JB faz resenha de denúncias que rondam Eike Batista

novelos

A matéria abaixo publicada pelo Jornal do Brasil é, na verdade, uma resenha de várias notícias que estão sendo publicadas ou circulando no mercado de ações. E ao que tudo indica a situação de Eike Batista é daquele tipo “mais enrolado que novelo de lã”.

Os indícios que estão sendo levantados apontam para uma série de contradições, negócios obscuros e possíveis violações das regras do mercado de ações. Até a Prumo Logística (ex- LL(X)) pode ser afetada por uma herança maldita envolvendo negócios pouco claros dos tempos em que Eike Batista era o controlador. Esta situação por si só coloca em dúvida ainda mais as chances reais do Porto do Açu entrar, desculpe-me o trocadilho, no “prumo”.

Com tantas denúncias envolvendo Eike, como recuperação judicial foi concedida? 

Por Jornal do Brasil

Na mesma velocidade com que o patrimônio de Eike Batista se desintegra, as denúncias e suspeitas envolvendo suas empresas e negócios vêm à tona, mostrando que há ainda muito a ser desvendado. Com todas estas revelações, uma pergunta fica no ar: como Eike conseguiu na Justiça o direito à recuperação judicial? Com a palavra, o juiz que concedeu a recuperação.

Com apenas 6 anos, OGX tem direito à recuperação?

Na edição deste domingo (15), a Folha de S. Paulo  traz reportagem na qual revela que, cinco meses antes de quase quebrar, a OGX pagou uma comissão de US$ 40 milhões a uma empresa desconhecida de Hong Kong para intermediar a instalação de uma plataforma de petróleo. O que chama a atenção, de acordo com a reportagem, é que depois que o dinheiro foi pago, a petroleira desistiu do serviço e a construção do equipamento foi abandonada. “Ou seja, pagou-se uma comissão milionária para nada”, diz o texto.

A empresa de Hong Kong era a World Engineering Services (WES). De acordo com a reportagem, ela foi contratada para atuar como uma espécie de corretora para intermediar o aluguel do navio que faria a instalação da plataforma. A comissão da corretora foi paga sem nenhum contrato entre a OGX e a empresa dona do navio, a italiana Saipem.

Eike Batista
Eike Batista

Ainda segundo o texto, o valor da comissão ficou muito acima da média do mercado. “No setor de petróleo, corretores de navios cobram de 1% a 4% do montante do contrato. A WES recebeu 16% dos US$ 250 milhões que a Saipem cobraria para alugar o navio se a operação fosse efetivamente concluída. A empresa de Hong Kong nem sequer aproximou OGX e Saipem, pois elas já negociavam havia meses.”

De acordo com a Folha, o contrato com a WES, obtido pela reportagem, foi assinado em 28 de março pelo ex-presidente da petroleira Luiz Carneiro e pelo ex-diretor de relações com mercado Roberto Monteiro.

“Apenas 42 dias depois, a WES conseguiu o que executivos envolvidos no negócio consideram “milagre”: furou uma fila de nove meses e convenceu a Saipem a instalar a plataforma para a OGX em janeiro de 2014″, diz o texto.

Contudo, de acordo com a reportagem, o “milagre” da WES nunca rendeu benefícios para a OGX. Um mês depois de a empresa de Hong Kong receber sua comissão, o grupo EBX parou de pagar à Techint, que construía a plataforma.

Segundo executivos envolvidos, um empréstimo do BNDES não foi liberado.

O texto termina acrescentando que, nos meses seguintes, “a OGX oficializou que suas reservas de petróleo eram muito menores que o divulgado, embora já tivesse estudos que indicassem isso um ano antes. As reservas de Tubarão Martelo foram reduzidas para cerca de um terço.”

E ainda que “a plataforma – cuja instalação era tão urgente que justificava uma comissão de US$ 40 milhões a um corretor – está inacabada no litoral do Paraná. Eike tenta vendê-la para pagar dívidas do grupo.”

