Exame: Império ‘verde e amarelo’ de Eike vai para múltis

Sem crédito na praça, Eike Batista acabou encontrando em investidores externos a solução para uma saída honrosa das companhias que idealizou

Mariana Durão, do 

Marcos Issa/Bloomberg 

O empresário Eike Batista

 O empresário Eike Batista: fim do império verde e amarelo

 Rio de Janeiro – A derrocada do grupo X enterrou o projeto de construção de um império industrial verde e amarelo.

Sem crédito na praça, Eike Batista acabou encontrando em investidores externos a solução para uma saída honrosa das companhias que idealizou, mas não tirou do papel.

O saldo até aqui inclui a transferência de ativos ou participações a sete grupos: a turca Yildirim, a alemã E.On, a americana EIG, a suíça Acron, a argentina Corporación América, a holandesa Trafigura e o Mubadala, fundo soberano de Abu Dabi.

Apontado muitas vezes como megalomaníaco, Eike resgatou a imagem do empreendedor nacionalista e o “espírito animal” constantemente evocado pelo ministro Guido Mantega em momentos de crise.

Carismático, imprimia um tom ufanista a seus discursos e encerrava fatos relevantes de suas empresas com expressões como “Viva o Brasil!”.

Se tivesse entregado o que prometia, o País teria hoje uma “mini-Petrobrás” (a petroleira OGX), uma “mini-Vale” (MMX), a “Embraer dos mares” (OSX) e o “Roterdã dos trópicos” (Porto do Açu).

Antes de cair em descrença, o controlador da EBX recebeu elogios do Planalto e amealhou forte capital político, além do apoio de banqueiros e a admiração de seus pares na indústria nacional.

A pergunta no ar é por que nenhum grupo nacional disputou para valer os ativos ofertados em meio à crise do grupo?

Alguns deles acabaram vendidos na chamada “bacia das almas”. Foi o caso das minas de carvão da CCX na Colômbia, que serão alienadas ao grupo turco Yildirim por US$ 125 milhões.

O acordo divulgado no dia 3 tem valor 72% inferior ao que constava no memorando assinado entre as duas companhias em outubro. O montante de US$ 450 milhões estava sujeito à análise operacional do negócio e acabou reduzido, revelando a fragilidade do projeto.

X da questão. Para Cláudio Frischtak, sócio da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, um dos X da questão está justamente no fato de muitas dessas companhias ainda serem pré-operacionais.

Isso se soma a um momento em que o investidor brasileiro está com o freio de mão puxado diante da economia menos aquecida, do cenário de indefinição política e de juros em alta, abrindo a janela para aplicações financeiras em detrimento de apostas no setor real.

“Há uma percepção de risco alta em relação a empresas que não performaram. Depois da maior debacle da história empresarial do País, as pessoas estão mais cautelosas. É mais difícil um ‘projeto de papel’ decolar”, diz Frischtak.

De acordo com fontes que participaram do processo de venda de ativos, grupos nacionais fizeram propostas por alguns ativos, mas quase sempre indecorosas do ponto de vista estratégico e de preço.

A Odebrecht tentou comprar uma área do Porto do Açu que pode operar como base de apoio offshore para o setor de petróleo e gás. Eike recusou porque seria como vender o filé mignon do gigantesco complexo.

Se loteasse o Açu, o empresário ficaria com um elefante branco na mão. Com a venda do controle da LLX, dona do porto, para a americana EIG, ele manteve 20,9% do negócio.

Já no caso da mineradora MMX, Eike acabou aceitando separar os ativos e vender somente o controle do Porto do Sudeste, por onde escoaria o minério de ferro da MMX, à trading holandesa Trafigura e ao Mubadala.

O fundo soberano de Abu Dabi detém uma fatia da EBX e chegou a ter exposição de US$ 2 bilhões ao grupo, um fator que certamente pesou nas tratativas.

“O tombo aqui foi muito forte e o julgamento dos brasileiros sobre o Eike mais duro. O distanciamento permitiu aos estrangeiros enxergar o potencial de recuperação dos ativos”, diz um investidor internacional.

Não foi só isso. O apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pesou 100% na análise dos estrangeiros. A americana EIG Global Energy Partners já tem engatilhado novo pedido de financiamento para o Açu.

