
Por TB Express
Nas últimas semanas, vídeos que circulam nas redes sociais chamaram a atenção ao mostrarem um material estranho sobrenadando no rio Tibagi com aparência semelhante à polpa celulósica nas proximidades da Klabin (do Paraná, que fica localizada no município de Telêmaco Borba).
Esse material, conhecido como polpa ou cavaco cozido, é composto por fibras de madeira. O despejo desse tipo de resíduo diretamente em corpos d’água configura um grave crime ambiental, pois provoca sérios desequilíbrios ecológicos, com impactos imediatos e também de longo prazo para a vida aquática e para a saúde humana.
Um dos principais efeitos é a morte de organismos aquáticos por asfixia. Durante a decomposição dessa matéria, ocorre um consumo intenso do oxigênio dissolvido na água, o que leva ao sufocamento de peixes e outros seres vivos.
Além disso, essa polpa pode conter substâncias tóxicas, como dióxido de enxofre, metais pesados, dioxinas e furanos. Esses contaminantes tendem a se acumular no leito do rio, causando poluição persistente.
A celulose sólida também pode se depositar no fundo do rio, soterrando habitats naturais, destruindo áreas de reprodução de peixes e reduzindo a profundidade do leito, o que agrava ainda mais os danos ambientais.
Outra consequência visível é a alteração física da água, que passa a apresentar turbidez, mau cheiro e formação de espuma. Essas condições comprometem o abastecimento de água e prejudicam atividades tradicionais das comunidades ribeirinhas.
Os riscos à saúde humana também são significativos. Populações que utilizam a água do rio podem sofrer com alergias de pele, dores de cabeça, enxaquecas e até contaminações mais graves por meio da ingestão de substâncias tóxicas.
Vale destacar que a polpa celulósica não se dissolve facilmente na água. Ela forma uma massa de resíduos sólidos que demora a se decompor, prolongando os efeitos da poluição. Além disso, as toxinas podem se acumular ao longo da cadeia alimentar, contaminando peixes que posteriormente são consumidos pela população.
Portanto, os munícipes querem saber: Quem vai arcar com o ônus de ações que causam prejuízos ao meio ambiente, à saúde pública e à qualidade de vida?
Fonte: TB Express