Estas denúncias se juntam a muitas outras envolvendo o empresário. Um grupo de acionistas minoritários da OGX decidiu entrar com ações contra a empresa, Eike Batista e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Eles acusam a política de divulgação da OGX, que anunciou informações otimistas sobre o campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos. Em julho deste ano, o bloco foi devolvido por não ser viável economicamente.

O declínio da empresa de Eike acontece há mais de um ano, com poços produzindo um montante de barris bem abaixo do prometido. No entanto, os desinvestimentos foram poucos, já que as promessas eram muitas. Os acionistas acreditavam ser apenas uma “fase ruim”. A situação só ficou clara com o anúncio de desistência do campo de Tubarão Azul, mas, nessa altura, já era tarde. “Nós (os acionistas) nos reunimos com regularidade para analisar a situação da empresa e por algumas vezes constatamos que os resultados estavam bem abaixo do prometido, mas acreditamos ser uma falha técnica nos testes de engenharia, eles acontecem”, explica Eduardo Mascarenhas, engenheiro e acionista minoritário da OGX. “Mas quando anunciaram a desistência do campo de Tubarão Azul, foi um absurdo. Como um poço que prometia ser um dos maiores do mundo passa a ser nulo? É grave demais”, completa.

Veja reportagem do ‘Jornal do Brasil’

Como se não bastasse, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu abrir processo para apurar se o empresário Eike Batista violou a Lei das S.A. (6.404/76) se utilizando das redes sociais para estimular a compra de ações da petrolífera OGX ao mesmo tempo em que vendia papéis da empresa, numa manobra para estimular o aumento de preços e se beneficiar com as vendas. Entre os diversos tweets, chamam a atenção os publicados em 29 de maio de 2013. Eike usou sua conta pessoal no Twitter para pedir paciência aos investidores que o seguiam, além de traçar um cenário positivo para a empresa ao mesmo tempo em que comercializava as ações.

A postagem foi feita no dia 29 de maio deste ano, quando o empresário vendeu cerca de 19 milhões de ações da OGX na Bovespa. A CVM já investiga Eike Batista por descumprimento da lei e as punições a ele poderão ser desde advertência, multas e a cassação do registro para operar. Quando a situação da OGX começou a ficar mais clara para o mercado, os investidores, principalmente os pequenos, se mobilizaram para acionar Eike e tentar o ressarcimento das perdas.

Veja reportagem do ‘Jornal do Brasil’

Como se não bastasse, há informação no mercado envolvendo empresa de logística, de transporte e a mineradora de Eike Batista. Um contrato teria sido realizado para transporte da produção de minério. Contudo, o montante a ser transportado era, na realidade, muito menor do que o previsto. A intenção era fazer com que o mercado acreditasse que a produção era bem maior do que o que acontecia na realidade. Mesmo pagando cifras milionárias para o transporte que não aconteceria, o prejuízo seria menor do que se o mercado descobrisse que as empresas não estavam produzindo tanto quanto anunciavam.

FONTE: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/12/15/com-tantas-denuncias-envolvendo-eike-como-recuperacao-judicial-foi-concedida/

G1: Eike Batista está com nome ‘sujo’ por calote de R$ 840

Mas loja de móveis, que protestou o empresário, diz que dívida foi paga.

Também há protestos de títulos de empresas em 7 cartórios de 3 estados.

Simone Cunha e Lilian Quaino, Do G1, em São Paulo e no Rio

Eike Batista, que já teve a sétima maior fortuna do mundo, está com nome “sujo” por conta de uma dívida de R$ 840 com uma loja de móveis planejados, segundo título protestado no Tabelionato do 1º Ofício do Rio de Janeiro obtido pelo G1. O pagamento deveria ter sido feito em 17 de fevereiro deste ano e foi protestado em março.