Na Eneva (ex-MPX) e na SIX Semicondutores o banco detém participações relevantes (10,34% e 33,02%, respectivamente). No caso do Hotel Glória, o financiamento de R$ 190,6 milhões depende apenas de documentação para ser repassado à Acron.

Apesar de contar com fianças bancárias para garantir os empréstimos dados às empresas X, o banco ficaria em situação desconfortável caso não houvesse uma solução ordenada que viabilizasse os projetos.

Os juros subsidiados do BNDES ajudaram na hora de fechar a conta de dívida dos novos sócios das empresas.

O professor de economia da PUC-SP Antonio Correa de Lacerda destaca que o Brasil é o 5.º no ranking global de atração de Investimento Estrangeiro Direto (IED), por isso é natural que o capital externo esteja atento às oportunidades de investimento no País.

Além disso, Eike Batista sempre fez questão de dar visibilidade às companhias no exterior, onde fez uma série de road shows.

Para Lacerda, a desnacionalização do grupo X preocupa por reduzir a inserção do País nas cadeias globais de produção.

A aquisição de fatias das empresas X foi uma porta de entrada desses grupos para o Brasil ou em um novo setor.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/imperio-verde-e-amarelo-de-eike-vai-para-multis?page=1

Eike Batista tomou chá de sumiço e não é citado pela Justiça

Justiça bate na porta de Eike Batista, mas não encontra empresário

Após a segunda tentativa, a oficial devolveu o mandado à Justiça Federal no dia 4 de fevereiro

Sergio Lima: BRASILIA, DF, BRASIL  21-10-2011 18h40: Empresarrio Eike Batista presidente do Grupo EBX, dá entrevista no Palacio do Planalto após encontro com a presidente Rousseff. Eike disse que deve participar em conjunto com a Faxcom, empresa de Taiwan da fabricaçã

 Uma oficial de Justiça foi encarregada de intimar Eike Batista, mas ainda não conseguiu localizar o empresário. Foram duas tentativas frustradas no início do mês

SÃO PAULO – Uma oficial de Justiça foi encarregada de intimar Eike Batista, mas ainda não conseguiu localizar o empresário. Foram duas tentativas frustradas no início do mês.

A oficial afirma que foi no endereço conhecido de Eike, uma casa na Rua Caio de Melo Franco, no bairro de Jardim Botânico, localizado zona sul do Rio de Janeiro. Com a casa fechada, a oficial foi informada por um vigia que o empresário havia se mudado.

Com o novo endereço em mãos – localizado na mesma rua – a oficial descobriu que Eike viajou, sem previsão para retorno. Após a segunda tentativa, a oficial devolveu o mandado à Justiça Federal no dia 4 de fevereiro.

O documento é referente ao primeiro de três processos que acionistas minoritários da OGX Petróleo (OGXP3) ajuizaram no final do ano passado contra Eike Batista. O empresário é fortemente criticado por ter “defendido” seu patrimônio no ano passado em meio à crise do grupo EBX, que teria, inclusive, contado com medidas anti-éticas e até mesmo criminosas.

Minoritário pede delistagem de Novo Mercado

Os acionistas minoritários da OGX empresa de Eike Batista, entraram com um pedido à BM&FBovespa, na quinta passada, solicitando que a empresa saia do Novo Mercado, segmento que tem padrões e regras mais rígidos. O pedido foi encaminhado pelo economista Aurélio Valporto, que lidera o grupo de minoritários, e se for aceito pode fazer com que acione uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para que Eike recompre a empresa.

Aurélio Valporto acredita que faltou transparência da petroleira e que a empresa já sábia dos graves problemas um ano antes deles serem divulgados. E ficou quieta, enquanto o próprio dono da empresa, vendia ações. “Como a OGX não atende a nenhuma das condições de governança corporativa, entendemos que o único motivo de continuar listada no novo mercado é proteger o Eike”, afirmou Valporto.

Em resposta, a BM&FBovespa disse que seu ombudsman tem um prazo de até 45 dias para responder os minoritários e por enquanto não há nenhum processo instaurado para tirar a empresa de Eike Batista do Novo Mercado. “Para fazer parte dessa listagem, a Bovespa exige a assinatura de um contrato entre as partes e a elaboração de diversos documentos por parte da empresa, em que são exigidas a mais absoluta transparência e probidade de controladores, membros do conselho, diretores, administradores e gerentes, tanto na transmissão de informações quanto na negociação”, destaca o acionista.

