Dados científicos sugerem que a Europa está perdendo florestas em ritmo alarmante por causa da extração de madeira

O aumento da extração de madeira pode afetar a capacidade das florestas da Europa de combater a crise climática devido à redução da capacidade de absorção de carbono

florestas europeiasUma floresta sueca ao pôr do sol. A perda de biomassa florestal é mais acentuada na Suécia, responsável por 29% do aumento na colheita.  Foto: Alamy

Por Fiona Harvey para o “The Guardian”

Dados científicos de um artigo recém publicado sugerem que a Europa perdeu uma área significativa de florestas devido ao aumento da extração de madeira nos últimos anos, reduzindo a capacidade de absorção de carbono do continente, e possivelmente indicando problemas mais amplos com as tentativas da União Europeia (UE) de combater a crise climática.

Muitas das florestas da UE – que representam cerca de 38% da sua superfície terrestre – são manejadas para a produção de madeira e, portanto, são colhidas regularmente. Mas a perda de biomassa aumentou 69% no período de 2016 a 2018, em comparação com o período de 2011 a 2015, segundo dados de satélite. A área de floresta colhida aumentou 49% na mesma comparação, publicada na revista Nature Research .

Isso indica que muito mais colheitas ocorreram em um curto período, mesmo considerando os ciclos naturais e o impacto de eventos como incêndios florestais e nevascas fortes. Pode-se esperar que a área colhida varie menos de cerca de 10% devido a ciclos de cultivo e plantio e efeitos similares, segundo Guido Ceccherini, do Centro Comum de Pesquisa da UE, autor principal do estudo.

Portanto, é provável que outros fatores estejam em jogo, e isso pode incluir aumento da demanda por madeira como combustível e mercados maiores para madeira e outros produtos de madeira. Os dados de satélite podem, portanto, ser um indicador precoce de demandas insustentáveis ​​colocadas nas florestas da UE.

A perda de biomassa florestal é mais pronunciada na Suécia, responsável por 29% do aumento da colheita, e na Finlândia, por cerca de 22%. Polônia, Espanha, Letônia, Portugal e Estônia foram muito menos afetados, pois juntos representaram cerca de 30% do aumento nos 26 países estudados.

Ceccherini disse ao The Guardian que é improvável que o aumento observado na colheita e a perda de biomassa resultem em um declínio na área da UE que é florestada em geral, pois a maioria das florestas colhidas seria regenerada . Mas isso prejudicaria a capacidade de absorção de carbono das florestas da UE no curto prazo, disse ele.

“As florestas continuam a ser um sumidouro de carbono , mas menos do que antes”, disse Ceccherini. “Mesmo que parte do carbono da biomassa colhida seja usada em produtos de madeira de longa duração, possivelmente substituindo materiais com maior consumo de energia, como aço ou cimento, a maioria retornará à atmosfera como CO2 em um curto período de tempo [desde] meses a alguns anos. Até que o estoque de carbono nas áreas colhidas retorne aos níveis anteriores, o que leva várias décadas, dependendo do tipo de floresta, um aumento na colheita é, portanto, equivalente a um aumento nas emissões de dióxido de carbono para a atmosfera. ”

As florestas compensam cerca de 10% das emissões de gases de efeito estufa da UE. Como é provável que as áreas colhidas sejam replantadas, o novo crescimento continuará absorvendo dióxido de carbono da atmosfera, de modo que o balanço de carbono da Europa poderá não ser muito afetado a longo prazo.

No entanto, os pesquisadores disseram que era importante descobrir por que a colheita aumentou tão repentinamente, caso isso indique problemas subjacentes mais amplos na maneira como as florestas da Europa estão sendo gerenciadas. Este estudo não pode estabelecer definitivamente as causas dos aumentos na colheita, por isso são necessárias mais pesquisas.