A função de um protesto é apontar que houve um calote de dívidas em títulos como cheque, fatura de compra ou serviço (duplicata) ou outros documentos de dívida. Ele torna difícil fazer operações como empréstimos, financiamentos e liberação de cartões de crédito. Segundo a lei de protestos de títulos (9.492 de 1997), é o “ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos e outros documentos de dívida”.

Funcionários da Treselle, loja de móveis planejados que protestou o título em nome de Eike disseram que a conta já foi paga. Até a publicação desta reportagem, no entanto, o título em nome do empresário continuava sob protesto. Cabe a quem teve o título protestado informar o cartório de que a dívida foi quitada.

Por meio da assessoria de imprensa, Eike Batista disse que não iria comentar o assunto.

Gerentes e vendedores da loja contaram, em anonimato, que o filho mais velho do empresário,Thor Batista, fez a compra que resultou no nome sujo. Há cerca de um ano, um casal jovem encomendou móveis planejados da loja que fica na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, para equipar cozinha e área de serviço de uma casa no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. A conta, em valor não mencionado, foi paga à vista com uma fatura em nome de Eike Fuhrken Batista.

Loja de móveis planejados do Rio protestou Eike por não pagar conta de R$ 840. (Foto: Lilian Quaino/G1)Loja de móveis planejados do Rio protestou Eike por não pagar conta de R$ 840. (Foto: Lilian Quaino/G1)

A cozinha foi montada, mas os trilhos das gavetas ficaram danificados e Thor voltou à loja para comprar novos, que custaram R$ 840. Funcionários da loja levaram o material e a fatura à casa do Jardim Botânico, que estava em obras, e deixaram aos cuidados de operários.

Além de Eike, as empresas OGX e OSX, que pertencem a ele, têm, cada uma, oito títulos protestados no mesmo cartório do Rio de Janeiro. A OGX tem R$ 1,67 milhão em títulos protestados e a OSX tem R$ 280,8 mil protestados. Juntas, as duas empresas do grupo EBX que pediram recuperação judicial têm R$ 1,95 milhão protestados só neste cartório do  Rio.

Além do Tabelionato do 1º Ofício do Rio de Janeiro, o G1 levantou a existência de protestos contra quatro empresas do grupo de Eike Batista em outros seis cartórios no Rio, em São Paulo e no Espírito Santo: OGX, OSX, MMX e LLX.

No cartório do Rio, a maior dívida protestada é da OGX, a petrolífera do grupo, que deixou de pagar, em julho, uma duplicata de R$ 1,040 bilhão à CP+, empresa de levantamento de dados marítimos e fornecimento de soluções em meio ambiente, do grupo Suzano.

Entre os protestos da OSX, o maior é uma dívida de R$ 255,9 mil a Megawork Consultoria e Sistemas, voltada a soluções em tecnologia. A empresa de impressão corporativa Simpress protestou quatro vezes as companhias de Eike que entraram com pedido de recuperação judicial num total de R$ 9,8 mil, no cartório carioca.

FONTE: http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/12/eike-batista-esta-com-nome-sujo-por-calote-de-r-840.html

Bloomberg: Acciona impede na justiça a recuperação judicial conjunta OGX/OSX


Por Emma Ross- Thomas & Rodrigo Orihuela

A justiça brasileira bloqueou uma tentativa de duas empresas de Eike Batista para terem seus casos de recuperação judicial consideradas conjuntamente. Esta decisão resultou de um pedido feito pela Acciona SA (ANA), segundo o que informou uma porta-voz empresa espanhola que não pode ser identificada por causa de uma política interna da empresa.

A Acciona é credora de cerca de 100 milhões de euros devidos pela OSX Brasil SA ( OSXB3 ), empresa de construção naval de Eike Batista . A decisão, noticiada hoje pelo jornal O Globo, não pôde ser imediatamente verificada nos registros na 14 ª Vara de Apelações do Rio de Janeiro.

