Uenf flerta com o perigo

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A terceirização de serviços está se transformando num verdadeiro “pato manco” na gestão dos órgãos estaduais do Rio de Janeiro. Além de caro, este tipo de contratação para oferecer serviços de segurança e limpeza se transforma rapidamente num mecanismo de geração de caos quando as empresas contratadas deixam de pagar salários aos seus empregados.

No caso da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) o problema está mais aparente com a crise gerada no seu sistema de segurança interno pela falta de pelo menos 4 meses da folha salarial da empresa K-9.  É que na ausência das verbas devidas pela prestação de seus serviços, a K-9 não tem feito o pagamento dos salários dos seus empregados que atuam na Uenf.

Agora, compreensivelmente cansados de trabalhar e não receber e orientados pelo seu sindicato, os seguranças da Uenf cruzaram os braços e anunciaram que vão deixar de prestar serviços a partir da próxima semana.

Em meio a essa situação caótica, a reitoria da Uenf anunciou os novos calendários dos seus cursos de graduação e pós-graduação com início a partir da próxima segunda-feira (22/08). Como já foi dito em um ambiente virtual interno onde os professores da universidade trocam ideias, esse anúncio de calendário é algo temerário, mas reflete uma postura da administração da Uenf de correr o risco de reiniciar aulas, em meio ao colapso do sistema interno de segurança.

Essa aposta no “retorno à normalidade em meio ao caos” é claramente arriscada, principalmente para aqueles membros da comunidade universitária que precisem frequentar o campus Leonel Brizola e outras unidades que a Uenf que possui em Macaé e Itaocara , especialmente no período noturno. Afinal, se algo de anormal acontecer, quem vai querer assumir a responsabilidade por eventuais perdas e danos?

E o pior é que enquanto a Uenf tenta retomar suas atividades flertando com o perigo, o (des) governo do Rio de Janeiro continua distribuindo suas generosidades fiscais para joalherias, cervejarias e montadoras de automóveis; enquanto realiza gastos milionários com a realização dos Jogos Olímpicos. 

Será que sou o único a achar que esta situação toda é absurda? Espero que não!

Campanha de coleta de alimentos na Uenf revela face mais injusta da terceirização no serviço público do Rio de Janeiro

O jornal O Diário abriu espaço no dia de ontem (20/07) para divulgar uma campanha de coleta de alimentos que está sendo realizada por três professoras da Uenf, que decidiram arrecadar recursos para compra de 35 bolsas para servidores terceirizados da área da segurança que encontram há vários meses sem salários (ver reprodução abaixo).

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A primeira coisa que eu tenho a dizer é que esta iniciativa expressa a generosidade necessária para que a Uenf possa merecer ser chamada de “universidade”, visto que a situação desses trabalhadores que são fundamentais para o funcionamento da instituição é, acima de tudo, desumana. 

Agora, o que essa campanha também revela de forma cabal, ainda que provavelmente não seja a intenção das professores que a iniciaram, é a situação de completo desrespeito pelos direitos mínimos de todo trabalhador, a começar pelo pagamento de salários por dias trabalhados.

Mas eu vou além, já que o caso dos seguranças terceirizados não é único no serviço público fluminense, o que esta campanha de caráter humanitário revela é a face mais injusta da entrega de setores inteiros do serviço público para o usufruto de empresas privadas que não possuem o mínimo compromisso (ou mesmo a capacidade) de manter suas obrigações em dia com seus empregados.  Esse é o verdadeiro escândalo que essa campanha de solidariedade traz à luz. Resta saber o que vamos fazer para resolver este problema. Eu vou começar dando uma cesta básica, mas sei que isto está longe de ser o suficiente e o mais correto para os trabalhadores que vivem hoje numa condição de total precariedade.