O aumento da demanda por madeira e produtos de madeira, como celulose e papel, e mais queima de biomassa por combustível podem estar por trás do rápido aumento da colheita observado nos países nórdicos. Nesse caso, de acordo com os pesquisadores, é importante saber para que quaisquer impactos adversos possam ser contidos rapidamente.

O professor Thomas Crowther, fundador do Crowther Lab, que não participou da pesquisa, disse: “É preocupante ver que a crescente demanda por produtos florestais pode estar reduzindo o carbono armazenado na biomassa viva das florestas européias. É possivelmente mais preocupante que a remoção de florestas também possa ameaçar o armazenamento de carbono abaixo do solo. Essas florestas de alta latitude suportam alguns dos maiores estoques de carbono do solo do mundo. Se o desmatamento ameaçar a integridade dos estoques de carbono no solo de alta latitude, os impactos climáticos poderão ser mais fortes do que o esperado anteriormente. ”

fecho

Este artigo foi escrito originalmente em inglês e publicado pelo The Guardian [Aqui!].

Mudança do clima aumentou risco de incêndios florestais na Austrália, aponta novo estudo

Bush Fire

De acordo com cientistas, as chances de episódios como os incêndios recentes no sudeste da Austrália acontecer aumentaram ao menos 30% por conta da mudança do clima causada pelas emissões antropogênicas de gases de efeito estufa

A mudança do clima causada pela humanidade contribuiu para criar condições meteorológicas propícias para os incêndios florestais no sudeste da Austrália do final de 2019 e começo de 2020, aponta uma análise feita pelo World Weather Attribution, um grupo internacional que reúne renomados cientistas da área de clima.

Os pesquisadores concluíram que a mudança do clima causada pela elevação da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera da Terra aumentou as chances da Austrália passar por episódios extremos de incêndio florestal em ao menos 30% – mas esse valor pode ser ainda maior, já que a tendência de calor extremo é um dos principais fatores nesse processo e os modelos climáticos ainda subestimam essa tendência na análise.

“As alterações climáticas fazem parte da paisagem atual da Austrália. O calor extremo é claramente influenciado pelas mudanças climáticas causadas pelo Homem, que podem influenciar as condições de fogo”, diz Sophie Lewis, pesquisadora da University of New South Wales, na Austrália. “Temos evidências de que as estações de fogo na Austrália se tornaram mais prolongadas e intensas, e as temperaturas extremas têm desempenhado um papel importante nisso”.

Se as temperaturas globais se elevarem até 2oC, o estudo aponta que as condições para episódios como esse na Austrália se tornarão ao menos quatro vezes mais comuns como resultado da mudança do clima.

O estudo de atribuição observou o Fire Weather Index, que mede as condições meteorológicas relacionadas ao risco de incêndios florestais nas áreas no sudeste da Austrália que foram as mais afetadas pelos incêndios em 2019/2020. Ele comparou as condições atuais, com pouco mais de 1oC de aquecimento global, com o clima observado por volta do ano 1900, usando registros e modelos climáticos.

Os pesquisadores também examinaram o calor extremo e a seca meteorológica (períodos de precipitação extremamente baixa), que são elementos importantes no Fire Weather Index. Uma semana de temperaturas quentes, como aquela vivida no sudeste australiano em dezembro de 2019, tornou-se ao menos duas vezes mais provável por conta da mudança do clima causada pela humanidade. Ondas de calor como aquela observada na Austrália em 2019/2020 são agora mais quentes em cerca de 1-2oC do que as registradas por volta de 1900.

Períodos de precipitação extremamente baixa são mais relevantes para o clima de incêndio do que as tendências de precipitação média, que são um motor da seca agrícola. Os extremos secos anuais tornaram-se um pouco mais comuns no sudeste da Austrália, com 2019 sendo o ano mais seco desde 1900, embora a tendência esteja dentro do intervalo esperado das flutuações climáticas naturais. Os pesquisadores não foram capazes de ligar diretamente o recente recorde de baixa pluviosidade anual nem o mês mais seco da estação de incêndios com a mudança do clima. Outros aspectos da seca não incluídos no estudo, como baixo suprimento de água e solos secos, são influenciados pelas temperaturas altas e, por isso, estão ligados à mudança do clima.