A OGX Petróleo e Gás Participações SA ( OGXP3 ), empresa de petróleo de Batista , e a  OSX tentavam unificar seus casos de recuperação judicial para acelerar o processo,  segundo o que afirmaram duas fontees familiarizadas com o assunto  no mês passado. Eike Batista criou a OSX para fornecer navios para OGX que, no momento está lutando para produzir petróleo após cortar estimativas de reservas e devolver blocos de exploração ao governo federal. Duas das plataformas da OSX estão no Brasil, enquanto  uma terceira está ancorada na Malásia.

Sérgio Bermudes, advogado da OGX , não ofereceu nenhum comentário imediato quando contactado pela Bloomberg. Já a assessoria de imprensa da OSX não respondeu a um pedido de informação feita por correio eletrônico.

A Acciona foi contratada pela OSX , como parte da construção de seu estaleiro naval no norte do estado Rio de Janeiro. A OSX entrou com um pedido de recuperação judicial no dia 11 de novembro, e não incluiu sua unidade de leasing, através do qual a empresa é dona de três plataformas de petróleo, como parte da recuperação judicial.

“Eles (a Acciona) podem estar pedindo para que os casos executado separadamente para proteger os ativos da OSX dos credores da OGX, ” afirmou por telefone Leonardo Theon de Moraes,  advogado de um escritório especializado em processos de recuperação judicial sediado em São Paulo Mussi, Sandri & Pimenta Advogados. “Se eu fosse um advogado de detentores de obrigações ou credores da OGX, eu pediria ativos OSX para ajudar a pagar os empréstimos”, disse Leonardo Moraes.

FONTE: http://www.bloomberg.com/news/2013-12-05/osx-ogx-joint-bankruptcy-cases-blocked-by-court-acciona.html

Empresas “X” são campeãs do prejuízo nas bolsas latino-americanas

OGX PREJUIZO

América Latina: OGX tem o maior prejuízo no 3º trimestre na bolsa

Portal Terra

A petroleira OGX, de Eike Batista, que entrou com pedido de recuperação judicial em outubro, é a empresa da América Latina de capital aberto com maior prejuízo no terceiro trimestre, de acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira pela consultoria Economatica. A OGX está na quinta colocação no ranking geral, com prejuízo de US$ 953,1 milhões, seguida da empresa naval OSX, com prejuízo de US$ 794,8 milhões, também do grupo do empresário.

A consultoria analisou 15 empresas da América Latina e dos Estados Unidos com os maiores prejuízos no período. A empresa com o maior prejuízo é a metalúrgica americana United States Steel, com perdas de US$ 1,791 bilhão.  A Eletrobrás também aparece na lista das 15 empresas, na 11ª posição, e a HRT Petróleo, na 13ª posição.

Das 15 empresas com maiores prejuízos apenas na América Latina, 11 são do Brasil, duas do México e duas da Argentina.

Confira as 15 empresas com maiores prejuízos no terceiro trimestre na América Latina:

As 15 empresas com maiores prejuízos no terceiro trimestre na América Latina
As 15 empresas com maiores prejuízos no terceiro trimestre na América Latina

A OGX, empresa criada em 2007, fez a oferta inicial de ações (IPO, sigla em inglês) em junho de 2008 e levantou R$ 6,7 bilhões. O preço da ação na estreia foi de R$ 1.131. À época, a empresa arrematou 21 blocos exploratórios por meio da 9ª rodada de licitações da ANP. Em decorrência do auge da empresa, em 2011, Eike Batista atingiu o posto de 7º mais rico do mundo.

Em 2012, as críticas ao empresário começaram a aparecer. A Revista Época afirmou que o empresário tinha um ano para “entregar o que prometia” antes que os investidores desistissem da empresa. Para a publicação, o empresário construiu o império das empresas X sobre uma base que não era sólida, já que ele não possuía experiência no ramo de petróleo, prometendo metas consideradas altas, mas que suas empresas não tiveram a capacidade para entregá-las. Além disso, para alguns especialistas, Eike “abriu demais o leque”, já que seus investimentos iam de petróleo até o vôlei, por exemplo.