Porém, se o pedido for aceito e a empresa sair do Novo Mercado, Eike poderia ser obrigado a fazer uma OPA (oferta pública de ações) e comprar todos os papéis da OGX, já que quando eles adquiriram as ações da empresa elas faziam parte de regras rígidas de governança. “Isto é fator preponderante para que o investidor decida pela compra de ações da empresa, e a própria Bovespa chama a atenção para a apresentação desse mercado: A melhoria da qualidade das informações prestadas pela companhia e a ampliação dos direitos societários reduzem as incertezas no processo de avaliação e de investimento e, consequentemente, o risco, o que dá mais segurança ao investidor”, afirma Aurélio.

O economista ainda destaca que o próprio Eike usava a presença da OGX no Novo Mercado a todo instante para vender a empresa a investidores. “Na verdade, em quase todas as entrevistas, o Sr. Eike Batista não perdia a oportunidade de dizer que as empresas pertenciam ao novo mercado e, por conta disso, tinham aderido ao mais alto grau de governança corporativa e eram auditadas, o que não ocorreu”, afirmou ele.

FONTE: http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/3188892/justica-bate-porta-eike-batista-mas-nao-encontra-empresario

Eike consegue fechar acordo com credores da OGX

Acionistas minoritários terão perdas ainda maiores

Jornal do Brasil

O empresário Eike Batista conseguiu fechar um acordo com os credores internacionais da OGX – que trocou de nome passou a se chamar Óleo e Gás Partcipações – e deverá obter um novo financiamento de US$ 215 milhões para a companhia. A operação, segundo fontes do mercado, está sendo liderada pela Pimco e, de acordo com comunicado da própria empresa, financiamento será feito por meio da venda de duas parcelas de títulos que serão subscritos pelos credores. Com esse refinanciamento, Eike vai perder o controle da OGX.

A OGX, conforme o acordo, irá emitir debêntures conversíveis no valor de US$ 125 milhões. Os US$ 90 milhões restantes serão emitidos posteriormente. Na nota divulgada pela OGX, o atual presidente da empresa, Paulo Narcélio Simões Amaral, disse que estava muito satisfeito por ter chegado a um acordo com os credores, o que vai permitir, segundo ele, pagar o empréstimo-ponte, manter as operações e cumprir os compromissos. “Este acordo é um importante voto de confiança no potencial da OGX e um passo importante em nossa reestruturação, que, se aprovada, irá proporcionar à empresa um novo começo”, afirmou o diretor.

Emboa não tenha sido esclarecido no comunicado, o acordo firmado na madrugada deste sábado deverá prejudicar ainda mais os acionistas minoritários que detinham cerca de 50% das ações da empresa e, com o acordo, possivelmente, deverão ter essa participação bastante reduzida. De acordo com representantes desses acionistas, pelas informações que circularam antes de Eike fechar o acordo, os minoritários poderiam ficar com apernas 5% das ações.

A OGX deverá apresentar finalmente nesta próxima semana o plano de recuperação judicial, que é obrigatório para que a empresa possa continuar com o plano de recuperação. A apresentação do plano estava prevista para janeiro, mas foi prorrogada a pedido da própria empresa.

A dívida da OGX com credores internacionais chega a US$ 5,1 bilhões. Eike teve seu patrimônio de bilhões derretido a partir do ano passado devido às dívidas, depois que resultados decepcionantes na produção de seus poços de petróleo afugentaram os investidores.

FONTE: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2014/02/08/eike-consegue-fechar-acordo-com-credores-da-ogx/

E mais um anel saiu das mãos de Eike Batista: agora foi a petroleira OGP

A matéria abaixo publicada pela Bloomberg informa que Eike Batista, para não ver a OGP (antiga OG(X)) quebrar de vez, acaba de aceitar um acordo com seus credores internacionais para receber uma injeção de capital na ordem de 200 milhões de dólares. Mas para conseguir isto, Eike teve que entregar o controle que ainda detinha da empresa que fundou. Do contrário, não havia jogo.

Agora que o número de empresas outrora conhecidas por pertencer à franquia “X” já se reduziu ao extremo, que ninguém fique com pena de Eike, pois ele (ao menos por enquanto) continua um homem rico. Agora com a tomada de controle da OGP por um fundo de investidores internacionais, o que está efetivamente acontecendo é que uma parcela das reservas de petróleo do pré-sal estão passando para as mãos de estrangeiros. E eu saliento: praticamente de graça!