As condições de incêndios descritas pelo Fire Weather Index desde 1979 pioraram mais rapidamente do que as simuladas pelos modelos climáticos. O risco climático do fogo aumenta em grande parte devido a eventos de calor mais intenso. Os modelos climáticos subestimam essa tendência no sudeste da Austrália, como pesquisas anteriores também apontaram em outras partes do mundo. Assim, enquanto os modelos climáticos mostram que a mudança climática causada pela humanidade aumentou em pelo menos 30% as chances da Austrália ter registros extremos do Fire Weather Index, os pesquisadores concluíram que o verdadeiro aumento poderia ser muito maior, com base na sua análise observacional e na subestimação das tendências de calor extremo.

“Descobrimos que os modelos climáticos lutam para reproduzir esses eventos extremos e suas tendências de forma realista. No entanto, eles sempre subestimam o aumento das chances de risco extremo de incêndio, como a Austrália viu nos últimos meses”, aponta Geert Jan van Oldenborgh, do Instituto Real Meteorológico dos Países Baixos. “Isso significa que sabemos que o efeito é maior que os 30% de aumento observado, o que já é uma influência significativa do aquecimento global”.

Outras ligações entre mudança do clima e o risco de incêndio na Austrália estavam além do escopo do estudo, tais como fontes de ignição e estações de incêndio prolongadas que diminuem a janela para a redução segura do risco de incêndio.

Estudos de atribuição como esse são importantes para analisar o efeito da mudança climática global sobre eventos meteorológicos locais. “Diante de incêndios como estes, a questão não é apenas se o clima em transformação está tendo um efeito sobre o fogo, mas como essas mudanças estão afetando esses eventos e sua probabilidade”, explica Friederike Otto, da University of Oxford no Reino Unido. “Nossa pesquisa apontou que a mudança climática é, de fato, um fator importante nesses episódios em âmbito local. Por isso, precisamos continuar testando nossos modelos climáticos no mundo real, de modo a fornecer informações com maior confiança sobre riscos climáticos no nível local, na escala em que as pessoas vivem e tomam decisões”.

Para Maarten van Aalst, do Centro Climático da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho Internacional, episódios como os incêndios recentes na Austrália reforçam as dificuldades que eventos climáticos extremos impõem às pessoas, especialmente aquelas mais vulneráveis. “As alterações no clima já estão tornando o trabalho humanitário mais difícil. Estamos enfrentando riscos maiores e mais surpresas. Este estudo mostra que esses riscos crescentes também se refletem em perda maciça como a que observamos na Austrália na virada para o ano de 2020. Pessoas e comunidades têm sido duramente atingidas e a recuperação pode levar muitos anos. Os riscos climáticos crescentes significam que a adaptação e a resiliência são críticos, mas por si só não são suficientes – reduzir emissões é crucial”.

