(Des) governo Pezão continua testando a paciência dos servidores

De acordo com o calendário de pagamento de salários divulgado pelo (des) governo Pezão no final de dezembro de 2015, hoje (12/01) deveria ocorrer o pagamento do último salário do ano passado dos servidores públicos do Rio de Janeiro.

Notem que eu disse “deveria”. É que, como mostra a reprodução de uma matéria publicada pelo jornal EXTRA, os servidores estaduais deveriam passar o dia esperando para ver o que acontece com o seu suado salário, já que não há qualquer garantia objetiva de que o (des) governo Pezão vá honrar o calendário que ele mesmo criou.

salários

Na prática, o que o (des) governador Luiz Fernando Pezão e seu (des) secretário de Fazenda, Júlio Bueno, estão fazendo é testar a paciência dos servidores ao extremo. É que não bastasse o enorme atraso em pagar o salário de dezembro de 2015, todo servidor sabe que mais maldades estão a caminho.

Dai que para ocorrer uma revolta generalizada em meio aos preparativos dos Jogos Olímpicos precisa apenas de uma faísca. Simples assim.

A crise do (des) governo do Pezão é seletiva: perde a população, ganham as corporações

cabral pezao

O final de 2015 está sendo duro de engolir para centenas de milhares de servidores públicos que estão sendo lesados no seu direito de receber o seu décimo terceiro salário. Mas a perda dos servidores é apenas uma das muitas que estão sendo impostos pelo (des) governo do PMDB comandado pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão. O desmantelamento do serviço público está por todo lado, e paira como uma ameaça sobre o futuro do Rio de Janeiro em todas as áreas.

O argumento sendo vendido por Pezão e sua trupe é de que vivemos uma crise sem precedentes e que estaria ligada à crise geral pela qual passam o Brasil e o resto do mundo. Não bastasse o fato de que a maioria dos estados e municípios brasileiros estão honrando suas obrigações trabalhistas com seus servidores, a notícia abaixo que foi publicada no dia 12 de Dezembro de 2015 mostra que sob a égide do PMDB e de Pezão, a crise que consome o Rio de Janeiro é acima de tudo seletiva.

crise

O fato é que em meio ao caos instalado em hospitais e escolas, bem como no sistema privatizado de transporte, quem perde é a população para que as corporações ganhem bilhões na forma de isenções fiscais. E o pior é que essas mesmas corporações estão em sua maioria na lista dos grandes devedores de impostos. 

supervia

Uma pessoa menos ingênua perguntaria qual é a razão de tamanha generosidade que nada recebe em troca. Eu indicaria que a resposta para isso está em algo muito simples: a lista dos grandes contribuintes da campanha eleitoral de Pezão e seus deputados na Alerj.

Por último, permitam-me voltar ao escabroso empréstimo que o (des) governo Pezão negociou e que quer empurrar para as costas dos servidores para que eles tenham um final de ano menos intranquilo e que possam pagar suas primeiras contas de 2016. Essa proposição é vergonhosa e humilhante, pois Pezão e o (des) secretário de Fazenda Júlio Bueno sabem que a depreciação salarial imposta no Rio de Janeiro nas últimas décadas tornou incontáveis servidores prisioneiros de empréstimos bancários e até com agiotas. Assim, para muitos será impossível recusar a fórmula do empréstimo bancário para receber o resto de seu décimo terceiro.  De minha parte, já que felizmente não estou em situação financeira desesperadora, eu recurso este verdadeiro “Cavalo de Tróia” imposto por Pezão e Júlio Bueno. É que a última coisa que eu quero fazer é ajudar os bancos a ganharem ainda mais dinheiro com a desgraça dos servidores estaduais.

E humildemente sugiro aos servidores estaduais que puderem que recusem esse empréstimo descabido.  E que em 2016 estejamos mais atentos e dispostos a defender o Rio de Janeiro e seu povo da crise seletiva que o (des) governo Pezão está nos impondo.

Que crise é essa? Bem diferente da pintada por Júlio Bueno

vaca

Já que o secretário de Fazenda do Rio de Janeiro, Júlio Bueno, resolveu pintar um quadro dantesco da situação financeira do Rio de Janeiro, os sindicatos que representam diversas categorias do funcionalismo estadual fluminense resolveram gerar a sua explicação e, surpresa das surpresas, esta é bem diferente e com causas bastante claras. 