Pimco-Led Group Said to Agree $200 Million OGX Deal

By Cristiane Lucchesi and Juan Pablo Spinetto  

Creditors led by Pacific Investment Management Co. agreed to terms for about $200 million of financing for Eike Batista’s oil company that will strip control from the former billionaire, said two people with knowledge of the talks.

The arrangement with Oleo & Gas Participacoes SA (OGXP3) bondholders will be signed as soon as today, the people said, asking not to be identified before the deal is made public. Deutsche Bank AG will act as an intermediary in the transaction, said one of the people.

The press department at OGP, formerly OGX, declined to comment when contacted by telephone in Rio de Janeiro. Pimco and Deutsche Bank press officials didn’t immediately comment when contacted by phone.

The accord would end more than six weeks of talks to finalize a preliminary debt-for-equity swap announced on Dec. 24 that will give creditors control of the explorer founded by Batista. The DIP financing will help cover costs at its only producing oil field as the company looks to emerge from bankruptcy protection after triggering Latin America’s largest corporate default last year.

The financing forms part of a restructuring plan that OGP needs to deliver to a court in Rio. The company has until Feb. 17 to present the plan, Caetano Berenguer, a partner at law firm Sergio Bermudes that represents OGP, said in a telephone interview today.

The judge evaluating the case probably will approve the plan if it means preventing the company from running out of cash, said Renee Dailey, a partner at Bracewell & Giuliani LLP in Hartford, CT.

“There’s a preference for restructuring, meaning there is a preference in keeping businesses running and people working,” she said in a telephone interview yesterday. “If this does that, that’s a compelling reason for the court to approve it.”

OGP surged in value in 2009 and 2010 after reporting discoveries at more than 80 percent of wells drilled, allowing Batista to tap debt markets to finance operations. Shares of OGP Have slumped 98 percent since the company started output in January 2012.

FONTE: http://www.bloomberg.com/news/2014-02-07/pimco-led-group-said-to-agree-200-million-ogx-deal.html

Império “X”: a crise continua

emaranhado

Quando Eike Batista criou seu império de empresas pré-operacionais ele o fez de forma de torná-las fortemente conectadas, de modo a potencializar seus próprios ganhos. A esse emaranhado fortemente ligado de empresas alguém já até deu o jocoso nome de “corrente de Santo Antonio da bolsa de valores”. Agora que a crise se abateu de forma inapelável sobre o império “X”, a conexão que antes significava chance de multiplicar lucros se tornou uma imensa fonte de problemas como, aliás mostra a matéria abaixo do Jornal Valor Econômico. É que lutando para não morrer com o mico na mão, credores da OS(X) e da OG(X) lutam para ver como jogar o pepino no colo uns dos outros.

Com isso, o que se vê é que a OG(X) ou OGP como foi rebatizada para ocultar a sua gênese “X” está em graves dificuldades, correndo o risco de sequer garantir o processo de recuperação judicial, o que aprofundaria ainda mias o inferno astral de Eike Batista e do que restou do seu império. Simples assim!

Credores de OGX e OSX negociam termos de contratos

Uma intensa negociação entre os credores da OGP (antiga OGX) e os credores internacionais do estaleiro OSX dificulta o andamento da recuperação judicial da petroleira de Eike Batista.

Os principais credores da OGX firmaram, no fim do ano, um entendimento pelo qual se tornarão acionistas da empresa. Porém, para assinar o acordo, eles querem que a OSX garanta os contratos já firmados com a petroleira para o aluguel da plataforma usada no campo de Tubarão Martelo. Sem isso, a conta feita pelos detentores de bônus da OGX para ficar com as ações deixaria de fechar.

Para a construção das plataformas de petróleo, a OSX tomou dívidas, que seriam pagas a partir do momento que em produzissem. Como a OGX não encontrou o petróleo, o estaleiro ficou sem esse fluxo de receita. Quando pegou os recursos com bancos e investidores internacionais, a OSX deu garantias de que, em caso de default, eles poderiam ficar com as plataformas ou as empresas criadas para abrigá-las.

Agora, credores da OSX estão, de certa forma, valorizando suas posições e querendo modificar contratos em termos que lhe sejam mais benéficos. Por outro lado, os detentores de bônus da OGX querem ter a segurança legal de que não existe a possibilidade de fecharem o acordo de recuperação da petroleira e, no dia seguinte, os credores da OSX executarem o direito de ficar com uma das plataformas. Também não querem ter de renegociar contratos depois.