Autores do estudo:
• Geert Jan van Oldenborgh, Instituto Real Meteorológico dos Países Baixos, De Bilt, Países Baixos
• Folmer Krikken, Instituto Real Meteorológico dos Países Baixos, De Bilt, Países Baixos
• Sophie Lewis, University of New South Wales, Canberra, Austrália
• Nicholas J. Leach, University of Oxford, Oxford, Reino Unido
• Flavio Lehner, Institute for Atmospheric and Climate Science, ETH Zurich, Zurique, Suíça; Climate and Global Dynamics Laboratory, National Center for Atmospheric Research, Boulder, Estados Unidos
• Kate R. Saunders, Delft Institute of Applied Mathematics, Delft University of Technology, Delft, Países Baixos
• Michiel van Weele, Instituto Real Meteorológico dos Países Baixos, De Bilt, Países Baixos
• Karsten Haustein, Environmental Change Institute, University of Oxford, Oxford, Reino Unido
• Sihan Li, Environmental Change Institute, University of Oxford, Oxford, Reino Unido; Oxford e-Research Centre, University of Oxford, Oxford, Reino Unido
• David Wallom, Oxford e-Research Centre, University of Oxford, Oxford, Reino Unido
• Sarah Sparrow, Oxford e-Research Centre, University of Oxford, Oxford, Reino Unido
• Julie Arrighi, Red Cross Red Crescent Climate Centre, Haia, Países Baixos; Global Disaster Preparedness Center, Washington DC, Estados Unidos
• Roop P. Singh, Red Cross Red Crescent Climate Centre, Haia, Países Baixos
• Maarten K. van Aalst, Red Cross Red Crescent Climate Centre, Haia, Países Baixos; Faculty of Geo-information Science and Earth Observation, University of Twente, Enschede, Países Baixos; International Research Institute for Climate and Society, Columbia University, Nova York, Estados Unidos
• Sjoukje Y. Philip, Instituto Real Meteorológico dos Países Baixos, De Bilt, Países Baixos
• Robert Vautard, Institut Pierre-Simon Laplace, França
• Friederike E. L. Otto, Environmental Change Institute, University of Oxford, Oxford, Reino Unido

Sobre o World Weather Attribution (WWA)

 

O World Weather Attribution (WWA) é um grupo de colaboração internacional que analisa e comunica a possível influência das mudanças climáticas em eventos climáticos extremos, tais como tempestades, chuvas extremas, ondas de calor, períodos de frio e secas.

Mais de 230 estudos examinaram se as mudanças climáticas tornaram mais prováveis determinados eventos climáticos. Um estudo recente do mesmo grupo descobriu que a mudança climática tornou mais provável a onda de calor recorde de junho na França. Também constatou que a chuva na tempestade tropical Imelda, que atingiu o Texas em setembro, foi tornada mais provável e intensa pelas mudanças climáticas.

Os incêndios florestais em toda a Austrália em 2019-20, particularmente ao longo da costa sudeste, queimaram mais de 11 milhões de hectares (uma área maior que a Irlanda ou Coreia do Sul), destruíram quase 6.000 edifícios e mataram pelo menos 34 pessoas e mais de 1,5 bilhões de animais. Os custos econômicos dos incêndios podem chegar a 100 bilhões de dólares, de acordo com estimativas separadas.

Mais informações em http://www.worldweatherattribution.org/

20% de desmatamento é só um dos problemas na Amazônia. Talvez seja o menor

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A recente polêmica envolvendo as críticas do presidente Jair Bolsonaro sobre os dados gerados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o desmatamento (também conhecido como corte raso) na Amazônia brasileira tem servido para obscurecer o fato de que existem outros mecanismos de alteração da qualidade e da quantidade da cobertura vegetal.

E o interessante é que dois destes mecanismos já são bem estudados pela comunidade científica brasileira e internacional em função dos graves prejuízos que também causam sobre a biodiversidade e os serviços ambientais associados à floresta em sua condição primária. Falo aqui da degradação e da fragmentação florestal cujos agentes responsáveis são basicamente os mesmos do desmatamento, mas variam em termos de intensidade e do foco espacial.

Mas o essencial é que degradação está muitas vezes associada à entrada de diferentes atores dentro de áreas florestais para a retirada de madeira e de minérios.  O processo de degradação pode resultar tanto em mudanças drásticas da cobertura vegetal como também em alterações que rapidamente são assimiladas pela vegetação a partir de um processo de sucessão florestal.  Nesse caso a ação de madeireiros e garimpeiros são as mais notáveis, ainda que em áreas dominadas pela agricultura familiar possa ocorrer a retirada paulatina de madeira ao longo até de várias décadas, sem que se perceba grandes mudanças nas leituras espectrais da cobertura vegetal da área afetada em função da baixa intensidade das alterações promovidas.