Clique na imagem abaixo, e provavelmente essa nova explicação vai lhe deixar impressionado, tamanha a gentileza com a coisa pública que perdura no (des) governo Pezão. 

crise financeira

Torre sem fio, placas desbotadas no chão… essa é a realidade no entorno do Porto do Açu

Quem anda pelas terras tomadas dos agricultores do V Distrito de São João da Barra e que foram inicialmente entregues ao ex-bilionário Eike Batista para a construção de um “distrito industrial” pode ver duas coisas que eu considero altamente simbólicas e que aparecem nas imagens abaixo: uma linha de transmissão de energia que espera há anos pelos cabos, e  um número incalculável de placas (muitas delas caídas pelas propriedades tomadas) os “donos” das terras tomadas como pertencentes à Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) ou à extinta LL(X).

torres sem fio

Torre de transmissão incompleta, o que obriga o uso de geradores movidos a óleo diesel para fazer o Porto do Açu funcionar.

placa estilizada

Placa anunciando a área como destinada a abrigar instalações de uma siderúrgica, e que hoje jaz caída e desbotada numa terra desapropriada.

Essas imagens são altamente simbólicas do que aconteceu no V Distrito sob a batuta de Sérgio Cabral, Eike Batista e Júlio Bueno, aquele que um dia desdenhou o maxixe e hoje virou o secretário de Fazenda do Rio de Janeiro. Aliás, se alguém nutrir alguma esperança nas habilidades de Júlio Bueno para tirar o Rio de Janeiro da enrascada em que Sérgio Cabral e Pezão nos colocaram, basta olhar as imagens para ter sérias dúvidas sobre nosso futuro!

É grave a crise no (des) governo Pezão: Sérgio Ruy pediu exoneração!

A imagem abaixo reproduz uma matéria publicada pelo Jornal  O DIA que deverá ganhar maior repercussão nos próximos dias, já que atinge o alto escalão e o centro nervoso da base de sustentação da administração do (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, menos de dois meses de sua posse. È que ela dá conta que o atual secretário de Fazenda, que foi o secretário de planejamento e gestão durante oito anos sob a batuta Sérgio Cabral/Pezão, pediu exoneração do seu atual posto.

Sergio Ruy

A saída de Sérgio Ruy representa um forte abalo na estrutura de governo, pois ele comandou com mão de ferro a Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) e a Secretaria de Fazenda (SEFAZ). E o pior é que ele será supostamente substituído por Júlio Bueno cuja liderança na Secretaria de Desenvolvimento Econômico não é exatamente algo memorável. Aliás, ao acumular a SEFAZ e SDE, é provável que Júlio Bueno acabe causando o caos nas duas secretarias.

Agora é preciso ver que rumo tomará Sérgio Ruy, pois o seu destino poderá ser revelador das reais causas dessa repentina exoneração. 

Mas uma coisa é certa: os servidores estaduais não sentiram muita falta de Sérgio Ruy que trabalhou bastante para tornar o Rio de Janeiro o ente federativo que paga os piores salários aos seus servidores. 

 

Desdobramentos curiosos da audiência sobre o Porto do Açu

A matéria abaixo publicada pelo Jornal O DIÁRIO traz algumas pérolas sobre o rumoroso processo de desapropriação de terras que foi promovido pelo (des) governo de Sérgio Cabral no V Distrito de São João da Barra para beneficiar o ex-bilionário Eike Batista.

Dentre essas pérolas eu destaco:

1) a aparente”disposição” do (des) secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, de resolver as eventuais injustiças cometidas contra os agricultores do V Distrito na tomada de suas terras pela CODIN.

2) a aparente inconformidade da (des) presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) contra o justo reclamo de dois agricultores que acusaram a estatal fluminense de não cumprir acordos feitas com as famílias afetadas pelas desapropriações.

