Passarela de acesso ao hotel olímpico: com uma tremenda cara de Ciclovia Tim Maia

As imagens abaixo estão circulando nas redes sociais a partir de fontes que eu considero confiáveis, e mostram setores da passarela que dará acesso ao hotel que abrigará participantes dos Jogos Olímpicos de 2016.

Agora me respondam se esta passarela está com uma tremenda cara de Ciclovia Tim Maia ou não! Será que todas as obras bilionárias que foram realizadas na chamada Cidade Olímpica estão deste jeito? Se estiverem, corremos o risco de passar um vexame, desculpem-me o trocadilho, de proporções olímpicas.

Câmara dos Deputados convida para audiência pública online para debater as condições da Baía da Guanabara para receber os Jogos Olímpicos

 

baia jogos

Condições de Saúde da Baía de Guanabara – 02/09 – 15h,

Sala fechada

Audiência Pública para debater as condições de saúde da Baía de Guanabara para a realização das atividades aquáticas nos Jogos Olímpicos a serem realizados no Rio, em 2016.

Requerimento nº 73/2015
Iniciativa: deputados Fábio Mitidieri, Valadares Filho e Flávia Morais

Convidados:

Ricardo Leyser, Secretário Executivo do Ministério do Esporte; *

Leonardo Espíndola, Secretário de Estado da Casa Civil do Rio de Janeiro;

Juliana Lins, Subsecretária Adjunto do Escritório de Gerenciamento de Projetos da Casa Civil – EGP/Rio;

Tania Braga, Gerente Geral de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Comitê Organizador dos Jogos Olímpico e Paralímpicos Rio 2016;

Dr. João Grangeiro, Diretor Médico do Comitê Organizador dos Jogos Olímpico e Paralímpicos Rio 2016;

Joaquim Monteiro, Presidente da Empresa Olímpica Municipal;

Marcelo Pedroso, Presidente Substituto da Autoridade Pública Olímpica – APO;

Caio Rosenthal, Médico Infectologista.

Para participar  acesse o link: http://goo.gl/GkSKxu  amanhã (02/09/2015 a partir das 15h,

Ambientalista carioca envia convite para Encontro em Defesa da Baía de Guanabara

 

 

baia

Escrevo para lhe convidar para o Encontro em Defesa da Baía de Guanabara que será realizado no dia 25 de Junho (quinta feira) às 18 hs no Sindicato dos Jornalistas: Rua Evaristo da Veiga, 16/17º andar, Cinelândia: https://www.facebook.com/events/881153915283835/

A pauta é a construção de uma agenda unificada das lutas como  a realização de uma barqueata em Agosto e a definição do nome do movimento: está sendo debatido a retomada do Movimento Baía Viva, criado nos anos 1990, e para isso foi proposto realizar uma consulta prévia aos ex-membros deste movimento e à família do saudoso Geógrafo Elmo Amador.

Como contribuição ao debate segue vídeo da Audiência Pública na ALERJ sobre a “Despoluição da Baía de Guanabara”:

https://www.facebook.com/DESTAPIADAS.ORG/videos/1053450688028353/?pnref=story

O Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG) foi iniciado há 20 anos atrás, já consumiu mais de R$ 10 bilhões, e suas metas até hoje não foram cumpridas como a promessa de despoluição das praias.

Uma CPI criada da ALERJ nos anos 1990 concluiu que mais de R$ 300 milhões foram desviados pela corrupção, por obras mal feitas e superfaturadas que desperdiçaram grande volume de dinheiro público.

Para ganhar a candidatura das Olimpíadas de 2016 o governo do estado e a Prefeitura do Rio se comprometeram com a meta fantasiosa de “despoluir 80% da Baía de Guanabara”, o que sabemos foi mais um embuste, uma propaganda enganosa.

No 2º. Semestre de 2015 será instalada uma Comissão Especial na ALERJ, o que faz renascer a esperança de que as verbas destinadas à despoluição da Baía de Guanabara serão fiscalizadas e a população e movimentos sociais serão finalmente ouvidos sobre as ações prioritárias necessárias e urgentes para garantir a sua revitalização.

Há um ano das Olimpíadas é necessário uma forte mobilização dos movimentos sociais, pescadores, atletas, velejadores, surfistas, técnicos por uma Baía de Guanabara Viva!

Participe, exerça sua cidadania ecológica.

Um abraço,

Sérgio Ricardo

JB inicia série de reportagens sobre poluição na Baía da Guanabara

Baía de Guanabara: cartão-postal olímpico do abandono do Rio

Durante Jogos, mundo vai conhecer de perto poluição que degrada uma das mais belas vistas da cidade

Por  Cláudia Freitas

 “Há aqueles que dizem que Deus criou o mundo em seis dias e dedicou o sétimo para o Rio. A cidade é realmente abençoada com um dos cenários mais deslumbrantes do mundo”. A descrição é do famoso site americano U City Guides, que lista as rotas mais deslumbrantes do planeta. No entanto, esta imagem esplêndida e que sustenta o setor econômico da cidade está prestes a afundar com a montanha de detritos acumulados num de seus principais cartões-postais: a Baía de Guanabara, onde serão realizadas competições durante os Jogos Olímpicos de 2016. A gestão do prefeito Eduardo Paes (PMDB-RJ) já admitiu que não dará tempo de limpar a enseada até o início dos Jogos, o que vem causando grande temor por parte de atletas e entidades nacionais e internacionais. Além da degradação ambiental, o entorno da Baía de Guanabara sofre com outros males, como assaltos e  falta de investimento. De cartão-postal do Rio, a Baía de Guanabara está prestes a se transformar numa gigantesca propaganda negativa da cidade, para onde os holofotes do mundo estarão voltados durante a Olimpíada.