O cerne da disputa reside na plataforma OSX-3, criada para operar em Tubarão Martelo e que teve sua construção financiada por uma emissão de bônus no mercado internacional. São os detentores desses bônus da OSX que estão à frente das conversas e já acenaram algumas vezes com a possibilidade de executar suas garantias.

De acordo com fontes ouvidas pelo Valor, essa possibilidade seria pequena, uma vez que as plataformas estão no Brasil e, portanto, protegidas pelo pedido de recuperação judicial feito pela empresa. Vender as plataformas também não seria uma saída fácil, já que foram feitas sob medida para a OGX.

Por sua vez, a OGX tem interesse em rever o valor do aluguel que paga pelo uso da plataforma OSX-3. O contrato prevê o pagamento de US$ 365 mil por dia, mas a petroleira argumenta que essa cifra se refere a uma produção em Tubarão Martelo muito maior que o volume que será efetivamente extraído do campo, já que as estimativas foram revisadas para baixo.

Nesta semana, em São Paulo, os dois blocos de credores mantiveram intensa agenda de reuniões. A expectativa é que consigam chegar a um acordo porque a liquidação das companhias não seria a melhor opção para nenhum deles.

Fonte a par das conversas diz que há, das duas partes, um entendimento de que é preciso alinhar os contratos para que as empresas tenham condições de sobreviver. Porém, até agora, não há um acerto sobre os termos do aluguel nem das condições de rescisão.

Enquanto isso não acontece, as companhias estão estranguladas. Recursos necessários à OGX não estão chegando à companhia porque as negociações com os credores do estaleiro dificultam o já complexo processo de recuperação judicial da petroleira.

É mais um desafio para a OGX, que também enfrenta dificuldades para receber o aporte de US$ 200 milhões já negociado com seus credores internacionais. Segundo uma pessoa a par do assunto, a injeção de recursos está engatilhada, mas cada investidor precisa definir a forma e as condições em que o aporte será feito, processo que está demorando mais que o previsto.

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3422520/credores-de-ogx-e-osx-negociam-termos-de-contratos#ixzz2sd7EArnZ

Ex-OGX confirma saída de gestoras do grupo de credores

Por Renato Rostás e Talita Moreira | Valor

SÃO PAULO  –  A Oleo e Gás Participações (OGP), nova denominação da OGX, de Eike Batista, confirmou nesta sexta-feira que algumas gestoras de recursos deixaram o grupo de credores que negocia com a empresa a reestruturação de sua dívida.

O Valor já havia noticiado que pelo menos BlackRock e GSO, braço de investimentos em ativos podres da Blackstone, venderam os bônus em seu poder e não participavam mais das rodadas de negociação.

Em resposta a ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a OGP observou que não informou o evento em fato relevante porque a negociação de papéis de dívida é comum “e fora do controle da companhia”.

“Como é de conhecimento público, os ‘bonds’ de emissão da companhia são negociados livremente no mercado internacional, sem interferência [da empresa] nessas negociações”, diz o comunicado.

A petrolífera também afirmou que as vendas dos bônus não afetam em nada as tratativas com os credores. Os novos detentores dos papéis continuarão sujeitos aos acordos fechados no âmbito das conversas.

Jornalista lança livro sobre a ascensão e queda do Império “X”

As cinzas do incêndio nem bem esfriaram e já teremos o primeiro livro no mercado trazendo uma análise do colapso do império “X”. O autor é o jornalista Sérgio Leo que é colunista do Jornal Valor Econômico. O anúncio foi dado na coluna de Ancelmo Góis do jornal O GLOBO. Para os que quiserem entender as entranhas desse rumoroso caso de desconstrução imperial, a obra deverá ser um prato cheio. Já para os adoradores de Eike Batista, a leitura da obra deverá ser como a segunda morte do Mídas de São João da Barra.

Crônica do Império X

Vai virar livro, pela Nova Fronteira, a trajetória das empresas X, de Eike Batista. “Ascensão e queda do Império X”, do coleguinha Sérgio Leo, mergulha nos bastidores dos acontecimentos que levaram à perda de uma fortuna estimada em US$ 34 bilhões. A versão digital entra em pré-venda amanhã.

FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/

Grandes credores internacionais abandonam o barco (furado) da OGX

OGX perde credores internacionais BlackRock e GSO

Empresas investidoras venderam seus títulos faltando apenas alguns dias para a apresentação do plano de recuperação judicial.

 

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Julia Carvalho, de 

Eike Batista durante entrevista para o programa Roda Viva

 Eike Batista: OGX perde dois grandes credores às vesperas de apresentar plano de recuperação judicial

 São Paulo – Dois dos principais credores da Óleo e Gás, antiga OGX, deixaram na noite desta terça-feira suas posições na empresa de Eike Batistasegundo o jornal Valor Econômico.

Tanto a BlackRock quanto a GSO venderam suas participações para outros credores que fazem parte do grupo de recuperação, como a Pimco, a Spinnaker e a Ashmore.

A venda pode ter representado certa insatisfação com o plano de recuperação judicial da companhia, que deve ser anunciado na próxima sexta-feira.

A divergência se dá porque a OGX ainda não conseguiu definir os termos em que os credores estrangeiros fariam um investimento de 200 milhões de dólares. Após o aporte, eles ficariam com 90% das ações da empresa, e Eike Batista diminuiria sua participação de 50% para 5%.

O grupo de credores representa a maior parte da dívida da OGX, que chega a 5,8 bilhões de dólares.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/ogx-perde-credores-internacionais-blackrock-e-gso

OGX, petroleira de Eike Batista, está com dificuldades para honrar compromissos assumidos com credores

OGX: Prazo para cumprir acordo com credores é estendido para dia 31

Por Natalia Viri | Valor
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SÃO PAULO  –  A Óleo e Gás Participações (antiga OGX) estendeu para o dia 31 de janeiro o prazo para entregar sua proposta de recuperação judicial e assinatura de um financiamento com os detentores de bônus. A empresa tinha se comprometido a cumprir essas condições — necessárias para o acordo com os credores — hoje, mas, conforme antecipou o Valor, não conseguiu cumprir o calendário.

A empresa tenta fechar um acordo prévio que garanta a aprovação por parte dos credores para o plano de recuperação a ser apresentado (“plan support agreement”). As negociações envolvem, além da conversão de bônus em novas ações, um empréstimo de US$ 200 milhões por parte dos bondholders, que ainda não saiu.

Enquanto isso, a companhia tomou um empréstimo “emergencial” com o Credit Suisse, no valor de US$ 50 milhões, para continuar tocando suas atividades operacionais, concentradas no campo de Tubarão Martelo, que começou a operar em dezembro.

Em fato relevante, a OGX afirmou que as tratativas com os credores que aderiram ao plan support agreement “continuam evoluindo dentro das expectativas”. A empresa tem dívidas de US$ 3,8 bilhões.

“A implementação do plano de recuperação judicial, a ser apoiado pelos detentores de bonds representando a maioria dos bonds em circulação, permitirá a superação da atual crise financeira da companhia, assegurando a continuidade de suas atividades, com pleno atendimento de seus objetivos e função social.

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3406860/ogx-prazo-para-cumprir-acordo-com-credores-e-estendido-para-dia-31#ixzz2rWRTdLW3

JB: Minoritários da OGX questionam omissão da CVM

Informações otimistas da empresa não foram conferidas

Jornal do Brasil

Os acionistas minoritários da OGX declararam guerra à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por omissão e negligência com relação às informações divulgadas no ano passado pela petrolífera e seu principal acionista, Eike Batista, que camuflaram a verdadeira situação da empresa. A descoberta de grandes reservas de petróleo anunciadas por Eike, afirmam os investidores, serviram apenas para obtenção de lucro na venda de ações e encobriram áreas de exploração totalmente inviáveis ou com reservas bem menores do que as divulgadas.

Segundo o economista Aurélio Valporto, houve fraude nessas divulgações e os acionistas minoritários tiveram perdas acentuadas de seus patrimônios. Muitos, inclusive, afirma Valporto, perderam imóveis e outros bens. “A OGX informou aos acionistas que tinha enormes quantidades de petróleo, já descoberto, quando na verdade a campanha exploratória foi um fracasso completo. Com isso as ações foram mantidas artificialmente elevadas no mercado”, disse ele.