Mas além dessas pérolas, a audiência produziu uma comissão da Câmara de Vereadores de São João da Barra para “apurar possíveis injustiças cometidas durante o processo de desapropriação das terras do 5º distrito para a construção do Porto do Açu.” Além de estar atrasada em quase quatro anos, a Câmara de Vereadores se deu míseros quinze dias para verificar se realmente ocorreram injustiças nesse processo. Mas se a coisa for apurar injustiças, eu indicaria aos nobres vereadores que se dirijam à Comissão de Direitos Humanos da ALERJ e ao Supremo Tribunal Federal onde existem não apenas atas de audiência (no caso da primeira) e uma queixa-crime assinada por 48 agricultores contra os abusos cometidos no V Distrito pelo (des) governo Cabral. Mas se não quiserem ir longe, os vereadores poderão procurar os filhos do Sr. José Irineu Toledo cujas terras foram desapropriadas no dia de sua morte. Simples assim!

A verdade é que essa audiência não foi mais nada do que um constrangimento para Júlio Bueno que, como Sérgio Cabral, havia apostado todas as suas fichas nos poderes prodigiosos de Eike Batista. Agora que Eike caiu em desgraça, não restou nada a Júlio Bueno afundar junto. E os agricultores do Açu que não tem nada a ver com isso, querem suas terras de volta e acompanhadas por justas compensações financeiras por todos os danos que lhes foram causados. Aliás, nesta 6a. feira (21/02), a ASPRIM, que sabiamente evitou a armadilha dessa audiência, vai colocar o pé na estrada para levantar a bandeira de “POR UM AÇÚ SEM DESAPROPRIAÇÃO, COM MAIS RESPEITO E PRODUÇÃO!“. Nada mais justo!

Açu: desapropriações na área do superporto serão apuradas

Isaías Fernandes
Clique na foto para ampliá-la
Início. Circunstâncias em que ocorreram as desapropriações começaram a ser debatidas ontem

Fernanda Moraes

Uma comissão, que será presidida pela vice-presidente da Câmara de Vereadores de São João da Barra (SJB), Sônia Pereira, foi criada ontem para apurar possíveis injustiças cometidas durante o processo de desapropriação das terras do 5º distrito para a construção do Porto do Açu.

A iniciativa surgiu durante audiência pública sobre a real situação dos investimentos no Porto, realizada pela Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), presidida pelo deputado estadual Roberto Henriques, no auditório da Prefeitura de SJB. Foi a segunda audiência promovida no município sobre o assunto. A primeira, em dezembro, tratou da questão ambiental.

Estiveram presentes o secretário de Estado de Desenvolvimento, Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno; a presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), Maria da Conceição Ribeiro; e Luís Baroni, representante da Prumo Logística Global, antiga LLX, que pertencia ao empresário Eike Batista, controladora do Porto e que pertence hoje a empresa EIG Holding.

Agricultores fazem desabafo

A comissão será formada também pelos vereadores de SJB Jonas de Oliveira e pelo presidente da Câmara de São Francisco de Itabapoana (SFI), vereador Cláudio Viana. O grupo terá 15 dias, a contar de hoje, para detectar as possíveis falhas.

Agricultores que tiveram as terras desapropriadas pela Codin aproveitaram a audiência para desabafar. Juareaz Alves da Silva, 50 anos, foi um deles. “Demoliram a minha casa e destruíram a minha plantação sem me avisar. Não pude sequer retirar meus móveis”, afirmou ele, destacando que, em momento algum, a Codin entrou em contato com ele para informar da desapropriação. Além dos pertences, Juarez disse que sumiram mais de R$ 8 mil que estariam dentro da casa que foi derrubada.

Também agricultor José Roberto de Almeida, 52 anos, fez coro. “O que fizeram conosco foi uma covardia. Hoje não tenho mais terra para trabalhar. Tomam a nossa terra, mas não falam em comida ou bebida, só indústria. Em reunião com dona Conceição (presidente da Codin) ela disse que o produtor seria respeitado, mas isso não aconteceu. O que vocês deram foi um grande prejuízo a todos nós”. Os dois deixaram claro que não são contra o Porto, mas a forma como tudo foi feito.

Secretário disposto a corrigir injustiças

O secretário Julio Bueno se colocou à disposição para discutir as possíveis injustiças. “Na audiência que participei na Alerj pedi que fizessem uma lista das falhas que cometemos, das pessoas não indenizadas ou que não pagamos o auxílio produção. Estou há dois anos esperando essa listagem”.

