Existe fome no mundo, mas não é por falta de comida para acabar com ela

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Provocado a pensar sobre uma das minhas próximas aulas na disciplina de Geografia que ministro para estudantes do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), lembrei  de um filme que venceu em 2015 a categoria de “short film” do tradicional Sundance Film Festival que foi criado em 1985 por iniciativa do ator estadunidense Robert Redford (Aqui!)

Este “short film” cujo título em inglês é “Man in the Maze”  (ou em português O homem no Labirinto”) mostra como milhões de toneladas de alimentos em boas condições são simplesmente despejados em lixões no estado do Arizona após serem produzidos no México.  Apesar de ser um filme de apenas 8 minutos, o seu conteúdo acaba de forma inapelável com a falsa noção de que a fome existe no mundo porque não há alimento suficiente para satisfazer as necessidades nutritivas básicas da humanidade.

O que o “Man in the Maze” mostra de forma bastante didática que a fome está diretamente ligada ao processo de transformação dos alimentos em outra commodity envolvida no processo de especulação financeira que hoje controla a economia capitalista. 

Abaixo segue o “Man in the Maze” cuja direção coube a Phil Buccellato e Jesse Ash.

Curta metragem vencedor do “Sundance Festival” aborda a questão da produção de alimentos em condições climáticas desfavoráveis

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O curta-metragem “Man in the Maze” (ou O Homem no labirinto), produzido por Phil Buccellato and Jesse Ash,  tem menos de 8 minutos de duração, mas traz uma série de reflexões importantes sobre a situação do alimento no mundo, e de como os povos que viviam nas regiões desérticas do estado do Arizona (EUA) conseguiam produzir alimentos em condições climáticas totalmente adversas. 

Apesar da dificuldade de ainda não estar legendado em português, assistir e entender a mensagem do “Man in the maze” acaba sendo possível, pois as imagens são auto-explicativas.