Os processos de nº 0000950-49.2014.4.02.5101 e 0032719-12.2013.4.02.5101, segundo Valporto, correm na 24ª e 30ª Varas Cíveis do Rio de Janeiro, respectivamente e além da CVM incluem ainda Eike Batista, seu pai, Eliezer Batista, além do ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan. Valporto afirma ainda que novas ações de autoria dos minoritários darão entrada na justiça contra ex-diretores da OGX, entre eles, Roberto Monteiro, que foi diretor de relações com os investidores, e o ex-presidente da empresa e diretor de produção, Paulo Mendonça.

Os acionistas minoritários deverão ainda questionar na justiça a atuação de outros conselheiros da OGX, segundo Valporto, entre eles o ex-ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho e a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie. As ações deverão responsabilizar todos os envolvidos pelo o que aconteceu. De acordo com as informações divulgadas pela OGX ao mercado, a empresa possuía reservas de petróleo muito superiores às que realmente existiam.

A verdadeira situação só foi conhecida com as primeiras frustrações de produção e com o abandono de vários campos de petróleo, cuja produção era inviável. As ações da OGX caíram 98,7%, despencando de R$ 23 em outubro de 2010 para menos de R$ 0,30. “Foi uma fraude monumental, escondendo-se dos acionistas minoritários, por um ano, o fato de que não havia petróleo, de modo que os diretores ganharam muito dinheiro fazendo vendas a descoberto de ações da empresa”, disse Valporto.

PERDA DE PATRIMÔNIO

Diante das perspectivas de ganho com ações da OGX, vários acionistas começaram a investir boa parte de seus patrimônios nos papeis da OGX, inclusive estimulados pelo próprio Eike Batista que em várias entrevistas afirmava que a ação da empresa estava barata e teria uma valorização excepcional. Eike disse que as reservas da empresa se constituíam nos melhores campos de exploração do mundo, com valor equivalente a um trilhão de dólares. Esse cenário foi responsável por perda de imóveis, cancelamento de estudos no exterior, queima de poupança, entre várias outras histórias vividas pelos minoritários.

Sem querer se identificar, esses acionistas contam suas histórias e mantém a esperança de um dia recuperar o que perderam. M. teve que vender seu apartamento da Tijuca, no Rio de Janeiro, no ano passado para poder cobrir suas necessidades financeiras. O imóvel, avaliado em R$ 500 mil, cobriu várias despesas, mas obrigou o investidor a morar de favor na casa de parentes. Inicialmente, M. adquiriu ações da OGX dentro de uma carteira diversificada, mas com a perspectiva de ganhos maiores, a partir das declarações de Eike, se sentiu mais confiante em ampliar sua posição nesses papeis e acabou com um enorme prejuízo e perda de patrimônio.

Engenheiro formado, J. vislumbrou a possibilidade de fazer mestrado numa universidade na Inglaterra e investiu suas economias em ações da petrolífera. Tinha a esperança de custear os estudos, nada baratos, com os ganhos das ações. Matriculou-se, fez várias despesas para se manter como estudante e iniciou o curso no começo de 2013, mas antes do ano terminar teve que cancelar tudo pelas perdas que teve com as ações. Perdeu o que investiu e, se puder retomar o curso, terá que começar praticamente do zero porque não conseguiu completar sequer uma etapa que pudesse ter continuidade posteriormente.

A “possível” valorização das ações da OGX também levaram C. a redirecionar praticamente todos os seus investimentos para a compra de ações da petrolífera de Eike. Como vários pequenos investidores, C. não acreditou na queda dos papeis quando começaram a derreter e permaneceu com as ações. Acreditava que poderia recompor suas economias que, na verdade não eram só suas, mas de sua mulher também. A poupança conjunta foi-se embora e agora C. vive dando desculpas para a esposa sobre as aplicações que não existem mais. Ele não revela os valores, mas diz apenas que era parte importante do patrimônio do casal.

De acordo com Aurélio Valporto, no início de 2013, as ações da OGX chegaram a ter o valor equivalente a cerca de duas vezes e meia seu patrimônio líquido numa relação igual a das ações da americana Exxon que é a maior companhia petrolífera do mundo com um valor de mercado que Eike sequer chegou perto com seu império X. “Essa situação demonstrava uma solidez que a empresa não tinha e a CVM em nenhum momento verificou essa situação. Isso é o que estamos questionando nas ações”, afirma Aurélio.

FONTE: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2014/01/24/minoritarios-da-ogx-questionam-omissao-da-cvm/