Já Conceição disse não concordar que o combinado com os produtores não foi cumprido. “Em 2010 encontrei com os agricultores pela primeira vez no Ministério Público de Campos, onde se discutia o direito ou não de desapropriar as terras. Me comprometi, na ocasião, a abrir um escritório da Codin no 5º distrito para estarmos recebendo os agricultores e assim foi feito. O que não dá é ser criticada em uma audiência pública”, disse ela, que pediu a sua assessoria para agendar uma renião com José Roberto a fim de encontrar uma solução para as queixas por ele apresentadas.

A representante do Ministério Público do Trabalho, Tânia Borges, afirmou que existem alguns inquéritos de denúncias trabalhistas relativas ao Porto, que vão de demissão em massa a questões ambientais.
Segundo Roberto Henriques, a partir das primeiras notícias da crise instalada no grupo EBX a Alerj criou a comissão especial. “A melhor contribuição que poderemos dar será a produção de um relatório que obedeça integralmente a realidade dos fatos”.

Empresas prontas para iniciar operações

Duas empresas estão se preparando para começar a operar no porto. Uma delas é a norueguesa NOV, que inicia as atividades em março e é fornecedora do setor de petróleo. Ontem o secretário Julio Bueno fez visita técnica ao complexo, conhecendo, inclusive, as instalações da NOV.

A francesa Technip também começa a operar no mês que vem. Juntos, os investimentos de R$ 650 milhões da Technip e R$ 750 milhões da NOV vão gerar mil empregos diretos. Até o final de 2014 deverão ainda entrar em operação as unidades da BP, Vallourec, Intermoor, Wartsila e o Mineroduto da Anglo American, que vai exportar pelo Açu o minério de ferro trazido de Minas Gerais. “O porto é uma realidade. Não terá o tamanho previsto originalmente, mas será relevante para o Norte fluminense e para o estado”, diz Bueno. Segundo ele, em dezembro de 2013, o porto tinha 6.303 trabalhadores. No início do ano passado, eram 3.881. “As obras do porto também contribuíram para alavancar a arrecadação no município. Apenas o ISS passou de R$ 750 mil em 2006 para R$ 33 milhões em 2012”, disse o secretário.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/acu:-desapropriacoes-na-area-do-superporto-serao-apuradas-8999.html

Pericia judicial no V Distrito traz conta salgada para a CODIN

Acabo de receber de uma fonte próxima aos recursos judiciais impetrados por diversos agricultores desapropriados pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) uma informação que pode explicar a face sombria que o (des) secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, ostentava na audiência que ocorreu na manhã de hoje na cidade de São João da Barra.

julio bueno

Segundo o que me foi informado, uma nova perícia realizada por profissional indicado pela própria justiça apontou uma diferença absurda em relação ao que havia sido inicialmente apontado pelos peritos indicados pela CODIN. Assim, dos minguados R$ 300 mil sugeridos inicialmente, a nova perícia pulou para cerca de R$ 2 milhões! Essa mesma fonte ainda me informou que esse é apenas um primeiro caso, e que outros estão vindo na esteira.

Agora é que eu me pergunto: como podem ter os peritos da CODIN terem “errado” tanto?

Além disso, quem vai compensar as famílias que tiveram de conviver por quase quatro anos com a sensação (agora tornada fato pericial) de que estavam sendo injustiçadas pelo (des) governo de Sérgio Cabral? É que muita gente adoeceu, e alguns até morreram, em função do estresse psicológico causado por esse processo de tomada de terras. Para essas perdas imateriais, há que haver também uma compensação justa e na proporção das perdas causadas. A questão toda é sobre quem vai arcar com os custos financeiros deste processo todo.

Audiência da ALERJ sobre Porto do Açu escancara diminuição do projeto

 

De mega complexo industrial-portuário a porto de apoio ao pré-sal

Audiência açu 1702

Abaixo segue matéria publicada pelo site “sjbonline” sobre a audiência comandada pelo deputado estadual Roberto Henriques na manhã de hoje sobre a situação do Porto do Açu. Afora o fato de que nem as presenças do (des) secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, e da presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN), Maria da Conceição Ribeiro, serviram para ocultar o esvaziamento causado por diversas ausências significativas (incluindo a da ASPRIM e a do prefeito de São João da Barra). 

