visibilidade. Na noite desta sexta, três famílias do distrito tiveram que deixar suas casas por causa da fumaça e ir para casa de parentes. Ainda havia o risco eminente pelo fato de não ser possível naquele momento dimensionar a proporção que o incêndio poderia tomar. Na manhã deste sábado as famílias puderam retornar para suas residências.

Ainda não há confirmação sobre a causa do incêndio, mas a hipótese provável é que seja por causa da seca que atinge a região.

Para este sábado não há previsão de chuva em São João da Barra e na região. Segundo o Climatempo, neste domingo deve chover apenas dois milímetros, entre a tarde e a noite, ou seja, uma quantidade muito pequena.

Por meio de nota à imprensa, a Prumo informou, às 14h04, que já foram controlados todos os focos de incêndio que atingiram a área do complexo industrial do Porto do Açu.

“Cerca de 150 pessoas atuaram desde a tarde de sexta-feira-feira (26) no combate ao incêndio. Entre eles o Corpo de Bombeiros de São João da Barra, Campos, Itaperuna, a Defesa Civil de São João da Barra e a Prefeitura de SJB, além da Brigada de Incêndio da Prumo. As empresas Ferroport, Marpem, Braço Forte, Concremat e HPW também atuaram no combate ao fogo.

A Defesa Civil foi acionada e, junto com a equipe de Responsabilidade Social da Prumo, acompanhou as famílias que estavam na área de risco. A empresa mobilizou ônibus e equipes sociais, que estiveram durante o todo o período na área de risco prestando suporte as famílias. Apesar do fogo não ter atingido nenhuma área residencial, foi necessária a remoção de três famílias, por causa da fumaça que atingiu o local. Elas já retornaram a suas casas.

Ainda não se sabe a causa do incêndio, que foi propagado pelos fortes ventos na área”. 

FONTE: http://www.ururau.com.br/cidades49492_Depois-de-21-horas-de-combate,-inc%C3%AAndio-%C3%A9-controlado-em-%C3%A1rea-do-A%C3%A7u

Quotidiano: Incêndio em área do Complexo Industrial do Açu está sem controle

Por Bruno Costa, bruno.costa@quotidiano.com.br
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Fogo pode atingir comunidades.Ainda não se sabe a causa do incêndio, mas o tempo seco contribuiu para expansão. A orientação para a população é que fique atenta ao menor risco

 Iniciou na tarde desta sexta-feira (26), um incêndio nos arredores de onde será instalado o Polo Metal Mecânico do Complexo Industrial do Açu, no quinto distrito de São João da Barra, que atinge proporções alarmantes. O forte vento nordeste está contribuindo para estender a área atingida na Fazenda Papagaio e se espalha para o Trevo de Pipeiras, podendo atingir comunidades.

No local – agora à noite – trabalham cerca de 100 pessoas ligadas às brigadas de incêndio da Prumo – empresa proprietária do Porto/Complexo do Açu – da Ferroport e de outras empresas que prestam serviços no Porto. A Brigada de Incêndio do Grupo Thoquino também foi acionada, Corpo de Bombeiros e a secretaria municipal de Meio Ambiente.

Segundo informações, ainda não se sabe a causa do incêndio, mas o tempo seco contribuiu para sua expansão. A orientação para a população local é que fique atenta ao menor sinal de risco.  

Franciane Toledo, moradora de Água Preta, postou em seu perfil nas redes sociais sua preocupação perante o ocorrido. “Hoje a natureza mostra outra vez sua força, um incêndio sem controle ceifa a vegetação precária de nosso tão amado e querido quinto distrito”, diz.

Segundo o blog do professor Pedlowski, a falta de chuvas e a existência de áreas pastagens secas podem ter causado o incêndio de grandes proporções nas terras que foram adquiridas pelo Grupo EB(X) nas proximidades do Porto do Açu. 

Incêndio em 2010

Em 2010 houve um incêndio de grandes proporções. Na época, o fogo atingiu a Mata do Caroaca, uma reserva de restinga de grande relevância ambiental que foi adquirida pela LLX (comprada pela Prumo) e que deve se tornar uma Unidade de Conservação. A fauna e flora da reserva são exuberantes. Por lá encontramos jararacas pico-de-jaca, jibóias da restinga, tamanduás-de-colete, preguiças-de-coleira, ouriço caixeiro, pequenos roedores, guaxinim (mão pelada), caracarás (carcarás), gaviões, sabiás-da-praia, anuns, tiê-sangue, lagartos teiú, lagartos-do-Rabo-verde, cactáceas, bromeliáceas, abaneiros, calombos, muricis, gravatás entre outras espécies relevantes e em extinção. 

FONTE: http://www.quotidiano.com.br/noticia-1529/incendio-em-area-do-complexo-industrial-do-acu-esta-sem-controle-