Segundo a revista, Eike conseguiu estruturar as empresas X graças ao dom nas vendas e ao bom momento do Brasil no cenário internacional pré-crise. Porém, sua principal empresa – a petrolífera OGX – não conseguiu entregar os altos resultados prometidos, comprometendo assim as demais companhias criadas para fornecer estrutura para ela, como a OSX, por exemplo. Além disso, Batista também perdeu diversos executivos de ponta (uma das bases para ele ter credibilidade no mercado), o que fez com que ele tomasse o pior dos golpes: a perda de confiança no mercado internacional. Com isso, segundo a Época, o empresário não teve verba para reinvestir em suas empresas do ramo de petróleo.

Ainda em 2012, a crise na empresa apareceu mais notoriamente quando a OGX rebaixou a projeção de produção de barris diários nos blocos de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. O campo, que deverá interromper suas operações no ano que vem, era o único produtor de petróleo da empresa. Inicialmente, a companhia previa reservas de até 110 milhões de barris no local, mas até maio deste ano só tinha produzido 10 mil.

No ano de 2013, Eike perdeu a colocação que tinha na Forbes (passou da 8º para a centésima posição no ranking dos mais ricos) e amargou um prejuízo de R$ 1,2 bilhão na OGX, 135% maior na comparação com o ano anterior. Ele começou então a vender parte das operações da petroleira.

Em crise, Eike Batista conseguiu um empréstimo de R$ 10,4 bilhões concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em outubro, a companhia anunciou que deixaria de pagar uma dívida de US$ 45 milhões (aproximadamente R$ 100 milhões) referentes a juros de bônus externos, o que gerou a expectativa de um pedido de recuperação judicial em 30 dias (nesta quinta-feira) para evitar um pedido de falência. Os juros são referentes a um empréstimo de US$ 1,063 bilhão com vencimento em 2022. No mesmo mês, a empresa demitiu cerca de 20% (60) dos cerca de 300 funcionários que ainda atuavam na companhia.

Segundo a agência de notícias Bloomberg, Batista, depois da crise, deixou de ser bilionário e agora teria menos de US$ 500 milhões líquidos (R$ 1,1 bilhão), segundo estimativa da publicação.

Crise no grupo EBX

Outros braços do grupo de Eike também enfrentam problemas. A construtora de navios OSX, muito dependente das demandas geradas pelas plataformas da OGX, deve sofrer em conjunto após o pedido de recuperação judicial da petroleira.

Em julho, Eike renunciou à presidência e do conselho de administração da MPX, empresa do setor de energia do conglomerado, que mudou de nome e passou a se chamar Eneva e é controlada pela alemã E.On. A empresa de energia também anunciou no começo da semana que firmou um contrato com bancos credores para assumir a parcela que não possui da OGX Maranhão, uma subsidiária da petroleira de Eike Batista, por R$ 200 milhões caso sua controladora, a petroleira OGX, fique inadimplente.

Segundo a consultoria Economática, apenas no primeiro trimestre de 2013, as seis companhias de capital aberto (ou seja, negociadas na bolsa) do empresário (OGX, MMX, MPX, OSX, LLX e CCX) registraram um prejuízo total de R$ 1,154 bilhão, alta de 539% em relação ao mesmo período do ano passado.

FONTE: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/11/28/america-latina-ogx-tem-o-maior-prejuizo-no-3o-trimestre-na-bolsa/

Reuters: OSX tem prejuízo de R$1,84 bi no 3o trimestre

SÃO PAULO (Reuters) – A empresa de construção naval OSX teve prejuízo de 1,84 bilhão de reais no terceiro trimestre, revertendo o lucro de 6,92 milhões registrado um ano antes, informou a empresa do grupo do empresário Eike Batista na noite de segunda-feira.

O resultado foi impactado por provisões para queda no valor de plataformas e para perdas com calotes.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou negativa em 1,839 bilhão de reais, ante resultado positivo em 13,1 milhões registrados um ano antes.