Além disso, uma pessoa que esteve presente na referida audiência me disse que o Sr. Júlio Bueno parecia muito distante daquela pessoa radiante que adorava propagandear a grandeza do empreendimento de Eike Batista. Aliás, essa mesma pessoa me informou que Júlio Bueno parecia estar bastante abalado. É que mesmo sem a presença de dirigentes da ASPRIM, alguns membros da platéia questionaram a versão fantasiosa que Bueno sustentou por um bom tempo de que não ocorreram violações dos direitos dos desapropriados. 

Por outro lado, essa audiência serviu para deixar claro que o próprio (des) governo Cabral já não consegue sustentar a idéia de que um distrito industrial será construído na retroárea do Porto do Açu, já que as sinalizações  cada vez mais fortes é de que esta área servirá, quando muito, como ponto de apoio para as atividades do pré-sal. E como o filé mignon do pré-sal está até agora em áreas mais distantes do litoral norte fluminense, nem isso está garantido.

Ai é que se coloca a questão chave: por que então manter os decretos de desapropriação de 7.500 hectares de terras agrícolas do V Distrito de São João da Barra?

Audiência debate Porto do Açu

 Foto: Paulo Pinheiro

São João da Barra recebeu mais uma audiência pública realizada pela Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que apura a real situação do Porto do Açu. Os investimentos no Complexo Logístico Portuário e a situação dos trabalhadores e colaboradores do empreendimento, além do impacto na economia local, estiveram na pauta da reunião presidida pelo deputado estadual Roberto Henriques.

Estiveram presentes o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno; a presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), Maria da Conceição Ribeiro; o presidente e o diretor engenheiro da Pruma (antiga LLX), Eugênio Figueiredo e Luis Baroni. O prefeito Neco, que havia confirmado presença, foi representado pelo chefe de Gabinete, Antônio Neves. O legislativo municipal foi representado pela vice-presidente da Câmara, Sônia Pereira, e pelos vereadores Jonas e Elísio.

A participação da sociedade civil teve início com a pescadora Elezir Santos, que questionou a Prumo sobre os planos de compensação que teriam sido prometidos pela LLX, no início do empreendimento. “Vai dar continuidade aos planos de compensação pra pesca? Precisamos saber o que realmente será feito”, questionou. O diretor da empresa, Luis Baroni, afirmou que “todos os compromissos assumidos anteriormente pela LLX serão honrados pela Prumo”.

José Eulálio, presidente do Sindicato da Construção Civil, falou sobre a dificuldade de acesso a informação das empresas que operam no Porto. De acordo com Eulálio, há dificuldade até para fiscalização do Ministério do Trabalho. O presidente do Sindicato destacou ainda que não apoia a movimentos grevistas, mas entende quando os operários se organizam dessa forma. “A insatisfação do pescador é tão grande que eles precisam se manifestar”.

O Porto do Açu é fundamental para o projeto do Pré-Sal no Brasil

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno, destacou a importância do Porto do Açu para o desenvolvimento da economia nacional. Para Bueno, “o projeto é uma realidade e não tem volta”.

Júlio destacou o crescimento do Porto durante o ano, afirmando que o número de trabalhadores diretos aumentou se comparados os números de dezembro de 2012 com dezembro de 2013. Para o secretário, o que houve foi uma crise do Grupo X, atingindo principalmente a OSX, mas isso nunca comprometeu o projeto do Porto.

—Até novembro de 2014 já teremos minério sendo exportado no Porto. Só isso já justificaria o projeto. Todos os indicadores mostram que o Porto do Açu será uma âncora fundamental para o desenvolvimento do Pré-Sal no país — explicou Júlio Bueno.