A fragmentação é outro processo que se soma ao desmatamento e à degradação para promover a descaracterização das áreas afetadas, promover o chamado “efeito de borda“, e acelerar as mudanças nos serviços ambientais a partir da facilitação de diversos processos, incluindo os incêndios florestais.

fogo amazoniaIncêndio florestal na Amazônia. Adaman Roman.

O fato é que todo o foco colocado pelo presidente Bolsonaro e seus ministros anti-ciência (Marcos Pontes) e anti-ambiente (Ricardo Salles e Tereza Cristina) nos dados de corte raso é um típico jogo de cena, pois, com isso, se evita uma discussão mais ampla da devastação que está em curso tanto na Amazônia como no Cerrado.  A verdade é que os ditos 20% de desmatamento total na bacia Amazônica representam uma fração minoritária das áreas que já não são possíveis de ser consideradas como “naturais”.

Uma dificuldade nos estudos relacionados às mudanças no uso e cobertura da terra na Amazônia tem sido justamente calcular a área total afetada pelos diferentes processos aqui citados (i.e., desmatamento, degradação e fragmentação).  Apesar de existirem estudos pontuais, ainda não se produziu um cálculo que possa expressar a ação conjunta de todos eles no conjunto da bacia Amazônica. Felizmente, existem estudos em preparação que irão nos trazer números globais sobre a ação combinada destes processos.

E é certo que quando os cálculos combinados se tornarem públicos, a pressão sobre o governo Bolsonaro deixará o atual debate sobre o desmatamento raso como algo que ele é, uma tentativa de desviar a atenção mundial da destruição que está em curso na Amazônia, da qual o governo Bolsonaro é um dos seus principais artífices.  A ver!

Eventos de secas extremas deverão aumentar emissão de CO2 na Amazônia

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Em um artigo liderado por um ex-estudante da Universidade Estadual do Norte Fluminense e hoje pesquisador do Insituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Luiz Aragão, temos a informação de que eventuais diminuições na emissão de gás carbônico via o processo de desmatamento deverão ser compensadas por aquelas oriundas de eventos climáticos extremos, tais como secas, que estão causando um alto número de incêndios em toda a Amazônia brasileira [1].

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Imagem do satélite Landsat 8 OLI (Operational Land Imager) mostrando quilometros de florestas queimadas (tons de magenta)  em regiões cobertas por vegetação nativa (tons de verde) na porção leste da Amazônia brasileira.  A cor branca representa nuvens. Fonte: U.S. Geological Survey’s Earth Explorer Platform

Como os eventos climáticos extremos estão aumentando em número e em frequência, e não são eventos controláveis, haverá uma dificuldade adicional para que se controle as emissões de CO2, mesmo que alcance a redução das taxas de desmatamento e dos focos de queimadas. 

Essas conclusões poderão ser ainda mais drásticas quando se considerar que boa parte da floresta considerada em “estado primário”  já foi afetada por atividades ilegais de exploração madeireira e garimpo, o que aumentou as áreas suscetíveis à ocorrência de incêndios.

Aliás, essa subestimativa da área “perturbada” por ações antrópicas é um dos pontos menos abordados na literatura científica. Quando for estimado com precisão como está efetivamente o estoque da cobertura vegetal já alterada por ações de exploração é bem provável que as estimativas que são oferecidas neste estudo tenham que ser recalculadas para cima e não para baixo.

De qualquer forma, as contribuições do estudo liderado pelos pesquisadores do Inpe ao entendimento das emissões de carbono associadas à ocorrência de incêndios são muito importantes. 

Quem desejar acessar este trabalho, basta clicar [Aqui!]


[1] http://www.stockholmresilience.org/research/research-news/2018-02-14-a-different-kind-of-fire.html