(Des) governo Pezão: drama dos terceirizados com a falta do pagamento dos salários continua

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A situação do não pagamento dos salários de milhares de trabalhadores terceirizados que prestam serviços em diferentes órgãos estaduais beira caso de polícia. É que, como mostra a faixa acima, a prestação de serviços sem o respectivo pagamento de salária implica em violações sérias nos direitos garantidos em lei para todo trabalhador brasileiro.

A situação de trabalhar e não receber continua acometendo os funcionários que atuam prestando serviços de segurança patrimonial no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), supostamente contratados pela empresa de vigilância K-9, e que estão há quase 2 meses trabalhando sem ver a cor de um mísero centavo.

Nestas horas é que eu me pergunto: por onde anda o Ministério Público Estadual?

Sem condições de pagar salários, K9 ameaça se retirar da UENF

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Acabei de presenciar uma conversa entre o proprietário da K-9, empresa campista que presta serviços de segurança patrimonial,  e o reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Prof. Luís Passoni, e o “papo” não foi nada calmo.

É que segundo o Sr. Domingos Dutra, caso não haja o pagamento de um dos meses atrasados, a empresa não terá como continuar prestando serviços para a Uenf.  O curioso é que ouvi que alguns deputados estaduais do Norte Fluminense estariam se apresentando como interlocutores para que o pagamento da K-9 seja feito. Pelo jeito, esses parlamentares estão sem muita moral dentro do (des) governo Pezão, apesar de alardearem o contrário na imprensa local.

No meio desse imbróglio causado pelo descompromisso do (des)governador Luiz Fernando Pezão com o pagamento de servidores terceirizados que prestam serviços em praticamente todos os órgãos estaduais no Rio de Janeiro, acaba sobrando para os trabalhadores. A situação para a maioria dos segurança da K-9 que trabalham na Uenf é de profunda preocupação, pois alguns já estão ficando sem dinheiro até para colocar comida dentro de casa. 

Ai é que eu pergunto: como há dinheiro para continuar concedendo concessões bilionárias para os financiadoras das campanhas eleitorais (como foi o caso da Cervejaria Petrópolis e seus R$ 687 milhões em isenções fiscais), e não há para pagar o pagamento dos terceirizados e demais servidores? 

Finalmente, cadê o Ministério Público do Trabalho que não está comparecendo nos órgãos estaduais para investigar essa condição degradante de trabalhadores que continuam trabalhando sem receber um mísero centavo?

Massacre dos terceirizados continua na Uenf

Saiu 2015, entrou 2016. Saiu Silvério Freitas, entrou Luis Passoni na reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). Pena que o ano novo continue significando desrespeito aos trabalhadores que prestam serviços de segurança no campus da Leonel Brizola.

É que conversando com um segurança que presta serviços na Uenf, fui informado que a maioria dos trabalhadores está sem ver a cara do seu minguado salário desde que escaparam da degola imposta pela saída da empresa Hopevig e a entrada da K-9 como responsável para gerir os serviços de proteção patrimonial na universidade.

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O principal responsável por esta situação ultrajante é o (des) governador Pezão que, de um lado, concede isenções bilionárias para seus doadores de campanha e, de outro, deixa as universidades estaduais em condição pré-falimentar.

Mas cabe perguntar aos donos da empresa K-9 por que continuam horando um contrato se não possuem as condições de arcar com os salários de seus empregados. Afinal de contas,até onde eu saiba, a Lei Áurea encerrou com a escravidão como forma legal de exploração do trabalho humano em 1888!

E antes que reclamem, coloco o espaço deste blog à disposição da K-9 para que seja esclarecida a situação do pagamento dos salários dos seus empregados que estão atuando na Uenf.

Já do (des) governo Pezão o que se espera é que suspenda as benesses bilionárias às corporações e use o dinheiro que vai entrar para pagar os salários de todos os trabalhadores que colocam o Rio de Janeiro para funcionar, a começar pelos terceirizados. É que dinheiro não falta, e se trata apenas de gasto de dinheiro público com quem não precisa.