FONTE: http://www.sjbonline.com.br/noticias/audiencia-debate-porto-do-acu

(Des) secretário Júlio Bueno está na Inglaterra contando estórias da Carochinha para os ingleses

A Assessoria de Comunicação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (SEDE) postou uma nota no sítio da internet do governo do Rio de Janeiro dando conta que o (des) secretário Júlio Bueno estaria na Inglaterra tentando atrair investimentos na área de subsea, ou de exploração de gás e petróleo (Aqui!). Para quem não conhece, Júlio Bueno é o responsável por uma das frases mais insensíveis já ditas sobre a situação causada por ele e pelo (des) governador Sérgio Cabral em centenas de famílias de agricultores famíliares do V Distrito de Sâo João da Barra que tiveram suas terras expropriadas em nome da construção de um suposto distrito industrial na retroárea do Porto do Açu. Em determinado momento, pressionado para dar respostas sobre o drama social que eclodia no entorno do Porto do Açu, Bueno declarou que “muito mais importante fazer aço do que plantar maxixe, com todo respeito a quem planta maxixe” (Aqui!).

Pois bem, um trecho da nota da ASCOM da SEDE que me chamou a atenção, e que parece ter sido ignorada por alguns jornalistas da mídia local, diz o seguinte: “Outra área destinada a receber essas empresas é a que está localizada na retroárea do Porto do Açu e integra distrito industrial da Codin, onde já estão se instalando a NOV e a Technip, ambos fabricantes de tubos flexíveis para o pré-sal, a Wartsila e a Intermoore.” A primeira questão é que o Porto do Açu não é a área preferencial dessa campanha de marketing de Júlio Bueno, mas apenas “outra área”.  Já a segunda informação de que a Nov, a Technip, a Warstila e a Intermoore já estão se instalando numa porção do distrito industrial de São João da Barra, omite o fato que essas empresas todas estão na verdade dentro da área imediata ao porto, e nas áreas desapropriadas pela CODIN que continuam literalmente abandonadas.

Mas o que esperar de um (des) secretário como Júlio Bueno que conseguiu dizer em uma audiência na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro que nas áreas desapropriadas no V Distrito só existiam 15 famílias residentes (Aqui!), que diga a verdade para os investidores ingleses? Ai, convenhamos, é que seria acreditar em estórias da dona Carochinha.

As obras inacabadas de Eike Batista são notícia no “The Wall Street Journal”

Herança de Eike chama a atenção da imprensa internacional. As obras inacabadas

Com o colapso do Império X, obras sociais erguidas com a ajuda de Eike estão deteriorando no Rio

Jornal do Brasil

Além das belezas naturais e monumentais do Rio de Janeiro, outro cenário que despontou recentemente na cidade tem chamado a atenção da imprensa internacional. Os empreendimentos sociais inacabados que ficaram como herança do declínio do Império X, do ex-magnata brasileiro, Eike Batista. Uma reportagem do jornal americano The Wall Street Journal (WSJ), publicada nesta quinta-feira (16/1), enumera obras sociais que foram erguidas com a ajuda financeira de Eike e agora, com o colapso das suas empresas, estão paralisadas ou funcionando com muitas dificuldades.

Um desses empreendimentos é o hospital especializado em cirurgias cardíacas, Pro Criança Jutta Batista. O The Wall Street descreve que este centro médico, criado para atender crianças de baixa renda, ainda “tem cheiro de tinta fresca e piso de espumantes brancos”. No entanto, um estranho silêncio toma conta dos seus largos corredores e os seus sofisticados equipamentos nem saíram da embalagem. Enquanto isso, uma lista de crianças carentes que aguardam atendimento cresce a cada dia no Estado.

Imprensa internacional comenta obras inacabadas deixadas por Eike Batista no Rio
Imprensa internacional comenta obras inacabadas deixadas por Eike Batista no Rio

De acordo com a matéria do WSJ, Eike Batista pagou cerca de US $ 15 milhões, quase metade do faturamento total, para ajudar a construir esse hospital, que tem o nome de sua falecida mãe. Logo após o anúncio de falência das empresas do grupo de Eike, as generosas contribuições para a filantropia foram afetadas diretamente. As verbas para o Pró Cardíaco foram cortadas, quando a unidade médica precisava de um adicional de 7000 mil dólares para iniciar as operações. “Estou certa de que se Eike pudesse ajudar, este hospital não seria fechado”, disse ao WSJ a cardiologista pediátrica e fundadora do hospital, Rosa Célia Pimentel Barbosa. E mediante à ruína de Eike, a médica complementou: “Mas eu não iria pedir-lhe mais dinheiro. Ele deu tudo o que tinha comprometido e ainda mais do que pedimos”.