Poluição na Baía de Guanabara
Poluição na Baía de Guanabara

Em meio a tantos pontos negativos, como o Rio vai manter no exterior a fama de Cidade Maravilhosa depois que a comunidade internacional desembarcar para os Jogos Olímpicos e se deparar com o degradante cenário? O Jornal do Brasil abre espaço em uma série de reportagens para ouvir especialistas e a sociedade sobre o tema. 

“É um tiro no pé para o Brasil, porque eles [governos estadual e municipal] prometeram despoluir a Baía há décadas. No Pan-Americano já houve esta promessa. O que a gente viu foi uma piora, os índices de poluição estão maiores. E colocar os Jogos Olímpicos alí é de uma desfaçatez, pois vai expor os atletas a riscos de saúde, fora o desrespeito. As praias da Baía são impróprias para banho hoje. Vão ser próprias para a regata nos Jogos? Isso é um absurdo”, comenta o professor de Marketing Esportivo da Fundação Getúlio Vargas, Pedro Treengrouse. 

 

O especialista alerta que os Jogos Olímpicos nada mais são do que uma “grande vitrine”. “Eles mostram a cidade para o mundo. Eles expõem as nossas qualidades, mas também as nossas mazelas. Colocar as competições de vela, por exemplo, no meio da Baía de Guanabara é expor as nossas mazelas da pior maneira possível”, afirma. Treengrouse não tem dúvidas de que há um impacto negativo na imagem do Rio, e por consequência do Brasil, com a poluição na Baía. O tamanho deste dano, na sua opinião, ainda será medido com a repercussão do escândalo na imprensa internacional. “A gente ainda não sabe o quanto isso vai interferir na saúde dos atletas. São várias verdades, a primeira delas é que representa um risco. A segunda é que não se cumpriu com a promessa feita para os Jogos”, destaca o professor, acrescentando que a competição está sendo patrocinada pela própria população brasileira, através dos impostos.

Poluição em São Gonçalo
Poluição em São Gonçalo

Treengrouse lembra ainda que o governo municipal, há muitos anos, vem prometendo o serviço de Metrô até o bairro da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade. “A gente precisa levar em consideração que isso tudo não é um legado das Olimpíadas para o carioca. Tão importante quanto a imagem da cidade para o mundo, significa a qualidade de vida do carioca, que vive na cidade e sofre com a poluição na Baía de Guanabara, os assaltos recorrentes, a violência que estamos acompanhando pela mídia todos os dias. Independentemente de Jogos, a gente merece uma cidade melhor”, comenta. 

O professor lamenta que esta discussão acerca da poluição na Baía esteja limitada apenas na perspectiva da Olimpíada. “A situação deve ser contrária, os Jogos devem ser uma festa que estamos fazendo para o mundo, mas nós temos motivos para celebrar com estas dificuldades todas? Esta é a pergunta que fica”, diz ele.  

Poluição na Marina da Glória, na Baía da Guanabara
Poluição na Marina da Glória, na Baía da Guanabara

O biólogo Mário Moscatelli relembra que, em 2011, o governo estadual criou o plano Baía de Guanabara Limpa. Na época, o projeto foi orçado em R$ 2,5 bilhões e incluía a ampliação dos sistemas de tratamento de esgoto, o programa Sena Limpa, que tinha como objetivo a despoluição das praias, além do programa de saneamento ambiental dos 15 municípios banhados pelas águas da enseada. Os resultados foram pífios, na análise do ambientalista. As lagoas da Barra e de Jacarepaguá deveriam ser limpas até o inicio dos Jogos, como consta no dossiê de candidatura da cidade, mas a própria Secretaria Municipal de Meio Ambiente já sentenciou que esta missão é impossível. Em imagens aéreas feitas por Moscatelli na última sexta-feira (1/5), é possível ver o acúmulo de lixo e esgoto nas áreas de competição. As fotos (acima) foram registradas na Marina da Glória e no litoral de São Gonçalo, na região Metropolitana do Rio.  

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2015/05/05/baia-de-guanabara-cartao-postal-olimpico-do-abandono-do-rio/

Poluição de esgoto in natura firme e forte na cidade dos Jogos Olímpicos 2016

As imagens abaixo foram tiradas da página que o biólogo Mário Moscatelli mantém no Facebook e mostra o efeito desastroso que a descarga de esgoto in natura nas lagoas da Barra da Tijuca está tendo sobre toda a orla marinha da cidade do Rio de Janeiro,

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E pensar que um dos principais compromissos firmados pela Prefeitura do Rio de Janeiro com o Comitê Olímpico Internacional (COI) para que a cidade pudesse sediar a edição 2016 dos Jogos Olímpicos. Se essa situação está colocada no metro quadrado mais caro da cidade, o que imaginar do entorno da Baía da Guanabara onde muitos pobres vivem!

Em suma: se alguém vai ganhar com os vultosos investimentos feitos na estrutura dos jogos não vai ser a população carioca ou, tampouco, os ricos ecossistemas que fazem da cidade do Rio de Janeiro um dos principais pontos turísticos do planeta.