A receita líquida total da companhia somou 151,9 milhões de reais, avançando sobre os 80,4 milhões de um ano antes.

A OSX entrou com pedido de recuperação judicial este mês, vinculado ao processo da sua empresa-irmã OGX, em procedimento chamado juridicamente de “distribuição por dependência”.

O pedido de recuperação foi aceito na véspera, pelo juiz da 4a Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio, Gilberto Clovis Farias Matos, segundo informações do TJ-RJ.

Outras empresas do grupo EBX, do empresário, incluindo OGX e MMX, podem divulgar resultados de terceiro trimestre na sexta-feira, após adiarem datas marcadas anteriormente.

(Por Roberta Vilas Boas)

FONTE: http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE9AP00P20131126

UOL: Justiça aceita pedido de ‘concordata’ de estaleiro de Eike Batista

Do UOL, em São Paulo

O juiz Gilberto Clovis Faria Matos aceitou o pedido de recuperação judicial (antiga concordata) do estaleiro OSX (OSXB3), do empresário Eike Batista. A empresa entregou o pedido à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro no dia 11.

Na última quinta-feira (21), o mesmo juiz aceitou, com ressalvas, o pedido de recuperação judicial de outra empresa de Eike, a OGX.

A decisão foi enviada nesta quinta-feira (21) para publicação no Diário da Justiça Eletrônico. O UOL entrou em contato com os advogados e com a assessoria de imprensa da empresa, e aguarda retorno.

O pedido foi aceito para as três empresas da OSX que pediram a proteção judicial: OSX Brasil, OSX Construção Naval e OSX Serviços Operacionais.

De acordo com o juiz, cada uma deverá “apresentar seu próprio plano de recuperação judicial, mesmo que sejam idênticos ou interdependentes, e deverão ser analisados separadamente por seus respectivos credores, com absoluto respeito à autonomia patrimonial de cada sociedade, de tal sorte que deverão ser publicados quadros gerais de credores distintos para cada empresa”.

O juiz também determinou a intimação da Delloite Touche Tohmatsu para atuar como administrador judicial. A empresa deve apresentar a proposta de honorários no prazo de 24 horas.

A OSX, cujos ativos incluem um estaleiro inacabado no Porto de Açu, no norte do Rio de Janeiro, é uma das principais credoras da OGX. Quase todos os negócios da OSX dependem da OGX, uma vez que a empresa de construção naval foi criada para fornecer plataformas de produção à petroleira.

A recuperação judicial, antiga concordata, é uma opção para empresas que estão em crise, mas acreditam ter chances de sobreviver se forem acionadas algumas medidas.

Seguindo a OGX, OSX deverá dar calote em pagamento de juros a credores

OSX põe em dúvida pagamento de juros devidos sobre bônus

A empresa enviou uma carta à Norsk Tillitsmann, representante norueguesa dos detentores de bônus

Divulgação

Obras do estaleiro da OSX, em São João da Barra (RJ), em abril de 2013

 OSX: em 30 de junho, a OSX tinha aproximadamente US$ 2,3 bilhões em dívida

 São Paulo – A OSX Brasil, empresa de construção naval do Grupo EBX, que pediu recuperação judicial, informou nesta sexta-feira, 22, que não deve conseguir pagar juros, devidos em 20 de dezembro, sobre US$ 500 milhões em bônus.

A empresa enviou uma carta à Norsk Tillitsmann, representante norueguesa dos detentores de bônus. Os títulos foram emitidos pela OSX3 Leasing BV em 2012. Em setembro, a OSX conseguiu pagar US$ 11,6 milhões em juros a seus credores.

Na carta enviada aos credores, a OSX disse que pretende continuar as negociações visando encontrar uma solução para o problema do pagamento de bônus.