O Wall Street informa que o ex-bilionário lançou um punhado de projetos no Rio, que vão desde o hospital infantil até a limpeza de uma lagoa notoriamente suja localizada no coração da cidade, se referindo à Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul. O texto diz que Eike renovou hotéis históricos, comprou equipamentos e veículos para a polícia do Rio de Janeiro e patrocinou uma equipe de vôlei.

A reportagem do veículo norte-americano esclarece que os empreendimentos enumerados fazem parte do legado da queda do magnata brasileiro, cujos negócios no setor de construção naval e petrolífero entrou em colapso no ano passado, sendo considerado a maior queda empresarial da América Latina. “O declínio do magnata inclui a perda de cerca de US $ 30 bilhões nos últimos dois anos, quando era um dos investidores de alto perfil, atingiu, inclusive o maior fundo de bônus do mundo e os maiores bancos do Brasil. Mas também atingiu as pessoas de meios mais humildes, incluindo alguns no Rio de Janeiro, segunda maior cidade do Brasil e que foi adotada pelo magnata”, ressalta a reportagem.

Na visão do Wall Street, em um país com pouca cultura de filantropia, o ex-piloto e empresário do setor de energia gostava de dizer que ele não só queria ser o homem mais rico do mundo, mas também o mais generoso. Porém, nem todo mundo estava feliz com a sua filantropia. “Ele distribuiu dinheiro para a caridade, mas o dinheiro que pertencia aos acionistas e detentores de títulos”, afirmou ao jornal um dos investidores, Aurélio Valporto, que pretende mover uma ação judicial contra Eike. E Valporto ainda disse: “Não foi o seu dinheiro. Nós demos a ele para investir na produção da empresa”.

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>> Acionistas minoritários da OGX processam Eike

Para o secretário de Desenvolvimento econômico, energia, indústria e serviços do Rio, Julio Bueno, a cidade perdeu e o Brasil também. O Wall Street cita que a construção de uma nova sede da Unidade de Polícia Pacificadora do Rio (UPP), na favela do Batan, Zona Oeste da cidade, foi paralisada quando deixou de receber os recursos de Eike Batista. “Empresa de petróleo OGX de Eike Batista concordou em doar cerca de 34.500 mil dólares ao longo de quatro anos para ajudar a reforçar a iniciativa, uma das mais importantes tentativas do Rio de Janeiro para controlar a alta do crime na cidade”, diz o texto.

Segundo o Wall Street, um dos sinais mais visíveis no Rio do colapso da empresa de Eike Batista é o Hotel Glória, um edifício projetado pelo famoso arquiteto Joseph Gire, o mesmo que projetou o Copacabana Palace, para celebrar o centenário da Independência do Brasil, em 1922. Eike Batista comprou o hotel em 2008 por aproximadamente US $ 50 milhões, com a ideia de restaurá-lo antes da Copa do Mundo e das Olimpíadas. No entanto, o trabalho de restauração foi suspenso e Eike está tentando vender o hotel a um novo investidor. E o jornal ainda destaca que os moradores do entorno do Hotel Glória reclamam que o local de trabalho está ocioso, atraindo ratos e mosquitos, bem como moradores de rua, provocando um aumento da criminalidade no bairro.

E o Wall Street continua a descrever o cenário “fantasmagórico” deixado por Eike Batista na cidade. Outro projeto de hotel abandonado é o Hilton Gonçalves dos Santos, um edifício amplo que o ex-bilionário arrendou do Flamengo, clube de futebol carioca. Eike Batista planejava transformá-lo em um hotel de luxo com 452 quartos, também para atender à demanda dos Jogos Olímpicos. Segundo o jornal, a empresa imobiliária que atende Eike está tentando negociações com um número de empresas que podem assumir esse projeto.

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2014/01/16/heranca-de-eike-chama-a-atencao-da-imprensa-internacional-as-obras-inacabadas/