Em 30 de junho, a OSX tinha aproximadamente US$ 2,3 bilhões em dívida. O processo de recuperação judicial da empresa inclui a holding principal e duas subsidiárias, uma da área de construção naval e outra de serviços operacionais.

Fonte: Dow Jones Newswires.

Após OGX, OSX adia publicação do balanço

Por Daniela Meibak | Valor

SÃO PAULO  –  A empresa de estaleiros OSX adiou novamente a publicação do balanço do terceiro trimestre de 2013, na esteira da decisão tomada pela OGX Petróleo e Gás. De acordo com o calendário publicado  nos sites da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da própria OSX, os números devem sair segunda-feira, dia 25, após o fechamento do mercado. Inicialmente, a empresa publicaria dia 14 novembro, previsão que já havia sido mudada para a data de hoje.

No caso da petroleira do mesmo grupo, a OGX, o adiamento também ocorre pela segunda vez. A empresa publicará seu balanço “até o dia 29 de novembro”. A primeira data marcada foi dia 13 e a segunda, dia 22.

Em comunicado, a OGX diz que a  mudança acontece em decorrência da maior necessidade de prazo para a valiar os impactos no relatório de revisão das informações pelos auditores independentes, tendo em vista a decisão da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro em relação ao pedido de recuperação judicial da empresa.

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3347710/apos-ogx-osx-adia-publicacao-do-balanco#ixzz2lN0mvmO9

BNDES e Caixa são os maiores credores nacionais da OSX

Valor

Entre os mais de R$ 4,5 bilhões em dívidas declaradas pela OSX, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal (CEF) somam mais de R$ 1 bilhão. Em ambos os casos, a empresa apresentou garantias bancárias. No caso da CEF, a garantia é do Santander, com obrigação solidária da OSX Brasil. Já o BNDES recebeu como garantia carta-fiança do Banco Votorantim, também com garantia de ações, proventos e dividendos vinculados às empresas e operações do grupo.

A informação consta do Quadro Geral de Credores anexado à petição que aguarda a decisão do juiz da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Os dois maiores credores, porém, são estrangeiros: bônus que somam R$ 1,1 bilhão e um leasing no valor de R$ 956 milhões.

A Acciona, responsável pelas obras do Porto do Açu, é credora, de acordo com a empresa, em R$ 300 milhões. Constam ainda da lista, com créditos superiores a R$ 100 milhões, o Credit Suisse (R$ 193 milhões) e o BTG Pactual (R$ 198 milhões).

O quadro apresentado pela OSX ainda será objeto de contestação dos credores, que poderão divergir dos valores e até inscrever novas dívidas. Antes, porém, o juiz precisa aceitar o pedido de recuperação judicial e nomear o administrador judicial. Neste momento, o processo da OSX está no Ministério Público.

FONTE: http://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2013/11/14/bndes-e-caixa-sao-os-maiores-credores-nacionais-da-osx.htm

Exame: OSX tem mais de 370 instituições em sua lista de credores

Segundo Estadão, bancos são a maior parte dos credores da companhia de Eike Batista

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Daniela Barbosa, de 

Divulgação 

Estaleiro da OSX no Porto de Açu, em São João da Barra (RJ)

 OSX:  estaleiro no Porto de Açu, principal empreendimento da companhia

 

São Paulo – A OSX, braço de construção naval do grupo EBX, de Eike Batista, tem exatamente 373 insituições em sua lista de credores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, desta quarta-feira.

Bancos são a maior parte dos credores da companhia, que soma dívida de 4,5 bilhões de reais. De acordo com a reportagem, os dez maiores credores da OSX concentram 90% de toda a dívida da empresa de Eike.

Ontem, a Justiça confirmou que  processo de recuperação judicial de OSX foi distribuído na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio, a mesma que cuida da recuperação da petroleira OGX.

Na segunda-feira, a OSX entrou com pedido de recuperação judicial. Com a efetivação do pedido, companhia se tornou a segunda empresa do grupo

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/osx-tem-mais-de-370-instituicoes-na-lista-de-cred